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                  <text>Programa de educação de usuários da EESC-USP: experiência com
os alunos ingressos na graduação

Flávia Helena Cassin (EESC-USP) - cassinp@sc.usp.br
Rosana Alvarez Paschoalino (EESC-USP) - rosana@sc.usp.br
Luiza de Menezes Romanetto (USP e UFSCar) - lumenezesr@gmail.com
Resumo:
Este trabalho relata a aplicação do Programa de Educação de Usuários (PEU), consolidado no
Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo
(SVBIBL/EESC/USP), desde 1998. Aborda especialmente as atividades direcionadas para os
alunos ingressos de graduação em Engenharia e Arquitetura, parte deles, recém-chegados do
Ensino médio onde a Biblioteca é colocada à margem das prioridades. Considerando as
dificuldades apresentadas pelos alunos ao ingressar no ensino superior, tendo com principal
mudança os conteúdos e as fontes bibliográficas abordadas. Foram promovidas palestras
sobre os serviços tidos como fundamentais no auxílio das atividades acadêmicas para essa
categoria de usuários. Além disso, foram apresentados os demais serviços, estrutura e as
normas de funcionamento da Biblioteca. Adicionalmente, a fim de verificar a expectativa dos
alunos, em seu primeiro contato com a Biblioteca e diante de seus comportamentos e
expectativas informacionais, realizou-se a aplicação de um questionário a 412 alunos ingressos
no ano de 2012. As respostas indicam as demandas e preferências dos alunos ingressos. A
construção do Programa baseia-se essencialmente em palestras instrutivas e se estabeleceu
um novo canal para captação de iniciativas que possam resgatar a relevância da Biblioteca no
contexto Universitário.
Palavras-chave: Educação de usuário. Graduação. Biblioteca Universitária.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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Programa de educação de usuários da EESC-USP: experiência com os alunos
ingressos na graduação

Resumo:
Este trabalho relata a aplicação do Programa de Educação de Usuários (PEU),
consolidado no Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da
Universidade de São Paulo (SVBIBL/EESC/USP), desde 1998. Aborda
especialmente as atividades direcionadas para os alunos ingressos de graduação
em Engenharia e Arquitetura, parte deles, recém-chegados do Ensino médio onde a
Biblioteca é colocada à margem das prioridades. Considerando as dificuldades
apresentadas pelos alunos ao ingressar no ensino superior, tendo com principal
mudança os conteúdos e as fontes bibliográficas abordadas. Foram promovidas
palestras sobre os serviços tidos como fundamentais no auxílio das atividades
acadêmicas para essa categoria de usuários. Além disso, foram apresentados os
demais serviços, estrutura e as normas de funcionamento da Biblioteca.
Adicionalmente, a fim de verificar a expectativa dos alunos, em seu primeiro contato
com a Biblioteca e diante de seus comportamentos e expectativas informacionais,
realizou-se a aplicação de um questionário a 412 alunos ingressos no ano de 2012.
As respostas indicam as demandas e preferências dos alunos ingressos. A
construção do Programa baseia-se essencialmente em palestras instrutivas e se
estabeleceu um novo canal para captação de iniciativas que possam resgatar a
relevância da Biblioteca no contexto Universitário.
Palavras-chave: Educação de usuário. Graduação. Biblioteca Universitária.
Área Temática: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente.

1 INTRODUÇÃO

Localizada no Campus da Universidade de São Paulo (USP), na Cidade de
São Carlos, a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) foi criada em 1948, pela
Lei Estadual nº 161, e teve suas atividades iniciadas em 1952.
Sua finalidade consignada à época foi de ministrar, desenvolver e aperfeiçoar
o estudo da Engenharia, com oferta inicial de curso fundamental, cursos normais,
cursos de aperfeiçoamento, de especialização e de doutorado. Em 1953 foi
autorizado o funcionamento dos cursos de graduação em Engenharia Civil e
Mecânica.
A partir do segundo semestre de 1955, passou a oferecer os denominados
cursos de doutoramento e, em 1956, estabeleceu os cursos de especialização e
aperfeiçoamento. Os programas dos cursos de pós-graduação foram organizados
em 1969 e, no ano seguinte, as atividades pertinentes foram regulamentadas.

1

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Compõem a Escola, atualmente, nove departamentos e dois centros que
oferecem dez cursos de graduação e nove programas de pós-graduação com
mestrado e doutorado em Engenharia.
O Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da
Universidade de São Paulo (SVBIBL/EESC/USP) foi criado em 1953, e, desde a sua
criação, vem acompanhando o crescimento da Escola, com propostas como o
Programa de Educação de Usuários (PEU), consolidado em 1998, que se constituiu
um núcleo de atendimento às necessidades do processo ensino-aprendizagem.
Este trabalho tem por objetivo relatar a experiência da Biblioteca da EESC, na
restruturação do PEU, especialmente nas atividades voltadas para os alunos
ingressos na graduação, em sua maior parte recém-chegados do ensino médio,
onde a Biblioteca é colocada à margem das prioridades, situação em que será
essencial a utilização efetiva dos recursos bibliográficos nas atividades curriculares.
Através de promoção de palestras, estabelecer um canal de comunicação entre a
Biblioteca e os alunos, e da aplicação de questionários para captação das
expectativas, visando aprimorar os serviços e produtos oferecidos, transformando os
serviços convencionais em virtuais, implementando ferramentas inovadoras com
vistas a apoiar o ensino e a pesquisa na Unidade.

2 BIBLIOTECA NA EDUCAÇÃO DE USUÁRIOS
Ligadas diretamente às unidades de ensino e pesquisa, as Bibliotecas do
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBiUSP), dispõem
de recursos informacionais de ponta e recursos humanos capacitados que trabalham
para dar suporte, colaborando com os alunos de graduação, pós-graduação,
docentes e pesquisadores inseridos na Universidade.
Concordamos com Coletta et al. (1998, p.1) quando afirma que “A Biblioteca
deve estar integrada ao processo de ensino/aprendizagem configurando-se como
um instrumento imprescindível dentro de uma Unidade Universitária”.
Para que o processo de ensino/aprendizagem seja consolidado, a
necessidade da estruturação de um plano de instrução bibliográfica formal.
Lancaster (1996) sugere os níveis, que podem ser observados na instrução formal:
1) Identificou-se como conveniente ministrar conhecimentos de certo

2

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2)
3)
4)
5)

6)

tipo a determinada comunidade. Essa identificação baseia-se
numa forma de avaliação de necessidades.
Projeta-se um programa para ministrar esses conhecimentos e
Ocorre a implementação.
O programa muda o conhecimento, as aptidões ou atitudes dos
participantes.
A participação deles nesse programa acarreta algum efeito,
mudando seu comportamento ou desempenho. Por exemplo,
como consequência de sua participação num programa de
instrução bibliográfica, um grupo de estudantes universitários
pode obter maior êxito na localização de materiais necessários
para concluir de maneira eficiente um trabalho de curso.
Essa mudança de comportamento produz seus próprios
benefícios. A expectativa é de que os estudantes que usam a
Biblioteca de maneira mais eficaz aprenderão mais e terão melhor
desempenho acadêmico.

Desta forma, para que ocorra a instrução bibliográfica, se faz necessário ter
um grupo de usuários categorizado, um determinado conteúdo a ser abordado e um
objetivo específico a ser atingido. Todo esse percurso irá suprir as necessidades
imediatas de informação ou proporcionará subsídios para se trabalhar com
informação aliada à pesquisa acadêmica, para tanto podemos definir “Educação de
Usuários”, como:
Estudos e diagnósticos realizados com o objetivo de identificar
o perfil dos clientes, detectando suas necessidades, seus
problemas e propondo soluções setoriais para aprimorar a linha
de produtos e serviços (MANUAL...1, 1997 apud ARRUDA;
CHAGAS, 2002, p.92).

De acordo com Pasquarelli (1996, p. 36), entende-se por Educação de
Usuário o “processo pelo qual o usuário interioriza comportamentos adequados com
relação ao uso da Biblioteca e desenvolve habilidades de interação permanente com
os sistemas de informação”.
É essencial refletirmos sobre a educação de usuários, principalmente sobre a
categoria de graduação, onde os ingressos ou recém-chegados ou “calouros”, como
muitas vezes são chamados, são originários do ensino médio e de repente se
deparam com a Biblioteca Universitária, geralmente com a lista da bibliográfica
básica indicada na disciplina e precisam fazer uso imediato dos recursos, e ao seu
redor uma infinidade de informações:

1

MANUAL de gestão e serviços de informação. Curitiba: TECPAR; Brasília: IBICT, 1997. 257 p.

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[...] pode-se afirmar que a finalidade da educação do usuário é
leva-lo a assumir um conjunto de atitudes e reações positivas
em relação à Biblioteca. Esse tipo de educação é importante
porque o aluno chega à Universidade praticamente sem
conhecer
o
potencial
da
Biblioteca
universitária.
(PASQUARELLI, 1996, p.36).

As Bibliotecas devem priorizar atividades de capacitação de usuários, buscar
alternativas, investir na educação, e em ações para melhor atendê-los, ocupando
assim um papel fundamental no acesso à informação.

3 RELATO DE EXPERIÊNCIA

A experiência teve início a partir da seleção dos serviços essenciais e
preparação de palestras de acordo com as atividades que envolvem o aluno durante
a graduação. O conteúdo selecionado foi apresentado em uma das aulas de
“disciplinas introdutórias” nas diversas Engenharias, ministradas no primeiro período
ideal.
Com aval da Comissão de Graduação (CoC) da Escola, foram contatados os
docentes responsáveis através da Seção de Apoio Institucional da EESC, que
propôs a atividade na semana seguinte ao ingresso, juntamente com outras
palestras institucionais.
A proposta de conteúdo para os alunos recém-chegados tem como ponto de
partida, o website da Biblioteca apresentando: informações gerais (horário de
funcionamento e regulamento); produtos e serviços oferecidos; organização do
acervo (mapa das estantes); estratégias de busca (operadores booleanos e recurso
de truncagem); Portal de Busca Integrada do SIBiUSP (Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP) e empréstimo unificado, incluindo gerenciamento da conta,
renovação, reserva e sistema de alerta bibliográfico.
Durante as palestras, foi aplicado questionário, para identificar o perfil dos
ingressos na Escola. Esse instrumento apontou as necessidades, as expectativas e
as sugestões desse grupo de novos usuários. Assim, com esses dados, pretende-se
estabelecer iniciativas e ações para aproximar o aluno à Biblioteca, não somente
através do estudo e da pesquisa, mas oferecendo novas atividades de

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entretenimento e difusão cultural, objetivando despertar o interesse pela cultura.
Os fôlderes de divulgação dos produtos e serviços oferecidos na Biblioteca,
nessa oportunidade, foram substituídos por apresentações em slides, com links para
os recursos na web. Essa iniciativa vai ao encontro do Programa USP Recicla,
criado em 1993 com a missão de contribuir para a construção de sociedades
sustentáveis através de ações dirigidas à redução da geração de resíduos, à
conservação do meio ambiente e à melhoria da qualidade de vida (PLATAFORMA...,
2012).

4 RESULTADOS
As palestras foram apresentadas aos alunos ingressos dos cursos de:
Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Computação, Engenharia
Elétrica com ênfase em Automação, Engenharia Elétrica com ênfase em eletrônica,
Engenharia de Materiais e Manufatura, Engenharia Mecânica, Engenharia de
Mecatrônica, Engenharia de Produção Mecânica. Durante as atividades foram
abordados como serviços essenciais:







Horário de atendimento;
Regulamento;
Organização e localização do acervo nas estantes;
Portal de Busca Integrada do SIBiUSP;
Estratégias de busca (operadores booleanos e recursos de
truncagem);
Empréstimo unificado (gerenciamento da conta, renovação, reserva
e sistema de alerta bibliográfico).

Adicionalmente foram aplicados questionários, onde os alunos apresentaram
seus hábitos e suas expectativas no contexto da Biblioteca. Os dados coletados
abordaram os tópicos frente às experiências dos usuários em Biblioteca: a
frequência, quais tipos de Bibliotecas utilizadas, meios de comunicação entre
Biblioteca x Usuário, conhecimentos sobre os recursos informacionais e serviços
oferecidos pela Biblioteca, assim como sugestões de atividades.
O Gráfico 1 descreve o uso que alunos fazem das Bibliotecas antes de
ingressar na Universidade. Percebe-se, com as respostas, que os alunos fazem

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pouco uso das Bibliotecas. Desse modo verifica-se o quanto é importante a
promoção de atividades de capacitação de usuários e de ação cultural, com intuito
de minimizar a distância e potencializar a frequência e uso da Biblioteca.
Gráfico 1 – Uso das Bibliotecas antes de ingressar na Universidade

14,3%

2,4%

11,2%
Nunca
Raramente
32,3%

39,8%

As vezes
Sempre
Todo dia

Fonte: SVBIBL-EESC-USP (2012)

No Gráfico 2, identificam-se os tipos de Bibliotecas utilizadas pelos alunos
antes de ingressarem na Universidade, onde a Biblioteca escolar é a que mais se
destaca em termos de uso (56,4%), e a de menor uso é a Biblioteca especializada
(0,6%). As Bibliotecas escolares possuem características e recursos próprios que
suprem às exigências pontuais, enquanto as Bibliotecas universitárias oferecem
produtos e serviços diferenciados e mais sofisticados que atendem às necessidades
de ensino e desenvolvimento de pesquisa e, portanto, demandam de capacitação
como: acesso e uso de bases de dados, normas acadêmicas, entre outros.
Gráfico 2 – Tipos de Bibliotecas utilizadas por alunos de graduação
9,2%

0,6%

8,1%
56,4%

Escolar
Pública

Especializada
25,7%

Universitária
não respondeu

Fonte: SVBIBL-EESC-USP (2012)

O Gráfico 3 representa como os usuários gostariam de receber as
informações sobre a Biblioteca. Metade dos alunos ainda prefere o e-mail. Em
segundo lugar aparece o Facebook. As demais redes sociais (Twitter, blog), têm

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índices mínimos de preferência. Há ainda os que preferem a webpage (8,7%),
palestras e treinamentos (6,1%) e visitas orientadas (5,8%). Essa situação reflete a
necessidade de atenção constante de adaptação e de atualização das Bibliotecas
para as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s), visando atender com
meios de comunicação atuais, as novas gerações de usuários.
Gráfico 3 – Como o usuário gostaria de receber informações sobre a Biblioteca
0,7%
6,1%

5,8%

facebook

23,7%

8,7%

blog

2,4%

1,7%

email

twitter
homepage

palestra e treinamentos
visitas orientadas
50,8%

não respondeu

Fonte: SVBIBL-EESC-USP (2012)

No Gráfico 4, foram elencados os recursos oferecidos pela Biblioteca e o
usuário devia indicar quais deles ele já conhecia. Os mais conhecidos, são os
computadores conectados à Internet para uso da comunidade (17,8%), sala de
estudo em grupo (15,7%), e os menos conhecidos são: espaço para realização de
eventos e reuniões de grupos, sala de treinamentos (3,7%), e-books e periódicos
com texto integral (2,8%). Preocupados com o desconhecimento, a equipe da
Biblioteca buscou executar atividades de marketing com uso das redes sociais
(criação de perfil no facebook e reestruturação da homepage).

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Gráfico 4 – Quais recursos o usuário sabe que a Biblioteca oferece
Página web com informações e um canal
aberto de comunicação online
Sistema de renovação e reserva on-line

2,8% 1,3%

Acesso ilimitado aos acervos de todas as
bibliotecas da USP, UNICAMP e UNESP

9,6%

17,8%

sala 24h(aquário)

12,9%

sala de treinamento
3,9%

10,8%

sala de videoconferência
sala de estudo em grupo
14,3%

3,7%

15,7%

3,2%
4,0%

espaço para realização de
eventos,reunião de grupo
espaço com TV, jornais do dia e revistas
informativas
computadores conectados à internet para
uso da comunidade
e-books e títulos de periódicos com texto
integral
Não responderam

Fonte: SVBIBL-EESC-USP (2012)

O Gráfico 5 apresenta sugestões dos usuários para novas iniciativas que
possam aproximá-los à Biblioteca. Identificou-se que todas as opções obtiveram
grande aceitação, e a preferência da maioria são as atividades artísticas, tais como
apresentações musicais, teatro, filmes, etc. (28,6%). Também foram bem aceitas as
propostas de jogos (virtuais, tabuleiros, videogames), equipamentos de informática
para empréstimos (tablets, notebook, etc) e leituras de lazer.
Manteve-se nessa questão um espaço aberto, onde os alunos apontaram as
seguintes sugestões:













Aquisição de livros didáticos, livros de consulta e paradidáticos;
Material extracurricular;
Exposições sobre conservação e restauro de livros;
Mais ambientes para estudo;
Ambientes calmos e silenciosos;
Facilidade para acessar os livros;
Acervo organizado;
Empréstimo de calculadoras;
Sofás confortáveis;
Sala para projeção de filmes;
Sala com Internet nos finais de semana;
Máquina de café.

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Algumas sugestões foram implementadas, como: iniciativas de ação cultural
(música e exposições), higienização e organização do acervo e aquisição de
exemplares da bibliografia básica para atender um número maior de alunos da
graduação. Quanto ao tópico “Mais ambientes para estudo”, o mesmo foi incluído no
projeto de reforma da Biblioteca, previsto para os próximos anos. As demais
sugestões foram encaminhadas à Chefia da Biblioteca que está analisando a
viabilidade juntamente com a Diretoria da Escola.
Gráfico 5 – Quais iniciativas os usuários participariam, caso a Biblioteca oferecesse

17,9%

1,7%

23,7%

equipamentos de informática para
empréstimo(tablets,notebooks,etc)

promoção de jogos(virtuais,de
tabuleiro,videogames)
iniciativas
artísticas(música,teatro,filmes,etc)
28,6%

28,1%

leituras de lazer

não responderam

Fonte: SVBIBL-EESC-USP (2012)

5 CONCLUSÃO
A inclusão de palestras para os alunos ingressos de graduação no Programa
de Educação de Usuários visou contribuir de forma efetiva na capacitação dos
alunos recém-chegados à Universidade, assim, tornando esses usuários aptos e
independentes quanto ao uso dos recursos informacionais oferecidos pela
Biblioteca, propiciando acesso a informações importantes que certamente
contribuirão no decorrer da vida acadêmica desses alunos.
Os alunos de todos os cursos se mostraram receptivos nas palestras e
apresentaram suas dúvidas com relação ao sistema de empréstimo. Durante o ano
de 2012, observou-se uma mudança progressiva de comportamento dos alunos que
receberam essas instruções. Eles se mostram independentes na utilização dos
recursos (Portal de Busca Integrada do SIBiNet, empréstimo, renovação, reserva e
gerenciamento da conta), bem como normas de funcionamento da Biblioteca.
A partir dos resultados obtidos, percebemos que as palestras atenderam aos
objetivos propostos, proporcionando uma maior aproximação e integração com a

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Biblioteca.
O Programa deve ser ajustado e atualizado anualmente, de acordo com as
necessidades identificadas nas palestras e nos questionários aplicados, sempre
visando melhor atender as demandas desta categoria de usuários. Dessa forma
também, o Serviço de Biblioteca cumpre ao objetivo proposto, acompanhando o
crescimento

da

EESC,

aprimorando

os

serviços

e

produtos

oferecidos,

transformando os serviços convencionais em virtuais, implementando ferramentas
inovadoras com vistas a apoiar o ensino e a pesquisa na Unidade.

REFERÊNCIAS
COLETTA, T. G. et al. Programa de educação de usuários. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais...
Fortaleza: Tec Treina, 1998. 1 disquete.
DIAS, M.M.K.; PIRES, D. Uso e usuários da informação. São Carlos: EdUFSCar,
2004. Disponível em:
&lt;http://hum.unne.edu.ar/academica/departamentos/informac/catedras/estudios_u/blo
que_1/biblio/kronka_dias.pdf&gt;. Acesso em: 9 fev. 2012.
LANCASTER, F.W. Avaliação de serviços de Bibliotecas. Brasília: Briquet de
Lemos, 1996.
MACHADO, M. ; BLATTMANN, U. A Biblioteca universitária e sua relação com o
projeto pedagógico de um curso de graduação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24., 2011,
Maceió. Sistemas de informação, multiculturalidade e inclusão social. Maceió:
FEBAB, 2011. 1 CD-ROM.
PASQUARELLI, M. L. R. Procedimentos para busca e uso da informação:
capacitação do aluno de graduação. Brasília: Thesaurus, 1996.
PLATAFORMA “informação, sensibilização e avaliação da sustentabilidade da
Universidade”. Projeto – apresentação. Disponível
em:&lt;http://www.projetosustentabilidade.sc.usp.br/index.php/Projeto/Apresentação&gt;.
Acesso em: 12 abr. 2012.
RAMOS, M. E. M. (ORG.) Tecnologia e novas formas de gestão em Bibliotecas
universitárias. Ponta Grossa: UEPG, 1999.

10

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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Flávia Helena Cassin</text>
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              <text>Rosana Alvarez Paschoalino</text>
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              <text>Luiza de Menezes Romanetto</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2013</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este trabalho relata a aplicação do Programa de Educação de Usuários (PEU), consolidado no Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (SVBIBL/EESC/USP), desde 1998. Aborda especialmente as atividades direcionadas para os alunos ingressos de graduação em Engenharia e Arquitetura, parte deles, recém-chegados do Ensino médio onde a Biblioteca é colocada à margem das prioridades. Considerando as dificuldades apresentadas pelos alunos ao ingressar no ensino superior, tendo com principal mudança os conteúdos e as fontes bibliográficas abordadas. Foram promovidas palestras sobre os serviços tidos como fundamentais no auxílio das atividades acadêmicas para essa categoria de usuários. Além disso, foram apresentados os demais serviços, estrutura e as normas de funcionamento da Biblioteca. Adicionalmente, a fim de verificar a expectativa dos alunos, em seu primeiro contato com a Biblioteca e diante de seus comportamentos e expectativas informacionais, realizou-se a aplicação de um questionário a 412 alunos ingressos no ano de 2012. As respostas indicam as demandas e preferências dos alunos ingressos. A construção do Programa baseia-se essencialmente em palestras instrutivas e se estabeleceu um novo canal para captação de iniciativas que possam resgatar a relevância da Biblioteca no contexto Universitário. </text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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      <name>cbbd2013</name>
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