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                  <text>Repositório Institucional e Biblioteca Digital como sistema de
informação científica: uma análise na Universidade Federal do
Maranhão

Carlos Wellington Soares Martins (UFMA) - cawell2000@uol.com.br
Regycleia Botelho Alves (UFMA) - regycleiaf@yahoo.com.br
Resumo:
O paradigma vigente na sociedade moderna é o compartilhamento de informações. Dessa
forma pretende-se definir gestão da informação, confrontando opiniões e traçando uma
percepção das relações da globalização no que tange a democratização do acesso a
informação, mas especificamente as compartilhadas no meio acadêmico, a política de
informação cientifica e a socialização desse conhecimento por meio de iniciativas como as
bibliotecas digitais e repositórios institucionais nas universidades públicas, mas
especificamente a Universidade Federal do Maranhão. Objetiva analisar o desenvolvimento de
especificações técnicas como forma de padronização dos processos e da documentação
existente na instituição que permite a efetivação da ação no que tange a biblioteca digital e o
repositório institucional. Traça um paralelo evolutivo de uso das teses e dissertações desde a
sua implantação na instituição e avalia o processo de construção do repositório institucional e
sua relevância para o que tange a disponibilização de conteúdo cientifico. Avalia iniciativas
como treinamentos e oficinas como forma de otimizar e divulgar a ação favorecendo um maior
uso da biblioteca digital e do repositório além de possibilitar aos pares conhecer o que está
sendo produzido em âmbito acadêmico. Evidencia-se que a ação ainda precisa de uma ação
mais incisiva e uma maior divulgação para que alcance os seus objetivos, além de ser
necessário levantar a discussão de como está configurada à relação entre propriedade
intelectual e direito autoral no ambiente virtual no meio acadêmico e cientifico.
Palavras-chave: Gestão da informação. Repositório. Biblioteca digital
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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Repositório Institucional e Biblioteca Digital como sistema de informação
científica: uma análise na Universidade Federal do Maranhão

Resumo:
O paradigma vigente na sociedade moderna é o compartilhamento de informações.
Dessa forma pretende-se definir gestão da informação, confrontando opiniões e
traçando uma percepção das relações da globalização no que tange a
democratização do acesso a informação, mas especificamente as compartilhadas no
meio acadêmico, a política de informação cientifica e a socialização desse
conhecimento por meio de iniciativas como as bibliotecas digitais e repositórios
institucionais nas universidades públicas, mas especificamente a Universidade
Federal do Maranhão. Objetiva analisar o desenvolvimento de especificações
técnicas como forma de padronização dos processos e da documentação existente
na instituição que permite a efetivação da ação no que tange a biblioteca digital e o
repositório institucional. Traça um paralelo evolutivo de uso das teses e dissertações
desde a sua implantação na instituição e avalia o processo de construção do
repositório institucional e sua relevância para o que tange a disponibilização de
conteúdo cientifico. Avalia iniciativas como treinamentos e oficinas como forma de
otimizar e divulgar a ação favorecendo um maior uso da biblioteca digital e do
repositório além de possibilitar aos pares conhecer o que está sendo produzido em
âmbito acadêmico. Evidencia-se que a ação ainda precisa de uma ação mais
incisiva e uma maior divulgação para que alcance os seus objetivos, além de ser
necessário levantar a discussão de como está configurada à relação entre
propriedade intelectual e direito autoral no ambiente virtual no meio acadêmico e
cientifico.
Palavras-chave: Gestão da informação. Repositório. Biblioteca digital.
Área Temática: Tecnologias da Informação e Comunicação – um passo a frente.

1 INTRODUÇÃO

As formas de compartilhamento e disseminação de informações ultrapassam
qualquer barreira e apresentam-se em diversos suportes oportunizando um grande
leque de conteúdos informacionais, ao mesmo tempo em que aumenta
consideravelmente a quantidade de fontes dificultando ao usuário recuperar
informação e identificar qual seria relevante a sua necessidade.
Organizar a informação, nesse caso a informação cientifica, configura-se
como um problema político institucional, e tornando cada vez mais importante o
debate para uma estruturação de uma política eficaz. Trazendo a discussão um
tema já recorrente na mídia e no meio acadêmico, a questão da socialização do

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conhecimento apresenta-se sob uma problemática geopolítica, com diversos sujeitos
sociais e interesses envolvidos.
A atual conjuntura das Instituições de Ensino Superior (IES) públicas visa uma
integração de seus serviços e produtos com a máxima disseminação de sua
produção cientifica e acadêmica numa percepção das relações de globalização no
que tange a democratização do acesso a informação, mas especificamente as
compartilhadas no meio acadêmico e a política de informação cientifica e a
socialização desse conhecimento.
Este trabalho tem como objetivo analisar a necessidade do gerenciamento de
informação cientifica no âmbito acadêmico, mas especificamente as atribuições do
repositório institucional e da Biblioteca Digital na Universidade Federal do Maranhão
(UFMA) como forma de armazenar uniformemente toda produção cientifica
acadêmica em um espaço visando facilitar o compartilhamento contribuindo para o
desenvolvimento tecnológico e cientifico, fazendo um levantamento dos meios
utilizados pelos grupos para divulgar sua produção cientifica e constatar se a
estratégia utilizada favorece a disseminação de informação ambiental em
consonância com a política de informação cientifica das IES.

2 GESTÃO DA INFORMAÇÃO

Segundo o pensamento de Miller (2002) compartilhar e utilizar o
conhecimento de forma contínua reflete na produção de mais conhecimento, e esse
resultado

pode

configurar

em

vantagem

competitiva

para

quem

o

está

compartilhando devido ao valor agregado ao conhecimento. Miller (2002) ainda
postula as funções de inteligência através da identificação de experts em assuntos,
descoberta de fontes de capital intelectual, contrabalançando a necessidade de
novos processos com o respeito pela cultura organizacional e pela aplicação da
tecnologia como suporte para o processo.
Porter (2001) esclarece que em uma organização a estratégia utilizada é a
personalidade desta, onde os rumos serão definidos e a missão confirmada e todos
os esforços focados para um propósito único. Essas características propiciam a
criação, nas organizações, de ambientes criativos que estimulem a geração e
compartilhamento do conhecimento contribuindo para o desenvolvimento da
organização (ROMANI; DAZZI, 2003).
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No campo das organizações, a gestão da informação, compreende, de acordo
com Roedel (2006, p. 77-78) como “[...] um processo sistemático de coleta,
tratamento, análise disseminação da informação sobre atividades de concorrentes,
fornecedores, clientes, tecnologias e tendências gerais de negócios [...]” com vistas
a subsidiar a tomada de decisão com o intuito de atingir metas estabelecidas pela
organização.
Nonaka e Takeuchi (1997) enfatizam que a criação do conhecimento se dá
através da interação entre os conhecimentos tácitos e explícitos mediante quatro
processos:

socialização

(conhecimento

compartilhado),

externalização

(conhecimento conceitual), combinação (conhecimento sistêmico) e internalização
(conhecimento operacional). O conhecimento explícito, segundo Nonaka (1997)
refere-se aquele conhecimento que se utiliza da linguagem formal de sistemas,
enquanto o conhecimento tácito possui uma qualidade mais formal, portanto mais
difícil de formalizar e de comunicar.
Segundo Dudziak, Villela e Gabriel (2002) o conhecimento tácito envolve
fatores intangíveis em duas dimensões técnica (habilidades do individuo) e cognitiva
(modelos mentais, crenças, intuições e percepção) e o conhecimento explicito
refere-se ao tangível, documentado sendo de fácil coleta, decodificação e
recuperação.
Sordi (2008) compreende que algumas competências são requeridas tanto
para os indivíduos como para as organizações que praticam a gestão do
conhecimento desde o conhecimento (“o saber”), as habilidades (“o saber fazer”) e
as atitudes (“o saber ser ou saber agir”). Dentre as competências do individuo
destaca a comunicação, o trabalho em equipe, a pesquisa, a aprendizagem e a
capacidade de análise. Entre as competências da organização destaca a visão
estratégica, o gerenciamento, a liderança, a gestão de conflito, negociação,
adaptabilidade e o trabalho colaborativo.

3 POLÍTICA DE INFORMAÇÃO CIENTIFICA

Numa economia baseada em recursos de informação, a concorrência entre as
organizações baseia-se em sua capacidade de adquirir, tratar, interpretar e utilizar a
informação de forma eficaz (MCGEE; PRUSAK, 1994). A divulgação de informação
cientifica sempre passou por mudanças, desde quando os principais canais eram a
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palavra escrita e impressa, agora sob a égide de uma nova configuração de
compartilhamento

advinda

das

tecnologias

de

informação

e

comunicação

(MEADOWS, 1998).
Configurada a relevância que a informação tem, grandes espaços de fluxos
informacionais como as universidades acabam por ter um papel vital na criação e
disseminação dessas informações e para isso é necessária uma estruturação nos
seus canais de divulgação cientifica.
Conforme Mcgee e Prusak (1994) a informação configura-se como principal
insumo para o mundo atual, tornando vital a necessidade do gerenciamento da
informação através de processos tecnológicos e os gestores devem explicitar de
forma clara e coerente qual o papel que a informação irá desempenhar em sua
estratégia competitiva para o aperfeiçoamento de sua capacidade gerencial. O
gestor deve participar do planejamento e das atividades decisórias (TARAPANOFF;
ARAÚJO JUNIOR; CORMIER, 2000) procurando compreender qual o impacto que
os fluxos informacionais proporcionam para o desenvolvimento das atividades e
tentar utilizá-los em beneficio da instituição.
O desafio da gestão da informação nas IES está na estruturação e
disponibilização das informações nela geradas, utilizando-a como estratégia,
decorrendo na transformação da informação em conhecimento organizando-o para
toda a instituição respeitando as suas características (MACCARL; RODRIGUES,
2000). As universidades, de acordo com Souza (2009) estão inseridas em um
ambiente turbulento devendo implantar estratégias com a intenção de prestar um
serviço de qualidade aos anseios da sociedade, devendo considerar três
componentes básicos ao propor mudanças que refletem o contexto em que se
insere, sendo os aspectos de ordem: macrossocietária, organizacional e mudanças
de crença e valores do homem.
Porém, em se tratando das IES do setor público a adoção de novas práticas
administrativas tem provocado pouca discussão sobre o tema e sua implantação
encontra-se ainda de forma incipiente, apesar de as organizações de caráter público
serem notadamente intensivas em conhecimento, as três esferas da administração
pública “[...] não possuem uma cultura e um ambiente voltados para a aprendizagem
organizacional e/ou para a inovação e, com raras exceções, também não incentivam
a educação continuada de seus servidores.” (COELHO, 2004).

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Werthein (2000) nos faz refletir sobre um melhor posicionamento para se
referir a sociedades da informação, no plural, para identificar, uma dimensão local,
aquelas nas quais as novas tecnologias e outros processos sociais provocaram
mudanças paradigmáticas. A expressão “sociedade da informação”, no singular,
seria mais bem utilizada, numa dimensão global (ou mundial), para identificar os
setores sociais que participam como atores de processos produtivos, de
comunicação, políticos e culturais que têm como instrumento fundamental as TIC
(Tecnologias de Informação e Comunicação) e se produzem – ou tendem a produzirse – em âmbito mundial.
É importante ressaltar que a é preciso reconhecer que Sociedade da
Informação traz em seu bojo tecnológico muitas ferramentas que estão em
desenvolvimento na área educacional e estão sendo implementadas. Inúmeras
ferramentas e aplicativos em prol do desenvolvimento da educação estão em uso
globalmente, dentre estas cita-se as bibliotecas digitais, repositórios institucionais,
videoconferência, correio eletrônico, grupos de “bate-papo”, blogs, banco on-line, e
até mesmo o trabalho à distância, são hoje parte integrante da vida diária.
As universidades, por estarem inseridas em um contexto dinâmico de
informações e produção do conhecimento cientifico, têm buscado formas alternativas
de democratização e acesso às informações geradas na comunidade acadêmica,
enfrentando o desafio constante de disseminar a produção científica local para toda
a sociedade.
Kuramoto (2006) destaca que as publicações científicas eletrônicas ganharam
visibilidade no ramo da comunicação científica a partir da década de 90, o que
estimulou a criação de um sistema de conhecimento científico de acesso livre.
Repositório institucional é definido por Leite (2009, p.19) como “[...] vários
tipos de aplicações de provedores de dados que são destinados ao gerenciamento
de informações científicas, necessariamente em vias alternativas de comunicação
científica”. Observa-se ainda que esses repositórios podem ser de três tipos:
a) repositórios institucionais: que são destinados à administração da
produção intelectual de determinada comunidade acadêmica;
b) repositórios temáticos ou disciplinares: que tratam da produção
intelectual de áreas do conhecimento específicas;
c) repositórios de teses e dissertações: que lidam exclusivamente com
teses e dissertações.
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Entende-se ainda que os repositórios institucionais possuem grande
relevância e importância para as instituições de ensino superior, pois trazem
inúmeros benefícios como:
a) maior visibilidade da produção científica dos pesquisadores;
b) fácil acesso aos documentos que até então estavam disponíveis
apenas em suporte impresso;
c) apoio e colaboração na pesquisa, bem como facilidades na livre
troca de informações científicas;
d) fornecimento de uma base para trabalhos acadêmicos que pode
interoperar com outros sistemas e maximizar a eficiência e o
compartilhamento das informações;
e) aumento da visibilidade, reputação e prestígio da instituição;
f) novas oportunidades para o arquivamento e preservação de
documentos digitais.
Entende-se que os objetivos principais de implantação dessa ferramenta de
comunicação científica é o de fornecer acesso aberto à produção científica
institucional, permitindo, por autoarquivamento, o armazenamento e a preservação
de documentos digitais institucionais, nos quais se incluem as publicações de teses,
dissertações, artigos científicos.

4 NÚCLEO INTEGRADO DE BIBLIOTECAS (NIB)

A Universidade Federal do Maranhão tem sua origem na antiga Faculdade de
Filosofia de São Luís do Maranhão, fundada em 1953, por iniciativa da Academia
Maranhense de Letras, da Fundação Paulo Ramos e da Arquidiocese de São Luís.
Com mais de três décadas de existência, a UFMA tem o objetivo de contribuir de
para o desenvolvimento do Estado do Maranhão, formando profissionais nas
diferentes áreas de conhecimento em nível de graduação e pós-graduação,
empreendendo pesquisas voltadas aos principais problemas do Estado e da Região,
desenvolvendo atividades de extensão abrangendo ações de organização social, de
produção e inovações tecnológicas, de capacitação de recursos humanos e de
valorização da cultura (A HISTÓRIA DA UFMA, 2012).
O Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB) tem a missão de apoiar a
Universidade Federal do Maranhão (UFMA) nas funções de ensino, pesquisa e
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extensão, bem como preservar a informação, possibilitando a sua recuperação e
difusão, através de serviços e produtos ofertados à comunidade acadêmica,
absorvendo para si a responsabilidade de proporcionar a disseminação de
conhecimentos capazes de provocar mudanças individuais, sociais, políticas e
econômicas.
Dentre os usuários que utilizam os produtos e serviços prestados e oferecidos
pelo núcleo destacam-se os: alunos de graduação, pós-graduação, técnicos
administrativos, professores, pesquisadores e comunidade em geral. O NIB é
composto por uma unidade central que compreende os serviços de Controle e
Formação do Acervo; Processos Técnicos; Periódicos; Serviço de Informação
Bibliográfica (SIB); os setores de Materiais Especiais e Programas Especiais,
Encadernação e a Assessoria de Processamento de Dados e 15 (quinze) bibliotecas
setoriais.
A biblioteca central compreende ainda as ações de diretoria do núcleo, do
SIBI, da indicação de material informacional a ser adquirido, do processamento
técnico, da logística do setor e da coordenação das demais unidades (15)
compreendidas em biblioteca do Colégio Universitário (COLUN), Labohidro,
Medicina, Enfermagem, as de Pós Graduação em Ciências Sociais, Saúde e Meio
Ambiente, Ciências Exatas e Tecnológicas, Direito e as dos campi do interior: Codó,
Imperatriz, São Bernardo, Grajaú, Pinheiro, Bacabal e Chapadinha no que concerne
as atividades de comunicação e divulgação científica, ainda ficam sob a
responsabilidade do setor a: Biblioteca Digital, Repositório institucional, Serviço de
Editoração Eletrônica de Revistas (SEER), Comutação Bibliográfica (COMUT) e
outros serviços e produtos.
5 METODOLOGIA

A metodologia empregada na pesquisa é a desenvolvida por Leite (2009) que
envolve diferentes momentos. Inicialmente, foi construído, com base na análise da
literatura e extração de conceitos, o referencial teórico constituindo o modelo da
pesquisa. Este ofereceu os fundamentos a partir dos quais o problema de pesquisa
foi observado e discutido.
Buscou-se analisar desde o planejamento no que diz respeito aos custos,
formação de equipe, análise da instituição, planejamento das ações e estudo da
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comunidade levando em consideração as diferenças disciplinares, o sistema de
comunicação científica e os modelos de gestão do conhecimento.
No segundo momento, que consistiu na implantação do repositório analisouse a escolha do software, as diretrizes para criação das comunidades/coleções, os
fluxos de submissão, pós-submissão e depósito de documentos e a política de
funcionamento.
No terceiro momento as ações que envolvem a divulgação e participação da
comunidade são avaliadas bem como o marketing, a política de depósito e avaliação
de indicadores de desempenho do repositório. Avalia iniciativas como treinamentos e
oficinas como forma de aperfeiçoar e divulgar a ação favorecendo um maior uso do
repositório além de possibilitar aos pares conhecer o que está sendo produzido em
âmbito acadêmico

6 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Albagli (2003) compreende a informação, conhecimento e inovação como
variáveis estratégicas na atual conjuntura, desempenhando um importante papel
para a qualidade de vida e no favorecimento da participação cidadã, mas possuem
relevância para os plano econômico, quando agrega valor a bens e serviços,
geopolítico, quando potencializa o exercício da hegemonia e militar e no plano social
quando dita padrões de consumo em escala global.
A autora ainda entende o desenvolvimento cientifico-tecnológico como sendo
a grande fronteira a ser conquistada. Questões como apropriação privada de
informações e conhecimentos através de instrumentos legais configuram-se como
proteção a propriedade intelectual (ALBAGLI, 2003), aumentando ainda mais a
barreira ao acesso e fomentando a antiga discussão “de quem é o conhecimento”?
No entanto, surgem cada vez mais ações como o Movimento do Acesso Livre que vê
na disseminação sem barreiras uma opção para a participação cidadã e uma forte
contribuição para o desenvolvimento.
A

informação

configura-se

como

uma

variável

importante

para

o

desenvolvimento cientifico e tecnológico de uma nação, porém, para que a mesma
assuma uma posição estratégica faz-se importante uma política de disseminação e
compartilhamento para que não fique estanque e realmente contribua para gerar
conhecimento e contribuir para uma participação cidadã mais efetiva.
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Uma forma de uniformizar e disponibilizar de forma rápida as pesquisas seria
a utilização dos repositórios institucionais, que através de suas comunidades
divulgaria toda produção cientifica da IES em um único canal, e também a
disponibilização dos trabalhos de conclusão de curso pela Biblioteca Digital de
Teses e Dissertações (BDTD) e o Serviço Eletrônico de Editoração de Revistas
(SEER) com o conteúdo das revistas de pós-graduação.
A UFMA utiliza o repositório institucional e a BDTD e o portal de periódicos,
no entanto evidencia-se que a política ainda precisa de uma ação mais incisiva e
uma maior divulgação para que alcance os seus objetivos, além de ser necessário
levantar a discussão de como está configurada à relação entre produção cientifica e
disseminação desse conteúdo no ambiente virtual no meio acadêmico e cientifico,
visto que o numero de comunidades ainda é pequeno e nem todas as dissertações e
teses estão disponíveis na BDTD.
Figura 1 – Acesso mensal a BDTD no ano de 2012

Fonte: BDTD UFMA, 2013

Evidencia-se que a política ainda precisa de uma ação mais incisiva e uma
maior divulgação para que alcance os seus objetivos, além de ser necessário
levantar a discussão de como está configurada à relação entre produção cientifica e
disseminação desse conteúdo no ambiente virtual no meio acadêmico e cientifico.
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Através da criação de um paralelo evolutivo de uso do material disponibilizado pelo
repositório institucional desde a sua implantação na instituição.
O desconhecimento dos serviços disponibilizados pelo repositório por grande
parte da comunidade acadêmica da instituição revela uma ação de divulgação ainda
ineficiente sendo necessária uma reestruturação em seu planejamento como forma
de aperfeiçoar a política e obter um alcance maior de sua ação.

7 CONCLUSÃO

A gestão do conhecimento no contexto das universidades relaciona-se com
os processos de identificar, adquirir, armazenar, organizar, compartilhar e criar
conhecimento científico, dessa forma uma política de gerenciamento de conteúdos
científicos é importante, pois visa proporcionar maior visibilidade a produção
cientifica de uma instituição e contribuir para o desenvolvimento cientifico e
tecnológico.
Os repositórios institucionais de Instituições de Ensino Superior podem ser
considerados como ferramentas de gestão do conhecimento e visam investigar o
relacionamento entre gestão do conhecimento e processo de comunicação
científica, portanto todas as suas etapas desde a concepção, planejamento e
efetivação da ação devem ser muito bem direcionadas para que seus objetivos
sejam alcançados.
O desconhecimento dos serviços disponibilizados pelo repositório por grande
parte da comunidade acadêmica da instituição revela uma ação de divulgação ainda
ineficiente sendo necessária uma política de gerenciamento como forma de facilitar o
armazenamento e a disseminação desse material bem como a reestruturação em
seu planejamento como forma de otimizar a política e obter um alcance maior de sua
ação.
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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Repositório Institucional e Biblioteca Digital como sistema de informação científica: uma análise na Universidade Federal do Maranhão</text>
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              <text>Carlos Wellington Soares Martins</text>
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              <text>Regycleia Botelho Alves</text>
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              <text>Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente - Trabalho científico</text>
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              <text>O paradigma vigente na sociedade moderna é o compartilhamento de informações. Dessa forma pretende-se definir gestão da informação, confrontando opiniões e traçando uma percepção das relações da globalização no que tange a democratização do acesso a informação, mas especificamente as compartilhadas no meio acadêmico, a política de informação cientifica e a socialização desse conhecimento por meio de iniciativas como as bibliotecas digitais e repositórios institucionais nas universidades públicas, mas especificamente a Universidade Federal do Maranhão. Objetiva analisar o desenvolvimento de especificações técnicas como forma de padronização dos processos e da documentação existente na instituição que permite a efetivação da ação no que tange a biblioteca digital e o repositório institucional. Traça um paralelo evolutivo de uso das teses e dissertações desde a sua implantação na instituição e avalia o processo de construção do repositório institucional e sua relevância para o que tange a disponibilização de conteúdo cientifico. Avalia iniciativas como treinamentos e oficinas como forma de otimizar e divulgar a ação favorecendo um maior uso da biblioteca digital e do repositório além de possibilitar aos pares conhecer o que está sendo produzido em âmbito acadêmico. Evidencia-se que a ação ainda precisa de uma ação mais incisiva e uma maior divulgação para que alcance os seus objetivos, além de ser necessário levantar a discussão de como está configurada à relação entre propriedade intelectual e direito autoral no ambiente virtual no meio acadêmico e cientifico. </text>
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