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                  <text>O uso das redes sociais na Biblioteca da Universidade Carlos III de
Madri: delimitando as plataformas de acordo com o seu uso.

David Vernon Vieira (UFC) - profdavidvernon@yahoo.com.br
Sofia Galvão Baptista (UnB) - sofiag@unb.br
Aurora Cuevas-Cerveró (UCM) - macuevas@ccinf.ucm.es
Resumo:
A rápida adoção de plataformas de aplicativos da Web 2.0 nas Bibliotecas
Universitárias na Espanha foi gerada por uma necessidade de maior aproximação
com os usuários da Geração Y e, também, pela promoção do espaço da Biblioteca
no contexto Europeu de Ensino. O presente trabalho apresenta um panorama da
adoção das redes sociais na Biblioteca Universitária da Universidade Carlos III de
Madri na Espanha. O recurso metodológico foi composto de entrevistas com os
bibliotecários responsáveis pela atualização das redes sociais e da aplicação de
questionário no ano de 2012. O resultado da pesquisa sugere que houve uma rápida
adoção das ferramentas da Web 2.0 nesta biblioteca universitária espanhola o que
ocasionou o uso de diversas plataformas colaborativas e o estabelecimento de
normas de uso para os bibliotecários poderem interagir com os estudantes
universitários e promover a coleção de livros da biblioteca.
Palavras-chave: Redes sociais. Web 2.0. Biblioteca Universitária. UC3M, Espanha.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

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Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

O uso das redes sociais na Biblioteca da Universidade Carlos III de Madri:
delimitando as plataformas de acordo com o seu uso.

Resumo:
A rápida adoção de plataformas de aplicativos da Web 2.0 nas Bibliotecas
Universitárias na Espanha foi gerada por uma necessidade de maior aproximação
com os usuários da Geração Y e, também, pela promoção do espaço da Biblioteca
no contexto Europeu de Ensino. O presente trabalho apresenta um panorama da
adoção das redes sociais na Biblioteca Universitária da Universidade Carlos III de
Madri na Espanha. O recurso metodológico foi composto de entrevistas com os
bibliotecários responsáveis pela atualização das redes sociais e da aplicação de
questionário no ano de 2012. O resultado da pesquisa sugere que houve uma rápida
adoção das ferramentas da Web 2.0 nesta biblioteca universitária espanhola o que
ocasionou o uso de diversas plataformas colaborativas e o estabelecimento de
normas de uso para os bibliotecários poderem interagir com os estudantes
universitários e promover a coleção de livros da biblioteca.
Palavras-chave: Redes sociais. Web 2.0. Biblioteca Universitária. UC3M, Espanha.
Área-temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a
frente.

1 INTRODUÇÃO

A chegada dos usuários de bibliotecas universitárias, conhecidos como
nativos digitais, ocasionou uma mudança nos hábitos destes espaços educativos. A
necessidade de tornar estes espaços mais colaborativos que ajudem na construção
de uma aprendizagem que envolva todos os estudantes interagindo, fez com que as
bibliotecas universitárias procurassem ferramentas que pudessem promover este
ambiente de construção de conhecimento.
Neste sentido, com o surgimento da Web 2.0 e consequentemente das
aplicações, conhecidas como mídias sociais, que promovem o compartilhamento do
conhecimento, que vieram em seu bojo, trouxeram novas perspectivas para as
bibliotecas universitárias poderem melhorar a conversação com estes usuários
hiperconectados.

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2 A WEB 2.0 COMO ESPAÇO DE PARTICIPAÇÃO

O conceito inerente ao termo Web 2.0 sugere a participação dos usuários
como ponto fundamental para gerar interação e consequentemente colaboração
para a criação de conteúdo no ambiente virtual das bibliotecas.
Assim, Miller (2005) observa que a Web 2.0 é participativa e apresenta valor
para a geração de conteúdo pelo usuário. Neste caso isto significa compartilhar e
comunicar, e iniciar a cauda longa que propicia a pequenos grupos de indivíduos se
beneficiarem de peças-chave da plataforma enquanto promessa daquilo que eles
próprios precisam.
Para reforçar essas definições, Secker (2008) observa que o termo “software
social” é utilizado pelo projeto Libraries and Social Software in Education (LASSIE),
para descrever o desenvolvimento de novas ferramentas e serviços que modificaram
o modo como as pessoas usam a Internet, tornando mais fácil colaborar, comunicar
e compartilhar informações na rede.
De acordo com Kroski (2008) a Web 2.0 trabalha em comunidade e
colaboração por meio de softwares sociais. Estas novas aplicações ajudam usuários
por meio do uso de diários, a organizar e compartilhar seus dados com os outros.
Neste sentido, Arroyo Vázquez (2007) ressalta que uma das razões do
sucesso da Web 2.0 está na aplicação da sua filosofia e ferramentas em qualquer
âmbito. É assim que podemos falar de Educação 2.0, Empresa 2.0, também de uma
Biblioteca 2.0 e um OPAC1 2.0, com a intenção de aplicar estas ferramentas e a
filosofia da Web 2.0 no ambiente das bibliotecas para que os usuários colaborem da
mesma maneira que em outro serviço da Web 2.0.

3 AS MÍDIAS SOCIAIS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

O conceito de mídia social, também chamada de softwares sociais, faz
referência ao conjunto de aplicações tecnológicas que permitem aos usuários
comunicar-se entre eles e seguir estas conversações por meio da Web 2.0.
1

Catálogo em linha de acesso público (do inglês, Online Public Access Catalog‐OPAC)

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Margaix-Arnal (2007) observa que estas aplicações permitem aos usuários de
bibliotecas manter conversações bidirecionais, avaliar conteúdos de sítios web,
organizar conteúdos de sítios web por meio do etiquetamento social, ou ainda,
compartilhar conteúdo multimídia de sítios web e ainda representar relações sociais
entre os participantes das redes sociais onde as bibliotecas tem presença.
Esta presença que muitas vezes é confundida entre o aspecto físico e o
virtual pode ser percebido pela adoção de mundos virtuais como o Second Life onde
é possível recriar a realidade que vivemos de forma que podemos viver e interagir
de forma virtual com objetos da biblioteca e também com bibliotecários num espaço
tridimensional conforme destaca Tosete (2009).
Ainda neste contexto de tempos de crise onde as bibliotecas universitárias
precisam justificar cada vez mais seus serviços, observa-se que a adoção das
mídias sociais pelas bibliotecas universitárias favorece também o marketing das
unidades de informação devido a estas ferramentas em sua versão mais simples
serem gratuitas como observa González Fernández-Villavicencio (2009).
Grande parte da literatura de uma forma geral enumera como ferramentas da
Web 2.0 utilizadas pela Biblioteca 2.0: os Blogs e Microblogs (ex: Blogger e Twitter) ,
a tecnologia de sindicação de conteúdo RSS, as Wikis, os Podcasts, o
compartilhamento de vídeos (Ex: Youtube, Vimeo, etc.), o compartilhamento de
imagens (Ex: Flickr, Picasa), os serviços de mensagem instantânea, os marcadores
sociais (Ex. Delicious), e as redes sociais (Ex. Facebook). (ARROYO VÁZQUEZ;
MERLO VEJA, 2007; MARGAIX-ARNAL, 2007)
Assim, Rogers (2009) destaca que as bibliotecas estão adotando as mídias
sociais para: a promoção dos serviços gerais da biblioteca (79%), o marketing
específico de serviços ou programa voltado para adultos (57,3%), estarem dirigidas
a novos usuários, ou usuários potenciais (53,1%), e também oferecer atualizações
rápidas aos usuários de bibliotecas (53,1%).
Manso-Rodríguez (2012) ressalta ainda que as redes sociais podem servir
para o desenvolvimento de clubes de leitura que ajudem no fomento à leitura, porém
muitas bibliotecas desconhecem a forma por onde começar, como avaliar a eficácia

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das redes sociais e de que forma elas fomentam a leitura dos livros por meio destes
espaços virtuais colaborativos.
Em levantamento realizado em bibliotecas universitárias espanholas para
conhecer a realidade da adoção das mídias sociais nestas bibliotecas Morillas e
Díaz (2011) constataram que tanto as redes sociais(Facebook, em particular), como
os blogs são serviços bastante utilizados e de uso estabelecido nas bibliotecas
universitárias espanholas. Ainda que o emprego do microblog Twitter começa a
estender-se, a rede social Facebook segue sendo a rede mais usada por um número
elevado de bibliotecas.

4 METODOLOGIA

Este estudo é fruto de uma pesquisa de natureza qualitativa com uso de
estudo de caso. A escolha se deve ao fato de a Biblioteca Universitária em questão
ser considerada uma das percussoras da adoção da Web 2.0 em terras espanholas.
Os procedimentos que foram utilizados para a realização da presente
pesquisa são divididos em cinco fases distintas: pesquisa bibliográfica, elaboração,
revisão e aplicação do instrumento de pesquisa, tratamento dos dados coletados,
levantamento documental, e entrevistas com os bibliotecários para conhecer os
resultados da pesquisa. Aqui nas entrevistas descritas colocamos as iniciais do
nome de cada bibliotecário para preservar sua identidade.
Os procedimentos que foram utilizados para a realização da presente
pesquisa são divididos em cinco fases distintas: pesquisa bibliográfica, elaboração,
revisão e aplicação do instrumento de pesquisa, tratamento dos dados coletados,
levantamento documental, e entrevistas com os bibliotecários que participam do
processo de criação de perfis das mídias sociais, publicação de conteúdo e
estabelecimento de normas de uso para obtenção de explicações sobre os
resultados da pesquisa.
A pesquisa foi realizada no período de março de 2012 a maio de 2012 com
visita ao Campus de Colmenarejo da Universidade Carlos III de Madri (UC3M) e

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também o levantamento on-line dos perfis que compõem as mídias sociais criadas
para esta biblioteca universitária.

5 ESTUDO DE CASO UC3M

A Universidade Carlos III de Madri é uma Universidade Pública que foi
fundada em 1989, ou seja, possui apenas 24 anos que, para os padrões europeus
pode ser considerada uma universidade nova. A Biblioteca do Campus de
Colmenarejo da UC3M na qual foram realizadas as entrevistas foi inaugurada em
1999, e fica distante cerca de 40 quilômetros do centro de Madri na Espanha. Esta
biblioteca universitária possui 14 colaboradores que trabalham em suas instalações
que atendem a aproximadamente 3.100 estudantes.
O nível de automação dos serviços oferecidos pela biblioteca é alto,
oferecendo entre aqueles considerados básicos como o Sistema de Gestão do
Acervo com o Catálogo OPAC, sala com redes de computadores e acesso a rede
sem fio para os usuários, bem como a disponibilização de dispositivos leitores de ebook, acesso a bases de dados e um sítio web da biblioteca com links para os perfis
da biblioteca nas mídias sociais que podem ser acessados diretamente da página de
pesquisa do Catálogo OPAC no link http://biblioteca.uc3m.es/.
É possível destacar, as seguintes mídias sociais adotadas pela biblioteca da
UC3M, a saber: a rede social Facebook2, o sítio web de compartilhamento de vídeos
Youtube3, a rede social Tuenti4, o sítio web de compartilhamento de fotos Flickr5, o
microblog Twitter6, o mundo virtual Second Life7, a rede temática visual Pinterest8 e
o agregador de notícias Netvibes9. Contudo, o modelo de apresentação das
2

Facebook Biblioteca UC3M. Disponível em:&lt;http://www.facebook.com/biblioteca.UC3M&gt;. Acesso em: 20 mar.
2013.
3
Youtube Biblioteca UC3M. Disponível em:&lt; http://www.youtube.com/uc3mbiblioteca&gt;. Acesso em: 20 mar.
2013.
4
Tuenti Biblioteca UC3M. Disponível
em:&lt;http://www.tuenti.com/#m=Page&amp;func=index&amp;page_key=1_34_65510913&gt;. Acesso em: 20 mar. 2013.
5
Flickr Biblioteca UC3M. Disponível em:&lt; http://www.flickr.com/groups/uc3mbibliotecas/&gt;. Acesso em: 20 mar.
2013.
6
Twitter Biblioteca UC3M. Disponível em:&lt;http://twitter.com/biblioteca_uc3m&gt;. Acesso em: 20 mar. 2013.
7
Second Life Biblioteca UC3M. Disponível em:&lt;
http://www.uc3m.es/portal/page/portal/biblioteca/aprende_usar/calendario/BibliotecaCampus_virtual_en_Second_Life&gt;. Acesso em: 20 mar. 2013.
8
Pinterest Biblioteca UC3M. Disponível em:&lt;http://pinterest.com/bibliotecauc3m/&gt;. Acesso em: 20 mar. 2013.
9
Netvibes Biblioteca UC3M. Disponível em:&lt; http://www.netvibes.com/bibliouc3m#Actualizaciones&gt;. Acesso em:
20 mar. 2013.

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bibliotecas divididas por campus não está disponibilizado nas mídias sociais, o que
faz com que todas as distintas bibliotecas publiquem notícias num mesmo perfil da
rede social. Até a época da entrevista, existiam 1.606 usuários que estavam ativos,
ou seja, que “curtiram” a página no Facebook da biblioteca da UC3M e no perfil do
Twitter havia 3.976 usuários que eram seguidores desta biblioteca. Em março de
2013, o número de usuários que “curtiram” a página do Facebook chegou a 2.395 e
a quantidade de seguidores do Twitter alcançava o número de 5272. A figura a
seguir mostra a página do Facebook da Biblioteca da UC3M.
Figura 1 – Facebook da Biblioteca da UC3M

Fonte: Facebook Biblioteca UC3M (2013)

Essa diferença pode ser explicada pelo bibliotecário entrevistado expresso nas
palavras a seguir:
[...] às vezes se uma noticia parece interessante nós a publicamos no
Twitter e no Facebook, quem sabe utilizamos mais o Twitter porque é
onde nós temos mais seguidores. Então o Twitter é o que nos dá
mais possibilidades, ele amplifica os resultados, o Facebook tem
outras opções, e links mais vistosos, mas o Twitter também pode
fazer links e fotos. [...] (FLH)

Os bibliotecários que trabalham na UC3M atualizam informações e interagem
com os usuários, por meio de três blogs. Porém o processo de adoção das mídias

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sociais começou a ter importância com a criação do blog “365 días de libros” de
acordo com López Hernández e Penadés de la Cruz (2007).
Dos 14 funcionários que trabalham na biblioteca, nove se ocupam de manter
atualizadas as mídias sociais e, estes possuem em média 42-43 anos de idade com
uma frequência de acesso aos microblogs e as redes sociais sendo ela diária, ou
seja, acessam todos os dias.
Cabe destacar algumas citações do bibliotecário entrevistado que expressam
o perfil da biblioteca em relação à adoção das mídias sociais que estão reproduzidas
a seguir, e com tradução nossa:
[...] “À princípio seu uso foi mais uma iniciativa espontânea de alguns
bibliotecários, com pouco planejamento dado a rapidez com que se
desenvolvem as redes sociais. Com o tempo fomos planejando e
estabelecendo pautas de uso”.[...] (FLH)

Com relação à implantação [...] “pedimos permissão à direção da Biblioteca,
que nos deu e criamos as páginas e perfis; ao longo do tempo adotamos as normas
sobre imagem institucional que foram estabelecidas pela Universidade”.[...] (FLH)
Apesar de não haver investimento em capacitação para o uso das mídias
sociais, o bibliotecário tomou conhecimento sobre o assunto por meio do contato
com pessoas que já faziam uso das ferramentas da Biblioteca 2.0 e, além disso,
consultou artigos científicos sobre o assunto publicados em periódicos e encontros
da área de biblioteconomia.
Assim, em termos de particularidades pode-se constatar o aspecto da
informalidade na adoção das mídias sociais, no seu início, baseado no fato de que
os bibliotecários adotaram pessoalmente, para um modelo mais formalizado,
passando a estruturar com a formatação de dois documentos, um da própria
biblioteca, intitulado “Web 2.0 Pautas para el uso de herramientas 2.0 en la
Biblioteca de la Universidad Carlos III de Madrid”, e outro da própria universidade,
onde a biblioteca participou ativamente na sua elaboração que foi intitulado “Marco
de gestión de las Redes Sociales en la Universidad Carlos III de Madrid”.

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A citação, a seguir, expressa esta mudança de uma situação informal para a
formalidade, apresentando como foi definida a adoção das mídias sociais pela
biblioteca:
[...] porque aqui começamos com redes sociais quase que por
iniciativa pessoal, alguns criavam os perfis sempre pedindo
autorização a quem dirigia a biblioteca, assim, começamos por nossa
conta. Porém, vendo a importância do assunto logo começamos a
cobrar este documento da Universidade, pois não só a biblioteca,
mas ela própria sob a responsabilidade do serviço de comunicação
institucional, que cuida da imagem perante o público externo, que
desenha os logotipos institucionais e, que nos obriga a ter estes
logotipos em tudo que publicamos se envolveram. E, como estavam
muito interessados nos pediu ajuda porque nós já levávamos muito
tempo trabalhando este assunto. Este documento, relativo ao Marco
de gestión das redes sociais, nós participamos também na sua
elaboração.[...] (FLH)

Não obstante haver sido elaborado alguns documentos para formalizar a sua
adoção, nota-se que algumas questões ainda requerem atenção para que sejam
observadas

particularidades

das

mídias

sociais

presentes

nas

Bibliotecas

Universitárias, que são vistas na forma de comunicação presente na Web 2.0, como
podemos observar nas declarações, a seguir:
[...] Existe algum modelo de atividades estruturadas para se publicar
nas mídias sociais? Notícias, Comunicação e Marketing, etc... (FLH)
Neste caso nós improvisamos muito, porque uma das normas
quando planejamos tudo isso é que sempre pensamos em vários
aspectos gerais. A primeira norma, é a de não repetir, ou seja, repetir
a mesma notícia em sete locais diferentes é perda de tempo, uma
das coisas que falamos nas pautas é tentar definir a que grupo será
dirigido cada uma das notícias, páginas ou perfis ou o que seja. Por
exemplo, o Tuenti, a rede que acabamos de falar. A quem vai ser
dirigido o Tuenti, nesta rede não será colocada uma notícia sobre
pós-graduação ou sobre doutorado, ou sobre uma conferência que
vai servir aos alunos que estão acabando. [...] (FLH)

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[...] Então o que interessa aos alunos de 1º ano? Horário de abertura
e fechamento, ampliação de horário em época de provas,
conferencia que, porém possa interessar a eles, atividades, porém
que seja interessante para eles. Se falarmos de Facebook, nesta
rede não excluímos estes alunos, mas sabemos que no Facebook
temos muitos professores, há pessoas de fora da universidade e
temos que pensar na imagem exterior, há muitos bibliotecários
companheiros de outras bibliotecas ou universidades que estão aqui.
Por um lado, é um aspecto informativo para a comunidade da nossa
universidade e, por outro há o caráter de imagem exterior para que
as outras universidades vejam o que estamos fazendo. [...] (FLH)

Assim sendo, podemos concluir que existe um critério para definir que mídias
sociais a biblioteca universitária irá adotar. De acordo com o público ao qual ela irá
se dirigir, uma mídia poderá ser dirigida a um público muito específico ou atender a
qualquer comunidade de usuários.
O agregador de conteúdo Netvibes é utilizado pela Biblioteca da UC3M para
servir de agregador de notícias de todas as demais plataformas por ela adotadas.
Assim, existem feeds RSS para o próprio perfil do Facebook, do Twitter, do canal do
Youtube disponibilizado pela Biblioteca e também feeds RSS para os blogs criados
pela biblioteca da UC3M na plataforma de blogs Blogger.com.
Os blogs mantidos pelas bibliotecas que compõem o sistema de bibliotecas
da UC3M representam o espaço de difusão de informações, comunicação com os
usuários e interação que, por sua vez, representam a filosofia proposta pela Web
2.0, além de oferecerem subsídios para o desenvolvimento de coleções. As
iniciativas de blog apresentadas são as seguintes: O blog “365 días de libros” ,
criado em maio de 2006, é voltado para a promoção da leitura junto aos usuários
das Bibliotecas da UC3M, que até junho de 2012 apresentava mais de 245 mil
acessos ao seu endereço; A figura a seguir apresenta o blog 365 días de libros.

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Figura 2 – O blog 365 días de libros

Fonte: Elaborado pelos autores (2013)

O blog “Biblioteca + Música”, voltado para o gênero musical, foi criado em
maio de 2008 e possui mais de 35 mil acessos contabilizados desde dezembro de
2009, o mesmo trabalha na seleção de músicas e na resenha de novas aquisições
do acervo da biblioteca; e o blog “Fancine y + biblioteca”, é voltado para a difusão de
informações sobre cinema e a coleção de filmes presentes na Biblioteca de
Humanidades, Comunicação e Documentação da UC3M.
O perfil do Facebook da Biblioteca da UC3M foi criado em 2009, pelos
bibliotecários que formam um grupo intitulado “Grupo 2.0”, que hoje fazem parte das
seções de “Apoio a Docência” e de “Atendimento ao Usuário”, ou seja, são dois por
biblioteca e mais um bibliotecário que é o Coordenador Geral de Comunicação e
Marketing perfazendo um total de nove profissionais que respondem pela
atualização de informações nesta rede social. Apesar de o perfil ser geral cada
biblioteca pode publicar o seu próprio conteúdo por meio dos bibliotecários que são
cadastrados, conforme explica o entrevistado:
[...] Há publicações gerais, informações comuns que são referentes a
todas as bibliotecas, provavelmente que se encarrega o responsável
de Marketing, porém há informações que são particulares de cada
uma das bibliotecas. Por exemplo, aqui em Colmenarejo, amanhã há

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uma conferência muito interessante, em Leganés é feriado local e
não vai abrir a biblioteca coisas deste tipo, ou coisas que nos
interamos em cada campus, mas que são úteis para toda a
comunidade universitária. Em Leganés há uma Jornada sobre um
assunto, na Faculdade de Ciências Sociais e Jurídicas de Getafe virá
um professor de uma universidade americana para dar uma
conferência. Assim temos liberdade cada um para um dos membros
deste grupo para publicar [...] (FLH)

O conteúdo publicado pelos bibliotecários do “Grupo 2.0” não segue uma
categoria específica que envolva notícias da faculdade, marketing da biblioteca, etc.;
contudo, existe uma norma que está registrada no documento das pautas de uso,
para direcionar a notícia referente ao público ao qual está mais relacionada aquela
rede social. Neste sentido, foi criado um perfil na rede social Tuenti, que é muito
utilizada pelos jovens espanhóis, no atendimento desta questão. Assim, as notícias
que estão relacionadas com o público mais jovem são dirigidas para o Tuenti, e as
demais notícias para o público em geral para o Facebook, conforme as palavras
expressas pelo bibliotecário:
[...] Então o Tuenti é somente para os alunos de 1º e 2º ano. [...]
(FLH) [...] Então o que interessa aos alunos de 1º ano? Horário de
abertura e fechamento, ampliação de horário em época de provas,
conferencia que, porém possa interessar a eles, atividades, porém
que seja interessante para eles. Se falarmos de Facebook, nesta
rede não excluímos estes alunos, mas sabemos que no Facebook
temos muitos professores, há pessoas de fora da universidade e
temos que pensar na imagem exterior, há muitos bibliotecários
companheiros de outras bibliotecas ou universidades que estão aqui.
Por um lado é um aspecto informativo para a comunidade da nossa
universidade e por outro há o caráter de imagem exterior para que as
outras universidades vejam o que estamos fazendo. [...] (FLH)

O canal da biblioteca da UC3M que está presente no Youtube, serve para
compartilhar vídeos de assuntos relacionados com visitas guiadas a cada uma das
bibliotecas existentes nos quatro campi universitários, tutoriais sobre os serviços
disponibilizados pela biblioteca que tratam de bases de dados e o catálogo OPAC e,
vídeos de conferências realizadas por docentes. Uma lista de reprodução foi criada

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para facilitar ao usuário navegar pelos vídeos de acordo com os assuntos
relacionados.
Para finalizar esta seção o quadro a seguir, apresenta as mídias sociais
adotadas pela biblioteca universitária da UC3M e como elas são utilizadas:
Quadro 1 – Mídias sociais adotadas com os respectivos exemplos
Mídia Social
Blogs e Microblogs
(Blogger e Twitter)
Redes Sociais
(Facebook e Tuenti)
Agregador de Conteúdo RSS
(Netvibes)
Compartilhamento de vídeo
(Youtube)
Compartilhamento de fotos
(Flickr)

Como é Adotada
Divulgação das Notícias
Interação com usuário
Desenvolvimento das coleções
Divulgação das Notícias
Interação com usuário
Links para as notícias dos
canais
Links para conteúdo específico
Visitas guiadas
Tutoriais sobre os serviços
Vídeos de conferências

Exemplos
Blog “Biblioteca + Música”
Blog “365 días de libros”
Blog “Fancine y + biblioteca”

Divulgação da Biblioteca

Ver Flickr da UC3M.

Ver perfil das redes sociais
Ver Netvibes de Notícias das
redes sociais usadas pela
biblioteca da UC3M.
Video sobre a base de dados
Vídeo sobre o Sistema de
Automação de Biblioteca

Fonte: Elaborado pelos autores (2013).

Assim o que se percebe é que as mídias sociais adotadas pela UC3M
obedecem a um planejamento de marketing focado na divulgação das notícias e a
interação com o usuário. Cabe destacar que as coleções que compõe esta biblioteca
universitária estão em plena dinamização, sejam elas voltadas para livros, filmes ou
música com a inserção de post nos respectivos blogs temáticos e a sua
comunicação por meio das redes sociais e também do microblog Twitter. Ainda é
possível notar a preocupação com a formação do usuário através de vídeos tutoriais
carregados no Youtube e agregadores de conteúdo para auxiliar na busca por fontes
de informação.

CONCLUSÕES

Embora a presença da Web 2.0 nas bibliotecas universitárias já seja de um
modo geral algo perceptivo entre os demais bibliotecários, a necessidade de
promover todas as possibilidades que as mídias sociais proporcionam ainda não é
algo aqui constatado.

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A pesquisa em questão nos faz refletir sobre o caráter informal com que estas
mídias são adotadas, e logo em seguida esta transformação para um processo
formal com a adoção de guias de uso e estilo junto à comunidade de bibliotecários
responsáveis por interagir com os usuários da biblioteca estabelecendo com isso
indicadores para o acompanhamento e a justificativa de uso.
O incentivo a leitura e, também, o incentivo ao uso das coleções que a
biblioteca oferece é visto como um diferencial destas ferramentas virtuais para
aproximar o usuário das bibliotecas universitárias já que estes estão presentes nas
mídias sociais para acompanhar as discussões diárias que estes espaços virtuais
oferecem.
A interlocução entre os participantes é o maior desafio perseguido pelos
bibliotecários 2.0 nestas plataformas colaborativas que possuem conteúdo gerado
pelos profissionais da informação. Porém, como se observou há uma baixa presença
de comentários dos usuários de bibliotecas universitárias que estão preocupados em
usar a biblioteca como espaço de estudo.
O que se espera então é a modificação destes espaços de estudo com o
objetivo de propiciar um ambiente de aprendizagem agradável, dinâmico e
colaborativo onde os estudantes passem a interagir com o bibliotecário e as
ferramentas da Web 2.0 de maneira natural e espontânea.
O resultado disso é que o bibliotecário passará a ter como função básica
assumir o papel de formador de usuários baseado nas coleções que a biblioteca
universitária disponibiliza aos estudantes para que estes desenvolvam suas
competências na busca por informação.

REFERÊNCIAS

ARROYO VÁZQUEZ, Natalia. ¿ Web 2.0? ¿ web social? ¿qué es eso?. Educación
y Biblioteca, v. 161, n. 19, p. 69-74, 2007.
GONZÁLEZ FERNÁNDEZ-VILLAVICENCIO, Nieves. Bibliotecas y marketing en red.
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O uso das redes sociais na Biblioteca da Universidade Carlos III de Madri: delimitando as plataformas de acordo com o seu uso.</text>
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              <text>A rápida adoção de plataformas de aplicativos da Web 2.0 nas BibliotecasUniversitárias na Espanha foi gerada por uma necessidade de maior aproximaçãocom os usuários da Geração Y e, também, pela promoção do espaço da Bibliotecano contexto Europeu de Ensino. O presente trabalho apresenta um panorama daadoção das redes sociais na Biblioteca Universitária da Universidade Carlos III deMadri na Espanha. O recurso metodológico foi composto de entrevistas com osbibliotecários responsáveis pela atualização das redes sociais e da aplicação dequestionário no ano de 2012. O resultado da pesquisa sugere que houve uma rápidaadoção das ferramentas da Web 2.0 nesta biblioteca universitária espanhola o queocasionou o uso de diversas plataformas colaborativas e o estabelecimento denormas de uso para os bibliotecários poderem interagir com os estudantesuniversitários e promover a coleção de livros da biblioteca.</text>
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