<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="2383" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/2383?output=omeka-xml" accessDate="2026-07-29T12:37:17-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="1465">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/8/2383/1495-1508-1-PB.pdf</src>
      <authentication>ef73c336fe474456cfddc7f0daac6092</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="28795">
                  <text>As contribuições do profissional bibliotecário para a gestão da
informação nas organizações do Pólo Naval de Rio Grande/RS

Andréa Oliveira Simões de Avila (FURG) - andreaoavila@gmail.com
Gisele Dziekaniak (furg) - giseledziekaniak@yahoo.com.br
Resumo:
No atual contexto organizacional a informação constitui-se em ativo
fundamental para a criação de vantagem e inteligência competitiva. Neste sentido,
apresentam-se os resultados de uma pesquisa realizada em 2012, que analisou
como ocorre a atuação do bibliotecário nas empresas do Pólo Naval da cidade de Rio
Grande/RS confrontando esta atuação com a teoria da gestão da informação e
da disseminação seletiva da informação. Esta pesquisa constitui-se em estudo de
caso com abordagem qualitativa, cujo caráter é exploratório. Utilizou-se como técnica de
amostragem o método bola-de-neve e como instrumentos de coletas de
dados a entrevista semi-estruturada e a observação direta não-participante. Os dados
coletados foram analisados a partir da Análise de Conteúdo em Bardin (1977). Constatou-se
que o bibliotecário é o profissional fundamental para auxiliar as organizações no tratamento
documental e na disseminação da informação, sendo esta, subsídio para a tomada de decisão
nos níveis tático, operacional e estratégico das empresas. Contudo, nas empresas analisadas
constatou-se que a gestão da informação e a disseminação seletiva da informação ocorrem de
forma insipiente, uma vez que são satisfeitas apenas as demandas informacionais pontuais.
Para que
a gestão ocorra de forma mais ampla e satisfatória sugere-se usar como base, a literatura
sobre gestão da informação e disseminação seletiva da informação, para auxiliar no
planejamento e posterior oferecimento de novos produtos e serviços subsidiados por
ferramentas tecnológicas como o RSS e redes sociais. As
tecnologias da web 2.0, quando bem utilizadas, agregam valor às atividades de gestão da
informação e de disseminação seletiva da informação.
Palavras-chave: Gestão da informação. Profissional bibliotecário. Disseminação Seletiva da
Informação. Pólo Naval de Rio Grande/RS.
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

As contribuições do profissional bibliotecário para a gestão da informação nas
organizações do Pólo Naval de Rio Grande/RS
Resumo:
No atual contexto organizacional a informação constitui-se em ativo
fundamental para a criação de vantagem e inteligência competitiva. Neste sentido,
apresentam-se os resultados de uma pesquisa realizada em 2012, que analisou
como ocorre a atuação do bibliotecário nas empresas do Pólo Naval da cidade de
Rio Grande/RS confrontando esta atuação com a teoria da gestão da informação e
da disseminação seletiva da informação. Esta pesquisa constitui-se em estudo de
caso com abordagem qualitativa, cujo caráter é exploratório. Utilizou-se como
técnica de amostragem o método bola-de-neve e como instrumentos de coletas de
dados a entrevista semi-estruturada e a observação direta não-participante. Os
dados coletados foram analisados a partir da Análise de Conteúdo em Bardin
(1977). Constatou-se que o bibliotecário é o profissional fundamental para auxiliar as
organizações no tratamento documental e na disseminação da informação, sendo
esta, subsídio para a tomada de decisão nos níveis tático, operacional e estratégico
das empresas. Contudo, nas empresas analisadas constatou-se que a gestão da
informação e a disseminação seletiva da informação ocorrem de forma insipiente,
uma vez que são satisfeitas apenas as demandas informacionais pontuais. Para que
a gestão ocorra de forma mais ampla e satisfatória sugere-se usar como base, a
literatura sobre gestão da informação e disseminação seletiva da informação, para
auxiliar no planejamento e posterior oferecimento de novos produtos e serviços
subsidiados por ferramentas tecnológicas como o RSS e redes sociais. As
tecnologias da web 2.0, quando bem utilizadas, agregam valor às atividades de
gestão da informação e de disseminação seletiva da informação.
Palavras-chave: Gestão da informação. Profissional bibliotecário. Disseminação
Seletiva da Informação. Pólo Naval de Rio Grande/RS.
Área temática: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação.
1 INTRODUÇÃO

No atual contexto organizacional a informação constitui-se em ativo
fundamental para a criação de vantagem e inteligência competitiva.
Porém, a literatura cita que inúmeras empresas apesar de possuírem
departamentos de gestão da informação, que focam na Disseminação Seletiva da
Informação (DSI), estas empresas encontram dificuldade em promover a gestão na
prática. Como destaca Choo (2003, p. 28): “a construção e utilização do
conhecimento é um desafio para as empresas. Conhecimentos e experiências se
encontram dispersos pela organização e se concentram em geral em determinados
indivíduos ou unidades de trabalho”.
1

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Nesse contexto, surge o questionamento: qual a atuação do bibliotecário que
trabalha no Pólo Naval da cidade de Rio Grande com relação à Gestão da
Informação?
Para tanto, utilizou-se a abordagem qualitativa com o desenvolvimento e
aplicação de um roteiro de entrevista, o qual foi aplicado a bibliotecárias que atuam
em empresas que fazem parte do Pólo Naval de Rio Grande, RS visando identificar
suas atuações no âmbito da gestão da informação.
Para análise dos resultados elegeu-se a Análise de Conteúdo, a qual segundo
Bardin (1977, p.42) é uma técnica baseada na análise das comunicações, que faz
uso da criação de categorias para auxiliarem na análise dos dados coletados.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Para o desenvolvimento da pesquisa, buscou-se fundamentos na literatura
sobre capital intelectual e inteligência competitiva, gestão da informação,
disseminação seletiva da informação, profissional bibliotecário e importância do
profissional bibliotecário na gestão da informação. As mesmas são abordadas a
seguir.
2.1 Organizações e Vantagem Competitiva

Chiavenato (2010, p. 33) define as organizações como “unidades sociais (ou
agrupamentos humanos), intencionalmente construídas e reconstruídas, com o fim
de atingir objetivos específicos [...] com menos custo, menos esforço e menor
tempo”.
A vantagem competitiva é a essência da estratégia que “reside na criação de
uma posição única e valiosa, que envolve a escolha de um arranjo interno de
atividades [que] permitirá à organização diferenciar-se de seus concorrentes para
oferecer algo que eles não conseguem fazer.” (CHIAVENATTO, 2010, p. 117).
Portanto, as organizações são organismos sociais vivos e continuamente
sujeitos a mudanças porque não constituem unidades prontas e acabadas. Estando
o profissional bibliotecário envolto neste contexto dinâmico.

2

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

2.3 Capital intelectual e inteligência competitiva

De acordo com Rezende (2002, p. 77). “o diferencial entre as empresas não
são mais as máquinas utilizadas no processo produtivo, mas sim o somatório do
conhecimento coletivo gerado e adquirido, as habilidades criativas e inventivas, os
valores, atitudes e motivação das pessoas que as integram e o grau de satisfação
dos clientes.”
Ou seja, capital intelectual é o que as organizações/empresas “sabem” e não
o que elas “possuem”. Porque, o conhecimento é o ativo que aumenta com o uso, ou
seja, é o único recurso ilimitado em uma organização.
O ativo material de uma empresa só terá valor real se as pessoas souberem o
que fazer com ele. Porque uma empresa, que é o conjunto de pessoas organizadas
para produzir algo, sejam produtos, serviços ou a combinação de ambos, depende
daquilo que ela sabe fazer. Ou seja, a sua capacidade de produzir depende do
conhecimento subjacente das rotinas e equipamentos de produção. (DAVENPORT;
PRUSAK, c1998).
O processo de inteligência competitiva gerencia os fluxos informacionais,
através de várias ações integradas e desenvolvidas, como a prospecção, a seleção,
a agregação de valor e a disseminação do ativo informacional e intelectual da
organização, tanto no ambiente interno quanto no externo à organização. Tendo em
vista a tomada de decisão em uma empresa, permitindo a previsão e o planejamento
tecnológico, tático e estratégico. (VALENTIM; et al, 2003).

2.4 Gestão da Informação (GI)

No contexto organizacional, para minimizar riscos e reduzir incertezas tornase necessário cercar-se de toda informação útil possível. Porém, gerenciar essas
informações de maneira inteligente é essencial, ou seja, dispor de informação
relevante em tempo hábil e a um custo compatível para auxiliar na tomada de
decisão é um dos diferenciais de uma empresa que adota a inteligência competitiva
como objetivo na sua atuação.
Nesse sentido, a informação é considerada um ativo que, assim como o
capital financeiro, precisa ser administrado como recurso estratégico da empresa.
Entretanto, para que a informação se torne valiosa precisa que lhe seja atribuído
3

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

significados, através da interação humana, para que possa orientar a ação e ser
capaz de tornar-se o diferencial competitivo para a organização.
Segundo Valentim (2002) a gestão da informação é um conjunto de
estratégias que visa identificar as necessidades informacionais, mapear os fluxos
formais de informação nos diferentes ambientes da organização, assim como sua
coleta, filtragem, análise, organização, armazenagem e disseminação, objetivando
apoiar o desenvolvimento das atividades cotidianas e a tomada de decisão no
ambiente corporativo.
Para que isto ocorra, Silva (2011) aponta que as políticas organizacionais
devem apoiar a GI e propiciar o inter-relacionamento e a sintonia entre as unidades
ou setores da organização. Porque é imprescindível esta condição para que os
procedimentos direcionem os fluxos de informação para a gestão.

2.5 Disseminação Seletiva da Informação (DSI)

Para alcançar os objetivos da GI o bibliotecário pode utilizar-se da
Disseminação Seletiva da Informação (DSI), que pode ser considerada uma das
etapas da gestão da informação.
A disseminação seletiva da informação consiste na distribuição da informação
aos que dela necessitam, tomando o cuidado de verificar o fator confidencialidade,
pois poderá estar lidando com informação que deverá ser disseminada para poucas
pessoas na organização.
Desse modo, o serviço de DSI é ferramental eficaz para dirimir problemas
como excesso e falta de informação em uma organização. E compõem um processo
bastante simples como a verificação de demandas, coleta, tratamento e distribuição
de informação de modo contínuo. (AMSTEL, 2004).
O

processo

de

DSI

abrange

movimentos

como:

identificação

das

necessidades e requisitos da informação, classificação e tratamento da informação,
desenvolvimento de serviços e produtos de informação, disseminação da informação
para a pessoa certa, no momento certo e no formato adequado e, por fim a
avaliação ou feedback da eficácia da DSI, principalmente quanto a sua validade,
pois muitas vezes uma informação é válida somente por um curto período de tempo.
Quanto ao aspecto Identificação das necessidades e requisitos de
informação, pensa-se na oferta de uma DSI pró-ativa, qual seja aquela em que o
4

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

bibliotecário auxiliaria os usuários e identificarem suas reais necessidades
informacionais para, posteriormente, lhes enviar através de serviços de alerta,
documentos que possivelmente lhes seriam úteis.
Para que o processo de DSI tenha resultado faz-se necessário o
desenvolvimento de uma cultura corporativa que favoreça a troca de informações,
pois os benefícios dela resultantes poderão melhorar o desempenho da organização
como um todo.
2.6 Profissional bibliotecário

O

profissional

bibliotecário

possui

papel

importante

no

contexto

organizacional, tanto no que diz respeito a técnicas para desenvolvimento e
manutenção de unidades virtuais de informação, “como atuando na forma de
descrição dos conteúdos informacionais, verificações de compatibilidade, de
responsabilidade, de área de gerenciamento informacional. (FREITAS; FELIPE,
2012, p. 3).
Nesse sentido, os bibliotecários tornam-se indispensáveis às organizações
devido a sua tarefa de criar contatos pessoa-pessoa e pessoa-documento. Sendo
este sujeito fundamental para a eficácia da

inteligência competitiva

em

organizações, ao desenvolver apoio às atividades organizacionais, gerando assim,
apoio e suporte às tarefas desenvolvidas pelos sujeitos que nela atuam.
(VALENTIM. 2003).
Devendo ser o bibliotecário, um agente catalisador e mediador no processo
de gestão da informação, ao fazer uso do ferramental de apoio a sua atuação, como
é o caso da Gestão da Informação e da Disseminação Seletiva da Informação.

3 ANÁLISE DOS RESULTADOS

Esta seção aborda a análise realizada nas empresas do Pólo Naval de Rio
Grande/RS investigando e comparando as categorias de análise entre teoria e
prática conhecida através da aplicação de um roteiro de entrevista que visou
identificar a realidade das empresas entrevistadas quanto ao papel do bibliotecário
na Gestão da Informação e Disseminação Seletiva da Informação.
5

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

A empresa denominada na pesquisa de “empresa A” possui sua infraestrutura consolidada na cidade do Rio Grande há muitas décadas e tem sua
unidade de informação como um setor dentro da organização. Como equipe deste
setor faz parte uma bibliotecária e duas estagiárias estudantes do curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).
Por outro lado, tem-se uma grande empresa da área de energia, também
consolidada na cidade do Rio Grande há muitas décadas (aqui denominada
contratante) que exige das empresas que lhes prestam serviços, a disponibilização
de uma unidade denominada Setor da Qualidade, onde atua uma equipe
multidisciplinar composta por engenheiros, técnicos ambientalistas, técnicos em
segurança e um técnico em documentação, que neste caso é um profissional
bacharel em Biblioteconomia.
A empresa contratada, denominada na pesquisa de “empresa B”, contrata
bibliotecários a cada prestação de serviços sempre que ganha uma licitação no Pólo
Naval de Rio Grande/RS. Assim, contrata bibliotecários apenas pelo período de
execução da obra. Para que este organize a documentação resultante dos
processos executados e, ao término da obra, toda documentação gerada é
organizada em um databook1 que é encaminhado à matriz da empresa contratada e
uma cópia idêntica é encaminhada ao setor de fiscalização da empresa contratante.
Baseado em Bardin (1977), procedeu-se à categorização das informações
obtidas com a aplicação da entrevista, a qual serviu como instrumento de coleta de
dados nas empresas estudadas.
Identificou-se através da análise dos dados coletados que, com a chegada da
bibliotecária na empresa A a biblioteca foi totalmente modificada. A bibliotecária
passou a realizar atividades de referência, gestão da informação, gestão de recursos
humanos (estágios) e pesquisas, sendo esta última atividade desenvolvida pela
bibliotecária que, em grande parte dos casos, a entrega pronta ao setor solicitante e,
às estagiárias cabe, principalmente, a realização dos demais procedimentos, tais
como a mineração de informações relacionadas ao Porto do Rio Grande, em
publicações nos diários oficiais, organização dos clippings, etc.

1

Databook é um livro de dados, em uma tradução literal, ou seja, é um dossiê, ou uma coleção de
documentos que conta a história de um processo [...] do início ao fim, evidenciando tudo o que for
importante para o cliente. (CUNHA; CAVALCANTI, 2008, p. 113).

6

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Na empresa B, a cada processo licitatório ganho, a contratada tem sua infraestrutura criada novamente, ou seja, não há como investigar as mudanças ocorridas
antes da chegada da bibliotecária porque outrora fora outro profissional e este já não
está mais prestando serviços à empresa B.
Com a coleta de dados in loco identificou-se que o empréstimo, a organização
e a guarda dos documentos sobre os procedimentos são as atividades realizadas
por esta profissional.
Como são diversificados os locais de atuação do profissional bibliotecário,
suas

atividades

e

potencialidades

também

o

são.

Podendo

haver

o

subaproveitamento dos potenciais do profissional, com base na observação direta
realizada, a empresa compreende que o papel do bibliotecário que lá trabalha limitase às tarefas supramencionadas.
A desvalorização do profissional ocorre devido ao desconhecimento do perfil,
habilidades e formação técnica deste profissional, aliada à visão estereotipada de
que quem se forma em Biblioteconomia pode atuar apenas em bibliotecas
convencionais. (OLIVEIRA; AVILA, 2010). E essa realidade foi identificada no
contexto das empresas do Pólo Naval de Rio Grande/RS que foram investigadas.
Cabe aos profissionais bibliotecários atuantes nestes espaços buscarem
maneiras de melhor interação com os demais membros das equipes que compõem
as organizações, com intenção de divulgarem suas habilidades e competências e
com isso ganharem confiança e espaço para realizarem o trabalho de gestão da
informação de uma forma mais ampla. Demonstrando suas competências e
habilidades para se fazerem necessários.
No sentido de padronizar algumas atividades, foi elaborado pela bibliotecária
da empresa A um catálogo decisório da unidade onde, dentre outras determinações,
consta que algumas informações requerem sigilo, como aquelas referentes a
processos licitatórios, a fim de não oferecer vantagem a um único interessado.
Além do que, anualmente são realizados relatórios de fechamento que são
encaminhados à diretoria da empresa A, que os exige. Nesses relatórios, de
aproximadamente 80 páginas, ficam registradas todas as tarefas realizadas no
decorrer do ano.
A empresa contratante da empresa B disponibiliza manual padrão de
procedimentos para todas as suas contratadas e empresta material sigiloso aos
funcionários, através da biblioteca. Neste caso, coube à bibliotecária criar uma
7

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

tabela de controle de empréstimos dos documentos, o que não havia antes da sua
chegada na empresa, para que não houvesse extravio destes, uma vez que toda a
documentação gerada por esta empresa e utilizada pelos funcionários, requer sigilo.
A própria documentação gerada na contratada (empresa B) é também
considerada relatório de fechamento, os quais são enviados à fiscalização da
contratante e para a matriz da contratada.
De acordo com Rikard (2008, p. 1) um manual de procedimentos caracterizase por ser:
a formalização e o registro de todas as atividades de uma organização, as
quais devem estar definidas por escrito (rotinas e procedimentos), devendo
a organização operar de acordo com um conjunto de leis ou regras
(estatuto, regimento, interno, normas, regulamentos, etc.), [...] com o
objetivo de evitar o desperdício de tempo e de material na execução das
tarefas, o que resulta em níveis de produtividade e rentabilidade muito
aquém das necessidades e possibilidades.

Torna-se adequada a elaboração de um manual de procedimentos e/ou
catálogo decisório para que haja o registro da padronização das atividades da
unidade de informação e para que, na ausência da bibliotecária possa dar-se
andamento nas atividades, uma vez que, é comum verificar-se a perda de tempo e o
retrabalho, em situações em que o conhecimento das rotinas de atividades fica
retido em um único profissional e, por consequência, na sua ausência, perde-se a
capacidade produtiva (CORREA; et al, 2012).
O relatório de fechamento é peça obrigatória do processo de prestação de
contas anual dos gestores. Ele descreve as metas estabelecidas, ações realizadas e
resultados alcançados ao longo do exercício. Para Rikard (2008), a eficácia dos
objetivos estabelecidos pela organização depende da elaboração de boas normas e
procedimentos e de sua eficiente sistemática de divulgação e controle.
Sobre os usuários, a maior parte dos membros da diretoria da empresa A são
usuários dos serviços da biblioteca desta empresa. Sendo que, os chefes de seção
têm maior interesse em obras literárias. Atualmente, o atendimento se dá de forma
pessoal. Porém, isto tende a mudar com o projeto de criação de página eletrônica da
biblioteca, que está em fase de planejamento, conforme crê a bibliotecária desta
empresa.
Na empresa B, os funcionários, incluindo os fiscais, têm acesso aos
documentos do acervo, através do atendimento pessoal.

8

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Todavia, por entender que a leitura é a base para a construção do
pensamento crítico, e que o bibliotecário é tido como intermediador da leitura
espera-se que bibliotecários propiciem e estimulem este hábito aos usuários das
unidades de informação onde trabalham. Mesmo que não haja acervo físico para a
leitura, pode-se recomendar materiais eletrônicos, através da DSI, uma vez que, nos
dias atuais existem inúmeras possibilidades de leitura em meio eletrônico.
Segundo Dias; Pires (2004, p. 5), “conhecer o comportamento do usuário de
informação é importante tanto para o planejamento como para o desenvolvimento e
prestação do serviço de informação, para que o mesmo possa atender de forma
precisa o consumidor da informação”.

De acordo com Wilson (2000, p. 3), “os

usuários de informação estão mais exigentes, já que seu comportamento
informacional e necessidades de informação são influenciados por diversos fatores
além da perspectiva organizacional, por isso cabe à biblioteca conhecer e tentar
antecipar os desejos de seu usuário”.
Desse modo, pode-se inferir que os usuários estão adaptados a uma nova
realidade na qual, as bibliotecas empresariais precisam adaptar-se também. Haja
vista que não se concebe mais uma resposta negativa a uma necessidade
informacional desses usuários. Isto porque, tanto a Internet quanto as bases de
dados especializadas, dispõem de documentos na íntegra sobre as mais variadas
áreas do conhecimento humano. Cabendo ao bibliotecário encontrar a demanda
informacional de seu cliente, esteja ela onde estiver.
Por entender que no processo de referência, o bibliotecário forneceria os
materiais para o usuário realizar sua pesquisa, a bibliotecária da empresa A
considera-se Gestora da Informação, pois ela faz o levantamento das demandas de
informação dos usuários, realiza pesquisas e entrega os resultados de suas
pesquisas para os solicitantes.
A empresa A costuma estimular os funcionários a fornecerem suas demandas
de pesquisa, mas não compartilhar as informações que estes acessam, o que obriga
à bibliotecária a incluir-se no contexto dos funcionários para coletar informações
pertinentes à pesquisa solicitada porque os funcionários disponibilizam à
bibliotecária suas necessidades de informação e, aos demais colegas disponibilizam
suas informações. Porém, essa prática ocorre sem padronização, o que torna mais
difícil o entendimento do contexto da demanda informacional.
9

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Apesar da bibliotecária da empresa B considerar-se Gestora da Informação, a
situação é oposta à da biblioteca da empresa A porque os usuários comunicam suas
demandas de informação a ela. Porém, eles mesmos realizam suas pesquisas em
computadores disponibilizados para seus serviços. A bibliotecária, quando
perguntada, mencionou não costumar prestar auxílio aos usuários, o que pode
acarretar em falta de estímulo à pesquisa dentro do setor de documentação da
empresa.
Para que os funcionários da empresa B possam trabalhar alinhados ao
objetivo geral da obra licitada pela contratada, existe um sistema denominado
Diálogo Diário de Segurança onde, como o próprio nome diz, diariamente os
funcionários envolvidos na referida obra trocam experiências e informações sobre os
procedimentos já executados e os que ainda virão a executar.
A identificação da falta de padronização na distribuição das informações nas
empresas analisadas, no que diz respeito tanto entre colegas profissionais, quanto
ao bibliotecário pode acarretar prejuízos à qualidade dos serviços prestados, uma
vez que a informação mal gerida pode ficar descontextualizada sem cumprir seu
papel, que é o de gerar conhecimento e, assim, demandando o retrabalho na busca
e obtenção das mesmas.
Nos dois casos analisados entende-se que ocorre GI e que ela é realizada de
forma natural sem muita padronização, apenas atendendo às demandas já
existentes da organização. Ou seja, sem a intenção de potencializar o seu
desenvolvimento, através de novas possibilidades como através da criação de
sistemas padronizados auxiliados pela Tecnologia da Informação (TI) disponível.
Filtrar informações requer muita atenção, por isso é necessário um
profissional qualificado que seja encarregado de fazer isso. No serviço de
Disseminação Seletiva, após a filtragem é feito o tratamento dessa
informação (formatação, sintetização, metadados etc) e depois a
distribuição. Mas essa distribuição é de acordo com o que o seu destinatário
necessita, ou seja, é seletiva. O serviço bem feito consegue aproveitar ao
máximo o feedback do usuário, ao mesmo tempo que maximiza a entrega
de informações relevantes. (AMSTEL, 2004, p. 1)

Nesta abordagem pode-se citar como exemplo, a aplicação de DSI 2.0
fazendo alusão a web 2.0 – considerada uma web social, cuja tônica é o
compartilhamento de conteúdos. Nessa perspectiva, a utilização pela biblioteca de
aplicativos como redes sociais (Facebook, Orkut, MySpace, blogs, chats, entre
outros), podem favorecer a dinâmica da comunicação empresa-funcionário e
funcionário –funcionário.
10

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Com isso, novos produtos e serviços surgiriam e a biblioteca ao gerir estas
informações passaria a ter um papel mais central na organização da empresa,
oferecendo um serviço especializado de acordo com as necessidades do seu
usuário.
Sobre a Disseminação Seletiva da Informação, a prática da bibliotecária da
empresa A é perceber os setores onde determinadas pesquisas, por ela realizadas,
poderiam ter pertinência e necessidade. Nesse sentido, ela realiza o envio dos
resultados da pesquisa, via protocolo, para estes setores. Todavia, apesar das
informações também serem enviadas via correio eletrônico e intranet, o processo de
disseminação da informação nesta organização não recebe a nomenclatura
normalmente utilizada, que é Disseminação Seletiva da Informação.
Em contrapartida, na empresa B não é realizado nenhum processo que possa
ser considerado como DSI.
Pode-se observar nas empresas analisadas que o processo de DSI ainda
ocorre de forma rudimentar, sem que os profissionais o reconheçam como DSI e
sim, como a distribuição de informação que muitas vezes não possuem uma real
demanda. Ou seja, muitas vezes os processos ocorrem sem que os envolvidos
entendam a sua importância e com isso, podem não aproveitá-los da forma mais
eficiente e eficaz. Devido à falta de conhecimento da teoria que aborda estes
processos, conforme foi identificado com a análise.
Os sistemas de DSI nas empresas podem ser utilizados a partir de diversas
ferramentas de apoio ao desenvolvimento de novos produtos informacionais
disponibilizadas na Word Wide Web (internet), tais como correio eletrônico, intranets,
sites, redes sociais, blogs, dentre outros.
A diferença entre a comunicação via site da empresa ou e-mail, com relação
às redes sociais é por conta de que estas podem ser consideradas como espaços
sociais, onde a noção de hierarquia tende a ser relativizada. Tendendo a tornar os
espaços de manifestação mais democráticos, o que pode promover maior estímulo
de participação dos funcionários. E dessa forma, estes poderão contribuir com seu
conhecimento de modo voluntário.
Sobre os exemplos de aplicações no uso das mídias sociais que favorecem o
desenvolvimento de melhores práticas na gestão da informação e na DSI, eles são
inúmeros. Um que se pode citar é o exemplo da elaboração do cardápio semanal do
restaurante da empresa, para o qual se poderia montar uma enquete on-line, com
11

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

ajuda da bibliotecária, que compilaria material sobre o cardápio semanal de
preferência dos funcionários e retornaria um documento com as preferências dos
mesmos. Oferecendo ações que supram as demandas dos funcionários. Isso
também pode ser considerada uma atividade de DSI.
Outro exemplo de aplicação do uso das mídias sociais pela biblioteca e que
abarcaria atividades voltadas para a gestão da informação seria a realização de
consultas on-line sobre aquisição de documentos importantes para a realização de
determinadas atividades na empresa que até então não foram adquiridas por não
haver um espaço onde estes funcionários pudessem reunir suas demandas
documentais.
A reunião e divulgação de informações sobre os procedimentos como
combate a incêndios, uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), bem como
atividades da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), podem ser
compiladas e geridas a partir destes espaços midiáticos, coordenados e
documentados pelo bibliotecário. Esses são exemplos básicos de como o dia-a-dia
de uma empresa pode contar com a gestão da informação e da DSI por parte do
profissional bibliotecário.

4 Considerações finais

Com base na análise realizada em duas empresas do Pólo Naval de Rio
Grande/RS foi possível identificar que as bibliotecárias atuantes tentam realizar a
gestão da informação, atendendo a demandas pontuais de informação, sem com
isso colaborar efetivamente para a tomada de decisão nos níveis estratégico, tático
e operacionais das empresas.
Sobre o confronto da prática do bibliotecário, que trabalha no Pólo Naval do
Rio Grande/RS, com a teoria da gestão da informação pode-se identificar que a
prática das profissionais entrevistadas apresenta diferenças, ao ser identificado que
na empresa A, a bibliotecária tenta realizar a gestão da informação e, embora tenha
conseguido conquistar um lugar de destaque e que reconhece sua importância no
contexto da empresa, ainda assim, ela enfrenta muitas limitações e restrições
advindas da cultura organizacional em que estão inseridas.
Sobre a empresa B considera-se que a profissional bibliotecário que lá atua,
apenas reproduz a visão tradicional de uma prática biblioteconômica voltada para
12

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

atividades meramente documentais, como se não houvesse um contexto
organizacional que demandasse práticas de gestão da informação e DSI.
Percebeu-se que as

bibliotecárias

também encontram barreiras

em

decorrência tanto da cultura organizacional, quanto do desconhecimento por parte
dos funcionários das empresas sobre o perfil, habilidades e potencial da profissão.
Nesse contexto, torna-se necessário a realização de campanhas de
divulgação das atividades das unidades de informação, de treinamentos sobre o
processo informacional e de estímulo aos usuários para que sintam segurança em
transmitir aos bibliotecários, não só as suas demandas informacionais, mas também
suas informações pertinentes às pesquisas, para que este organize bases de dados
sobre a própria produção da organização.
As bibliotecárias não abordaram termos da gestão da informação na
entrevista, o que possibilita inferir, que as mesmas não conhecem a teoria da gestão
da informação. Muito embora a bibliotecária da empresa A demonstre realizar
práticas concernentes a GI, como incluir-se no ambiente de reuniões onde ocorre o
estabelecimento de demandas informacionais, a fim de pôr-se a par das reais
necessidades dos usuários.
Acredita-se que este desconhecimento leva as bibliotecárias a realizarem a
gestão e a disseminação da informação de maneira rudimentar, com intenção
apenas de atender as demandas informacionais mais pontuais e urgentes, sem
realizar um planejamento para atender demandas que não são pronunciadas muitas
vezes por falta de um canal de comunicação menos formal.
Ao realizar a análise sobre como se dá a comunicação entre empresafuncionário e funcionário-funcionário, tendo como foco a DSI, percebeu-se que as
empresas analisadas poderiam criar um sistema virtual de comunicação para os
funcionários e com os funcionários. Isto colaboraria para atender a demanda
informacional, bem como para gerar novas demandas. Porque a implantação de
sistemas de DSI possibilitaria a divulgação das áreas de interesse dos usuários e a
estes ser enviadas informações atualizadas, sob demanda e pró-demanda.
Superando as distâncias físicas e ofertando serviços em tempo real.
Do mesmo modo, demonstrou-se que o bibliotecário pode contribuir para a
gestão da informação, através da disseminação seletiva da informação, no sentido
de propiciar relacionamento interativo, colaborativo e personalizado, capaz de dirimir
a dificuldade que as empresas costumam ter para encontrar e usar de forma
13

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

adequada as informações que se encontram dispersas pelos setores da empresa e,
também proporcionar aos gestores a visão da importância do bibliotecário para as
organizações.
Por fim, os resultados desta pesquisa podem subsidiar o desenvolvimento de
futuros trabalhos sobre a atuação dos profissionais bibliotecários na gestão da
informação em empresas. Assim como, contribuir para a divulgação da importância
deste profissional no âmbito social e organizacional. Ao demonstrar algumas
possibilidades de utilização de serviços oferecidos pelos centros de documentação
das empresas, como o uso das mídias sociais.
REFERÊNCIAS
AMSTEL, F. V. Otimizando o fluxo de informações nas empresas. Webinsider, [S.l.:
s.n.], nov. 2004. Disponível em: &lt;http://migre.me/dC3aD&gt;. Acesso em: 15 out. 2012.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa, Portugal: Edições 70, 1977.
CHIAVENATO, I. Administração. RJ: Ed. Elsevier; SP: Anhanguera, 2010.
CHOO, C. W. A organização do conhecimento: como as organizações usam a
informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. São
Paulo: Senac, 2003.
CORREA, T. P. P.; et al. Implementação do Repositório Institucional da Universidade
Federal do Rio Grande:... Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina,
Florianópolis, v.17, n.1, p. 27-41, jan./jun., 2012. Disponível
em:&lt;http://migre.me/dC3sX&gt;. Acesso em: 01 mar.2013.
CUNHA, M. B.; CAVALCANTI, C. R. O. Dicionário de Biblioteconomia e
Arquivologia. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2008.
DAVENPORT, T. H.; PRUSAK, L. Conhecimento empresarial: como as
organizações gerenciam o seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Elsevier, c1998.
EIRÃO, T. G. Disseminação seletiva da informação: uma abordagem. RDBCI,
Campinas, SP, v. 7, n. 1, p. 20-29, jul./ dez. 2009. Disponível
em:&lt;http://migre.me/dC8xF&gt;. Acesso em: 10 mar. 2013.
FREITAS, F. T.; FELIPE, A. A. C. Análise da gestão da informação desenvolvida no
Centro Integrado de Operações de Segurança Pública-CIOSP-RN. Biblionline, João
Pessoa, PB, v. 8, n. 2, p. 97-109, 2012. Disponível em:&lt;http://migre.me/dC3Nk&gt;.
Acesso em: 10 mar. 2013.
OLIVEIRA, G. L.; AVILA, A. O. S. O profissional bibliotecário pelo olhar dos
estudantes do ensino médio da cidade do Rio Grande/RS. In: Mostra da Produção
14

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Universitária, 9, 2010, Rio Grande, Rs. Anais... Rio Grande, RS: Furg, 2010. 1 CDROM.
PEREIRA, S.Z. Teciteca: uma abordagem sobre o tratamento técnico de amostras
têxteis. Biblioteca da Universidade do Estado de Santa Catarina. Disponível
em:&lt;http://migre.me/dC3pB&gt;. Acesso em: 26 fev. 2013.
RIKARD, F. 1. Manuais organizacionais: instrumentos de gestão e competitividade.
Administradores: o portal da administração, nov. 2008. Disponível
em:&lt;http://migre.me/dC3ua&gt;. Acesso em: 07 mar. 2013.
SILVA, D. B. da. Arquivos empresariais. Natal, RN: UFRN, 2011. Monografia
(Trabalho de Conclusão de Curso – Biblioteconomia). UFRN, 2011.
VALENTIM, M. L. P. et al. O processo de inteligência competitiva em organizações.
DataGramaZero, Rio de Janeiro, v.4, n.3, jun. 2003. Disponível em:
&lt;httt://www.dgz.org.br/jun03/Art_03.htm&gt;. Acesso em: 25 abr. 2012.
_______. Inteligência competitiva em organizações: dado, informação e
conhecimento. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v.3., n.4, ago. 2002. Disponível em:
&lt; http://migre.me/dC3mR &gt; Acesso em: 25 abr. 2012.

15

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="8">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7176">
                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7177">
                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7178">
                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8556">
                <text>Florianópolis/SC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28786">
              <text>As contribuições do profissional bibliotecário para a gestão da informação nas organizações do Pólo Naval de Rio Grande/RS</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28787">
              <text>Andréa Oliveira Simões de Avila</text>
            </elementText>
            <elementText elementTextId="28788">
              <text>Gisele Dziekaniak</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28789">
              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28790">
              <text>FEBAB</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28791">
              <text>2013</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="49">
          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28793">
              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Trabalho científico</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28794">
              <text>No atual contexto organizacional a informação constitui-se em ativofundamental para a criação de vantagem e inteligência competitiva. Neste sentido, apresentam-se os resultados de uma pesquisa realizada em 2012, que analisoucomo ocorre a atuação do bibliotecário nas empresas do Pólo Naval da cidade de Rio Grande/RS confrontando esta atuação com a teoria da gestão da informação eda disseminação seletiva da informação. Esta pesquisa constitui-se em estudo decaso com abordagem qualitativa, cujo caráter é exploratório. Utilizou-se como técnica de amostragem o método bola-de-neve e como instrumentos de coletas de dados a entrevista semi-estruturada e a observação direta não-participante. Os dados coletados foram analisados a partir da Análise de Conteúdo em Bardin (1977). Constatou-se que o bibliotecário é o profissional fundamental para auxiliar as organizações no tratamento documental e na disseminação da informação, sendo esta, subsídio para a tomada de decisão nos níveis tático, operacional e estratégico das empresas. Contudo, nas empresas analisadas constatou-se que a gestão da informação e a disseminação seletiva da informação ocorrem de forma insipiente, uma vez que são satisfeitas apenas as demandas informacionais pontuais. Para quea gestão ocorra de forma mais ampla e satisfatória sugere-se usar como base, a literatura sobre gestão da informação e disseminação seletiva da informação, para auxiliar no planejamento e posterior oferecimento de novos produtos e serviços subsidiados por ferramentas tecnológicas como o RSS e redes sociais. Astecnologias da web 2.0, quando bem utilizadas, agregam valor às atividades de gestão da informação e de disseminação seletiva da informação.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="66346">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="2">
      <name>cbbd2013</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
