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                  <text>As bibliotecas nacionais ibero-americanas na web 2.0: resultados
parciais sobre o Facebook

Jorge Moisés Kroll do Prado (SENAC) - jorge.exlibris@gmail.com
Elaine de Oliveira Lucas (UDESC) - lanilucas@gmail.com
Eva Herrero Curiel (UC3M) - evarpn@yahoo.es
Resumo:
O presente trabalho relata resultados parciais de um estudo maior onde se pretende analisar
como as bibliotecas, integrantes da ABINIA, se adaptaram a web 2.0. Trata-se de um estudo
amplo sobre como as bibliotecas estão utilizando as redes sociais, em especial as mais
relevantes em nível de usuários e penetração em países ibero-americanos. O estudo analisa os
perfis que estas bibliotecas nacionais têm nas redes sociais Facebook, Twitter, Flickr e
Youtube, bem como, os conteúdos que difundem por meio delas e a interação que estabelecem
com os usuários. Os dados sobre a utilização das redes sociais pelas bibliotecas nacionais
ibero-americanas foram coletados entre os meses de outubro a dezembro de 2012. Pode-se
perceber que as redes sociais, com base nos inúmeros recursos que proporcionam, são pouco
utilizadas pelas Instituições abarcadas neste estudo. Das 22 Bibliotecas previamente incluídas,
nove delas não utilizam nenhuma das redes sociais investigadas. Já dentro das que utilizam
alguma delas percebemos que 11 Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas utilizam o Facebook.
Foram elaboradas fichas para observação dos perfis no Facebook das Bibliotecas Nacionais e
analisados dados descritivos dos perfis, bem como o conteúdo das timelines das 11 Bibliotecas
Nacionais analisadas. No entanto na análise de conteúdo podemos perceber que não existe
praticamente nenhum tipo de conteúdo disponibilizado aos usuários e mesmo a utilização
como ferramenta de contato com a Biblioteca é totalmente ineficiente. Verificamos que as
redes sociais não são utilizadas pelas Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas e quando
utilizadas suas utilização acontece de forma ineficiente e fortuita.
Palavras-chave: Bibliotecas Nacionais. Redes sociais. Web 2.0. Facebook
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

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As bibliotecas nacionais ibero-americanas na web 2.0:
resultados parciais sobre o Facebook

Resumo
O presente trabalho relata resultados parciais de um estudo maior onde se pretende
analisar como as bibliotecas, integrantes da ABINIA, se adaptaram a web 2.0. Tratase de um estudo amplo sobre como as bibliotecas estão utilizando as redes sociais,
em especial as mais relevantes em nível de usuários e penetração em países iberoamericanos. O estudo analisa os perfis que estas bibliotecas nacionais têm nas
redes sociais Facebook, Twitter, Flickr e Youtube, bem como, os conteúdos que
difundem por meio delas e a interação que estabelecem com os usuários. Os dados
sobre a utilização das redes sociais pelas bibliotecas nacionais ibero-americanas
foram coletados entre os meses de outubro a dezembro de 2012. Pode-se perceber
que as redes sociais, com base nos inúmeros recursos que proporcionam, são
pouco utilizadas pelas Instituições abarcadas neste estudo. Das 22 Bibliotecas
previamente incluídas, nove delas não utilizam nenhuma das redes sociais
investigadas. Já dentro das que utilizam alguma delas percebemos que 11
Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas utilizam o Facebook. Foram elaboradas
fichas para observação dos perfis no Facebook das Bibliotecas Nacionais e
analisados dados descritivos dos perfis, bem como o conteúdo das timelines das 11
Bibliotecas Nacionais analisadas. No entanto na análise de conteúdo podemos
perceber que não existe praticamente nenhum tipo de conteúdo disponibilizado aos
usuários e mesmo a utilização como ferramenta de contato com a Biblioteca é
totalmente ineficiente. Verificamos que as redes sociais não são utilizadas pelas
Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas e quando utilizadas suas utilização acontece
de forma ineficiente e fortuita.
Palavras-chave: Bibliotecas nacionais. Redes Sociais. Web 2.0. Facebook.
Área Temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo
a frente.

1 Introdução

As redes sociais nascem no entorno da web 2.0 e fazem parte do nosso dia a
dia. Todas as áreas profissionais, em especial aquelas relacionadas com a
informação e a comunicação (Jornalismo, Publicidade, Comunicação Audiovisual,
Biblioteconomia e Documentação…) desenham estratégias objetivando fazer parte
deste conglomerado onde convergem emissores, receptores e mensagens. O
intercâmbio de conteúdo em tempo real, a interatividade, a ubiquidade ou a
participação por parte do usuário, bem como a acessibilidade a informação valiosa

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fazem destas novas ferramentas um recurso funcional para os centros de
informação. A web 2.0 tem permitido às bibliotecas colaborar e criar comunidades
on-line, bem como explorar novas formas para comunicar, educar e atrair novos
usuários.
As bibliotecas nacionais por suas próprias particularidades têm sido objeto de
reflexão e estudo durante o século XX. A IFLA (International Federation of Libraries
Associations) criou em 1952 uma seção específica com o propósito de trocar
experiências internacionais e encontrar possíveis soluções às múltiplas variáveis que
afetam as funções deste tipo de biblioteca. Em 1958 celebrou-se em Viena (Áustria)
um colóquio sobre as bibliotecas nacionais da Europa, que permitiu visualizar os
diferentes papéis e serviços destas instituições. No final da década de 80, a
UNESCO solicitou à IFLA estudos para estabelecer linhas de interesse mútuo entre
elas.
O presente trabalho relata resultados parciais de um estudo maior onde se
pretende analisar como as bibliotecas nacionais integrantes da Asociación de
Estados Iberoamericanos para el desarrollo de las Bibliotecas Nacionales de
Iberoamérica. (ABINIA), se adaptaram a web 2.0. Trata-se de um estudo amplo
sobre como as bibliotecas estão utilizando as redes sociais, em especial as mais
relevantes em nível de usuários e penetração em países ibero-americanos. O estudo
analisa os perfis que estas bibliotecas nacionais têm nas redes sociais Facebook,
Twitter, Flickr e Youtube, bem como, os conteúdos que difundem por meio delas e a
interação que estabelecem com seus usuários.
Os resultados parciais da pesquisa mostram que o Facebook é a rede social
mais utilizada pelas bibliotecas nacionais ibero-americanas: 11 bibliotecas têm um
perfil nesta rede social e a menos representativa é o Flickr, utilizada por uma única
biblioteca. É importante assinalar que das 22 bibliotecas nacionais analisadas, 9 não
trabalham com nenhuma rede social.
Com base nestes primeiros resultados apresentamos aqui uma análise
descritiva de como estas bibliotecas estão utilizando o Facebook, bem como, os
conteúdos que difundem por meio dele e a interação que estabelecem com seus
usuários.

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2 Redes sociais na internet

Cada vez mais encontramos na literatura acadêmica definições sobre o que
são as redes sociais na Internet. A maior parte destas definições coincide em
assinalar que estas plataformas sociais potencializam o intercâmbio de conteúdo, as
relações entre usuários ou a criação de comunidades (BOYD &amp; ELLISON, 2008;
KROSKI, 2008; MARGAIX ARNAL, 2007; NAFRÍA, ISMAEL, 2008; TIM O´REILLY,
2005).
Para este trabalho, desenvolvemos a seguinte definição: Redes sociais são
plataformas on-line que permitem aos usuários conectar seu perfil pessoal com
outros perfis pessoais ou institucionais que podem seguir e compartilhar informação.
Nestas plataformas os usuários estabelecem relações equitativas que lhes permitem
criar conteúdos multimídia que podem difundir a partir de seus perfis, podendo gerar
comentários e participar de forma interativa nas diferentes propostas que emergem
nestas redes.
No caso das bibliotecas, e a aplicação da Social Media ao contexto
bibliotecário, falamos de instituições que como “garantia de acesso a uma cultura
democrática, devem estar onde estão seus usuários” (CORDÓN GARCÍA, et. al.
2010, p. 278), e neste momento os usuários estão em redes sociais. Segundo os
dados do relatório Social Media Around the World, sete em cada dez usuários de
Internet fazem parte de ao menos uma rede social. Facebook, Google+ e Twitter são
as mais utilizadas em nível mundial.
Para incorporar o conceito à área da Biblioteconomia, a maior parte das
aproximações teóricas entende as novas potencialidades que oferece a rede social
como um passo a mais no caminho da modernização e atualização dos centros de
informação. Desta maneira, a web 2.0 traz recursos novos e interessantes para as
principais atividades do bibliotecário no que tange a difusão da informação de forma
organizada (BRADLEY, 2007, p. 9. Tradução nossa), além de tornar a comunicação
mais rápida com os usuários e comunidades (MARQUINA, 2010. Tradução nossa).
Alguns autores consideram que nas bibliotecas deveria ser fomentado mais o
uso das redes sociais, de maneira que os usuários tivessem mais um espaço para
interagir com estas instituições. No caso das bibliotecas nacionais, onde a
aproximação com o usuário é escassa, estas plataformas podem se converter em

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via de aproximação útil para o cidadão e consequentemente para a própria
instituição.
As redes sociais selecionadas para serem analisadas neste estudo
correspondem à presença que estas têm na Ibero América. Facebook, Twitter,
Youtube e Flickr são as redes com mais usuários nos diferentes países iberoamericanos segundo o último Congresso Ibero-americano sobre Redes Sociais1.
A seguir descreveremos de forma breve os antecedentes e a natureza da
rede social mais utilizada na Ibero América, para conhecer a repercussão e
penetração da plataforma e assinalando algumas utilidades desta ferramenta social
para a Biblioteconomia.

2.1 Facebook

O Facebook nasceu em 2004 das mãos de Mark Zuckerberg e outros
estudantes da Universidade de Harvard. Em 2007 lançou suas versões em Francês,
Alemão e Espanhol e atualmente está disponível em mais de 70 línguas.
No inicio esta rede social estava somente com permissões aos alunos de
algumas universidades americanas, adiante se expandiu a colégios, grupos de
trabalho até se internacionalizar. A finalidade do Facebook é fomentar e aumentar
interações pessoais que já existem na vida real. Assim, esta rede social é um lugar
de reencontro para ex-colegas de universidades, de trabalho e também, e cada vez
mais, está se convertendo em uma extensão dos grupos sociais que pertencemos
fisicamente, como nossa família e círculos de amigos.
Entre algumas das ferramentas oferecidas pelo Facebook aos usuários
registrados se encontram a possibilidade de criar listas, eventos, grupos e páginas.
Seu sistema de funcionamento é por meio da timeline de cada usuário onde podem
ser feitos comentários, acrescentar fotos, links ou vídeos. A privacidade e visibilidade
de cada um dos usuários desta rede dependem da configuração estabelecida pelo
próprio membro.
O Facebook desde o início optou para que o perfil de cada um só fosse visto
por membros que pertencessem ao círculo de relações, de maneira que qualquer

1

A segunda edição do Congresso Iberoamericano Sobre Redes Sociais, iRedes, teve lugar nos dias
22 e 23 de março de 2012 em Burgos (Espanha) e pode ser consultado um resuo do evento em
http://www.iredes.es/

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usuário não pudesse visitar a timeline de outro usuário, se previamente este não
houvesse o aceitado como “amigo”.
Para as bibliotecas, o Facebook constitui uma importante vitrine para se
conhecer melhor os usuários habituais e aqueles que não o são. A presença das
bibliotecas nesta rede pode ser constituída como página (uma das opções que mais
utilizam as empresas em nível de marketing), de forma individual (o que outorga ao
perfil maior interatividade e proximidade) ou como grupo (que permite gerar uma
maior identidade coletiva).

3 A convergência tecnológicas nas bibliotecas
A história das bibliotecas reflete profundamente a cultura de uma determinada
época, sociedade e local, mas principalmente a forma como a informação é
registrada e disseminada. Com o tempo, elas se segmentaram para atender de
forma mais efetiva as necessidades informacionais de cada comunidade; mas em
âmbito geral, compreendemos a biblioteca como:
Uma coleção de materiais para uso, após serem ordenados e catalogados,
em qualquer suporte (as tecnologias de época assim se colocam: desde as
tábulas de argila aos registros de computador), com uma política sistemática
de formação do acervo (resultando em intenções, conscientes ou
inconscientes, particulares ou institucionais) e preocupações voltadas tanto
à preservação e ordem quanto ao acesso às suas coleções, para que se
possa tirar proveito e oportunidade na condição de usuário, podendo
também ter a função de ferramenta social ou de depósito para a memória da
humanidade. (ZAFALON, 2006, p. 63)

Com estas premissas, o papel social da biblioteca em se enquadrar com as
tendências tecnológicas de cada época é sempre respeitado, de forma que elas
sejam poderosas aliadas para a disseminação da informação.
É importante entender o que o termo tecnologia compreende e Saracevic
(1974) nos apresenta a amplitude de quatro significados, que vão depender dos
contextos de uso e de usuário. No primeiro destes significados, tecnologia refere-se
a máquinas ou equipamentos, ou seja, apresenta-se como um significado mais
“concreto”, “físico”. Já no segundo significado, os procedimentos, regras, normas ou
padrões de utilização destas máquinas é que dão o significado para tecnologia.
Nos dois últimos significados apresentados por Saracevic (1974) à tecnologia,
há o conhecimento embutido, resultante de uma série de informações, como é o

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caso dos processos, que dão o entendimento para o funcionamento das máquinas e
das normas ou regras e que também pode ser compreendido como tecnologia. Por
último significado, há a inclusão de pessoas que criam todos os significados
anteriores e também se apresentam como tecnologia, segundo Saracevic (1974).
Destes quatro significados, Saracevic (1974) ainda classifica as tecnologias
em três, conforme as tarefas que realizam: a) impressão, reprodução, reprografia; b)
telecomunicação e c) computação e processos lógicos similares.
Todas elas, de alguma forma, estão ou já estiveram em bibliotecas, auxiliando
na disseminação da informação:
Como instituição social, a biblioteca possui longa e complexa experiência
com as tecnologias vigentes a cada época: ‘imprensa, máquina de escrever,
telefone, telex, mimeógrafo, microfilme, cartão perfurado nas margens,
computador, disco ótico e redes eletrônicas (CUNHA, 1999, p. 257 apud
ZAFALON, 2006, p. 75).

Estas tecnologias também trouxeram uma categorização às bibliotecas.
Depois de terem se segmentado – bibliotecas pública, universitária, escolar,
comunitária, privada, nacional, especializada - e atendendo a determinados públicos
de forma mais efetiva, as bibliotecas se apresentam também conforme a tipologia
das informações que são acessadas de acordo com as tecnologias disponíveis.
Na literatura da área, podem-se encontrar diversas opiniões a respeito desta
classificação, sendo que a maioria delas versa sobre os seguintes tipos:
Biblioteca automatizada: acesso local às informações impressas com
metainformações digitais;
Biblioteca digital: acesso remoto às informações e metainformações
digitais;
Biblioteca híbrida: acesso local e remoto às informações impressas e
digitais e às metainformações digitais; e
Biblioteca tradicional: acesso local às informações e metainformações
impressas. (AMARAL, 2004 apud ZAFALON, 2006, p. 64, grifo nosso).

Desta forma, a convergência das bibliotecas esteve sempre atrelada ao
desenvolvimento das tecnologias e sempre acompanharão esta evolução, visto que
são as novas tecnologias que governam o consumo de informação, o
comportamento das pessoas e a modelagem de suas percepções a respeito de toda
sociedade. “As atitudes de uma comunidade e suas preferências em relação à
informação assumem uma forma concreta do projeto e nos serviços de uma
biblioteca” (CARR, 2011, p. 139).

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4 As bibliotecas nacionais

A definição da Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e
a Cultura (UNESCO) para Bibliotecas Nacionais coloca ênfase nas funções
relacionadas ao patrimônio e de forma secundária aborda funções relacionadas à
infraestrutura:
Bibliotecas que, independentemente do seu título, é responsável pela
aquisição e conservação de cópias de todas as publicações importantes
publicados no país e funcionando como um "depósito" de biblioteca seja por
lei ou sob outras providências. Eles também irão realizar normalmente
algumas das seguintes funções: produzir uma bibliografia nacional; segurar
e manter atualizada uma coleção grande e representante da literatura
estrangeira, incluindo livros sobre o país; funcionará como um centro
nacional de informação bibliográfica; catálogos coletivos de compilação;
publicar a bibliografia retrospectiva nacional. Bibliotecas que podem ser
chamadas de "nacional", mas cujas funções não correspondem com as
definições acima não devem ser colocadas na categoria de "bibliotecas
nacionais (SCHICK, 1971, p. 8-9. Tradução nossa).

De acordo com esta definição o que distingue essencialmente uma biblioteca
nacional são as responsabilidades de aquisição e preservação de publicações do
país e da função de depósito legal. A ênfase está em funções relacionadas ao papel
da biblioteca nacional como guardião de parte do patrimônio nacional. No entanto, a
publicação da bibliografia nacional de serviços, como um "centro nacional de
informação bibliográfica" e à elaboração de um catálogo de união são exemplos de
tarefas típicas de infraestrutura de uma biblioteca nacional enfatizando serviço para
bibliotecas do país.
As bibliotecas nacionais por suas próprias particularidades têm sido objeto de
reflexão e estudo durante o século XX. A IFLA (International Federation of Libraries
Associations) criou em 1952 uma seção específica com o propósito de trocar
experiências internacionais e encontrar possíveis soluções às múltiplas variáveis que
afetam as funções deste tipo de biblioteca. Em 1958 celebrou-se em Viena (Áustria)
um colóquio sobre as bibliotecas nacionais da Europa, o que permitiu visualizar os
diferentes papéis e serviços destas instituições. No final da década de 80, a
UNESCO solicitou à IFLA estudos para estabelecer linhas de interesse mútuo entre
elas.
A comunidade bibliotecária internacional compartilha que dentre as principais
responsabilidades destas bibliotecas se encontra: formação e conservação da

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coleção nacional pela via do depósito legal, compilação e difusão da bibliografia
nacional, desenvolvimento de uma coleção estrangeira "representativa" da cultura
mundial, conservação de documentos em diversidade de suportes e formatos, e
prestação de serviços aos usuários e ao sistema bibliotecário em seu conjunto.

4.1 Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas

A Ibero-América é uma região geográfica que compreende os países da
Península Ibérica e os países da América Latina. Os 22 países que formam a IberoAmérica são: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador,
El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá,
Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Porto Rico, Uruguai e Venezuela.
As Bibliotecas Nacionais dos países ibero-americanos possuem um fórum
inter-regional que as reuni, trata-se da ABINIA. A Asociación de Bibliotecas
Nacionales de Iberoamérica (ABINIA) foi fundada no México em 14 de dezembro de
1989. Em outubro de 1999 aprovou-se em Lima (Peru) a ata constitutiva que lhe
outorga o caráter de Organismo Internacional com uma nova denominação:
Asociación de Estados Iberoamericanos para el Desarrollo de las Bibliotecas
Nacionales de Ibero América, porém foi mantida a sigla ABINIA. A Associação tem
como objetivos principais, como constam em seu site:
- Reunir e manter informação atualizada e retrospectiva sobre as Bibliotecas
Nacionais Ibero-americanas;
- Realizar os gerenciamentos que forem necessários para criar consciência
sobre a significação e importância do patrimônio bibliográfico e
documentário dos países membros;
- Adotar políticas, estratégias, normas e programas de capacitação para a
preservação das coleções das bibliotecas nacionais;
- Adotar normas técnicas compatíveis, que garantam o controle bibliográfico,
facilitem o intercâmbio de materiais e informação e a automação dos
sistemas de informação;
- Elaborar fontes de referência nacionais e regionais que fomentem a
investigação, o estudo e o intercâmbio de informação;
- Vincular às bibliotecas nacionais com as demais bibliotecas, bem como
com as redes e sistemas de informação existentes;
- Divulgar as coleções por médio de catálogos, edições e exposições;
- Apoiar programas de formação acadêmica e de capacitação em serviços
orientados à atualização e aperfeiçoamento dos recursos humanos das
bibliotecas nacionais, bem como de formação de usuários;
- Trocar experiências e realizar investigações conjuntas sobre problemas
inerentes às bibliotecas nacionais;
- Brindar assistência técnica aos membros que o solicitem;
- Gerenciar a obtenção de recursos financeiros, materiais e humanos que
contribuam à consolidação e modernização das coleções e serviços das

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bibliotecas nacionais e que permitam a realização de programas
cooperativos;
- Realizar qualquer outra atividade que as Partes decidam, de comum
acordo, levar a cabo em cumprimento dos fins da presente Ata. (ABINIA,
2012)

Mesmo os países ibero-americanos tendo grande afinidade histórica, cultural
e linguística e as Bibliotecas Nacionais tendo a ABINIA como elo, existe uma grande
diferença nas estruturas e serviços destas bibliotecas.
Acreditando que estas diferenças são perceptíveis também por meio de
estudos que contemplam as atividades nas redes sociais demonstrando o quão
familiarizadas estão estas Bibliotecas com as mídias sociais é que se iniciou o
projeto que dá sustentação aos dados apresentados de forma parcial neste trabalho.

5 Metodologia
O presente trabalho relata resultados parciais de um estudo maior onde se
pretende analisar como as bibliotecas, integrantes da ABINIA, se adaptaram a web
2.0. Trata-se de um estudo amplo sobre como as bibliotecas estão utilizando as
redes sociais, em especial as mais relevantes em nível de usuários e penetração em
países ibero-americanos. O estudo analisa os perfis que estas bibliotecas nacionais
têm nas redes sociais Facebook, Twitter, Flickr e Youtube, bem como, os conteúdos
que difundem por meio delas e a interação que estabelecem com os usuários.
Os dados sobre a utilização das redes sociais pelas bibliotecas nacionais
Ibero-americanas foram coletados entre os meses de outubro a dezembro de 2012.
Foram elaboradas fichas para observação dos perfis no Facebook das
Bibliotecas Nacionais e analisados dados descritivos como o início das atividades na
rede, número e natureza dos eventos descritos, participação dos amigos do perfil por
meio de curtidas ou comentários, quantidade e natureza de elementos multimídia e
ainda o conteúdo da timeline das 11 Bibliotecas Nacionais que utilizam o Facebook.
6 Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas e a Web 2.0
Os resultados parciais da investigação coletados em dezembro de 2012
mostraram que o Facebook é a rede social mais utilizada pelas bibliotecas nacionais
ibero-americanas - 11 bibliotecas têm um perfil nesta rede social. E a menos
representativa é o Flickr, utilizada por uma única biblioteca. É importante assinalar

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que das 22 bibliotecas nacionais analisadas 09 não trabalham com nenhuma rede
social estudada e duas delas não possui Site (homepage) da Biblioteca.
Quadro 1 - BNs Ibero-americanas e utilização de Redes Sociais
Nome da BN (ano de criação)
Biblioteca Nacional da Argentina (1810)
Biblioteca Nacional da Bolívia (1825)
Biblioteca Nacional do Brasil (1810)
Biblioteca Nacional da Colômbia (1823)
Biblioteca Nacional da Costa Rica (1888)
Biblioteca Nacional de Cuba (1901)
Biblioteca Nacional do Chile (1818)
Biblioteca Nacional do Equador (1792)
Biblioteca Nacional de El Salvador (1870)
Biblioteca Nacional da Espanha (1712)
Biblioteca Nacional da Guatemala (1879)
Biblioteca Nacional de Honduras (1880)
Biblioteca Nacional do México (1833)
Biblioteca Nacional da Nicaragua (1880)
Biblioteca Nacional do Panamá (1942)
Biblioteca Nacional do Paraguai (1887)
Biblioteca Nacional do Peru (1821)
Biblioteca Nacional de Portugal (1796)
Biblioteca Nacional da Rep. Dominicana (1989)
Biblioteca Nacional de Porto Rico (1967)
Biblioteca Nacional do Uruguai (1815)
Biblioteca Nacional da Venezuela (1833)

Possui
Site

Facebook

Youtube

Twitter

Flickr

Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim

Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
-

Sim
Sim
-

Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim

Sim
-

Fonte: Elaborado pelos autores (2013).

Com o resultado da maior utilização das redes sociais das Bibliotecas
Nacionais Ibero-americanas apontando para o Facebook, foram coletadas
informações sobre a quantidade e os diferentes conteúdos abordados nos perfis
destas bibliotecas.

6.1 Perfil das Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas e o Facebook
A chegada das Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas no Facebook inicia em
11 de agosto de 2008 com a entrada da Biblioteca Nacional do Chile. Das 11
bibliotecas Nacionais que utilizam esta rede social a ultima registrada foi a BN da
Republica Dominicana em 08 de agosto de 2012. Importante salientar que as
demais Bibliotecas Nacionais da ABINIA não possuíam perfis no Facebook até a
data desde estudo (dezembro de 2012).
A linha do tempo na criação de Perfis das Bibliotecas Nacionais no Facebook
está representada na figura abaixo.

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Figura 1- Adesão das BNs no Facebook – Linha do tempo

Chile

Colômbia

2008

Argentina

2009

Espanha

Portugal

2010
Peru

Guatemala

El Salvador

2011

Rep. Dominicana

2012
Brasil

Honduras

A quantidade de ‘amigos’ de cada um dos perfis das Bibliotecas Nacionais
pode ser apresentada com a liderança da BN da Espanha com 2.519 amigos, a do
Chile com 921, Brasil com 902, Peru com 855, Guatemala com 847, Argentina com
825, Colômbia 210, Portugal 79, Honduras 2, Rep. Dominicana 1 e El Salvador sem
nenhum registro.
Gráfico 1 – Distribuição de “amigos” nos perfis das BNs

Argentina

3000

Brasil

2500

Colombia

2000

Chile
El Salvador

1500

Espanha

1000

Guatemala
Honduras

500

Peru

0
Amigos

Portugal
Rep. Dominicana

Fonte: Elaborado pelos autores (2013).

Quanto as ‘curtidas’ de cada um dos perfis das Bibliotecas Nacionais no
Facebook a Espanha possui 126.994 curtidas, a BN do Peru com 33.673, Brasil com
13.475, Argentina com 11.996, Chile com 11.949, Colômbia com 7.727, Portugal
com 3.947, El Salvador com 36, Honduras com 24, Rep. Dominicana com 21 e
Guatemala sem nenhum registro neste item.

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Gráfico 2 – Distribuição de “Curtidas” nos perfis das BNs

Argentina

140.000

Brasil

120.000

Colombia

100.000

Chile

80.000

El Salvador

60.000

Espanha

40.000

Guatemala
Honduras

20.000

Peru

0

Portugal
Curtidas

Rep. Dominicana

Fonte: Elaborado pelos autores (2013).

Em relação ao conteúdo dos perfis das Bibliotecas Nacionais a utilização de
‘elementos multimídias’ (álbuns, vídeos, etc) estão assim dispostos: Espanha com
179 elementos de multimídia em seu perfil, Chile com 130, Peru com 60, Argentina
com 35, Brasil com 34, Portugal com 26, Rep. Dominicana e Honduras com 3 e 2
respectivamente, e por fim

El Salvador com apenas 1 elemento multimídia

registrado. As BNs da Colômbia e Guatemala não apresentaram nenhum elemento
nesta categoria de análise.
Gráfico 3 – Distribuição de “Multimídias” nos perfis das BNs

Argentina

180
160
140
120
100
80
60
40
20
0

Brasil
Colombia
Chile
El Salvador
Espanha
Guatemala
Honduras
Peru
Multimidia

Fonte: Elaborado pelos autores (2013).

Portugal
Rep. Dominicana

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Ainda quanto ao conteúdo dos perfis das Bibliotecas Nacionais a utilização
para divulgação e convite de ‘Eventos’ foi assim apresentada: Peru com 34 registros,
Chile com 27, Espanha com 21, Colômbia com 19, Argentina com 12, El Salvador
com 2, Portugal com apenas 1 registro. As BNs de Brasil, Guatemala, Honduras e
Rep. Dominicana não apresentaram nenhum evento em seus perfis.
Gráfico 4 – Distribuição de “Eventos” nos perfis das BNs

Argentina

35

Brasil

30

Colombia

25

Chile

20

El Salvador

15

Espanha
Guatemala

10

Honduras

5

Peru

0
Eventos

Portugal
Rep. Dominicana

Fonte: Elaborado pelos autores (2013).

7 Considerações finais
Este trabalho aponta alguns aspectos da utilização das redes sociais pelas
Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas. Por meio de estudo preliminar podemos
perceber que essas redes, com base nos inúmeros recursos que proporcionam,
estão sendo pouco utilizadas pelas Instituições abarcadas nestes estudos. Das 22
Bibliotecas previamente incluídas no estudo nove delas não utilizam nenhum tipo de
redes escolhidas para este estudo. Já dentro das que utilizam alguma percebemos
que 11 Bibliotecas utilizam o Facebook, no entanto na análise de conteúdo podemos
perceber que não existe praticamente nenhum tipo de conteúdo disponibilizado aos
usuários e mesmo a utilização como ferramenta de contato com a Biblioteca é
totalmente ineficiente.
Mesmo sendo um estudo parcial referente a uma pesquisa ampla que trata da
utilização de outras redes sociais acreditamos que o Facebook é a mais utilizada por
estas bibliotecas, mas que poderia ser de forma mais ampla, efetiva e estruturada.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Verificamos que as redes sociais não são utilizadas pelas Bibliotecas
Nacionais Ibero-americanas de forma estratégica ou para ampliar a imagem da
instituição de forma eficaz e quando utilizadas acontece de forma ineficiente e
fortuita.
REFERÊNCIAS
ASOCIACIÓN DE ESTADOS IBEROAMERICANOS PARA EL DESAROLLO DE
LAS BIBLIOTECAS NACIONALES DE IBEROAMERICA. ABINIA. Site. Disponível
em: &lt;http://abinia.ucol.mx/&gt;. Acesso em: 08 mar. 2013.
BOYD, D. M., &amp; ELLISON, N. B. Social Network Sites: definition, history and
scholarship. In: Journal of Computer-Mediated communication, v. 13, p. 210-230,
2008.
BRADLEY, P. How to use Web 2.0 in your library. London: Facet, 2007.
CARR, Nicholas. A geração superficial: o que a internet está fazendo com os
nossos cérebros. Rio de Janeiro: Agir, 2011.
CORDÓN GARCÍA, J. A. et al. Las nuevas fuentes de información: información y
búsqueda documental en el contexto de la web 2.0. Madrid: Pirámide, 2010.
KROSKI, E. Web 2.0 for librarians and information professionals. New York:
Neal-Schuman Publishers, 2008.
MARGAIX Arnal, D. (2007). Conceptos de la web 2.0 y biblioteca 2.0: origen,
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información, v. 16, n. 2, 2007, p. 95-107. Disponível em: &lt;
http://eprints.rclis.org/9521/1/kx5j65q110j51203.pdf&gt;. Acesso em: 17 dez. 2012.
MARQUINA, J. El uso de Twitter y Facebook en las bibliotecas. Disponível em:
&lt;http://www.julianmarquina.es/uso-twitter-facebook-bibliotecas&gt;. Acesso em: 17 dez.
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SARACEVIC, Tefko. Tecnologia da informação, sistemas de informação e
informação como utilidade pública. In: Ci. Inf., n.1, v. 3, p. 57-67, 1974. Disponível
em: &lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/1689/1294&gt;. Acesso em:
21 mar. 2013.
UNITED NATIONS EDUCATIONAL, SCIENTIFIC AND CULTURAL
ORGANIZATION. Site. Disponível em: &lt;http://www.unesco.org/new/en/&gt;. Acesso
em: 10 mar. 2013.
ZAFALON, Zaira Regina. As bibliotecas na cibercultura: crítica da estética da
informação na era do cyberspace. 147 f. 2006. Dissertação (Programa de Estudos
Pós-graduados em Comunicação e Semiótica) – Pontifícia Universidade Católica de
São Paulo, São Paulo, 2006. Disponível em:

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

&lt;http://eprints.rclis.org/9059/1/As_bibliotecas_na_cibercultura__Zaira_Regina_Zafalon.pdf&gt;. Acesso em 21 mar. 2013.

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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>As bibliotecas nacionais ibero-americanas na web 2.0: resultados parciais sobre o Facebook</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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            <elementText elementTextId="27678">
              <text>Jorge Moisés Kroll do Prado</text>
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            <elementText elementTextId="27679">
              <text>Elaine de Oliveira Lucas</text>
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            <elementText elementTextId="27680">
              <text>Eva Herrero Curiel</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>O presente trabalho relata resultados parciais de um estudo maior onde se pretende analisar como as bibliotecas, integrantes da ABINIA, se adaptaram a web 2.0. Trata-se de um estudo amplo sobre como as bibliotecas estão utilizando as redes sociais, em especial as mais relevantes em nível de usuários e penetração em países ibero-americanos. O estudo analisa os perfis que estas bibliotecas nacionais têm nas redes sociais Facebook, Twitter, Flickr e Youtube, bem como, os conteúdos que difundem por meio delas e a interação que estabelecem com os usuários. Os dados sobre a utilização das redes sociais pelas bibliotecas nacionais ibero-americanas foram coletados entre os meses de outubro a dezembro de 2012. Pode-se perceber que as redes sociais, com base nos inúmeros recursos que proporcionam, são pouco utilizadas pelas Instituições abarcadas neste estudo. Das 22 Bibliotecas previamente incluídas, nove delas não utilizam nenhuma das redes sociais investigadas. Já dentro das que utilizam alguma delas percebemos que 11 Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas utilizam o Facebook. Foram elaboradas fichas para observação dos perfis no Facebook das Bibliotecas Nacionais e analisados dados descritivos dos perfis, bem como o conteúdo das timelines das 11 Bibliotecas Nacionais analisadas. No entanto na análise de conteúdo podemos perceber que não existe praticamente nenhum tipo de conteúdo disponibilizado aos usuários e mesmo a utilização como ferramenta de contato com a Biblioteca é totalmente ineficiente. Verificamos que as redes sociais não são utilizadas pelas Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas e quando utilizadas suas utilização acontece de forma ineficiente e fortuita.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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