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                  <text>Partituras em Braille nas Bibliotecas Públicas Estaduais do Brasil:
acessibilidade para as pessoas com deficiência visual

Gabriela da Silva Giacumuzzi (UFRGS) - gsggabi@hotmail.com
Eliane Lourdes da Silva Moro (UFRGS) - eliane_moro@yahoo.com.br
Lizandra Brasil Estabel (IFRS-Câmpus POA) - lizandra.estabel@poa.ifrs.edu.br
Resumo:
Aborda os aspectos do acesso e uso da informação pelas pessoas com deficiência visual, nas
bibliotecas públicas estaduais, referente à Musicografia Braille. Apresenta um estudo
realizado com o objetivo de verificar quais Bibliotecas Públicas Estaduais (BPEs) possuem
informação acessível para as pessoas com deficiência visual através de partituras em Braille.
Foi realizado levantamento da situação das BPEs para verificar se possuem setor Braille e
partituras em Braille acessíveis para as pessoas com deficiência visual, a fim de divulgar,
promover e qualificar os serviços prestados pelas bibliotecas públicas para pessoas com
deficiência visual, em conformidade com o Manifesto da IFLA/UNESCO das bibliotecas
públicas, que preconiza a importância da disponibilização de materiais para atender as
pessoas com deficiência. Ao atender esta parcela da sociedade, as bibliotecas públicas estarão
propiciando que as limitações sejam bastante diminuídas e praticamente deixem de existir,
aumentando a auto-estima e propiciando uma interação maior entre cegos e videntes.
Espera-se, com esta pesquisa, que este trabalho contribua para uma reflexão e avaliação sobre
os serviços prestados para um público que é usuário das bibliotecas, que se constitui de
aproximadamente trinta e cinco milhões de brasileiros, e que necessita de informação
acessível e de qualidade para que seja inserido em uma sociedade mais inclusiva, que
possibilite a formação e a atuação profissional com qualidade e autonomia e que atenda a
bibliodiversidade.
Palavras-chave: Biblioteca Pública. Acessibilidade. Inclusão de Pessoas com Deficiência.
Área temática: Bibliotecas Públicas

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Partituras em Braille nas Bibliotecas Públicas Estaduais do Brasil:
acessibilidade para as pessoas com deficiência visual

Resumo: Aborda os aspectos do acesso e uso da informação pelas pessoas com
deficiência visual, nas bibliotecas públicas estaduais, referente à Musicografia
Braille. Apresenta um estudo realizado com o objetivo de verificar quais Bibliotecas
Públicas Estaduais (BPEs) possuem informação acessível para as pessoas com
deficiência visual através de partituras em Braille. Foi realizado levantamento da
situação das BPEs para verificar se possuem setor Braille e partituras em Braille
acessíveis para as pessoas com deficiência visual, a fim de divulgar, promover e
qualificar os serviços prestados pelas bibliotecas públicas para pessoas com
deficiência visual, em conformidade com o Manifesto da IFLA/UNESCO das
bibliotecas públicas, que preconiza a importância da disponibilização de materiais
para atender as pessoas com deficiência. Ao atender esta parcela da sociedade, as
bibliotecas públicas estarão propiciando que as limitações sejam bastante
diminuídas e praticamente deixem de existir, aumentando a auto-estima e
propiciando uma interação maior entre cegos e videntes. Espera-se, com esta
pesquisa, que este trabalho contribua para uma reflexão e avaliação sobre os
serviços prestados para um público que é usuário das bibliotecas, que se constitui
de aproximadamente trinta e cinco milhões de brasileiros, e que necessita de
informação acessível e de qualidade para que seja inserido em uma sociedade mais
inclusiva, que possibilite a formação e a atuação profissional com qualidade e
autonomia e que atenda a bibliodiversidade.
Palavras- chave: Biblioteca Pública. Acessibilidade. Inclusão de Pessoas com
Deficiência.
Área Temática: Temática IV: Bibliotecas Públicas.
1 INTRODUÇÃO

O Brasil possui aproximadamente 45 milhões de pessoas com deficiência,
segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
contingente de população que vive e tem direito de estudar e trabalhar, de se
locomover em todos os espaços possíveis para sua realização pessoal e profissional
e que tem direito de acesso e uso da informação para atender as suas necessidades
de aprender e de atuar no mundo do trabalho que respeite a diversidade e possibilite
a inclusão social, informacional, digital e profissional.
A Federação Internacional de Associação de Bibliotecas e Instituições
(IFLA)/UNESCO, publicou, em 2009, o Relatório Professional nº 86, intitulado
“Bibliotecas para Cegos na Era da Informação:diretrizes de desenvolvimento” tendo
como foco o “serviço de biblioteca eficiente para pessoas incapazes de utilizar
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material impresso” e a necessidade de tornar a informação disponível através de
diretrizes e padrões para a estrutura dos serviços de atendimento para satisfazer as
necessidades dos usuários com deficiência visual. Além disso, as políticas públicas
de inclusão abrangem os recursos físicos e tecnológicos, entre outros, para o
acesso, a participação e a inclusão no processo de informação e de novas
aprendizagens.
No âmbito nacional, as políticas públicas têm como preocupação estabelecer
e propiciar o processo de construção e de consolidação da plena democracia,
através dos direitos das pessoas, da inclusão social e da acessibilidade de pessoas
com deficiência no que se refere à inclusão e ao exercício da cidadania.
O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Plano Viver sem
Limite, lançado no dia 17 de novembro de 2011 (Decreto Nº 7.612), tem por objetivo
implementar novas iniciativas e intensificar ações em benefício das pessoas com
deficiência, priorizando os quatro eixos: Acesso à Educação, Inclusão Social,
Atenção à Saúde e Acessibilidade, em conformidade com a

Convenção da

Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência, incorporada à legislação brasileira em 2008. Dentre as ações deste
Plano, preconiza a ampliação do processo de construção e consolidação da
democracia e dos direitos das pessoas com deficiência, da autonomia individual, da
igualdade de oportunidades, do acesso à informação e ao conhecimento, da
inserção no mundo do trabalho.
A democratização do acesso à informação e ao conhecimento deve ser
prioridade nos diferentes tipos de bibliotecas. Destaca-se a importância da biblioteca
pública na promoção do acesso à informação e ao conhecimento, atendendo a
diversidade e promovendo a inclusão para todos e todas.
Conforme o Manifesto da IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas
Os serviços da biblioteca pública devem ser oferecidos com base na
igualdade de acesso para todos, sem distinção de idade, raça, sexo,
religião, nacionalidade, língua ou condição social. Serviços e
materiais específicos devem ser postos à disposição dos utilizadores
que, por qualquer razão, não possam usar os serviços e os materiais
correntes, como por exemplo minorias linguísticas, pessoas
deficientes, hospitalizadas ou reclusas (UNESCO, 1994).

Diante do exposto e considerando o expressivo número de pessoas com
deficiência visual no Brasil, aproximadamente trinta e cinco milhões, pretende-se
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verificar quais Bibliotecas Públicas Estaduais (BPEs) possuem informação acessível
para as pessoas com deficiência visual através de partituras em Braille. Pretende-se
ainda, através deste estudo, fazer um levantamento da situação das BPEs se
possuem setor Braille e, mais especificamente, partituras em Braille acessíveis para
as pessoas com deficiência visual, a fim de divulgar, promover e qualificar os
serviços prestados pelas bibliotecas públicas para pessoas com deficiência visual.

2 MUSICOGRAFIA BRAILLE E PARTITURAS EM BRAILLE

A Musicografia Braille é a notação musical utilizada pelos deficientes visuais
para representação gráfica de músicas em partituras e segundo Bonilha (2010, p. 5)
“consiste no sistema de leitura e escrita musical convencionalmente adotado por
pessoas com deficiência visual.”
A deficiência visual é subdividida em cegueira e baixa-visão. No Decreto
5.296, de 2 de dezembro de 2004, são diferenciadas a cegueira e a baixa-visão por
meio da acuidade visual da pessoa. O Decreto define deficiência visual como:

...cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no
melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que
significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a
melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida
do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a
ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.
(BRASIL, 2004).

A Musicografia Braille se apropria do Sistema Braille para a transcrição dos
símbolos musicais presentes nas partituras. “No ano de 1825, o francês Luís Braille,
que era cego, criou o Sistema Braille para deficientes visuais. Esse Sistema, em
conjunto foi adotado no Brasil, no ano de 1854...” (SILVA; RAMALHO, 2005).
Também foi Louis Braille que lançou os primeiros fundamentos da Musicografia
Braille que é utilizado como base até hoje. O Sistema Braille “é constituído por 63
caracteres, resultante da combinação entre 6 pontos, dispostos em duas colunas
verticais, e numerados de cima para baixo e da esquerda para a direita” (BONILHA,
2006, p. 22).
O Sistema Braille está mais voltado para os cegos, sendo que o Braille é o
sistema alfabético tátil utilizado na escrita e leitura independente de idiomas. Para a
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pessoa com baixa visão textos impressos em fonte ampliada tornam a informação
acessível, além dos recursos da Tecnologia Assistiva (TA) como as Lupas
Eletrônicas, utilizadas para a ampliação de textos no uso do computador. Contudo, é
necessário ressaltar que o Braille também pode ser usado por pessoas com baixa
visão, desde que conheçam este sistema.
Desde 2004, está disponível em português o Manual Internacional de
Musicografia Braille, com o objetivo de
reunir os acordos internacionais referendados nas Conferências
sobre Musicografia Braille de 1982 (Moscou), 1987 (Marburg/Lahn,
Alemanha) e 1992 (Saanen, Suíça), com base nas Conferências
Internacionais de 1888, 1929 e 1954. (BRASIL, 2013, p.17).

O manual visa a padronização internacional para a compreensão de partituras
por músicos de diferentes nacionalidades.
O ensino e a aprendizagem da Musicografia Braille são necessários para que
o músico com deficiência visual possa ter autonomia na escrita e leitura de
partituras, não dependendo de um vidente para transmitir a informação. O contato
de um vidente com um texto impresso em Braille ou de um cego com um texto
impresso em tinta ocorre num primeiro momento, segundo Moro e Estabel (2007)
“uma sensação de impotência diante de uma forma de registro de informação que
não pode ser decodificada e nem compreendida”, e o mesmo ocorre com as
partituras. O acesso à informação é um direito do cidadão e uma condição para que
possa ter autonomia e competência para desempenhar as suas funções com
qualidade, sem depender do outro.
Dessa forma, a Musicografia Braille permite que o deficiente visual tenha um
pleno acesso às partituras e ao ensino de Música, com uma notação musical tátil
que permite ao músico cego superar as barreiras do ensino de Música formal que se
limita às partituras impressas em tinta. Nesse aspecto, as bibliotecas públicas têm
como missão o atendimento a todos os cidadãos em suas necessidades de acesso
e uso da informação, atendendo inclusive as pessoas com deficiencia visual.
Destaca-se que a autonomia da pessoa com deficiência visual, juntamente com o
uso de informação em suportes e formatos acessíveis, permite que este tenha uma
formação de qualidade, possa atuar profissionalmente e que a biblioteca pública

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possa promover ação cultural, incluindo a todos, sem distinção, conforme preconiza
o Manifesto da IFLA/UNESCO para as Bibliotecas Públicas.

3 BIBLIOTECAS PÚBLICAS ESTADUAIS E A MÚSICA

As bibliotecas públicas têm compromisso junto à comunidade na qual estão
inseridas, de ação informacional, pedagógica, educacional, cultural e social, voltadas
para atender as necessidades informacionais de todos os cidadãos, então,

... as bibliotecas públicas por acreditar que são elas que, dentre as
outras tipologias de bibliotecas, mais se dedicam a sanar as
necessidades e anseios dos distintos usuários que compõem a
esfera social responsável por viabilizar sua existência.” (SILVEIRA;
REIS, 2011, p. 39)

Ou seja, a diversidade na comunidade de usuários faz com que as
necessidades informacionais sejam diferentes e também que os suportes sejam
diferenciados e acessíveis para cada usuário, por isso, a acessibilidade na biblioteca
pública é tão importante e deve se constituir na prioridade da oferta de seus
serviços. O acesso físico e informacional deve ser ofertado para todos, através da
biblioteca pública, sem restrições e atendendo aos critérios de acessibilidade
universal.

la acessibilidad está ligada a la pertenencia y propiedad colectiva de
los bienes que custodia y difunde la biblioteca. Estos bienes que
custodia pertenecen a todos los miembros de esa sociedad por
cuanto favorecen la emergencia y consolidación de los procesos de
identificación colectiva e individual. (GIRALDO; BETANCUR, 2011, p.
212).

No Brasil, foi instituído o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP)
através do Decreto Presidencial Nº 520, de 13 de maio de 1992, subordinado à
Fundação Biblioteca Nacional (FBN), com atuação articulada com os Sistemas
Estaduais, Municipais e do Distrito Federal de Bibliotecas Públicas. Tem por objetivo
“fortalecer suas ações e estimular o trabalho em rede e colaborativo” (FUNDAÇÃO
BIBLIOTECA NACIONAL, 2013).
Blattmann, Fragoso e Viapiana (2006, p. 315) afirmam que:

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As bibliotecas públicas estaduais (BPE) são instituições
fundamentais para: preservar a cultura, estimular ações leitoras e
disponibilizar serviços e produtos de informação para a comunidade
na qual está inserida. Têm como missão a preservação da memória
de um povo e de sua cultura.

As BPEs, muitas vezes, são um referencial para as bibliotecas públicas
municipais, que podem se basear em serviços prestados por estas para fornecer o
acesso à informação e promover o fomento de ações culturais para todos. E a
biblioteca pública só conseguirá atender plenamente seus usuários se for uma
biblioteca acessível.
A biblioteca pública se torna mais acessível quando
é um espaço que permite a presença e proveito de todos, e está
preparada para acolher a maior variedade de público possível para
as suas atividades, com instalações adequadas às diferentes
necessidades e em conformidade com as diferenças físicas,
antropométricas e sensoriais da população. (FERRÉS, 2006, p. 21).

A acessibilidade possibilita o acesso a todos, não somente para pessoas com
deficiência, com isso, as melhorias que a acessibilidade traz para a biblioteca
contribuem para o acesso e uso da biblioteca por toda sua comunidade de usuários.
Vive-se a sociedade da diversidade concedendo-nos a possibilidade de ver o
mundo sobre diferentes percepções e possibilitando a bibliodiversidade. A
bibliodiversidade contempla as diferentes fontes e os diversos suportes de
informação no atendimento às necessidades de todos os cidadãos nos mais
diferentes espaços territoriais, possibilitando o acesso, o uso, a produção e o
compartilhamento de novas aprendizagens em um processo de inclusão de todos.
A Música como expressão artística e cultural apresenta diversas percepções
de mundo por meios sonoros, e não há barreiras que impedem o ser humano de
expressar suas opiniões, ideias, sentimentos, entre outros. O Braille, assim como as
línguas de sinais, mostram que é possível superar as barreiras impostas pelas
limitações. E a biblioteca pública pode oferecer o acesso à informação nesse
suporte, tornando as partituras acessíveis para deficientes visuais.

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4 A SITUAÇÃO DAS BIBLIOTECAS PÚBLICAS ESTADUAIS SOBRE O ACESSO
À INFORMAÇÃO ACESSÍVEL EM BRAILLE

Conforme foi apresentado anteriormente, neste estudo pretende-se verificar
quais Bibliotecas Públicas Estaduais (BPEs) possuem informação acessível para as
pessoas com deficiência visual, através de partituras em Braille, e realizar um
levantamento da situação das BPEs verificando se possuem Setor Braille e, mais
especificamente, partituras em Braille acessíveis para as pessoas com deficiência
visual, a fim de divulgar, promover e qualificar os serviços prestados pelas
bibliotecas públicas para pessoas com deficiência visual.
A coleta de dados em sua primeira fase foi a busca dos emails das bibliotecas
em sites e blogs das BPEs, e envio de email com o questionário anexado. Como
muitas bibliotecas não responderam ao email, passou-se para a segunda fase da
coleta de dados que foi a aplicação do questionário por telefone com as bibliotecas.
Na segunda fase não foi possível entrar em contato com algumas bibliotecas,
seja pela ausência de informações sobre o número telefônico da biblioteca em seus
sites ou por não conseguir entrar em contato por meio dos números indicados, e
algumas ao solicitarem o envio do questionário por email, não responderam o
questionário em tempo hábil para a análise dos dados. Por isso, não foi possível
fazer uma análise das BPEs de todos os 27 estados brasileiros, conseguindo
analisar na pesquisa dados de 16 BPEs de estados diferentes.
As bibliotecas entrevistadas foram: Biblioteca Pública Estadual de Alagoas
(Maceió - AL), Biblioteca Braille do Estado do Amazonas (Manaus - AM), Biblioteca
Pública do Estado da Bahia (Salvador - BA), Biblioteca Pública Governador Menezes
Pimentel (Fortaleza - CE), Biblioteca Braille Dorina Nowill (Brasília - DF), Biblioteca
Pública Estadual Levy Cúrcio da Rocha (Vitória - ES), Biblioteca Braille José Álvares
de Azevedo (Goiânia - GO), Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim (Campo
Grande - MS), Biblioteca Pública Arthur Vianna (Belém - PA), Biblioteca Pública
Juarez da Gama Batista (João Pessoa - PB), Biblioteca Pública do Estado do
Pernambuco (Recife - PE), Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro (Rio de
Janeiro - RJ), Biblioteca Pública Câmara Cascudo (Natal - RN), Biblioteca Pública do
Estado do Rio Grande do Sul (Porto Alegre - RS), Biblioteca Pública de Santa
Catarina (Florianópolis - SC) e Biblioteca de São Paulo (São Paulo - SP).
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Os estados cujas bibliotecas não foram analisadas são: Acre (AC), Amapá
(AP), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Minas Gerais (MG), Paraná (PR), Piauí
(PI), Rondônia (RO), Roraima (RR), Sergipe (SE) e Tocantins (TO).
Fizeram parte da pesquisa 16 BPEs, contudo somente foram analisados
dados de 12 BPEs. A Biblioteca Pública Estadual Levy Cúrcio da Rocha (Vitória ES) mesmo não tendo partituras Braille em seu acervo, indicou a biblioteca que
contem esse tipo de material. Levando em consideração que uma biblioteca pode
atuar em parceiras com outras bibliotecas, e que o Serviço de Referência na
biblioteca não se restringe somente ao acervo de sua biblioteca, pode-se indicar
outras bibliotecas ou centros de informação que poderão satisfazer as demandas
informacionais dos usuários.
A Biblioteca Pública de Alagoas (AL), a Biblioteca Pública do Estado do Rio
de Janeiro (RJ) e a Biblioteca Pública Câmara Cascudo (RN) por estarem fechadas
ao atendimento ao público, funcionando somente para atividades internas por motivo
de obras e reformas, não teriam como fornecer um retorno sobre sua comunidade
de usuários, já que não estão atuando momentaneamente. As demais bibliotecas
são BPE e bibliotecas estaduais especializadas em Braille e são essas que serão
apresentados e analisados os dados, a seguir. Todas as BPEs possuem Setor
Braille.
Considerando que o horário de atendimento da biblioteca é um fator influente
na oferta de seus serviços, questionamos as bibliotecas e os horários de
atendimento variam, sendo que poucas bibliotecas abrem no final de semana ou
ficam abertas fora do horário comercial conforme pode ser observado no Quadro 1.

Quadro 1 – Horário de Atendimento das Bibliotecas Públicas Estaduais

Biblioteca
Horário de Atendimento
Biblioteca Braille do Estado do Amazonas 8h às 17h, de segunda à sexta.
(AM)
Biblioteca Pública do Estado da Bahia (BA)
8h30min às 21h, de segunda à
sábado.
10h às 16h nos domingos.
Biblioteca Pública Governador Menezes 8h às 17h, de segunda à sexta.
Pimentel (CE)
Biblioteca Braille Dorina Nowill (DF)
8h às 17h, de segunda à sexta.
Biblioteca Braille José Álvares de Azevedo 8h às 18h, de segunda à sexta.
(GO)
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Biblioteca Pública Dr. Isaías Paim (MS)

8h às 17h30min, de segunda à
sexta.
Biblioteca Pública Arthur Vianna (PA)
8h30min às 19h, de segunda à
sexta.
8h às 14h, aos sábados.
Biblioteca Pública Juarez da Gama Batista 7h às 22h, de segunda à sexta.
(PB)
7h às 19h, aos sábados.
7h às 14h, aos domingos.
Biblioteca Pública do Estado do Pernambuco 8h às 18h, de segunda à sexta.
(PE)
Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do 14h às 19h, nas segundas.
Sul (RS)
9h às 19h, de terça à sexta.
14h às 18h, aos sábados.
Biblioteca Pública de Santa Catarina (SC)
8h às 19h, de segunda à sexta.
8h às 12h, aos sábados.
Biblioteca de São Paulo (SP)
9h às 21h, de segunda à sexta.
9h às 19h, aos sábados e
domingos.
Dentre os usuários que frequentam as bibliotecas, a maioria são deficientes
visuais, mas são atendidos também nas BPEs usuários com deficiência auditiva,
motora e física. Um diferencial entre as BPEs foi percebido na Biblioteca Braille José
Álvares de Azevedo (GO), pois todos os atendentes da biblioteca são deficientes
visuais, inclusive a bibliotecária que é cega.
A situação individual de cada biblioteca está indicada abaixo.

a) Biblioteca Braille do Estado do Amazonas (AM): promove atividades culturais
relacionadas com a Música voltadas para os usuários com deficiência visual,
contudo não possui partituras em Braille;
b) Biblioteca Pública do Estado da Bahia (BA): Setor Braille promove atividades
culturais relacionadas com a Música, e a biblioteca possuem em seu acervo
partituras impressas em tinta e partituras em Braille;
c) Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel (CE): Setor Braille não promove
atividades culturais relacionadas com a Música, e a biblioteca apesar de possuir
partituras impressas em tinta no seu acervo, não possui partituras em Braille;
d) Biblioteca Braille Dorina Nowill (DF): biblioteca promove atividades culturais
relacionadas com a Música, mas não possui partituras em seu acervo;
e) Biblioteca Braille José Álvares de Azevedo (GO): não promove atividades
culturais relacionadas com a Música e não possui partituras em seu acervo;
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f) Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim (MS): não promove atividades culturais
relacionadas com a Música e não possui partituras em seu acervo;
g) Biblioteca Pública Arthur Vianna (PA): promove atividades culturais relacionadas
com a Música, possui partituras impressas em tinta, mas não possui partituras em
Braille no seu acervo;
h) Biblioteca Pública Juarez da Gama Batista (PB): não promove atividades culturais
relacionadas com a Música, e possui somente partituras impressas em tinta no seu
acervo;
i) Biblioteca Pública do Estado do Pernambuco (PE): não promove atividades
culturais relacionadas com a Música, contudo possui partituras impressas em tinta e
em Braille no seu acervo;
j) Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (RS): promove atividades
culturais relacionadas com a Música, inclusive voltadas para os usuários com
deficiência visual, e no seu acervo há partituras impressas em tinta e em Braille;
k) Biblioteca Pública de Santa Catarina (SC): não promove atividades culturais
relacionadas com a Música e não possui partituras em seu acervo;
l) Biblioteca de São Paulo (SP): biblioteca promove atividades culturais relacionadas
com a Música, mas não possui partituras em seu acervo.
Por meio da análise dos dados, percebemos que somente as BPEs da Bahia,
Pernambuco e Rio Grande do Sul possuem partituras em Braille. As demais
bibliotecas não possuem partituras em Braille e somente a Biblioteca Braille Dorina
Nowill (DF) informou que usuários já pediram esse tipo de material. Além das 3
bibliotecas que possuem partituras em Braille e impressas em tinta, outras 3
bibliotecas possuem partituras, somente, impressas em tinta que são as BPEs do
Ceará, Pará e Paraíba.
E são as bibliotecas de Amazonas, Distrito Federal e São Paulo, que
oferecem atividades culturais ligadas à Música para sua comunidade de usuários,
mas não possuem nenhum tipo de partitura em seu acervo.
Com a observação das informações, podemos concordar com Bonilha e
Carrasco que apontam:
Nota-se que nas bibliotecas há uma escassez de material relativo à
musicografia Braille. Mesmo as bibliotecas que dispõe de livros para
pessoas cegas, geralmente possuem poucas obras musicais em
nesses acervos. (BONILHA; CARRASCO, 2008, p. 21).
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Algumas bibliotecas possuíam somente obras sobre Musicografia Braille, mas
não tinham partituras em Braille para oferecer aos seus usuários. E nas bibliotecas
que possuem são poucas e o uso/consulta não são frequentes.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A disseminação de informações sobre Musicografia Braille e partituras em
Braille, através deste estudo, pode-se observar que estão concentradas nas
bibliotecas das escolas e faculdades de Música, quando existem. E as BPEs dizem
que não há demanda desse tipo de material nas bibliotecas, o que pode ocorrer pelo
fato de seus usuários com deficiência visual já conhecerem as obras e serviços que
a biblioteca oferece, sabendo que não há partituras em Braille. Ocorre, também, a
baixa produção de partituras em Braille. Com isso, os cegos têm poucas
possibilidades de acesso a esse tipo de informação e material.
Os motivos pela inexistência deste tipo de material nas bibliotecas variam,
mas é notável a escassez de partituras em Braille e obras sobre Musicografia Braille.
Nesse trabalho foram pesquisadas somente BPEs, mas nas bibliotecas públicas
municipais, o cenário não é muito diferente.
Conforme o Manifesto da IFLA/UNESCO das bibliotecas públicas, estes
materiais deveriam estar disponíveis para atender as pessoas com deficiência e
mais especificamente as com deficiência visual, conforme este estudo. Ao atender
esta parcela da sociedade, as bibliotecas públicas estarão propiciando que as
limitações sejam bastante diminuídas e praticamente deixam de existir, aumentando
a auto-estima e propiciando uma interação maior entre cegos e videntes.
Espera-se, a partir desta pesquisa, que este trabalho contribua para uma
reflexão e avaliação sobre os serviços prestados para um público que é usuário das
bibliotecas, que se constitui de aproximadamente trinta e cinco milhões de
brasileiros, e que necessita de informação acessível e de qualidade para que seja
inserido em uma sociedade mais inclusiva, que possibilite a formação e a atuação
profissional com qualidade e autonomia e que atenda a bibliodiversidade.

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REFERÊNCIAS
BLATTMANN, Ursula; FRAGOSO, Graça Maria; VIAPIANA, Noeli. Bibliotecas
Públicas Estaduais Brasileiras na Internet. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa
Catarina, Florianópolis, v. 11, n. 2, p. 315-332, ago./ dez. 2006. Disponível em:
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?dd0=0000004228&amp;dd1=4731c&gt;. Acesso
em: 02 mar. 2013.
BONILHA, Fabiana Fator Gouvêa; CARRASCO, Claudiney Rodrigues. O Papel da
Biblioteca como Espaço de Disseminação da Musicografia Braille: uso de
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Brasília: Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, 2007. Disponível
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              <text>Aborda os aspectos do acesso e uso da informação pelas pessoas com deficiência visual, nas bibliotecas públicas estaduais, referente à Musicografia Braille. Apresenta um estudo realizado com o objetivo de verificar quais Bibliotecas Públicas Estaduais (BPEs) possuem informação acessível para as pessoas com deficiência visual através de partituras em Braille. Foi realizado levantamento da situação das BPEs para verificar se possuem setor Braille e partituras em Braille acessíveis para as pessoas com deficiência visual, a fim de divulgar, promover e qualificar os serviços prestados pelas bibliotecas públicas para pessoas com deficiência visual, em conformidade com o Manifesto da IFLA/UNESCO das bibliotecas públicas, que preconiza a importância da disponibilização de materiais para atender as pessoas com deficiência. Ao atender esta parcela da sociedade, as bibliotecas públicas estarão propiciando que as limitações sejam bastante diminuídas e praticamente deixem de existir, aumentando a auto-estima e propiciando uma interação maior entre cegos e videntes. Espera-se, com esta pesquisa, que este trabalho contribua para uma reflexão e avaliação sobre os serviços prestados para um público que é usuário das bibliotecas, que se constitui de aproximadamente trinta e cinco milhões de brasileiros, e que necessita de informação acessível e de qualidade para que seja inserido em uma sociedade mais inclusiva, que possibilite a formação e a atuação profissional com qualidade e autonomia e que atenda a bibliodiversidade.</text>
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