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                  <text>Mostra histórias do cinema e do povo de Goiás: estudo pedagógico
de redes sociais aplicadas à produção cultural

César Viana Teixeira (UFG) - cesarviana@gmail.com
Arnaldo Alves Ferreira Júnior (UFG) - arnaldo@facomb.ufg.br
Rhaydrick Sandokhan Pinheiro Teixeira Tavares (UFG) - rhaydrick@gmail.com
Resumo:
Este estudo analisa a experiência de duas turmas dos cursos de Biblioteconomia e de
Jornalismo da Universidade Federal de Goiás que juntas produziram a mostra cultural
“Histórias do Cinema e do Povo de Goiás” em janeiro de 2013 na cidade de Goiânia. Os alunos
usaram redes sociais para documentação e divulgação do evento e para dar visibilidade à
produção acadêmica feita na ocasião, tais como cobertura com uso de texto, imagem e
audiovisual. A proposta foi registrada como projeto de extensão e contou com o apoio de
alunos e professores de Gestão da Informação da UFG para o levantamento e análise de dados
gerados pelo fluxo do conteúdo criado pelos estudantes e pelo público participante. O evento
serviu como atividade pedagógica porque parte das aulas do semestre foram abertas ao
público e realizadas num cinema no centro da capital goiana. Este tipo de ação e registro
gerou repercussão impactante nas redes sociais proporcionando histórias e comentários em
14 Estados brasileiros e 13 países. A organização e a promoção da mostra também serviram
como teste de ferramentas digitais. O processo foi aberto e registrado em páginas de redes
sociais online e com a criação de blog e canal para apresentação de entrevistas, reportagens,
notas de imprensa, vídeos e áudios veiculados em rádio. O estudo de retorno desses fluxos de
conteúdo demonstra que os aplicativos foram eficientes tanto no que tange os objetivos
pedagógicos quanto de preservar e documentar o encontro entre artistas para pensar com os
alunos a cultura em Goiás.
Palavras-chave: Redes sociais. Internet. Cultura. Tecnologias da Informação. Cinema.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

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07 a 10 de julho de 2013.

Mostra histórias do cinema e do povo de Goiás: estudo pedagógico de redes
sociais aplicadas à produção cultural

Resumo:
Este estudo analisa a experiência de duas turmas dos cursos de Biblioteconomia e
de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás que juntas produziram a mostra
cultural “Histórias do Cinema e do Povo de Goiás” em janeiro de 2013 na cidade de
Goiânia. Os alunos usaram redes sociais para documentação e divulgação do
evento e para dar visibilidade à produção acadêmica feita na ocasião, tais como
cobertura com uso de texto, imagem e audiovisual. A proposta foi registrada como
projeto de extensão e contou com o apoio de alunos e professores de Gestão da
Informação da UFG para o levantamento e análise de dados gerados pelo fluxo do
conteúdo criado pelos estudantes e pelo público participante. O evento serviu como
atividade pedagógica porque parte das aulas do semestre foram abertas ao público
e realizadas num cinema no centro da capital goiana. Este tipo de ação e registro
gerou repercussão impactante nas redes sociais proporcionando histórias e
comentários em 14 Estados brasileiros e 13 países. A organização e a promoção da
mostra também serviram como teste de ferramentas digitais. O processo foi aberto e
registrado em páginas de redes sociais online e com a criação de blog e canal para
apresentação de entrevistas, reportagens, notas de imprensa, vídeos e áudios
veiculados em rádio. O estudo de retorno desses fluxos de conteúdo demonstra que
os aplicativos foram eficientes tanto no que tange os objetivos pedagógicos quanto
de preservar e documentar o encontro entre artistas para pensar com os alunos a
cultura em Goiás.
Palavras-chave: Redes sociais. Internet. Cultura. Tecnologias da Informação.
Cinema.
Área Temática: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente.

1 INTRODUÇÃO

Encontrar novas dinâmicas e formas de registro de produção acadêmica para
integrar as redes sociais ao cotidiano dos alunos da Faculdade de Comunicação e
Biblioteconomia (FACOMB) da Universidade Federal de Goiás (UFG) foram mote
para a mostra "Histórias do Cinema e do Povo de Goiás". A partir de uma parceria
entre a FACOMB/UFG e o Centro Cultural Goiânia Ouro, pertencente à Prefeitura de
Goiânia, foram apresentados filmes representativos da história do cinema mundial e
da produção cinematográfica do Estado de Goiás em uma mostra promovida e
organizada por estudantes a partir das especificações de um projeto de extensão.
Assim, parte das aulas dos alunos das disciplinas “Teoria da Ação Cultural”

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(Biblioteconomia) e “Cinema, Espectadores e Ciberespaço” (Jornalismo) passaram a
ser feitas de forma aberta junto à comunidade. Entre os dias 07 e 20 de janeiro de
2013, o cinema do Centro Cultural Goiânia Ouro também funcionou como sala de
aula com a colaboração de artistas relacionados à indústria do cinema de Goiás.
Apresentações artísticas complementaram o calendário e enriqueceram essa
mostra cultural. A realização de evento aberto reforça a intenção de buscar formas
de ampliar o canal de comunicação entre os temas expostos durante as aulas da
Universidade Federal de Goiás e a comunidade de Goiânia. Os alunos tiveram
oportunidade de desenvolver ação cultural em âmbito regional com apresentações
de artistas, produtores e diretores de cinema. O calendário escolar também se
mesclou ao calendário artístico, cultural e turístico da região metropolitana de
Goiânia.
Juntos aprenderam a elucidar a realidade da produção cinematográfica no
Estado de Goiás. Também houve palestras

e apresentações de artistas

representantes das mais diversas manifestações culturais goianas como os diretores
de cinema Lisa França, Ricardo de Podestá (indicado à premiação no Festival de
Berlim com a animação Destimação), Márcio Júnior, Ludielma Laurentino, Guilherme
Mendonça; o escritor Bariani Ortencio, membro da Academia Goiana de Letras;
artistas de rua; artistas de circo; músicos representantes da cena vanguardista da
cidade como Diego de Morais, Ultravespa, Fernando Manso; bailarinos e
pesquisadores responsáveis pela apresentação do projeto de extensão "Roçadeira,
encontros performáticos em lugares improváveis" da Faculdade de Dança da UFG.
A busca por aproximação às artes e à produção cultural se baseia em
preceitos como os preconizados pela pesquisadora Rodríguez (2010) a partir dos
estudos de Paulo Freire, Chantal Mouffe, Edward Said e Frantz Fanon e da
necessidade de mais pesquisa sobre a apropriação das novas tecnologias pelas
comunidades. Para ela os meios de comunicação cidadãos aportam o potencial de
gerar empoderamento entre quem os produz. O sujeito social que transforma sua
subjetividade, de um estado de passividade, isolamento e silencia a uma forma de
subjetividade ativa. (Rodríguez, 2010)
As duas turmas receberam o desafio inicial de criar uma mostra e os
dispositivos para divulgação e documentação como se fosse um trabalho muito
amplo e inalcançável. Na terceira semana após o início das atividades de produção
já percebiam o retorno dos artistas e se adaptavam aos mecanismos das

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ferramentas escolhidas para o desenvolvimento das atividades. As impressões dos
alunos foram bastante positivas ao final do evento e se refletiram nos relatórios finais
entregues via Wiki no sistema de educação à distância da FACOMB/UFG.
Além do evento presencial, houve a repercussão e as mais diversas
retransmissões e reformulações em âmbito digital. Conforme Pierre Lévy (1993),
a codificação digital relega a um segundo plano o tema do material. Ou melhor,
os problemas de composição, de organização, de apresentação, de dispositivos
de acesso tendem a libertar-se de suas aderências singulares aos antigos
substratos. Eis porque a noção de interface pode ser estendida ao domínio da
comunicação como um todo e deve ser pensada hoje em toda sua generalidade
(p.103).

Assim, os alunos conseguiram envolver a comunidade local e regional no
evento e fizeram repercutir a cultura de Goiás nas redes sociais online.

2 METODOLOGIA

As atividades foram validadas e revisadas no ambiente de ensino a distância
da FACOMB/UFG disponível em http://ead.facomb.ufg.br. Em ambiente fechado, os
alunos organizavam a mostra em conjunto entre as duas turmas. Com a ferramenta
Wiki foi possível acompanhar as mudanças na formulação do calendário do evento e
a marcação de entrevistas e toda a produção do evento. Além das atividades
comuns entre as turmas, cada aluno também contava com uma Wiki para realizar as
tarefas individuais. O uso desse tipo de ferramenta facilita o controle de horas de
atividade e também permite avaliar o histórico de publicações de cada aluno ou dos
avanços feitos em conjunto.
Quando já havia os nomes dos palestrantes e já tinham sido feitos os
primeiros contatos, os estudantes passaram a publicar os textos em ambiente
aberto: no blog http://cinemaerock.wordpress.com, criado e mantido pelos próprios
alunos de biblioteconomia e de jornalismo. Nesta página, os alunos apresentavam
as sinopses dos filmes da programação escolhida, os artigos e entrevistas com os
convidados, a repercussão na imprensa, vídeos e áudios feitos especialmente para
o evento. O blog começou a funcionar um mês antes do evento e serviu de primeiro
lugar de referência para o público interessado e para a imprensa.

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O

blog

se

integra

com

o

canal

de

vídeo

http://www.youtube.com/user/cinemaErock, criado para reunir os vídeos produzidos
pelos estudantes, divulgar os trailers dos filmes selecionados e os videoclipes dos
artistas goianos convidados para a mostra. No alto da página do blog à direita
aparece um logo do Youtube que se liga diretamente ao link do canal. As atividades
postadas nesse sistema eram validadas quando os estudantes publicavam os links
dos

vídeos

produzidos

nas

Wiki

individuais

disponíveis

no

Moodle

da

FACOMB/UFG. Para reforçar a divulgação também foi ativada a página
http://facebook.com/cinemaegoias

que

resultou

em

repercussão

nacional

e

internacional a uma atividade acadêmica que começou com a intenção de se fazer
aulas abertas com a comunidade local. O uso desse serviço proporcionou
simultaneidade e vivência com fotos, vídeos, textos e principalmente com a
participação de outros públicos que não podiam estar presentes no Cine Goiânia
Ouro, mas que acompanhavam os acontecimentos e os recomendavam aos amigos.
Essas ferramentas criaram espaço para ressignificação e ampliaram o âmbito
da mostra cultural colocando-a como tema de conversação e fluxo de imagens e
vídeos entre os mais diferentes tipos de público e lugares. Os dados de acesso e a
repercussão naquela rede social estão aqui apresentados como estudo de retorno e
justificativa de experiência pedagógica e de ação cultural válida.
O pesquisador

norte-americano John Downing

estuda os

meios

de

comunicação alternativos e cidadãos desde a década de 1970 e se refere às redes
sociais como um instigante novo campo de estudos par quem observa a
comunicação e a informação. Depois de tantas inovações com sistemas e
ferramentas de convivência digital que surgiram na primeira década deste século,
fica a dúvida de como celebrar o advento dessas mudanças trazidas pelas redes
sociais online e das constantes mudanças trazidas por essas novas formas de
comunicação. (DOWNING, 2010)
Nesta experiência, as redes sociais online serviram como suporte de
comunicação, mas principalmente como fonte de documentação, convivência,
integração e repercussão. Alunos de outros cursos e demais integrantes da
comunidade goiana também participaram do projeto de extensão. Para obter
certificação de participação os interessados deveriam se inscrever na página
http://bit.ly/mostragoias e responder as perguntas ali dispostas.

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Foram 144 inscrições em menos de um mês. Cada inscrição alimentava um
formulário automático com os dados básicos dos participantes. Isso evitou
problemas com inscrições em eventos realizados anteriormente pela mesma equipe:
os nomes a serem redigidos nos certificados seriam informados pelos próprios
inscritos e os e-mails de contato também seriam fornecidos por escrito pelos
próprios interessados. Isso também facilitou o controle de presença e o contato para
envio dos certificados em formato PDF aos alunos que cumpriram a carga horária
mínima de assistência – sem nenhum endereço eletrônico anotado de forma
errônea.
O uso de ferramentas abertas de registro e divulgação da mostra colabora
com o compartilhamento de todas as ações entre a comunidade em geral. As
atividades aproximaram os alunos dos agentes culturais e vice-versa promovendo
um saudável encontro entre academia e a cidadania de Goiânia. A agenda de
eventos da mostra foi escolhida e promovida pelos próprios alunos sob a
coordenação e a curadoria do professor responsável pelas disciplinas e pelo projeto
de extensão.
Para Jesús Martin-Barbero (2009), que entre suas reflexões recentes estão o
uso das ferramentes web como forma de inclusão e desenvolvimento social:
Temos acesso a tantas coisas e tantas línguas que já não sabemos o que
queremos. Hoje há tanta informação que é muito difícil saber o que é importante.
Mas o problema para mim não é o que vão fazer os meios, mas o que fará o
sistema educacional para formar pessoas com capacidade de serem
interlocutoras desse entorno; não de um jornal, uma rádio, uma TV, mas desse
entorno de informação em que tudo está mesclado. Há muitas coisas a repensar
radicalmente (MARTÍN-BARBERO, 2009).

No lugar de avaliações tradicionais, os alunos foram incentivados a criar
ambientes de informação para desenvolver atividades acadêmicas relacionadas com
textos, fotos e vídeos. Assim, estudantes de Biblioteconomia assistiram a palestras e
fizeram a cobertura do evento com relatórios escritos, fotos e vídeos que logo seriam
publicados na página do evento no Facebook e no blog feito em parceria com os
alunos de Jornalismo – responsáveis pela cobertura completa e pela divulgação na
imprensa convencional.
As atividades foram além da sala de aula e renderam artigos e citações nas
agendas dos principais jornais da região metropolitana de Goiânia, como neste
trecho do artigo publicado pela Tribuna do Planalto de janeiro de 2013:
A programação inclui 40 filmes que mesclam clássicos do cinema mundial e

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brasileiro com algumas produções regionais. Segundo uma das organizadoras
da mostra, a aluna de Jornalismo Luiza Mylena Costa Silva, a escolha da
temática goiana foi motivada pela necessidade de dar visibilidade à produção
local. ‘Vimos na mostra uma oportunidade de divulgar o cinema goiano e
questionar o que é feito aqui’ (LOBO, 2013).

O jornal de maior circulação do Estado de Goiás, o periódico O Popular
publicou reportagem sobre a abertura da mostra:
A programação de cinema, que contempla clássicos do cinema brasileiro e
mundial e também a produção feita em Goiás, é outra atração da mostra, com
sessões às 12h30, 15 horas e 20 horas. Entre os títulos, há desde filmes
pioneiros na pesquisa de linguagem, com O Gabinete do Dr. Caligari,
representante do expressionismo alemão dos anos 20, a obras como o
brasileiro Deus e O Diabo na Terra do Sol, dirigido por Glauber Rocha em 1962,
um dos criadores do cinema novo, passando pela graça poética e crítica de O
Grande Ditador, do universal Charles Chaplin. [...] A produção goiana de
audiovisual é representada com a exibição de vários curtas-metragens
premiados e também longas-metragens, casos de Número Zero, de Claudia
Nunes, e Mudernage, de Marcela Borela. (GUEDES, 2013).

3 OBJETIVOS
Os objetivos delineados pelas disciplinas envolvidas na ação, e que
culminaram na mostra, concentraram-se em aproximar os alunos de graduação dos
cursos de Biblioteconomia e Jornalismo nos espaços de desenvolvimento cultural de
Goiânia para que tenham contato com artistas e produtores e contribuam com
manifestações artísticas locais. Apresentar aos alunos, os principais ícones da
história do cinema mundial de acordo com bibliografia apresentada durante o curso
utilizando como espaço pedagógico o cinema municipal como forma de apropriação
deste espaço público pelos estudantes e pelo público em geral. Abrir espaços na
academia e em comunidade para exibir filmes - curtas e longas - produzidos em
Goiás, bem como artistas locais que se dedicam à ação cultural. Viabilizar testes e
estudos de usos de ferramentas de ensino a distância, de redes sociais online e
metodologias de gestão de informação digital integradas às atividades pedagógicas
de alunos dos referidos cursos. Compartilhar a discussão dos conteúdos
apresentados nas aulas da UFG de forma aberta a toda a comunidade de Goiânia.
E para aplicação dos conteúdos discutidos em sala de aula, finalmente, a
realização da Mostra aberta de cinema e de manifestações culturais à comunidade
como parte das atividades acadêmicas relacionadas às disciplinas de "Teoria “da
Ação Cultural” – do curso de Biblioteconomia” e “Cinema, Espectadores e o
Ciberespaço” – do curso de Jornalismo.

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4 ANÁLISE DE RESULTADOS
4.1 FALANDO SOBRE: ALCANCE DO EVENTO
Os resultados da realização da Mostra foram

obtidos a partir do

monitoramento de redes sociais, usando ferramentas disponibilizadas pela própria
rede em que foi criado o perfil referente à divulgação do evento, no caso o
Facebook. Seguem nesta seção os resultados alcançados com a divulgação do
evento a partir do uso de redes sociais.
As páginas da rede social Facebook - diferentemente dos perfis pessoais permitem o acesso às estatísticas geradas pelos fluxos de informação que nelas
circulam. A página facebook.com/cinemaegoias foi criada no dia 27 de dezembro de
2013 pelos alunos ligados ao projeto de extensão aqui exposto. Abaixo o gráfico
semanal de dezembro de 2012 a março de 2013 com a evolução semanal do
número de pessoas Falando Sobre1 os assuntos expostos naquela página.
Percebe-se a curva ascendente nas semanas que precederam o evento, obtendo
pico na semana do evento e mantendo uma constante de acessos após o fim do
evento:
Gráfico 1: Falando Sobre o evento no Facebook

Fonte: http://facebook.com/cinemaegoias.

1

Falando Sobre é um mecanismo de comentários da Rede Social Facebook que permite os usuários
comentarem e replicarem esses comentários compartilhando com outros usuários.

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A extratificação dos dados por países revela o alcance geográficos do evento
através das redes sociais. Apesar de ser considerado um evento local, o alcance no
Brasil atingiu mais de 20.000 pessoas, com sensível alcance na Espanha, Estados
Unidos, Portugal e Holanda. A divulgação do evento nestes países seria impossível,
considerando-se os recursos financeiros, se não houvesse a possiblidade de uso de
ferramentas eletrônicas , como as redes sociais. Ressalta-se ainda, que o alcance
não foi planejado inicialmente, dada as infinitas possibilidade de alcance dessas
ferramentas. O gráfico 2 mostra os países com maior alcance.
Gráfico 2: Falando Sobre - alcance do evento por países

Fonte: http://facebook.com/cinemaegoias.

A faixa etária dos usuários de rede social que foram atingidos pelo evento é
outro dado que chama a atenção. De acordo com o gráfico 3, a seguir, houve uma
grande concentração de usuários nas faixas etárias entre 18 e 54 anos, com alcance
significativo nas faixas que vão dos 13 aos 17, e faixas acimas de 55 anos. Esses
dados revelam uma alta concentração de usuários com perfil mais jovem a utilizarem
as redes sociais para terem acesso a eventos culturais, compartilhando também com
outros usuários informações a esse respeito. Com esses dados será possível, em
uma próxima edição do evento, aplicar recursos mais efetivos para atrair públicos
diferenciados.

Possibilitando

otimizar

preferências de públicos potenciais.

investimentos

financeiros

e

monitorar

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Gráfico 3: Falando Sobre – alcance do evento por faixa etária

Fonte: http://facebook.com/cinemaegoias.

4.2 CURTIR: MARCAÇÃO DE CONTEÚDO PREFERENCIAL
O Facebook possui uma ferramenta chamada “Curtir”, que funciona como
marcador de contéudos a partir da página dos usuários. Com esta ferramenta é
possível aos usuários selecionar conteúdos sobre os quais deseja receber
informações atualizadas. Assim, é posssível criar uma estrutura de fontes de
informações seletivas sobre as quais se deseja obter informações, segmentadas de
acordo com preferências pessoais. O que se observa no gráfico 4 é uma curva
ascendente de pessoas que marcaram conteúdos sobre a Mostra Histórias do
Cinema e do Povo de Goiás como conteúdo preferencial, este fato indica a
continuidade do evento nas redes sociais mesmo após seu fim, a partir do interesse
destas pessoas em continuar recebendo informações a esse respeito, e ainda
compartilhá-las com outras pessoas. O Facebook considera “curtir” as assinaturas
de páginas e todas as vezes que as pessoas que acessam marcam um comentário,
imagem ou vídeo. Os dados a seguir se referem às vezes que os “assinantes” ou
“visitantes” da página marcaram como favorita algum conteúdo ali publicado.
Interessante notar que as visitas e as “opções curtir” mantiveram 11 semanas
seguidas de curva ascendente. O evento começou na terceira semana após o
lançamento dessa página na rede.

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Gráfico 4 – Curtir – continuidade de evento nas redes sociais

Fonte: http://facebook.com/cinemaegoias.

Cada pessoa que “curte” a página passa a receber na sua lista pessoal de
novidades no Facebook – a chamada Linha do Tempo – isso equivale aos
tradicionais serviços de assinatura de jornais e revistas ou aos leitores de RSS . Até
porque apresentam determinado tipo de conteúdo a quem escolhe recebê-lo. No
final do mês de março haviam 282 inscritos para receber informações da página.
Neste caso, essas pessoas e os conhecidos listados nas redes de cada um deles
formam uma cadeia de leitores que também criam, recriam ou repercutem histórias.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dois meses após o evento, a página criada pelos alunos no Facebook
continua sendo acessada e gerando gráficos de fluxos de conteúdo. Isso comprova
como este sistema funciona como arquivo de consulta e gera novas histórias a cada
busca por informação a partir de afinidades e interesses compartilhados. Os
conteúdos criados e apresentados só foram possíveis pela união entre as turmas e
pelo trabalho organizado para atingirem as metas de produção e de divulgação da
mostra cultural.
Ao trabalharem em conjunto usando ferramentas compartilhadas conseguiram
atuar como uma redação editorial integrada entre os cursos de Biblioteconomia e
Jornalismo. A repercussão aqui exposta mostra que este é um caminho a ser ainda

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mais explorado e principalmente que sejam incorporadas novas ferramentas e
técnicas de difusão e integração entre comunidades de interesse.
Para as próximas atividades promovidas neste conceito, as aulas poderão ser
transmitidas ao vivo e complementadas com comentários das plateias locais e
remotas. Sendo assim, será preciso organizar os meios para a consecutiva análise
de dados desses fluxos e os possíveis desdobramentos como a criação de controle
de demandas de sistemas e aplicativos a serem criados especificamente para essas
experiências. Este trabalho já está contemplado como parte do conjunto de
pesquisa, desenvolvimento aliados à extensão hoje praticada na FACOMB/UFG.
As participações de artistas nas aulas também podem ser formatadas como
vídeo-aula e catalogados como séries de cursos de extensão à distância. Este
material também servirá como ferramenta de reforço para alunos de outros cursos
ou mesmo para escolas que se interessem por conteúdos em vídeo e pela
aproximação com artistas e produtores culturais goianos. Fica como meta para as
próximas edições a observação e experimentação de quais são as melhores formas
de se preparar as metas e estruturas de produção, divulgação e catalogação do
material desenvolvido para compartilhar com outras escolas e bibliotecas.
Os dados aqui apresentados são iniciais e podem ser mais específicos. Há
espaço para a criação de sistemas de monitoramento de assuntos que sejam de
interesse dessas comunidades que se formam a partir de afinidades compartilhadas.
Há aqui grande potencial de inovação na criação ou melhora de serviços e produtos
relacionados à educação aliada à ação cultural. Este foi um primeiro exemplo que
será continuado por alunos e professores da Faculdade de Comunicação e
Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás e por quem mais se interessar
em participar desta empreitada.

REFERÊNCIAS:
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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Mostra histórias do cinema e do povo de Goiás: estudo pedagógico de redes sociais aplicadas à produção cultural</text>
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              <text>Arnaldo Alves Ferreira Júnior</text>
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              <text>Rhaydrick Sandokhan Pinheiro Teixeira Tavares</text>
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          <name>Coverage</name>
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          <name>Description</name>
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              <text>Este estudo analisa a experiência de duas turmas dos cursos de Biblioteconomia e de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás que juntas produziram a mostra cultural “Histórias do Cinema e do Povo de Goiás” em janeiro de 2013 na cidade de Goiânia. Os alunos usaram redes sociais para documentação e divulgação do evento e para dar visibilidade à produção acadêmica feita na ocasião, tais como cobertura com uso de texto, imagem e audiovisual. A proposta foi registrada como projeto de extensão e contou com o apoio de alunos e professores de Gestão da Informação da UFG para o levantamento e análise de dados gerados pelo fluxo do conteúdo criado pelos estudantes e pelo público participante. O evento serviu como atividade pedagógica porque parte das aulas do semestre foram abertas ao público e realizadas num cinema no centro da capital goiana.  Este tipo de ação e registro gerou repercussão impactante nas redes sociais proporcionando histórias e comentários em 14 Estados brasileiros e 13 países. A organização e a promoção da mostra também serviram como teste de ferramentas digitais. O processo foi aberto e registrado em páginas de redes sociais online e com a criação de blog e canal para apresentação de entrevistas, reportagens, notas de imprensa, vídeos e áudios veiculados em rádio. O estudo de retorno desses fluxos de conteúdo demonstra que os aplicativos foram eficientes tanto no que tange os objetivos pedagógicos quanto de preservar e documentar o encontro entre artistas para pensar com os alunos a cultura em Goiás.</text>
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