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                  <text>Representação da Informação no contexto patrimonial das
Fazendas Históricas: indicações gerais para construção de
linguagens

Mayara Cristina Bernardino (UFSCar) - mayarabernardino@yahoo.com.br
Luciana de Souza Gracioso (UFSCar) - lugracioso@yahoo.com.br
Resumo:
Este trabalho apresenta estudos realizados referentes à organização do conhecimento no
contexto de fazendas históricas do interior paulista. Fundamentado em um projeto de iniciação
cientifica financiada pela agência de fomento FAPESP, tem como objetivo principal de
delimitar encaminhamentos metodológicos para construção de uma linguagem de
representação do patrimônio material e imaterial das fazendas históricas, com o propósito de
servir como conteúdo de apoio ao cadastro de itens no sistema Memória Virtual Rural (MVR) a
partir do Padrão de Descrição da Informação (PDI) Tanto o MVR como o PDI estão sendo
desenvolvidos no âmbito de um projeto de política públicas. Não se objetiva desenvolver um
instrumento de linguagem finalizado e sim delimitar encaminhamentos possíveis (ou não) para
o domínio das fazendas, apresentando estruturas iniciais que possam servir a uma construção
mais complexa e completa de um vocabulário representativo para este ambiente.
Metodologicamente desenvolveu-se pesquisa qualitativa com a realização de entrevistas com
os pesquisadores interdisciplinares envolvidos no Projeto para a obtenção de conceitos e a
elaboração geral de elaboração de mapas conceituais. Os conceitos servirão como garantia
para delimitação de categorizações, e serão também abarcados a partir das teorias da
linguagem documentária. Como resultado final, sugere-se o uso de mapas conceituais e a
linguagem dos especialistas como um possível encaminhamento para delimitação de uma
linguagem representativa relacionada ao patrimônio material e imaterial das fazendas de café
do estado de São Paulo que sirva de apoio para as atividades de registro deste patrimônio em
campo específico do PDI previsto no MVR.

Palavras-chave: Patrimônio Cultural. Fazendas Históricas. Organização do Conhecimento.
Recuperação da Informação.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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Representação da Informação no contexto patrimonial das Fazendas
Históricas: indicações gerais para construção de linguagens.

Resumo:
Este trabalho apresenta estudos realizados referentes à organização do
conhecimento no contexto de fazendas históricas do interior paulista. Fundamentado
em um projeto de iniciação cientifica financiada pela agência de fomento FAPESP,
tem como objetivo principal de delimitar encaminhamentos metodológicos para
construção de uma linguagem de representação do patrimônio material e imaterial
das fazendas históricas, com o propósito de servir como conteúdo de apoio ao
cadastro de itens no sistema Memória Virtual Rural (MVR) a partir do Padrão de
Descrição da Informação (PDI) Tanto o MVR como o PDI estão sendo desenvolvidos
no âmbito de um projeto de política públicas. Não se objetiva desenvolver um
instrumento de linguagem finalizado e sim delimitar encaminhamentos possíveis (ou
não) para o domínio das fazendas, apresentando estruturas iniciais que possam
servir a uma construção mais complexa e completa de um vocabulário
representativo para este ambiente. Metodologicamente desenvolveu-se pesquisa
qualitativa com a realização de entrevistas com os pesquisadores interdisciplinares
envolvidos no Projeto para a obtenção de conceitos e a elaboração geral de
elaboração de mapas conceituais. Os conceitos servirão como garantia para
delimitação de categorizações, e serão também abarcados a partir das teorias da
linguagem documentária. Como resultado final, sugere-se o uso de mapas
conceituais e a linguagem dos especialistas como um possível encaminhamento
para delimitação de uma linguagem representativa relacionada ao patrimônio
material e imaterial das fazendas de café do estado de São Paulo que sirva de apoio
para as atividades de registro deste patrimônio em campo específico do PDI previsto
no MVR.
Palavras-chave: Patrimônio Cultural. Fazendas Históricas. Organização do
Conhecimento. Recuperação da Informação.
Área Temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo
a frente.
1 INTRODUÇÃO
Dentro do contexto patrimonial, o universo das Fazendas Históricas se definiu
no âmbito de Patrimônio Cultural Rural. Neste universo se encontram espaços
usualmente caracterizados enquanto unidades informação, mas que concentram
uma riqueza inquestionável de documentos e de conhecimentos, que precisam ser
organizados e tornados acessíveis à sociedade. No Brasil, há uma variedade
considerável desses espaços que são modos de cultura, da educação, da economia
e da história brasileira.
De importância histórica e econômica, as fazendas históricas, foram

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responsáveis pelo cultivo do café, sendo a cultura cafeeira um dos maiores
agregados nos avanços econômicos no país entre os séculos XVII e XIX. Os bens
históricos são de ampla estima cultural, por se tratarem, em maioria, de proveitos
que fizeram e ainda fazem parte do desenvolvimento e do crescimento como um
todo do país. Muitos destes patrimônios se tornaram destaque e compõe papel
importante na cultura brasileira por serem cenários do modo de vida do passado
histórico do país, mas que hoje tendem a se perder por diferentes motivos:
desmembramento das famílias originais, avanço e desenvolvimento de outras
culturas, expansão da tecnologia agrícola, investimento de produtores em outras
formas de capital, dentre outros.
O valor de patrimônio destas fazendas é inestimável. Seus aspectos
arquitetônicos, seus objetos, suas histórias, suas festas, suas relações de trabalho e
interpessoais, seus mobiliários, seus acervos pessoais, todas estas fontes de
informação precisam ser preservadas porque contém grande parte da História
brasileira, ainda a ser descoberta.
O interior do Estado de São Paulo destaca-se, nos requisitos patrimônios
históricos culturais rurais. Por esta região conter grande número de fazendas
históricas, é essencial a busca de estudos que forneçam resultados para uma
organização do conhecimento, que permita à sociedade, um acesso a todo conteúdo
histórico cultural, ao mesmo tempo auxilie todos os pesquisadores e estudiosos na
busca de informações históricas, no desenvolvimento de novas pesquisas e uma
sociedade culturalmente desenvolvida.
Um dos questionamentos em relação ao patrimônio cultural, tanto no Brasil
como em outros países é: Como organizar e recuperar todo este vasto patrimônio?
Como permitir o acesso a ele pela sociedade? Como permitir elaboração de um
inventário patrimonial que permita a fácil e rápida recuperação e registro dos
patrimônios? A partir destas e outras questões, tem-se à necessidade em verificar
em que medida é possível e se faz necessária a delimitação de uma linguagem
estruturada para ser utilizada enquanto instrumento de representação e recuperação
de conteúdos relacionados às fazendas históricas. Com o desenvolvimento de um
sistema de base de dados denominado Memória Virtual Rural (MVR), percebeu-se a
necessidade de um vocabulário controlado que auxiliasse na representação e
organização de todo bem patrimonial material e imaterial encontrado nas fazendas
do interior paulista. Vocabulário este que necessita abranger um público múltiplo
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como pesquisadores, sociedade, fazendeiros e estudantes. O presente trabalho tem
como objetivo apresentar sucintamente os resultados de uma pesquisa1 que visou a
necessidade de estabelecer um diagnóstico e delimitar um conjunto de
procedimentos mínimos e iniciais para a constituição de um corpus terminológico
que abarque o contexto discursivo das fazendas históricas paulista, indicando
metodologias iniciais para coleta de conceitos com intuito de propor uma estrutura
inicial de linguagem, desenvolvida a partir de tais conceitos sugeridos por
especialistas no campo, que sirva de apoio das ações de registro, organização, e
recuperação da informação de diferentes naturezas, no Memória Virtual Rural
(MVR), a partir de um Padrão de Descrição da Informação (PDI) (COSTA;
SCARPINELI; NAKGAWA, 2010), ou em outras instâncias voltadas a organização de

acervos históricos.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

O Padrão de Descrição da Informação e o Memória virtual são resultados de
pesquisas desenvolvidas por um grupo de pesquisadores de múltiplas áreas que
buscou, por estudos, desenvolver metodologias para a integração de informações e
conhecimentos de diferentes tipologias e níveis de complexidade, e parâmetros
teóricos para a elaboração de instrumentos de representação e organização do
conhecimento dentro do contexto do Patrimônio Cultural Rural. O PDI e o MVR
resultaram do projeto de políticas públicas Patrimônio Cultural Rural Paulista:
Espaço Privilegiado para a Pesquisa, Educação e Turismo, financiado pela
FAPESP2, onde, em um plano geral, objetivou-se desenvolver um Padrão de
Descrição da Informação que possa dar conta de permitir o cadastro e registro de
todas as particularidades do patrimônio de uma fazenda. O PDI se caracteriza como
uma ferramenta de registro do patrimônio histórico das fazendas, permitindo a
identificação, caracterização, análise e representação textual, imagética, sonora,
dentre outras possibilidades, do patrimônio cultural, e que possam resultar em
práticas de inventários das fazendas paulistas. Este padrão servirá de base e ficará
1

Pesquisa de Iniciação Científica, projeto: Organização do conhecimento no contexto das fazendas históricas do
Estado de São Paulo: indicações gerais para construção de linguagens de representação da informação,
Financiado pela FAPESP (processo número 2011/17554-3 com período de vigência de 12 meses a contar de
novembro/2011)
2
Processo número 07/55999-1, com período de vigência de 2007 a 2011.
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disponível em um ambiente web livre denominado Memória Virtual Rural - que veio
da necessidade de representar e disponibilizar informações referentes ao patrimônio
histórico cultural rural - e com a utilização de tecnologias mediadoras que possam
contribuir para que as informações, hoje isoladas, possam ser disponibilizadas e
utilizadas de forma integrada.
Nakagawa, Costa e Scarpeline (2010) que veem desenvolvendo este padrão,
apontam a usabilidade e a forma como o Padrão de Descrição da Informação
constituiu sua formação a fim de abranger todas as necessidades do Memória Virtual
Rural e as melhorias aplicadas a partir da primeira versão do mesmo.

Elas

constatam que o
PDI deveria ser construído a fim de acolher todo o detalhamento e a
complexidade que se apresenta para atender os anseios dos
pesquisadores e, ao mesmo tempo, dos gestores das fazendas
históricas e, ainda, de um amplo público que se caracteriza como
potencial usuário. (NAKAGAWA, COSTA e SCARPELINE, 2010, p.
43)

A partir da estrutura do PDI é que se objetivou especificamente, neste
contexto, verificar em que medida é possível e se faz necessária a delimitação de
uma

linguagem

estruturada

para

ser

utilizada

enquanto

instrumento

de

representação e recuperação de conteúdos relacionados às fazendas históricas.
Obter o conhecimento histórico das fazendas possibilita a busca por estabelecer
alguns parâmetros teóricos e metodológicos para a elaboração instrumentos de
representação e organização do conhecimento relacionado ao domínio da fazenda.
Tem-se, notadamente, um sujeito a priori que construiu conhecimentos, que por sua
vez foram reconstruídos por novos sujeitos que, em momentos diferentes, foram
seus usuários.
A intenção, ao propor parâmetros voltados a uma sistematização parcial (e ao
mesmo tempo aberta e relacional) dos conhecimentos que circundam os ambientes
das fazendas históricas paulistas é, justamente, o de aperfeiçoar a sua preservação
e conhecimento pela sociedade. Nesse momento, há a intuição de que, ao
aproximarem-se diferentes formas de coleta de conceitos e significados, possa-se
chegar a uma proposta não só inovadora, mas consistente para uma sistematização
possível dos conhecimentos gerados e em geração relacionados às fazendas.
Há uma necessidade inicial e permanente em delimitar estudos de linguagens
e coleta de termos específicos da área. Embora os conteúdos que demandam por
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representação (descritiva e temática) transitam entre objetos, histórias, crenças,
plantas, animais, formas de vida, usos da linguagem e comportamentos, pensar uma
linguagem que possa ser utilizada como único instrumento de representação
conceitual de todo este contexto histórico, discursivo e descritivo parece ser inviável.
Porém, como ponto de partida, verificou-se que as metodologias para construção de
linguagens documentárias seriam aporte para novas sugestões que possam surgir
com a finalidade de delimitar um conjunto de termos que consiga abranger o
desafiador universo das fazendas.

2. 1 A LINGUAGEM DOCUMENTÁRIA NA REPRESENTAÇÃO DA
INFORMAÇÃO

Um sistema de informação como Memória Virtual Rural deve refletir as
necessidades de seus usuários nas busca de informações. Neste caso as
necessidades podem ser amplas, já que o público alvo é dos mais variados, como
pesquisadores e especialistas, fazendeiros, estudantes, trabalhadores, enfim, a
sociedade como um todo. É preciso selecionar uma linguagem que assegure a
comunicação entre o sistema, à informação e o usuário e proporcione de forma
confiável o acesso à informação pelos mesmos, pois a linguagem é o elemento
constitutivo e articulador entre este projeto e a base de dados MVR.
A Linguagem Documentária (LD) é um instrumento de representação de
informação, e entender seus aspectos metodológicos estabelece um parâmetro de
partida para sugestões metodológicas. Não cabe o uso exclusivo da mesma, por se
restringir e não consegui abranger todos os aspectos do universo das fazendas
históricas, a multiplicidade de áreas e pesquisadores e o amplo campo de usuários,
mas torna-se necessário entender seus aspectos principais.
Neste contexto, Boccato e Fujita (2006, p. 18) afirmam que
A linguagem documentária, sendo instrumento de comunicação entre
a informação, o sistema de informação e o usuário, deve assegurar o
acesso a essa informação, possibilitando sua adequada recuperação
e, consequentemente, a criação desse conhecimento científico, para
promover o bem-estar da sociedade. (BOCCATO, FUJITA, 2006, p.
18)

O desempenho da linguagem é essencial para os usuários, pois à
recuperação da informação deve ser satisfatória. No âmbito do contexto patrimonial,
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a aplicabilidade da linguagem documentária se torna um tanto restrita, pois a mesma
é definida por Boccato (2008, p. 269) “como linguagens estruturadas e controladas,
pelo fato de serem linguagens construídas, porém embasadas nos princípios e
significados das palavras constituintes da linguagem natural”. A autora também
afirma que as linguagens documentárias só representam informações contidas em
documentos, e na recuperação dessa informação, desde que sejam seguidas
diretrizes normativas para a construção de linguagens. É necessário entender que o
processo da LD envolve alguns termos como a Linguagem Natural que é formada
por sinais de fácil interpretação pelo ser humano, como a fala, a palavra escrita, os
gestos. Lancaster (1993, p. 200) diz que esta
(...) é a linguagem utilizada habitualmente na escrita e na fala, e que
é o contrário de vocabulário controlado. No contexto da recuperação
da informação, a expressão normalmente se refere às palavras que
ocorrem em textos impressos e, por isso, considera-se como seu
sinônimo a expressão texto livre. (LANCASTER, 1993, p. 200)

Ao visualizar essas definições, encontram-se algumas lacunas ao usar
metodologias da linguagem documentária na representação do patrimônio cultural
rural; o mesmo abrange bens que vão muito além de simples documentos,
dificultando na obtenção de conceitos que façam parte das estruturas tanto
hierárquicas quanto alfabéticas. Além disso, a pesquisa atual, possuí um
encaminhamento metodológico inicial para uma linguagem, baseado principalmente
na opinião e no conhecimento de especialistas, o que torna as metodologias da LD
restritas. Dias e Naves (2007) descreve a LD como um instrumento comutador, que
transforma o texto em mensagens diferentes do que as originou, e que é necessária,
desta forma, uma análise documentária, para recuperar e disseminar informação e
não propriamente os seus suportes materiais como textos e documentos.
Ressalta-se que a linguagem documentária é conjunto de termos dotados de
regras semânticas e sintáticas, e a sua utilização reduz a diversidade e ambiguidade
de vocabulário, estabelecendo uniformidade na representação dos termos,
facilitando na busca da informação e evitando a redundância e o excesso de
informação ou até mesmo a falta dela. Por meio dos conceitos é que são extraídos
os termos. A representação dos conceitos forma um conjunto de termos
denominadas terminologias, ou seja, são conceitos controlados. Por conta disto, as
linguagens documentárias seriam aplicadas por meio de vocabulários controlados.

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Cabe a resalva de que os conceitos do universo estudado são totalmente amplos e
tornam a construção de uma linguagem dificultosa.
Os Vocabulários Controlados, como o próprio nome diz, é o controle de
termos de uma área do conhecimento. São selecionados baseados na relevância
para os usuários e para a instituição em que será inserido. Existem três tipos
principais de vocabulário controlado: Esquemas de Classificação Bibliográfica (como
a Dewey Decimal Classification - CDD , Classificação Decimal Universal - CDU, etc),
Listas de Cabeçalhos de Assuntos (como a Library of Congress - LC) e o Tesauros
(como o Thesaurus Agrícola Nacional - THESAGRO). São instrumentos de
indexação.
Tanto a CDD quanto a CDU são classificações considerada mais “técnica” e
restrita, que abrange mais os ambientes de bibliotecas. A Lista de Cabeçalho de
Assunto é de forma alfabética e se torna semelhante ao Tesauro. O Tesauro é uma
lista de termos controlados que tem a intenção de otimizar a recuperação da
informação. Ele difere de outras ferramentas de indexação por possuir uma profunda
especificidade, além disso, possui uma estrutura alfabética, mas congrega uma lista
hierárquica implícita que é incorporada a lista alfabética por meio de remissivas. A
CDD, a CDU e a Lista de Cabeçalho de Assunto são formas de indexação précoordenadas onde os termos são indexados antes do usuário realizar a busca. Já o
Tesauro é uma forma de indexação pós-coordenado que por possuí uma
combinação de conceitos compostos no momento da recuperação da informação.
A construção de uma linguagem esta baseada nos preceitos de normas
técnicas. Uma fonte de informação necessária para a delimitação de métodos para a
construção de um vocabulário controlado são as normas internacionais para
Organização e Recuperação da Informação em Ciência da Informação como a
ANSI/NISO Z39.19-2005, esta “propõe linhas gerais para a Construção, Formato e
Gestão de Vocabulários Controlados Monolíngues e constitui uma referência
normativa importante, atualizada, especialmente, a orientações sobre a questão de
tesauros na Web.” (CERVANTES, 2009, p.87). Principal destaque é dado ao aspecto
da norma relacionado à construção de taxonomia, considerando seus elementos
constitutivos como ponto de partida prévio para construção de uma linguagem no
domínio das fazendas históricas, que posteriormente poderão incorporar novos
conceitos advindos de diferentes fontes de informação, além dos especialistas.

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Essas formas de controle e coleta de termos são de grande importância para
a organização do conhecimento e representação da informação, por isso a escolha
em analisa-las e defini-las como forma de auxiliar em metodologias para a
representação da informação. Nesta pesquisa, foi necessários entender o controle e
a coleta de termos para a construção de um vocabulário controlado, sendo possível
visualizar as facilidades do vocabulário controlado para representação da informação
e as dificuldades do mesmo em relação à amplitude e diversidade contidas no
universo das fazendas históricas. Por conta das dificuldades que uma única
linguagem tem em representar este universo, não são definidas como únicas e
exclusivas nenhumas dessas formas linguagem de representação para o contexto
do presente projeto.
Torna-se importante e imprescindível o uso vocabulário controlado no
processo de indexação de um documento num sistema de informação como uma
base de dados, pois está ligado à representação e a busca da informação. A partir
dele que novos documentos poderão ser indexados e coordenados para fins de
recuperação da informação.
Com a compreensão de linguagens controladas como encaminhamento
metodológico que servirá para delimitar categorias que auxiliem numa elaboração de
uma linguagem controlada que represente o patrimônio das fazendas históricas,
ficou

estabelecido

à

linguagem

dos

especialistas

como

um

desses

encaminhamentos para coleta de termos. Os instrumentos de classificação,
atualmente utilizados pelas bibliotecas não dão conta de representar os aspectos
específicos e culturais brasileiros, desta formar determinou-se estudar meios e
ferramentas para delimitar formas de iniciar uma estrutura de linguagem na área.
Para comprovação hipotética realizou-se a coleta de termos junto aos especialistas
do projeto Patrimônio Cultural Rural.

3 COLETA DE CONCEITOS: DESENVOLVIMENTO E RESULTADOS

Os procedimentos de coleta de conceitos oriundos dos especialistas teve como
método a Entrevista Qualitativa na qual, procura-se entender a experiência que o
entrevistado tem, as representações que formam e os conceitos que elaboram, onde
estes conceitos se manifestam. Foi elaborado um roteiro geral de entrevista para
que fosse aplicado individualmente junto aos pesquisadores, para partir dela, ser
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estruturado um mapa conceitual, relacionado ao campo de pesquisa de cada
respondente. A pesquisa passou pelo Comitê de Ética, obtendo um parecer
favorável.
Para o desenvolvimento da mesma foi realizado a elaboração de um roteiro
de entrevista semi estruturado com perguntas abertas, a ser aplicado junto com
pesquisadores especialistas. O objetivo destas entrevistas foi o de levantar
assuntos, conceitos e categorias temáticas relacionadas ao seu domínio de
pesquisa, para que posteriormente este conteúdo possa servir de base para o
desenvolvimento de um instrumento de vocabulário a ser construído para a
representação e recuperação da informação no Memória Virtual Rural.
Cinco pesquisadores envolvidos no projeto que responderam pelas seguintes
áreas transversais envolvidas na pesquisa geral sobre Patrimônio Cultural Rural
Paulista. Às áreas cobertas pelas entrevistas foram:
- Arquitetura
- História
`

- Biblioteconomia e Ciência da informação
- Computação
- Ciências Sociais
A partir destas entrevistas desenvolvidas, foi elaborado um mapa conceitual

3

geral sobre o campo, contendo a sinalização de conceitos gerais e específicos
representativos de domínio do conhecimento dos entrevistados, abrangendo áreas
que são chave dentro do projeto. Tanto a Linguagem do Especialista quanto o Mapa
Conceitual foram um (entre tantos) dos parâmetros e procedimentos metodológicos
estabelecidos, que concluiu ser uma das formas determinantes para a construção de
instrumento de controle de vocabulário para o contexto das fazendas históricas.
Esses mapas servirão posteriormente para orientar as categorizações de
assuntos voltados a construção de taxonomias no contexto das Fazendas históricas.
Para a elaboração dos mapas, foi utilizado a ferramenta online MindMeister4 que
possibilitou a melhor categorização dos conceitos, dando melhor visibilidade para as
categorias. Os mapas conceituais configuram como uma primeira experiência de
organização conceitual a partir da garantia do especialista, isto é, dos pesquisadores
expertises participantes do projeto.
3
4

http://www.mindmeister.com/213887067
http://www.mindmeister.com
9

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Dentre os resultados da pesquisa, está a coleta de aproximadamente 1000
(mil) conceitos, no qual estão inseridos os conceitos levantados por meio da
literatura quanto dos conceitos coletados por meio da aplicação do Roteiro de
Entrevistas. Para exemplificar os resultados da pesquisa, é apresentado no Quadro
1, uma pequena amostra de 5 (cinco) conceitos identificados a partir das entrevistas
com os pesquisadores.
Quadro 1 – Lista de cinco conceitos identificados por meio das entrevistas.
PESQUISADOR
1

PESQUISADOR
2

ADORNOS

ARQUITETURA

HISTÓRIA

PATRIMONIAL

HISTÓRICAS

PATRIMÔNIO

LIDA DA TERRA

EDIFICADO

INTEGRADO

HISTÓRICOS

CAFÉ

OBJETOS DE

MÓVEL E

DADOS
BEM

PAULISTAS

PATRIMÔNIO

PESQUISADOR
4
ACERVOS

FAZENDAS DE

FAZENDAS
MÓBILIÁRIOS

PESQUISADOR
3
BASE DE

PESQUISADOR
5

PESQUISADOR
6

CULTURA

FOTOGRAFIA

FAZENDAS

REGIONAL DO

HISTÓRIA
FAZENDAS

BRASIL

FAZENDAS

MEDICINA

HISTÓRICAS

CASEIRA

MEMÓRIA

MEMÓRIA

IDENTIDADE

PATRIMÔNIO

VIRTUAL

MEMÓRIA

RURAL

DE PEDRA E

MEMÓRIA

CAL

PADRÃO DE
PATRIMÔNIO

DESCRIÇÃO

PATRIMÔNIO

PATRIMÔNIO

PATRIMÔNIO

MATERIAL

DA

CULTURAL

IMATERIAL

CULTURAL

INFORMAÇÃO

Fonte: Autoria Própria, 2012

O estudo do contexto de construções de linguagens e vocabulários
controlados facilitou a coleta de conceitos e a compreensão das necessidades de
conceitos chaves para iniciar a elaboração de uma linguagem controlada. Outra
questão importante foi entender e conhecer o contexto das fazendas para
estabelecer as necessidades da representação e de um vocabulário controlado. Por
meio dos conceitos identificados é possível estabelecer parâmetros iniciais na
elaboração de uma linguagem controlada e principalmente determinar os conceitos
que devem conter nesta linguagem, para que os mesmo venham satisfazer as
necessidades dos usuários, no caso, os pesquisadores. Para que a linguagem fique
completa e consiga ser ampla, é preciso determinar meios para a coleta de
conceitos que visem outros tipos de usuários.
Para apoiar a distribuição de categorizações sugeridas pelos especialistas,
uma proposta é analisar e possivelmente utilizar as categorias indicadas pelo
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Classification Research Group, (CRG) desenvolvidas a partir das orientações gerais
de S. Ranganathan, concebidas como PMEST – Personalidade; Matéria; Espaço,
Tempo e Propriedade.
A seguir, é apresentado um quadro com uma pequena amostra da
distribuição de categorizações e termos, sugeridos e apontados durante a pesquisa,
de acordo com as indicações do Classification Research Group (CRG), a ser
aprofundado:
Quadro 2 - Desdobramentos das Categorias gerais sugeridas pelo Classifications Research Group no
contexto do Patrimônio Rural Paulista.
Desdobramentos das categorias fundamentais da
Classification Research Group (CRG)

Desdobramentos das categorias fundamentais da
Classification Research Group (CRG) no contexto
do Patrimônio Rural Paulista

Coisas, substâncias, entidades
Que ocorrem naturalmente

Eventos da natureza (ex. Geada)
Itens produzidos pela Fazenda ou por funcionários ou
animais. (Ex. Manteiga)
Instrumentos de trabalho e de lazer das Fazendas (Ex.
Enxada, bastidor e bordar)
Patrimônio Imaterial e Memória de pessoas vinculadas
as Fazendas
Suas partes

Produtos
Instrumentos
constructos mentais

Parte de instrumentos de trabalho das Fazendas, da
arquitetura e de mobiliário (Ex. Cabo da enxada)

Constituintes

Parte de animais (Ex: couro)

Órgãos

Técnicas e Serviços desenvolvidos nas Fazendas. Ex:
Carpintaria, Ordenha
Atributos de coisas

Sistemas de coisas

Qualidades, propriedades, incluindo
Ex.Construção colonial

Estrutura

Alqueire

Medidas

Rebanhar o gado

Processo, comportamento
Objeto da ação (paciente)

Ex.Caseiro, imigrante, colonos (...)

Relações entre coisas, interações
Ex. Falência

Efeitos

Ex: Produção de café

Reações
Operações sobre coisas
experimentos, ensaios
operações mentais

Ex.Restauro de documentos
Ex.Memória coletiva

Propriedades de atributos, relações e operações

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Lugar, condição
Tempo

Ex.Terreiro de café
Ex. Sec. XIX, Período da escravidão

Fonte: Autoria Própria, 2012

Este desdobramento trata-se de uma primeira experiência em relacionar as
categorias do CRG com os assuntos relacionados com as fazendas. Os termos e
categorias apresentados acima são uma amostra de toda a pesquisa realizada.
Alguns desses termos foram sugeridos pelos especialistas e outros foram
encontrados nas literaturas pesquisadas. Cabe ressaltar novamente que está é
apenas uma amostra de uma atividade que deverá ser aperfeiçoada em pesquisas
futuras.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como um grande desafio, estudar o contexto do patrimônio histórico brasileiro,
ainda mais relacionado às Fazendas históricas do interior de São Paulo não é tarefa
simples. Ainda mais se pensar nas questões relacionadas à delimitação de
linguagens e vocabulários que sirvam como instrumentos de organização e
representação das informações relacionadas a estes ambientes.
Diante disto, o desafio propriamente dito tem a ver com a necessidade de
ajustar metodologias e teorias oriundas da Biblioteconomia e da Ciência da
informação aplicadas aos contextos multidisciplinares que pertencem a este contexto
histórico. A grande vantagem é a de que existem muitos interesses tanto da
academia quanto da sociedade em geral em conhecer e valorizar estes espaços de
memória e informação. Com isto as pesquisas que se destinam a compreender
melhor este universo têm sido bem recebidas em várias áreas. Até o momento foi
possível identificar uma riqueza inestimável de objetos, estórias, manuscritos,
fotografias, dentre outras tipologias documentais, que merecem atenção da
Biblioteconomia. Muitas informações relevantes e conhecimentos importantes
sobrevivem nos espaços destas Fazendas e precisam ser regatados, registrados,
armazenados e disseminados não só por pesquisadores, mas por toda sociedade
brasileira.
Isto motiva demasiadamente em continuar com novas pesquisas, que tem um
objetivo bem pontual diante da gigantesca possibilidade de estudo neste ambiente.

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Porém, ao estudar as linguagens, os conceitos representativos deste ambiente,
ocorre estar ocupando em pesquisar nada mais do que aquilo que torna a existência
dessas Fazendas, enquanto espaços de conhecimento, possível. Ao delimitar e
reconhecer a linguagem, os conceitos que representam, descreve os domínios das
Fazendas, dando mais identidade a estes ambientes, está sendo promovida sua
visibilidade, lhe acrescentando significados. Pois, a partir de pesquisa em diferentes
fontes de informação, nacionais e internacionais, não foi identificada, até o
momento, a existência de vocabulários controlados voltados ao domínio das
Fazendas históricas brasileiras e sua multiplicidade. Ao longo da pesquisa, pode-se
verificar - como um importante encaminhamento metodológico para obtenção de
conceitos com intuito de construir uma linguagem de representação - a linguagem do
especialista e a construção de mapas conceituais. Por meio de ambos, é possível
estruturar e recuperar os principais termos e conceitos oriundos de diversas áreas
do conhecimento, já que o objeto da pesquisa (as Fazendas) é um campo que
abrange uma diversidade de profissionais e áreas do conhecimento. A obtenção e
recuperação desses termos possibilita ter um ponto de partida para a construção de
uma linguagem. Pois a partir de um conceito geral é possível delimitar termos mais
específicos. Além disso, a necessidade em se buscar os especialistas na área, está
justamente no fato de o campo ser de interesse de uma multiplicidade de áreas e
uma diversidade de público.
Ao sugerir a orientação para a estruturação de uma linguagem de
representação da informação relacionada a este domínio específico, que possa vir a
ser utilizada no Padrão de Descrição da Informação, no Memória Virtual Rural, não
pretende propor um controle de vocabulário a este Universo, e sim, propor uma
ampliação sobre as possibilidades conceituais que estão envoltas a este universo.
Com as entrevistas desenvolvidas, foi possível entender mais sobre as relações que
ainda se fazem presentes nestas fazendas. Não só as relações temáticas e
conceituais, como também sociais e afetivas.
O próprio conceito de vocabulário controlado parece, no contexto destas
representações necessárias, não ser o instrumento mais apropriado. Porém, até o
momento não foi identificado uma estrutura de linguagem que daria conta de servir
como ponto de apoio a priori dos conceitos que constituem os espaços das
fazendas. Algumas pesquisas já foram desenvolvidas na busca de ferramentas de
linguagem que deem conta de representar este domínio do conhecimento, no
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entanto, como previsto, estas iniciativas não abarcam as especificidades das
fazendas históricas. Instrumentos de classificação temática como Classificação
Decimal de Dewey também foram consultados neste primeiro momento, mas suas
categorias também não deram conta de representar um aspecto tão especifico e
cultural brasileiro. De fato esta exploração sobre os instrumentos de linguagens
existentes e disponíveis precisam ser intensificados e apurados.
Com

esta

pesquisa,

pretendeu-se

também

contribuir

para

ações

preservacionistas, relativas aos bens culturais, à educação patrimonial e ao turismo
cultural, e principalmente as ações de pesquisa e de ensino. Em um plano geral
cabe ainda destacar que os resultados das pesquisas desenvolvidas sobre as
fazendas históricas poderão trazer contribuições diretas para os gestores e
proprietários destas fazendas, na medida em que promoverá o acesso ampliado e
estruturado sobre a situação atual dos recursos patrimoniais que dispõe essas
fazendas, permitindo o intercâmbio e a construção de atividades em rede,
desenvolvimento de projetos coletivos, aumento da visibilidade sobre a importância
do bem patrimonial rural nacional.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Representação da Informação no contexto patrimonial das Fazendas Históricas: indicações gerais para construção de linguagens</text>
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              <text>Este trabalho apresenta estudos realizados referentes à organização do conhecimento no contexto de fazendas históricas do interior paulista. Fundamentado em um projeto de iniciação cientifica financiada pela agência de fomento FAPESP, tem como objetivo principal de delimitar encaminhamentos metodológicos para construção de uma linguagem de representação do patrimônio material e imaterial das fazendas históricas, com o propósito de servir como conteúdo de apoio ao cadastro de itens no sistema Memória Virtual Rural (MVR) a partir do Padrão de Descrição da Informação (PDI) Tanto o MVR como o PDI estão sendo desenvolvidos no âmbito de um projeto de política públicas. Não se objetiva desenvolver um instrumento de linguagem finalizado e sim delimitar encaminhamentos possíveis (ou não) para o domínio das fazendas, apresentando estruturas iniciais que possam servir a uma construção mais complexa e completa de um vocabulário representativo para este ambiente. Metodologicamente desenvolveu-se pesquisa qualitativa com a realização de entrevistas com os pesquisadores interdisciplinares envolvidos no Projeto para a obtenção de conceitos e a elaboração geral de elaboração de mapas conceituais. Os conceitos servirão como garantia para delimitação de categorizações, e serão também abarcados a partir das teorias da linguagem documentária. Como resultado final, sugere-se o uso de mapas conceituais e a linguagem dos especialistas como um possível encaminhamento para delimitação de uma linguagem representativa relacionada ao patrimônio material e imaterial das fazendas de café do estado de São Paulo que sirva de apoio para as atividades de registro deste patrimônio em campo específico do PDI previsto no MVR.</text>
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