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                  <text>A conexão entre informação, conhecimento e gestão do
conhecimento para os portais web

Andre Novais Januario (UFF) - ajanuario@gmail.com
Ruben Huamanchumo Gutierrez (UFF) - rubenhg3000@yahoo.com.au
Resumo:
O presente artigo buscou trazer a relevância da presença da Gestão do Conhecimento (GC) e a
importância da sua conexão nos portais web, além do seu histórico, conceitos, modelo de
gestão e as suas diferentes abordagens, de uma forma que permita contribuir e explicitar
como os portais web são ferramentas que necessitam estar imersos na filosofia da GC focada
em agregar valor ao negócio das
empresas. Logo a utilização adequada de recursos de tecnologia pressupõe o
conhecimento contínuo dos processos de negócio, o que promove sistematicamente
o estágio de amadurecimento das organizações. Assim, os processos podem ser definidos como
geradores de evidências para mudanças nas suas instituições, como geradores de evidências
as organizações necessitam de mecanismos ágeis e precisos na disseminação de informação
no apoio para tomada de decisões.
Palavras-chave: Gestão do conhecimento, Portal web, Modelo de avaliação
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

A conexão entre informação, conhecimento e gestão do conhecimento para os
portais web
Resumo:
O presente artigo buscou trazer a relevância da presença da Gestão do
Conhecimento (GC) e a importância da sua conexão nos portais web, além do seu
histórico, conceitos, modelo de gestão e as suas diferentes abordagens, de uma
forma que permita contribuir e explicitar como os portais web são ferramentas que
necessitam estar imersos na filosofia da GC focada em agregar valor ao negócio das
empresas. Logo a utilização adequada de recursos de tecnologia pressupõe o
conhecimento contínuo dos processos de negócio, o que promove sistematicamente
o estágio de amadurecimento das organizações. Assim, os processos podem ser
definidos como geradores de evidências para mudanças nas suas instituições, como
geradores de evidências as organizações necessitam de mecanismos ágeis e
precisos na disseminação de informação no apoio para tomada de decisões.
Palavras chave: Gestão do conhecimento, Portal web, Modelo de avaliação.
Área Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

1. Introdução
Num contexto cada vez mais acirrado e de uma economia cada vez mais
globalizada, a Gestão do Conhecimento (GC) tornou-se indispensável para as
empresas, e de forma estratégica, pois a utilização deste conhecimento de forma
racional o transformou em diferencial de competitividade.
A busca continua por uma melhor qualidade de serviços num mundo cada vez
mais competitivo significa muitas das vezes a sobrevivência de uma organização.
Portanto desde os tempos mais remotos o homem vem tomando nota das suas
experiências, e com o passar do tempo desenvolveu e aprimorou técnicas com as
quais pode registrar o seu saber.
Já no final do século XX, o avanço tecnológico demonstrou que as empresas
juntamente como toda humanidade estão numa jornada evolutiva onde se
encontram cada vez mais dependentes do conhecimento (RODRIGUEZ y
RODRIGUEZ, 2010) o que inevitavelmente possibilitará o seu desenvolvimento
sustentável.
Autores como Nonaka, Takeuchi e Toyama (2002) defendem que a idéia de
que a habilidade para fazer gerar o conhecimento pode ser um fator decisivo para
que uma empresa se mantenha competitiva no mercado. Seguindo a tendência
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global na última década os governos de todo o mundo têm concentrado esforços no
desenvolvimento de políticas e definições de padrões em termos de Tecnologias da
Informação e Comunicação (TIC), visando construir uma arquitetura interoperável a
fim de munir os cidadãos com acesso a informações e serviços.

1.1 Questão da Pesquisa
Explicitar os aspectos relevantes da GC e sua relevância para os Portais Web.
1.2 Metodologia
A metodologia teve como base o levantamento das fontes e referências
bibliográficas; revisão de leitura e do material bibliográfico, com anotações de pontos
relevantes ao objetivo do trabalho; comparação e reflexões sobre a literatura da GC
e dos diversos tipos de portais já existentes.
2. Breve Histórico da Gestão do Conhecimento
Não é de hoje que existe o debate sobre GC que nasceu de discussões entre
pesquisadores da área de Ciência e Tecnologia e profissionais de empresas,
tornando-se um tema bastante polêmico.
As mudanças tanto tecnológicas como econômicas e sócias ocorridas neste
período provocaram uma transformação em todos os aspectos das nossas vidas em
escala global.
Para entender como essas mudanças que ocorreram nos últimos anos
influenciaram

a

humanidade,

é

necessário

compreender

que

os

novos

conhecimentos adquiridos levaram a criação de novas tecnologias e como essas
novas tecnologias provocaram mudanças econômicas sócias e políticas que
mudaram a visão de mundo.
Alvarenga Neto (2012) analisa a evolução da GC a partir dos anos 90 até a
primeira década do século XXI, onde são encontrados três grandes marcos.
O primeiro destaca a gestão da informação organizacional, ou seja, a
alavancagem do estoque de conhecimento explícito da organização (gestão de
conteúdos e documentos, sistemas de informação, etc.).

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O segundo destaca a GC organizacional, a alavancagem do conhecimento tácito
(experiencial) dos membros da organização (comunidades de práticas, localizadores
de expertise, ideação e aprendizado organizacional estratégico, dentre outros) e por
fim o terceiro que destaca a GC coletivo, reporta-se a alavancagem do
conhecimento coletivo em redes dinâmicas de conhecimento e aprendizado
(processo interorganizacional, no qual o “gerenciamento” das conversas é facilitado
pelos processos sociais e mídias sociais). Já LEITE (2010) afirma que existe a
necessidade de estruturar, cada vez mais, as organizações nas áreas de GC e
inovação, para este autor existem diferentes abordagens sobre o conhecimento em
relação ao enfoque que é dado.
O autor desta que na Abordagem Normativa acredita-se que o conhecimento
é um bem que pode ser controlado, manipulado e estocado por meio de ferramentas
da tecnologia da informação e conhecimento (TIC), já na Abordagem Interpretativa
que apresenta características contrárias, ou seja, seu enfoque está diretamente na
GC e esta está pautada nas práticas organizacionais, além de acreditar que
dificilmente a GC pode ser gerenciada.
Nonaka e Takeuchi (1997) quando descrevem a GC, abordam o processo e
não o conhecimento propriamente dito, adotando a abordagem interpretativa.

2.1 Dados, Informação e Conhecimento

Os responsáveis pela tomada de decisão nas grandes corporações trabalham
com uma gama enorme de dados, informações e conhecimentos, para se analisar a
GC é necessário conhecer os diferentes conceitos entre dados, informação e
conhecimento, mesmo considerando que não existe um consenso na literatura sobre
a definição dos mesmos.
Sendo assim, cada autor tende a privilegiar um aspecto, ora outro (SABBAG,
2007). Ao utilizar a Abordagem Normativa Davenport e Prusak (1998) definem
“dados” como um conjunto de fatos distintos e objetivos, relativos a eventos, como
registros estruturados de transações, os mesmos Davenport e Prusak (1998),
afirmam que a informação é o dado dotado de relevância e propósito, já Fuld (1995)
conceitua os “dados” como pedaços do conhecimento.

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Já Fialho et al. (2006) define que o dado pode ser oral, gráfico, gestual ou
escrito. Resumindo: os dados são sinais sem qualquer significado ou interpretação;
não envolvem semântica alguma.
Um dado equivale vários símbolos; diz respeito a um ser totalmente sintático.
O seu significado dependerá da existência e de seu envolvimento com outras
variáveis a serem consideradas (McGEE; PRUSAK, 1994).
Assim como os dados, a informação como conceito recebe uma enorme
quantidade de significados no seu uso cotidiano como no seu uso técnico. Para
Davenport e Prusak (1998) a informação não passa de um conjunto de dados com
algum significado, já segundo Druker (2003) a informação é o conjunto de dados
dotado de relevância e propósito, contudo, Wurman (1995) destaca que o que
constitui informação para uma pessoa pode não ser para outra, McGee e Prusak
(1994) afirmam que “a informação é capaz de criar valor significativo para as
organizações, possibilitando a criação de novos produtos e serviços e aperfeiçoando
a qualidade do processo decisório. Le Coadic (1996) concorda que a informação
deva ser um conhecimento inscrito sob a forma escrita, oral ou audiovisual.
A informação contém em si um elemento de sentido e é transmitida a um ser
consciente através de uma mensagem inscrita. Uma característica fundamental da
"informação como conhecimento" é que ela é intangível: não se pode tocá-la ou
medi-la em qualquer forma direta, pois de acordo com McGee e Prusak (1994) “a
informação é capaz de criar valor significativo para as organizações, possibilitando a
criação de novos produtos e serviços e aperfeiçoando a qualidade do processo
decisório [...]” e também ela deve ser considera como um recurso estratégico que
deve ser utilizada como instrumento de competitividade o que inevitavelmente e
agrega valor aos produtos e serviços.
Da mesma forma que a informação existem diversos conceitos encontrados
na literatura para o conhecimento, sabe-se que o mesmo já era estudado na Grécia
antiga e abrangia aspectos da filosofia.
Reconhecemos que há uma relação direta entre dado, informação e
conhecimento, uma vez que o dado é capaz de gerar a informação esta é capaz de
gerar o conhecimento. A definição clássica de conhecimento, originada em Platão,
diz que ele consiste de crença verdadeira e justificada. Já Aristóteles divide o

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conhecimento em três áreas: Científica, Prática e Técnica. Assim para Davis e
Botkin (2006), “[...] o conhecimento é informação posta em uso produtivo”.
Na verdade, o conhecimento de acordo com o que conhecemos está mais
associado às crenças e aos costumes, pois segundo Nonaka e Takeuchi (1997) o
conhecimento é uma ação própria ou natural de um comportamento ou de uma
percepção, “um processo humano dinâmico de justificar a crença pessoal com
relação á verdade”.
Para Beckman (1997) existe uma hierarquia com cinco níveis na qual o
conhecimento pode ser conduzido de um nível mais elementar até níveis de maior
valor:
a) Dado: texto, fato, código, imagem, som;
b) Informação: dados organizados, estruturados, interpretados e sumarizados
(junção dos dados com significado e estrutura);
c) Conhecimento: caso, regra, processo, modelo (junção da informação com
raciocínio, abstração, relacionamentos e aplicação);
d) Expertise: aconselhamento rápido e acurado, explanação e justificação de
resultados e raciocínio (junção do conhecimento com seleção, experiência,
princípios, restrições e aprendizado);
e) Capacidade: expertise organizacional, ou seja, repositório de conhecimentos
e sistema integrado de suporte ao desempenho (junção da expertise com
integração, distribuição e navegação).

Teixeira Filho (2012) comenta que para transformar dados em informações é
necessário dispor de ferramentas. Por outro lado, para que estas informações
tornem-se conhecimento, é necessário tempo, experiência e aplicabilidade dentro de
uma organização, além da consciência de que este não pode ser pensado de forma
dissociada das pessoas.
Para Davenport e Prusak (1998) o conhecimento não é puro é uma mistura
fluídica de experiência condensada de valores, informação contextual e insight
experimentado, na qual proporciona uma estrutura para avaliação e incorporação de
novas experienciais e informações. Segundo os autores o conhecimento tem origem
e é aplicado na mente dos conhecedores. Já nas organizações ele costuma ser
embutido não só em documentos ou repositórios, mas também em rotinas,
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processos, práticas e normas organizacionais.
Os autores destacam sobre alguns componentes básicos do conhecimento,
tais como a experiência, a verdade, o discernimento e as normas práticas. Nonaka,
Takeuchi e Toyama, (2002) defendem que a idéia de que a habilidade para fazer
gerar o conhecimento pode ser um fator decisivo para que uma empresa se
mantenha competitiva no mercado.

3. Modelo de Gestão

Segundo

Rodriguez

y

Rodriguez

(2010)

existe

um

conjunto

de

macroelementos básicos (quadro 1) que podem ser aplicados em qualquer modelo
de gestão.
Os processos de GC e inovação dependem e necessitam estar organizados
para que possam contribuir de alguma forma, segundo o autor para a construção do
conhecimento organizacional, portanto os processos necessitam estar estruturados
de tal forma que possibilitem a transferência do conhecimento individual tácito para o
conhecimento explicito, para que o mesmo esteja acessível a todos aquele que dele
necessitem para agregação de valor ao negócio da sua organização.
Nos modelos de gestões existentes os processos de criar, reter, disseminar e
aplicar pode ser considerado como sendo um dos principais processos para GCI
(Gestão do Conhecimento e Inovação).

Quadro 1 - Macroelementos básicos do Modelo de Gestão
Direcionadores

Estão relacionados às estratégias de GC e inovação.

Execução

Estão relacionados a todos os processos que promovem a GC e
inovação.
Representa a avaliação final em que se comparam os resultados finais

Avaliação de resultados

obtidos com aqueles planejados no inicio do período estabelecido.
Fonte: adaptado de Rodriguez y Rodriguez (2010)

O modelo de gestão por competência revela a maneira de como usuários
podem igualar os conhecimentos desejados pela a sua empresa com os seus
conhecimentos.
Ele possui alguns elementos comuns da CGI, contudo está focado
principalmente na competência das pessoas e a na da organização. RODRIGUEZ y
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RODRIGUEZ (2010) descreve o tripé formado pela estratégia, pelos processos de
negócio e pelo capital humano.
Este tripé cria um efeito indutor de transferência de conhecimento,
propiciando uma via bidirecional entre as competências organizacionais necessárias
e aquelas disponíveis nas pessoas.

4. A Teoria da Criação do Conhecimento Organizacional

De acordo com Nonaka e Takeuchi (1997), o conhecimento organizacional
refere-se tanto a experiência física como a experiência de tentativa e erro quanto na
geração de modelos mentais ao aprendizado com os outros. Isto significa que
quando uma empresa possui a capacidade de criar o conhecimento, disseminá-lo e
incorporá-lo a seus produtos e serviços, ela detém o conhecimento organizacional.
Segundo os autores o conhecimento organizacional ainda pode reforçar a
organização através de suas idéias, práticas e também através da redundância, esta
por sua vez, diversas vezes foi percebida como desperdício no meio do conceito da
cultura ocidental, mas vista pelas empresas japonesas com um estímulo ao dialogo
e a troca de idéias, uma vez que de acordo com os autores a redundância ajuda na
formação da base cognitiva organizacional o que facilita a difusão do conhecimento
explicito nas organizações.
A teoria da criação do conhecimento organizacional proposta por Nonaka e
Takeuchi (1997) buscou explicar a inovação, através de interações, dinâmicas entre
os indivíduos e entre organizações e o ambiente.

5. As Abordagens do Conhecimento

Na abordagem interpretativa o estudo do conhecimento ou epistemologia já
foi alvo de diversos trabalhos de diversos autores e até hoje tem diferentes e
importantes abordagens que originaram significativas contribuições para as
empresas e organizações.
Segundo Nonaka e Takeuchi (1997) o conhecimento está associado a uma
crença justificada e a compromisso com ela, assumido por todos os componentes de
uma organização.
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Os autores classificam o conhecimento humano de duas formas: o Explicito e
o Tácito. A abordagem ocidental tem como base duas dimensões: A epistemológica,
onde ocorre á conversão do conhecimento tácito para o conhecimento explicito e a
antológica, onde o conhecimento criado pelos indivíduos é transformado em
conhecimento a nível de grupo organizacional e interorgacional, estes níveis são
independentes entre si, mas interagem continuamente produzindo a espiral do
conhecimento.
O conhecimento explicito pode ser articulado formalmente seja através de
manuais, expressões etc., e por isso, pode ser mais facilmente transmitido de
individuo para individuo. Esta é a forma de conhecimento é que é usualmente
utilizada na cultura ocidental (Nonaka e Takeuchi, 1997).
O conhecimento tácito é mais difícil de transmitir uma vez que é difícil de ser
articulado, é um conhecimento que está intrínseco em cada individuo e nas suas
experiências individuais, sendo, portanto segundo os autores considerado o mais
importante porque retrata o acúmulo da experiência de um ser caracterizando a
verdadeira essência do conhecimento, ele abrange os aspectos intangíveis, como as
suas crenças e seus valores. Esta forma de conhecimento que é á que predomina
na cultura oriental.
O conhecimento tácito foi relegado por muito tempo, porém, ele é uma
importante fonte de competitividade entre as empresas. O conhecimento tácito podese apresentar sob duas dimensões: a técnica que pode ser compreendida como
know-how, mas que é de difícil articulação dos seus princípios técnicos, e a outra é a
cognitiva, caracterizada por modelos mentais, crenças e percepções do mundo a
volta do individuo. As duas formas de conhecimento não funcionam de maneira
isoladas, elas se completam, tanto conhecimento explicito como o tácito podem se
ajustar e formar processos de conversão de conhecimento dentro das organizações.
Chun (2003) caracteriza, além dos conhecimentos tácitos e explicito o
conhecimento cultural, no qual este tipo de conhecimento consiste em estruturas
afetivas e cognitivas, o que significa que ele faz parte da cultura organizacional e
normalmente é transmitida através de texto oral e verbal como, por exemplo,
metáforas, estórias e analogias, visão e declaração da missão. Para o autor esse
modo de transmissão do conhecimento demonstra um comprometimento através de
um significado comum.
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A criação do conhecimento é uma interação continua e dinâmica entre
conhecimento tácito e explicito. Assim, o modelo de criação proposto por Nonaka e
Takeuchi (1997) está ancorado no pressuposto de que o conhecimento humano é
criado e expandido por meio de interação social entre o tácito e o explicito, esta
interação é chamada de conversão do conhecimento, vale lembrar que esta
conversão é um processo social entre indivíduos, portanto, é através deste processo
de conversão social que o conhecimento tácito e o conhecimento explícito se
expandem em termos de qualidade e quantidade. A partir do momento em que
consideramos que o conhecimento é criado através da interação do conhecimento
tácito e o conhecimento explicito é possível apresentar quatro modos diferentes de
conversão do conhecimento conforme a figura 1.
Figura 1 - Os quatro modos de conversão do conhecimento

Fonte: adaptado de Nonaka e Taekuchi, (2002)

a) Socialização é a conversão do conhecimento tácito em tácito;
b) Externalização é a conversão do conhecimento tácito em explicito;
c) Combinação é a conversão do conhecimento explicito em explicito;
d) Internalização é a conversão do conhecimento explicito em tácito.

O conteúdo do conhecimento elaborado por cada modo de conversão do
conhecimento é diferente entre si, porém eles interagem entre eles mesmos na
espiral de criação do conhecimento.

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6. A aplicação da Gestão do Conhecimento nos Portais

Segundo Dias (2001), por ser um termo muito recente, a terminologia
relacionada com os Portais Corporativos ainda não se estabilizou. Os termos “Portal
Corporativo”, “Portal de Informações Corporativas”, “Portal de Negócios” e “Portal de
Informações Empresariais” são utilizados na literatura, algumas vezes como
sinônimos.
Já para Carvalho et al. (2005) “O termo portal tem sido utilizado para designar
um novo enfoque sobre os sistemas baseados na Intranet e Internet”. Para Teixeira
Filho (2012) portal diz respeito a um ponto de entrada unificada no universo de
informações sobre um determinado assunto, ou de uma determinada organização.
Assim segundo Saldanha (2012) existe atualmente uma grande diversidade
de portais, e um dos objetivos de um Portal Corporativo é estabelecer filtros
eficientes, de modo racional e estruturado, e que permita gerir uma grande
quantidade de informações.
Para o autor a os portais necessitam ter como uma das principais
funcionalidades a capacidade de criação de perfis personalizados por parte dos seus
usuários, o que lhe garante um ganho imenso de agilidade e que é o grande fator de
diferenciação entre portais e intranets.
Como as intranets passaram a incorporar as principais funcionalidades e
vantagens dos portais isto fez com que as mesmas acabassem se transformando
em portais. Contudo, é necessário que ocorra um processo de gestão de mudança e
de transformação do conhecimento tácito em explicito, o que se observa é que a
grande maioria dos portais vem dando ênfase na estruturação das informações
existentes e relegando ao segundo plano GC.
De acordo Saldanha (2012) poucas empresas dão a devida ênfase à criação
de oportunidades para troca de conhecimento tácito, visando estimular a inovação e
aproximar talentos, ou seja, para o autor poucas são as organizações que percebem
que os Portais Corporativos são ferramentas para GC, um local onde as informações
estratégicas são colocadas de forma a alavancar a competitividade da empresa, a
grande maioria ainda vê os portais como sendo um canal de comunicação, uma
ferramenta que não agrega um grande valor, limitando-se apenas para a área de TI
(Tecnologia da Informação).
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O autor sugere que os portais sejam vistos como uma tarefa multidisciplinar,
pois os portais precisam estar imersos na filosofia da GC focada em agregar valor ao
negócio. Para ser um Portal Corporativo necessita ter como características
essenciais os seguintes atributos:

a) Repositórios de informações;
b) Serviços;
c) Comunicação bidirecional;
d) Personalização de conteúdo;
e) Processos bem definidos e fortemente interligados via portal;
f) Tratamento de conhecimento explicito e tácito;
g) Integração com parceiros externos e clientes.
Portanto, segundo Saldanha (2012) “quando um Portal Corporativo esta
inserido em um programa ou atividade de GC, sua importância e seus benefícios
transcendem a soma das suas funcionalidades”.

7. A relevância da Gestão do Conhecimento nos Portais Web

Segundo Soon (2005), os portais são sistemas web baseados em informação
desenvolvida como sites, os portais normalmente são conhecidos como Portais
Corporativos quando estão voltados para seus fins comerciais e de trabalhos. A
prática de GC esta relacionada à criação, implementação e utilização de um Portal
do Conhecimento.
Soon (2005) destaca a importância de determinar a diferença e os fatores que
determinam se um Portal é de Informação ou se é um Portal Coorporativo.
O autor cita Atluri e Gal (2002) quando definem portal de informação com
sites que servem aos principais fornecedores de informação centrados, reunidas a
partir de fonte de dados distribuídos. O autor também destaca que os portais da web
também são conhecidos como sistemas de informação quando coletam, processam,
armazenam e distribuem informação apenas como um sistema de informação.
De acordo com Moresi e Mendes (2010), os Portais Corporativos são
ferramentas de integração e comunicação que auxiliam o trabalho dos profissionais
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de GC e viabilizam algumas ações de endomarketing, os autores destacam que para
os executivos, os Portais Corporativos são ferramentas importantes para o processo
de tomada de decisão, pois viabilizam o acesso rápido a um conjunto de
informações, tais como relatórios, atas, currículos e memorandos, tornando mais
simples a tarefa de decidir.
Assim conforme os autores somente a existência de um Portal Corporativo
não é condição suficiente para garantir o compartilhamento do conhecimento
organizacional, torna-se é necessário o desenvolvimento de práticas motivacionais
adequadas, junto ao quadro de colaboradores, a fim de que o conhecimento tácito
possa ser compartilhado em Portais Corporativos, uma vez que função de um Portal
do Conhecimento é apoiar um trabalhador do conhecimento (Soon, 2005).
O Soon (2005) considera os portais como uma janela de parada única sobre
uma página web que fornece um conjunto de recursos de informação e serviços
para um público alvo específico, uma vez que, quando se observa o portal através
da lente da GC, a informação na web nada mais é do que o conhecimento humano
explícito, pois, a informação armazenada como conteúdo da pagina web é uma
forma de conhecimento explícito.
Assim segundo o autor uma distinção pode ser feita, pois um Portal de
Informação oferece, armazena e recupera o conhecimento explicito como a
disseminação de informação na web (como modo de externalização do
conhecimento), já um Portal do Conhecimento deve permitir que todos os quatro
modos de conversão do conhecimento ocorram, ou seja, um Portal do
Conhecimento deve ser capaz de capturar e conter o conhecimento, além de manter
o andamento do conhecimento em uma central de armazenamento, e nesta central
de armazenamento do conhecimento permitir que as novas idéias a sejam
adicionadas, e idéias obsoletas a sejam descartadas e que o conhecimento
existente seja atualizado ou renovado constantemente.
Soon (2005) destaca que o Portal do Conhecimento desempenha um papel
importante em manter cada bit de conhecimento atualizado, pois o conhecimento
humano dever ser atualizado em tempo hábil e ser refletido através da tecnologia,
ou seja, a informação deve ser utilizada para informar e o conhecimento para agir,
portanto, faz todo o sentido que qualquer portal servindo a um propósito de
divulgação de informações deva ser considerado Portal de Informação na web, uma
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vez que, para o autor um Portal de Informação oferece, armazena e recupera o
conhecimento explícito como disseminação de informações na web, já quando eles
permitem aos membros no ambiente de trabalho virtual usar o conhecimento
explícito em atividades de trabalho, tomar decisões, colaborar para um objetivo
comum e facilitar a troca de conhecimento intelectual eles passam a ser
considerados Portais de Conhecimento Corporativo.
Segundo o autor a prática da GC tem de ser posta em prática para apoiar um
Portal

de

Conhecimento

Corporativo

através

das

fases

de

concepção,

desenvolvimento, implementação, adoção e utilização.
Ainda hoje os Portais de Informação são mais comuns, contudo, há uma
tendência de que os principais desenvolvedores de Portais Corporativos passem a
desenvolver Portais de Conhecimento.

8. Conclusão

A utilização adequada da GC como fator crítico de sucesso nos portais sejam
eles Corporativos ou não, proporciona um ganho imensurável de agilidade, e que
esta agilidade seja um grande fator de diferenciação entre portais e intranets.
Vale lembrar que a existência de um Portal Corporativo não é condição
suficiente para garantir o compartilhamento do conhecimento organizacional tornase é necessário o desenvolvimento de práticas motivacionais adequadas, junto ao
seu quadro de colaboradores, a fim de que o conhecimento tácito possa ser
compartilhado em Portais Corporativos.
Portanto para que isto ocorra é necessário que exista um sistema de gestão
de mudança que faculte a transformação do conhecimento tácito em explicito, o que
se observa ainda é que uma grande parte dos portais vem dando ênfase na
estruturação das informações existentes e relegando ao segundo plano GC, já que
muitas as empresas que não dão o devido destaque e interesse para o
compartilhamento do conhecimento tácito, tendo como propósito de estimular a
inovação e aproximar talentos, essas empresas ainda não perceberam que os
portais são ferramentas para gestão estratégica do conhecimento, um local onde as
informações estratégicas possibilitem e dêem condições de desenvolvimento

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favorável a competitividade nas empresas, ou seja, uma ferramenta que agregue
valor.

Referências
ALVARENGA NETO, R. C. D.; Gestão do conhecimento em pequenas e médias
empresas brasileiras. Disponível em: http://rivagcpcl2010hbs.blogspot.com.br/
2012_02_01_archive.html acesso em: 30 jan. 2013.
ATLURI, V.; GAL, A. An Authorization Model for Temporal and Derived Data:
Securing Information Portals. ACM Transactions on Information and System
Security, v. 5, n. 1, p. 62-94, 2002.
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O presente artigo buscou trazer a relevância da presença da Gestão do Conhecimento (GC) e a importância da sua conexão nos portais web, além do seu histórico, conceitos, modelo de gestão e as suas diferentes abordagens, de uma forma que permita contribuir e explicitar como os portais web são ferramentas que necessitam estar imersos na filosofia da GC focada em agregar valor ao negócio dasempresas. Logo a utilização adequada de recursos de tecnologia pressupõe oconhecimento contínuo dos processos de negócio, o que promove sistematicamenteo estágio de amadurecimento das organizações. Assim, os processos podem ser definidos como geradores de evidências para mudanças nas suas instituições, como geradores de evidências as organizações necessitam de mecanismos ágeis e precisos na disseminação de informação no apoio para tomada de decisões.</text>
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