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                  <text>Uso de redes sociais por bibliotecas universitárias de instituições
particulares de ensino superior de João Pessoa

Luciana Ferreira da Costa (UFPB) - lucianna.costa@yahoo.com.br
Francisca Arruda Ramalho (UFPB) - arfrancisca@hotmail.com
Alan Curcino Pedreira da Silva (UFAL) - alancurcino@hotmail.com
Robéria de Lourdes de Vasconcelos Andrade (UFPB) - roberiabiblio@gmail.com
Edilson Targino de Melo Filho (UFPB) - edilsondmelo@gmail.com
Resumo:
O estudo analisa o uso de redes sociais online por bibliotecas universitárias de instituições
particulares de ensino superior de João Pessoa - Paraíba. A pesquisa é de caráter exploratório
e descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa. Utiliza o questionário, elaborado com
questões abertas e fechadas. Do total de bibliotecas investigadas, constata que maioria faz uso
das redes sociais online, sendo citadas: Facebook, Google+, Blog, YouTube, Twitter e Orkut. O
Facebook se configura como a ferramenta mais utilizada. Conclui que atualização deste dá-se
raramente. Conclui que as bibliotecas devem gerenciar as redes sociais de modo a atualizar os
seus perfis com conteúdo informacional novo e relevante que torne os usuários interessados a
visitarem com frequência o seu perfil.
Palavras-chave: Redes Sociais Online. Uso. Bibliotecas
particulares de ensino superior de João Pessoa

universitárias.

Instituições

Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis – SC, Brasil
07 a 10 de julho de 2013

Uso de redes sociais por bibliotecas universitárias de instituições particulares de
ensino superior de João Pessoa

Resumo
O estudo analisa o uso de redes sociais online por bibliotecas universitárias de
instituições particulares de ensino superior de João Pessoa - Paraíba. A pesquisa é de
caráter exploratório e descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa. Utiliza o
questionário, elaborado com questões abertas e fechadas. Do total de bibliotecas
investigadas, constata que maioria faz uso das redes sociais online, sendo citadas:
Facebook, Google+, Blog, YouTube, Twitter e Orkut. O Facebook se configura como a
ferramenta mais utilizada. Conclui que atualização deste dá-se raramente. Conclui que as
bibliotecas devem gerenciar as redes sociais de modo a atualizar os seus perfis com
conteúdo informacional novo e relevante que torne os usuários interessados a visitarem
com frequência o seu perfil.
Palavras-chave: Redes Sociais Online. Uso. Bibliotecas universitárias. Instituições
particulares de ensino superior de João Pessoa.
Área Temática: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

1 INTRODUÇÃO
As Redes Sociais Online, como Twitter, Facebook, YouTube tem atraído milhares
de pessoas desde o seu surgimento. Estas redes possibilitam novas formas de
comunicação, de relacionamento e criação de comunidades, tanto no contexto pessoal,
profissional e acadêmico-científico.
Tal a sua relevância que, no período de 14 a 18 de fevereiro de 2013, durante a
reunião anual da American Association for the Advancement of Science (AAAS), o uso de
Twitter, Facebook, YouTube e outras redes sociais online foi defendido como meio de
divulgação de informações sobre pesquisas científicas pelos pesquisadores (cientistas)
participantes da referida reunião (SHIMIZU, 2013).
Uma das palestrantes do evento, Christie Wilcox, do Departamento de Biologia
Celular e Molecular da Universidade do Havaí, afirmou que "se os cientistas não estão
utilizando as mídias sociais, eles simplesmente não estão se comunicando com a maioria
da população". Wilcox ainda fez referência a rapidez das informações compartilhadas pelo
Facebook, ao recebimento de vídeos do YouTube a cada hora e à quantidade de tweets,

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“você pode atingir milhares de pessoas com um único tweet, mas consegue falar com
apenas um punhado de pessoas em um dia” (SHIMIZU, 2013).
Por este panorama, no tocante ao ambiente da web 2.0, que suscitou a
predominância da interação, emerge “o conceito de uma biblioteca que a utiliza para
oferecer serviços e consulta ao acervo, assim como recursos multimídia que ampliam a
interação e a colaboração” (YAMASHITA; CASSARES; VALENCIA, 2012, p. 161).
Desta forma, no que tange às bibliotecas universitárias, surge a seguinte questão:
Como o uso das redes sociais online podem se tornar espaços de disseminação dos
produtos e serviços prestados pelas bibliotecas, além de espaço multimídia colaborativo?
Com vistas a contribuir para uma resposta a esta questão, o objetivo principal desta
pesquisa foi analisar o uso de redes sociais online por bibliotecas universitárias de
instituições particulares de ensino superior da cidade de João Pessoa - Paraíba. A
escolha das bibliotecas do ensino superior particular decorre do maior número de
instituições particulares de ensino superior (15) instaladas em João Pessoa em relação às
instituições públicas de ensino superior locais (4), o que remete à realização de pesquisas
que demonstre a adequação de suas bibliotecas à demanda de informação e
comunicação de um público com novas características.
2 REDES SOCIAIS
Quando se trata de redes sociais, na atual conjuntura da sociedade, logo o
pensamento se volta para sites de relacionamento online encontrados na web. Surge a
Web 2.0 envolvendo wikis, aplicativos baseados em folksonomia, redes sociais e
Tecnologias da Informação. Entretanto, o conceito de rede está diretamente relacionado
às ligações realizadas em torno de um assunto.
As redes sociais são constituídas por um grupo de atores que se relacionam, direta
ou indiretamente, entre si. Segundo Recuero (2009, p. 24) “uma rede, assim, é uma
metáfora para observar os padrões de conexão de um grupo social, a partir das conexões
estabelecidas entre os diversos atores”.
Neste sentido, as redes se apresentam como uma organização de atores sociais
que comungam de interesses em comum. Então o resultado da interação entre os sujeitos
refere-se à constituição de redes sociais. De acordo com Recuero (2009) as redes sociais

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não são estáticas, as estruturas de conexões podem ser alteradas a partir da intervenção
dos indivíduos que dela participam.
Assim, dada a evolução das tecnologias de informação e comunicação (TIC) que
acelera a dinamização das relações sociais voltadas para o ambiente web pontua-se a
necessidade de reflexões sobre este contexto. Segundo Marteleto (2010), o estudo das
redes sociais possibilitou uma apreensão melhor da atual conjuntura da sociedade, pois:

[...] permitiram a construção de uma compreensão inovadora da
sociedade, que ultrapassa os princípios tradicionais, nos quais o elo social
é visto como algo que se estabelece em função dos papéis instituídos e
das funções que lhes correspondem (MARTELETO, 2010, p. 32).

Destarte, a análise das redes sociais permite conhecer os aspectos sociais
presentes na integração dos indivíduos, estejam estes online ou offline. Da mesma forma
Recuero (2009, p. 21) ainda ressalta que “[...] a abordagem de rede fornece ferramentas
únicas para o estudo dos aspectos sociais [principalmente] do ciberespaço: permite
estudar, por exemplo, a criação das estruturas sociais”.
Pelo exposto, a rede social pode ser entendida como um conjunto de pessoas que
se relacionam entre si. As redes sociais online estão conectadas por meio da web e
proporciona uma integração dos usuários com maior rapidez e eficiência aos meios de
informação digitais.
Na perspectiva de Yamashita, Cassares e Valencia (2012, p. 164), as redes sociais
se constituem em canais onde a troca de informações e conhecimentos é possível, haja
vista a integração dos sujeitos, ou seja,
[...] o caráter agregador de dados, documentos e informações e a
disponibilização dos mesmos, característico de uma unidade informacional,
é um dos pontos em comum com a troca de informações e conhecimentos
promovida pelas redes sociais.

Nesse enfoque, é necessário compreender as redes sociais no âmbito das
unidades de informação, sobretudo, das bibliotecas, considerando se as mesmas estão
fazendo uso das redes sociais online e como se dá este uso.

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3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
As bibliotecas são instituições que buscam promover o acesso ao conhecimento e
disponibilizar informações relevantes para os seus usuários. Para isso devem utilizar as
TIC e recursos que possibilitem a disseminação e a recuperação de informação de modo
mais eficaz.
Ao longo dos séculos, as bibliotecas passaram por mudanças.
No tocante à biblioteca universitária, esta tem como objetivo fornecer infraestrutura
bibliográfica e documental aos cursos, pesquisas e serviços mantidos por uma
universidade de maneira que possa oferecer suporte aos três pilares que compõem a
missão da instituição: ensino, pesquisa e extensão.
Não à toa a existência e adequação de pessoal profissional, de acervo e de
infraestrutura das bibliotecas universitárias são critérios de avaliação de cursos de
graduação e de pós-graduação pelo Ministério da Educação (MEC) do Brasil, como
lembram Barcelos e Gomes (2004).
Para o cumprimento da missão da biblioteca universitária, ressalta-se a importância
de adequação destas ao contexto das TIC e, sobretudo, as novas formas de comunicação
da sociedade, ressaltando-se o uso das redes sociais online. Urge que as bibliotecas
universitárias atuem através das diversas redes, buscando oferecer os seus produtos e
serviços aos usuários consumidores de informação com cada vez maior atualização e
qualidade.
A facilidade de acesso e o número cada vez maior de usuários conectados na
internet, fez com que as bibliotecas se inserissem nesse universo. A disponibilização de
serviços online, como acesso aos catálogos em linha e o acesso aos bancos de dados,
foram as primeiras atividades.
As ferramentas da Web 2.0, permitem que as bibliotecas façam uso de blogs,
microblogs, redes sociais, entre outros. O uso de tais ferramentas possibilita que as
bibliotecas promovam produtos e serviços, além da manutenção de um contato mais
direto com os usuários.
De acordo com Marcondes, Mendonça e Carvalho (2006, p. 177) o serviço de
referência é o que mais se beneficia com o avanço das tecnologias “principalmente com o
desenvolvimento da Internet e das inúmeras ferramentas que ela oferece, favorecendo,
sobremaneira, a recuperação da informação”.

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Essa nova referência, também denominada referência digital, agora pode ser
contatada via bate-papo, correio eletrônico, redes sociais (entre elas o Twitter, o
Facebook, o YouTube), telefone fixo e celular, telefone via internet (smartphone), via
skype, entre outras ferramentas Web, as respostas são praticamente instantâneas
(CUNHA, 2000; MANESS, 2007).
Vale salientar que não basta que as bibliotecas criem perfis nas redes sociais, é
preciso manter uma interação com os usuários, que estão ativos conectados às páginas.
A biblioteca deve se preocupar com o que será disponibilizado na rede: qual o tipo de
conteúdo que será divulgado; de que forma e por quem essas mídias serão atualizadas;
manter uma regularidade nas publicações; e se manter atualizado com as tecnologias e
aplicativos que vão surgindo.
A necessidade do serviço de referência digital deve ser observada pelo
bibliotecário, essa atividade vem sofrendo um aumento exponencial por conta da
produção em massa. Por conseguinte, diante do universo tecnológico muitas são as
fontes de informações disponíveis na rede, no entanto algumas delas não têm
credibilidade, suas fontes não são confiáveis. Na contramão disto, as bibliotecas
universitárias são fontes provedoras de informações confiáveis, preservando assim “a
integridade e confiabilidade do conhecimento, [...] fatores primordiais” (CUNHA, 2010, p.
7).
O uso das TIC nas bibliotecas tem contribuído cada vez mais para o gerenciamento
e a disseminação dos recursos informacionais, permitindo assim uma comunicação
participativa e ativa, via bibliotecário e usuário, através de uma linguagem informal e
direta que se dá em redes, considerando a nova característica dos usuários das Gerações
Y e Z, considerando que são os que mais adquirem produtos tecnológicos e acessam
redes sociais (IDGNOW!, 2013) e se encontram na faixa etária do universitário brasileiro
(ANDRADE; WAGNER; OLIVEIRA, 2013), pertencentes também, por outra classificação
mais ampla, à Geração C1 (SUPER INTERESSANTE, 2013).
1

O termo Geração C (letra que vem de “Connected Collective”) foi criado por Dan Pankraz, Diretor de
Planejamento e Estratégias para o público jovem da DDB Sydney, considerando uma geração que “não é
composta por um grupo que nasceu em determinada década. Essas pessoas podem ter entre 9 ou 39 anos.
O que elas têm em comum é a importância das mídias sociais em sua vida”. Tal geração pertence à
evolução humana recente na perspectiva de mudanças e uso de tecnologias, em contraposição à
classificação a partir da Geração de Veteranos (nascidos antes de 1946, disciplinados não gostam de
mudança); Geração Babyboomers (nascidos entre 1946 e 1964, ambiciosos sobre planos de carreira e
estabilidade financeira, conservadores); Geração X (nascidos entre 1965 e 1979, autoconfiantes, têm

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4 ASPECTOS METODOLÓGICOS
A pesquisa, em termos metodológicos, se caracteriza como um estudo
exploratório-descritivo.
A abordagem metodológica utilizada é quantitativa e qualitativa, o que, segundo
Martins e Theófilo (2007), promove uma base contextual mais enriquecedora para
interpretação e análise dos dados através da combinação destas abordagens. Neste
caso, as duas abordagens são complementares.
O ambiente da pesquisa são as bibliotecas universitárias das instituições
particulares de ensino superior da cidade de João Pessoa. Identificaram-se no site do
MEC2 15 instituições de ensino particular na cidade de João Pessoa.
Após esta identificação, partiu-se para a visita dos sites das instituições para
coletar o e-mail de cada biblioteca. Ocorre que nem todas as instituições possuem em seu
site um link que remeta à sua biblioteca, assim, partiu-se para o contato telefônico com a
maioria das instituições para coleta do e-mail da biblioteca ou do profissional bibliotecário
no intuito de confirmação da disponibilidade em participar da pesquisa aqui relatada,
respondendo o instrumento de coleta de dados.
Utilizou-se como instrumento de coleta de dados o questionário, o qual foi
elaborado no Google docs3, aplicado mediante envio para o e-mail das bibliotecas ou do
profissional bibliotecário responsável, disponível para resposta no período de 25 de
fevereiro a 15 de março de 2013. Dessa forma, os sujeitos da pesquisa foram os
profissionais bibliotecários responsáveis pelas bibliotecas investigadas.
Através do contato telefônico um profissional responsável por uma biblioteca das
instituições particulares de ensino superior de João Pessoa se negou a fornecer o e-mail
da biblioteca sob a alegação de que a gestão mantenedora da mesma não permitia; dois
profissionais bibliotecários responsáveis por outras duas bibliotecas optaram por não
participar da pesquisa; e três outros profissionais bibliotecários comunicaram se

carreiras como item complementar); Geração Y ou Millenials (nascidos entre 1980 e 1995, tecnológicos,
mutáveis, usam o trabalho como meio de atingir objetivos pessoais); e Geração Z ou Nativos Digitais (não
conhecem o mundo sem internet, com forte interação social digital, considerados como geração indoor)
(SUPER INTERESSANTE, 2013).
2
Ver site: http://emec.mec.gov.br/.
3
Aplicativo online do Google composto por processador de texto, editor de apresentações, planilhas e
formulários.

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disponibilizar em responder o instrumento de coleta de dados, contudo, não responderam
no prazo até o limite do prazo estabelecido.
Pela aplicação do instrumento de coleta de dados e recebimento do mesmo,
atingiu-se o total de seis bibliotecas: Biblioteca do Instituto de Educação Superior da
Paraíba (IESP/FATEC); Biblioteca da Faculdade de Ciências Contábeis Luiz Mendes;
Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas; Biblioteca da Faculdade Idez (do grupo
Estácio); Biblioteca da Faculdade de Enfermagem São Vicente de Paula (FESVIP);
Biblioteca da Faculdade Maurício de Nassau.
Para organização e análise dos dados, utilizou-se da análise de conteúdo por
categorias (BARDIN, 2009) com o aporte da estatística descritiva.
5 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Como segue, apresenta-se a análise e discussão dos resultados desta pesquisa
com base em três categorias de análise definidas: a) Caracterização do profissional
bibliotecário; b) Caracterização das bibliotecas universitárias das instituições particulares
de ensino superior de João Pessoa; e c) Uso das Redes Sociais Online pelas bibliotecas.
5.1 Caracterização do profissional bibliotecário

Os profissionais bibliotecários que atuam nas bibliotecas investigadas foram
caracterizados segundo as seguintes categorias: Gênero, Faixa etária, Média salarial e
Tempo de atuação na área.
Acerca do gênero dos profissionais bibliotecários, identificou-se que a totalidade
destes é do gênero feminino (100%). Este dado evidencia uma realidade presente ainda
na área da biblioteconomia, a predominância das mulheres na profissão. Os cursos de
graduação em biblioteconomia do Brasil agregam um grande número de mulheres desde
o seu advento no país. No entanto, pesquisas como a de Ferreira (2010) revelam que os
homens têm procurado o curso de biblioteconomia em uma proporção considerável na
última década.
O grupo investigado possui idades entre 26 a 35 anos (50%) e entre 36 a 45 anos
(50%).
Quanto ao tempo de atuação na área da biblioteconomia, obteve-se que nenhum
respondente possuía menos de um ano de atuação. Assim, tem-se que a maioria possui

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entre quatro e sete anos de atuação na área (32%); 17% possuem entre um e três anos;
17% possuem entre oito e 11 anos; 17% entre 12 e 15 anos; 17% possuem mais de 15
anos.
A média salarial dos respondentes da pesquisa gira em torno de um a dois salários
mínimos para 67%, enquanto que 33% informaram média mensal entre três a cinco
salários mínimos.

5.2 Caracterização das bibliotecas universitárias das instituições particulares de
ensino superior de João Pessoa
As bibliotecas investigadas foram caracterizadas no tocante à sua data de criação,
número estimado de usuários que as frequentam, oferta de acesso à internet, forma de
acesso à internet e, por fim, se estas permitem que os usuários acessem as Redes
Sociais Online. Escolheu-se por condensar os quatro primeiros itens na Tabela 1:
Tabela 1 - Características Bibliotecas das IES privadas
DATA DE
CRIAÇÃO

NÚMERO
ESTIMADO
DE
USUÁRIOS

ACESSO À
INTERNET

FORMA DE
ACESSO

Biblioteca IESP/FATEC

1998

1000

Sim

Wi-Fi

Biblioteca Faculdade de Ciências Contábeis Luiz
Mendes

2002

35

Sim

Wi-Fi

Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas

2002

100

Sim

Terminal de
consulta

Biblioteca da Faculdade Estácio/iDEZ

2004

400

Sim

Wi-Fi

Biblioteca da FESVIP

2005

100

Sim

Wi-Fi

Biblioteca da Faculdade Maurício de Nassau

2007

1000

Sim

Wi-Fi

BIBLIOTECAS

Fonte: Dados da pesquisa, 2013

Constata-se que a maioria das bibliotecas data da última década do século XX,
enquanto apenas uma biblioteca está em funcionamento há 15 anos.
No que se refere à estimativa do número de usuários que frequentam as
bibliotecas, percebe-se uma quantidade considerável de usuários nas bibliotecas do

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IESP/FATEC e da Faculdade Maurício de Nassau. Atribui-se que este dado pode ter
relação com a quantidade de cursos que as instituições ofertam, além de serem
instituições de bastante tradição na cidade de João Pessoa.
Percebe-se com base nos dados constantes da Tabela 1 que todas as bibliotecas
possuem acesso à Internet. Relacionada a esta questão, identificou-se que o acesso das
bibliotecas à Internet dá-se em sua maioria por meio de Internet sem fio ou Wi-fi. Quanto
à permissão para que os usuários acessem as Redes Sociais Online, constatou-se que
66% das bibliotecas dão tal permissão. Já 34% das bibliotecas não permitem o acesso às
Redes Sociais Online.

5.3 Uso de Redes Sociais Online pelas bibliotecas

O último bloco de questões do questionário foi dedicado à coleta de dados que
permitissem caracterizar o uso das Redes Sociais Online pelas bibliotecas pesquisadas.
Desta forma, constatou-se que 67% das bibliotecas utilizam as ferramentas das
Redes Sociais Online, no entanto 33% não as utilizam sob a alegação de que inexiste
uma política que oriente a implantação e uso das mesmas, além da dificuldade na
elaboração de um planejamento estratégico para tal. Apontaram-se, ainda, a falta de
tempo para a gestão das ferramentas, o que, certamente, impossibilita a frequência dos
posts e, por conseguinte, a atualização das páginas. Assim, lamenta-se perceber que
algumas bibliotecas das instituições particulares de ensino superior ainda não utilizam as
ferramentas das Redes Sociais Online para estabelecer interação com os usuários, bem
como para a disseminação de seus produtos e serviços no ambiente da web. Contudo,
tais bibliotecas sinalizaram planejar a implantação de alguma ferramenta das Redes
Sociais Online em curto prazo.
Já no tocante as bibliotecas que usam as Redes Sociais Online apontaram as
seguintes ferramentas, conforme se visualiza no Gráfico 1.
Quanto às bibliotecas que usam as Redes Sociais Online, constatou-se que do
total de seis bibliotecas, apenas uma delas criou perfil nas redes sociais desde a
implantação da biblioteca.

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Gráfico 1 – Ferramentas das Redes Sociais Online usadas pelas bibliotecas

Fonte: Dados da pesquisa, 2013

Evidenciou-se, ainda, a frequência com que o(s) perfil(is) são atualizados, obtevese que: a maioria das bibliotecas executam a atualização raramente. Apenas uma
biblioteca atualiza o perfil diariamente.
Em relação a quem compete a execução de atualizar os perfis nas Redes Sociais
Online, constatou-se que compete aos bibliotecários e técnicos (33%, cada), aos
estagiários (17%). Algumas bibliotecas, o equivalente a 17%, não apontaram a quem
compete a atualização.
Enumerou-se uma série de motivos que nortearam o uso das Redes Sociais
Online. Desta forma, observou-se que 33% utilizam as Redes Sociais Online porque as
considera um meio de comunicação entre a biblioteca e o usuário, possibilitando a
divulgação de produtos e serviços da biblioteca, além das aquisições da biblioteca.
Vale ressaltar que nenhuma das bibliotecas realizou consulta ou pesquisa com os
usuários para a escolha das Redes Sociais Online a ser utilizada, no entanto a escolha
específica de uma Rede Social Online se deu por: ferramenta mais utilizada no momento
(33%), conhecimento da equipe da biblioteca (17%), determinação da direção da
instituição de ensino superior mantenedora da biblioteca (17%). Não respondeu a questão
o equivalente a 33%.
Por fim, solicitou-se que os profissionais bibliotecários comentassem de que forma
o uso das Redes Sociais Online têm contribuído para a biblioteca. Destacaram-se

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algumas considerações4 tal como figuram nas respostas do questionário, evidenciando a
conscientização

dos profissionais

representando

as

bibliotecas

das

instituições

particulares de ensino superior das quais são responsáveis:

Principalmente para aproximação dos colaboradores da biblioteca com
nossos usuários, buscando a partir do facebook interagir, informar e
mostrar a biblioteca como parceira das atividades de aprendizagem
(Bibliotecário 2).
Vivemos em uma era internauta [sic] não tem como uma biblioteca não se
comunicar por e-mail, fazer pesquisa no google e também a questão da
velocidade nas pesquisas (Bibliotecário 5).
Facilita o compartilhamento das informações, como também identificamos
as necessidades dos usuários, propostas e críticas, procurando assim a
melhoria constante dos serviços oferecidos (Bibliotecário 6).

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na contemporaneidade, vê-se que a ferramentas das redes sociais online são uma
forma de compartilhamento da informação de forma rápida e, sobretudo, sem custo
algum. Desta forma, urge que o profissional bibliotecário insira a biblioteca a qual é
responsável no âmbito desta tecnologia de informação e comunicação. Urge, ainda, que
este profissional busque se capacitar para atuar nas redes sociais, conhecendo as
ferramentas que podem promover maior qualificação do seu trabalho, bem como dos
produtos e serviços que sua biblioteca oferta aos usuários, o que, segundo Yamashita,
Cassares e Valencia (2012, p. 170), fornecem-lhe meio para ser “um profissional mais
pró-ativo, capaz de prover conteúdo relevante, idôneo e de acordo com os perfis daqueles
que acompanham a unidade de informação”.
Nesta pesquisa procurou-se analisar o uso das Redes Sociais Online por
bibliotecas universitárias do ensino superior particular de João Pessoa.
Assim, após a coleta e análise de dados acerca do perfil dos profissionais
bibliotecários que atuam nas bibliotecas investigadas e após caracterização sobre a
própria biblioteca, constatou-se que a maior parte das bibliotecas faz uso das Redes
Sociais Online, sendo as mais citadas: Facebook, Google+, Blog, YouTube, Twitter e
4

Optou-se por não identificar neste momento a instituição do profissional bibliotecário com vistas a
resguardar o seu anonimato.

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Orkut. O Facebook se configura com a ferramenta das Redes Sociais Online mais
utilizada.
No entanto, mesmo que a maior parte das bibliotecas possua perfil nas redes
sociais, a atualização deste perfil dá-se raramente. Apenas uma biblioteca realiza a
atualização diariamente. Quanto a isto, salienta-se que as bibliotecas devem gerenciar as
redes sociais de modo a atualizar os seus perfis, o que possibilita credibilidade à mesma,
haja vista que a oferta de conteúdo informacional novo faz com que os usuários sempre
visitem o perfil. Portanto, faz-se necessário que os perfis tenham conteúdo relevante
constantemente. No entanto, pesquisas revelam que os perfis nas redes sociais devem
ser usados, sobretudo, para monitorar os usuários. É imprescindível atentar para os
comentários dos usuários, sobretudo para as reclamações na tentativa de resolvê-las
assim que surgirem, pois na internet as informações rapidamente se propagam.
Ratifica-se que as redes sociais permitem o compartilhamento da informação de
forma rápida e sem custo algum para as bibliotecas. Daí, pergunta-se, por que há
bibliotecas de instituições particulares de ensino superior que ainda não fazem uso de tais
ferramentas?
Os profissionais bibliotecários devem buscar, cada vez mais, qualificar-se no uso
das ferramentas das Redes Sociais Online para que, consequentemente, estabeleçam
maior contato com os usuários que se encontram maciçamente ativos com seus perfis
pessoais em uma gama de redes sociais conectados às páginas. Pelo exposto, as
bibliotecas também devem se preocupar com o que será disponibilizado na rede: qual o
tipo de conteúdo que será divulgado; de que forma e por quem essas mídias serão
atualizadas; manter uma regularidade nas publicações; e se manter atualizado com as
tecnologias e aplicativos que vão surgindo.
Ademais, considera-se relevante que outras pesquisas sejam realizadas acerca do
uso das Redes Sociais Online por bibliotecas universitárias de instituições particulares de
ensino superior e também públicas, no tocante ao acompanhamento da atualização e
atratividade dos perfis nas redes sociais, o tipo de conteúdo compartilhado, bem como do
nível de interação e a usabilidade dos usuários para com as mesmas, conforme ressaltam
Costa e Ramalho (2010) sobre produtos e sistemas de informação interativos.

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REFERÊNCIAS

AGUIAR, Giseli Adornato de; SILVA, José Fernando Modesto da. As bibliotecas
universitárias nas redes sociais: Facebook, orkut, myspace e ning. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16; SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2010, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: Universidade
Federal do Rio de Janeiro, 2010.
ANDRADE, Arthur Guerra de; WAGNER, Gabriela Arantes; OLIVEIRA, Lúcio Garcia de.
Dados sociodemográficos, socioeconômicos e perfil geral dos universitários pesquisados.
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              <text>O estudo analisa o uso de redes sociais online por bibliotecas universitárias de instituições particulares de ensino superior de João Pessoa - Paraíba. A pesquisa é de caráter exploratório e descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa. Utiliza o questionário, elaborado com questões abertas e fechadas. Do total de bibliotecas investigadas, constata que maioria faz uso das redes sociais online, sendo citadas: Facebook, Google+, Blog, YouTube, Twitter e Orkut. O Facebook se configura como a ferramenta mais utilizada. Conclui que atualização deste dá-se raramente. Conclui que as bibliotecas devem gerenciar as redes sociais de modo a atualizar os seus perfis com conteúdo informacional novo e relevante que torne os usuários interessados a visitarem com frequência o seu perfil.</text>
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