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                  <text>O Arquivo do Projeto Memória e História TRT6ª REGIÃO/UFPE:
informação, preservação e acesso. Memória do trabalhador de
Pernambuco de 1940 a 1985.

Valéria José Silva (UFPE) - vjssantos@hotmail.com
Resumo:
A existência do Arquivo do Projeto Memória e História TRT6ª Região/UFPE fundamenta-se na
sua natureza de tutor da massa documental produzida pela Justiça do Trabalho de
Pernambuco de 1940-1985. As estratégias de gestão da informação adotadas pelo projeto, nos
quatro anos de sua vida útil possibilitaram a preservação, a recuperação e o acesso à
informação do trabalhador pernambucano de 1940 a 1985. A construção de uma memória
coletiva – a memória do trabalhador de Pernambuco - vem sendo recomposta por meio da
análise de conteúdo dos processos trabalhistas demandados às extintas Juntas de Conciliação
e Julgamento. A presente escrita é a arquitetura do pré-projeto submetido, à seleção do
mestrado acadêmico de 2013, em Ciência da Informação, na Universidade Federal de
Pernambuco e objetiva, mais especificamente, descrever a trajetória do modelo de gestão
documental \"racional\" que foi utilizado, para que esse estoque de informação situe-se hoje
como um lugar de memória.
Palavras-chave: Memória. Informação. Arquivo
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013.

O Arquivo do Projeto Memória e História TRT6ª REGIÃO/UFPE: informação,
preservação e acesso. Memória do trabalhador de Pernambuco de 1940 a 1985.

RESUMO
A existência do Arquivo do Projeto Memória e História TRT6ª Região/UFPE
fundamenta-se na sua natureza de tutor da massa documental produzida pela
Justiça do Trabalho de Pernambuco de 1940-1985. As estratégias de gestão da
informação adotadas pelo projeto, nos quatro anos de sua vida útil possibilitaram a
preservação, a recuperação e o acesso à informação do trabalhador pernambucano
de 1940 a 1985. A construção de uma memória coletiva – a memória do trabalhador
de Pernambuco - vem sendo recomposta por meio da análise de conteúdo dos
processos trabalhistas demandados às extintas Juntas de Conciliação e Julgamento.
A presente escrita é a arquitetura do pré-projeto submetido, à seleção do mestrado
acadêmico de 2013, em Ciência da Informação, na Universidade Federal de
Pernambuco e objetiva, mais especificamente, descrever a trajetória do modelo de
gestão documental "racional" que foi utilizado, para que esse estoque de informação
situe-se hoje como um lugar de memória.
Palavras-chave: Arquivo. Informação. Gestão da informação. Memória. Acesso à
informação. Estoque de informação. Lugar de memória.
Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente existiu

1. Introdução:

Em meados de 2004, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de
Pernambuco tomou conhecimento de que processos trabalhistas, oriundos do
Arquivo Geral do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região de Pernambuco,
localizado no município de Vitória de Santo Antão, iriam ser doados ao Hospital do
Câncer do Estado. O consciente perigo do descarte desses importantes registros de
uma memória social gerou mobilização e resistência contraria a tal doação. Iniciouse, destarte, uma negociação entre a Comissão de Documentação do TRT6ª Região
e professores da UFPE, no intuito de preservar integralmente o referido acervo,
firmou-se, assim, um convênio entre as respectivas instituições em 2004 e em 2006
as coleções documentais começaram a chegar à UFPE.
Quando do acolhimento do acervo pela UFPE, houve inicialmente, como
prática acadêmica, apenas intervenção histórica à massa documental. Não existia
um projeto de trâmite científico no âmbito da organização, arranjo e sistematização
1

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desses registros. É relevante também colocar que os documentos chegaram à
universidade como um estoque de informação1. Haviam sido organizados segundo a
lógica institucional dada por seu Arquivo Geral2, respondiam sua própria demanda
de utilização e estavam sistematizados por meio dos seus próprios circuitos de
metalinguagem3, sem nenhuma vinculação a propósitos ou a critérios de pesquisa,
difusão e acesso.
A partir de 2008, com parcerias de apoio financeiro o acervo foi,
paulatinamente, posto em processo de gerenciamento e, a partir de então, já se
previa a codificação dos dados por meio de parâmetros das ciências que pensam a
informação por sua função social, lastreada na “cultura do livre acesso”.
Fundamentos da Ciência da Informação, portando, foram parâmetros apreendidos e
impostos à massa documental visando à recuperação, à preservação e o acesso do
registro de informação da Justiça do Trabalho do Pernambuco.
A trajetória cientifica que possibilitou a gestão arquivística e a disponibilização
do acervo a multiusuário, com acesso livre e amplo, disponibilizado em rede foi à
contemplação pelo Projeto de duas parcerias de fomento à pesquisa. Uma adveio da
FACEPE (Fundação de Amparo à Ciência e a Tecnologia do Estado de
Pernambuco), através do Edital Nº 10/2008, de 22/09/08, intitulado “Apoio à
Disponibilização de Infraestruturas Multiusuário e de Acervos de Interesse Científico
para a Pesquisa”; e a outra, da FADE (Fundação de Apoio à UFPE), com o projeto
“Organização e disponibilização de parte do acervo documental dos processos
trabalhistas da zona rural de Pernambuco – TRT/PE-6ª Região/UFPE”. Esta última
parceria foi celebrada com o Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural Ministério do Desenvolvimento Agrário (NEAD) e o Instituto Interamericano de
Cooperação para a Agricultura (IICA). Ambos foram iniciados com uma perspectiva
de término em dois anos, mas foram prorrogadas por mais dois anos, encerrando-se
ao final de 2012.
Com a introdução das parcerias as pesquisas inseriram-se em um campo de
excelência acadêmica e transcendendo às análises históricas se rebuscaram de um
1

BARRETO, Aldo Albuquerque. Os Agregados de informação - Memórias, esquecimento e estoques
de informação. Disponível em: http://www.alternex.com.br/~aldoibct. Acesso em: 18/09/2012.
2
a
O arquivo Geral do TRT 6 Região de Pernambuco é o espaço de guarda arquivística da instituição,
localizado no município de Vitória de Santo Antão – PE, local para onde são destinados os processos
findos, aqueles que já tiveram suas ações julgadas.
3
Id.

2

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compromisso maior voltado à difusão e o acesso à informação processada com
maior amplitude, em condição multiusuário. Assim, no âmbito das práticas de
recuperação de dados e da recomposição de uma memória histórica, o projeto
passou a assumir uma postura peremptória de pensar a informação como
conhecimento de uma memória coletiva a ser posta em acesso amplo e não apenas
fadada ao desejo de conquistar e guardar o conhecimento4. Outrossim, o Projeto
Memória e História TRT 6ª Região/UFPE viabilizou-se com baixo custo operacional,
simplicidade na utilização de recursos tecnológicos, uso de ações compartilhadas de
disseminação da informação, de acesso amplo e diversificado.
Na contemporaneidade, um patrimônio arquivístico tem por pressuposto
constituir-se como um espaço não somente de guarda - tal qual o chamado arquivo
morto, guardião dos objetos e práticas humanas - mas como espaço dinâmico com
práticas interdisciplinares que objetivam o entendimento fácil, o acesso rápido e a
ampla difusão.

As problematizações do tempo presente esperam desses locis

respostas às demandas socioculturais que emergem do seio da sociedade pósmoderna.
Os lugares de memória5 são nichos que visam, além da guarda documental
consciente ancorada em pilares interdisciplinares, o ato da celebração do objeto que
acolhem. Situando-os entre a necessária racionalização, imposta aos seus
dispositivos informacionais, e o sentimento de pertencimento que desses lugares
podem emergir, para construção dos símbolos, sentidos coletivos e ações
protagonistas.
O acervo do Projeto Memória e História TRT6ª/UFPE encerrou suas
atividades no final de 2012, esteve sob a coordenação dos professores Antônio
Torres Montenegro e Vera Lúcia Costa Acioli. Esses pesquisadores estiveram
ancorados em uma equipe técnico-acadêmica formada por bolsistas pesquisadores
e por bolsistas alunos de graduação de campos interdisciplinares cujos saberes
tangenciaram a Ciência da Informação, a História e o Direito. A equipe foi preparada
4

GALINDO, Marco. Patrimônio memorial e instituições públicas no Brasil. In: Inovação cultural,
patrimônio e educação / Angel Espina Barrio, Antonio Motta, Mário Hélio Gomes, organizadores. –
Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2009, p. 4.
5
Pierre Nora, entre as décadas de 1970 e 1980, passou a refletir a identidade cultural da França dentro da
perspectiva de repensar o país como uma nação dentro de um bloco a se constituir, no que hoje se entende
como a União Européia. Foi no seio dessas discussões junto a outros intelectuais franceses que promoveu
em Paris os Seminários na Ecole dês Hautes Études en Sciences Sociales, construindo o conceito de
lugares de memória.

3

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frente às estratégias de formação profissional continuada e interdisciplinar que
ampliou o leque das competências das suas graduações de origem.
Hoje, as informações registradas pelo arquivo da UFPE têm potencial para
disponibilizar como fonte à pesquisa, aproximadamente, 200.000 processos, valor
que corresponde a 30% do total dos documentos do arquivo original de Vitória de
Santo Antão. Era de se supor que o arquivo estaria em pleno funcionamento, aberto
ao público nos horários das 9h às 12h e das 14h às 17h, diariamente, no 4º andar,
lado leste do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, no Campus da UFPE, como o
fez durante quatro anos. Que, tendo sido lastreado por exigências de condição
multiusuário, tivesse fugido do destino do esquecimento. Pressuposto não validado.
Com o fim das parcerias, o cotidiano de pesquisa científica do arquivo do
Projeto Memória e História encontra-se em stand by. Como um sistema vital,
subexiste em estado de coma e agoniza ligado a “aparelhos” que poupam sua
energia mais vital, para não sucumbir, enquanto aguarda novos fomentos. Esse
caminho de conservação mais pelo esquecer que o lembrar induz às estratégias de
gerenciamento de informação de um patrimônio de memória coletiva uma condição
nefasta6, que não condiz com uma cultura de direito que se espera no seio de um
Estado Democrático de Direito7.
Contudo, não fosse à condição multiusuária dada á informação registrada 8
esse espaço de memória já seria mais um arquivo morto, como tantos existentes,
alguns em nossa própria comunidade acadêmica - apenas para Inglês ver. Esses
espaços de produção do conhecimento - em potência – apenas saem do ostracismo,
quando se necessita prestar contas dos feitos de gestão departamental, tornando-se
números, estatísticas. Ou a cada início de ano letivo, quando ressurgem como fênix
reabrindo as portas para atender as exigências ao MEC, frente à avaliação periódica
que determina os conceitos do Índice Geral de Cursos (IGC).
Esses acervos, em sua maioria, foram constituídos por vontade política dado
ao valor histórico de sua documentação, mas persistem destituídos de estratégias
de comprometimento e de decisões políticas efetiva que visem à recuperação
preservação e o acesso à memória social nacional por meios dos seus patrimônios.

6

Id.
Id.
8
O site institucional do TRT 6ª Região abriga parte da informação que foi recuperada pelo Projeto
Memória e História. Disponível em: www.memoriaehistoriatrt6.gov.br.
7

4

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O Projeto Memória e História TRT 6a Região/UFPE, conquanto, pode suscitar
também essas inquietações frente a sua constituição e atual condição existencial,
como um ente público produtor de informação e conhecimento, em estado de
obsolescência. Questiona-se: podem essas estratégias de preservação documental
ainda serem assimiladas

a partir de ações consuetudinárias de controle e

salvaguarda da memória nacional, que apenas coíbem, ou evitam o mal fadado
descarte/incineração, como pressuposto de uma cultura de preservação documental
no Brasil?
Uma ocorrência é fato, não existiria o Arquivo TRT 6a/UFPE, nas condições
que hoje disponibiliza suas informações registradas se à documentação tutelada não
fosse entendida pelo crivo da Ciência da Informação. Como um campo acadêmico
interdisciplinar os conhecimentos dessa púbere ciência pode, imbricada a História,
recuperar dos dados contidos nas contendas trabalhistas, transformando-os em
informações e memória.

2. Desenvolvimento:
Os processos trabalhistas produzidos pelo TRT 6a e o seu lugar de
salvaguarda, o Arquivo do Projeto Memória e História expõem-se como dispositivos
de uma memória coletiva e vêm lastreando a pesquisa e a produção acadêmica no
campo das Ciências Humanas e das Ciências Sociais aplicadas. Podem ser
exemplificados por: História, Cultura e Trabalho: questões da contemporaneidade9
(MONTENEGRO, 2011), A mostra fotográfica Cenas de Vida e no Foto Livro Rural10
(ACIOLI E SANTOS, 2010), no projeto de Mestrado Acadêmico em Ciência da
Informação da UFPE -2013, Trabalho de Conclusão de Curso - Testemunhos de
Memória, Vida e Trabalho. Autos processuais das Juntas de Conciliação e
Julgamento da Zona Mata de Pernambuco: 1963- 1978 e pelo artigo acadêmico O

9

História, cultura, trabalho: questões da contemporaneidade. Antonio Torres Montenegro, Regina Beatriz
Guimarães Neto, Vera Lúcia Costa Acioli ( org). Recife, Ed. Universitária da UFPE, 2011.
10
Das problematizações que emergiram da leitura dos processos fez-se uma pesquisa de campo, nos anos
de 2010 (período de entressafra) e 2011 (período de safra), na Zona da Mata Norte de Pernambuco,
municípios de Vicência, Nazaré da Mata e Buenos Aires. Nesse locus podemos presenciar algumas
permanências históricas no que tange ao modo de produção do capital ligado ao agronegócio.

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vôo oblíquo do trabalhador do campo por Justiça, Direito e Cidadania apresentado
no II Encontro de Justiça e Trabalho11; além de teses e dissertações.
Os questionamentos surgidos da experiência de pesquisa no acervo do
Projeto Memória e História são um estuário à problematização da memória dos
trabalhadores de Pernambuco, por meio do acesso desses à Justiça do Trabalho,
via as extintas Juntas de Conciliação e Julgamento, entre 1940 e 1985. Esses
órgãos jus trabalhistas geraram, ao longo de quatro décadas, uma vasta
documentação institucional com trânsito narrativo entre o público e o privado. Seus
registros, vistos por suas balizas temporais, referendam um momento especial no
qual ocorreu o processo de construção da identidade do trabalhador brasileiro a
partir de 1888, frente à mudança dos meios de produção e capital do uso da mão de
obra escrava para a assalariada.
Nos 52 anos de vida do país, da jovem República (1889) – já referendada com a
abolição da escravatura - ao Estado getulista com a Consolidação das Leis Trabalhistas,
foram construindo novos atores nacionais que serviram de pano de fundo às estratégias
desses governos. Os discursos sociopolíticos no Brasil passaram a girar em torno do
trabalhador, e, dando-lhe significado, ou impondo-lhe signo, o Estado brasileiro criou o
seu mundo do trabalho. Talhou esses sujeitos por meio de suas próprias demandas, ora
visando à ordem, e por isso atrelavam o trabalho a um saneamento moral12, ora servindo
de veículo de ascensão social13, pressuposto de um país grande e desenvolvido.
Na construção das identidades laborais, a fronteira entre as práticas coloniais
do passado e as dinâmicas capitalistas do presente não foram delimitadas ou
rompidas. O reconhecimento do trabalho análogo escravidão, em nossa sociedade,
é uma realidade, a permanência da precariedade nas relações trabalhistas é, hoje,
fenômeno analisado, com recorrência, em diversos campos disciplinares.
A fonte - documento/informação - que compõe esse acervo, portanto, se
expõe como modelo à aprendizagem interdisciplinar, como um terreno fértil à
produção científica desses sujeitos históricos e de seu mundo. A documentação
possibilita a recomposição de cotidianos de embates sociais e políticos, e também
11

O II Encontro de Justiça e Trabalho. Os caminhos para justiça foi realizado no Recife, em Pernambuco,
nos dias 21 e 22 de setembro de 2010, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas – UFPE – PósGraduação de História.
12
GOMES, Angela Maria de Castro. A Invenção do Trabalhismo. Rio de Janeiro: Relume Dumará,
1994, p. 11.
13
Id.

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de práticas de resistência, até então apenas do conhecimento - guardado - do
Judiciário Trabalhista de Pernambuco. Dessa possibilidade de gerenciamento de
informação/conhecimento a sociedade poderá passar a construir seu próprio ponto
de vista acerca dos avanços e recuos nas lutas trabalhistas do Estado.
Devido ao quantitativo do acervo tutelado à UFPE - aproximadamente 200 mil
processos oriundos de 12 municípios pernambucanos14 - entendeu-se o trabalho de
pesquisa e extensão, desde o início, como uma tarefa hercúlea. Do total desses
dossiês, 11.954 foram trabalhados interdisciplinarmente e encontram-se aptos,
postos em gestão documental15.
As parcerias de fomento à pesquisa já citadas contemplaram os municípios
de Jaboatão de 1963 a 1978, Goiana de 1960 a 1974, Escada de 1963 a 1974 e
cinco Juntas de Conciliação e Julgamento do Recife de 1950 a 1967. Essa produção
resultou em práticas científicas de recuperação e preservação da informação, cujo
escopo era a consolidação de mais um acervo memorialístico dos trabalhadores de
Pernambuco. Esse objetivo se concretizou e o acervo se consolidou, apesar de se
encontrar em estado de obsolescência devido à ausência de fomentos financeiros
que retomem a recuperação da informação e a produção de pesquisa científica.
Essa nova possibilidade de acesso à documentação da Justiça do Trabalho
de Pernambuco, como um estoque de memória coletiva da história de Pernambuco,
resignifica, tanto no âmbito da preservação documental/recuperação da informação,
frente à demanda de suas funções sociais, como pela possibilidade de
recomposição historiográfica, entendendo essas práticas como um campo produtor
de informação cognoscível.
As produções e os produtos científicos gerados da experiência no Projeto
Memória e História procurou mostrar, no âmbito do mundo rural, que as ações de
reclamações trabalhistas carregam em seu bojo relatos de trabalho, de vida e de luta
pela sobrevivência. Expõem trajetórias de resistência, em áreas cujo domínio agrário
é concentrado – muitas terras nas mãos de poucos – onde o pedido de volta ao
serviço é uma constante, mesmo diante de uma convivência laboral incompatível
14

O Arquivo do TRT6/UFPE acolhe a documentação jurídica da Justiça do Trabalho do Estado de
Pernambuco, representada por 12 municípios: Jaboatão, Goiana, Recife (9 Juntas), Escada, Cabo,Caruaru,
Catende, Limoeiro, Nazaré da Mata, Palmares, Paulista e Pesqueira.
15
JARDIM, José Maria. O Conceito e a Prática de Gestão de Documentos Disponível:
http://arquivoememoria.files.wordpress.com/2009/05/o-conceito-e-pratica-gestao
documentos.pdf.
Acesso em 14-04-2013.

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com a dignidade da pessoa humana. Os processos em que se expõem o pedido de
reintegração (volta ao serviço), não raro, estão carregados de informações
subliminares, que desvirtuam o vínculo laboral e agudizam as precariedades das
relações do trabalho no campo.
Assim, em janeiro de 1966, no município de Goiana, um trabalhador rural,
analfabeto, apresentou uma reclamatória contra uma empresa agrária proprietária
da Usina Santa Tereza16. Disse ter sido demitido injustamente e que desejava ser
reintegrado ao serviço ocupado há duas décadas, sem interrupção, nos mais
diversos engenhos e usinas da Companhia, só se ausentando dele quando esteve
muito doente. Alegou que sua saúde foi prejudicada após um significativo aumento
na tarefa – “tarefa essa impossível de ser executada em apenas um dia” – que foi
imposta para justificar/completar o aumento do salário mínimo regional fixado por lei.
Adoeceu, comunicou o fato à empresa, não recebeu ajuda ou benefício, ao retornar,
não mais foi aceito. Houve um “acordo” (redigido pela usina) pelo qual o trabalhador
recebeu Cr$ 30.000,00. A Junta não entendeu o “acordo”, na conjuntura que ele se
firmou, como um real instrumento de legitimidade e de garantias de direito ao
trabalhador. Decidiu, portanto, pela procedência da reclamação, reintegrando o
trabalhador, fundamentou que: para dispensa de um trabalhador estável deve-se
interpor inquérito judicial fundamentado no artigo 482 da CLT17.
Esse artigo ratifica-se, portanto, na concepção do que hoje se funda como a
era pós-custodial18 ou sociedade da informação, que historicamente emergiu dos
arroubos tecnológicos do pós-guerra e caminha na contemporaneidade diante da
vivência humana em redes. A História do tempo presente vem impondo, assim, uma
nova forma de ver e pensar a salvaguarda da informação por meio das análises nos
campos da Ciência Humana, das Ciências Sociais e Sociais Aplicadas, mas
referendadas por uma visão alargada e sistêmica, que transcende o ato de custódia
ou guarda.
Retomando o caso do trabalhador rural e colocando a decisão dos juízes de
1ª Instância, em análise, vê-se realçado a importância da recuperação, preservação
16

Acervo do Projeto Memória e História TRT 6a/ UFPE - J. C. J – Goiana. Proc. nº 0558/66.
O capítulo V da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) dispõe acerca da rescisão contratual. No artigo
482 sistematiza, em 12 itens (letras de a à l), os motivos para a imposição patronal de uma justa causa:
Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: (...).
18
RIBEIRO, Fernanda. Os Arquivos na era pós-custodial: reflexões sobre a mudança que urge
operar. Disponível: http://ler.letras.u.pt/uplopads/ficheiros/artigo10091.pdf. Acesso 14-04-2013.
17

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e acesso a essas fontes no bojo das discussões da função social da informação. A
partir desse caso, que em si guarda similitudes com tantos outros, pode-se ampliar o
entendimento de uma determinada conjuntura histórica, à medida que os sujeitos
envolvidos nessas contendas trabalhistas expõem seus ritos, suas práticas
cotidianas, como reflexos de um tempo vivido. A resistência de simples
trabalhadores do campo à violação dos direitos trabalhistas já se configura da
disposição deles irem à Justiça reclamar por direitos. E as decisões das Juntas
podem ser vistas como um caminho ao conhecimento da atuação dos operadores do
direito e de suas decisões. Como eles viam, para além da lei posta, o trabalhador?
Ao não negligenciarem os indícios mais à margem dos testemunhos como “o
acordo feito entre as partes”, os juízes divisaram o homem do trabalho por sua
condição social, no seu tempo e no seu espaço. Essas reflexões reforçam a
validação desse estoque de informação, como um espaço inserido no âmbito das
discussões atuais de preservação documental.
A Junta ao decidir que a reclamação do empregado, ora reclamante, poderia
ser aceita, abriu uma nova forma de ver e compreender as coisas. Ações como
essas abrem precedentes jurídicos e desses surgem às jurisprudências. Deliberando
pela procedência da ação, a 1ª Instância o fez mesmo sem a comprovação textual
ou verbal do tempo de serviço do trabalhador. Os méritos dos fatos arrolados foram
julgados dentro de uma perspectiva conjuntural da vida desses atores sociais.
No tempo em questão, a informação e o letramento de homens e mulheres na
lida rural inexistiam como representação mais geral, as condições de vida e
instrução desses sujeitos, em sua maioria analfabeta, estavam sob o jugo das
costumeiras práticas patronais de exploração, na qual forjar documentos,
impressões datiloscópicas nos acordos, recibos ou carteiras de trabalho eram
realizados conforme as necessidades de cada proprietário de terra. Afinal eles eram
a lei.
O Projeto TRT 6ª Região/UFPE não surgiu como uma inovação gestou-se
modelado a outras estratégias de preservação e acesso à informação de maior
amplitude, como o projeto Liber19, no que tange a sua natureza de recuperação da
informação e acesso a multiusuário. E outras iniciativas de gestão de documentação
institucional, que foram motivadas por de grupos de pesquisadores em seus
19

A FACEPE, em 2008, contemplou o Projeto Liber, fomentando-o como um projeto de pesquisa que visava
à ampliação de sua capacidade de operação, dentro da perspectiva de condição multiusuária.

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respectivos centros de ensino superior. Esses a partir pesquisadores a partir do ano
2000 começaram a pensar os estoques de informação judiciais como fértil campo de
recomposição historiográfica. Esses profissionais legitimam suas práticas de
pesquisas na competência atual do pesquisador em usar novas metodologias, novos
objetos e novas tecnologias visando novas possibilidades de preservação e
disseminação da informação.
Dentro dessa perspectiva, é importante trazer à escrita o fundamento do
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFPE para o mestrado
acadêmico, na linha de pesquisa Memória da Informação Científica e Tecnológica
que pode autenticar o valor desses registros de informação para uma sociedade.
Esse parâmetro produção científica define as balizas de uma produção cientifica na
área, mas também corrobora um dos porquês do Projeto Memória e História, como
tantos outros, terem sido pensados. Assim: Produção de conhecimento sobre o uso
social da herança cultural. Ênfase no uso de estoques de conhecimentos produzidos
em instituições de desenvolvimento regional e nacional e seu fluxo para fins
sociopolíticos e econômicos.
Assim, do tema ao problema, o objetivo mais geral desse artigo é pensar, a
partir de um estudo de caso, o Arquivo do TRT6ª/UFPE, os estoques de informação,
produtores de uma memória coletiva como um bem patrimonial nacional e ou
estadual, para além das visões tradicionalistas de custódia que a eles são impostas.
E também suscitar questões acerca da ausência de políticas públicas específica de
gestão e preservação nesses lugares de memória que só comprometem a função
social da informação. Problemática hoje entendida como fenômeno social
recorrente, que vem impondo ao arquivo em foco, como a tantos outros, uma função
letárgica. Não há uma existência concreta e sim intermitências de sobrevidas
adquiridas a cada novo fomento de pesquisa, como mais um sopro de vida.
Como objetivo mais específico essa escrita busca descrever a trajetória do
modelo de gestão do Projeto Memória e História TRT 6ª Região/UFPE, que por meio
de uso racional de um volume reduzido de recursos (financeiros e tecnológicos)
conseguiu recuperar, preservar, e dar acesso à informação da memória coletiva dos
trabalhadores de Pernambuco de 1940 a 1985. Nesse escopo, ainda, é relevante
analisar os recursos tecnológicos utilizados, o fazer arquivístico adotado e a
intervenção documental empregada.
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Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013.

Essa escrita, portanto, situa-se entre fronteiras disciplinares, da Ciência da
Informação e da História. O teórico marco fundamentou-se na pesquisa de revisão
bibliográfica que para dar concretude aos objetivos transitou, principalmente, mas
não de forma única, nesses embates disciplinares.
Michel de Certeau20 coloca que a tradição não morre se houver uma
intervenção que a transforme e a recrie e com isso fundamenta a necessidade da
preservação dos registros humanos e o que advém disso com uma recomposição
histórica. Assim, a pesquisa inseriu-se no âmbito da nova história em suas
singularidades de afrouxamento de fronteira disciplinar, mas também dos canteiros
metodológicos que se insurgem de determinados lugares sociais. Jacques Le Goff21,
propondo a ponte reflexiva para o entendimento da construção da memória a partir
de campos interdisciplinares, compôs no texto o conceito de memória dentro de uma
compreensão contemporânea. Uma perspectiva para além das abordagens
humanas biológicas e metafóricas, a da memória tecnológica, informatizável,
eletrônica, ou dos cérebros artificiais. Assim, esse estudo de caso também é tido
interdisciplinar corroborado pelas concepções de Le Goff. Tais características
ratificam a escolha desses autores para compor o marco teórico das análises dessa
pesquisa.
Caminhado no terreno da Ciência da Informação a pesquisa dialogou com
autores que trabalham o caráter polissêmico da memória, entendendo-a como
instrumento/suporte, como possibilidade de cognição, matéria da subjetividade
humana e como lugar de salvaguarda, em potência ou ação. Esses enfoques mais
contemporâneos do conceito de memória o pressupõem apartados do senso
comum, de coisa pretérita, como teoriza Marcos Galindo em seu texto: O Domínio da
Memória. Nele, a memória abarca uma dimensão atemporal e sistêmica, capaz de
responder demandas da sociedade de informação do tempo presente, por
preservação e acesso, a partir de alocação dos registros de memória em um sistema
de redes – Rede Memorial ou Sistema Memorial.
Por meio dessas “novas perspectivas”, a Ciência da Informação e a História
vêm dando rumos inusitados a alguns estoques de informação, tanto em práxis,
como por construções paradigmáticas. Os motivos podem ser tidos como
20

CERTEAU, Michel. A operação Historiográfica. In A escrita da História. Rio de Janeiro. Forense
Universitária. 2010, p.
21
LE GOFF, Jacques. História e Memória. Tradução Bernardo Leitão. 5ª edição – Campinas. SP:
Editora da UNICAMP, 2003, p. 463.

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pressupostos: a possibilidade de trabalhar acervos, antes, não acessíveis e o
desnude desses espaços de memória pela perspectiva da função social da
informação, que é o acesso.
Esses campos disciplinares podem, em trabalho concomitante, recuperar e
recompor informações arquivísticas, retirando-lhes da inércia, saindo do estado de
potencia e transformando-as em ato – conhecimento - dando o sentido que a
informação deve ter no tempo presente de fluxo de comunicação. Corroborando,
assim, o que Silva e Ribeiro dizem quando: sem memória não seria possível,
conceitualizar, não seria possível conhecer e não haveria possibilidade de
armazenar informação. (SILVA E RIBEIRO 1998).

3. Conclusão:
O artigo: O acervo do Projeto Memória e História TRT6ª Região/UFPE:
informação e Memória da História do trabalhador de Pernambuco busca um
entendimento às problematizações sociais contemporâneas que pensam a
preservação documental como uma realidade nacional e mundial 22. Por meio de
estudo de um caso - Arquivo do Projeto Memória e História - abrir a discussão do
particular para o geral, entendendo sua existência latente em um contexto de
fenômeno social. Visualizar o problema sobre o crivo crítico da fragilidade dessas
práticas de preservação, em um Estado Democrático de Direito, frente o patrimônio
cultural do seu povo. Suscitar, conquanto, questionamentos: por que os lugares de
memória no Brasil são pensados a partir de vontade política e não de políticas
públicas? Por que os investimentos públicos que a eles chegam, como no caso em
foco via FACEPE, NEAD, IICA, já se fomentam inseridos em uma obsolescência
programada?
O embasamento dessa escrita desde as primeiras reflexões, com a escolha
do caso, as técnicas de coleta das fontes e de sua apreciação crítica,
peremptoriamente, se amarra aos objetivos propostos que visam o entendimento do
modelo do Projeto Memória e História. As trilhas científicas que levaram a essa

22

Lei 8.159 de 8 de janeiro de 1991 versa sobre a guarda racional dosa Arquivos públicos e privados. Em
seus três primeiros artigos expõe-se o escopo das diretrizes legislativas impostas aos lugares de gestão de
documento e no capítulo II recorta-se especificamente essa dinâmica, no âmbito da esfera pública. Parte da
documentação do TRT6ª Região é registrada pela UNESCO como Memórias do Mundo. Disponível em:
http://www.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1466&amp;sid=40. Acesso em 18/10/2012,
as 08h25minhs.

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produção acadêmica interdisciplinar foi o método da análise de conteúdo dando
ênfase a uma pesquisa conjuntural. Esse caminho metodológico transitou pelo
contexto sócio-institucional no qual o registro foi produzido, adotando assim, o
método histórico de análise, que foi relacionado às variáveis determinantes de
tempo e de espaço, que produzem narrativas com discurso próprio.
O documento, como fonte ou problematização, contudo, não é reprodutor de
imparcialidade ou de neutralidade, um documento é sempre portador de um discurso
que, assim considerado, não pode ser visto como algo transparente23. O valor da
representação gráfica – documento - moldurado pelo fenômeno da criação da
escrita, nos mais diversos suportes/estados, tornou-se veículo difusor de tradição,
práticas, usos e costumes, que perpassaram às gerações imprimindo símbolos e
signos, o surgimento da comunicação escrita permitiu que a observação de um
fenômeno fosse registrada em diversos tipos de documentos, possibilitando à
transmissão de um fenômeno de uma pessoa a outra24.
O método posto, portanto, baliza-se por paradigmas que trabalham a
comunicação escrita, contida nos registros em foco, documentação justrabalhista,
como informação - seja ela como coisa, seja como conteúdo - por meio de
abordagens cognitivas de domínio, ou hermenêutica25. O caminho analítico adotado
não se distanciou do que Rafael Capurro teoriza como os processos socioculturais,
formuladores de informação. Os registros em foco – processos trabalhistas - são
narrativas cotidianas e carecem também de entendimentos ligados à análise pelo
crivo da História do Cotidiano. E, a história do cotidiano - da vida cotidiana - não se
faz apenas das práticas familiares em seus rituais de coletivos, para Mary Del Priori
o cotidiano pode ser entendido, por exemplo, a partir de uma dicotomia ritualística de
determinado contexto social entre os sujeitos que produzem e os que reproduzem. É
a construção da história social por meio dos sujeitos dono do poder e os à margem
deste, que, individualmente, e, concomitantemente, compõem um todo, um tecido

23

CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. História e Análises de Texto. Ciro Flamarion
Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs). Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia. Rio de
Janeiro: Campus, 1997, p. 377.
24
RICHARDSON, R. J. Pesquisa Social: métodos e técnicas. São Paulo: Atlas, 2008, p. 228.
25
CAPURRO, Rafael e HJORLAND Birger. O Conceito de informação. Tradutores: Ana Maria Pereira
Cardoso Maria da Glória Achtschin Ferreira e Marco Antônio de Azevedo. Disponível em:
&lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/ view/54/47&gt;. Acesso em 14-04-2013.

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social: um lugar de conservação, de permanências culturais e de rituais: um lugar
privado da História26.
A documentação do acervo do Projeto TRT6ª Região/UFPE mostrou-se,
portanto, como um veículo de aprendizagem interdisciplinar do trabalhador e de
suas práticas, por meio da interpretação conjuntural dos seus registros. Como um
estoque de memória coletiva, esse acervo, se insere no campo das discussões e
dos conceitos da recuperação, preservação e uso da informação pelo crivo da
Ciência da Informação. Sendo a Ciência da Informação um campo interdisciplinar
faz-se e refaz-se no caráter polissêmico de seus conceitos e circula com
propriedade entre as ciências naturais, humanas e sociais aplicadas, como premissa
epistemológica da Pós Modernidade!27
Entretanto, dado às condições de sua finalidade fim que é o acesso, se
encontrar em estado latente, esse acervo pode ser problematizado dentro de um
fenômeno social sistêmico que, transcendendo o seu estudo de caso e sua
validação histórica, ser pensado hoje como um local negligenciado pelo poder
público, em vias de se tornar mais um arquivo morto, como tantos outro no Brasil.

4. Referências:

CERTEAU, Michel. A operação Historiográfica. In A escrita da História. Rio de
Janeiro. Forense Universitária. 2010.
CAPURRO, Rafael e HJORLAND Birger. O Conceito de informação. Tradutores: Ana
Maria Pereira Cardoso Maria da Glória Achtschin Ferreira e Marco Antônio de
Azevedo. Disponível em: &lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/
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CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo (orgs). Domínios da História:
ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
BARRETO, Aldo Albuquerque. Os Agregados de informação - Memórias,
esquecimento e estoques de informação. http://www.alternex.com.br/~aldoibct.
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26

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Cardoso &amp; Ronaldo Vainfas (orgs) Rio de Janeiro: Campus, 1997, p. 259.
27

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Ciência da Informação. Volume 1. Edições Afrontamento. Porto. 1998, p. vi.

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15

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              <text>O Arquivo do Projeto Memória e História TRT6ª REGIÃO/UFPE: informação, preservação e acesso. Memória do trabalhador de Pernambuco de 1940 a 1985.</text>
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              <text>A existência do Arquivo do Projeto Memória e História TRT6ª Região/UFPE fundamenta-se na sua natureza de tutor da massa documental produzida pela Justiça do Trabalho de Pernambuco de 1940-1985. As estratégias de gestão da informação adotadas pelo projeto, nos quatro anos de sua vida útil possibilitaram a preservação, a recuperação e o acesso à informação do trabalhador pernambucano de 1940 a 1985. A construção de uma memória coletiva – a memória do trabalhador de Pernambuco - vem sendo recomposta por meio da análise de conteúdo dos processos trabalhistas demandados às extintas Juntas de Conciliação e Julgamento. A presente escrita é a arquitetura do pré-projeto submetido, à seleção do mestrado acadêmico de 2013, em Ciência da Informação, na Universidade Federal de Pernambuco e objetiva, mais especificamente, descrever a trajetória do modelo de gestão documental \racional\" que foi utilizado"</text>
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