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                  <text>Avaliação de usabilidade em Repositórios Institucionais: o caso da
Fiocruz

Viviane Santos de Oliveira Veiga (Fiocruz/Icict) - vivianesantosveiga@gmail.com
Rejane Ramos Machado (Fiocruz/Icict) - rejane@icict.fiocruz.br
Aline da Silva Alves (Fiocruz) - aalves.fiocruz@gmail.com
Resumo:
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) estão alterando o processo de
comunicação científica. Neste contexto, surgem os Repositórios Institucionais (RIs) que tem
como um dos seus objetivos a melhoraria da comunicação científica interna e externa à
instituição. Preconiza-se neste ambiente o autoarquivamento, depósito pelo autor ou pessoa
autorizada por ele, de um documento digital. Esta autonomia do autor na editoração e
arquivamento do conteúdo de seus trabalhos pode não ser exercida devido a diversos fatores,
dentre eles, a não adequação do sistema às necessidades dos usuários. O Repositório
Institucional Arca, da Fundação Oswaldo Cruz, pretende viabilizar o autoarquivamento e para
que este seja realizado de forma eficaz, desenvolveu-se um teste de usabilidade para avaliar o
quanto e como o processo atende as necessidades do usuário. Os módulos avaliados foram de
design de telas; terminologia; e informação e mensagem. Os maiores problemas de usabilidade
foram identificados no módulo de informação e mensagem. Sabe-se que o processo de
autoarquivamento é essencial para o sucesso dos RIs e os problemas de usabilidade
identificados poderão auxiliar na melhoria do sistema, contribuindo para a adesão dos
usuários.
Palavras-chave: Repositorio Institucional; Usabilidade; autoarquivamento; Tecnologias de
Informação e Comunicação
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Avaliação de usabilidade em Repositórios Institucionais: o caso da Fiocruz

Resumo:
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) estão alterando o processo de
comunicação científica. Neste contexto, surgem os Repositórios Institucionais (RIs) que
tem como um dos seus objetivos a melhoraria da comunicação científica interna e
externa à instituição. Preconiza-se neste ambiente o autoarquivamento, depósito pelo
autor ou pessoa autorizada por ele, de um documento digital. Esta autonomia do autor
na editoração e arquivamento do conteúdo de seus trabalhos pode não ser exercida
devido a diversos fatores, dentre eles, a não adequação do sistema às necessidades
dos usuários. O Repositório Institucional Arca, da Fundação Oswaldo Cruz, pretende
viabilizar o autoarquivamento e para que este seja realizado de forma eficaz,
desenvolveu-se um teste de usabilidade para avaliar o quanto e como o processo
atende as necessidades do usuário. Os módulos avaliados foram de design de telas;
terminologia; e informação e mensagem. Os maiores problemas de usabilidade foram
identificados no módulo de informação e mensagem. Sabe-se que o processo de
autoarquivamento é essencial para o sucesso dos RIs e os problemas de usabilidade
identificados poderão auxiliar na melhoria do sistema, contribuindo para a adesão dos
usuários.
Palavras-chave: Repositório Institucional; Usabilidade; Autoarquivamento; Tecnologias
de Informação e Comunicação
Temática I – Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Subtema: avaliação da usabilidade de recursos de tecnologias da informação

1 Introdução
O Desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) estão
alterando o processo de comunicação da ciência e seus impactos na sociedade. Uma
das iniciativas desenvolvidas através das TICs foi o movimento de acesso livre que
culminou em uma política de acesso livre que tem revolucionado o processo de
produção, organização, preservação e disseminação do conhecimento e acelerado o
avanço da ciência de forma, anteriormente, inimagináveis.
Em 1991, o físico Paul Ginsparg, utilizando as TICs e na perspectiva do acesso
1

�livre, criou o ArXiv, primeiro arquivo eletrônico de preprints, os eprints, em Los Alamos
National Laboratory (VAN DE SOMPEL; LAGOZE, 2000). A partir desta iniciativa,
“pesquisadores passaram a criar arquivos eletrônicos de preprints e posprints como
alternativa para publicação direta de seus trabalhos em texto completo” (MARCONDES,
2005, p. 43). Estes arquivos foram denominados “open archives”. Desde então as
comunidades internacionais vêm criando repositórios de eprints.
Estes repositórios tornaram-se uma alternativa de publicação para muitos
pesquisadores que enfrentavam dificuldades para publicar em periódicos científicos
impressos, controlados por grandes editores internacionais.
Os repositórios institucionais objetivam melhorar a comunicação científica interna
e externa à instituição; maximizar a acessibilidade, o uso, a visibilidade e o impacto da
produção científica da instituição; retroalimentar a atividade de pesquisa científica e
apoiar os processos de ensino e aprendizagem; apoiar as publicações científicas
eletrônicas da instituição; contribuir para a preservação dos conteúdos digitais
científicos ou acadêmicos produzidos pela instituição ou seus membros; contribuir para
o aumento do prestígio da instituição e do pesquisador; oferecer insumo para a
avaliação e monitoramento da produção científica; reunir, armazenar, organizar,
recuperar e disseminar a produção científica da instituição (LEITE, 2009).
Ao submeter um documento em um ambiente desta natureza, o autor informa o
conteúdo de um conjunto de metadados definido pela OAI a um sistema do tipo eprint e
envia o documento ao repositório ou indica a ‘url’ onde se encontra o texto referente
aos metadados. Serviços clássicos da biblioteconomia como classificação, catalogação
e indexação, antes exercidos exclusivamente pelos bibliotecários vêm sofrendo
transformações e se adequando às novas formas de fazer ciência. No Repositório é
preconizado o autoarquivamento (self-archiving), isto é, o depósito, pelo autor ou
pessoa autorizada por ele, de um documento digital em um site público da web,
preferencialmente em repositório do tipo e-print, compilado para o protocolo OAI (BOAI,
2012). Esta autonomia do autor na editoração e arquivamento do conteúdo de seus
trabalhos pode ser não exercida devido a diversos fatores dentre eles a falta de
usabilidade do sistema.

2

�O Repositório Institucional Arca, lançado em 07 de abril de 2011, tem como
objetivo acolher e disponibilizar a produção intelectual da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz) buscando uma melhoria contínua deste modelo de preservação da memória
institucional, e uma maior visibilidade da produção de conhecimento gerada nessa
instituição.
Entretanto, algumas iniciativas de autoarquivamento no Arca têm demonstrado
dificuldades de entendimento dos campos e dúvidas quanto ao preenchimento dos
metadados, o que motivou a aplicação do teste de usabilidade.

2 Avaliando o autoarquivamento no Arca
Para a análise foi realizado teste, em cenário pré-estabelecido, com perfis de
potenciais usuários, com condições de fazer o autoarquivamento no repositório Arca. O
quantitativo considerado representativo para uma amostra segundo as técnicas de
usabilidade acima mencionadas é de 5 usuários (NIELSEN, 2000). O teste foi feito com
6 pesquisadores do ICICT, cumprindo portanto o quantitativo mínimo a partir da técnica
estabelecida. A técnica utilizada na tarefa de autoarquivamento foi avaliação
cooperativa. O modelo de avaliação empregado foi o formulário contendo o perfil do
usuário, e, o questionário contendo perguntas que transmitissem a sua opinião sobre o
fluxo de navegabilidade e o nível de satisfação.
No questionário que continha a avaliação da tarefa ‘Auto Submissão de Artigos
no Repositório Institucional’, aplicado aos usuários da amostra, foram utilizados roteiros
que procuraram abranger os seguintes aspectos: considerações sobre o design das
telas; terminologia – uso de termos/palavras; mensagens e informação, acrescido em
cada módulo de espaço livre para expressão de expectativas e considerações da
tarefa. A técnica de avaliação cooperativa possibilitou obter informações sobre as
questões propostas.
Os questionários foram tabulados utilizando o arquivo Excel e analisados a partir
das respostas estruturadas e das considerações extraídas de forma livre, buscando a
obtenção de resultados quanti-qualitativos.
Para a amostra do nível de satisfação do usuário na execução do
autoarquivamento a partir dos dados tabulados no Excel foram utilizadas as funções:
3

�média (que é a soma das medidas dividida pelo número de observação). Pelo fato da
melhor média por si só, não medir o índice de satisfação, usou-se a seguir o desvio
padrão para verificar a regularidade dos resultados, pois serve para medir o grau de
dispersão dos valores em uma distribuição normal em relação a media. E por fim o
coeficiente de variação que indica que quanto maior for o percentual, mais afastados,
estão os dados. Se o desvio tem percentual menor indica que as respostas estão mais
iguais, ou seja, que existe uma coerência nos dados. A estatística gerada a partir dos
resultados foi submetida a análise e discussão descritas a seguir.
Os resultados aqui descritos, a partir das respostas obtidas, estão organizados
primeiramente com a descrição dos participantes, seguida da medida do grau de
satisfação dos mesmos a partir da visão que os usuários tiveram da tarefa e as
observações colhidas neste momento.
Os participantes da pesquisa são em sua maioria do sexo feminino, cabe
esclarecer que não foi determinante o gênero para a escolha. A idade varia entre 20 e
60 anos. Os participantes possuem vinculação com a área da saúde e nível de
escolaridade entre mestrado (4) e doutorado (2). Na experiência com sistema similar
dois (2) afirmaram conhecer esse tipo de sistema e quatro (4) afirmaram desconhecer.

2.1 A tarefa a partir da visão dos usuários participantes
Pelo fato dos aspectos considerados na escala de codificação (aceitável;
adequado; claro; consistente; esperada; fácil de ler; legível; lógica; possível; precisa e
sempre) não possibilitarem uma organização da análise por agrupamento, optou-se por
separar as respostas e proceder à análise pelo resultado que representava.
No primeiro módulo da escala de avaliação onde foram levantadas as
considerações sobre o design das telas as questões ‘sobre seqüência de telas’,
reforçada a concordância com a variação de (18,07), ‘organização da informação
apresentada na tela’ e ‘tela seguinte numa seqüência’, obtiveram a melhor média.
Entretanto, apesar de as médias serem as mesmas, os coeficientes de variação
indicam opiniões divergentes a respeito da tarefa. Na questão sobre ‘layout de tela são
satisfatórios’ a média foi baixa, seguida da ‘quantidade de informação apresentada na
tela’, conforme comentário a seguir: “muita informação” e “As telas apresentam
4

�informações desnecessárias”. No que diz respeito às questões “retorno para um a tela
anterior” e “progressão do trabalho relacionado à tarefa” com média (3,00), a variação
do coeficiente indica que não existe concordância entre os respondentes.
No segundo módulo a média alta se ateve à ‘terminologia na tela’, seguida de ‘a
terminologia se relaciona bem com o trabalho que se está realizando’, conforme
relatado: “em alguns momentos tive dúvida durante a interação, por exemplo, a
mensagem na etapa verificar, eu pensei que ia verificar o meu artigo e abriu outra
mensagem”.
No terceiro módulo da escala a média alta foi na questão da ‘demora entre
operações’ com variação (19,65), mais próximo da concordância nas respostas,
seguida do ‘desempenho de uma operação conduz a um resultado previsível’ variação
(34,70). Apesar da média alta neste módulo um usuário destacou que: “na primeira
opção - artigo de periódico - fiquei em dúvida pois o artigo ainda não foi publicado, no
entanto, a próxima tela me informou o que eu queria saber, mas não foi previsível.” A
média foi baixa, principalmente na questão que versa sobre ‘instruções para correções
de erros’, variação (48,98), indicando que não foram equânimes as respostas, com o
comentário a seguir: “o sistema não me alertou que isso era possível”.
A maior parte dos resultados sobre o módulo “informação” teve média regular:
‘posição das instruções sobre a tela’, variação (38,73), ‘mensagens que aparece na
tela’, variação (48,99) e ‘mensagens de erro que esclarecem o problema’, variação
(45,38), indicam novamente que as respostas não estão equânimes neste módulo.
Resultados que também tiveram média regular ‘instruções para comandos ou funções’
e ‘computador mantém você informado sobre o que está realizando’, variação (34,99 e
41,95), foram acrescidos de comentários: “tentei inserir mais de uma caixa de
autor/afiliação antes do preenchimento e não consegui” e “os passos macro da
interação sim, mas ações pequenas como clique no botão não”.

A medida aqui

colocada demonstra a média e a variação em cada módulo:


Design 6,11 (variação 35,02)



Terminologia 6,56 (variação 24,50)



Informação 5,13 (variação 41,75).

5

�As médias abaixo detalhadas, por participante, em cada um dos módulos,
refletem a satisfação do usuário nos quesitos avaliados.
Tabela 1: Média por participante em cada módulo
Sujeito
1
2
3
4
5
6
Média

Design
5,11
5,33
7,78
7,78
5,33
5,33
6,11

Terminologia
4,67
6,00
6,00
8,67
8,00
6,00
6,56

Informação
4,00
5,00
7,50
5,00
4,25
5,00
5,13

De acordo com os dados acima fica claro que o módulo considerado com
avaliação mais baixa foi o de Informação. Entretanto, a ocorrência de variações na
análise quantitativa, também acima explicitada, sinaliza a necessidade de se ter maior
acuidade na análise da avaliação em cada módulo com vista à obtenção de uma melhor
leitura dos achados.
Cabe mencionar algumas sugestões dos usuários que são indicativos das
melhorias necessárias para a interface: "layout mais amigável - telas com informações
destacadas para as principais funções"; "retirar das telas os campos que não precisam
ser preenchidos pelo autor"; “os campos que não são necessários para o
autoarquivamento não deveriam estar visíveis”; “antes de entrar no sistema precisa-se
saber que tipo de arquivo é aceitável”. Por fim, um comparativo com outros sistemas:
“consultando sistemas similares há referencias de repositórios como o LUME (UFRGS)
e ALICE (EMBRAPA), que poderia servir de referencia para trabalhar melhor a interface
do nosso, bem como a sua arquitetura”.

2.2 Observações feitas durante o teste
O tempo de execução da tarefa foi entre 9 e 18 minutos, e o tempo final com a
resposta ao questionário foi entre 18 e 23 minutos. Esses dados mostram que a tarefa
teve uma eficácia pelo fato não ter ocorrido uma discrepância entre os participantes no
tempo de execução do autoarquivamento.
6

�Quanto às observações dos participantes, os mesmos mencionaram que o
acesso ao ambiente não estava claro, e a mensagem de confirmação do registro e
acesso não facilitou o entendimento de como o usuário deveria proceder. Coube ao
gestor da comunidade realizar a solicitação de login e senha bem como dos privilégios
para os usuários participaram do teste, visto que quando do cadastramento (login e
senha) não caracterizava que o referido usuário pudesse fazer o autoarquivamento.
Este fato foi constatado quando foi feito o pré-teste.
No primeiro passo da tarefa a questão do acesso surge como primeiro empecilho
na execução da mesma, os participantes tiveram dificuldade em encontrar o lugar para
se ‘logar’. A dúvida foi se o local seria ‘editar conta’, depois de se pensar clicaram em
‘área pessoal’.
A impressão acerca do ambiente foi de que se tratava de um espaço contendo
aspectos interessantes, mas com limitações em face da presença de problemas
operacionais. Estes problemas desestimulariam o usuário como, por exemplo, o e-mail
para confirmação da senha, que não informa claramente o processo, além de estar em
outro idioma. A Falta de informações ocorreu em diversos momentos para esclarecer as
dúvidas e também evitar que etapas desnecessárias fossem feitas.
Durante a tarefa um participante mencionou que não percebeu que já estava no
sistema. Outro teve dificuldade para identificar que não estava na sua área pessoal. Foi
por outro caminho para acessar ‘Novo depósito’. Um participante não entendeu a opção
"o arquivo está em mais de um arquivo", precisou de explicação. Depois de iniciar o
processo percebeu que precisava ter os dados do artigo e recorreu ao Currículo Lattes.
No passo seguinte, preenchimento dos metadados, nenhum participante
percebeu o que foi solicitado no formulário ‘Cenário de teste’ – preencher apenas três
campos do formulário. Como também não percebeu que não precisava por a afiliação,
foi então mostrado novamente o cenário e a tarefa. Na continuidade todos os
participantes clicaram em ‘adicionar’ mais autor e abriu também adicionar mais título.
Este botão serve para abrir uma nova caixa para ser digitado um novo autor ou título,
porém os usuários clicaram acreditando ser esta a função para inserir o dado já
digitado. Na entrada de autoria ocorreram dúvidas quanto a incluir todos os
sobrenomes e não apenas o ultimo sobrenome, como orientado no próprio formulário.
7

�Outro participante não incluiu o seu próprio nome como autor, finalizado o teste foi
perguntado sobre a não inclusão e foi respondido que não viu onde incluir outro autor.
Ocorreram dúvidas sobre inserir a afiliação e inserções de afiliação, mesmo não sendo
pedido.
Quando da inserção do título um participante ficou confuso, então saiu do
sistema foi ao Google para recuperar o arquivo. Voltou ao sistema, porém teve
dificuldade para retornar na navegação. Na continuidade quando da passagem de
páginas que aparecem e que o preenchimento não é solicitado segundo o cenário de
teste, todos os participantes ficaram em dúvida do que fazer.
Na fase do carregamento do arquivo, a não visualização do rótulo gerou dúvida
no procedimento. Outro fato foi a tentativa de inclusão de outro tipo de trabalho do qual
o sistema não havia habilitado. Alguns participantes não estavam com seus arquivos
em máquina para o upload, ocorrendo a saída do sistema, ida ao Google para
localização do arquivo e salvamento, para após retornar ao sistema.
Na tela para o upload, por ter excesso de informação na tela, alguns dos
participantes tiveram dúvida do que fazer, depois de um tempo o avaliador informou
que podia marcar o próximo. Após o upload, aparece mensagem sobre os formatos de
arquivo aceitáveis no sistema. Mais uma vez o excesso de informação gerou dúvida,
fazendo com que o participante escolhesse a opção ‘Corrigir’ e com isso observou-se
falha na navegação, conseguiu retomar e continuar a tarefa.

O entendimento do

consentimento da licença para continuar o processo foi claro para somente 2 dos 6
participantes, um participante leu a licença de submissão, fez observação no item (‘b’),
e ficou em dúvida se concedia a licença. No fechamento a dúvida se a tarefa estava
finda foi presente em todos os participantes, exemplificada com as frases: “precisa de
mais alguma coisa?”; “acho que já acabei”.
A partir dos relatos dos respondentes surgem questões importantes tais como, o
rótulo ‘Adicionar’ que gera dúvidas e “pular o carregamento do arquivo”, pelo fato do
ícone estar grande e indevidamente colocado.
3 Conclusão

8

�Considerando as análises feitas neste estudo chega-se a algumas conclusões
acerca da tarefa autoarquivamento no repositório Arca. A partir do que se pode
apreender da avaliação cooperativa feita a partir dos participantes é a necessidade de
reformulação dos seguintes pontos:
a) no aspecto design das telas – mesmo tendo média superior em relação aos outros
dois módulos, o layout e caracteres das telas e a forma das fontes e o excesso de
informação devem ser melhorados;
b) na terminologia – verificou-se que existe a necessidade de melhoria em relação à
terminologia da tarefa a ser executada, no tocante às inconsistências e ambiguidades.
c) nas mensagens e informação – inexistem instruções para correção de erros ou
mensagens que esclareçam os problemas encontrados, as instruções para comandos e
função são confusas.
Do mesmo modo, o ambiente virtual em sua disposição deve buscar um
equilíbrio entre as cores, formato e legibilidade.
Esse teste é um representativo da usabilidade do autoarquivamento. As
modificações aqui sugeridas, se implementadas, serão de grande valia para que os
testes nesse repositório sejam mais exitosos, possibilitando uma maior adesão dos
usuários à ferramenta. O processo de autoarquivamento é fundamental para o
povoamento dos repositórios tendo como resultado a ampliação do acesso à
informação em saúde.
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10

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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <name>Coverage</name>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Avaliação de usabilidade em Repositórios Institucionais: o caso da Fiocruz</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Viviane Santos de Oliveira Veiga</text>
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              <text>Rejane Ramos Machado</text>
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              <text>Aline da Silva Alves</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <elementText elementTextId="27122">
              <text>2013</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) estão alterando o processo de comunicação científica. Neste contexto, surgem os Repositórios Institucionais (RIs) que tem como um dos seus objetivos a melhoraria da comunicação científica interna e externa à instituição. Preconiza-se neste ambiente o autoarquivamento, depósito pelo autor ou pessoa autorizada por ele, de um documento digital. Esta autonomia do autor na editoração e arquivamento do conteúdo de seus trabalhos pode não ser exercida devido a diversos fatores, dentre eles, a não adequação do sistema às necessidades dos usuários. O Repositório Institucional Arca, da Fundação Oswaldo Cruz, pretende viabilizar o autoarquivamento e para que este seja realizado de forma eficaz, desenvolveu-se um teste de usabilidade para avaliar o quanto e como o processo atende as necessidades do usuário. Os módulos avaliados foram de design de telas; terminologia; e informação e mensagem. Os maiores problemas de usabilidade foram identificados no módulo de informação e mensagem. Sabe-se que o processo de autoarquivamento é essencial para o sucesso dos RIs e os problemas de usabilidade identificados poderão auxiliar na melhoria do sistema, contribuindo para a adesão dos usuários.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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      <name>cbbd2013</name>
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