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                  <text>Arquitetura da informação, design instrucional e desenvolvimento
de recursos educacionais abertos (REA’s): proposta de
configuração de uma nova ecologia da informação

Robinson Mascarenhas Almeida (ECA/USP) - estudanterobinsonma@yahoo.com.br
Marcos Luiz Mucheroni (USP) - mucheroni.marcosl@gmail.com
Resumo:
Apresenta e propõe o desenvolvimento de Recursos Educacionais Abertos (REA’s) que são
objetos de aprendizagem criados, adaptáveis, compartilháveis e re-usáveis por educadores,
educandos e quaisquer pessoas em ambientes físicos e virtuais de ensino-aprendizagem e de
informação, como escolas, ambientes de estudo, bibliotecas, blogues etc. Objetiva-se a
construção de REA em hipertexto didático do componente curricular “matemática” no ensino
médio imbricado com tema transversal “pluralidade cultural”, com base em documentos
curriculares nacionais e estaduais. Utiliza-se como métodos e instrumentais o levantamento
bibliográfico e o estudo de caso de aplicação de elementos de biblioteconomia, documentação
e informação (tagueamento/indexação e categorização do conteúdo, arquitetura da
informação), processo de ensino-aprendizagem (teorias educacionais construtivistas, design
instrucional), tecnologias (TIC’s e hipertexto) e ação cultural (compartilhamento, socialização
e troca de informações). Obteve-se como resultado REA em hipertexto didático com bloco de
conteúdo disposto em colunas de indexação (paratexto) e de conteúdo (texto principal)
composto por categorias e indexadores e, espaço para o preenchimento de conteúdo do item
de ensino pelo educando e/ou educador. Considerou-se que é viável a construção do REA com
processo informacional, comunicacional e de ensino-aprendizagem centrada no usuário/aluno
atendendo-se aos princípios e ao ciclo de vida do REA e ao ciclo informacional, de forma a
existir o desenvolvimento e a aplicação conjunta e simplificada de elementos de arquitetura da
informação, design instrucional e representação da informação de REA.
Palavras-chave: Recursos educacionais abertos. Biblioteconomia e documentação.
Organização e representação da informação. Arquitetura da informação.
Design instrucion
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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Arquitetura da informação, design instrucional e desenvolvimento de recursos
educacionais abertos (REA’s): proposta de configuração de uma nova ecologia
da informação

Resumo:
Apresenta e propõe o desenvolvimento de Recursos Educacionais Abertos (REA’s)
que são objetos de aprendizagem criados, adaptáveis, compartilháveis e re-usáveis
por educadores, educandos e quaisquer pessoas em ambientes físicos e virtuais de
ensino-aprendizagem e de informação, como escolas, ambientes de estudo,
bibliotecas, blogues etc. Objetiva-se a construção de REA em hipertexto didático do
componente curricular “matemática” no ensino médio imbricado com tema
transversal “pluralidade cultural”, com base em documentos curriculares nacionais e
estaduais. Utiliza-se como métodos e instrumentais o levantamento bibliográfico e o
estudo de caso de aplicação de elementos de biblioteconomia, documentação e
informação (tagueamento/indexação e categorização do conteúdo, arquitetura da
informação), processo de ensino-aprendizagem (teorias educacionais construtivistas,
design instrucional), tecnologias (TIC’s e hipertexto) e ação cultural
(compartilhamento, socialização e troca de informações). Obteve-se como resultado
REA em hipertexto didático com bloco de conteúdo disposto em colunas de
indexação (paratexto) e de conteúdo (texto principal) composto por categorias e
indexadores e, espaço para o preenchimento de conteúdo do item de ensino pelo
educando e/ou educador. Considerou-se que é viável a construção do REA com
processo informacional, comunicacional e de ensino-aprendizagem centrada no
usuário/aluno atendendo-se aos princípios e ao ciclo de vida do REA e ao ciclo
informacional, de forma a existir o desenvolvimento e a aplicação conjunta e
simplificada de elementos de arquitetura da informação, design instrucional e
representação da informação de REA.
Palavras-chave: Recursos educacionais abertos. Biblioteconomia e documentação.
Organização e representação da informação. Arquitetura da informação. Design
instrucional.
Área Temática: Temática I: Tecnologias da informação e comunicação: um passo a
frente.
1 INTRODUÇÃO

1.1 Contextualização tema, problema, hipótese e justificativa e objetivos
Recursos Educacionais Abertos - REA’s são materiais ou objetos de
aprendizagem (OA’s), de ensino, pesquisa e extensão, originais e derivados, de
natureza eletrônica multimodal e de hipermediação (texto, som, imagem), de
domínio

público,

livres

e

abertos

para

criação,

adaptação,

distribuição/compartilhamento, acesso e uso ao seu código e/ou conteúdo e, se

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necessário e possível, ao suporte.
Podem ser itens integrais ou em partes de cursos, atividades e tarefas, livros
didáticos ou paradidáticos, vídeos, programas sonoros, programas aplicativos de
computador, de telefone celular e demais instrumentos, meios, ambientes,
procedimentos, técnicas e métodos de apoio a/ao educanda/o rumo à apropriação
da informação e à construção do conhecimento.
Pode consistir de estruturação, organização e representação da informação
através da arquitetura da informação, design instrucional, indexação (tagueamento)
e classificação de conteúdo (categorização). A aplicação desses procedimentos é
importante para que os Recursos Educacionais Abertos sejam objetos de
aprendizagem criados, modificáveis, reusáveis e compartilháveis por educadores,
educandos e quaisquer pessoas em ambientes físicos e virtuais de ensinoaprendizagem e de informação, como escolas, ambientes de estudo, bibliotecas,
blogues etc.
A presente pesquisa insere-se dentro de um panorama de mudanças
tecnológicas emergentes, de contradições, desafios e perspectivas sobre a
educação e a sociedade, tendo como tema o processo de criação e uso de recursos
e objetos educacionais para melhoria do processo de ensino-aprendizagem. Entre
livro-texto e/ou livros didáticos como meios convencionais e mais fáceis, destacamse a televisão, o rádio, a transparência, e mais recentemente, o computador,
processadores de textos, planilhas e apresentações eletrônicas, a internet e a web,
sites, blogues como algumas tecnologias da informação e comunicação na
educação. Essas tecnologias são mais simples, populares, fáceis e potencialmente
educativos (ALMEIDA, 2002, p. 24-28) e propiciam a criação/recriação de formas de
ensinar e de aprender, de ler e de escrever, de criar e usar textos e contextos
baseados em escritos, imagens, sons componentes de hipermídias e de hipertextos.
Constata-se o problema de que as tecnologias de informação e comunicação
e o hipertexto, em especial, são mal incorporados ou incorporados com muitas
dificuldades como tecnologias educacionais. Essa situação decorre de aplicação
falha ou insuficiente destas; da falta de condições de infra-estrutura e didáticopedagógicas com objetos e recursos de ensino e aprendizagem nas escolas; da
inclusão tímida e indisponibilidade desses objetos organizados e estruturados para
pesquisa escolar nos ambientes de leitura e de informação nas escolas; da
dificuldade de o educador e o educando trabalharem com novas tecnologias, e do

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reforço exagerado do livro didático como material oficial do processo de ensinoaprendizagem que torna esses recursos pouco acessíveis e manipuláveis.
O hipertexto é um corpo estranho para alunos e professores, uma vez que as
dificuldades ocorrem na leitura, na compreensão, na interpretação do texto:
“Muitas vezes, os alunos encontram dificuldades para estabelecer com
clareza a organização do texto e os critérios de ordem e hierarquia a partir
dos quais se organiza um material escrito de tipo expositivo. Às dificuldades
de compreender a ordem ou progressão temática – isto é, de estabelecer
uma conexão entre as diferentes idéias (sic) ou proposições que vão sendo
enunciadas em um texto e as relações temáticas que, ao longo do relato,
estabelecem-se entre o que se sabe de novo – soma-se um problema mais
complexo: estabelecer uma diferenciação entre as idéias (sic) principais e
as idéias (sic) acessórias (o que, em termos de estrutura do texto, é
chamado de hierarquia), através da qual o leitor reconstrói o significado
global de um texto.
“Além do estabelecimento da superestrutura textual, um outro problema
para os alunos consiste em perceber como um texto encadeia as idéias (sic)
globais em uma trama de relações que definem seu caráter. (SOLETIC,
2001, p.81)”

O aluno fica prejudicado no processo de ensino-aprendizagem enquanto
sujeito cognoscente e autônomo, já que o educando não tem acesso a informação
necessária para sua formação, isto é, os conteúdos escolares e conhecimentos.
Para resolução ou mitigação do problema, o tema pode contribuir com a
hipótese de que é possível desenvolver Recursos Educacionais Abertos e criar uma
configuração de ecologia da informação voltada para REA’s baseada em elementos
de baixa complexidade, intuitivos e acessíveis com instrumentos, tecnologias e
meios de informação e comunicação; de arquitetura da informação, design
instrucional, teorias, função e ação educativas; e ação cultural orientado ao acesso,
a colaboração e ao compartilhamento de maneira que haja utilização dos REA’s
para apropriação e transformação social dos sujeitos cognoscentes individuais e
coletivos em ambientes de informação e cultura.
O objetivo geral é o de metodologicamente – através de uma configuração de
uma nova ecologia da informação - desenvolver Recursos Educacionais Abertos
para o ensino médio de matemática e de pluralidade cultural. Os objetivos
específicos são de apresentar e propor conceitos, características, procedimentos,
aplicações e protótipos de Recursos Educacionais Abertos em hipertexto didático
com categorias e tag’s em paratextos referentes ao texto, de maneira a seguir-se
desenvolvimento, implementação e avaliação futuros de instrumentais, meios,
ambientes e sujeitos relacionados ao desenvolvimento de REA’s com Arquitetura da

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Informação, Design Instrucional, teorias, práticas e ações sociais, tecnológicas,
informacionais, pedagógicas/educacionais e culturais.

2 METODOLOGIA E MATERIAIS PARA REA

Esta pesquisa constitui-se como aplicada para resolução de problemas
específicos; de abordagem qualitativa com coleta de dados ambientes naturais;
descritiva, de processos e seus significados; exploratória bibliográfica e documental;
ação e participante em estudo de caso para elaboração de instrumentais e de
protótipo de REA’s (SILVA; MENEZES, 2005, p. 20-22).
Para o desenvolvimento de REA’s com Arquitetura da Informação e Design
Instrucional em configuração de uma ecologia da informação para REA, utilizou-se
um conjunto de aspectos ou concepções integradas: 1) questões de contexto,
incluindo aspectos sociais, conhecimento, cultura e educação; linguagens, códigos e
tecnologias e ciência etc; 2) informação e comunicação; 3) tecnologias de
informação e comunicação e movimentos; 4) ação educativa; e 5) ação cultural.
A pesquisa com e para esses procedimentos metodológicos e instrumentais
originou uma espécie de storyboard (esboço de desenho ou roteiro, no caso, em
sentido mais abrangente e figurativo de desenho) de métodos e materiais que
propiciou o desenvolvimento de REA’s para fins deste trabalho.

2.1 Arquitetura da informação: rotulagem, representação e organização por
wireframe
Compondo-se de elementos de organização, rotulagem (representação),
navegação, busca e recuperação, usabilidade e acessibilidade nas esferas de
contexto, conteúdo e usuário (VECHIATTO, 2012), a arquitetura da informação é a
estruturação estético-funcional da informação.
A rotulagem é basicamente formada por metadados que são descrições principalmente em meio eletrônico - de documentos constituídos de categorização
(classificações) e indexação (tag’s) dos diversos tipos, uma vez que “a tendência dos
formatos de metadados é a de coexistirem, cada uma com sua especificidade e
atendendo a necessidades especificas de seus usuários” (RIBEIRO; MUCHERONI,
2011), como ontologias, folksonomias, Dublin Core etc. A rotulagem pode ser

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enquadrada na organização em grade (wireframe) para efeito didático. Escolheu-se
o núcleo da estrutura que é o texto e fez-se a relação entre os elementos textuais do
tipo hierárquico e de raciocínio dedutivo de maneira a obter o resultado seguinte:
Conceito; Definição; Características ou Propriedades; Itens; Exemplo. É caso do
REA de tema transversal “Pluralidade cultural”, os tópicos referem-se a
apresentações de informações sobre projetos do Polo Cultural Lar Maria e Sininha,
na cidade de São Paulo, que podem ser um mote para trabalhar o componente
curricular “Matemática” a partir da pluralidade cultural.
Considerando-se propostas construtivistas para privilegiar a problematização,
autonomia e resolução de problemas por indução pelo aluno tem-se a hierarquia
invertida proposta para o REA de matemática: Exemplo; Itens; Características ou
Propriedades; Definição; Conceito. Tratando-se de texto didático para ensino oficial,
fez necessário adicionar mais campos referentes ao componente curricular, módulos
(estes como nível de ensino, série de ensino e bimestre), tema e unidade. Por
conseguinte isola-se o texto, de maneira a construir o wireframe baseado no bloco
de informação (ROMISZOWSKI, 1986/2000) e acrescenta-se campos para
anotações/comentários

e

de

palavra-chave/tag

por

classificação

(folksonomia).
Quadro 1 – Categorias no paratexto e representando o texto

Paratexto (campos)
Área do conhecimento
Componente curricular
/ Disciplina
Módulo (Nível de
ensino , série e
bimestre etc)
Tema estruturador
Unidade temática
Conteúdo / Tópico
Exemplo

Texto
Matemática
Matemática

Itens
Características/Proprie
dades
Definição
Conceito
Comentário /
Anotações
Palavra-chave / Tag

N = {1, 2, 3 ...}

Ensino Fundamental - EF, 5ª série/6º ano, 1º
bimestre &gt;&gt; (parte 1)

Números
Números
Números naturais
Link vídeo 1 - O código Pascal. UNICAMP,
Campinas/SP.
http://m3.ime.unicamp.br/recursos/1069

Números, conjunto

Fonte: Do autor (2013), baseado no storyboard (ANEXO A)

social

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2.2 Arquitetura da informação: navegação, busca, recuperação
A navegação pode ser entendida, neste caso, como direcionamento visual de
leitura e de escrita expressando-se para direção horizontal – da esquerda à direita –
correspondente ao caminho do paratexto-texto; e da direção vertical. A navegação
no sentido de manipulação da interface extrapola os limites do bloco numa
arquitetura líquida da informação, quando no acesso de links para outros objetos ou
REA’s e na leitura e escrita feita pelo usuário a partir das operações cognitivas.
Dessa forma, a busca e a recuperação de informação ficam facilitadas, pois
categorias e tag’s concentram-se no paratexto e podem ser encontradas por motores
de busca por busca simples em ambientes comuns de armazenamento arquivos e –
como proposta - também de REA’s, tais quais, blogues, e-mails, Google Drive e
Google Docs etc, já que comportam de links a arquivos completos com dados
recuperáveis.
2.3 Arquitetura da informação: usabilidade e acessibilidade
O hipertexto em processador de texto, planilha apresentação eletrônica é
editável de modo a comportar alguns elementos de usabilidade (facilidade no uso do
texto) e acessibilidade (tamanho da fonte, cores e contrastes).
2.4 Arquitetura da informação e Design Instrucional: processo de construção
de ambiente informacional digital
A Arquitetura da informação orienta à construção de ambientes informacionais
digitais através do processo de AI composto por etapas de pesquisa, estratégia,
design, implementação e administração (MORVILLE; ROSENFELD, 2006, p. 232).
Pode-se equiparar esse processo ao do design instrucional, o qual se baseia no
método APDIA – análise, projeto de design, desenvolvimento, implementação e
avaliação (AMIEL, 2011, 119). Dessa forma, há congruências entre Arquitetura da
Informação e Design Instrucional para a construção de REA’s.

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Quadro 2 – Design Instrucional e etapas APDIA para elaboração de REA’s

Design
Instrucional –
DI /APDIA

Equivalente
na
Arquitetura
da
informação

Descrição da
fase de DI

Objetivos da fase de DI

- Definir perfil do cliente
- Descrever o curso na versão
original
- Levantar características do
público alvo
- Definir objetivos do curso
- Estabelecer a concepção
educacional e a abordagem a ser
utilizada
- Definir plataforma (AVA)
- Levantar restrições e
alternativas para contorná-las
(FILATRO, 2009)
- Planejar o “scopo” do curso
- Planejar e elaborar materiais e
produtos instrucionais, tais como:
apostila em arquivo eletrônico
com
linguagem dialógica, executáveis
com animações (flash), telas em
HTML, imagens para agenda,
aundio
e vídeo quando necessários.
(FILATRO, 2009?)

Análise

Pesquisa /
Estratégia

envolve a
identificação de
necessidades
de aprendizagem, a
definição
de objetivos
instrucionais e o
levantamento
das restrições
envolvidas
(FILATRO, 2009?)

(Projeto de)
Design e
Desenvolviment
o

Design

quando ocorre o
planejamento da
instrução e a
elaboração dos
materiais e produtos
instrucionais
(FILATRO, 2009?)

Implementação

Implementação

envolve capacitação,
ambientação,
simulação de ensino
e aprendizagem
(AFFONSO;
YONEZAWA, 2009,
p. 245)
Avaliação
Administração
Acompanhamento ;
revisão(AFFONSO;
YONEZAWA, 2009,
p. 245)
Fonte: Do autor (2013), adaptado de Filatro (2009?); de Morville e Rosenfeld (2006, p. 232); de
Affonso; Yonezawa (2009, p. 245).

2.5 Design instrucional
Design instrucional é o desenho de instrução, ensino e aprendizado de
educandos.
“A ação institucional e sistemática de ensino, que envolve o
planejamento, o desenvolvimento e a utilização de métodos,
técnicas, atividades, materiais, eventos e produtos educacionais em
situações didáticas específicas, a fim de facilitar a aprendizagem
humana a partir dos princípios de aprendizagem e instrução
conhecidos.” (FILATRO, 2004, p. 64)

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Os elementos principais de design instrucional são projeto de design
instrucional, storyboard, mapa de atividade e matriz de design instrucional.
O projeto de design instrucional é o planejamento do recurso que inclui
estudos sobre ambiente, usuário, objetivos educacionais etc. O storyboard é um
roteiro em esboço, na etapa de planejamento, do desenho de um curso ou de um
conteúdo e, no caso, de REA’s e de sistema/serviço/ambiente de informação para
recuperação de compartilhamento de REA (base de dados). Os usos para fins
didático-pedagógicos de REA’s é funcionalidade do mapa de atividade, onde há
objetivos, atividades, duração, recursos utilizados das atividades etc. A matriz de DI
é o detalhamento dos aspectos estabelecidos no mapa de atividades.
Para a elaboração desses instrumentos recorre-se a equipe e conhecimentos
multidisciplinares: educadores, webdesigner, bibliotecários, comunidade etc.
2.6 Desenvolvimento
O desenvolvimento do REA significa a elaboração do recurso e de seu
sistema, serviço e/ou ambiente de informação educacional e cultural de forma a
obter o processo informacional/comunicacional e de processo de ensino e
aprendizagem.
Figura 1 – Núcleo da Ecologia da Informação para REA’s: processo informacional e de ensinoaprendizagem centrado no aluno

Fonte: do autor (2013) adaptado de (DANTE, Ponjuan,1998, p. 47 apud TARAPANOFF, 2006,
p. 22 e (MORAIS; RIBEIRO. AMIEL, 2011, p. 5).

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O

ciclo

informacional

em

Ciência

da

Informação/Biblioteconomia

e

Documentação (setas em branco) envolve-se o ciclo de vida do REA (setas
coloridas), significando que o processo informacional gira em torno do processo de
ensino-aprendizagem baseado no REA e centrado no usuário, no caso, no
educando com a mediação possível de educador, de bibliotecário e outros.
Os dois ciclos de respectivos processos são aglomerados de elementos interrelacionados bi e multidimensionais de informação (representação da informação,
por exemplo) e comunicação (distribuição da informação) Dessa forma, o ciclo e o
processo são informacional e comunicacional. Por exemplo, ao criar e/ou adaptar
(gerar) um item de REA, este automaticamente pode estar armazenado, encontrável
(recuperável) e de certa forma distribuído (compartilhável) em alguma rede on-line,
lembrando-se que o uso está em processo. Tem-se o ciclo aberto, tal qual o tipo de
ciclo comunicacional aberto, na teoria da comunicação e há aplicação fluida dos
conceitos numa arquitetura líquida da informação.
Esse processo informacional, comunicacional e de ensino-aprendizagem –
expresso pelo storyboard escrito/desenhado de método e materiais

para

desenvolvimento de REA’s - é componente de configuração de uma nova ecologia
da informação orientada para REA e centrada no usuário, confirmando-se que a
Ecologia da Informação é metaforicamente “a ciência de compreender e administrar
todos os ambientes” ou descritivamente “administração holística da informação ou
administração informacional centrada no ser humano” (DAVENPORT, 1998, p. 21).

3 RESULTADOS PARCIAIS
Foram atingidos os objetivos geral e específico satisfatoriamente. Salienta-se
que os resultados referem-se principalmente aos REA do quadro curricular de
matemática no ensino médio e do quadro de apresentação de projetos do Lar Maria
e Sininha, sendo os demais REA’s adjacentes.
Quanto à aplicação de elementos de ecologia da informação, as escolhas
feitas em relação a ambientes, sujeitos, processos e instrumentos ou meios antes da
pesquisa, para o atendimento de produção, tratamento e compartilhamento de
REA’s em matemática, permanecem, de forma que se trata de uma ecologia
sustentável a médio ou longo prazo para quaisquer projetos de práticas abertas de
educação, obtendo-se então os seguintes resultados: 1) a definição de ambientes de

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informação e cultura: sala de leitura da Escola Estadual “Tenente Ernesto Caetano
de Souza” e a biblioteca comunitária (Poloteca do Polo Cultural Lar Maria e Sininha);
2) a definição de sujeitos cognoscente usuários dos ambientes: educadores de
matemática e educandos do ensino médio da Escola Estadual “Tenente Ernesto
Caetano de Souza” e educadores e jovens carentes que frequentam Polo Cultural
Lar Maria e Sininha e a Poloteca; 3) a definição de colaboradores: continuidade dos
trabalhos com os colaboradores atuais de ambos os ambientes (professores, alunos,
gestores, colaboradores e comunidades locais e internas); 4) a definição de que o
bibliotecário não é a centralidade do ambiente de informação e cultura e, sim o
mediador da/com informação, isto é, o mediador entre o ambiente, o sujeito e
processo; 5) a definição de processo: continuidade e aprimoramento do
desenvolvimento de REA’s junto às pessoas e para o educando como “con-produtor”
(usuário que não só usa, consome ou consulta; principalmente produz); e 6) a
definição de instrumentos e meios complementares e integrados: utilização com
maior sistemática e aprimoramento dos instrumentos e meios para ação cultural por
meio

de

REA’s;

continuidade

do

uso

de

métodos,

técnicas,

teorias

sóciointeracionistas e sócioconstrutivistas para construção de REA’s; aprimoramento
dos processos de categorização e de tagueamento, indexação e classificação de
REA’s; continuidade de uso de softwares comerciais compatíveis com softwares
livres e uso de conteúdos abertos e software livre.
No que se refere à aplicação de elementos da Arquitetura da Informação,
elaborou-se arquitetura da informação de REA do tipo hipertexto didático de modo a
atingir alguns elementos básicos existentes no texto de acordo com os contexto,
conteúdo e usuário: 1) a rotulagem representada pela categorização específica para
REA’s em matemática introduzida no espaço dos paratextos e por tag’s, ambas
ligadas aos tópicos de estudos de blocos de informação; 2) sistema de organização
expressa na relação entre paratexto e texto de blocos de informação; 3) wireframe
simples para a acomodação dos rótulos de paratexto (categorias e tag’s) e o
conteúdo textual propriamente dito dos blocos de informação; 4) organização de
REA’s efetivada com o levantamento e publicação de informações semiestruturadas
com as devidas correlações.
Na aplicação de elementos de design instrucional, imbricado com a
arquitetura da informação, desenvolveu-se um design instrucional gráfico em
conjunto com o mapeamento da informação o mais próximo possível dos contextos e

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objetivos dos usuários potenciais, ambientes e contextos, de modo que efetivou-se:
1) a reutilização de wireframe destinado a blocos de informação; 4) a correlações
entre informações do paratexto e texto dos blocos de informação; 5) o conjunto de
desenho gráfico, layout, cores básicas em consonância com os significados dos
dados nos blocos de informação; 6) a apresentação visual, didático-pedagógica da
informação dos blocos de informação; outras ações.
O desenvolvimento de REA’s em matemática e pluralidade cultural foi
satisfatório, porém merece ser aprimorado nos aspectos de planejamento, produção,
tratamento, melhorias, e compartilhamento dos REA’s e, de todo modo, obteve o
desenvolvimento dos seguintes REA’s com o atingimento das características
principais que lhes são próprias: 1) protótipo de REA em formato de revista com
hipertexto didático; 2) logotipo da revista; 3) ficha técnica da revista com título,
autoria e informações da publicação; 4) licença de uso, reuso e compartilhamento da
revista com Creative Commons; 5) orientações de uso da revista; 6) orientações
para colaboração (envio de trabalhos ou formas de participação); 7) manchete e
artigo de periódico tipo reportagem sobre matemática; 8) quadro curricular de
matemática de ensino médio com blocos de informação; 9) - WebQuest de
Matemática; 10) manchete e artigo de periódico tipo reportagem sobre cultura; 11)
quadro de projetos de Lar Maria e Sininha; 11) blogue específico para publicação da
revista, de conteúdos da revista e desta pesquisa, inclusive para a realização das
etapas de implementação e de avaliação que não foram realizadas, disponível em
&lt;http://preetextos01.wordpress.com/&gt;.

4 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS
Como reflexões, mostrou-se adequada a aplicação conjugada de elementos
de informacionais e comunicacionais, de tecnologias da informação e comunicação,
de teorias aprendizagens construtivistas e de aspectos da ação cultural e de
questões sociais e contextuais para a construção de Recursos Educacionais
Abertos. Porém, é necessário o aprimoramento dessa aplicação e da elaboração
mais genérica de uma metodologia, de serviço e de um sistema de informação
simplificados para atender aos princípios e ao ciclo de vida dos REA’s no contexto
da educação pública no Brasil. A Arquitetura da informação, o Design Instrucional
mesmo

em

alguns

pontos

conflitantes,

convergem

em

alguns

aspectos

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metodológicos. Esse cenário exigiu uma delimitação entre essas áreas para uma
atuação biblioteconômica mais consciente na criação e produção de REA’s.
Foram as principais limitações ao trabalho: a escassa literatura brasileira
sobre metodologia mais definida e global sobre estudo sobre REA’s em geral; e
pouco levantamento sistematizado e detalhado de dados sobre o contexto usuário,
ambientes, objetivos etc.
Tem-se como indicações de pesquisas e indicações prática no curto prazo:
continuar

a

etapa

de

(projeto

de)

design

e

desenvolvimento

do

REA,

especificamente no ensino médio de matemática em escolas estaduais e ambientes
de informação e cultura em comunidades carentes que sejam pilotos nesse projeto,
nos anos de 2013-2014; iniciar as etapas de implementação e avaliação; e no médio
prazo, iniciar o processo de construção de REA’s para outras disciplinas no mesmo
período; produzir, disseminar e compartilhar REA’s e literatura sobre esses recursos
e os elementos que os cercam; e fortalecer os projetos de conteúdos abertos,
software livre para educação e recursos educacionais abertos nas comunidades
acadêmica, científica, civil, cultural/informacional e educacional.
Como considerações parciais, o trabalho alcançou o objetivo geral e os
objetivos específicos de desenvolver Recursos Educacionais Abertos para o ensino
médio de matemática e de pluralidade cultural e confirmou-se a hipótese de que é
possível desenvolver REA’s metodologicamente com instrumentos tecnológicos e
pedagógicos simples e acessíveis para quaisquer pessoas com uma configuração
de uma nova ecologia da informação, acessíveis para educadores, educandos e
demais pessoas nos contextos socioculturais em ambientes de salas de aula, sala
de informática, laboratórios, bibliotecas/ambientes de informação de escolas
estaduais da rede pública de ensino e de equipamentos culturais comunitários.

REFERÊNCIAS
AFFONSO, Dalva Mariana; YONEZAWA, Wilson Massashiro. A construção de um
objeto de aprendizagem como exemplo de transposição didática em um conteúdo de
Ciências In: CALDEIRA, Ana Maria de Andrade (Org.). Ensino de ciências e
matemática II: temas sobre formação de conceitos. São Paulo: Cultura Acadêmica,
2009. p. 239-251.
ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Educação, projetos, tecnologia e
conhecimento. São Paulo: Proem, 2002. 63 p.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

AMIEL, Tel; OREY, Michael; WEST, Richard. Recursos Educacionais Abertos (REA):
modelos para localização e adaptação. ETD – Educação Temática Digital,
Campinas, v.12, n.esp., p.112-125, mar. 2011.
PONJUÁN DANTE, G. Gestión de información en las organizaciones: principios,
conceptos y aplicaciones. Santiago de Chile: CECAPI/Universidad de Chile, 1998
apud TARAPANOFF, Kira (Org.). Inteligência, informação e conhecimento.
Brasília, DF: IBICT; UNESCO, 2006. p. p. 22.
DAVENPORT, Thomas. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não
basta para o sucesso na era da informação. Tradução de Bernadette Siqueira Abrão.
São Paulo: Futura, 1998.
FILATRO, Andrea. Design instrucional contextualizado. São Paulo: SENAC, 2004
________. Projeto de design instrucional: curso educação financeira. [s. L.],
[2009?]. Disponível em: &lt; http://www.espectrum.com.br/Pdi.pdf&gt;. Acesso em: 1 nov.
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LITTO, Fredric M. A nova ecologia do conhecimento: conteúdo aberto,
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abr./set. 2006. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/inclusao/index.php/inclusao/article/viewFile/32/53&gt;. Acesso em:
14 out. 2012.
MORAIS, Elayne; RIBEIRO, Aline; AMIEL, Tel. Recursos Educacionais Abertos
(REA): um caderno para professores. Campinas, SP: Educação Aberta, 2011.
Disponível em: &lt;http://www.educacaoaberta.org/&gt;. Acesso em: 14 out. 2012.
MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis. Information architecture for the world
wide web: designing large-scale web sites. 3. ed. Sebastopol, CA: O’Reilly &amp;
Associates, 2006. 526 p.
RIBEIRO, Camila. MUCHERONI, Marcos Luiz. Web semântica e as novas formas
de descrição. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e
Ciência da Informação, 24: Sistemas de Informação, Multiculturalidade e Inclusão
Social. Maceió, Alagoas, 7-10 ago. 2011.
SILVA, Edna Lucia; MENEZES, Estera Muszkat. Metodologia da pesquisa e
elaboração de dissertação. 4. ed. Florianópolis: UFSC, 2005. Disponível em:
&lt;http://soniaa.arq.prof.ufsc.br/roteirosmetodologicos/metpesq.pdf&gt;. Acesso em: 07
set. 2012
ROMISZOWSKI, A. J. Um pequeno “atlas” de “mapas” sobre “mapeamento de
informação”. Rio de Janeiro: TTS, 1986/2000.
SOLETIC, A. A produção de materiais escritos nos programas de educação a
distância; problemas e desafios. In: LITWIN, Edith. (Org.) Educação a distância:
temas para o debate de uma nova agenda educativa. Porto Alegre: Artmed, 2001.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

VECHIATO, Luiz Fernando. Fundamentos de arquitetura da informação. São
Paulo: 2012. 76 slides.
ANEXO A - Storyboard escrito - em desenvolvimento - de métodos e materiais
de configuração de ecologia da informação para REA’s
Pressupostos teóricopráticos

Conceitos, meios, ambientes, instrumentais etc

Abordagem de Contexto e social
Sociedade da Informação

Ações principais:
Sociedade da Informação; Sujeito cognoscente (alunos – professores –
bibliotecários – comunidades – outros sujeitos); Objeto: Dado; Informação;
Conhecimento.
Cultura, Educação, ação educativa, educação bancária etc

Cultura, por Câmara Cascudo e
Educação/Ação educativa por Paulo
Freire
Informação e Comunicação
Tecnologias da informação e
comunicação (TIC’s); forma eletrônica
de hipertexto, por Silvia Drumond /
hipertexto por Lúcia Leão e outros

Ciência da Informação e Ciências da
Comunicação
Biblioteconomia e Documentação

Abordagem Eco-Informacional
Ecologia da Informação, de Davenport
Arquitetura da Informação, por
Davenport e Morville e Rosenfeld
(1998...)
Design da Informação, pela Sociedade
Brasileira de Design da Informação
Mapeamento da informação, de Robert
Horn - 1969
Mapa conceitual e Arquiteturas
Movimentos em TIC’s
Movimento pelo Software Livre
Movimento pelo Código Aberto
Movimento FLOSS
Ação educativa
Uso de computadores na educação
Educação em rede
Movimento pelo Acesso aberto
Educação a Distância (EAD)
Open Content – Conteúdo Aberto
Open Content License / Open
Publication License
Open Acess – Acesso Aberto
Educação aberta e REA’s
Teorias de aprendizagem e práticas
pedagógicas para EaD, OA e REA
Design Instrucional – DI, por Filatro etc
WebQuest, de Dodge - 1995
Construtivismo histórico-social ou
sociointeracionista, de Vygotsky
Método heurístico e prático-indutivo –
de Euclides Roxo na Reforma Francisco
Campos – 1930/32
Movimento da Matemática Moderna 1960
Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire
Etnomatemática, de Ubiratan
D’Ambrosio
Parâmetros Curriculares Nacionais

Informação, Comunicação, Teoria da matemática informação / Teoria da
comunicação (VÁRIO AUTORES)
Tecnologias da informação e comunicação (TIC’s); Tecnologias e técnicas ; Meioambiente, instrumentos, Oralidade e imagem ; Escrita; Livro manuscrito ; Livro
Impresso e Imprensa ; Fichas / Fichário ; Enciclopédia e textos não-lineares; TIC’s ;Computador (frames); Computador pessoal (PC) ; Hardware ;Software (software
operacional ; aplicativos) ; Linguagens de computador ; Tecnologias de rede; Rede
de computador (Internet); Interface da rede (WWW) ; Site / Wiki ; Correio eletrônico
(E-mail); Comunicadores instantâneos; Blog; Hipermídia; Hipertexto; Redes sociais;
Livro digital (E-book); Leitores de e-book (E-readers)
Interdisciplinaridade; Ciência da Informação
Biblioteconomia e Documentação Pessoal; Catálogo;
Base de dados X Banco de dados; Linguagens documentárias; Repositório;
Biblioteca; Biblioteca digital; Biblioteca virtual; Outras bibliotecas
Ações principais:
Ecologia da Informação; Ambientes; Sujeitos; Rede, Arquitetura de informação
Arquitetura da Informação; Contexto – Conteúdo - Usuário

Design da Informação
Mapeamento da Informação
Arquitetura líquida (NOVAK, 1991) da informação, modernidade líquida
(BAUMMAN), linguagens líquidas (SANTAELA, 2007) e outros
Ações principais:
Software Livre
Código Aberto
FLOSS
Ações principais:
Tecnologias Educacionais / Informática educativa
Rede
Acesso aberto
Educação a Distância (EAD); Objetos de Aprendizagem (OA)
Licenças abertas de Conteúdo Aberto
Licenças abertas de software livre e/ou aberto
Acesso Aberto
Prática de educação aberta; REA’s
Construtivismo, colaboração, interação, conceito de abertura (aberto)
Projeto de DI, Storyboard, Mapa de atividades, Matriz de DI
Tarefas on line
Zona Proximal de Desenvolvimento; Autonomia
Experiência e prática do aluno

Abstração e experimentação pelo aluno
Problematização; Autonomia; Liberdade
Problematização; Contexto, experiência e prática do aluno
Problematização; Contexto, experiência e prática do aluno; Transposição didática

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

Pressupostos teóricopráticos
(PCN’s) em matemática, do governo
federal brasileiro – 1998...
Currículo do Estado de São Paulo para
Matemática, do governo estadual de SP
Organização linear e ideia de rede no
currículo de matemática, de Célia Maria
Carolino Pires
Ação cultural
Ação cultural, por Lúcia Maciel Barbosa
de Oliveira - 2008
Ecologia de Informação para REA
(proposta / Esboço de configuração)
Ecologia da Informação, baseada na
nova ecologia do conhecimento, de
Frederic Litto - 2006
REA’s (atributos)
Abordagens de contexto; aspectos
sociais, informação e comunicação;
TIC’s e movimentos; ação educativa;
ação cultural
Arquitetura da Informação, por Morville
e Rosenfeld – 1998... e Fernando
Vechiatto (2012)
Design Instrucional, por Filatro e outros
Mapeamento da Informação, por Robert
Horn, materiais da UFSC e UFRGS etc
Desenvolvimento : Fundamentos de
Biblioteconomia e Documentação
Pessoal, (similaridades com
Arquivologia, Arquivística pessoal,
Museologia), pelo autor; e
===
Sistema de informação / Serviço de
informação / Ambientes de informação
Espaços físicos e ambientes virtuais em
HTML, XML etc
===
Web Semântica, por Camila Ribeiro e
Marcos Luiz Mucheroni (2011)
===
Folksonomia, por Thomas Vander Wal
===
Dublin Core
===
FRBR
===

Processo informacional / Ciclo
informacional
Ciclo de vida do REA
Processo de ensino-aprendizagem
tradicional
Processo de ensino-aprendizagem
adaptado para REA

Conceitos, meios, ambientes, instrumentais etc

Problematização; Contexto, experiência e prática do aluno
Ideia de rede em matemática; organização não-linear etc

Ações principais: compartilhamento; resistência social
Ação cultural; Cibercultura; Resistência; Cultura hacker; Cultura livre e aberta;
Redes sociais; Comunidades (de prática)
Ações principais: Arquitetura da informação, Design instrucional e
desenvolvimento de REA’s; colocação de categorias , tag e descrição de
textos/REA’s
Ambientes; sujeitos (aluno – professor – bibliotecário – comunidade – etc), rede etc;
Nova ecologia do conhecimento
Reusabilidade, interatividade, granularidade, acessibilidade, interoperabilidade,
transmodalidade
Aspectos e questões sociais e de contexto;cultura, educação, informação,
comunicação,tecnologias de informação e comunicação; movimentos em TI, ação
educativa, ação cultural
Contexto; ambientes; usuário ; elementos de Organização, Navegação,
Representação, Busca e Recuperação, Usabilidade, Acessibilidade
Projeto de DI; Storyboard. Mapa de atividades, Matriz de DI
Mapas de informação e bloco de texto / conteúdo com paratexto e texto; ontologia
para OA’s (UFRGS, 2011) e coluna de indexação (UFSC, 2008) entre outros
Biblioteconomia e Documentação Pessoal, Biblioteca pessoal; Arquivo pessoal;
Documentação pessoal; Coleções particulares – arquivos, recursos digitais pessoais
===
Base de dados como sistema de entrada, processamento e saída de dados: Blog e
Google Docs / E-mail e fóruns / etc; Repositório abertos, Biblioteca escolar;
Biblioteca comunitária;
===
Indexação por tag’s usando LSF,
Indexação / categorização por Ontologias em Sistemas Digitais (- classes: são
conjuntos de objetos de estudo ou de trabalho de um mesmo tipo; - propriedades:
são as características do objeto; - instâncias: são exemplares ou itens próprios de
objetos; e - restrições: são especificações, limitações, extrapolações e casos de
estipulações e de aplicação sobre a existência do objeto.
===
Folksonomia/Classificação social;
===
Catalogação por Dublin Core Título (Title) // Criador (Creator) // Assunto (Subject) //
Descrição (Description)// Editor (Publisher) // Outro Contribuinte (Contributor) // Data
(Date) // Tipo (Type) // Formato (Format) // Identificador (Identifier)//Fonte (Source) //
Língua (Language) // Relação (Relation)// Cobertura (Coverage) // Direitos (Rights) Fonte: http://purl.pt/201/1/
===
Catalogação por FRBR - entidade: REA de matemática
- atributo: título, autor, assunto, licença // - relacionamento: REA original
(apresentada neste trabalho) e REA derivado (feito a partir do original por qualquer
pessoa) // - obra: REA de matemática Pre-textos n. 1 // - expressão: texto original
- manifestação: formato eletrônico PDF// - item: REA de matemática eletrônico ou
impressoarquivo eletrônico // - pessoa: (autor): Robinson Mascarenhas Almeida,
Marcos Luiz Mucheroni (orientador) // - assuntos: categorias de conceito, definição,
características, exemplo ou itens, indicações ou links; tag’s: matemática, ensino
médio, REA’s, currículo, São Paulo, educação // - atributos: título, autores, local de
publicação, data de publicação, público alvo; // - relacionamentos de
responsabilidade: REA de matemática (obra) criada, texto original (expressão)
realizada, formato eletrônico PDF produzida eitem possuído ou apropriado por
Robinson Mascarenhas Almeida (autor)
Geração – seleção/aquisição – representação – armazenamento – recuperação –
distribuição -uso ...
Encontrar – criar – adaptar – usar – compartilhar
Aluno – Professor – Conteúdo
Aluno (Prosumer /ConProdutor etc) – Mediadores (professor – tutor – bibliotecário –
comunidade – o próprio aluno etc) – Conteúdo + /  Ecologia da Informação para
REA

Fonte: do autor (2013). Disponível em: http://preetextos01.wordpress.com/ e arquivo pessoal

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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <elementText elementTextId="7176">
                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="7177">
                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
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            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Florianópolis/SC</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Arquitetura da informação, design instrucional e desenvolvimento de recursos educacionais abertos (REA’s): proposta de configuração de uma nova ecologia da informação</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Robinson Mascarenhas Almeida</text>
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              <text>Marcos Luiz Mucheroni</text>
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        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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            <elementText elementTextId="27641">
              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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            <elementText elementTextId="27645">
              <text>Apresenta e propõe o desenvolvimento de Recursos Educacionais Abertos (REA’s) que são objetos de aprendizagem criados, adaptáveis, compartilháveis e re-usáveis por educadores, educandos e quaisquer pessoas em ambientes físicos e virtuais de ensino-aprendizagem e de informação, como escolas, ambientes de estudo, bibliotecas, blogues etc. Objetiva-se a construção de REA em hipertexto didático do componente curricular “matemática” no ensino médio imbricado com tema transversal “pluralidade cultural”, com base em documentos curriculares nacionais e estaduais. Utiliza-se como métodos e instrumentais o levantamento bibliográfico e o estudo de caso de aplicação de elementos de biblioteconomia, documentação e informação (tagueamento/indexação e categorização do conteúdo, arquitetura da informação), processo de ensino-aprendizagem (teorias educacionais construtivistas, design instrucional), tecnologias (TIC’s e hipertexto) e ação cultural (compartilhamento, socialização e troca de informações). Obteve-se como resultado REA em hipertexto didático com bloco de conteúdo disposto em colunas de indexação (paratexto) e de conteúdo (texto principal) composto por categorias e indexadores e, espaço para o preenchimento de conteúdo do item de ensino pelo educando e/ou educador. Considerou-se que é viável a construção do REA com processo informacional, comunicacional e de ensino-aprendizagem centrada no usuário/aluno atendendo-se aos princípios e ao ciclo de vida do REA e ao ciclo informacional, de forma a existir o desenvolvimento e a aplicação conjunta e simplificada de elementos de arquitetura da informação, design instrucional e representação da informação de REA. </text>
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          <description>A language of the resource</description>
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      <name>cbbd2013</name>
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