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                  <text>Uma reflexão acerca das mudanças ocasionadas pelas tecnologias
da informação e comunicação nas organizações

Lílian Lima de Siqueira Melo (UFPE) - liliamelo@gmail.com
Fabio Assis Pinho (UFPE) - fabiopinho@ufpe.br
Denilson Bezerra Marques (UFPE) - marquesdb@gmail.com
Resumo:
Este artigo busca refletir sobre as tecnologias da informação e comunicação nas organizações,
em especial nas mudanças advindas com a adoção ou não desta tecnologia. Mostra os
benefícios e o papel das TIC´s dentro das organizações e o uso desta tecnologia pelo governo
brasileiro. Expõe os entraves relacionados com o acesso a tecnologia e como isso interfere na
democratização da informação. Por fim aborda a necessidade da inclusão tecnológica e a
adoção de políticas que facilitem o acesso.
Palavras-chave: Tecnologias da informação e comunicação. Organizações – TIC´s. TIC´s –
benefícios e entraves.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Uma reflexão acerca das mudanças ocasionadas pelas tecnologias da
informação e comunicação nas organizações
Resumo:
Este artigo busca refletir sobre as tecnologias da informação e comunicação nas
organizações, em especial nas mudanças advindas com a adoção ou não desta
tecnologia. Mostra os benefícios e o papel das TIC´s dentro das organizações e o
uso desta tecnologia pelo governo brasileiro. Expõe os entraves relacionados com o
acesso a tecnologia e como isso interfere na democratização da informação. Por fim
aborda a necessidade da inclusão tecnológica e a adoção de políticas que facilitem
o acesso.
Palavras-chave: Tecnologias da informação e comunicação. Organizações – TIC´s.
TIC´s – benefícios e entraves.
Área Temática: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente
1 INTRODUÇÃO
As Tecnologias da informação e comunicação (TIC´s) proporcionam um forte
efeito nas organizações, as tecnologias de rede e os sistemas computacionais
contribuíram para o desenvolvimento de aplicações que processam, armazenam e
disponibilizam dados e informações, com isso o modo de funcionamento destas
organizações teve que ser repensado.
Segundo Castells (2010), um novo paradigma tecnológico surge organizado
em torno das tecnologias da informação e este paradigma precisa ser estudado.
Deste modo, este artigo tem como objetivo refletir sobre a utilização das TIC´s nas
organizações e sobre os benefícios e entraves que elas acarretam em todos os
níveis da sociedade.
Para desenvolver o artigo, foi realizado um levantamento bibliográfico com
autores renomados a fim de trazer ao diálogo aspectos que contribuem para o
estudo desta temática.
2

AS

ORGANIZAÇÕES

E

AS

TECNOLOGIAS

DA

INFORMAÇÃO

E

COMUNICAÇÃO
As TIC´s são conceituadas como um conjunto de recursos computacionais
que armazenam e manipulam dados com a finalidade de gerar informações e
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conhecimentos. Dentre os elementos que compõem as TIC´s estão: hardware,
software, sistemas de telecomunicações e gestão de dados e informações
(REZENDE, 2002; REZENDE; ABREU, 2003).
Para Castells (2005) o desenvolvimento de novas TIC´s e a necessidade da
sociedade antiga em renovar-se com o uso do poder desta tecnologia fez nascer
uma nova sociedade, a sociedade em rede.
A sociedade em rede também é analisada por Lévy (1999) sob o codinome de
cibercultura. Este novo espaço de interações seria propiciado pela realidade virtual
baseada numa cultura de informática. De acordo com Levy (1999) as mudanças
constantes na sociedade, na comunicação, na cultura, na produção do sentido, na
produção artística, não são determinadas por impactos gerados pelas novas tecnologias e sim condicionadas por meio delas. Levy propõe que as TIC´s são resultados
das intervenções sociais e culturais.
Defendo, ao contrário, que a técnica é um ângulo de análise dos sistemas
sócio-técnicos globais, um ponto de vista que enfatiza a parte material e artificial dos fenômenos humanos, e não uma entidade real, que existiria independente do resto, que teria efeitos distintos e agiria por vontade própria.
[…] Por trás das técnicas agem e reagem ideias, projetos sociais, utopias,
interesses econômicos, estratégias de poder, toda a gama dos jogos dos
homens em sociedade (LEVY, 1999, p. 22, 24).

Castells (2005, p. 43) considera que a “tecnologia é a sociedade, e a
sociedade não pode ser entendida ou representada sem suas ferramentas
tecnológicas”. Para ele a Internet é a base da sociedade em rede, porém a Internet
deve ser compreendida como uma rede que congrega diversos grupos de redes.
Essas redes não são compostas apenas de computadores, mas também de pessoas
e de informação.
Na perspectiva da lógica da rede, Levy (1999, p. 17) aponta uma nova cultura
que denomina de cultura do ciberespaço, ou cibercultura.
O ciberespaço (rede) é o novo meio de comunicação que surge da
interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a
infraestrutura material da comunicação digital, mas também o universo
oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos
que navegam e alimentam esse universo.

Sendo assim, esse novo ambiente cibercultural atinge a sociedade como um
todo incluindo as esferas sociais, econômicas e organizacionais. Em meio a este
cenário complexo, mutante e carregado de incertezas, as organizações precisam
adaptar-se as mudanças rapidamente, pois a não utilização/absorção pela
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organização da inovação tecnológica induz facilmente obsolescência no seu modo
de estar e atuar (NEVES, 2001). Porém em determinadas organizações,
principalmente nas públicas há locais em que as TIC´s não são bem difundidas e os
obstáculos a inovação e ao funcionamento em rede são visíveis. Diante disso,
Castells (2005) sugere uma reforma nestes setores para maior propagação da egovernação, e-saúde, e-formação, e-segurança, etc. Indicando a criação de um
sistema que regule a dinâmica da indústria de comunicação, de acordo com as
necessidades da sociedade. Essas mudanças visam à difusão da interatividade,
onde as redes se multiplicam em função da forma organizacional dos setores
públicos.
Neves (2001, p. 44) destaca que “o uso de inovação tecnológica pode criar
vantagens comparativas, geradoras de criação de imagens positivas e de
capacidade acrescida de implantação em áreas estratégicas, incluindo o
desenvolvimento e oferta de novos bens e serviços”. A autora também defende que
a garantia da informação e da comunicação adequadas por meio das TIC´s
proporcionam a recolha, tratamento, disponibilização, divulgação e troca de
informação e opiniões, de acordo com múltiplas finalidades organizacionais. Neves
(2001, p. 45-46) aponta diversos motivos que tornam indispensável o incremento de
tecnologias avançadas de informação e comunicação dentro das organizações, pois
acredita que:
- Não é possível garantir o acompanhamento da evolução ambiental e a
definição de estratégia e objectivos adequados, sem dispor de acesso a
bases de informação externa existentes e poder usar informação agregada
de funcionamento interno, ou mesmo realizar e tratar, com uso de
ferramentas próprias, informação de inquérito;
- A descentralização e consequente reforço da coordenação só é possível
interligando os serviços através de redes e bases de dados distribuídas, em
que a informação está disponível em vários patamares, de forma adequada
a cada um e com os níveis de confidencialidade e segurança necessários;
- O reforço da avaliação só é viabilizado com informação agregada e
disponível a qualquer momento;
- A implicação das pessoas pressupõe a partilha de informação e a
alimentação da comunicação a qualquer momento e independentemente da
distância física;
- A gestão e alimentação de redes, interna e externamente, é facilitada e
muitas vezes só possível com o incremento de redes de comunicação que
facilitem as trocas, o acesso à informação de cada um e à informação
comum, a emissão de opiniões e contributos expeditos, o contacto fácil;
- O aumento de conhecimentos e saberes exige acesso fácil ao que se vai
passando, e atualizações sistemáticas, o que só é possível com acesso a
bases de informação públicas e especializadas;
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- O reforço dos serviços de linha e o funcionamento matricial dos serviços é
claramente facilitado com o apoio de redes internas de comunicação;
- A renovação das formas de organização do trabalho e o enriquecimento
dos
postos de trabalho exige o suporte de ferramentas de produtividade e
canais de comunicação fáceis;
- A rentabilização dos recursos, a desburocratização e (re) adequação dos
processos de trabalho são potenciados com o uso de tecnologias de
informação e comunicação, para além destas mesmas muitas vezes o
exigirem, tendo presente a filosofia que enquadrou a sua construção.

3 BENEFÍCIOS DAS TIC´s PARA AS ORGANIZAÇÕES
As contribuições das TIC´s para as organizações são determinantes para os
modelos organizacionais em desenvolvimento, como suporte aos processos
produtivos em aspectos básicos ex: o aumento da produtividade, traduzida numa
maior rapidez de resposta às solicitações e em menores custos e erros e, na
definição e implementação de estratégias de “negócio”, com a viabilização de novos
produtos e não apenas com a propiciação das condições organizacionais que as
suportem (NEVES, 2001).
Neves (2001) também destaca o papel das TIC´s dentro das organizações:
Viabilizando acesso a informação e conhecimentos; - reforçando trocas e
criando proximidades;- disponibilizando informação da organização;
reforçando a melhoria da imagem externa; facilitando o atendimento; dando
maior segurança e acelerando as decisões; reduzindo o tempo de prestação
dos serviços; automatizando procedimentos e simplificando rotinas;
enriquecendo os postos de trabalho e o trabalho de grupo; viabilizando a
descentralização e a coordenação; viabilizando novas formas de prestação
e organização do trabalho de que é exemplo mais paradigmático,
actualmente, o teletrabalho; criando novos serviços/produtos; influenciando
a definição de estratégias e facilitando a sua implementação.

No Brasil, o uso das TIC´s nas organizações públicas segundo a Associação
Brasileira

de

Companhias

de

Tecnologia

da

Informação

e

Comunicação

(BRASSCOMM) está em ascensão, de acordo com a associação, estas práticas
podem ser vistas nas esferas de governo federal, estadual e municipal. A utilização
de computadores na comunicação com a sociedade brasileira tem crescido a cada
dia e o governo colocou como prioridade a aplicação das TIC´s para melhorar os
serviços prestados aos cidadãos e racionalizar os processos internos. São exemplos
de sucesso no país: as eleições de 2012, onde foram disponibilizadas urnas
eletrônicas para o eleitorado e rapidamente finalizou a apuração dos votos; o
sistema de retorno de impostos quase exclusivamente baseado na internet e
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Sistema de Compras Eletrônicas - ComprasNet, usado na aquisição de bens e
serviços padronizados para a administração pública (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE COMPANHIAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO,
2011).
O governo brasileiro elaborou várias políticas públicas visando traçar
diretrizes para prevenir a exclusão digital da sociedade. Dentro de uma dessas
políticas surgiu o Programa Sociedade da Informação: Livro Verde, construído com
base nos programas existentes na Europa. Coordenado pelo Ministério de Ciência e
Tecnologia (MCT), esse programa é fruto dos esforços empreendidos, pelo governo,
setor privado, comunidade acadêmica e terceiro setor, na construção de políticas
para a inserção da sociedade ao contexto da TIC´s. O Programa Sociedade da
Informação tem como objetivo:
Integrar, coordenar e fomentar ações para a utilização de tecnologias de
informação e comunicação, de forma a contribuir para a inclusão social de
todos os brasileiros na nova sociedade e, ao mesmo tempo, contribuir para
que a economia do País tenha condições de competir no mercado global.
(TAKAHASHI, 2000, p. 10).

Segundo Takahashi (2000), as prioridades do programa são:
a) comércio eletrônico: a pedra de toque da nova economia;
b) pequenas e médias empresas: oportunidades na nova dinâmica;
c) empreendedorismo: inovação e capital intelectual como base dos novos
negócios;
d) oportunidades de trabalho para todos: mais e melhores empregos;
e) universalização do acesso: combatendo desigualdades e promovendo a
cidadania;
f) educação e aprendizado ao longo da vida: desenvolvendo competência;
g) valorização de conteúdos e identidade cultural;
h) administração transparente e centrada no cidadão: governo ao alcance de
todos;
i) quadro regulatório: diminuindo riscos e incertezas no mundo virtual;
j) pesquisa e desenvolvimento: o conhecimento é a riqueza das nações;
k) desenvolvimento sustentável: a preservação do futuro;
l) desenvolvendo a infraestrutura: a via da integração;
m) desenvolvimento e integração: valorizando vocações e potencialidades
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regionais e;
n) integração e cooperação latino-americana.
Distribuídas

nas

respectivas

linhas

de

ação:

mercado,

trabalho

e

oportunidades; universalização de serviços para a cidadania; educação na
sociedade da informação; conteúdos e identidade cultural; governo ao alcance de
todos; P&amp;D, tecnologias-chave e aplicações; infraestrutura avançada e novos
serviços.
Dentre as prioridades e ações do programa apresentadas, destaca-se: a
universalização

do

acesso,

educação

e

aprendizado

ao

longo

da

vida,

universalização de serviços para cidadania, educação na sociedade da informação e
infraestrutura avançada e novos serviços. Todos com grande relação à temática
desse estudo.
Segundo Takahashi (2000), a universalização dos serviços de informação e
comunicação se faz necessária para a inserção dos indivíduos como cidadãos. As
tecnologias de informação e comunicação podem prestar grande contribuição para
que os programas de educação ganhem maior eficácia e alcancem cada vez maior
número de comunidades e regiões e os novos serviços oferecidos por intermédio de
uma excelente infraestrutura permitirão a integração das diversas estruturas
especializadas de redes.
Diante desse cenário, é perceptível o investimento do governo federal em
projetos e políticas para inserir a sociedade na era das TIC´s e a administração
Pública precisa usufruir este potencial utilizando essa tecnologia de forma
estratégica e intensiva, tanto em seus processos internos quanto na melhoria dos
serviços públicos prestados à sociedade. Dentre os fatores que determinam a
adoção das TIC´s estão:
O uso intensivo das TIC pelos cidadãos, empresas privadas e organizações
não governamentais; a migração da informação baseada em papel para
mídias eletrônicas e serviços online e o avanço e universalização da
infraestrutura pública de telecomunicações e da internet. Outras causas
estão associadas às forças provenientes do próprio movimento de reforma
do Estado, da modernização da gestão pública e da necessidade de maior
eficiência do governo. Consequentemente, temas como desempenho,
eficiência, eficácia, transparência, mecanismos de controle, qualidade do
gasto público e prestação de contas, relacionados ao processo de
modernização da gestão pública, foram associados ao processo de
construção de programas de governo eletrônico. O desdobramento desses
temas em políticas públicas e iniciativas concretas, explicitadas nos
programas de governo, requerem o uso de tecnologia, tornando os
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programas de governo eletrônico elementos alavancadores de novos
patamares de eficiência da administração pública (DINIZ et al., 2009, p.2425).

É notório que a gestão pública, no cumprimento de suas atividades de
processamento e disponibilização de grandes volumes de informação aos cidadãos,
tem a ganhar com o uso das TIC´s. Para isso, é importante reconhecer que as TIC´s
não podem ser aplicadas como simples ferramentas, mas sim como processos a
serem desenvolvidos de acordo com as necessidades dos seus usuários. Essas
tecnologias podem contribuir no apoio a gestão na sua dimensão estratégia e de
ação cotidiana; na melhoria da gestão de recursos; no suporte aos processos
produtivos e no desenvolvimento de novos modelos de gestão e novos modelos
organizacionais (NEVES, 2001).
4 - ENTRAVES NO USO DAS TIC´s
De acordo com Santos (2004) as TIC´s impulsionaram mudanças em todo o
ciclo informativo, este fator pode ser visto nos processos, atividades, custos etc.
através do processamento automático da informação em grande velocidade, do
registro e armazenamento de dados a baixo custo, do acesso à informação à
distância e principalmente da avaliação e monitoramento de uso da informação.
Fernandes e Alves (1992 apud NEVES 2006, p. 2) afirmam que para se ter sucesso
na adoção da tecnologia é preciso saber escolher e saber usar. Para isso é
necessário à assimilação de inovações tecnológicas, alinhando a tecnologia da
informação e as estratégias do negócio, bem como a adoção de atitudes gerenciais
e comportamentais voltadas para a inovação e benefício coletivo.
Apesar dos grandes benefícios que as TIC´s podem oferecer, existe também
o outro lado da moeda: o uso das tecnologias está em grande parte nas mãos de
corporações, e estas estão nas mãos de especialistas em marketing, finanças e leis.
No século passado, o poder econômico passava pelo controle privado dos
bens de produção, das máquinas, das fábricas; hoje, o poder resulta do controle da
informação, do conhecimento. Há um tempo havia portaria, hoje há as proibições de
uso, os copyrights, as patentes, os royalties. A luta da corporação atualmente
baseia-se na restrição do acesso, para forçar o pagamento do pedágio. A imagem
publicitária foca na defesa do pobre autor, simpática e legítima, mas na realidade
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trata-se de lucro dos grandes intermediários. Os direitos quase sempre pertencem
aos detentores do suporte material, não aos criadores (DOWBOR, 2011).
Um exemplo claro são as instituições educacionais, as universidades de
ponta do país, onde na biblioteca proíbe-se o acesso a conteúdo de livros, podendose apenas cópiar um capítulo. Segundo pesquisas do GPOPAI (apud DOWBOR,
2011) 30% dos livros recomendados estão esgotados, mas não podem ser
copiados. Assim, de um lado se gastam imensos recursos para educar a nova
geração, por outro torna-se difícil o acesso ao conhecimento.
Este é um dos grandes problemas enfrentados pelas bibliotecas e editoras na
era das TIC´s. Como promover o acesso à informação pela população menos
favorecida que não tem dinheiro para pagar os grandes editores? É claro que a
empresa que editou o livro e o autor buscam remuneração, é correto. Mas por que
travar o acesso, ou atribuir valores exorbitantes que o torna acessível apenas aos
mais ricos?
O ser humano é dotado de inteligência, e ser rico não significa ser mais
inteligente. Numa era em que o desenvolvimento econômico depende cada
vez mais do conhecimento incorporado aos processos produtivos, liberar o
acesso aos conhecimentos por parte dos dois terços esmagados da
humanidade pode constituir um eixo privilegiado para se enfrentar
simultaneamente a desigualdade e, por meio de processos produtivos mais
inteligentes, os desafios ambientais. Na realidade, deveríamos não apenas
não dificultar este acesso: deveríamos fomentá-lo (DOWBOR, 2011, p. 60).

Uma boa parte da população não tem conhecimento de que os advogados
corporativos aos poucos estenderam o copyright até ele travar o livre acesso por
setenta anos depois da morte do autor. Os livros do renomado Paulo Freire têm seu
livre acesso travado até 2050. É um verdadeiro paradoxo, justo ele que tanto
batalhou pela democratização do conhecimento (DOWBOR, 2011).
Este disparate contribui para o surgimento de inúmeras alternativas que
buscam contornar os que tentam travar o acesso ao conhecimento e o pleno uso
das novas tecnologias.
Sendo assim, é fundamental investir na democratização da informação com
vistas a gerar conhecimento. É preciso considerar todas as tecnologias em questão
e implementar formas de facilitar o acesso a informação por toda a sociedade, caso
contrário, a distância entre aqueles que detêm o poder e as riquezas hoje e os que
não os detêm será cada vez maior. Se as TIC´s forem elitizadas consequentemente
aumentarão as desigualdades sociais. A necessidade de baratear os custos dessas
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tecnologias ou investir na disponibilidade de recursos para a comunidade em geral é
uma questão essencial para que não se passe da desigualdade econômica, social e
cultural para a desigualdade tecnológica. É necessário implementar mecanismos e
procedimentos que permitam a assimilação e não a mera aquisição de tecnologia.
5 – ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
São inúmeras as mudanças advindas através das TIC´s nos diferentes
âmbitos: sociais, culturais, institucionais. Nas últimas décadas, observa-se que as
TIC´s tornaram-se um dos motores do desenvolvimento mundial, por se constituir o
importante e dinâmico setor da economia e por ser a base sobre a qual se
desenvolvem quase todas as atividades da sociedade moderna. Deste modo, as
organizações precisam adaptar-se rapidamente, pois se não utilizam e/ou absorvem
a inovação tecnológica, facilmente seu modo de estar e atuar ficará obsoleto.
As contribuições das TIC´s para as organizações são fundamentais no
desenvolvimento dos modelos organizacionais, como suporte aos processos
produtivos e na definição e implementação de estratégias de negócio.
Em relação aos entraves, pode ser destacado o alto valor agregado as TIC´s,
ocasionando problemas de acesso aos menos favorecidos. Porém, havendo
investimentos das instituições voltados à democratização da informação, este
problema tente a diminuir. As tecnologias precisam ser assimiladas e acessadas por
todos, pois a inclusão tecnológica é essencial para o desenvolvimento. Neste
sentido é evidente a defesa de políticas que caminhem na direção de facilitar o
acesso.
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INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO. Conhecimento do negócio. São Paulo:
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Paulo: Paz e terra, 2010. v. 1.
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Uma reflexão acerca das mudanças ocasionadas pelas tecnologias da informação e comunicação nas organizações</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Lílian Lima de Siqueira Melo</text>
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              <text>Fabio Assis Pinho</text>
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              <text>Denilson Bezerra Marques</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <elementText elementTextId="28302">
              <text>2013</text>
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          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
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              <text>Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente - Trabalho científico</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este artigo busca refletir sobre as tecnologias da informação e comunicação nas organizações, em especial nas mudanças advindas com a adoção ou não desta tecnologia. Mostra os benefícios e o papel das TIC´s dentro das organizações e o uso desta tecnologia pelo governo brasileiro. Expõe os entraves relacionados com o acesso a tecnologia e como isso interfere na democratização da informação. Por fim aborda a necessidade da inclusão tecnológica e a adoção de políticas que facilitem o acesso.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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      <name>cbbd2013</name>
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