<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="2319" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/2319?output=omeka-xml" accessDate="2026-06-05T09:08:58-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="1401">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/8/2319/1430-1443-1-PB.pdf</src>
      <authentication>95f5e509e6a73690a478e3a28c5b56e4</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="28115">
                  <text>Periódicos da área de Oncologia: avaliação de acordo com o fator
de impacto do Institute for Scientific Information (ISI)

Ester Santos (UFMG) - esterlasantos@yahoo.com.br
Amanda Damasceno de Souza (CQAI) - mandafederal@hotmail.com
Resumo:
Analisa o fator de impacto dos periódicos da área de Oncologia indexados na base Web of
Science (WoS) do Institute for Scientific Information (ISI) nos dois últimos anos. O periódico
científico é descrito como um dos mais eficazes meios de comunicação científica, devendo
possuir critérios de avaliação de qualidade consistentes. Descreve a utilização do fator de
impacto do Journal Citation Reports (JCR) como um dos indicadores bibliométricos mais
utilizados para avaliar periódicos da área de ciência e tecnologia. Apresenta a área de
Oncologia e conclui que na busca pela melhor evidência na área, a utilização dos indicadores
de fator de impacto dos periódicos pode auxiliar a equipe médica na seleção dos melhores
artigos e periódicos científicos.
Palavras-chave: Periódico científico. Avaliação da produção científica. Fator de impacto.
Oncologia.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Periódicos da área de Oncologia: avaliação de acordo com o fator de impacto
do Institute for Scientific Information (ISI)

Resumo:
Analisa o fator de impacto dos periódicos da área de Oncologia indexados na base
Web of Science (WoS) do Institute for Scientific Information (ISI) nos dois últimos
anos. O periódico científico é descrito como um dos mais eficazes meios de
comunicação científica, devendo possuir critérios de avaliação de qualidade
consistentes. Descreve a utilização do fator de impacto do Journal Citation Reports
(JCR) como um dos indicadores bibliométricos mais utilizados para avaliar
periódicos da área de ciência e tecnologia. Apresenta a área de Oncologia e conclui
que na busca pela melhor evidência na área, a utilização dos indicadores de fator de
impacto dos periódicos pode auxiliar a equipe médica na seleção dos melhores
artigos e periódicos científicos.
Palavras-chave: Periódico científico. Avaliação da produção científica. Fator de
impacto. Oncologia.
Área temática: Tecnologias de informação e comunicação - um passo a frente
1 INTRODUÇÃO
Sabe-se que para existir a ciência precisa ser comunicada e segundo
Meadows (1999, p.vii) a comunicação é tão vital quanto a própria pesquisa, pois a
esta não cabe reivindicar com legitimidade este nome enquanto não houver sido
analisada e aceita pelos pares.
Uma das formas de comunicar os resultados da ciência é a publicação, pois
como destaca Vessuri (1987), a ciência que não é publicada não existe e a
publicação dos seus resultados tem três objetivos: divulgar descobertas científicas,
salvaguardar a propriedade intelectual e alcançar a fama (OKUBO, 1997).
Braga (1974) complementa que qualquer contribuição científica só é
reconhecida após ser publicada, julgada e incorporada, de alguma maneira, aos
conhecimentos já existentes. Por esses motivos, é importante a avaliação da ciência
a partir das publicações científicas de um ramo do conhecimento. Sabe-se que os
resultados das pesquisas científicas podem ser publicados em várias fontes de
informação tais como: congressos, livros, periódicos, entre outros. Mas, ressalta-se
que o periódico científico é o principal canal formal utilizado na comunicação
científica, inclusive na área da Medicina.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Durante séculos os médicos aprenderam a sua profissão com os mestres e
na prática cotidiana, sendo que a leitura de artigos de periódicos é recente na
Medicina. Para Moreira (2011, p.15), com a introdução do método científico para a
busca de conhecimento, este modelo de aprendizado mudou radicalmente. O autor
prossegue:
“No final da década de 1980 e início dos anos 90, devido ao custo em elevação da
atenção médica, surgiu um novo paradigma para a tomada de decisão, com foco na
intervenção médica visando a melhoria de resultados, a ênfase no significado que o
resultado tem para o paciente e o público em geral, além da explicita documentação
da qualidade da evidência científica” (MOREIRA, 2011).

Tal prática médica foi denominada medicina baseada em evidência. Ela é
conceituada por Sackett et al (1996) como o uso consciente, explícito e judicioso da
melhor evidência existente, para a tomada de decisões, acerca do cuidado de
pacientes individuais. Sendo assim, é importante que o profissional da Medicina
utilize tanto a sua experiência clinica quanto a melhor evidência científica.
Entretanto, a ênfase na evidência científica levou a explosão de artigos
publicados na literatura médica, além do surgimento de muitos periódicos científicos
na área. A decisão/escolha de artigos de periódicos ou do periódico a ser lido é
muito importante. Para isso existem critérios que avaliam a qualidade do periódico e
ajudam o pesquisador a selecionar os melhores artigos e contribuem para o
aprimoramento da ciência e da prática clinica.
Segundo Moreira, (2011, p.15) em 1981, o Departamento de Epidemiologia
Clínica e Bioestatística da Universidade McMaster, do Canadá, publicou um roteiro
sobre como decidir qual artigo deve ser lido na íntegra, onde são destacados, entre
outros, aspectos como se o título do artigo é interessante, se os autores possuem
boas referências, se os resultados são válidos, se foram incluídos pacientes em
inicio da doença.
Já para Meadows (1999, p.89) uma forma de avaliar a qualidade consiste em
avaliar o nível de interesse dos outros pela pesquisa. O método mais simples de
medir isso é por meio da quantidade de citações dessa pesquisa na bibliografia
ulterior. E uma das ferramentas utilizadas é a quantidade de citações que
determinado periódico possui em uma determinada área temática.
No contexto da busca pela melhor evidência científica na Medicina, a
qualidade das fontes de informação utilizadas pelos profissionais é de suma

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

importância. Desse modo, os artigos lidos por eles precisam ser oriundos periódicos
de qualidade. Sendo assim, o objetivo do trabalho é analisar o fator de impacto dos
periódicos da área de Oncologia indexados na base Web of Science do Institute for
Scientific Information (ISI) nos últimos dois anos. Espera-se que o trabalho possa
auxiliar os oncologistas a realizar uma avaliação crítica da qualidade da literatura
científica, principalmente dos periódicos e artigos de periódicos, sabendo identificar
a qualidade da evidência obtida e extrair dela as informações necessárias à sua
tomada de decisão.
A importância do trabalho se dá pela carência de estudos relacionados a
utilização de

indicadores bibliométricos para avaliar os periódicos da área de

Oncologia. No que se refere especificamente ao estudo do fator de impacto dos
periódicos da área, a escassez de trabalhos é ainda maior.
Alia-se a essas questões ao fato do envelhecimento da população brasileira,
sendo crescentes os casos de diagnóstico de câncer no País e da complexidade do
tratamento da doença, devido à angústia provocada no paciente e nos familiares. A
equipe médica necessita estar apoiada em informações provenientes de fontes
confiáveis.
2 O PERIÓDICO CIENTÍFICO
Os periódicos científicos apareceram no século XVII na Europa, em uma
época marcada por mudanças em toda a sociedade, inclusive no campo científico.
Conforme

afirma Mueller (2000, p.73) até o século XVI a ciência era feita por

filósofos, que usavam a argumentação e dedução para explicar os fenômenos da
natureza. A partir do século XVII ocorre uma grande mudança no meio científico: a
dedução deixou de ser aceita como método principal de pesquisa, e a comunidade
científica começa a exigir evidências baseadas na observação e na experiência
empírica para que os conhecimentos resultantes pudessem ser considerados
científicos.
Com o advento da ciência moderna fez-se necessário uma comunicação
rápida e precisa sobre uma experiência ou observação específica, que permitisse a
troca também rápida de idéias e a crítica entre todos os cientistas interessados no
assunto em questão. (MULLER, 2000, p.73). Daí a necessidade de um novo meio de
comunicação rápido e de alcance maior que os utilizados até então: o periódico

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

científico.
Para Meadows (1999, p.6) o Journal des Sçavans tem boas razões para ser
chamado a primeira revista em sentido moderno. Ainda de acordo com o autor,
pode-se considerá-lo o precursor do periódico moderno de humanidades.
Verifica-se que o surgimento do periódico científico trouxe implicações
importantes para a comunicação científica, na medida em que houve uma
formalização do processo de comunicação (MEADOWS,1999, p.7).
É importante apresentar o conceito de periódico:
(...) revista (journal, em inglês) é muitas vezes empregada como uma maneira
abreviada de nos referirmos a uma coletânea de artigos científicos escritos por
diferentes autores. Conjuntos desses artigos são reunidos a intervalos, impressos,
encadernados e distribuídos sob um título único (MEADOWS, 1999, p.7).

Mueller (2000, p.75) destaca quatro funções atuais do periódico científico:
comunicação formal dos resultados da pesquisa original para a comunidade
científica e demais interessados, preservação do conhecimento registrado,
estabelecimento da propriedade intelectual e manutenção do padrão de qualidade
na ciência.
Com o desenvolvimento das tecnologias e devido aos problemas inerentes
aos periódicos impressos, tais como o alto custo da manutenção de coleções, surgiu
o periódico eletrônico. Eles possuem artigos com texto integral, são disponibilizados
via rede e com acesso online, podendo existir ou não em versão impressa ou em
qualquer outro tipo de suporte (MUELLER 2000, p.76).
2.1 Critérios de qualidade do periódico científico
A qualidade de um periódico científico pode ser mensurada por diversos
fatores. A maior parte dos modelos de avaliação pesquisados abrange basicamente
o mesmo núcleo de elementos: aspectos de forma e conteúdo dos periódicos.
Gonçalves, Ramos e Castro (2006, p.175) afirmam que os aspectos formais
são os mais comumente aferidos na avaliação de revistas, e tratam de seu formato e
apresentação, basicamente ligados à qualidade da produção editorial. Ainda
segundo as autoras, os principais aspectos formais que devem ser avaliados são:
periodicidade e pontualidade, duração, normalização, trabalho editorial, difusão e

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

indexação, endogenia e indicadores bibliométricos.
Já os aspectos de conteúdo devem ser analisados por especialistas com
experiência e visão ampla do contexto acadêmico-científico daquela comunidade
específica. Ainda segundo as autoras o caráter científico, a revisão por pares e o
corpo editorial devem ser analisados no periódico.
É preciso ressaltar que, sob a ótica da comunicação científica, as questões
relativas às avaliações realizadas pelas bases de dados e pelas agências de apoio à
pesquisa, devem ser aprofundadas.
Nesse sentido, Packer e Meneghini (2006, p.237) apresentam o conceito de
visibilidade dos periódicos. Para os autores, quanto maior for o prestígio (ou a
visibilidade) do periódico, mais reconhecida tende ser essa certificação.
A visibilidade dos periódicos ocorre em duas dimensões principais: ser
referência (de qualidade e credibilidade) no âmbito de uma disciplina ou área
temática e ser indexado em índices de prestígio internacional e nacional.
Existem vários índices especializados em diversas áreas do conhecimento
como o

Biological Abstracts (nas áreas de Ciências Agrárias, Biológicas e da

Saúde), o SciElo (multidisciplinar da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal) e a
Web of Science (multidisciplinar internacional), cujo produto JCR (Journal Citation
Reports) é objeto de estudo deste trabalho e será descrito em maior profundidade no
próximo tópico.
Tal avaliação pode ser feita de diferentes maneiras com a finalidade de se
conhecer os pesquisadores e instituições que são destaque em determinada área e
que contribuem para o seu avanço. Além disso, as modalidades de avaliação
auxiliam os órgãos do governo e as agências financiadoras na elaboração de
políticas científicas para direcionar os recursos financeiros e humanos.
3 INDICADORES BIBLIOMÉTRICOS: O FATOR DE IMPACTO (FI)
De acordo com Mugnaini, Carvalho e Campanatti-Ostiz (2006, p.316) a
amplitude da ciência produzida em um país pode ser apontada pela mensuração de
sua produção bibliográfica e a representação deste tipo de dado é um dos papéis da
Ciência da Informação.
Nesse processo são utilizadas técnicas de medição oriundas da Cientometria
ou Cienciometria, que é a ciência que mede a ciência e apoiada em indicadores

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

bibliométricos, fornece mecanismos que permitem traçar a perspectiva de uma área
específica, além de apontar suas tendências e servir de referencial para políticas
públicas ou institucionais (MUGNAINI, CARVALHO e CAMPANATTI-OSTIZ, 2006,
p.316).
Para Oliveira e Gracio (2011, p.18) apesar das controvérsias e ressalvas
apontadas

por

estudiosos,

as

análises

bibliométricas

têm

se

mostrado

procedimentos tangíveis e confiáveis, que utilizam indicadores de produção, ligação
e citação, explicitando, além da produtividade, a relevância e impacto dos autores,
periódicos, instituições, grupos ou países, nas diferentes áreas do conhecimento.
A seguir é descrito o contexto de surgimento da Bibliometria:
Em 1969, o termo Bibliometria foi definido como a aplicação da matemática e de métodos
estatísticos aos artigos científicos e aos outros meios de comunicação. É considerada marco
na tentativa de elaboração de modelos para mensuração da ciência os trabalhos de Bradford
e Zipf, que apresentaram modelos teóricos da dispersão de publicações e de palavras em
linguística, indicando a regularidade do comportamento estatístico destes tipos de dados. A
partir desses estudos que que surgiu a fundação do Institute of Scientific Information (ISI) em
1958, por Eugene Garfield. (MUGNAINI, CARVALHO e CAMPANATTI-OSTIZ, 2006, p.320).

Na década de 80, surgiu um novo conceito de estudos quantitativos da
informação, proposto por Tague-Sutcliffe: a informetria:
ela é um subcampo emergente da Ciência da Informação, baseado na combinação
de avanços em recuperação de informação e estudos quantitativos de fluxos de
informação, que se tornaram muito mais acelerados à medida que os meios de
informação se desenvolveram dentro da era digital, principalmente com o advento da
Internet, que possibilitou um salto ainda maior, permitindo a análise de fluxo
informacional na Web e estudos baseados na contagem de links para análise da
relação entre sítios (MUGNAINI, CARVALHO e CAMPANATTI-OSTIZ, 2006, p.320).

Antes de adentrar na temática Fator de Impacto (FI), faz-se necessário
apresentar o conceito e os objetivos dos indicadores bibliométricos.
De acordo com Lara (2006, p.399) indicadores bibliométricos são medidas
quantitativas que se baseiam em análises estatísticas usadas para estudar as
características de produção e uso de registros bibliográficos de determinada área do
conhecimento. São utilizados principalmente para verificar a frequência, a qualidade
dos trabalhos científicos e a produtividade dos pesquisadores.
No contexto da avaliação do desempenho dos periódicos científicos, tem-se,
entre os vários indicadores bibliométricos, a frequência de citações e o fator de
impacto. Para Lara (2006, p.397), o fator de impacto é a medida bibliométrica que

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

indica a relevância ou influência de uma publicação científica, geralmente periódica,
ou grupo de documentos com base na média de suas citações num determinado
período de tempo, geralmente dois anos. O fator de impacto de um periódico num
determinado ano mede a relação entre o número de citações que um periódico tem
em um determinado ano e o número de artigos publicados nos dois anos anteriores.
A fórmula original de Garfield para o cálculo do FI entre os periódicos
indexados no ISI é a seguinte:o fator de impacto é o resultado do número de
citações C que um periódico recebe em dois anos, dividido pelo número de todos os
artigos neles publicados, neste mesmo período (A). Portanto, seu cálculo é realizado
pela fórmula : FI= C/A.
O fator de impacto surgiu, segundo Strehl (2005, p.20) na década de 60
quando Garfield e Irving H. Sher criaram o Journal Impact Factor para desenvolver
um método de seleção dos periódicos no então recém publicado Science Citation
Index (SCI).
Um dos indicadores de fator de impacto mais utilizados para avaliar a
qualidade de um periódico é o Journal Citation Reports (JCR).Trata-se de uma base
de dados publicada pelo ISI, localizado na Filadélfia (EUA) e produzido pela editora
Thomson Reuters, que permite avaliar os principais periódicos
Ciências e

científicos

em

Ciências Sociais do mundo.

Ainda de acordo com Strehl (2005, p.20) são publicados anualmente no JCR
três indicadores por título de periódico:o índice de citação imediata (immediacy
index), a meia vida das citações (cited half-life) e o índice bibliométrico mais
conhecido e utilizado, o fator de impacto (impact factor), que é o foco desse trabalho.
A meia vida das citações está relacionada a obsolescência da literatura. Ainda
segundo a autora a meia vida é o tempo (em anos) para que 50% das citações
recebidas por um periódico apareçam na literatura.
Strehl (2005, p.22) prossegue afirmando que o índice de citação imediata
corresponde ao número de vezes que um artigo corrente de um periódico científico é
citado durante o ano que foi publicado. Ele representa a rapidez com que um

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

trabalho é citado, sendo que, quanto menor o tempo transcorrido da publicação de
um documento e sua citação em outros, maior será o seu valor.
Pinto, Igami e Bressiani (2010, p. 203) destacam que o fator de impacto é
uma das medidas mais conhecidas para avaliação de revistas, e é utilizada pelo ISI
e também por outros institutos e bases de dados, tais como a experiência da SciElo
e Scopus.
Obviamente, sempre levando em conta inúmeras outras variáveis, esses
indicadores, são importantes subsídios para as universidades e agências de fomento
à pesquisa, na formulação de políticas científicas. Mugnaini, Carvalho e CampanattiOstiz (2006, p.326) complementam que o fator de impacto demonstra o quanto, em
média, um trabalho publicado num periódico específico influenciou o trabalho de
pesquisadores subsequentes nos segundo e terceiros anos posteriores à publicação
inicial daquele trabalho.
O fato que mais qualifica a Web of Science e o JCR, é o seu uso como fonte
de informação referencial nas diferentes instâncias e comunidades internacionais e
nacionais de cienciometria, informetria e bibliometria, conforme exposto a seguir:
São fontes mundiais comumente utilizadas para medir a produção científica dos países, das
áreas temáticas e também dos pesquisadores. A grande maioria dos estudos cienciométricos
internacionais considera os artigos publicados em periódicos indexados no JCR e em muitos
casos, hierarquizados pelo fator de impacto. Fazer parte do JCR é interpretado como o mais
alto nível que um periódico pode atingir em indexação e visibilidade internacional PACKER e
MENEGHINI, 2006, p.247).

Lara (2006, p. 399) chama a atenção para o fato de que os indicadores
bibliométricos não devem ser utilizados isoladamente, pois representam aspectos
parciais do comportamento dos objetos observados. Para ela, há evidências de que
o impacto da produtividade científica está associado também a fatores externos à
essência da pesquisa, a exemplo dos estudos sobre a experiência do pesquisador e
sua presença em colégios invisíveis.
Outro aspecto destacado por Bordons et al (2002) é a necessidade de
adequação do fator de impacto para a mensuração de pesquisa em países
periféricos, frisando a importância de complementar dados de citação do ISI com
dados de revistas locais, alertando para a dificuldade de tempo e dinheiro para
obtenção deste tipo de fonte de informação.
No âmbito da América Latina e Caribe, a utilização da base SciElo (Scientific

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Eletronic Library Online), que é um projeto da FAPESP, CNPq e BIREME, para
complementar os estudos de produtividade científica da ISI é muito importante.
Packer (1998) destaca que o SciElo possui coleções de periódicos de qualidade
publicados em acesso aberto inclui a publicação de inicadores bibliométricos, entre
eles o fator de impacto.
4 APRESENTAÇÃO DA ÁREA ESTUDADA
A área de Oncologia é também chamada no Brasil de Cancerologia. Trata-se
da

especialidade médica que estuda os tumores, que podem ser benignos ou

malignos. A palavra Oncologia tem origem grega: “oykos"= volume, tumor e é um
ramo da patologia que estuda as neoplasias (INSTITUTO NACIONAL DE
CÂNCER,2012).
Nesse sentido, faz-se necessário apresentar a definição de câncer. Trata-se
do nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o
crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se
rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis,
determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras
regiões do corpo (INFOGUIA, 2013).
As causas do câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao
organismo, estando inter-relacionadas. As causas externas referem-se ao meio
ambiente e aos hábitos ou costumes próprios dos indivíduos. As causas internas
são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, e estão ligadas à
capacidade do organismo de se defender das agressões externas.
Existem vários tipos de câncer, pois a doença pode surgir em qualquer órgão
do corpo, sendo que os mais afetados são o pulmão, mama, colo do útero, próstata,
cólon e reto (intestino grosso), pele, estômago, esôfago, medula óssea (leucemias) e
cavidade oral (boca).
Até poucos anos um diagnóstico de câncer era visto como uma sentença de
morte. Hoje, a doença já pode ser tratada por novas tecnologias mais modernas e
menos agressivas, como os medicamentos alvo moleculares, que agem diretamente
sobre as células cancerígenas, preservando as células saudáveis que sofriam com a

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

quimioterapia.
Sabe-se que a Medicina evoluiu bastante e pode-se dizer que o câncer já é
uma doença curável, desde que descoberta precocemente. Os medicamentos de
tecnologia alvo molecular têm atuação mais direcionada, atacando especificamente
as células doentes. Eles identificam os genes doentes e agem sobre eles. Antes, a
quimioterapia atacava células tumorais e as saudáveis, também. As drogas de hoje
são mais diretas, atacam a causa do problema. Vale ressaltar que o médico é quem
vai escolher o tratamento mais adequado de acordo com a localização, o tipo do
câncer e a extensão da doença.
Segundo o oncologista André Márcio Murad, professor do Departamento de
Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG), há um pacote de drogas que atende basicamente a vários tipos de câncer
e que é disponibilizado integralmente pela saúde pública. O tratamento da grande
maioria dos tumores é contemplado pelo Sistema Único de Saúde (SUS ).
É importante observar que o tratamento oncológico é sempre muito
individualizado, respeitando as necessidades e possibilidades terapêuticas de cada
paciente com câncer. Pode ter intenção curativa ou paliativa (alívio dos sintomas
objetivando uma melhora da sobrevida e da qualidade de vida).
O câncer é uma doença que está entre as principais causas de morte no
mundo e no Brasil a segunda causa de mortalidade. No Brasil a estimativa do
Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o ano de 2012 foi de 518.510 casos novos
de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma, sendo que são esperados um
total de 257.870 casos novos para o sexo masculino e 260.640 para o sexo feminino
(INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, 2012).
Por se tratar de uma doença tão complexa, necessita de um enfoque
multidisciplinar. Por isso, a Oncologia conta com o auxílio de outras especialidades,
como cirurgia, pediatria, patologia, radiologia, psiquiatria e outras. Portanto, na
Oncologia atual é de suma importância o tratamento multidisciplinar, envolvendo
médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos e assitentes sociais.
O profissional que é especializado no tratamento do câncer é o oncologista,
que é o médico clinico que prescreve os tratamentos, sendo que um bom tratamento
deve ser indicado para todos os tipos de câncer, mesmo para aqueles em que a

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

chance de cura é pequena.
Caso a cura não seja possível, cabe ao médico oncologista apontar ao
paciente com câncer um segundo objetivo, que seria uma satisfatória remissão da
doença, fazendo com que o paciente fique bem consigo mesmo pelo maior tempo
possível, longe de efeitos do câncer e de hospitalizações (INSTITUTO NACIONAL
DE CÂNCER, 2012).
5 METODOLOGIA
A fonte de dados utilizada para esta pesquisa foi a versão online das
principais bases de dados da Web of Science Wos (Science Citation Expanded;
Social Sciences Citation e

Arts e Humanities Citation, publicada pela empresa

Thomson Scientific Information, considerada uma das bases de dados científicas de
cobertura multidisciplinar mais abrangente e com rigorosos critérios de qualidade.
A base Web of Science foi acessada via Portal de Periódicos da Capes, na
opção “Buscar base”. No período de janeiro a março de 2013 foi feito um
levantamento na base de dados , a partir da aba Additional Resources e em seguida
em Journal Citation Reports (JCR). Escolheu-se a opção de visualizar os periódicos
por categoria de assunto e selecionou-se “Oncology” para verificar o fator de
impacto dos títulos de periódicos da área e que estavam indexados na base.
Posteriormente os periódicos foram ordenados por ordem crescente de fator
de impacto, sendo que os títulos foram mostrados do mais alto para o menor fator de
impacto.
6 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Foram recuperados um total de 196 títulos de periódicos da área de
Oncologia, e devido aos limites desse estudo, trabalhou-se com um um universo de
20 títulos, ou seja, considerando os 20 maiores fatores de impacto. Na TAB .1 são
relacionadas as revistas juntamente com os respectivos fatores de impacto:
Tabela 1- Fator de impacto dos periódicos da área de Oncologia
Ordem

Título abreviado

Título por extenso

ISSN

Total de

Fator de

citações impacto

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

1

CA CANCER J

CA-A CANCER JOURNAL FOR

0007-9235

10976

101.780

CLINICAL

CLINICIANS

2

NAT REV CANCER

NATURE REVIEWS CANCER

1474-175X

28602

37.545

3

CANCER CELL

CANCER CELL

1535-6108

19726

26.566

4

LANCET

LANCET ONCOLOGY

1470-2045

13237

22.589

JOURNAL OF CLINICAL

0732-183X

120262

18.372

0027-8874

35847

13.757

1759-4774

1558

11.963

0167-7659

4501

10.573

ONCOLOGY
5

J CLIN ONCOLOGY

ONCOLOGY
6

J NATL CANCER I

JOURNAL OF THE NATIONAL
CANCER INSTITUTE

7

NAT REV CLIN

NATURE REVIEW CLINICAL

ONCOLOGY

ONCOLOGY

CANCER METAST

CANCER AND METASTATIS

REV

REVIEWS

9

LEUKEMIA

LEUKEMIA

0887-6924

17255

9.561

10

BBA-REV CANCER

BIOCHIMICA ET BIOPHYSICA

0304-419X

3046

9.380

1743-4254

1527

8.000

8

ACTA REVIEWS ON CANCER
11

NAT CLIN PRACT

NATURE CLINICAL PRACTICE

ONCOLOGY

ONCOLOGY

12

CANCER RES

CANCER RESEARCH

0008-5472

138772

7.856

13

STEM CELLS

STEM CELLS

1066-5099

17241

7.781

1078-0432

60853

7.742

JOURNAL OF MAMMARY GLAND 1083-3021

1972

6.741

0065-230X

1838

6.733

SEMINARS IN CANCER BIOLOGY 1044-579X

3861

6.475

14
15

16

CLIN CANCER RES CLINICAL CANCER RESEARCH
J MAMMARY
GLAND BIOLOGY

BIOLOGY AND NEOPLASIA

ADV CANCER RES

ADVANCES IN CANCER
RESEARCH

17

SEMIN CANCER
BIOL

18

ANN ONCOLOGY

ANNALS OF ONCOLOGY

0923-7534

19905

6.425

19

ONCOGENE

ONCOGENE

0950-9232

58176

6.373

20

J PATHOL

JOURNAL OF PATHOLOGY

0022-3417

13421

6.318

Fonte:JOURNAL CITATION REPORTS, 2013

Percebeu-se que o periódico de mais alto fator de impacto é o do título CA-A

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Cancer Journal for Clinicians com índice 101.78. Ele se sobressai sobre o periódico
Nature Reviews Cancer em número de citações e fator de impacto, uma vez que
recebeu mais de três vezes o número de citações que o segundo lugar da lista.
As demais revistas que se destacaram foram: Cancer Cell, Lancet Oncology e
Journal of Clinical Oncology. De modo geral, percebeu-se que o número de citações
recebidos pelos periódicos é alto e o fator de impacto é bastante expressivo dentro
da área de Oncologia. Sendo assim, pode-se afirmar que trata-se de revistas que
são bastante procuradas pelos pesquisadores internacionais no momento de
publicar suas pesquisas e também são bastante consultadas, devido ao alto número
de citações recebidas pelos artigo.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No trabalho, pode-se verificar, quais são os títulos de periódicos da área de
Oncologia que possuem o mais alto fator de impacto, segundo o ISI. Ou seja,
aqueles cujos artigos receberam o maior número de citações. E considerando todas
as limitações do fator de impacto do ISI como instrumento de avaliação,
demonstradas nas seções anteriores, é preciso ressaltar que os títulos de periódicos
publicados e citados na base ISI são aqueles de maior relevância e influência no
cenário internacional, pois são constantemente revisados por especialistas da área
de Oncologia e Ciência da Informação, assegurando desse modo o padrão de
qualidade.
Sendo assim, os indicadores de fator de impacto para os periódicos
oncológicos podem orientar os profissionais da área a selecionar os melhores
artigos para pesquisa e prática clínica, contribuindo também para uma melhor
evidência no diagnóstico e tratamento de pacientes com câncer. Ressalta-se, no
entanto, que é necessário ter outros parâmetros de avaliação dos periódicos para
complementar aqueles utilizados pelo fator de impacto.
Recomenda-se que se dê continuidade a este estudo, propondo que a
pesquisa seja feita em outras bases de dados como a Scopus, que surgiu em 2011
para competir com a Thompson ISI Web of Science. Outra sugestão de trabalho
futuro é a avaliação das publicações nacionais da área de Oncologia, utilizando-se
indicadores bibliométricos de bases de dados nacionais como a SciElo e QUALIS,

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

que é a classificação feita pela CAPES, dos veículos utilizados pelos programas de
pós-graduação, para a divulgação da produção intelectual de seus docentes. Isso é
importante, pois sabe-se que pesquisas de ponta são também publicadas em
periódicos nacionais não indexados no ISI. Tais estudos podem complementar os
indicadores fornecidos pelo ISI.
Outro trabalho relevante é o cálculo do índice H dos pesquisadores da área
de Oncologia. O índice H ou H-Index, é uma proposta para quantificar a
produtividade e o impacto de cientistas baseando-se nos seus artigos (papers) mais
citados. Pode também ser aplicado para estimar a produtividade e o impacto de um
grupo de cientistas, de um determinado departamento ou de um país.
REFERÊNCIAS
BORDONS, M.; FERNÁNDEZ, M.T.; GÓMEZ, I. Advantages and limitations in the
use of impact fator measures for the assessment of research performance in a
peripheral country. Scientometrics, v.53, n.2, p.195-206, 2002.
BRAGA, G. M. Informação, ciência, política científica: o pensamento de Derek de
Solla Price. Ciência da Informação, Brasília, v.3, n.2, p.155-177, 1974.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, INCA (Brasil). Coordenação Geral de Ações
Estratégicas. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Estimativa 2012 : incidência
de câncer no Brasil / Instituto Nacional de Câncer. Rio deJaneiro : INCA, 2011. 118
p. Disponível em:&lt;http://www.inca.gov.br/estimativa/2012/estimativa20122111.pdf.&gt;
Acesso em 04 março 2013.
INSTITUTO Oncoguia. Disponível em:&lt;http://www.oncoguia.org.br&gt;. Acesso em: 05
fev. 2013.
JOURNAL Citation Reports Thomson Scientific/ ISI Web Services. Disponível em:
&lt;http://thomsonreuters.com/products_services/science/science_products/a
z/journal_citation_reports/&gt;. Acesso em: 15 mar. 2013.
LARA, Marilda Lopes Ginez.Termos e conceitos da área de comunicação e produção
científica. In: POBLACION, Dinah Aguiar; WITTER, Geraldina Porto; SILVA, José
Fernando Modesto da. Comunicação &amp; produção científica: contexto, indicadores
e avaliação. São Paulo: Angellara, 2006. Glossário, p.387-414.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos/Livros,
1999. 268 p.
MOREIRA, Wagner Brant. Escolha do artigo a ser lido.In: ____________. (org,).
Leitura crítica de artigos científicos. Belo Horizonte: Sociedade Brasileira de
Oncologia Clínica (SBOC), 2011. Cap.1 p.15-20.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

MUELLER,Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico. In:CENDÓN, Beatriz
Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite; CAMPELLO, Bernadete Santos.(Orgs.)
Fontes de informação para pesquisadores e profissionais.
Belo Horizonte:
Editora UFMG, 2000. p. 73-95.Cap.5.
MUGNAINI, Rogério; CARVALHO, Telma de; CAMPANATTI-OSTIZ, Heliane.
Indicadores de produção científica: uma discussão conceitual. In: POBLACION,
Dinah Aguiar; WITTER, Geraldina Porto; SILVA, José Fernando Modesto da.
Comunicação &amp; produção científica: contexto, indicadores e avaliação. São
Paulo: Angellara, 2006. Cap.9, p313-340.
MURAD, André Márcio. Diagnóstico do câncer não é mais uma sentença de morte',
afirma
oncologista
da
UFMG.
Disponível
em:&lt;http:
www,ufmg.br/online/arquivos/027863.shtml.&gt;. Acesso em: 08 abril 2013.
OKUBO, Y. Bibliometric indicators and analysis of research systems: methods
and examples. Paris: OCDE/GD, 1997.
OLIVEIRA, Ely Francina Tannuri de; GRACIO, Maria Cláudia Cabrini. Indicadores
bibliométricos em ciência da informação: análise dos pesquisadores mais produtivos
no tema estudos métricos na base Scopus. Perspectivas em Ciência da
Informação, v.16, n.4, p.16-28, out./dez. 2011.
PACKER, Abel L.; MENEGHINI, Rogério. Visibilidade da produção científica. In:
POBLACION, Dinah Aguiar; WITTER, Geraldina Porto; SILVA, José Fernando
Modesto da. Comunicação &amp; produção científica: contexto, indicadores e
avaliação. São Paulo: Angellara, 2006. Cap.9, p.235-259.
PACKER, Abel Laerte, O SciELo: uma metodologia para publicação eletrônica.
Ciência da Informação, Brasília, v.27, n.2, p.109-121, maio/ago.1998.
PINTO, Adilson Luiz; IGAMI, Mery p. Zamudio; BRESSIANI, José Carlos. Visibilidade
e monitoramento científico na área nuclear e ciências relacionadas: uma perspectiva
a partir da produtividade do IPEN-CNEN/SP. Perpectivas em Ciência da
Informação, v.15, n.2, p.198-218, maio/ago. 2010.
SACKETT, D. L, et al. Evidence based medicine: what it isn´t. BJM, 1996, v.13,
n.312, p.71-72.
STREHL, Letícia. O fator de impacto do ISI e a avaliação da produção científica:
aspectos conceituais e metodológicos. Ciência da Informação, Brasília, v.34, n.1,
p.19-27, jan./abr. 2005.
THOMSON
Isi
Web
of
Science
2013.
Disponível
em:
&lt;https://www.ufmg.br/online/arquivos/027863.shtml&gt;. Acesso em: 20 abril 2013.
VESSURI, H. M. La revista científica periférica: el caso de Acta Científica
Venezolana. Interciencia, v.12, n.3, p.124-134, 1987.
WEBQUALIS. Qualis. Disponível em&lt;http://qualis.capes.gov.br/webqualis/&gt;. Acesso
em: 07 abr. 2013.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="8">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7176">
                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7177">
                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7178">
                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8556">
                <text>Florianópolis/SC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28106">
              <text>Periódicos da área de Oncologia: avaliação de acordo com o fator de impacto do Institute for Scientific Information (ISI)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28107">
              <text>Ester Santos</text>
            </elementText>
            <elementText elementTextId="28108">
              <text>Amanda Damasceno de Souza</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28109">
              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28110">
              <text>FEBAB</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28111">
              <text>2013</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="49">
          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28113">
              <text>Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente - Trabalho científico</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28114">
              <text>Analisa o fator de impacto dos periódicos da área de Oncologia indexados na base Web of Science (WoS) do Institute for Scientific Information (ISI) nos dois últimos anos. O periódico científico é descrito como um dos mais eficazes meios de comunicação científica, devendo possuir critérios de avaliação de qualidade consistentes. Descreve a utilização do fator de impacto do Journal Citation Reports (JCR) como um dos indicadores bibliométricos mais utilizados para avaliar periódicos da área de ciência e tecnologia. Apresenta a área de Oncologia e conclui que na busca pela melhor evidência na área, a utilização dos indicadores de fator de impacto dos periódicos pode auxiliar a equipe médica na seleção dos melhores artigos e periódicos científicos.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="66282">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="2">
      <name>cbbd2013</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
