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                  <text>Centro de Recursos Informacionais para Pesquisa e Ensino: um
laboratório para a formação do profissional da informação

Cintia Braga Ferreira Pinheiro (FFCLRP/USP) - cintiabfp@ffclrp.usp.br
Sumeire Tamiko Takahashi de Oliveira (FFCLRP/USP) - sumeire@ffclrp.usp.br
Cláudio Marcondes Castro Filho (FFCLRP/USP) - claudiomarcondes@ffclrp.usp.br
Resumo:
Os espaços-laboratórios instalados dentro das instituições de ensino de
Biblioteconomia/Ciência da Informação e Gestão da Informação integrados às diretrizes
curriculares de seus cursos é apoio fundamental para a formação do
profissional da informação. Nesse sentido apresentamos um modelo baseado nos Centros de
Recursos para el Aprendizaje y la Investigación (CRAI) como alternativa de suporte ao ensino
e aprendizagem. O Centro de Recursos Informacionais para
Pesquisa e Ensino (CRIPE) está vinculado ao curso de Ciências da Informação e da
Documentação da FFCLRP/USP e oferece apoio às atividades docentes e discentes, criando
um novo espaço de produtos e serviços que apresenta à comunidade acadêmica uma nova
visão de uma unidade informacional. Tendo como
principal objetivo criar um centro de serviços acadêmicos implicado
permanentemente em dar suporte à inovação educativa, em empenhar o discente para que
aprenda a aprender, elaborar pesquisas bibliográficas e promover a
interação entre o bibliotecário, professor e aluno. Nesse aspecto o CRIPE implica na
percepção dos impactos do meio-ambiente na formação do profissional da informação
contemporâneo, particularmente a integração das Tecnologias de Informação e Comunicação
nesse ambiente. Ressalta-se, portanto, a importância do CRIPE como laboratório para as
práticas do profissional da informação como espaço
complementar de apoio acadêmico para o ensino, pesquisa e extensão.
Palavras-chave: Formação do profissional da informação. Laboratório didático. CRAI. CRIPE.
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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07 a 10 de julho de 2013

Centro de Recursos Informacionais para Pesquisa e Ensino: um laboratório
para a formação do profissional da informação
Resumo:
Os espaços-laboratórios instalados dentro das instituições de ensino de
Biblioteconomia/Ciência da Informação e Gestão da Informação integrados às
diretrizes curriculares de seus cursos é apoio fundamental para a formação do
profissional da informação. Nesse sentido apresentamos um modelo baseado nos
Centros de Recursos para el Aprendizaje y la Investigación (CRAI) como alternativa
de suporte ao ensino e aprendizagem. O Centro de Recursos Informacionais para
Pesquisa e Ensino (CRIPE) está vinculado ao curso de Ciências da Informação e da
Documentação da FFCLRP/USP e oferece apoio às atividades docentes e
discentes, criando um novo espaço de produtos e serviços que apresenta à
comunidade acadêmica uma nova visão de uma unidade informacional. Tendo como
principal objetivo criar um centro de serviços acadêmicos implicado
permanentemente em dar suporte à inovação educativa, em empenhar o discente
para que aprenda a aprender, elaborar pesquisas bibliográficas e promover a
interação entre o bibliotecário, professor e aluno. Nesse aspecto o CRIPE implica na
percepção dos impactos do meio-ambiente na formação do profissional da
informação contemporâneo, particularmente a integração das Tecnologias de
Informação e Comunicação nesse ambiente. Ressalta-se, portanto, a importância do
CRIPE como laboratório para as práticas do profissional da informação como espaço
complementar de apoio acadêmico para o ensino, pesquisa e extensão.
Palavras-chave: Formação do profissional da informação. Laboratório didático.
CRAI. CRIPE.
Área Temática: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação.
1 INTRODUÇÃO
Historicamente a formação de profissionais da informação dentro do campo
da Ciência da Informação considerando-se, portanto, os cursos de Biblioteconomia,
Arquivologia e Museologia é objeto de reflexão, principalmente nos cursos de
Biblioteconomia.
Desde o final da década de 1960, com a instituição da Comissão de
Especialistas de Ensino em Biblioteconomia (CEEB) para o diagnóstico da situação
das escolas da área e proposição de melhorias no ensino, reconhece-se a
necessidade da reflexão sobre currículo mínimo, eficiência do ensino, além de
estratégias de ação para o desenvolvimento do espírito profissional nos
bibliotecários. (CASTRO, 2002)

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Portanto, há mais de 40 anos, considera-se uma boa estrutura para o
desenvolvimento de atividades de ensino/aprendizagem na área que “escolas
vinculadas às universidades deveriam funcionar junto à biblioteca central como
laboratório de aprendizagem; assim escola e biblioteca poderiam atingir o
desenvolvimento de suas atividades mais amplamente.” (CASTRO, 2002, p. 37)
Outra recomendação da Comissão seria a criação de bibliotecas-laboratórios nas
instituições que não satisfizessem o critério anterior, pois assim “teriam a finalidade
de funcionar como espaços práticos”. (CASTRO, 2002, p. 38)
Atualmente a Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação
(ABECIN), com base nas Diretrizes Curriculares do Conselho Nacional de Educação,
propõe que os cursos de Biblioteconomia/Ciência da Informação e Gestão da
Informação
[...] ao elaborarem seus projetos político pedagógicos, poderão
assumir o compromisso de formar profissionais críticos-reflexivos,
capazes de intervir na realidade para transformá-la, e com
capacidade de compreender que os saberes e o fazeres
biblioteconômicos somente se consubstanciam se responderem às
necessidades e expectativas de diferentes sujeitos que constroem e
dinamizam a história. (CASTRO, 2002, p. 26)

Consideramos os conteúdos curriculares como estratégia primordial para a
formação dos profissionais da informação, a partir desta proposição. Como afirma
Sacristán1 (2000, p. 21 apud CASTRO, 2002, grifo nosso) os “conteúdos e suas
formas últimas não podem ser indiferentes aos contextos nos quais se configuram”.
No âmbito da América do Sul, o II Encuentro de Directores y de Docentes de
Cursos Superiores de Bibliotecología Del Mercosur, ocorrido em 1997, esteve
comprometido com a definição de conteúdos mínimos necessários para a formação
de profissionais bibliotecários. (GUIMARÃES; DANUELLO; MENEZES, 2004)
No texto publicado pelos referidos autores (GUIMARÃES; DANUELLO;
MENEZES, 2004, p. 170), focado na formação dentro do escopo da organização de
conteúdos informacionais, considera-se de fundamental importância para o ensino
do tema “trabalhar-se com o aluno não apenas o uso de linguagens documentárias
[...] indo além desse uso [...] deve-se trabalhar pedagogicamente o planejamento e a
construção de tais instrumentos”.
O IV Encuentro de Directores de Escuelas de Bibliotecología y Ciencia de la
1

SACRISTÁ, J. G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

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Información del Mercosur, em 2000, tratou das competências a serem desenvolvidas
na formação universitária do profissional da informação. Essas competências foram
agrupadas em quatro grandes grupos: competências em comunicação e expressão,
competências técnico-científicas, competências gerenciais e competências sociais e
políticas. (MOREIRO GONZÁLEZ; TEJADA, 2004)
Acreditamos que as considerações realizadas pela Comissão de Especialistas
de Ensino em Biblioteconomia, há mais de 40 anos, a respeito da necessidade de
espaços-laboratórios

instalados

dentro

das

instituições

de

ensino

de

Biblioteconomia/Ciência da Informação e Gestão da Informação integrados à
diretrizes curriculares de seus cursos é apoio fundamental para a formação do
profissional da informação. A prática laboratorial num espaço comprometido
exclusiva e integralmente com o ensino e aprendizagem do aluno permite total
alinhamento e controle da teoria e prática nem sempre disponível em atividades de
estágio e/ou de extensão. Vale salientar que os espaços-laboratórios não
substituem as atividades tão necessárias (e obrigatórias) de estágio, nem tão pouco
as atividades de extensão, igualmente importantes para a formação profissional em
qualquer área do conhecimento.
Criar espaços-laboratórios implica em refletir sobre formação do profissional
da informação, suas implicações, influências e diretrizes, além de estruturar e
instrumentalizar

alunos,

docentes

e

funcionários

envolvidos

no

processo

ensino/aprendizagem.
O curso de Ciências da Informação e da Documentação da Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP), cujo ingresso da
primeira turma ocorreu em 2003, foi estruturado desde seu início prevendo a
instalação de um espaço-laboratório, sendo que sua concepção atual é fruto do
processo reflexivo/estrutural iniciado em 2006.
Este é o relato de nossa experiência na formação e desenvolvimento do
Centro de Recursos Informacionais para o Ensino e Pesquisa (CRIPE), o espaçolaboratório do curso de Ciências da Informação e da Documentação da
FFCLRP/USP.

2 A CONCEPÇÃO DO ESPAÇO-LABORATÓRIO

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Sendo este um relato de nossa experiência na implantação do CRIPE,
procuramos apresentá-la através de etapas como a apresentação do tema, os
objetivos de nossa atividade, o seu desenvolvimento e nossas reflexões sobre esta
experiência.
Como anteriormente afirmado, conceber um espaço-laboratório implica num
processo de reflexão a respeito da formação do profissional da informação, seu
exercício profissional, além do impacto do meio-ambiente atual em todo esse
contexto.
O Centro de Recursos Informacionais para o Ensino e Pesquisa (CRIPE) é a
estrutura de apoio à formação de profissionais da informação sob a perspectiva que
a Biblioteconomia/Ciência da Informação é uma área pertence às Ciências Sociais
Aplicadas sendo, portanto uma ciência comprometida e orientada para a intervenção
no meio que, além de guiada por princípios e valores, encontra na metodologia
investigação-ação forte vertente. (GARCÍA MARCO, 2004)
Como afirma García Marco (2004, p. 31) “em Ciência de la Información no
merece la pena avanzar si no es en función del compromiso com los problemas
reales de nuestra práctica profesional”. Sendo assim acreditamos ser plenamente
válida a instituição do CRIPE como espaço-laboratorial comprometido com o aspecto
de desenvolvimento humano salientado por Câmara2 (1991 apud GUIMARÃES,
2002, p. 50) “qual seja, a preocupação com o homem que se almeja formar, de tal
forma que ele possa conviver, interagir efetivamente com os desafios, problemas e
mudanças da sociedade”.
Isso implica na percepção dos impactos do meio-ambiente na formação do
profissional da informação contemporâneo, particularmente a integração das
Tecnologias de Informação e Comunicação, as TIC’s, nesse ambiente. Modesto da
Silva (2004, p. 86, 95) ressalta que
a sociedade e os bibliotecários estarão [...] pressionados por exigência
de melhor desempenho no uso de tecnologias emergentes, mormente
no traquejo da Internet e outras tecnologias agregadas. [...] na atual
conjuntura, experimentam-se mudanças no cotidiano profissional do
bibliotecário, que alteram os procedimentos de cada faceta da sua
atividade. Mudanças que decorrem do desenvolvimento das
tecnologias de informação e comunicação.

Os próprios alunos do curso de Ciências da Informação e da Documentação

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da FFCLRP/USP estão, em sua maioria, extremamente habituados ao uso de
diversas TICs como smartphones, redes sociais, blogs, videoblogs, tablets, além do
ferramental

que

diversos

softwares

oferecem

para

o

processo

de

ensino/aprendizagem. O desafio tecnológico apresentado por Modesto da Silva
(2004) é, portanto também um desafio para a concepção deste espaço-laboratorial,
previsto desde o início na concepção do Curso de Ciências da Informação e da
Documentação da FFCLRP/USP e concretizado no CRIPE a partir da adoção do
modelo conceitual dos Centros de Recursos para el Aprendizaje y la Investigacíon
(CRAI)
3 CENTROS DE RECURSOS PARA EL APRENDIZAJE Y LA INVESTIGACIÓN
O Centro de Recursos para el Aprendizaje y la Investigación - CRAI é um
serviço universitário que tem como objetivo auxiliar os professores e estudantes a
facilitar as atividades de aprendizagem, de formação, de gestão e de resolução de
problemas seja técnicos, metodológicos e de conhecimento ao acesso e uso da
informação (AREA MOREIRA, 2005). Como afirma Martinez (2004, p.98) “o novo
modelo de biblioteca não tem como centro o livro, e sim o sujeito”. Esta é a ideia do
novo papel das bibliotecas universitárias concebidas como centros de recursos: um
serviço centrado sobre as necessidades dos alunos, professores e pesquisadores da
comunidade universitária.
Para REBIUN (2003, p. 7) define um CRAI “como um ambiente dinâmico em
que se integram todos os recursos que dão suporte a aprendizagem e a pesquisa na
Universidade”; já para Area Moreira (2005, p.21),“trata de um ou vários lugares
físicos com uma estrutura de recursos humanos, materiais e técnicos para apoiar e
facilitar o desenvolvimento pleno das atividades acadêmicas dos professores e
alunos”, ou seja, é um espaço que, além de biblioteca, integra todos os recursos
necessários para que os usuários universitários possam desenvolver suas tarefas de
ensino, aprendizagem e pesquisa.
Com as Tecnologias de Informação e Comunicação, surgiram novas
propostas de ensino-aprendizagem, e as bibliotecas, logicamente, devem estar
inseridas nesse processo. Isto acontece devido a três convergências: propostas de
2
CÂMARA, J. S. Bases fundamentais para elaboração do currículo. Revista de Biblioteconomia de
Brasília, Brasília, v.9, n. 1, p. 1-5, jun. 1991.

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novos métodos de ensino-aprendizagem; a tecnologia, com formatos e plataformas
que se unem; e a parte da organização que também propõe novas estruturas de
gestão (BALAGUÉ MOLA, 2003). Esta nova visão está mais vinculada ao novo
cenário educativo e toma como referência, fundamentalmente, os centros de
recursos para a aprendizagem, fundados nos últimos anos em algumas
Universidades

inglesas,

que

buscaram

integrar

serviços

e

recursos

biblioteconômicos, tecnológicos, audiovisuais, sistemas de informação, criação de
materiais interativos e suporte aos docentes e discentes (MOSCOSO, 2003). Neste
sentido, vale lembrar que as Tecnologias de Informação e Comunicação
desempenham uma função essencial para melhorar o acesso à aprendizagem e à
educação de qualidade e que a compatibilidade de sistemas, um desenho de
políticas comuns e a configuração de verdadeiras redes e plataformas, com
independência do sistema informático utilizado, são essenciais para que os serviços
de informação atinjam a integração e interação em toda rede de bibliotecas
universitárias (CASTRO FILHO e VERGUEIRO, 2011, p. 33).
Para Dominguez Aroca (2005, p. 6), o CRAI se configura como um espaço
físico, virtual e flexível, convergindo e integrando infraestruturas tecnológicas com os
recursos humanos, proporcionando serviços a todo o momento e acessível de
qualquer lugar. Ele tem os seguintes objetivos: a) conseguir produtos e serviços de
qualidade para uma grande variedade de estudantes, professores e pesquisadores;
b) formar grupos de profissionais capazes de ajudar os usuários a utilizar os
recursos e serviços proporcionados; c) oferecer um espaço dinâmico e flexível para
aprendizagem contínua ao longo da vida.
4 CENTRO DE RECURSOS INFORMACIONAIS PARA O ENSINO E PESQUISA
Poderíamos definir o Centro de Recursos Informacionais para o Ensino e
Pesquisa (CRIPE) como um espaço físico virtual e flexível, onde convergem e se
integram infra-estruturas tecnológicas, recursos humanos, espaços diferenciados,
equipamentos e serviços, orientado para aprendizagem do aluno, do ensino e da
pesquisa. Todos esses serviços já existem nas Universidades operando de forma
independente e o papel do CRIPE é justamente centralizar a organização, gestão e
acesso à informação com a utilização das tecnologias de informação e comunicação.

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O CRIPE fornece a infra-estrutura e instrumentos tecnológicos de informação
e comunicação para melhoria da qualidade nas relações da informação com seus
usuários, oferecendo recursos para a formação de profissionais da informação. É
também o único laboratório didático do Curso de Ciências da Informação e da
Documentação que oferece espaço e auxilia as práticas de diversas disciplinas.
O CRIPE tem a finalidade:
1)

facilitar o acesso e a difusão dos recursos de informação e comunicação;

2)

selecionar e administrar os diferentes recursos de informação e comunicação;

3)

produzir um centro em que os docentes do curso de Ciências da Informação e
da Documentação da FFCLRP/USP possam criar seus materiais de aula;

4)

criar um centro de serviços acadêmicos implicado no suporte e inovação
educacional;

5)

ampliar a assistência a estudantes, professores e pesquisadores com serviços
concentrados, mais adequados às suas necessidades e com qualidade.
Podemos destacar como objetivos principais:

a)

disponibilizar produtos e serviços, com uso de tecnologias de informação e de
comunicação, voltados às necessidades de ensino-apredizagem;

b)

adquirir softwares e hardwares que interajam entre si, criando produtos e
serviços para docentes e discentes;

c)

disponibilizar informações por meio das tecnologias de informação e
comunicação

d)

estabelecer uma rede de informação entre o corpo docente e discente, de forma
que possa prover boa parte das necessidades estudantis relacionadas com a
aprendizagem;

e)

disponibilizar recursos necessários para que o corpo docente possa criar seus
materiais de aula e também para o corpo discente elaborar seus trabalhos e
seminários;

f)

criar um centro de serviços acadêmicos implicado permanentemente em dar
suporte à inovação educativa, em empenhar o discente para que aprenda a
aprender, elaborar pesquisas bibliográficas e trabalhar de uma maneira mais
interativa entre o bibliotecário, professor e aluno.
O laboratório é administrado por duas bibliotecárias que atuam também na

tutoria dos alunos. Os recursos financeiros foram disponibilizados, inicialmente,

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através de projeto de pesquisa do Coordenador do Curso, equipando com mobiliário
e equipamentos de informática um espaço de aproximadamente 40 m2.
Os produtos e serviços oferecidos pelo CRIPE englobam documentos
impressos e digitais, atividades de formação e orientação (tutoria), consulta local e
remota e assessoramento técnico. O acervo documental do laboratório é
especializado nos temas de interesse do curso: ciência da informação e suas
ênfases em educação, negócios e saúde.
As atividades didáticas desenvolvidas no CRIPE atendem as diversas
disciplinas obrigatórias e/ou optativas do currículo do curso, como por exemplo:
Representação

Descritiva

I

e

II,

Linguagens

Documentárias,

Linguagens

Documentárias: Sistemas de Classificação Bibliográfica, Linguagens Documentárias:
Construção de Tesauros, Recursos Informacionais, Inteligência Competitiva com
Enfoque Empreendedor I e II, Arquitetura da Informação, Automação e Informação,
Introdução à Informática, Bases de Dados e Aplicação em Documentação e Banco
de Dados para Bibliotecas Digitais.
5 O CRIPE NA CONTEMPORANEIDADE
Atualmente o Curso Ciências da Informação e da Documentação possui 168
alunos matriculados no período noturno. O Laboratório possui capacidade para
atender 40 alunos, por grupo, permitindo uma melhor dinâmica nas práticas das
disciplinas. O Laboratório atende das 8h às 19h, os docentes do Curso no preparo
de aulas e atividades extraclasse, como também os alunos na elaboração de
trabalhos, seminários, pesquisas bibliográficas entre outras atividades. No período
noturno fica à disposição dos docentes para as aulas.
O laboratório funciona em uma sala de aproximadamente 100m², o acervo é
formado por aproximadamente 1400 itens, a maioria composta por livros, cerca de
990 títulos, possui também periódicos, obras de referencia, separatas impressas,
trabalhos de conclusão de curso do curso de Ciências da Informação e da
Documentação (no suporte CD-ROM). Como recursos físicos, o CRIPE possui
quatro mesas em formato L, seis computadores, sendo que um deles serve para
indexação dos livros e alimentação de bancos de dados que utiliza o software livre

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Koha3, uma linha telefônica e dois aparelhos de telefone, duas impressoras a laser,
sendo uma colorida, uma impressora multifuncional, quatro estantes de metal para
acomodar o acervo bibliográfico, sete mesas retangulares para o desenvolvimento
das atividades didáticas e de reunião de grupos de estudo, outra mesa de reunião
redonda com acomodação para cinco pessoas, um armário de madeira, que abriga o
acervo audiovisual (uma filmadora de vídeos, duas câmeras fotográficas, um
notebook, dois gravadores digitais), um projetor multimídia, a sala é equipada com
caixas de som instaladas no teto.
O laboratório possui suporte do Departamento e da Faculdade para o
suprimento das impressoras e material de consumo, além da manutenção do banco
de dados no servidor. A universidade oferece aos laboratórios didáticos da
graduação, uma verba anual denominada PRÓ-LAB para a melhoria dos
laboratórios; além deste recurso através de vários programas da USP específicos
para os laboratórios (PRO-ED2011, RENOVALAB 2013) foram ou são utilizados
para a manutenção e aprimoramento do CRIPE.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como contribuição desse estudo, podemos ressaltar a importância do CRIPE
como laboratório para as práticas do profissional da informação, integrado com as
tecnologias de informação e comunicação, e como espaço complementar de apoio
acadêmico para o ensino, pesquisa e extensão. O CRIPE se utiliza de tecnologias
de informação e comunicação como um componente importante para a criação de
centros de serviços acadêmicos focados na inovação educativa, no sentido de
direcionar o estudante para que desenvolva habilidades que contribuam para sua
formação continuada, elucidando a dicotomia teoria e prática na área de
Biblioteconomia/Ciência da Informação.
O alinhamento do CRIPE com o projeto político pedagógico do curso vem de
acordo com as Diretrizes Curriculares do Conselho Nacional de Educação e as
recomendações da ABECIN, no sentido de formar profissionais críticos-reflexivos,
com competências de gerenciamento, de organização, que sejam especialistas e
tenham como prioridade um processo permanente de aprendizado, também
conhecido como aprendizado ao longo da vida.
3

KOHA Open Source ILS. Disponível em: &lt; http://www.koha.org/&gt;

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Nesse aspecto o CRIPE contribui para um novo cenário da biblioteca
universitária, para a formação de profissionais da informação efetivamente
conscientes de seu papel na sociedade, e dispostos a utilizar suas novas
competências em benefício da coletividade e do avanço do conhecimento científico.
REFERÊNCIAS
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recursos para el aprendizaje y la investigación. Madrid: CRUE, 2005. (REBIUN
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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Centro de Recursos Informacionais para Pesquisa e Ensino: um laboratório para a formação do profissional da informação</text>
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              <text>Cintia Braga Ferreira Pinheiro</text>
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              <text>Sumeire Tamiko Takahashi de Oliveira</text>
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          <name>Coverage</name>
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          <name>Date</name>
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              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Relato de Experiência</text>
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              <text>Os espaços-laboratórios instalados dentro das instituições de ensino deBiblioteconomia/Ciência da Informação e Gestão da Informação integrados às diretrizes curriculares de seus cursos é apoio fundamental para a formação doprofissional da informação. Nesse sentido apresentamos um modelo baseado nos Centros de Recursos para el Aprendizaje y la Investigación (CRAI) como alternativa de suporte ao ensino e aprendizagem. O Centro de Recursos Informacionais paraPesquisa e Ensino (CRIPE) está vinculado ao curso de Ciências da Informação e da Documentação da FFCLRP/USP e oferece apoio às atividades docentes e discentes, criando um novo espaço de produtos e serviços que apresenta à comunidade acadêmica uma nova visão de uma unidade informacional. Tendo comoprincipal objetivo criar um centro de serviços acadêmicos implicadopermanentemente em dar suporte à inovação educativa, em empenhar o discente para que aprenda a aprender, elaborar pesquisas bibliográficas e promover ainteração entre o bibliotecário, professor e aluno. Nesse aspecto o CRIPE implica na percepção dos impactos do meio-ambiente na formação do profissional da informação contemporâneo, particularmente a integração das Tecnologias de Informação e Comunicação nesse ambiente. Ressalta-se, portanto, a importância do CRIPE como laboratório para as práticas do profissional da informação como espaçocomplementar de apoio acadêmico para o ensino, pesquisa e extensão.</text>
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