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                  <text>Redes sociais: a percepção do uso do Facebook no processo de
ensino e aprendizagem pelos docentes do Programa de
Pós-Graduação em Gestão da Informação, do Conhecimento e
Novas Tecnologias

Ana Catarina Cortêz Araújo Catarina Cortêz de Araújo (IESF) - ana.araujo@ifms.edu.br
Ana Paula Soares (IESF) - anapaulasoaresesoares@gmail.com
Rodrigo Pereira (IESFUNLEC) - rp1212003@yahoo.com.br
Resumo:
Trabalho de conteúdo exploratório visando apresentar qual a percepção dos docentes do
programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação, do Conhecimento e Novas Tecnologias
acerca do uso do Facebook no processo de ensino e aprendizagem. A abordagem utilizada
considera as contribuições de Yamashita, Casares e Valencia (2011) os quais caracterizam o
Facebook como um website voltado para o público universitário norte-americano. Estudos de
Nascimento Junior, Pimentel e Dotta (2011), Fumian e Rodrigues (2012), Patrício e Gonçalves
(2010) que apontam para o potencial educativo do Facebook. A metodologia empregada na
pesquisa recorreu a revisão de literatura e procurou apresentar o estado-da-arte em relação à
temática do Facebook em ambientes de ensino e aprendizagem. Trata-se, portanto, de uma
pesquisa de campo com abordagem exploratória quantitativa e qualitativa para levantamento
e análise dos dados. A correspondente avaliação ocorreu por meio de um questionário
padronizado com respostas fechadas e abertas, online, utilizando como ferramenta o
SurveyMonkey encaminhado por e-mail para os docentes do programa Pós Graduação. O
questionário esteve ativo no período de 31 de janeiro à 20 de fevereiro de 2013. De acordo
com os resultados apresentados percebe-se o quanto o Facebook está presente na vida dos
professores. E esses, independente da idade que apresentam, se mostram favoráveis a
possibilidades de criação de um espaço colaborativo de ensino e aprendizagem mediado pelo
Facebook.
Palavras-chave: Redes Sociais. Facebook. Ensino e Aprendizagem. Educação
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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Redes sociais: a percepção do uso do Facebook no processo de ensino e
aprendizagem pelos docentes do Programa de Pós-graduação em Gestão da
Informação, do Conhecimento e Novas Tecnologias
RESUMO:
Trabalho de conteúdo exploratório visando apresentar qual a percepção dos
docentes do programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação, do
Conhecimento e Novas Tecnologias acerca do uso do Facebook no processo de
ensino e aprendizagem. A abordagem utilizada considera as contribuições de
Yamashita, Casares e Valencia (2011) os quais caracterizam o Facebook como um
website voltado para o público universitário norte-americano. Estudos de
Nascimento Junior, Pimentel e Dotta (2011), Fumian e Rodrigues (2012), Patrício e
Gonçalves (2010) que apontam para o potencial educativo do Facebook. A
metodologia empregada na pesquisa recorreu a revisão de literatura e procurou
apresentar o estado-da-arte em relação à temática do Facebook em ambientes de
ensino e aprendizagem. Trata-se, portanto, de uma pesquisa de campo com
abordagem exploratória quantitativa e qualitativa para levantamento e análise dos
dados. A correspondente avaliação ocorreu por meio de um questionário
padronizado com respostas fechadas e abertas, online, utilizando como ferramenta o
SurveyMonkey encaminhado por e-mail para os docentes do programa Pós
Graduação. O questionário esteve ativo no período de 31 de janeiro à 20 de
fevereiro de 2013. De acordo com os resultados apresentados percebe-se o quanto
o Facebook está presente na vida dos professores. E esses, independente da idade
que apresentam, se mostram favoráveis a possibilidades de criação de um espaço
colaborativo de ensino e aprendizagem mediado pelo Facebook.
PALAVRAS-CHAVE: Redes Sociais. Facebook. Ensino e Aprendizagem. Educação.
ÁREA TEMÁTICA: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente.
1. INTRODUÇÃO

Atualmente

o

mundo

passa

por

mudanças

econômicas,

sociais

e

tecnológicas. O advento das tecnologias está modificando a interação, a
comunicação e a relação de todos, incluindo professores e alunos. Essa relação
transpõe e quebra barreiras geográficas e espaciais.
Essa quebra de barreira é definida por Lévy (1999, p. 92) como ciberespaço
"o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e
das memórias dos computadores". O ciberespaço favorece a troca e a mediação de
informações. Dentro desse ciberespaço encontram-se as redes de comunicação e
informação muito utilizada pela atual sociedade, independente de cunho científico,
pois a democratização da informação é algo que veio com o emprego da internet.
O mundo pós-moderno é construído através de formas digitais sendo que há

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também uma grande disponibilização da leitura por conta das novas tecnologias. A
internet conseguiu conectar o mundo e diminuir barreiras, o que supõe uma
democratização da leitura, da informação, do conhecimento e também da educação,
pois o novo suporte é capaz de conter informações variadas apresentadas por meio
de fotografias, textos, hipertextos.
As tecnologias de informação (TICs) marcam o mundo pós-moderno e as
relações das pessoas com a economia, cultura, lazer e educação, causando uma
verdadeira revolução no quotidiano de indivíduos, empresas e mundo. Essas
tecnologias marcam uma nova sociedade denominada “Sociedade da Informação”.
A Sociedade da Informação é marcada pela produção do conhecimento em
rede e a disponibilização desse conhecimento através das tecnologias de
informação e da internet. São milhares de pessoas conectadas, utilizando essas
tecnologias, aprendendo e absorvendo conhecimentos, pois esses conhecimentos
não ficam aprisionados nos seus contextos de produção, independente dos lugares
em que se encontram inseridos. Essas tecnologias favorecem que pessoas que
tenham interesses semelhantes possam se encontrar, se comunicar e desenvolver
uma interação que possa ser possível disseminar e desenvolver trabalhos
educativos de ensino e aprendizagem.
As redes de comunicação e informação na sociedade contemporânea
favorecem o aprendizado, a criação de um grande número de amizades e contatos
locais ou ao redor do mundo, sem a necessidade de sair de casa ou do ambiente de
trabalho, ampliando a rede de relacionamentos dos indivíduos que estão cada vez
mais envolvidos com essas mídias, pois há facilidade de interação com apenas um
“Click”.
As comunidades virtuais no mundo contemporâneo são marcadas pela
dinâmica da comunicação escrita através do Facebooks, Ttwitter, Messenger, Orkut,
internet e celular, entre outros meios de produtos midiáticos. Milhares de pessoas
são influenciadas por essa dinâmica e estão construindo ambientes de convívio
virtuais que envolvem peculiaridades próprias desses ambientes.
A

velocidade

das

informações

disponibilizadas

nesses

canais

de

comunicação é extremamente rápida. As redes sociais podem ser consideradas
como elemento para potencializar o prazer aproximando professores da realidade
dos alunos. Diante de tal situação pergunta-se como os docentes do curso de Pós-

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Graduação em Gestão da Informação, do Conhecimento e Novas Tecnologias,
percebem a utilização das redes sociais, mas especificamente o Facebook, no
processo de ensino aprendizagem.
As tecnologias de informação e as redes sociais mudaram a forma de
comunicação e a forma de aprendizagem de milhares de pessoas, incluindo neste
processo o uso de tecnologias e conteúdos mais dinâmicos e a interação com os
conhecimentos. Há uma massificação das redes sociais, elas ocupam o imaginário
de milhares de pessoas no mundo, o que inclue o Facebook.
O Facebook é uma rede social que conecta milhares de pessoas é um dos
percussores da cultura dominante das redes sociais Zancanaro (2012, p.3),
descreve o Facebook da seguinte forma:
O Facebook é um dos grandes precursores da cultura dominante das redes
sociais [...]. O Facebook foi criado no ano de 2004 por Mark Zuckerberg,
um estudante de 23 anos da Universidade de Havard. O Facebook é
definido como uma utilidade social que ajuda pessoas a compartilhar
informações e se comunicar mais eficazmente com seus amigos, familiares
e colegas de trabalho. Inicialmente o Facebook estava disponível somente a
estudantes de Havard, contudo, devido ao seu sucesso, passou a ser um
site aberto à população em geral.

O Brasil, por exemplo, é o país que mais cresce em números de usuários da
Rede Social Facebook apresentando um crescimento de 8,8 milhões em 2010 para
35 milhões de usuários em 2011 (PESSONI 2011, p.2). Esses dados demonstram o
potencial que o Facebook tem de massificar os relacionamentos, podendo se tornar
uma ferramenta de comunicação e ensino entre professores e alunos dentro das
faculdades e universidades, mas para tanto há necessidade de pesquisar como os
docentes e potenciais alunos percebem o Facebook como um canal de ensino e
aprendizagem. Analisar estes recursos desta rede social pode incrementar e ampliar
a participação da comunidade acadêmica a superar barreiras na construção do
conhecimento.
A abordagem da utilização das redes sociais como uma forma de ensino e
aprendizagem pelo meio acadêmico, ainda encontra barreiras na sua implantação,
talvez por ser uma tecnologia nova e ainda incompreendida como fonte de ensino.
A presente pesquisa visa analisar a percepção e o uso do Facebook no
ensino e aprendizagem por meio da percepção dos docentes de um curso de PósGraduação que tem como linha de pesquisa as redes sociais em seu currículo

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oportunizando que se esclareça a má compreensão acerca da utilização das redes
sociais virtuais para a construção do conhecimento na academia.
A pesquisa também procurará mapear o quanto esses profissionais estão
abertos a utilização dessas tecnologias. Afinal as universidades e faculdades
enfrentam hoje um paradoxo: elas serão dispensáveis na construção do
conhecimento e no compartilhamento, do ensino e aprendizagem ou serão parte de
um grande espaço hoje ocupado pela W.W.W?

2. AS REDES SOCIAIS O FACEBOOK E SUA UTILIZAÇÃO NAS DIVERSAS
ÁREAS DO CONHECIMENTO

As redes sociais hoje despertam curiosidade em várias áreas do
conhecimento, entre essas redes destaca-se o Facebook, uma comunidade virtual e
rede social. O Facebook foi criado em 2004, era um website voltado ao público
universitário norte-americano.
Criado em 2004, o website voltado ao público universitário norte-americano,
e logo se tornou popular mundialmente. É possível criar um perfil como
pessoa ou uma página como empresa, figura pública, marca, comunidade,
etc., elaborar enquetes, usar aplicativos, entre outros serviços. Os perfis
possuem fotos, mural de mensagens, listas de amigos, interesses pessoais
e podem ser enviadas mensagens públicas, privadas e para grupos criados
e selecionados pelos próprios utilizadores. Há vários níveis de privacidade a
serem configurados. (YAMASHITA; CASARES; VALENCIA. 2011, p.163)

Se o Facebook foi criado para o público universitário, a sua utilização no
ensino e aprendizagem desse público não poderia causar espanto, considerando
que hoje todos os dias, o mundo e as pessoas são afetadas pelo crescimento das
tecnologias da informação, afinal são milhares plugados, conectados. O profissional
da informação, do conhecimento e das novas tecnologias necessitam aprender a
aprender na Web 2.0, considerada como uma biblioteca viva além, é claro, de utilizalá de modo a favorecer sua competência informacional e seu aprendizado.
Como essa comunidade possibilita o encontro de ilimitados usuários, de todas
as partes do mundo, favorecendo a troca automática de informações, diversos
estudos estão sendo realizados em diversas áreas como, por exemplo, a
Biblioteconomia e a Ciência da Informação.

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As redes sociais estão

despertando interesse

nos bibliotecários

e

pesquisadores da Ciência da Informação. Por exemplo, de 2001 a 2009 foram
publicados 41 artigos em periódicos da Ciência da Informação (MARTELETO, 2010,
p.35).

Nesses artigos a temática das redes sociais está associada ao

compartilhamento de informações e conhecimento, ou seja, pesquisas a favor da
educação e da aprendizagem.
Minhoto e Meirinho (2011, p. 122), classificam o Facebook, como uma rede
gratuita, de fácil acesso com diversas funcionalidades que permitem o acesso a
várias informações com uma única ligação, permitindo aos programadores a criação
de aplicações externas.
No mundo inteiro as redes sociais são consideradas um fenômeno de
comunicação e acessos, em especial o Facebook. Na Espanha os profissionais da
informação se reúnem em grupos de interesse e utilizam o Facebook e outras redes
sociais para conversas, debates e construção colaborativa do conhecimento, como
exemplificando por Arroyo Vasques (2009, p.92-93).
No âmbito das bibliotecas digitais existem redes de profissionais em vários
SRS , não só de caráter profissional como o LinkedIn ou Xing, mas
geralmente como Twitter, MySpace ou Facebook, o último está triunfando
recentemente entre os profissionais espanhóis, talvez por causa de seus
muitos benefícios, totalmente gratuito e fácil de usar, mas também pelo
efeito "chamado"
de crescente exercício de atividade de difusão.
Independentemente de páginas e grupos, o maior contato profissional gera
conversas e debates, a partilha de recursos e recomendações e são
refletidas nos perfis.

Cavalcanti e Castelo Branco (2011, p.2) apresentam o Facebook como um
exemplo de “rede disseminadora de informações que exige uma compreensão deste
fenômeno, o modo de comportamentos dos coletivos, interesses e o modo de
disseminação de pensamentos e informações”.
Temas diversificados são explorados no estudo da aplicabilidade do
Facebook e a área da educação já apresenta diversos estudos sobre a sua
aplicabilidade.
3. A UTILIZAÇÃO DO FACEBOOK NA ÁREA DA EDUCAÇÃO

A Educação é uma área que também está estudando o Facebook. Um dos
focos de estudo é a viabilização do Facebook como uma ferramenta de ensino e

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aprendizagem. Entre esses estudos realizados podem-se destacar, como exemplos,
os estudos desenvolvidos na área do ensino da Arte, com o estudo na Universidade
de Houston sobre o tema: Entendendo o ambiente da mídia social para uma
emergente educação da arte por meio do modelo da comunidade Facebook,
publicado na revista Comunicação e Informação:
A investigação do uso e significados da mídia social para a educação e
pesquisa é crítica para os profissionais do ensino no Século XXI. Este artigo
apresenta aspectos de estudo sem curso de como membros de base
artística na rede social Facebook constroem e negociam mutuamente suas
experiências na comunidade por meio da hipermídia, e o que essas
experiências significam para eles. Métodos etnográficos virtuais e teoria da
atividade são usados para coletar e analisar dados de entrevistas com
participantes e observações no site, os quais revelam como os recursos da
mídia social incrementam e ampliam a participação comunitária enquanto
alteram limiares institucionalizados da educação tradicional.(HUGHES,
2010, p.1)

O artigo Sete coisas que você deve saber sobre o Facebook, publicado pela
EDUCASE comenta as implicações do Facebook no ensino e aprendizagem no
ensino superior.
Experiências de sala de aula e palestras são importantes no ensino
superior, assim como as relações que os alunos cultivam uns com os
outros e com o corpo docente. [...] Ao permitir que os usuários com uma
variedade de ferramentas possam comunicar e habitar redes online, o
Facebook pode ser uma ferramenta importante nesse processo de
desenvolvimento. (SEVEN ..., 2007, tradução nossa)

Nascimento Junior, Pimentel e Dotta (2011. p.144), reforçam a ideia de que
as “redes sociais fornecem uma grande quantidade de funcionalidades e aplicativos
que possibilitam e facilitam a comunicação e o compartilhamento de ideias e
informações, tão importantes em um processo de ensino-aprendizagem”.
Em parceria a Universidad de Buenos Aires (UBA) e a Fundação Telefônica
da Argentina também estudaram o Facebook. O projeto Educare utiliza o Facebook
em processos educacionais envolvendo a inteligência coletiva e tiveram como
participantes cerca de 250 pessoas, durante fim de 2008 e todo o ano de 2009. Da
experiência nasceu o livro El 'Proyecto Facebook' y la posuniversidad: sistemas
operativos sociales y entornos abiertos de aprendizaje. O livro contém artigos com
relatos de experiências da utilização do Facebook no processo de ensino e
aprendizagem de forma colaborativa.
No artigo El proyecto Facebook la creación de entornos colaborativos de

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ensino descrito no livro em questão, Adaime (2011, p.33), por conseguinte relata
que: “a criação de espaços educativos participativos é algo que ultrapassa a
pedagogia”. No artigo Redes Sociais na Educação à Distância: uma análise do
projeto e-Nova de Zancanaro et al (2012), analisa-se por meio de um estudo de caso
com métodos qualitativos a influência das redes sociais no apoio da Educação a
Distância (EaD) e verifica-se como ocorre a agregação de valor nesse meio. Neste
artigo os autores demonstram como foi realizado como objeto de estudo o programa
de Capacitação em Rede: Competências para o Ciclo de Desenvolvimento de
Inovações (e-Nova). Este programa foi estendido para a rede social, por conta de
todas as facilidades que esta apresenta, foi um fator de grande motivação e
agregação de valor para os estudantes.
Também Fumian e Rodrigues (2012) desenvolveram um estudo com o tema:
o Facebook enquanto plataforma de ensino com a intenção de demonstrar de que
forma o Facebook pode colaborar para o processo de ensino e aprendizagem.
Na educação formal o Facebook pode ser empregado desde o ensino
médio ao superior, incluindo cursos técnicos, cursos livres e de línguas. A
plataforma pode ser utilizada como forma de disseminar conteúdos que não
pode ser transmitidos através da grade curricular formal, com seus horários
rígidos e reduzidos e que podem ser interessantes no cotidiano dos
educandos; como forma de interação entre professores e alunos, discussão
e exercícios extras e dinâmicos sobre conteúdo já abordado em sala de
aula, proposta e divulgação de eventos educacionais ou relevantes aos
discentes. (FUMIAN, RODRIGUES, 2012, p.5)

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Ao realizar busca por publicações indexadas sobre o tema nas Bases de
Dados do Portal de Periódicos da Capes com as palavras-chaves que serviram
como mote para a pesquisa , Facebook e Educação, ambas em língua portuguesa
foram encontrados 32 artigos cuja a temática do Facebook foi estudada. A pesquisa
realizada por Patrício e Gonçalves (2010, p. 597-598) objetivou identificar e explorar
o potencial educativo do Facebook e identificar sua utilidade educativa, sobre este
estudo os autores chegaram a seguinte conclusão:
[...] Este estudo impulsionou a experimentação de novas práticas de
ensino/aprendizagem, através do Facebook, fomentando uma participação
mais activa dos alunos na sua própria aprendizagem, na partilha de
informação e geração de conhecimento, na I Encontro Internacional TIC e
Educação aprendizagem colaborativa e cooperativa e no desenvolvimento
de competências digitais e sociais para uma participação plena na
sociedade da informação e do conhecimento.

As universidades também estão realizando encontros que abordam as redes
sociais. Como exemplo, nos dias 26 e 27 de setembro de 2011, aconteceu na
Universidade de Sorocaba - SP (UNISO), campus Cidade Universitária, o IV
Encontro Nacional de Hipertexto e Tecnologias Digitais. No evento, o debate
abordado foi o hipertexto como um elemento essencial na formação e manutenção
de redes sociais e suas implicações para a educação formal e não formal e tema
central “Hipercomunidade, escola e tecnologias digitais: entre o não ainda e o já
passou”. Lafayette B. Melo do Núcleo de Aprendizagem Virtual do Instituto Federal
da Paraíba (IFPB), apresentou uma oficina cujo título foi: Como usar uma rede social
em sua aula: recursos e aplicações no Facebook. Melo (2011, p.1) ao resumir seu
projeto comenta que: é um “curso direcionado principalmente para professores de
todas as áreas e níveis, mostrando como usar o Facebook e os seus programas
para atividades interativas, seja em apoio ao ensino presencial ou no ensino a
distância”.
No curso Melo (2011, p.14) demonstra que o Facebook tem a capacidade de
agregar conteúdos de outros locais na Web e por isso pode-se inserir outros
aplicativos. São esses aplicativos que possibilitam a criação de cursos e aulas que
podem facilitar o processo colaborativo entre professores e alunos, porém é
necessário que os professores conheçam e testem estes aplicativos antes de
disponibilizar seus conteúdos.

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Algo que estão chamando a atenção para as redes sociais é a notícia
veiculada no site Hypescience: o universo em um clique (2012), [...] O departamento
de Artes e Comunicações da Newberry College (EUA) lançou uma graduação
específica sobre mídias sociais, de Twitter e Facebook, que abrirá sua primeira
turma em agosto de 2013[...]. (D’ORNELAS, 2012).
Isto evidencia a dimensão que as redes sociais estão alcançando,
ultrapassando os limites dos estudos científicos e se transformando em práticas
cotidianas no universo da educação.
É necessário lembrar que as novas tecnologias de informação e comunicação
possibilitaram a criação de redes de conhecimentos, e o ensino e aprendizagem é
construída com troca de conhecimentos. Essas redes já são uma constante para os
chamados “nativos digitais”, e com certeza, estes logo farão parte da comunidade
acadêmica em nível de graduação ou pós-graduação.

4. CARACTERIZAÇÃO DO CONTEXTO ESTUDADO
A presente pesquisa efetuou-se com os 14 docentes da Pós Graduação de
Gestão da Informação, do Conhecimento e Novas Tecnologias do Instituto de
Ensino Superior da FUNLEC, na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Essa Pós Graduação é a única no Estado de Mato Grosso do Sul que tem em
seu currículo 20 disciplinas relacionadas às temáticas das Tecnologias da
Informação, Comunicação e Organizações em Redes. Entre suas linhas de pesquisa
encontra-se a gestão da mediação e uso da informação e, intrínseco a ela, as redes
sociais.

5. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A pesquisa foi realizada com docentes do programa de Pós-Graduação em
Gestão da Informação, do Conhecimento e Novas Tecnologias, do Instituto de
Ensino Superior da FUNLEC-IESF. Buscou-se um estudo focado na abordagem
exploratória

quantitativa

e

qualitativa,

constituindo-se

no

levantamento

informações a respeito da utilização do Facebook por esses sujeitos.

de

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Realizou-se a revisão de literatura por meio de pesquisa bibliográfica na qual
utilizou-se como fonte de informação o Portal de Periódicos CAPES. As palavraschaves que serviram como mote para a pesquisa foram Facebook e Educação,
ambas em língua portuguesa.
A Coleta de dados utilizou as técnicas de questionário padronizado e repostas
abertas online, concebida e administrada pela ferramenta SurveyMonkey, cujo link
foi encaminhado por email para os participantes da pesquisa,

no período de 31 de

janeiro à 20 de fevereiro de 2013
As perguntas formuladas no questionário tinham como objetivo verificar a
percepção dos sujeitos da pesquisa sobre o uso do Facebook no processo de
ensino aprendizagem e verificar se o sujeito tinha perfil em alguma comunidade
virtual, incluindo o Facebook. Também desejava-se saber qual a opinião dos sujeitos
sobre os conteúdos disponibilizados nesta rede, verificando a condição de
educador/professor, sujeito da pesquisa, se este fazia uso das redes sociais no
processo de ensino e aprendizagem, analisando se caso fosse oferecido um curso
de ensino à distancia, utilizando o Facebook, o sujeito arguido faria ou ministraria
aula, e por último, caracterizar os participantes em relação a idade.
Estas perguntas foram elaboradas para atender os seguintes objetivos:
analisar a percepção dos docentes e potenciais alunos da Pós Graduação de
Gestão da Informação, do Conhecimento e Novas Tecnologias no uso do Facebook
no processo de ensino e aprendizagem, a fim de identificar e justificar se o
Facebook deveria ser usado como recurso/instrumento no uso do processo de
ensino e aprendizagem, recolher sugestões e verificar se uso do Facebook é mais
atraente em faixas etárias jovens.
Nesta pesquisa, optou-se por não identificar o sujeito pesquisado e nem o
caracterizar, apontando apenas como metodologia de identificação a data e o
horário dos questionários respondidos.
A coleta de dados seguiu a orientação de Lakatos e Marconi (1991, p. 166167) e obedeceu a seguinte ordem: seleção (exame minucioso dos dados),
codificação (técnica operacional de categorização) e tabulação (disposição dos
dados de forma a verificar as inter-relações).
6. ANÁLISE DOS DADOS

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O questionário foi disponibilizado por meio do SurveyMonkey, uma
ferramenta de questionário online que foi encaminhado por e-mail para os docentes
da Pós Graduação. O questionário esteve ativo no período de 31 de janeiro a 20 de
fevereiro de 2013, mas foram nos últimos cinco dias que se obteve cerca 95% das
participações.
Dos 14 convites encaminhados, quantidade esta referente a 100% do total de
docentes do curso, cerca de oito responderam o questionário, que corresponde a
57.2% do total de professores. Cem por cento dos participantes efetivos da pesquisa
apontaram que tinham perfil em uma comunidade virtual, cinco participantes
(62.5%), descreveram quais as redes que tinham e qual foi à motivação que os
levaram a possuir tal perfil e 37.5% não comentaram.
Seis participantes (75% entre os oito participantes) disseram que possuíam
perfil em mais de uma comunidade. Entre as redes mais citadas pelo seis estão: em
primeiro lugar, o Facebook, com quatro citações, em segundo lugar, o Linkendlin,
com duas e RedeeCic, RedeDiscente, Orkut, Wordpress, Google + tiveram uma
indicação cada.
FACE, TWITTER, LINKEDIN, GOOGLE + Divulgar minhas opiniões técnicas,
divulgar atividades para os alunos e manter contatos profissionais. (RESPONDIDO
EM: 31/1/2013 AS 21 H E 59 MIN.)
Facebook; Linkedin; Wordpress - A dinâmica do processo de comunicação e
informação, mesmo utilizando-as para efeitos puramente de negócios.
(RESPONDIDO EM: 4/2/2013 AS 16 H E 30 MIN.)
Facebook e Orkut. A importância de relacionamentos com pessoas amigas, por
vezes de vários anos e distantes. (RESPONDIDO EM: 4/2/2013 AS 21 H E 42
MIN.)
Estou conectado em várias redes sociais digitais (facebook, twitter, rede edicic, rede
discentes ppgci-unesp entre outros). O motivo é minha relação com o mundo do
trabalho e acadêmico. Sou um ser interconectado e fragmentado, vivencio a
cibercultura. (RESPONDIO EM: 18/2/2013 AS 16 H 44 MIN.)
Facebook. Contato com amigos e parceiros de negócios. ( RESPONDIDO EM:
19/2/2013 AS 1H 16 MIN.)

A pesquisa indica também que 87.5% do total dos sujeitos responderam
sobre os conteúdos disponibilizados no Facebook. Dentre os participantes cinco
(62,5%) dos pesquisados, tiveram em suas opiniões um ponto em comum: que há

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uma grande utilização do Facebook para as questões pessoais e pouco profissionais
e que, por isso, acabam acessando muitas coisas que não são interessantes para os
pesquisados.
Setenta e cinco por cento (75%) dos oitos sujeitos entrevistados informaram
que fazem uso das redes sociais no processo de ensino e aprendizagem. A seguir,
apresentam-se as informações compartilhadas pelos participantes da pesquisa:
Uso o site tutorar.com. br, uma rede social com foco em educação, para
postar meu conteúdo e interagir com alunos. ( RESPONDIDO EM: 19/2/2013
AS 1H 16
Muitos dos meus alunos e alunas estão interconectados através das redes
sociais digitais a qual estou vinculado. Procuro sempre que possível
apresentar conteúdos de interesse para o amadurecimento científicocultural dos mesmos. (RESPONDIO EM: 18/2/2013 AS 16 H 44 MIN.)
Sim, considerando que nas relações de trocas existem sim no processo de
ensino e aprendizagem. (RESPONDIDO EM: 18/2/2013 AS 16 H 22 MIN.)
Para contatos e informações pertinentes aos conteúdos que ministro ou
outros compatíveis com eles. (RESPONDDIO EM: 4/2/2013 AS 21 H 42 MIN.)
Dinamizam a disseminação e troca de informações entre as partes Docente e discente, possibilitando maior presteza no processo
comunicacional. (RESPONDIDO EM: 4/2/2013 AS 16 H 30 MIN.)
Procuro adiantar temas que serão discutidos em sala propondo questões
antecipadas para que os alunos expressem opiniões e venham mais
preparados. (RESPONDIO EM: 31/1/2013 AS 21 H 59 MIN.)

Com relação a utilização da rede, vinte e cinco por cento dos participantes da
pesquisa, apontaram que não usam o Facebook e apenas um justificou a resposta:
Não havia pensado em usar o facebook como ferramenta de ensino e
aprendizagem, mas apenas como uma ferramenta de comunicação entre
meus pares. (RESPONDIO EM: 2/2/2013 AS 17H E 23MIN.)

Questionados sobre a oportunidade de participação em um curso à distância
utilizando o Facebook, destaca-se uma porcentagem de 100% dos entrevistados
respondendo que sim, que fariam e ministrariam um curso à distancia utilizando o
Facebook como ferramenta.
Na pergunta que buscava verificar a caracterização da idade, por sua vez,
verificar se a idade influenciava no perfil do usuário temos: dos 65.5% que
responderam a questão, suas idades ficaram entre 30 a 60 anos, 37,5% não

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

apontaram suas idades. Por meio da análise das respostas em comparação com a
idade, verificou-se que esta não influenciaria a não utilização do Facebook como
uma ferramenta de ensino e aprendizagem, pois todos se mostraram abertos a essa
possibilidade.

7. CONCLUSÃO

Os pesquisados revelaram respostas produtivas e satisfatórias em face da
questão do uso do Facebook no processo de ensino e aprendizagem. Desta forma,
em relação as análises decorrentes dos resultados da aplicabilidade da pesquisa o
Facebook é um ponto em comum na utilização das redes sociais, ou seja, a maioria
utiliza-o. Mas, percebeu-se que ainda há um conflito entre as ideias dos
participantes da pesquisa quanto à forma de utilização, o que aponta para a
necessidade de mais estudos sobre o tema devido a tantas discussões e divisões.
Os estudos verificados na pesquisa, sobre redes sociais, que incluem o
Facebook, apontam que desde que bem utilizado, o Facebook, possibilita a
transposição de barreiras físicas e geográficas, relacionamentos com os alunos, um
excelente lugar para gestão e compartilhamento de informações, a otimização do
tempo sem horários rígidos e reduzidos, objetivando a qualidade do sucesso
educativo na gestão de conhecimentos em um contexto de ensino e aprendizagem.
Tal utilização pode resultar em outros conhecimentos na Sociedade da Informação
que venham enriquecer tanto docentes como alunos.
Nos estudos sobre o Facebook verificou-se que esta rede social apresenta a
possibilidade de ter a capacidade de agregar conteúdos de outros locais na Web e,
por isso, pode-se inserir outros aplicativos. Mas, as utilizações desses aplicativos
dependem do conhecimento e da capacitação necessária.
Como sugestão para ações futuras indica-se o avanço nas pesquisas em
torno das redes sociais, em especial o Facebook, e também a importância de que se
invista na formação contínua de docentes, nas áreas das tecnologias e redes
sociais, para que possam usar a tecnologia e os vários recursos informativos ao seu
dispor na educação e na informação, a fim de orientar os alunos no desenvolvimento
de capacidades educacionais e informacionais.

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Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

As pesquisas e ações desenvolvidas pelas diversas instituições de ensino,
tanto nacionais como internacionais, no âmbito das redes sociais e, mais
especificamente sobre o Facebook, poderão constituir-se como pilares orientadores
dos planos de ação para inserção dessa tecnologia nos plano de ensino dos
docentes e das Instituição de Ensino.
Julga-se que a presente pesquisa, além de ter propiciado uma melhor
compreensão da realidade estudada, constitui-se também como um meio de levar a
comunidade educativa em questão a uma reflexão em torno do Facebook como uma
rede voltada para educação no processo de ensino aprendizagem.
Como já ocorre em alguns países e universidades é urgente que instituições
de ensino, incluam as redes sociais, em particular o Facebook, como uma
ferramenta e ensino e aprendizagem a fim de envolver ativamente os alunos na
construção do seu próprio conhecimento.
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Redes sociais: a percepção do uso do Facebook no processo de ensino e aprendizagem pelos docentes do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação, do Conhecimento e Novas Tecnologias</text>
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              <text>Trabalho de conteúdo exploratório visando apresentar qual a percepção dos docentes do programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação, do Conhecimento e Novas Tecnologias acerca do uso do Facebook no processo de ensino e aprendizagem. A abordagem utilizada considera as contribuições de Yamashita, Casares e Valencia (2011) os quais caracterizam o Facebook como um website voltado para o público universitário norte-americano. Estudos de Nascimento Junior, Pimentel e Dotta (2011), Fumian e Rodrigues (2012), Patrício e Gonçalves (2010) que apontam para o potencial educativo do Facebook. A metodologia empregada na pesquisa recorreu a revisão de literatura e procurou apresentar o estado-da-arte em relação à temática do Facebook em ambientes de ensino e aprendizagem. Trata-se, portanto, de uma pesquisa de campo com abordagem exploratória quantitativa e qualitativa para levantamento e análise dos dados. A correspondente avaliação ocorreu por meio de um questionário padronizado com respostas fechadas e abertas, online, utilizando como ferramenta o SurveyMonkey encaminhado por e-mail para os docentes do programa Pós Graduação. O questionário esteve ativo no período de 31 de janeiro à 20 de fevereiro de 2013. De acordo com os resultados apresentados percebe-se o quanto o Facebook está presente na vida dos professores. E esses, independente da idade que apresentam, se mostram favoráveis a possibilidades de criação de um espaço colaborativo de ensino e aprendizagem mediado pelo Facebook.</text>
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