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                  <text>FRBR como ferramenta para a descoberta de informação
Karyn Munyk Lehmkuhl (UFSC) - karyn.lehmkuhl@ufsc.br
Liliane Vieira Pinheiro (UFSC) - liliane.pinheiro@ufsc.br
Resumo:
Este trabalho pretende apresentar conceitos básicos e benefícios da adoção do modelo
conceitual FRBR em sistemas de descoberta de informação e o reflexo disso na atuação do
bibliotecário de referência.
Palavras-chave: FRBR; RDA; Sistemas de descoberta de informação
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013.

FRBR como ferramenta para a descoberta de informação

1 INTRODUÇÃO
Os Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos, cuja sigla em inglês é
FRBR, atualmente são mais discutidos do ponto de vista da catalogação. Entretanto, a
implantação de seus princípios por meio da RDA, sigla que pode ser traduzida como
Recursos: descrição e acesso, considerada a nova norma de catalogação, terão
reflexos diretos no atendimento ao usuário. Portanto, o bibliotecário de referência
necessita acompanhar as mudanças ocasionadas por esse novo paradigma. Assim,
este trabalho pretende apresentar conceitos básicos e benefícios da adoção do modelo
conceitual FRBR para a descoberta de informação e o reflexo disso na atuação do
bibliotecário de referência.

2 MATERIAIS E MÉTODOS
Para a realização deste estudo, foram identificados na literatura trabalhos
publicados sobre o tema, visando analisar os aspectos que possam elucidar como a
aplicação da RDA provocará mudanças na descoberta de informação.

3 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
Apesar da ampla adoção dos catálogos informatizados, a norma que norteia a
catalogação atual é o AACR2. Este código foi idealizado para o registro de informação
em fichas de papel e para uma realidade sem tantos formatos de documentos como a
encontrada hoje.
A RDA vem modificar este paradigma e criar catálogos e sistemas de informação
mais condizentes com a variedade de suportes disponíveis e com as potencialidades do
mundo informatizado.
Assim, nos sistemas baseados em RDA, o bibliotecário de referência e o usuário
final deparar-se-ão com mudanças bastante significativas na forma como as
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informações são descritas, apresentadas e relacionadas. As mudanças mais
perceptíveis serão:
a) área do título: a DGM não estará mais presente para materiais não impressos.
Para substituí-la foram criados três novos campos MARC para descrever o tipo de
conteúdo, tipo de mídia e tipo de suporte da fonte de informação;
b) menos abreviações: as abreviações são comuns no AACR2 porque visavam
economia de espaço nas fichas de papel, porém no ambiente eletrônico essa economia
não é mais necessária. Assim, diversas palavras não precisam mais ser abreviadas e o
catalogador deverá transcrever as informações conforme são apresentadas na obra;
c) fim de expressões latinas: as expressões em latim serão substituídas por
frases no idioma da unidade catalogadora;
d) fim da regra dos três: no campo relacionado à responsabilidade, todos os
autores deverão ser informados, mesmo que sejam mais de três nomes;
Ademais, pode-se dizer que haverá uma quebra na arquitetura do registro
bibliográfico, sendo que os dados, antes presentes em um único registro, agora se
encontram distribuídos em diversos registros relacionados entre si, conforme
apresentado na figura 1.
Figura 1 – Entidades do FRBR e suas relações

Fonte: Oliver (2011); Assumpção (2012)

Quanto ao catálogo, este seria uma espécie de rede em que as diferentes
expressões

(traduções,

revisões,

edições

compactas,

etc..)

e

manifestações

(publicação da editora x, y ou z) de uma obra (criação intelectual ou artística) estariam
vinculadas a ela, como também as diferentes obras elaboradas a partir do conteúdo
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desta obra (revisões críticas, avaliações, comentários). Ao buscar no catálogo, o
usuário recupera o registro da obra e a partir deste registro encontra a manifestação e
expressão que mais se enquadram ao que realmente almeja, ou vice-versa
(LEHMKUHL, PINHEIRO, MACHADO, 2012).
As diferenças entre o modelo atual de catálogo e como poderão ser os catálogos
futuros podem ser visualizadas nas figuras 2 e 3.
Figura 2 – Apresentação do catálogo segundo AACR2 e sua comparação com RDA

Fonte: elaboração própria.
Figura 3 – Previsão da apresentação dos registros com a adoção dos princípios do FRBR

Fonte: elaboração própria

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A partir do momento em que o catálogo representa as relações entre os
registros, transforma-se em uma excelente ferramenta de investigação (PICCO, 2009),
possibilitando, dessa forma, a descoberta de informação e, consequentemente, de
conhecimento.

Para o bibliotecário de referência como para os usuários em geral, os
benefícios se concentrarão, dentre outros, na possibilidade de “clicar” sobre uma
obra e visualizar todas as expressões, manifestações e itens, bem como autores,
assuntos e outras obras relacionados. Ou seja, a experiência de descobrir
recursos será melhor, bem como a navegação e exibição dos dados (OLIVER,
2011).

4 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
Acredita-se que as mudanças proporcionadas pelos modelos FRBR serão
positivas e condizentes com a realidade dos sistemas digitais. Entretanto, é necessário
incentivar as discussões acerca das consequências de tais mudanças para o cotidiano
dos bibliotecários, bem como para o usuário final. Segundo Miller (2011), apesar da
RDA ter sido idealizada para atender melhor ao usuário, nenhum estudo de usuário foi
conduzido para validar as mudanças propostas na norma.
Assim, até a completa adoção da RDA e dos princípios FRBR nos sistemas de
informação, ainda há um caminho a ser percorrido e os bibliotecários devem prepararse para o novo cenário e conscientizar-se do quanto essas transformações terão
impacto em seu cotidiano profissional, seja na prática de catalogação ou no serviço de
referência.

REFERÊNCIAS
ASSUMPÇÃO, Fabrício. O que é FRBR? 21 de julho de 2012. Disponível em:
&lt;http://fabricioassumpcao.com/2012/07/o-que-e-frbr.html&gt;. Acesso em: 21 mar. 2013.
LEHMKUHL, Karyn Munyk; PINHEIRO, Liliane Vieira; MACHADO, Raquel Bernadete.
Possibilidades e desafios para a catalogação em bibliotecas: a aplicação da nova norma para
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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013.

descrição e acesso de recursos (RDA). In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2012, Gramado. Anais... . Porto Alegre: Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, 2012. p. 1 - 15. Disponível em:
&lt;http://www.snbu2012.com.br/anais/pdf/4QTZ.pdf&gt;. Acesso em: 21 mar. 2013.
MILLER, Liz. Resource Description and Access (RDA): an introduction for reference
librarians. Reference &amp; User Services Quarterly, Chicago, v. 50, n. 3, p.216-217, 2011.
OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília: Briquet de Lemos, 2011.
PICCO, Paola. El objeto de la catalogación en el marco de las FRBR y el nuevo código de
catalogação. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Florianópolis, v. 14, n. 28, p. 150-162, 2009.

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