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                  <text>Um olhar voltado para produção científica brasileira sobre
Biblioterapia nos periódicos eletrônicos de acesso livre da área de
Ciência da Informação

Taize Araújo da Silva (IFPB) - taizearaujojp@gmail.com
Porcina Formiga dos Santos Salgado (IFPB) - porcinaformiga@hotmail.com
Resumo:
O presente trabalho tem por finalidade mapear a produção científica brasileira nos
periódicos eletrônicos de acesso livre da área de Ciência da Informação à procura
de indícios sobre o tema “Biblioterapia”. Para atingir esse objetivo, se fez necessário
buscar os periódicos científicos eletrônicos brasileiros e identificar os de acesso livre.
Para fundamentar teoricamente esta pesquisa, de maneira mais consistente, foi
indispensável a abordagem de três temáticas que são essenciais, também, para
uma melhor compreensão do estudo realizado: o periódico científico, enfatizando o
eletrônico; o acesso livre à informação; a Biblioterapia, seus conceitos e objetivos.
Apresenta os resultados da pesquisa exploratória sobre a produção científica
brasileira na temática abordada. Utiliza o método indiciário para detectar os sinais de
crescimento dessa área nos artigos publicados em periódicos científicos brasileiros
de acesso livre, da área de Ciência da Informação, disponíveis na Internet.
Palavras-chave: Periódico científico
científica, Brasil.

eletrônico.

Acesso

livre.

Biblioterapia.

Produção

Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Um olhar voltado para produção científica brasileira sobre Biblioterapia nos
periódicos eletrônicos de acesso livre da área de Ciência da Informação

Resumo:
O presente trabalho tem por finalidade mapear a produção científica brasileira nos
periódicos eletrônicos de acesso livre da área de Ciência da Informação à procura
de indícios sobre o tema “Biblioterapia”. Para atingir esse objetivo, se fez necessário
buscar os periódicos científicos eletrônicos brasileiros e identificar os de acesso livre.
Para fundamentar teoricamente esta pesquisa, de maneira mais consistente, foi
indispensável a abordagem de três temáticas que são essenciais, também, para
uma melhor compreensão do estudo realizado: o periódico científico, enfatizando o
eletrônico; o acesso livre à informação; a Biblioterapia, seus conceitos e objetivos.
Apresenta os resultados da pesquisa exploratória sobre a produção científica
brasileira na temática abordada. Utiliza o método indiciário para detectar os sinais de
crescimento dessa área nos artigos publicados em periódicos científicos brasileiros
de acesso livre, da área de Ciência da Informação, disponíveis na Internet.
Palavras-chave: Periódico científico eletrônico. Acesso livre. Biblioterapia. Produção
científica, Brasil.
Área Temática: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

1 INTRODUÇÃO

A Biblioterapia é uma prática que admite a possibilidade de terapia por meio
da leitura de textos literários, proporcionando a pacificação das emoções. A relação
entre a psique humana e a literatura não é algo inédito, visto que essa afinidade foi
fundamentada pelas observações psicanalíticas de Freud sobre a escrita da arte
poética desde os gregos até alguns de seus representantes modernos como
Shakeaspeare e Dostoiewski. Essa atividade despertou o interesse de vários
pesquisadores e ganhou força no campo científico, deixando de ser reconhecida
apenas como uma arte e transformando-se em uma ciência multidisciplinar,
envolvendo as seguintes áreas do conhecimento: a Medicina, a Psicologia, a
Biblioteconomia, a Psiquiatria, a Pedagogia, entre outras.
Ao pensarmos a leitura e a informação como prática social podemos afirmar
que estas constituem uma forma expressiva dentro do aspecto de interação entre o
ser humano e o mundo. Ao agir, o homem interage com o meio no qual está inserido
e, à medida que descobre e/ou aprofunda determinados valores e significados,

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consegue descobrir novas realidades e, até mesmo, possibilidades que o leve a
modificar a sua própria vida.
Nesse contexto, a leitura pode ser compreendida como um processo que
permite a participação do homem na sociedade, no que diz respeito à possibilidade
de transformação e produção de conhecimento.
Pelo fato da Biblioterapia proporcionar a terapia por meio de leitura de textos
literários, sendo estes passíveis de interpretação, permite ao sujeito o exercício de
sua liberdade de interpretação, fazendo com que este crie novos sentidos ao que foi
lido, ou seja, nesse processo as palavras não são neutras, portanto a própria
linguagem metafórica consegue conduzir o indivíduo para além de si mesmo.
Ciente da importância da Biblioterapia e da divulgação de seus resultados fazse necessária a democratização dessas informações, tanto para o conhecimento
dos pesquisadores dessa área como para a sociedade, a fim de que estes
conheçam a relevância da referida atividade. A disseminação dessas informações
deve ser realizada pelos principais canais de comunicação e fomentada por
instituições governamentais e de apoio à pesquisa científica.
Os periódicos científicos eletrônicos de acesso livre são essenciais para a
propagação do conhecimento científico, tendo em vista a amplitude de facilidades
proporcionadas por esse tipo de publicação, além de ser um veículo fundamental no
processo de transferência e compartilhamento das informações técnico-científicas,
pois ele viabiliza a divulgação dos resultados de pesquisa e promove a discussão
entre os pares.
Para a realização deste trabalho, abordamos três temáticas: o periódico
científico, enfatizando o eletrônico; o acesso livre à informação; a Biblioterapia, seus
conceitos e objetivos. Fez-se necessária a explanação de cada uma, para uma
melhor compreensão e para uma fundamentação mais consistente de nosso estudo.
Em nossa pesquisa, observamos apenas uma parte do território da literatura,
em busca de indícios que possam nos conduzir a outros caminhos sobre a produção
científica na temática Biblioterapia. O nosso território limitou-se aos periódicos
científicos eletrônicos brasileiros de acesso livre da área de Ciência da Informação e
registramos o resultado do nosso olhar, instigando e convidando os leitores e/ou
pesquisadores a complementarem e a aprofundarem os resultados deste estudo
exploratório.

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2 PERIÓDICO CIENTÍFICO: UM BREVE HISTÓRICO

Antes do surgimento dos periódicos científicos, as informações sobre ciência
eram veiculadas em folhetins, volantes e jornais cotidianos. Desde a invenção da
imprensa até o século XVII essa prática era comum, porém, quando se fazia
necessário a comunicação de um conhecimento mais especializado, este era
realizado por meio de correspondências entre os cientistas e/ou através de atas ou
memórias das reuniões científicas. De acordo com Stumpf (1996), as atas ou
memórias eram constituídas por transcrições das descobertas que eram relatadas
durante as reuniões de uma sociedade e depois impressas na forma resumida para
servirem de fonte de consulta e referência aos membros dessas sociedades. É a
partir dessas correspondências e atas que surgem as publicações científicas,
entretanto, de maneira antagônica em relação às primeiras no que diz respeito ao
acesso, pois estão voltadas a um público mais amplo, embora específico.
O surgimento dos periódicos científicos não descartou a existência desses
dois tipos de registros, a correspondência e a publicação de atas, no entanto, houve
uma redefinição de papéis entre os diversos canais de divulgação da ciência, onde a
correspondência tomou apenas um caráter de comunicação pessoal entre os
cientistas, e as atas, conhecidas também como memórias ou anais, passaram a se
organizar em um documento de registro dos trabalhos apresentados em reuniões
científicas e profissionais. De acordo com Meadows (1999, p. 8): “O termo periodical
(periódico) surgiu na segunda metade do século XVII e se refere a qualquer
publicação que apareça a intervalos determinados e contenha diversos artigos de
diferentes autores”. Mas, se desde os primórdios os periódicos foram importantes
canais de comunicação científica, foi no século XIX que eles se difundiram e se
especializaram, vindo a realizar relevantes funções no universo científico.
Durante o século XX, o crescimento permaneceu proeminente, devido ao fato
dos periódicos passarem a ser publicados também por editores comerciais, pelo
Estado e por universidades. Na segunda metade do século, em especial, é notório
um crescimento significativo das publicações seriadas e a intensificação do seu
controle bibliográfico.

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O periódico científico tem se revelado como uma fonte sólida para a
propagação do conhecimento e das produções científicas, e nesse sentido, Simeão
(2006, p. 104) destaca:
[...] os periódicos como canal de comunicação de maior demanda,
dada a sua eficiência e diversidade, e por isso mesmo é capaz de
atender às necessidades da comunidade científica. Seu modelo
discursivo e sua arquitetura dinâmica permitem maior flexibilidade da
informação, atendendo também à dinâmica tecnológica.

Ele age como um filtro seletivo, reproduzindo as exigências inerentes ao
campo científico, atribui valor às pesquisas e estabelece o seu grau de originalidade
em relação ao conhecimento já existente em uma área específica do conhecimento.
Nosso estudo não tem como finalidade aprofundar-se no histórico acerca dos
periódicos científicos, até porque a literatura apresenta relevantes trabalhos a
respeito. Porém, propõe-se mostrar a importância desse meio de comunicação
científica, que vem se aperfeiçoando a cada dia e que desperta cada vez mais o
interesse de pesquisadores que se preocupam em garantir a qualidade da
publicação de suas pesquisas.

3

DO

PERIÓDICO

IMPRESSO

AO

ELETRÔNICO:

UMA

EVOLUÇÃO

TECNOLÓGICA

De acordo com Ziman (1979 apud STUMPF, 1996), o formato dos periódicos
permaneceu inalterado durante, aproximadamente, três séculos, mas Meadows
(1974 apud STUMPF, 1996) aponta algumas características que diferenciavam os
primeiros periódicos de seus sucessores. Entre elas, podem ser citadas: a prática de
publicar o mesmo trabalho em várias revistas e o uso do latim como a língua na qual
muitos artigos científicos eram escritos.
Na década de 1960, surgiu como opção para obtenção do periódico o uso das
microformas em substituição à cópia em papel, isso acarretou o barateamento do
custo das assinaturas e da remessa, e diminuiu o espaço de armazenamento.
Entretanto, essa iniciativa não foi muito bem aceita, nem por assinantes particulares,
nem pelos usuários das bibliotecas.
A implantação do computador teve mais êxito. Dos anos 70 em diante, os
avanços da editoração eletrônica proporcionaram o aumento da qualidade e uma

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maior rapidez na editoração das revistas. Entre as tentativas de informatizar todo o
processo editorial, as mais destacadas pela literatura são as dos projetos EPC –
Centros de Processamento Editorial, desenvolvidos nos Estados Unidos, e BLEND –
Birmingham and Loughborough Eletronic Network Development, na Inglaterra.
A grande mudança, no entanto, ocorreu década de 1990, por meio das redes
de telecomunicações para a transmissão eletrônica.
Nesses periódicos, disponíveis apenas em rede, as etapas de sua elaboração
podem ser corretamente preservadas, já que a disponibilidade só acontece depois
que todos os procedimentos normais são seguidos (recebimento dos artigos, préavaliação pelo editor ou comissão editorial, avaliação pelos pares, reformulações e
formatação segundo os padrões da revista, revisão linguística, impressão e
distribuição). A grande vantagem é que as etapas podem ser realizadas de maneira
ágil e com baixo custo, principalmente nas fases de impressão e distribuição.
Os periódicos eletrônicos acompanham a evolução tecnológica e o
desenvolvimento do sistema de hipertextos pela web, oferecendo soluções para
alguns impasses como, por exemplo, o aumento exponencial e contínuo do espaço
físico das bibliotecas, além disso, têm a capacidade de corromper em parte
mecanismos restritivos da indústria editorial científica.

4 ACESSO LIVRE À INFORMAÇÃO

Além das iniciativas tomadas pelas universidades e órgãos de fomento à
pesquisa, para formar alianças e disponibilizar aos pesquisadores os periódicos
eletrônicos de acesso restrito, iniciativas de âmbito internacional também estão
sendo adotadas para romper as barreiras econômicas impostas pelo sistema
editorial e defender a livre disseminação dos resultados de pesquisas científicas
financiadas com recursos públicos: são os periódicos de acesso livre, os
repositórios, arquivos abertos e agregadores de uso gratuito.
No Brasil, existe o projeto Scielo (Scientific Eletronic Library Online) que é um
exemplo de agregador não-comercial de publicações científicas. Ele dispõe de
inúmeros periódicos nacionais e internacionais das mais diversas áreas, onde estes
são selecionados a partir de critérios internacionais de qualidade científica, além

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disso, ainda viabiliza a consulta a todos eles. Apresenta sistema de metadados, links
com outras fontes de informação, estatísticas de uso e citações.
Já o Open Journal Systems (OJS) é um programa livre e de fonte aberta, que
foi desenvolvido pela British Columbia University visando à otimização dos
procedimentos editoriais de revistas eletrônicas. No Brasil, esse programa foi
traduzido e adaptado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT), dando origem ao Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER).
Através dele, o periódico ganha agilidade e transparência nos procedimentos
editoriais, desde a submissão, avaliação, até a publicação online e indexação.
O processo de edição e publicação online abrange aspectos particulares
atrelados aos diversos suportes como a disponibilidade de acesso, a recuperação
das informações, critérios de interatividade e navegabilidade, além, é claro, de
continuar seguindo os padrões ditados pelo o impresso: política editorial, conselho
editorial, revisão de qualidade, ISSN, entre outros.
A literatura das áreas de Ciência da Informação e Biblioteconomia considera o
periódico uma fonte significativa de comunicação do conhecimento científico e,
nesse aspecto, torna-se relevante toda e qualquer iniciativa em torno da
disponibilidade dos mesmos em ambientes digitais de acesso livre, pois dessa
forma, será beneficiado um maior número de pessoas. Para que a ciência exista de
fato é necessário disseminar e socializar a produção científica através dos meios de
comunicação existentes.

5 BIBLIOTERAPIA: ONDE TUDO COMEÇOU

O uso da leitura com objetivo terapêutico é antigo, muitos registros atestam
essa utilização, entretanto, inúmeras discussões são mantidas sobre as origens do
termo Biblioterapia, sabendo-se, porém, que o uso dos livros para tratamento
ocorreu primeiramente na Idade Média. No entanto, surgiu na América do Norte em
meados do século XIX, o primeiro trabalho relacionando a biblioteca e a ação
terapêutica. Já as primeiras experiências em Biblioterapia foram feitas por médicos
americanos, no período de 1802 a 1853. Porém, só em 1904, quando uma
bibliotecária tornou-se chefe da biblioteca do hospital de Wanderley, Massachussets,
é que foi iniciado um programa, envolvendo os aspectos psiquiátricos da leitura,

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fazendo com que a Biblioterapia passasse a ser considerada como um ramo da
Biblioteconomia.

A

partir

da

década

de

trinta,

a

Biblioterapia

firmou-se

definitivamente como um campo de pesquisa. Assim, nas décadas de quarenta a
sessenta, pode-se observar um aumento de estudos e publicações.
Atualmente a Biblioterapia é um campo de produção científica e de atuação
profissional que envolve médicos, psicólogos, educadores, bibliotecários, assistentes
sociais, psiquiatras e terapeutas e, por isso, é caracterizada como interdisciplinar e
dinâmica.
O termo Biblioterapia é derivado do grego “Biblion”, que designa todo tipo de
material bibliográfico ou de leitura e Therapein significa tratamento, cura ou
restabelecimento. Marcinko (apud ROSA, 2006, p. 17) afirma que a Biblioterapia,

Pode ser tanto um processo de desenvolvimento pessoal como um
processo clínico de cura, que utiliza literatura selecionada, filmes e
participantes que desenvolvem um processo de escrita criativa com
discussões guiadas por um facilitador treinado com o propósito de
promover a integração de sentimentos e pensamentos a fim de
promover auto-afirmação, auto-conhecimento ou reabilitação.

De acordo com Bryan (apud ROSA, 2006), os principais objetivos da
Biblioterapia são: permitir ao leitor constatar que existe mais de uma solução para o
seu problema; auxiliar o leitor a conferir suas emoções em paralelo às emoções dos
outros; ajudar o leitor a pensar na experiência vicária em termos humanos e não
materiais; proporcionar informações necessárias para a solução dos problemas e
encorajar o leitor a enfrentar sua situação de forma realista, de maneira a conduzir à
ação.
Essa prática teve início no Brasil, conforme expôs Almada (apud RIBEIRO,
2006, p. 117), com projetos de extensão, realizados na década de 1970. Dentre
eles, os de maiores destaques, foram os da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (UFRGS): o “Carro-Biblioteca”, que levava, às vilas de Porto Alegre, livros de
lazer e de auxílio às atividades escolares e o da “Caixa-Estante”, que emprestava
livros de literatura infantil para escolas públicas e particulares.
Na década de 1990, uma importante iniciativa foi tomada, fruto da parceria
entre a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e a Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ), e criou-se a “Casa da Leitura”, gerenciada pelo Programa Nacional
de Incentivo à Leitura (PROLER). A partir desse programa, nasceu a proposta de

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uma biblioteca infantil, na qual seriam realizadas sessões de contos infantis, nas
enfermarias pediátricas do Hospital Universitário Graffree Guinle (ALMADA apud
RIBEIRO, 2006, p. 118).
Destaca-se, também, o projeto “Biblioteca Viva em Hospitais”, iniciado em
2000 e desenvolvido com o apoio do Ministério da Saúde, da Fundação Abrinq e do
Citibank.
Hoje, são inúmeros projetos de Biblioterapia, espalhados por todo o Brasil. A
importância dessa prática vem sendo reconhecida com maior frequência e tem sido
aplicada em hospitais, prisões, asilos, no tratamento de problemas psicológicos em
crianças, jovens, adultos, viciados, doentes crônicos, entre outros, e está
conseguindo provar a sua proficuidade com exímio, através de resultados
satisfatórios.
É notável a participação acentuada das instituições de ensino superior nesses
projetos e a sua importância. A atuação destas instituições em projetos de extensão
comunitária pode ser uma direção, se mobilizada nacionalmente, na contribuição
para a solução dos problemas da comunidade. O acesso à informação deve ser
dinamizado e, sobretudo, promovido pelas estruturas organizacionais que detém os
acervos, os equipamentos, a mão-de-obra e os serviços de qualidade satisfatória.
Engajar a comunidade acadêmica em projetos dessa natureza contribui não só para
a formação profissional do indivíduo, mas na sua formação como cidadão, além de
exercer a responsabilidade social e provocar, progressivamente, mudanças positivas
na sociedade.

6 O CAMINHO DA PESQUISA

A natureza do estudo consistiu em uma abordagem qualitativa, que buscou o
mapeamento e a descrição do território observado, em relação ao assunto
pesquisado. A pesquisa qualitativa utiliza-se de dados não quantificáveis, segundo
Figueiredo (2004, p. 107) esses dados “coletam e analisam materiais pouco
estruturados e narrativos, que não necessitam tanto de uma estrutura, mas em
compensação requerem o envolvimento do pesquisador ao máximo”.
Do ponto de vista de seus objetivos a pesquisa foi de caráter exploratório.
Para Vieira (2002, p.65), pesquisa exploratória tem a função de proporcionar ao

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pesquisador “uma maior familiaridade com o problema em estudo. Este esforço tem
como meta tornar um problema complexo mais explícito ou mesmo construir
hipóteses mais adequadas”, além de ter “como principal finalidade desenvolver,
esclarecer e modificar conceitos e ideias, tendo em vista, a formulação de problemas
mais preciosos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores” (GIL, 1999, p.
43).
O universo da nossa incursão é o território da literatura sobre Biblioterapia
disponível no ciberespaço constituído pela Internet. Universo ou população, segundo
Gil (1999, p. 99) é “o conjunto definido de elementos que possuem determinadas
características”. Porém dentro dessa imensidão, limitamos a nossa amostra aos
periódicos científicos eletrônicos brasileiros de acesso livre da área de Ciência da
Informação, fontes de informação confiáveis e credenciadas como representativas
para uma busca sobre a produção científica na temática do nosso interesse. De
acordo com Oliveira (2004, p. 83), amostra “é uma porção ou parcela
convenientemente selecionada do universo; é um subconjunto do universo”.
Para a identificação dos sinais de crescimento da área de Biblioterapia nos
artigos publicados em periódicos científicos brasileiros disponíveis na internet foi
adotado o método indiciário. Araújo (1994 apud FREIRE, 2008), em seu estudo dos
sistemas de recuperação da informação, descreve um processo de busca de
informação através de indícios denominado brauseio (browsing) e considera uma
das modalidades de busca mais importantes em sistema de recuperação da
informação. Freire (2008, p. 6) define o brauseio como “uma atividade de busca,
ocasionada por uma necessidade ou interesse de informação percebido”. No nosso
caso essa necessidade resume-se à busca de indícios do crescimento da produção
científica brasileira sobre Biblioterapia, no território dos periódicos científicos
eletrônicos da área de Ciência da Informação.
Iniciamos com a investigação dos periódicos dessa área, com a finalidade de
encontrar os que estão disponíveis em formato eletrônico na Internet, logo em
seguida, procuramos identificar os de livre acesso, ou seja, aqueles que
disponibilizam seus artigos na íntegra, sem precisar pagar para consultá-los. Feito
isso, realizamos a pesquisa nos periódicos selecionados, usando a expressão
“Biblioterapia” em todos os campos de metadados possíveis, sem limitações de
datas, ou seja, pesquisamos em todos os anos disponibilizados por cada revista

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online. A seguir, apresentaremos o mapa desse território e o resultado da busca na
literatura publicada.

7

O

MAPA

DO

TERRITÓRIO

DA

BIBLIOTERAPIA

EM

PERIÓDICOS

BRASILEIROS

O mapa que nos guiou no território da literatura publicada em periódicos
brasileiros do campo da Ciência da Informação foi a Base de Dados Referenciais de
Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI).
A BRAPCI é um produto informacional resultante do projeto de pesquisa
“Opções metodológicas em pesquisa: a contribuição da área da informação para a
produção de saberes no ensino superior”, em desenvolvimento na Universidade
Federal do Paraná (UFPR) e financiado pelo Conselho Nacional de Pesquisa e
Desenvolvimento, com a finalidade de subsidiar estudos e propostas na área da
Ciência da Informação, baseando-se em atividades planejadas institucionalmente.
Essa iniciativa está colaborando para estudos analíticos e descritivos sobre a
produção editorial de uma área científica, ao auxiliar com uma ferramenta dinâmica
os alunos, professores e pesquisadores da área. Atualmente a BRAPCI disponibiliza
referências e resumos de 7597 textos publicados em 35 periódicos nacionais
impressos e eletrônicos da área de Ciência da Informação, dos disponíveis 24 estão
ativos e 11 históricos (descontinuados).
Nessa pesquisa não selecionamos os periódicos de acordo com o critério de
qualidade adotado pela CAPES, porém, os critérios primordiais para essa seleção foi
a disponibilização de textos completos na web, ter acesso irrestrito e ser da área da
Ciência da Informação.
Das 22 revistas consultadas, apenas 9 apresentam artigos sobre o tema
abordado, nas outras não foi encontrado nenhum indício do tema. Recuperamos, no
total, 21 artigos, uma quantidade escassa para o número de volumes pesquisados.
Logo abaixo disponibilizamos os quadros referentes aos periódicos que
apresentam artigos sobre “Biblioterapia”:
Quadro 1 – Artigos sobre Biblioterapia recuperados no periódico Biblionline

Autor
Rachel Barbosa de
Castro; Edna Gomes

Título
Ano
Biblioterapia para idosos: o que
2005
fica e o que significa.

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Pinheiro
Fonte:elaboração própria (2013)
Quadro 2 – Artigos sobre Biblioterapia recuperados no periódico Encontros Bibli: Revista
Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação

Autor
Clarice Fortkamp Caldin
Clarice Fortkamp Caldin
Clarice Fortkamp Caldin

Título
Ano
A leitura como função terapêutica:
2001
biblioterapia
Biblioterapia
para
crianças
internadas no hospital universitário 2002
da UFSC: uma experiência
A aplicabilidade terapêutica de
2004
textos literários para crianças

Fonte:elaboração própria (2013)
Quadro 3 – Artigos sobre Biblioterapia recuperados no periódico ETD: Educação Temática Digital

Autor
Danielle Thiago Ferreira
Eva Seitz

Eva Seitz

Título
Ano
Biblioterapia: uma prática para o
2003
desenvolvimento pessoal
Biblioterapia: uma experiência com
pacientes internados em clínica 2005
médica
A Biblioterapia na humanização da
assistência hospitalar do Hospital
Universitária
da
Universidade 2008
Federal de Santa Catarina –
HU/UFSC

Fonte:elaboração própria (2013)
Quadro 4 – Artigos sobre Biblioterapia recuperados no periódico Informação &amp; Informação

Autor
Geovana Mascarenhas
do Nascimento; Dulcineia
Sarmento Rosemberg

Título

Ano

A Biblioterapia no tratamento de
2007
enfermos hospitalizados

Fonte:elaboração própria (2013)
Quadro 5 – Artigos sobre Biblioterapia recuperados no periódico Informação &amp; Sociedade: Estudos

Autor
Edna Gomes Pinheiro

Título
Ano
Biblioterapia para o idoso Projeto
1998
Renascer: um relato de experiência

Fonte:elaboração própria (2013)
Quadro 6 – Artigos sobre Biblioterapia recuperados no periódico Perspectivas em Ciência da
Informação

Autor
Título
Ano
Eliane R. de Oliveira
Lucas; Clarice Fortkamp Biblioterapia para crianças em
2006
Caldin;
Patrícia
V. idade pré-escolar: estudo de caso
Pinheiro da Silva
Fonte:elaboração própria (2013)

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Quadro 7 – Artigos sobre Biblioterapia recuperados no periódico Revista ACB: Biblioteconomia em
Santa Catarina

Autor
Maria Emília da Silva;
Gleisy
Regina
Bóris
Fachin
Silvana Beatriz Bueno;
Clarice Fortkamp Caldin

Clarice Fortkamp Caldin

Eva Maria Seitz

Título
Leitura
para
portadores
de
deficiência
com
necessidades
especiais:
relato
de
uma
experiência
A aplicação da biblioterapia em
crianças enfermas
Biblioterapia
para
a
classe
matutina de aceleração da Escola
de Educação Básica Dom Jaime
de Barros Câmara: relato de
experiência
Biblioterapia: uma experiência com
pacientes internados em clínicas
médicas
Aplicação da biblioterapia em
idosos da Sociedade Espírita
Obreiros da Vida Eterna (SEOVE)

Ano
2002

2002

2003

2006

Tatiana Rossi; Luciene
Rossi;
Maria
Raquel
2007
Souza
Viviane
Jerônimo,
Adriana Pereira Rossetto,
Paulo Roberto Freitas da Biblioterapia na melhor idade
2012
Silva, Eliete Gonçalves,
Juliane Trein
Aplicação da biblioterapia na
Daiana de Lima, Clarice
Escola Básica Municipal Luiz 2013
Fortkamp Caldin
Cândido da Luz
Fonte:elaboração própria (2013)
Quadro 8 – Artigos sobre Biblioterapia recuperados no periódico Revista Digital de Biblioteconomia
e Ciência da Informação

Autor

Título
Ano
Biblioterapia: uma proposta para
Gizele Ribeiro
adolescentes
internados
em 2006
enfermarias de hospitais públicos
A utilização da Biblioterapia no
ensino superior como apoio para a
Neiva Dulce Suzart Alves
autoajuda:
implementação
de 2009
Bahiana
projeto junto aos educandos em
fase de processo monográfico.
A Teoria Merleau-Pontyana da
Clarice Fortkamp Caldin
2011
linguagem e a Biblioterapia
Fonte:elaboração própria (2013)
Quadro 9 – Artigos sobre Biblioterapia recuperados no periódico Transinformação

Autor
Virginia Bentes Pinto

Título
Ano
A biblioterapia como campo de
2005
atuação para o bibliotecário

Fonte:elaboração própria (2013)

Constatamos que, dos 21 artigos encontrados, cinco são de autoria de Clarice
Fortkamp Caldin e em três artigos ela participa como coautora, totalizando oito

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artigos. Além disso, foi a única que publicou mais de um artigo sobre o tema,
sobretudo, em quatro periódicos distintos: Encontros Bibli: Revista Eletrônica de
Biblioteconomia e Ciência da Informação; Perspectivas em Ciência da Informação;
Revista

ACB:

Biblioteconomia

em

Santa

Catarina

e

Revista

Digital

de

Biblioteconomia e Ciência da Informação.
O periódico que se destaca, na publicação de artigos nessa temática, é a
Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina. Detentora de sete artigos, que
foram publicados nos seguintes anos: 2002 (dois artigos), 2003 (um artigo), 2006
(um artigo), 2007 (um artigo), 2012 (um artigo), 2013 (um artigo, até o presente
momento). Na mesma posição, com a publicação de três artigos cada um, está os
seguintes periódicos: Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e
Ciência da Informação (publicações nos anos de 2001, 2002 e 2004), ETD –
Educação Temática Digital (publicações nos anos de 2003, 2005 e 2008) e a Revista
Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação (publicações nos anos de 2006,
2009 e 2011). Logo, em seguida, vêm as demais, cada uma com apenas um artigo.
Dos periódicos pesquisados, observamos que os anos de 2002, 2005 e 2006
foram destaques quanto ao número de artigos publicados. Em 2002, a Encontros
Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação publicou um
artigo e a Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina publicou dois,
totalizando três artigos. Já no ano de 2005, também foram publicados três artigos,
entretanto, por periódicos diferentes: Biblioline, ETD: Educação Temática Digital e
Transinformação. E no ano de 2006, em periódicos também distintos, foram
publicados três artigos: Perspectivas em Ciência da Informação, Revista ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina e Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da
Informação. Percebemos a ausência de artigos sobre Biblioterapia no ano de 2010,
sendo este um motivo para levantamento dos fatores que ocasionaram esse
acontecimento. Deixamos indícios para uma futura pesquisa.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nosso exercício consistiu em procurar, nos periódicos científicos eletrônicos
da área de Ciência da Informação, indícios da produção brasileira sobre
Biblioterapia, de maneira a construir um mapa do território dessa área de pesquisa e

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sugerir trilhas para incursões mais aprofundadas sobre o tema. Nossa caçada
encontrou, na amostra observada, sinais de que a produção científica nos periódicos
eletrônicos sobre o tema abordado ainda é escassa, apesar da grande relevância e
do reconhecimento que essa área vem ganhando no Brasil.
Retomando a fundamentação teórica realizada nesta pesquisa, observamos
que o periódico científico eletrônico constitui o principal meio de comunicação
científica, inclusive na área de Ciência da Informação, sendo responsável pela
divulgação da maior parte da produção científica. Além disso, a partir da criação do
acesso livre à informação, inúmeras facilidades surgiram, tanto para os editores,
quanto para os autores e usuários. A democratização da informação através de
movimentos dessa natureza possibilitou o aumento da produção intelectual e,
concomitantemente, o seu acesso e uso. Quanto à Biblioterapia, foi possível
compreender a grandeza desse tema no Brasil, já que durante a pesquisa
encontramos inúmeras iniciativas e projetos acerca desse tema, a maioria deles em
parceria com Instituições de Ensino Superior, o que nos leva a perceber que a
comunidade científica e acadêmica encontra-se envolvida nessa empreitada.
Nesse sentido, é preciso conhecer as redes de relações entre cientistas de
campo ou de campos correlatos, os pesquisadores que frequentam os eventos
científicos, apresentam trabalhos, produzem e avaliam artigos de periódicos nessa
temática, a fim de realizar um estudo apurado sobre essa deficiência constatada.
Recomendamos que outros mapas sejam desenhados por caçadores
dispostos a investigar novos territórios, a fim de construir mapas mais complexos
sobre essa temática, uma vez que somos cientes de que há muito para explorar.
Esperamos que outros possam ir além nessa busca, que deve ser constante, de
modo que seja possível responder questões antigas e novas sobre a dinâmica do
campo científico da Biblioterapia no Brasil. Esperamos que essas pesquisas e os
seus respectivos resultados, no seu contexto histórico e social de produção e uso,
possam não apenas fazer parte do interesse pelo conhecimento intrínseco à
atividade profissional, mas, sobretudo, possam dar sentido à nossa vida e à vida de
outras pessoas, na sociedade.

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REFERÊNCIAS
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Paulo: Educ; Fapesp, 2003.
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&lt;http://inseer.ibict.br/ancib/index.php/tpbci/article/viewArticle/9&gt;. Acesso em: 22 jan.
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GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo:
Atlas, 1999.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Tradução de Antonio Agenor Briquet
de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos, 1999.
OLIVEIRA, Silvio Luiz de. Tratado de metodologia científica: projetos de
pesquisas, TGI, TCC, monografias, dissertações e teses. São Paulo: Pioneira, 2004.
RIBEIRO, Gizele. Biblioterapia: uma proposta para adolescentes internados em
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http://polaris.bc.unicamp.br/seer/ojs/viewarticle.php?id=45&amp;layout=abstract &gt;.
Acesso em: 13 jan. 2013.
ROSA, Aparecida L. R. As cartas de Ana Cristina César: uma contribuição para a
Biblioterapia. 2006. 83 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Fundação Comunitária
Tricordiana em Educação, Universidade Vale do Rio Verde de Três Corações, Três
Corações, 2006.
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Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2006.
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&lt;http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewPDFInterstitial/463/422&gt; . Acesso
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VIEIRA, Valter Afonso. As tipologias, variações e características da pesquisa de
marketing. Revista da FAE, Curitiba, v. 5, n. 1, p. 61-70, jan./abr. 2002. Disponível
em: &lt;http://www.fae.edu/publicacoes/pdf/revistadafae/faev5n1/astipologiasvariaco
es.pdf&gt;. Acesso em: 22 jan. 2013.

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Um olhar voltado para produção científica brasileira sobre Biblioterapia nos periódicos eletrônicos de acesso livre da área de Ciência da Informação</text>
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              <text>Taize Araújo da Silva</text>
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              <text>Porcina Formiga dos Santos Salgado</text>
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              <text>O presente trabalho tem por finalidade mapear a produção científica brasileira nosperiódicos eletrônicos de acesso livre da área de Ciência da Informação à procurade indícios sobre o tema “Biblioterapia”. Para atingir esse objetivo, se fez necessáriobuscar os periódicos científicos eletrônicos brasileiros e identificar os de acesso livre.Para fundamentar teoricamente esta pesquisa, de maneira mais consistente, foiindispensável a abordagem de três temáticas que são essenciais, também, parauma melhor compreensão do estudo realizado: o periódico científico, enfatizando oeletrônico; o acesso livre à informação; a Biblioterapia, seus conceitos e objetivos.Apresenta os resultados da pesquisa exploratória sobre a produção científicabrasileira na temática abordada. Utiliza o método indiciário para detectar os sinais decrescimento dessa área nos artigos publicados em periódicos científicos brasileirosde acesso livre, da área de Ciência da Informação, disponíveis na Internet. </text>
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