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                  <text>A construção de um sistema integrado de bibliotecas no Instituto
Federal do Ceará: motivação, dificuldade e expectativas

Tatiana Apolinário Camurça (IFCE) - tatiana1510@gmail.com
Islânia Fernandes Araújo (IFCE) - islania@ifce.edu.br
Sara Maria Peres de Morais (IFCE) - sara.peres@gmail.com
Resumo:
O estudo trata de um relato de experiência contextualizando a construção de um Sistema
Integrado de Biblioteca do IFCE, mostrando a situação atual dos Institutos Federais de
Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), criados através da lei 11.892 de 28 de dezembro de
2008, em especial o Instituto Federal do Ceará e suas bibliotecas. Relata o desafio de
construir um sistema integrado de bibliotecas com base na nova identidade proporcionada
pela criação dos IFs, em uma biblioteca com mudança de identidade, que engloba nível médio,
técnico e superior. Destaca as conquistas e trabalhos desenvolvidos pela Comissão de estudo
para criação do Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBI, pioneiro e único em âmbito nacional.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Sistema de biblioteca. Gestão da informação.
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

A construção de um sistema integrado de bibliotecas no Instituto Federal do
Ceará: motivação, dificuldade e expectativas

Resumo:
O estudo trata de um relato de experiência contextualizando a construção de um
Sistema Integrado de Biblioteca do IFCE, mostrando a situação atual dos Institutos
Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), criados através da lei 11.892 de
28 de dezembro de 2008, em especial o Instituto Federal do Ceará e suas
bibliotecas. Relata o desafio de construir um sistema integrado de bibliotecas com
base na nova identidade proporcionada pela criação dos IFs, em uma biblioteca com
mudança de identidade, que engloba nível médio, técnico e superior. Destaca as
conquistas e trabalhos desenvolvidos pela Comissão de estudo para criação do
Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBI, pioneiro e único em âmbito nacional.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Sistema de biblioteca. Gestão da
informação.
Área Temática: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação.

1 INTRODUÇÃO

A educação brasileira passa por mudanças, em especial a educação
profissional advinda pelo novo modelo de ensino proposto pelo Ministério da
Educação através da lei 11.892 de 28 de dezembro de 2008 que cria os Institutos
Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs).
Com isso os antigos CEFETs passam por adaptações, provenientes de
estudos, para consolidar sua própria identidade nos atuais IFs, pois deixou de ter
característica somente de nível médio e adquiriu também uma imagem de nível
superior. Para que a sociedade possa ver os IFs também como instituições de pósgraduação, é necessária uma mudança de cultura, principalmente interna, de rotina,
práticas profissionais e administrativas.
A complexidade advém da conceituação dos IFs, pois os mesmos não são
exclusivamente básico, médio ou, tampouco, superior. Pode-se dizer que é uma
instituição híbrida, ou melhor, múltipla, indo da educação básica, (quando se refere
aos cursos de ensino médio integrado à educação profissional técnica de nível
médio), passando pelo ensino técnico em geral (os cursos superiores de tecnologia,
licenciatura e bacharelado) e chegando aos programas de pós-graduação lato e
stricto sensu, contemplando assim as formações básica, profissional, tecnológica e

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superior, propostas pelo Ministério da Educação para assegurar e impulsionar a
educação brasileira.
Nesse sentido, a cultura interna precisa ser trabalhada, repensando conceitos
e definindo processos e procedimentos, os quais não podem ser adotados
exclusivamente como em uma universidade, por exemplo, pois não somos
essencialmente de nível superior, precisamos adaptá-los ao novo perfil do IFs.
As bibliotecas, que antes eram escolares, precisam se transformar para
atender ensino, pesquisa e extensão; conhecer seu novo público, incrementar os
serviços, implementar novas condutas. O desafio do estudo é construir um sistema
integrado de bibliotecas com base na nova identidade proporcionada pela criação
dos IFs, uma biblioteca que não é exclusivamente escolar, (mas atende ao nível
básico e médio), que não é unicamente especializada (embora contenha assuntos
específicos), que não é somente superior ou universitária (mas compreende a
pesquisa e extensão) e que não é pública (porém atende ao público em geral).
A biblioteca, para Targino (1984):
É o local, onde uma coleção organizada e constituída de acordo com a
demanda e necessidade dos usuários efetivos e potenciais a que se
destina, está à disposição dos interessados, para suprir suas necessidades
informativas, educacionais ou recreativas. Para tanto requer recursos
humanos, materiais e financeiros que assegurem a continuidade e
atualização dos seus serviços. (TARGINO, 1984, p. 59)

Para Pedone (2010, p. 31), a determinação do tipo da biblioteca é baseada no
público a quem se destina, e a partir disso são definidos quais os serviços e
produtos que serão oferecidos. Porém, no novo contexto dos IFs, não cabe as
tipologias tradicionais de bibliotecas. É necessário inovar conceitos e adaptar
modelos na criação de um ambiente propício ao desenvolvimento de bibliotecas que
atendem a essa nova demanda tão distinta.
Com base nisso, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
Ceará - IFCE, impulsionado por discussões e apelos dos profissionais da informação
que o compõe, criou, através de Portaria de nº 735/GR, uma Comissão de estudo
para criação de um Sistema Integrado de Bibliotecas do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - SIBI/IFCE.
Para a Comissão Brasileira de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal
de Educação Profissional, Científica e Tecnológica – CBBI, é pioneira a ação do

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IFCE em criar uma comissão de estudo para definir critérios, regulamentos, normas
e procedimentos de forma a unificar bibliotecas de diversas regiões do estado do
Ceará.
A criação do Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBI objetiva o
funcionamento sistêmico e padronizado dos serviços e procedimentos das
bibliotecas, a fim de promover o acesso, a disseminação e o uso da informação
dentro de uma gestão da informação focada na qualidade. Os membros da
Comissão de criação do SIBI são todos bibliotecários atuantes no IFCE e trabalham
na unificação e integração das bibliotecas dos diversos campi do IFCE e almejam
uma futura Diretoria Sistêmica de Bibliotecas na instituição.

2 A EXPANSÃO DO IFCE E SITUAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NA ATUALIDADE

Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFS) criados no
Brasil tem como proposta ofertar educação de ensino tecnológico profissional,
médio, técnico, superior e pós-graduação. Esse desafio engloba qualidade de ensino
com vistas à atuação profissional nos mais diferentes segmentos da economia.
Esses Institutos foram criados em 2008 e fazem parte da rede federal de educação
profissional e tecnológica (BRASIL, 2008).
No Ceará, o Instituto possui 23 campi e 21 bibliotecários atuam nas diferentes
localidades distribuídas em todo o Estado, nos municípios de Acaraú, Canindé,
Cedro, Crateús, Crato, Fortaleza, Iguatu, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte,
Maracanaú, Quixadá, Sobral, Aracati, Baturité, Camocim, Caucaia, Jaguaribe,
Morada Nova, Tabuleiro do Norte, Tauá, Tianguá, Ubajara, Umirim, através do site
do IFCE obteve-se estas informações do panorama da expansão .
Em agosto de 2011, o Ceará foi contemplado com mais seis novos campi do
Instituto Federal, a serem instalados nos municípios de Acopiara, Boa Viagem,
Horizonte, Itapipoca, Maranguape e Paracuru, todos eles já em processo de
implantação. Assim, o estado chegará a 29 unidades do IFCE, instituição que se
pauta pela oferta de uma educação inclusiva e de qualidade, com foco no
desenvolvimento social e econômico das regiões onde estão localizados.
A ampliação da presença do IFCE no interior do Estado atende a meta do
programa de expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica e leva
em consideração a própria natureza dos institutos federais, no que diz respeito à

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descentralização da oferta de qualificação profissional, cujos propósitos incluem o
crescimento socioeconômico de cada região e a prevenção ao êxodo de jovens
estudantes para a capital.
Com a expansão do número de Campi do IFCE, o número de bibliotecas
também cresceu bem como o número de concursos para profissionais bibliotecários.
Com esse avanço, percebeu-se as consideráveis mudanças ocorridas com a
transformação dos Centros Federais em Institutos Federais de Educação, Ciência e
Tecnologia, houve um aumento de responsabilidades e demanda dos serviços,
afetando também as bibliotecas.
No entanto, a estrutura física das bibliotecas, equipamentos, tecnologia,
recursos humanos, políticas e as estratégias de trabalho não seguiram o mesmo
ritmo da expansão. A estrutura tecnológica, física e de recurso humano não é
adequada nem condizente com o desenvolvimento das atividades e com a
velocidade de crescimento acelerado dos Campi.
O número de alunos matriculados no IFCE mais do que dobrou e os serviços
e produtos que o bibliotecário estava habituado a oferecer não respondem aos
anseios, de forma satisfatória, oriunda da atual sociedade da informação, cada vez
mais ávida por produtos e serviços que viabilizem a produção e o acesso ao
conhecimento.
Houve aumento de serviços, setores e demanda de trabalho. Para
acompanhar essa nova realidade, os profissionais da informação precisam ter uma
nova visão, treinamentos, capacitação, formação e desenvolvimento de equipe. É
necessária uma posição estratégica, implementando ações que possibilitem garantir
uma gestão da informação no alcance de seus objetivos, investindo em estruturas,
recursos humanos, capacitação, marketing, padronização de rotinas e normas,
planejamento, além de compartilhar responsabilidades e decisões.
O planejamento, para Pedone (2010):
Deve ser encarado como uma função administrativa nas Bibliotecas. Os
coordenadores das Bibliotecas, na maioria das vezes, não estão nas
cúpulas institucionais ou nos cargos de mais poder, mas precisam se ver
como gerentes de seu trabalho. Em muitas Bibliotecas os Bibliotecários
executam funções técnicas, informacionais e administrativas, ao mesmo
tempo. E esse é um dos motivos que levam ao adiamento do planejamento,
e assim não reservamos um tempo para refletir sobre o que está sendo
feito, e em que as ações contribuem com o todo. (PEDONE, 2010, p. 30)

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Assim, o Sistema Integrado de Bibliotecas do IFCE vem resguardar, de uma
forma macro na Instituição, os procedimentos e serviços das bibliotecas,
assegurando o cumprimento de normas e regulamentos, contribuindo para a gestão
da informação.

3 A CRIAÇÃO DO SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DO IFCE

Estimulados pelo movimento grevista de 2012, os bibliotecários do IFCE se
mobilizaram em clima de protesto, clamando e reivindicando ações de melhorias em
rotinas de trabalho, serviço, equipamento, infraestrutura, recursos humanos, dentre
outras ações. Ao aderirem à greve, retomou-se o movimento já iniciado em 2010, em
prol de construir um sistema de bibliotecas, e, após algumas reuniões com os próreitores, foi criada pela Reitoria a Portaria de nº 735/GR que se refere a uma
comissão de estudo para criação de um Sistema Integrado de Bibliotecas do Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - SIBI/IFCE.
Na ocasião, discutiu-se a construção de documentos essenciais para
padronizar ações nas atividades de bibliotecas. Naquele momento, nasceu o
embrião que geraria todas as demais ações desenvolvidas até o momento para a
construção do SIBI/IFCE - Sistema Integrado de Bibliotecas do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia.
A principal proposta do SIBI/IFCE é garantir o crescimento das bibliotecas e
que as mesmas se posicionem estrategicamente, implementando ações que
possibilitem garantir uma gestão da informação no alcance de seus objetivos, trazer
investimento
marketing,

para

estruturas

padronização

de

tecnológicas,
rotinas

e

recursos

humanos,

capacitação,

normas,

além

compartilhar

de

responsabilidades e decisões.
O SIBI/IFCE nasceu sob a orientação de instituições como a Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação
(CAPES/MEC, 2006), pois afirma que a modernização e a racionalização no
emprego dos recursos humanos, materiais e financeiros na manutenção de serviços
bibliotecários em nossas Instituições de ensino exigem uma mudança radical em
métodos de organização de serviços. Enfatiza que a “biblioteca isolada” não tem
condições de sobrevivência.

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Para isso, é preciso unificar e padronizar procedimentos e setores de
bibliotecas, integrar-se com outros setores da Instituição e vislumbrar parceiros
internos e externos.
Com o avanço das reuniões, o apelo era para que todos os bibliotecários
lotados nas cidades do interior do estado participassem das reuniões que
aconteciam às segundas-feiras no campus da cidade de Fortaleza, mesmo com a
greve.
A necessidade de forma uma comissão para representar a categoria e iniciar
o processo da criação do Sistema Integrado de bibliotecas do IFCE tomava forma. A
comissão foi formada por cinco bibliotecários de diferentes campi, e, posteriormente,
nomeada pelo Pró-reitor de ensino, por meio de publicação de portaria. Deu-se,
então, o início à construção do regimento interno, documento este que nasce
também com o apoio e orientação de uma Instituição de bastante tradição, a
Biblioteca Universitária da Universidade Federal do Ceará.
A comissão do SIBI/IFCE procurou orientação também em outras instituições
de ensino do país munidas com documentos, como regimentos e regulamentos de
algumas instituições do país que também estavam trabalhando para a construção
de Sistemas de Bibliotecas integrado como Bahia e Sergipe.
As reuniões foram realizadas semanalmente, de Julho até Novembro de
2012, nas segundas-feiras no campus de Fortaleza por ser o local onde a maioria
dos bibliotecários residia, apesar de trabalharem em outras cidades. Além da
comissão nomeada, outros bibliotecários tinham o direito de participarem das
reuniões para darem suas sugestões. Os bibliotecários que não podiam estar
presentes enviavam suas dúvidas e recebiam o boletim informativo semanal via email, pois foi criado um e-mail institucional, um instrumento simples e fácil que
viabilizou a comunicação e tornou possível as discussões entre os bibliotecários do
IFCE.

3.1 Primeiro Fórum de Bibliotecários do IFCE

Após inúmeras reuniões o regimento geral que servirá de guia para as
principais decisões dos bibliotecários foi concluído e teve seu desfecho final no I
Fórum de Bibliotecários do IFCE. O Regimento foi apresentado e alterado com a

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participação de 18 bibliotecários que ali estiveram presentes. As principais
alterações foram feitas para a questão de como estaria o SIBI representado no
organograma do IFCE e como seria a eleição do Coordenador do Sistema.
O Fórum aconteceu em dois turnos, manhã e tarde, ao longo de dois dias. Um
momento rico foi o dedicado a ouvir cada bibliotecário. Nas falas de cada
participante percebiam-se problemas semelhantes, muitas dificuldades de trabalho
se repetiam quando a impedimento era número de pessoal insuficiente e a pouca e
ineficiente estrutura de trabalho, a falta de autonomia para exercer a função. A carga
horária também foi um dos assuntos bastante explorado pelos presentes.
O resultado principal do Fórum foi a apresentação do regimento e a formação
de comissões que foram: comissão de automação e informática, comissão de
indexação e processos técnicos, política e desenvolvimento de coleções,
normalização e editoração e comissão de educação de usuários.
Ao final do Fórum, percebeu-se que o desafio de apresentar o documento
para os diretores não seria tão fácil, dado o fato de todos os bibliotecários estarem
solicitando mais condições e autonomia para trabalhar. Isso significaria mudanças
de cultura, costumes e hábitos. A visão para muitos gestores sobre biblioteca ainda
é distorcida e míope, o que torna o desafio da construção do sistema de biblioteca
ainda maior.
Mas, certos de que muitos problemas vivenciados pelas bibliotecas do IFCE
impactam de forma negativa na qualidade do ensino, a biblioteca não deve ser
encarada como um setor em anexo, fora do planejamento pedagógico, não pode e
não deve ser excluída de nenhuma atividade que envolva o ensino, pesquisa e
extensão. Diante do cenário, a mobilização da categoria tornou-se fundamental para
dar início à construção de uma nova visão sobre biblioteca.
A modernização e a racionalização no emprego dos recursos humanos,
materiais e financeiros na manutenção de serviços bibliotecários em nossas
universidades exigem uma mudança radical de métodos de organização de
serviços, onde a "biblioteca isolada" não tem condições de sobrevivência.
(MIRANDA, 1978, p.04).

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4 NOVA GESTÃO DO IFCE E SEUS IMPACTOS NO SIBI

O Regimento apresentado foi mais uma vez alterado: depois do mesmo sofrer
análise exaustiva, perceberam-se algumas inconsistências no que diz respeito às
competências e à composição do mesmo.
Vivemos um momento de fim de gestão, período em que quase nada é
resolvido uma vez que as atenções são voltadas para as eleições de diretores de
campi e para Reitor. O momento era de aguardar as mudanças oriundas das
eleições e esperar boas notícias que contemplem a construção do SIBI/IFCE e
assim a biblioteca passaria a ter seu lugar de destaque dentro da instituição,
podendo mostrar todo seu potencial em benefício da geração e acesso ao
conhecimento.
Com a nova gestão, escolhida pelo novo reitor do IFCE, retomamos as
reuniões entre o então Reitor, Pró-reitor de ensino e a comissão do SIBI/IFCE,
criando o Departamento de Biblioteca, cuja diretora não será um profissional da área
de Biblioteconomia, e sim um docente formado em outra área.
Sem dúvida, se o graduado em administração tiver, aliado aos
conhecimentos específicos em sua área, as aptidões inatas, e souber
assessorar-se convenientemente, ele cumprirá, com provável sucesso, a
sua missão. Provavelmente·até melhor que um bibliotecário sem a
experiência e domínio da arte de administração. Se, ao contrário (e isso
costuma acontecer com muita frequência, infelizmente) o administrador
bibliotecário não é nem administrador e nem bibliotecário, então a
experiência pode ser fatal. (MIRANDA,1978, p. 3)

Admiração e dúvidas permearam as reflexões de todos os bibliotecários que
sonharam com uma proposta diferente da que foi apresentada. É inquestionável que
as questões políticas são tão impactantes que podem desvirtuar as competências
peculiares a uma categoria. O que fazer e pensar diante de prerrogativas tão
legítimas como as competências do Reitor quando essas podem não atender as
necessidades de trabalho do bibliotecário?
Diante da decisão do reitor de criar o departamento de biblioteca tendo como
diretora uma servidora professora formada na área de turismo, a comissão do
SIBI/IFCE se reuniu mais uma vez com Pró-reitor de ensino e sugeriu que o nome
do Departamento de Biblioteca fosse alterado para Departamento de Unidade de
Informação.

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As Unidades de Informação são instituições voltadas para a aquisição,
processamento, armazenamento e disseminação de informações, e tratam da
manipulação da informação em seus diversos suportes, físicos ou virtuais, de forma
tangível e/ou intangível.
Na mesma reunião, também foi proposto que a coordenadoria para o
SIBI/IFCE fosse uma bibliotecária, a mais experiente que assumisse essa função.
Em outro momento, o reitor respondeu que concordaria que a coordenação do SIBI
fosse de um bibliotecário, mas quanto ao nome do departamento, sente que tal
mudança pode acarretar confusão com o setor de Tecnologia de Informação.
Apesar do intenso aspecto tecnológico, o termo Unidades de Informação
(biblioteca, museu, arquivo) não deve ser confundido com Unidade de Tecnologia da
Informação, pois este último vista o aspecto tecnológico, de algoritmos e
computacional. A Ciência da Informação vai além de tais conceitos, pois visa a
cognição informacional, gestão do conhecimento, gestão da informação, as
necessidades dos usuários e informação tecnológica no apoio inovação.
Portanto, visando o crescimento da pesquisa, ensino e extensão do Instituto
Federal do Ceará, faz-se necessário a criação do Departamento de Unidades de
Informação do IFCE, contendo o Sistema Integrado de Bibliotecas do IFCE - SIBI,
mantendo um espaço propício para criação de forma planejada de arquivos, museus
e demais centros de informação. A visão futura é oferecer espaços unificados; um
Centro de Informação que compreenda todos esses espaços acrescendo o auditório,
pois evento técnico também é informação tecnológica.
É importante salientar que, um fato novo ocorreu durante a fase de transição
dos cargos, a professora indicada para ocupar a Diretoria do Departamento de
Bibliotecas, desistiu do cargo e em consequência a bibliotecária que ocuparia a
coordenação do SIBI, foi convidada a assumir o referido Departamento. Enfim,
conseguiu-se atingir o objetivo inicial proposto pelo coletivo, a criação do
departamento com um profissional da área à sua frente.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A reestruturação das bibliotecas do IFs com uma nova roupagem/identidade
envolve várias disciplinas e conceitos advindos da administração, documentação e
ciência da informação, gestão da informação e gestão da qualidade. Para isso, o

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profissional da informação deve estar atualizado e preparado a atuar nesse novo
cenário.
A criação da Portaria de nº 735/GR no Instituto do Ceará, em geral, é uma
conquista da classe, pois se refere a uma Comissão (oficializada) de estudo para
criação de um Sistema Integrado de Bibliotecas do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Ceará - SIBI/IFCE que possibilita autonomia na
consolidação de ideias, além de flexibilidade de mobilização e liberação dos
profissionais que residem em municípios de campi distantes, permitindo respaldo
imediato para que possam participar de assuntos ligados a gestão e estratégia e não
somente à área técnica como é de rotina desses profissionais.
O SIBI/IFCE vem resguardar, assim, os procedimentos e serviços das
bibliotecas, assegurando o cumprimento de normas e regulamentos. Os usuários,
em especial os internos, até então acostumados com biblioteca básica, serão
educados a cumprirem normas, respaldadas em documento interno. O novo sistema
age também como marketing em bibliotecas, pois permite visibilidade na instituição e
irá constar no organograma institucional. Espera-se que este modelo possa
contribuir para a gestão da informação e planejamento, servindo como modelo para
outros IFs constante no país.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei.n. 11.892 de 29 de Dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de
Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de
Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Diário Oficial [da]
União, Brasília, DF, 30 dez. 2008. Disponível em: &lt;http://www.in.gov.br&gt;. Acesso
em: 15 jan. 2009.
INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ. Sobre nós. Fortaleza, 2013. Disponível em:
www.ifce.edu.br/instituição/sobre-nos. Acesso em: 03 abr. 2013.
PEDONE, Paula Porto. Diagnóstico das bibliotecas dos institutos federais de
educação, ciência e tecnologia: primeira etapa do processo de planejamento do
nosso futuro. 2010. 68 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) - Escola
Superior Aberta do Brasil - ESAB, Vila Velha/ES, 2010.
TARGINO, Maria das Graças. Conceito de biblioteca. Paraíba: ABDF, 1984.

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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>A construção de um sistema integrado de bibliotecas no Instituto Federal do Ceará: motivação, dificuldade e expectativas</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Tatiana Apolinário Camurça</text>
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              <text>Islânia Fernandes Araújo</text>
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              <text>Sara Maria Peres de Morais</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2013</text>
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          <name>Subject</name>
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              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Relato de Experiência</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>O estudo trata de um  relato de experiência contextualizando a construção de um Sistema Integrado de Biblioteca do IFCE, mostrando a situação atual dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), criados através da lei 11.892 de 28 de dezembro de 2008, em especial o Instituto Federal do Ceará e suas bibliotecas. Relata o desafio de construir um sistema integrado de bibliotecas com base na nova identidade proporcionada pela criação dos IFs, em uma biblioteca com mudança de identidade, que engloba nível médio, técnico e superior. Destaca as conquistas e trabalhos desenvolvidos pela Comissão de estudo para criação do Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBI, pioneiro e único em âmbito nacional.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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      <name>cbbd2013</name>
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