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                  <text>Organização, acesso e divulgação da coleção de periódicos da
Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas (UFOP) – 1ª Fase:
Catalogação e Migração de dados

Renata Ferreira Santos (UFOP) - renataferreira@sisbin.ufop.br
Resumo:
Este trabalho relata a experiência da Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas da
Universidade Federal de Ouro Preto (BIBORAR/EM/UFOP) na execução da primeira fase do
processo de organização, acesso e divulgação de sua coleção de periódicos raros e antigos,
que compreende as atividades de catalogação e migração de dados para bases externas.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Catalogação. Obras Raras. Periódicos Científicos.
Periódicos Técnicos.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013
Organização, acesso e divulgação da coleção de periódicos da
Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas (UFOP) –
1ª Fase: Catalogação e Migração de dados

Resumo:
Este trabalho relata a experiência da Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas
da Universidade Federal de Ouro Preto (BIBORAR/EM/UFOP) na execução da
primeira fase do processo de organização, acesso e divulgação de sua coleção de
periódicos raros e antigos, que compreende as atividades de catalogação e
migração de dados para bases externas, de modo a preservar e estimular o uso
deste acervo como fonte de informação para a história da ciência e da tecnologia.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Catalogação. Obras Raras. Periódicos
Científicos. Periódicos Técnicos.
Área Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente.

1 INTRODUÇÃO

Um dos fatores cruciais para a consolidação do periodismo científico no
Brasil foi o surgimento de instituições de ensino superior e de sociedades científicas
durante o Segundo Reinado. O interesse do imperador Dom Pedro II por ciência
viabilizou a implantação definitiva do ensino de mineralogia no país, através da
fundação da Escola de Minas de Ouro Preto, em 1876.
Devido à escassez de publicações brasileiras sobre as ciências naturais,
puras e aplicadas, o estabelecimento recém-criado iniciou sua Biblioteca a partir da
coleção particular do seu primeiro diretor, o professor francês Claude Henri Gorceix
(1842-1919), o qual intermediou doações da École des Mines de Paris e o convênio
com a editora Gauthier-Villars.
Ao longo dos anos a Biblioteca da EMOP expandiu o número de títulos de seu
acervo, sobretudo da coleção de periódicos através de assinaturas e a incorporação
de títulos editados pela comunidade acadêmica da instituição, a exemplo do
periódico científico Anais da Escola de Minas de Ouro Preto (1881-1961) e as
revistas técnicas Brazilian mining review (1902-1904) e Brazilian engineering and
mining review (1905-1907).
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Atualmente, o acervo original da antiga Biblioteca da EMOP está
salvaguardado na Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas (BIBORAR), uma
unidade do Sistema de Bibliotecas e Informação da Universidade Federal de Ouro
Preto (SISBIN/UFOP), que integra o circuito de visitação do Museu de Ciência e
Técnica (MCT), instalada na sede da EM, no centro histórico de Ouro Preto (MG).
A Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas possui acervo especializado
em literatura técnico-científica, que reúne cerca de 22.000 volumes de publicações
editadas no Brasil e exterior, entre os séculos XVII ao XX. Parte significativa do
acervo é formada por periódicos raros e antigos ainda pouco estudados por
pesquisadores e pela própria equipe do setor.
Na tentativa de reverter essa lacuna a BIBORAR busca organizar, divulgar e
estabelecer novos meios de acesso à coleção de periódicos, de modo a estimular o
seu uso. Contudo, devido à variedade de títulos, áreas do conhecimento e períodos
cobertos pela coleção optou-se por dividir as ações de tratamento técnico e difusão
do acervo em etapas. A primeira e mais urgente foi realizada entre 2009 a 2011, que
consistiu na catalogação dos periódicos usando o Virtua, software gerenciador dos
serviços das bibliotecas da UFOP, para permitir consultas sobre a coleção no
Catálogo online do SISBIN1, e na migração de dados para bases externas
especializadas em acervos raros e em informações para ciência e tecnologia,
conforme apresentado a seguir.

2 REVISÃO DE LITERATURA

Nos últimos anos, a especialização da ciência tem propiciado o retorno às
primeiras edições de obras científicas impressas com objetivo de identificar e
resgatar os pressupostos iniciais de idéias, hipóteses e métodos que deram origem
às diferentes disciplinas. Paralelamente “[...] o interesse pelo ensino contextual das
ciências consolidou um campo de pesquisa que explora as componentes históricas,
filosóficas, sociais e culturais da ciência, dando ênfase às potencialidades de sua
utilização nas aulas de ciências do ensino básico e superior”. (PRESTES e
CALDEIRA, 2009, p.1).

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www.sisbin.ufop.br

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Esses movimentos refletiram no aumento da freqüência de pesquisadores
dedicados à história da ciência em bibliotecas de obras raras e na maior atenção por
parte

dos

gestores

destes

acervos

no

planejamento

das

atividades

de

processamento técnico de suas coleções, visando não só preservar a memória de
suas instituições de origem, mas também atender essa clientela específica,
conforme defende o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e
Tecnológico (CNPq, 2003, p. 8):

O desenvolvimento da História da Ciência e da Tecnologia é um
aspecto fundamental no esforço de construção da memória da
ciência. O trabalho dos pesquisadores serve de poderoso estímulo à
preservação e à conservação e organização de acervos
documentais. A rigor, é o que justifica mais visivelmente o cuidado
com o material antigo, posto que não faz sentido sua preservação
sem a expectativa de que será de alguma forma utilizado.

Silva e Freire (2006) complementam que:

Os acervos bibliográficos raros são representantes da memória
nacional impressa, através dos quais é possível compreender os
caminhos percorridos por seus criadores e guardiões e, sem
menos importância, por aqueles que desfrutam das informações
contidas neles para a lapidação de novos conhecimentos. Tais
acervos possuem importância indiscutível para as diversas áreas
do conhecimento humano, tendo em vista que a ciência é fruto de
conhecimentos passados que se renovam para a obtenção de
novas conclusões e /ou conhecimentos.

Assim os acervos raros, sobretudo aqueles especializados em literatura
técnico-científica, podem oferecer aos pesquisadores grande variedade de fontes de
informação. Sant’Anna (apud Rabelo 2011) esclarece “que apesar de estar mais
vinculado ao objeto livro, o conceito obra rara não exclui periódicos, mapas, folhas
volantes, cartões-postais e outros materiais impressos”.
No caso específico das publicações seriadas em acervos raros, Rodrigues e
Marinho (2009, p. 529) salientam que “os periódicos são classificados como raros
tanto em virtude de sua antiguidade quanto por sua importância histórica e
relevância como fonte de pesquisa”. Tal prática se justifica pela importância dos
periódicos como canais de comunicação científica, porque “[...] ao publicarem textos,
os estudiosos registram o conhecimento (oficial e público), legitimam disciplinas e
campos de estudos, veiculam a comunicação entre os cientistas e propiciam ao
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cientista reconhecimento público pela prioridade da teoria ou da descoberta”.
(FREITAS, 2006, p. 54).
No entanto, nos acervos raros de ciência e tecnologia é possível encontrar um
tipo de publicação pouco estudada por bibliotecários e pesquisadores, os chamados
periódicos técnicos e/ou comerciais, amplamente difundidos na engenharia e áreas
correlatas. Segundo Mueller (2000) os periódicos técnico-comerciais são aqueles
dedicados aos interesses da indústria e do comércio, por isso seus conteúdos são
menos acadêmicos e o objetivo é interpretar, comentar e informar sobre o
desenvolvimento de novos processos, produtos, equipamentos e materiais. Os
artigos têm caráter prático, com poucas notas complementares ou referências.
Publicam inovações estáticas, notícias especializadas e bastante publicidade. Usam
mais cores e recursos gráficos, como as revistas populares. O público alvo são os
profissionais, mas podem interessar os pesquisadores de áreas técnicas e das
ciências da saúde.
No entanto, ainda são poucos os relatos sobre o tratamento, a divulgação e
estabelecimento de meios de acesso às coleções de periódicos técnicos e científicos
nos acervos de obras raras brasileiros, em contraponto à Política Nacional de
Memória da Ciência e da Tecnologia proposta pelo CNPQ (2003, p. 5):
Entre as iniciativas inerentes à mesma se destacam a localização, a
conservação, o restauro, a organização, a elaboração de inventários,
a proteção e a garantia de acesso aos acervos documentais. A
pesquisa visando o conhecimento histórico da produção do saber
científico e tecnológico bem como sua ampla e permanente
disseminação fazem parte da política de memória da ciência.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

A catalogação da coleção de periódicos da BIBORAR teve início em meados
da década de 90, com a divisão do acervo da antiga Biblioteca da Escola de Minas,
pela qual os periódicos raros e antigos permaneceram no espaço que hoje abriga a
Biblioteca de Obras Raras, enquanto os periódicos correntes foram transferidos para
a nova Biblioteca da EM, localizada no campus da UFOP.
Entre 2000 a 2005, a equipe da BIBORAR concentrou-se na catalogação dos
livros raros, por isso o tratamento técnico dos periódicos restringiu-se à elaboração
de uma listagem alfabética de títulos.
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Nos anos seguintes houve duas tentativas de organização dos periódicos e
de migração dos dados para o software adotado pelo SISBIN, cujo objetivo era usar
o padrão MARC para entrada de dados, de modo a permitir a inserção da coleção
no Catálogo online e facilitar o intercâmbio com bases de dados externas.
Inicialmente optou-se por uma catalogação em primeiro nível de descrição,
através da pesquisa nos portais da Library of Congress, Canadian Library,
Bibliotèque Nationale de France e Biblioteca Nacional (Brasil), para obter
informações básicas como: título, editor, local de publicação, período de circulação e
cobertura. Cada volume recebeu um marcador de papel alcalino, com indicação da
forma do item (Periódico), ano, volume e fascículo, código de barras para
identificação no sistema, e o número de OR sequencial para identificação local.
No entanto, as características da coleção exigiram a revisão desse método,
porque os dados obtidos eram insuficientes para conhecer a fundo o periódico, pois
a maioria dos títulos está organizada em volumes de fascículos encadernados, o
que requer o manuseio página a página para averiguar se estão completos. É
comum encontrar encadernações conjuntas de periódicos e seus suplementos, que
em alguns casos, possuem ISSN próprio, o que constitui uma publicação a parte. A
Biblioteca de Obras Raras da EM possui coleções completas, mas em determinado
momento o periódico muda de nome, é subdivido em sessões, ou une-se a outra
revista, para formar uma terceira publicação, os quais foram encadernados como
volume único.
Em 2009, o tratamento técnico dos periódicos se tornou a meta da equipe da
BIBORAR, que passou a integrar o Catálogo Coletivo Nacional de Publicações
Seriadas (CCN) e o Programa de Comutação Bibliográfica (COMUT) do Instituto
Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica (IBICT), além do Plano Nacional
de Recuperação de Obras Raras (PLANOR) e o Catálogo do Patrimônio
Bibliográfico Nacional (CPBN) da Biblioteca Nacional, com intuito de intercambiar os
dados de suas coleções com instituições externas responsáveis pela identificação
de acervos raros e especializados com potencial de pesquisa.
Assim, priorizou-se a catalogação em segundo nível para conferência e
complementação das informações obtidas pelas equipes anteriores, como data
exata de fundação, o propósito da publicação, as características dos editores
(industriais, empresários ou sociedades científicas), e principalmente as formas
variantes do título (abreviatura, lombada, e etc.).
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De acordo com as rotinas de catalogação do SISBIN, os títulos não foram
classificados, apenas indexados por assunto com base nos cabeçalhos da Rede
Bibliodata da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os dados foram lançados
diretamente no Virtua, mediante a pesquisa sobre o periódico nos portais já citados.
A descrição do título do periódico na ficha MARC seguiu o Código de Catalogação
Anglo-Americano (CCAA2), enquanto a descrição de suas coleções na ficha holding
adotou os padrões de entrada de dados definidos pelo CCN.
No caso de títulos já cadastrados no software do SISBIN, cujas coleções
estão dispersas entre as bibliotecas da UFOP, a ficha MARC foi acrescida com
novas informações, principalmente a existência de homepage da publicação ou sites
com índices completos das mesmas. Consideraram-se campos essenciais para
preenchimento da ficha MARC: 008 (Campo fixo de controle), 022 (ISSN); 029
(Código CCN), 090 (Localização fixa - Periódico), 110 (Entidade coletiva), 210 (Título
abreviado), 245 (Título), 246 (Formas variantes do título), 260 (Área de publicação),
300 (Descrição física), 310 (Periodicidade), 362 (Abrangência da coleção da
BIBORAR ou UFOP), 500 (Notas), 590 (Notas locais sobre especificidades da
coleção da BIBORAR), 650 (Assunto), 700 (Entrada secundária nome pessoal editor), 710 (Entrada secundária para entidades coletivas - editores), 780 (Título
anterior), 785 (Novo titulo) e 856 (URL).
Em relação aos critérios de raridade, optou-se por não incluir informações
como Obra Rara na ficha MARC, porque é necessária uma pesquisa mais apurada
para verificar se o título realmente faz jus a este status ou se configura apenas como
uma obra antiga. A intenção inicial da equipe da BIBORAR era identificar os
periódicos presentes no acervo e disponibilizar os dados da coleção na Internet,
para posteriormente proceder a uma análise minuciosa sobre raridade bibliográfica.
Vale lembrar que a literatura disponível sobre obras raras privilegia as monografias e
não os seriados, o que requer a revisão de critérios baseados nas características de
produção e circulação dos periódicos. Por exemplo, um dos pontos a se observar
para estabelecer a raridade de seriados é o período de circulação do título, haja
vista que alguns periódicos deixaram de circular enquanto outros ainda são
correntes, porém só os primeiros anos possuem potencial para pesquisa histórica.

5 CARACTERÍSTICAS DA COLEÇÃO

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A coleção de periódicos da BIBORAR é formada de títulos técnico-científicos
nacionais e estrangeiros, editados entre os séculos XVIII ao XX, por instituições de
ensino e pesquisa, órgãos governamentais, sociedades científicas, industriais e
empresários do setor mineral. Encontram-se ainda periódicos literários e estudantis.
O acervo reúne diversas publicações periódicas como almanaques, anais,
anuários, boletins, memórias, revistas e coletânea de leis. A periodicidade varia
entre semanal, quinzenal, mensal, semestral e anual.
O francês é o idioma predominante, mas há títulos em inglês, português,
espanhol, alemão e italiano. Com relação à origem, a maior parte dos títulos provém
da França, Estados Unidos e Inglaterra. Há títulos editados na Argentina, Chile,
México, Peru, Alemanha, Bélgica, Canadá, Espanha, Índia, Portugal, Rússia, Suécia
e Suíça.
Os assuntos cobertos variam entre os diversos ramos da engenharia,
matemática, física, química, botânica, economia, história, viagens, generalidades,
literatura, astronomia, geologia, direito e etc.
Os fascículos estão encadernados em aproximadamente 7600 volumes.
Observa-se que a encadernação foi a principal estratégia de conservação do acervo
empregada até a década de 1990, de modo a facilitar o acondicionamento nas
prateleiras. Os serviços foram realizados pela extinta Oficina de Encadernação da
EMOP ou em tipografias, livrarias e oficinas gráficas nas cidades de Ouro Preto, Juiz
de Fora, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Prevalece o estilo de encadernação com quatro seixas. Na parte inferior da
lombada há a inscrição Escola de Minas ou Escola de Mineiros, denominação
proposta pelo primeiro diretor da instituição. Alguns periódicos mensais ou anuais,
editados até o final do século XVIII, conservam encadernações originais devido à
alta qualidade do papel empregados na impressão dos cadernos e do couro usado
na confecção das capas, materiais que asseguraram melhor conservação dos
volumes. Nota-se que os semanários editados nas primeiras décadas do século XX,
já utilizavam papel de polpa de celulose, produto sensível à luz, que amarela com
facilidade, e é mais suscetível à infestação de insetos.
Entre os destaques da coleção estão periódicos científicos como Annales de
chimie ou recueil de memoires concernant la chimie et les arts qui en dependent
(1789-1815); Nouvelles annales de mathématiques (1842-1927) e La Nature (1881-

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1939); e os periódicos técnicos como Le Genie Civile (1894-1979); Brazil Ferro-Carril
(1912-1927) e The mining world (1896-1924).

6 RESULTADOS FINAIS

A catalogação da coleção de periódicos da Biblioteca de Obras Raras da
Escola de Minas permitiu a identificação de 375 títulos, um percentual de 25%
publicações a mais em relação ao primeiro levantamento realizado em 2006.
Constataram-se que deste total cerca de 125 títulos eram inéditos no CCN até 2011.
Isso comprova que o Catálogo Coletivo de Publicações Seriadas ainda se
apresenta como uma boa fonte de pesquisa sobre as coleções de periódicos
disponíveis no Brasil, porque é capaz de indicar quais instituições brasileiras
possuem determinada publicação, quais já procederam à organização de suas
coleções no todo ou em parte, além da distribuição de acervos potencialmente raros
pelo país.
O cadastro da coleção de periódicos da BIBORAR em bases de dados
externas colaborou para dar maior visibilidade ao acervo do Sistema de Bibliotecas
da UFOP, a medida que que estes sites, especializados em acervos raros e em
informações para a ciência e a tecnologia, são consultados por pesquisadores e
instituições de todo país. Assim, a Biblioteca de Obras Raras da EM passou a ser
conhecida em âmbito nacional, tornando-se uma nova fonte de consulta sobre
periódicos raros e antigos.
Em âmbito interno, a catalogação dos periódicos ajudou a localizar fascículos
dispersos entre as bibliotecas da UFOP e a complementar os dados do Catálogo do
SISBIN, mas principalmente garantir à equipe da BIBORAR um conhecimento maior
sobre o acervo, o que teve impacto direto na execução das atividades relacionadas
tanto ao controle das coleções, como a emissão de relatórios estatísticos e o
inventário topográfico, quanto nas atividades do serviço de referência, como a
elaboração de levantamentos bibliográficos, a montagem de exposições temáticas
temporárias, sobretudo no atendimento a pesquisas, ao oferecer aos usuários novas
fontes de informação. A catalogação e a migração de dados para o CCN propiciaram
o aumento do fornecimento de cópias via COMUT de forma ágil e eficiente.
Houve aumento do intercâmbio de informações internas entre a Biblioteca de
Obras Raras, o Museu de Ciência e Técnica, e o Arquivo Permanente da Escola de
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Minas (APEM), os setores responsáveis pela conservação da memória da EM. A
catalogação agilizou a identificação de títulos relevantes para as pesquisas sobre os
fornecedores e os instrumentos técnico-científicos antigos que hoje compõem o
acervo do MCT, além de facilitar o rastreamento da produção técnica dos docentes
da Escola de Minas, bem como o tipo de bibliografia adotada nos currículos
escolares das instituições de ensino superior, temas de consulta sempre recorrentes
nestes setores.
O manuseio e a movimentação de todos os volumes da coleção de periódicos
durante a catalogação colaboram para a redução dos índices de infestação no
acervo, além de priorizar as atividades de conservação e higienização destes itens
no Laboratório de Conservação Preventiva da BIBORAR.
Pretende-se prosseguir com o tratamento dos periódicos através do
planejamento das atividades de indexação de artigos, os estudo de raridade
bibliográfica e a digitalização, as quais constituirão as próximas fases do processo
de organização, divulgação e acesso desta coleção.
7 CONCLUSÕES FINAIS

Apesar da constante demanda pelo acesso das coleções de obras raras em
meio eletrônico, os projetos de digitalização ainda esbarram na realidade de várias
instituições brasileiras que ainda não executaram as atividades preliminares de
inventário, catalogação e intercâmbio dos dados em redes de informação
especializada, devido à escassez de recursos financeiros, a ausência de
profissionais especializados ou mesmo a falta de planejamento.
Nos acervos de ciência e tecnologia tal fato torna-se ainda mais agravante,
porque além de inviabilizar o acesso remoto de pesquisadores a importantes
coleções já mapeadas pelo país, impede ainda a identificação de novos acervos
potencialmente raros, bem como o estudo aprofundado de seus itens.
Vale lembrar que os periódicos raros e antigos presentes nas bibliotecas
universitárias representam uma parcela do acervo não circulante, que reúne
publicações encerradas ou correntes com assinaturas suspensas, mas que
continuam a requer investimentos e esforços para sua adequada conservação.
Essas coleções justificam sua organização se consideramos o fato que as práticas
de difusão dos periódicos como fontes de pesquisas históricas comumente derivam
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da digitalização de títulos ainda correntes por iniciativas dos próprios editores ou o
resgate de jornais de imprensa diária com foco na divulgação científica por
instituições de memória, principalmente pela ameaça de perda da informação devido
à fragilidade do suporte.
Portanto, a consulta ao CCN e os pedidos de comutação bibliográfica
continuam sendo algumas das principais formas de mapeamento e acesso a
determinados títulos de periódicos, especialmente os primeiros fascículos. Nota-se
que mesmo lento e incipiente o tratamento técnico e a divulgação de obras raras é
um ganho para estudantes, pesquisadores e especialistas, mas principalmente para
à conservação da memória das instituições detentoras destas coleções.

REFERÊNCIAS
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2003.
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CNPq,
2003.
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10

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                <text>Florianópolis/SC</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Organização, acesso e divulgação da coleção de periódicos da  Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas (UFOP) – 1ª Fase: Catalogação e Migração de dados</text>
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              <text>Renata Ferreira Santos</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
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              <text>2013</text>
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          <name>Description</name>
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              <text>Este trabalho relata a experiência da Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (BIBORAR/EM/UFOP) na execução da primeira fase do processo de organização, acesso e divulgação de sua coleção de periódicos raros e antigos, que compreende as atividades de catalogação e migração de dados para bases externas. </text>
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          <name>Language</name>
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      <name>cbbd2013</name>
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