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                  <text>Experiências da rede social literária on-line com crianças da língua
portuguesa: Biblon

Cassia Cordeiro Furtado (UFMA) - cfurtado@ua.pt
Resumo:
Relato de experiência do uso do Portal Biblon para formação de rede social literária, por
crianças da língua portuguesa, tendo por base os registros de acesso e postagens dos
utilizadores. O artigo concentra-se nas informações relacionadas aos participantes e ao uso
dos livros da biblioteca digital. O objetivo é apresentar o perfil do utilizador da plataforma,
identificar as escolhas mais notórias que recaem sobre a literatura infantil, o uso das
ferramentas para participação na rede social e as manifestações dos participantes decorrentes
do seu envolvimento com o livro. Em síntese, os indicadores para a construção da rede social
entre os interagentes. Como resultado tem-se que os números, no contexto geral, são
expressivos e indicam, por parte das crianças, inclinação, motivação e competências da
formação de rede social on-line em torno da literatura infantil da língua portuguesa.
Palavras-chave: Biblon. Redes sociais. Crianças. Literatura infantil. Língua portuguesa.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Experiências da rede social literária on-line com crianças da língua
portuguesas: Biblon

Resumo
Relato de experiência do uso do Portal Biblon para formação de rede social literária,
por crianças da língua portuguesa, tendo por base os registros de acesso e
postagens dos utilizadores. O artigo concentra-se nas informações relacionadas aos
participantes e ao uso dos livros da biblioteca digital. O objetivo é apresentar o perfil
do utilizador da plataforma, identificar as escolhas mais notórias que recaem sobre a
literatura infantil, o uso das ferramentas para participação na rede social e as
manifestações dos participantes decorrentes do seu envolvimento com o livro. Em
síntese, os indicadores para a construção da rede social entre os interagentes.
Como resultado tem-se que os números, no contexto geral, são expressivos e
indicam, por parte das crianças, inclinação, motivação e competências da formação
de rede social on-line em torno da literatura infantil da língua portuguesa.
Palavras-chave: Biblon. Redes sociais. Crianças. Literatura infantil. Língua
portuguesa.
Área Temática: Tecnologia de informação e comunicação – um passo a frente

1INTRODUÇÃO

Aponta-se o resultado final da investigação empírica sobre o uso da
Plataforma Biblon, que culminou com a tese “Rede Social de Leitores e Escritores
Juniores – Portal Biblon: a integração social on-line como catalisador da leitura,
criação, expressão e partilha”, defendida em março de 2013, durante as provas de
doutoramento em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais, na
Universidade de Aveiro, em Portugal.
O portal Biblon é um link na web que disponibiliza biblioteca digital de literatura
infantil de autores brasileiros e portugueses, objetivando a formação de uma rede
social entre os utilizadores.
A rede social dar-se a partir das interações proporcionadas com o uso das
ferramentas. Estas envolvem a criação e a expressão dos leitores em torno da
literatura e a troca de informações e experiências sobre obras literárias, estimulando
assim os laços sociais entre atores com preferências e comportamentos similares,
em torno de comunidades.
.

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2 PORTAL BIBLON

Na primeira página do portal Biblon, encontra-se disponível os recursos
oferecidos, notadamente a página para efetuar registro ou/e o login do utilizador e a
biblioteca digital, com o repositório dos livros.
Para criação do perfil do utilizador são requisitadas as seguintes informações:
nome para ser identificado como utilizador e palavra-passe, email, nome, apelido,
data de nascimento, país, região, autores favoritos, messenger e skype.
A biblioteca digital da plataforma Biblon encontra-se disponível ao público,
porém a utilização das ferramentas que possibilitam a interação com os livros só é
permitida a partir do registro do perfil.
2.1 Utilizadores
No final da investigação, o portal Biblon contava com um total de 519
(quinhentos e dezenove) utilizadores.
A maioria dos utilizadores é do sexo feminino. Somente 10,78% dos
participantes completaram dados sobre nascimento, desse conjunto um grande
percentual tem entre 9 a 11 anos. Contudo, foram identificados participantes
nascidos na década de 50, 60, 70, 80 e 90, o que pressupõe-se que são os
professores e familiares dessas crianças e demais membros da rede social Biblon.
De posse de varias informações registradas no portal, pode afirmar que a
maioria dos utilizadores tem nacionalidade portuguesa, em seguida tem-se
brasileiros.
As informações solicitadas para criação do perfil ficaram incompletas, o que
resultou no impedimento da construção, com detalhes, do perfil do utilizador,
notadamente a faixa etária. Tendo por base os dados recolhidos no inquérito, junto
aos educadores e a família do educando que demonstraram apreensão com o uso
de redes sociais por crianças e jovens, devido às questões de segurança, considerase esta a justificativa para a omissão das informações no perfil.
No item “autores favoritos”, na página do perfil, os destaques são: Luiza Ducla
Soares, Antonio Torrado, Ana Maria Magalhães e João Pedro Mésseder. Além
desses, foram encontrados, apesar de percentuais minutos, autores estrangeiros, a
saber: Elizabetta Dami, Dav Pilkey, Adam Blade e Joanne Kathleen Rowling e

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também, o escritor brasileiro de banda desenhada Mauricio de Sousa. Enfim, o
destaque foi dado a autores da literatura infantil portuguesa.
Considera-se que a presença de escritores estrangeiros, manifestada de modo
diminuto, deve-se a divulgação destes na mídia, com predomínio das consagradas
séries infantis e juvenis, algumas até já apresentadas em outros formatos, como em
filme.
Congregando as informações, aponta-se que os sistemas escolares devem
atentar para a relevância da repercussão determinante de trabalhar o pluralismo
junto à comunidade escolar, de modo a favorecer a integração, notadamente no
saber e na cultura, visto que, vive-se em um contexto social culturalmente
diversificado. A posição da UNESCO (2001) sustenta este fato, quando aponta o
papel da escola na aquisição das competências interculturais, junto aos alunos, de
modo a permitir a convivência positiva e benéfica com culturas distintas.
Com relação ao nome que o participante usou para ser identificado como
utilizador no Biblon houve quase que unanimidade em valer-se do seu próprio nome
ou suas iniciais. O nome mais curioso identificado foi de uma pessoa do sexo
feminino, que usou “biblio teca”.
Durante as formações de utilizador junto aos alunos, a pesquisadora sempre
alertava sobre a segurança com dados pessoais e sugeria que no avatar as crianças
não fizessem uso de fotos que revelasse a identificação dos participantes. Ainda
assim, têm-se participantes que usaram suas fotos como identidade virtual,
entretanto a maioria utilizou a identidade fornecida pela plataforma. As temáticas
mais relevantes para criação do avatar foram: ídolos da mídia, natureza, esporte,
animal de estimação e personagens de livro infantil.
Torna proeminente, no uso do avatar, relacionar o índice muito superior do
emprego de personagens da mídia com os números dos personagens da literatura
infantil, pois aponta a importância e a intensidade da presença da mídia no cotidiano
das crianças.
Considerado uma peça importante da identidade e na representação do
utilizador, o avatar é atrativo para as relações, em função de que, na web, as
palavras e as figuras individualizam as pessoas, são condicionantes e tem o papel
de motivar a empatia, a comunicação e a influência entre atores. “Essas
manipulações aparentemente arbitrárias de aparência on-line também afetam
interações on-line” (CHRISTAKIS; FOWLER, 2010, p. 226).

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2.2 Livros
O acervo da biblioteca digital encontra-se dividido em categorias por faixa
etária. Na ocasião da recolha dos dados, o fundo documental contava com 142
(cento e quarenta e dois) livros, distribuídos por conjuntos; 24 (vinte e quatro) títulos
destinados às crianças de 5 a 6 anos; 54 (cinquenta e quatro) títulos indicados para
crianças de 7 a 8 anos e 64 (sessenta e quatro) títulos sugeridos para o público de 9
a 10 anos.
De modo a preservar aos direitos autorais, informa-se que os títulos que
contam na plataforma são de domínio público, ou também chamado de open access.
Quando não é o caso, a plataforma não disponibiliza o texto literário para leitura, a
intenção é que a partir da sua principal identidade, a capa, acompanhada da
indicação da referência bibliográfica e sinopse, os utilizadores criem laços
associativos àquela representação e, movidos pela curiosidade, cheguem à obra
completa.
Percebe-se que as crianças sentem necessidade de ler e contar, contemplar e
partilhar, criticar e proclamar, escrever e ser lido. Assim, o portal Biblon disponibiliza
o recurso “adicionar comentários”, que é um ambiente de escrita e partilha do leitor,
decorrente do seu envolvimento com a fantasia da literatura. Dessa forma, o Biblon
proporciona aos primeiros leitores a oportunidade de escrita, criatividade,
comunicação e engajamento na cultura participativa. Reforça-se que os comentários
só podem ser postados por utilizadores com registro no portal.
Cada leitor constrói significado a partir da interação com uma obra literária,
portanto, ao integrar a sua biografia e ao criar textos, em torno do enredo, o leitor
revela seu mundo social e cultural.

Oportunizando liberdade de expressão

espontânea às crianças e criação de relacionamentos, através de suas
manifestações, o portal desperta o sentimento de pertença e motiva a participação
na rede social. Contribuindo, assim, para a construção de identidade das crianças,
sentimento de parceria e integração e posicionamento junto a seus pares.
Durante a pesquisa de campo foram contabilizados 194 (cento e noventa e
quatro) comentários. O maior número de postagens versa sobre o contexto dos
livros infantis, onde os utilizadores expressam suas opiniões, positivas ou negativas,
sobre temas, enredo e personagens das histórias.

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Em análise à temática dos comentários, pode-se identificar também
observações sobre o Biblon, onde os utilizadores proclamam críticas e elogios.
Outra contribuição da ferramenta foi proporcionar que as crianças fizessem
relação da literatura disponibilizada no portal com as suas experiências literárias,
indicando títulos e outras versões a seus pares ou comentando situação de leituras
já vivenciadas. Foi observado que as crianças estabeleceram elo entre os livros em
formato impressos e os livros da biblioteca digital do portal, priorizaram o texto e não
o suporte. Esta situação mostra que é possível fazer interação entre a literatura
disponibilizada de forma impressa e a digital, onde os formatos se complementam,
dando espaço para as potencialidades de cada suporte.
A família é um elemento fundamental nas atividades que envolvem o incentivo
e a prática da leitura. A leitura compartilhada e as conversas em torno do texto são
feitos tão relevantes quanto à própria leitura. Alguns comentários das crianças
revelam que o Biblon congregou um ente familiar nas atividades, quando do uso do
portal no ambiente doméstico, sendo identificada, especialmente, a presença dos
pais e dos irmãos. Informa-se que, em termos de registro de perfil na plataforma,
detectou-se o irmão como o membro familiar com maior índice e a mãe como o
parente com maior participação como mediador das leituras.
Vale destacar que a participação da família ainda foi tímida, entretanto,
percebeu-se que as crianças anseiam pela realização da leitura compartilhada, com
a família e com os amigos e sentem-se entusiasmadas pela possibilidade de
integração entre os utilizadores da plataforma. Para tanto, manifestam desejo de
envolvimento e inclusão de pessoas próximas.
O estudo realizado com a International Children’s Digital Library-ICDL (DRUIN
et al., 2007, p. 172) atesta resultados análogos, notadamente, a indicação do irmão
para compartilhar os livros e a vontade, das crianças, de ter os pais como parceiros
nas leituras. Como resultado final, a pesquisa citada apontou o aumento das
interações social entre crianças e seus colegas, assim com também com seus pais.
Como todos os programas que envolvem a leitura e a escrita, as atividades
realizadas no Biblon também contribuíram para o aprendizado das crianças,
conforme percebe-se nos comentários postados. Porém, a aprendizagem informal
proporcionada pelo portal apresenta como diferencial estabelecer o elo entre as
atividades de leitura e escrita de textos literários e as TIC, em situações de
integração e partilha entre crianças e jovens.

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As literacias e o uso de computador devem ser atividades sinérgicas,
trabalhadas visando preparar crianças e jovens para ter presença na cultura
participativa, envolvendo-os com a criação e produção de textos híbridos. Os
utilizadores do Biblon atuam como consumidores e produtores de conteúdos, com a
comunhão de práticas, em contexto de aprendizagem entre os pares. Uma vez que
a margem entre a aprendizagem formal e informal está a cada dia mais tênue,
considera-se que o portal pode ter contribuições relevantes para o contexto escolar,
envolvendo práticas em torno de texto multimodais e da cultura participativa, sendo
um aporte para as competências da transliteracy.
A ferramenta “livro favorito” foi usada por 12,5% dos utilizadores, totalizando
127 (cento e vinte e sete) interações. Um total de 48 (quarenta e oito) livros foi
assinalado como “livro favorito” pelos utilizadores, o livro com maior número de
interações possui 12 (doze) marcações.
Um total de 20,7% dos utilizadores aplicou o recurso “quem está a ler” para
demonstrar suas leituras aos participantes do portal. Nesse recurso, 60 (sessenta)
livros foram assinalados, onde dois deles possuem o maior número de interações,
que equivale a 13 marcações.
Uma das ferramentas do Portal Biblon com maior número de uso foi “quem já
leu”, marcada por 25,7% dos participantes. Pouco menos da metade dos livros
(46,4%) foram apontados como lidos pelos utilizadores.
O portal registra 182 (cento e oitenta e duas) interações, neste recurso. Um
total de 47,8% dos livros possui interações, onde o livro com mais marcação foi
utilizado por 17 (dezessete) leitores e 36 (trinta e seis) títulos (25,3%) possui apenas
uma interação.
Em suma, dos recursos que fazem elo entre os interagentes, utilizador e livro,
os mais usados, em ordem decrescente, foram: “quem está a ler”, “quem já leu” e
“livros favoritos”. Os índices são os mais elevados, tanto em número de participantes
que usaram as ferramentas, quanto em relação aos livros assinalados. Pondera-se
que estes indicadores possam ser usados como referencial para programas de
incentivo à leitura, em sala de aula como na biblioteca da escola.
Através dos recursos elencados acima, os utilizadores do portal manifestam
suas leituras, assinalam as suas preferências e expõem suas escolhas e críticas
literárias a toda a rede fornada no portal. Este é um dos pontos principais da
plataforma, ou seja, oportunizar que as crianças sejam produtoras de práticas

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literárias on-line e que, através da interação espontânea, as crianças troquem
experiências neste espaço de expressão e partilha comum.
Estas relações mediadas pelo Biblon despertam o sentimento de pertença e
proporcionam que as crianças absorvam as práticas de leitura umas das outras,
acarretando um aumento da motivação para leitura e a escrita e estímulo para a
formação de comunidade de prática. Afinal em uma rede social, os atores recebem
influência dos outros participantes, os comportamentos e gostos tendem a ser
disseminado no fluxo da comunicação on-line, o que acarreta forte motivação à
prática da leitura e da escrita (CHRISTAKIS, N.; FOWLER, J., 2007).
Analisando o conjunto das ferramentas disponibilizadas pelo Biblon, percebese que as mais usadas foram as que oportunizam a sociabilidade entre os
utilizadores e entre os utilizadores e os livros, em uma demonstração clara de
formação de rede social, em torno da literatura infantil.

3 REDE SOCIAL
A formação da rede social Biblon, dá-se a partir do ato de associação ao site e
da interação social entre utilizadores, com a participação em “grupos” e uso do
recurso “adicionar amigos”.
A plataforma impulsiona a formação de rede sócio-cêntrica entre os
utilizadores, construída em torno da amizade, notadamente através dos recursos
“grupos” e “adicionar amigos”.
Com base nas considerações de Primo (2003, p. 62) pondera-se que no Biblon
a rede sócio-cêntrica é proporcionada por interações mútuas, posto que as relações
são interdependentes e recíprocas, onde as contribuições de todos repercutem em
toda a rede, acarretando modificações comportamentais nos interagentes durante
todo o processo. A interação mútua entre os participantes reflete na relação
comunicativa, em ambos os atores, reflete também no sistema, pois a conexão une
os envolvidos e, notadamente, reflete no utilizador, uma vez que a este soma mais
uma interação.
A participação nos grupos tem como condição estar inscrito no portal e permite
a interação entre os participantes, em torno de uma temática, e foi uma das

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ferramentas que mais encantou as crianças, especialmente a possibilidade de
criação autônoma.
A maior quantidade de grupos tem como temática a escola ou a turma
(29,57%), como: Os poetas da 4ª C; Grupo de piadas da Escola da “C; A alegria da
Escola “A”. Em seguida, tema relacionado a esporte, como exemplo: Clube de
basket Beira-mar e O futuro do futebol. Livros e leitura foi tema para formação de
grupos, a saber: Os melhores a ler livros; Este clube dá para ler e descobrir novas
coisas! e ainda O grupo do Biblon. Por fim, temas diversos, a exemplo de O natal é
diversão! e o Grupo dos BB e dos CC, originado com inspiração nas iniciais dos
nomes dos participantes fundadores.
Do total de utilizadores do Biblon 23,86% fazem parte de grupos, onde o grupo
que acumula maior número de participante é o Os poetas da 4º C. Em seguida, o
grupo Escola V... – Aveiro, o grupo Fans de Banda Desenhada e o Grupo de Piadas
da Escola da G....
Em virtude de os grupos com maiores números de participantes envolverem as
escolas ou as turmas, e fundamentado na análise dos inquéritos, faz-se ilações que
foram criados pelos próprios alunos. Nesse sentido, percebeu-se que os utilizadores
do portal tendem a formar redes com pessoas com quem já mantém e/ou poderá ter
um relacionamento presencial. Livingstone (2008, p. 235) ao abordar sobre os riscos
das redes sociais para adolescentes reforça que, não obstante estes sites
potencializarem o contato em nível global, a maioria das pessoas estabelecem laços
fortes em contexto pré-existentes de estudo ou trabalho.
Merece ênfase relevar que dois dos grupos com elevado percentual de
integrantes têm como temática os gêneros literários (Fans de banda desenhada e
Os poetas da 4º C), fato que leva à conclusão de que a literatura pode congregar
indivíduos com preferência similares, estimulando a formação de rede social.
Outro recurso que mais possibilitou a interação entre os participantes do Biblon
é o “adicionar amigos”, 51,05% utilizadores fez uso desta ferramenta. Doiron e
Asselin (2011, p. 113) alertam que o processo de formação de uma rede social online é um processo difícil, lento e demorado, sobretudo tendo como público potencial
as crianças e jovens e envolvendo temática peculiar como a literatura. Então, com
base nos dados elencados, considera-se o resultado geral bastante expressivo e
indicativo da formação da rede social Biblon.

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4 CONCLUSÃO
Analisando o conjunto das ferramentas disponibilizadas pelo Biblon, percebese que as mais usadas foram as que oportunizam a sociabilidade entre os
utilizadores, em uma demonstração clara de formação de rede social, em torno da
literatura infantil.
Os dados do portal Biblon apontam que a leitura e o uso das ferramentas
promovem a integração entre pessoas e destas com o texto literário, na construção
de uma rede social on-line. A leitura suscita a produção e o leitor ao compartilhar
suas experiências e interpretações, através da escrita, imagens e vídeos, sente-se
parte da rede que unifica os leitores, isto é, a literatura congrega indivíduos com
preferência similares, conduzindo a formação de rede social.
O portal tem o intuito de promover o encontro da literatura infantil em língua
portuguesa, visando à construção de rede social on-line, com base na
interculturalidade. Assim, contribuindo para salvaguardar, valorizar e divulgar a
cultura de povos com a mesma raiz linguística e histórica e, simultaneamente,
promover o intercâmbio entre crianças com realidades e perspectivas diferentes.
Dessa forma, os resultados são interessantes à realidade brasileira, pois a
partir de agora o experimento será aplicado nas escolas do Estado do Maranhão,
através de convênio assinado entre a Universidade de Aveiro e a Universidade
Federal do Maranhão. Pretende-se, a partir dos resultados a serem colhidos,
estabelecer relação entre as informações e comparação entre os momentos
distintos.
REFERÊNCIAS
CHRISTAKIS, N.; FOWLER, J. O poder das conexões. Rio de Janeiro, CampusElsevier, 2007.
DOIRON, R.; ASSELIN, M. Promoting a culture for reading in a diverse world. IFLA
journal, v.37, n.2, p. 109-117, 2011.
DRUIN, A.et al. Children's interests and concerns when using the international
children's digital library: a four-country case study. In: ACM IEEE Joint Conference
on Digital Libraries-JCDL, 7, Vancouver, 2007. Proceedings…. Vancouver, 2007.
p.167-176.

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LIVINGSTONE, S. Taking risky opportunities in youthful content creation: teenagers'
use of social networking sites for intimacy, privacy and self-expression. New media
&amp; society, v. 10, n.3, p. 393-411, 2008.
PRIMO, A. Interação Mediada por Computador: A comunicação ea educação a
distância segundo uma perspectiva sistêmico-relacional, 2003. Tese (Doutorado
em Informática na Educação) – Programa de Pós-Graduação em Informática na
Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003.
Disponivel em: &lt;
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/6959/000449573.pdf?sequence=1&gt;
. Acesso em: 27 mar. 2009.
UNESCO. Relatorio Mundial da UNESCO; investir na diversidade cultural e no
diálogo intercultural. UNESCO (Ed.), 2001. Disponivel em:
http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001878/187828s.pdf. Acesso em: 03 abr.
2010.

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              <text>Experiências da rede social literária on-line com crianças da língua portuguesa: Biblon </text>
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              <text>Cassia Cordeiro </text>
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          <name>Coverage</name>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
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              <text>2013</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Relato de experiência do uso do Portal Biblon para formação de rede social literária, por crianças da língua portuguesa, tendo por base os registros de acesso e postagens dos utilizadores. O artigo concentra-se nas informações relacionadas aos participantes e ao uso dos livros da biblioteca digital. O objetivo é apresentar o perfil do utilizador da plataforma, identificar as escolhas mais notórias que recaem sobre a literatura infantil, o uso das ferramentas para participação na rede social e as manifestações dos participantes decorrentes do seu envolvimento com o livro. Em síntese, os indicadores para a construção da rede social entre os interagentes. Como resultado tem-se que os números, no contexto geral, são expressivos e indicam, por parte das crianças, inclinação, motivação e competências da formação de rede social on-line em torno da literatura infantil da língua portuguesa.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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      <name>cbbd2013</name>
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