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                  <text>Informação comunitária no contexto das bibliotecas públicas para
a promoção de uma democracia participativa

Mirian Ferreira Alves (MinC) - mirian.alves@cultura.gov.br
Thiago Guimarães Moraes (UnB) - moraest@gmail.com
Resumo:
Destaca a importância da informação comunitária no contexto das bibliotecas públicas para a
promoção de uma democracia participativa O artigo faz uma revisão de literatura sobre
informação comunitária e democracia participativa buscando identificar os elementos
presentes no processo de comunicação da informação comunitária nas bibliotecas públicas,
bem como sua relação com a promoção da democracia participativa. Por fim propõe que sejam
considerados três aspectos no planejamento de um Serviço de Informação Comunitária em
Bibliotecas Públicas: o uso da biblioteca como espaço de comunicação, encontro e discussão
dos problemas da comunidade; a biblioteca como meio para a inclusão social e digital; e a
atuação do bibliotecário como mediador e educador.
Palavras-chave: Bibliotecas Públicas. Comunicação da Informação. Informação Comunitária.
Democracia Participativa.
Área temática: Bibliotecas Públicas

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Informação comunitária no contexto das bibliotecas públicas para a
promoção de uma democracia participativa

Resumo
Destaca a importância da informação comunitária no contexto das bibliotecas
públicas para a promoção de uma democracia participativa O artigo faz uma revisão
de literatura sobre informação comunitária e democracia participativa buscando
identificar os elementos presentes no processo de comunicação da informação
comunitária nas bibliotecas públicas, bem como sua relação com a promoção da
democracia participativa. Por fim propõe que sejam considerados três aspectos no
planejamento de um Serviço de Informação Comunitária em Bibliotecas Públicas: o
uso da biblioteca como espaço de comunicação, encontro e discussão dos
problemas da comunidade; a biblioteca como meio para a inclusão social e digital; e
a atuação do bibliotecário como mediador e educador.
Palavras-chave: Bibliotecas Públicas. Comunicação da Informação. Informação
Comunitária. Democracia Participativa.
Área Temática IV: Bibliotecas Públicas.
1 INTRODUÇÃO
A biblioteca pública, instituição essencialmente democrática, possui um
grande potencial, ainda pouco utilizado em nosso país, para a formação de cidadãos
críticos e conscientes de seus direitos e deveres. Em um país como o Brasil, que
ainda enfrenta severas desigualdades a Biblioteca Pública destaca-se por seu papel
social de formar, informar e transformar a realidade local, fomentando assim a
construção de uma sociedade mais participativa.
Neste contexto cabe ressaltar a importância da informação comunitária,
aquela usada para solucionar problemas cotidianos ou necessária para o exercício
de um direito ou dever. Cabe à biblioteca pública criar condições para que a
comunidade possa ter acesso a esse tipo de informação que contribui para o
desenvolvimento pessoal e comunitário.
Neste sentido, aborda-se inicialmente neste trabalho a comunicação da
informação comunitária nas Bibliotecas Públicas, por meio de uma discussão
teórica, apresentando conceitos e abordagens relacionadas a esta questão. Mais
adiante apresenta-se uma breve apresentação literária acerca da democracia
participativa.

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Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Buscou-se ainda analisar o papel da biblioteca pública como espaço de
comunicação e mediação da informação para a promoção de uma democracia
participativa. O objetivo final deste trabalho foi identificar mecanismos que possam
ser usados pelas bibliotecas públicas a fim de promover a democracia participativa
em seu espaço de atuação.
2 INFORMAÇÃO COMUNITÁRIA EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS
Conforme o Manifesto da IFLA/UNESCO para as Bibliotecas Públicas
(1994), a biblioteca pública é “o centro local de informação, tornando prontamente
acessíveis aos seus utilizadores o conhecimento e a informação de todos os
gêneros.”
O referido manifesto alerta para a necessidade de que as bibliotecas
públicas respondam com eficiência as necessidades de informação da comunidade
a que serve. Ressalta ainda que a biblioteca pública na atual sociedade da
informação e do conhecimento deve ser um “centro de informação e de
conhecimento para a sua comunidade”, implementando serviços de “informação
local e comunitária”, tornando-se, deste modo, um fator de “integração e coesão
social”.
Koontz e Gubbin (2012) consideram que ao desempenhar sua função, a
biblioteca pública atua como uma instituição em prol do desenvolvimento pessoal e
social, podendo ser um agente de mudança da comunidade. Deste modo pode
contribuir para a criação e manutenção de uma sociedade bem informada e
democrática, que colabora com o empoderamento das pessoas, a fim de que estas
transformem suas vidas e a comunidade onde vivem.
Neste sentido cabe ressaltar o papel e a importância do Serviço de
Informação Comunitária nas Bibliotecas Públicas no cumprimento do papel
informativo e social desta instituição.
De acordo com Suaiden (1995), o Serviço de Informação à Comunidade no
âmbito das bibliotecas surgiu nos Estados Unidos na década de 70, baseado em
um modelo inglês (elaborado pelo Britsh Citizens Advice Bureaux) – um sistema de
informação e assessoramento cívico praticado por voluntários de diferentes
formações profissionais.

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O Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia define informação
comunitária como “informação geralmente processada por uma biblioteca pública,
pode incluir dados e informações sobre lazer, esportes, religião, procura ou oferta
de empregos, cidadania ou outros temas de interesse comunitário; informação
utilitária.” (CUNHA; CAVALCANTI, 2008, p. 202).
Segundo Pettigrew, Durrance e Vakkari (1999), Informação Comunitária
pode ser definida de forma ampla como qualquer informação que ajuda os cidadãos
com os problemas do seu dia-a-dia e permite-lhes participar plenamente como
membros de sua comunidade de forma democrática. Inclui informações relativas à
disponibilidade de serviços como saúde, assistência financeira, habitação,
transporte, educação e serviços de acolhimento, clubes, eventos comunitários, e
informações sobre todos os níveis de governo.
Omella i Claparols (2003) afirma que em seu início o propósito geral do
Serviço de Informação Comunitária era contribuir com a integração da biblioteca
com a comunidade e tinha como objetivo específico ajudar os cidadãos a resolver
questões da vida diária, facilitar a participação da comunidade, favorecer a
democracia participativa e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Atualmente,
segundo a mesma autora, o papel deste serviço se tornou mais amplo, abrangendo
também a compilação e difusão de informação local e/ou comunitária, o fomento à
vida política e associativa, o favorecimento de políticas que promovam a coesão
social e a integração da comunidade, tornar disponíveis as novas tecnologias de
informação e comunicação à parte da população que não tem acesso, oferecer aos
cidadãos plataformas educativas.
Suaiden (1995) ressalta a importância dos estudos sobre a comunidade,
do trabalho com as lideranças comunitárias e do diagnóstico aplicado às
necessidades de informação como instrumentos fundamentais com os quais a
biblioteca pública pode contar para se vincular e até melhorar os níveis de
educação e cultura da comunidade.
O autor afirma ainda que o desconhecimento da existência de certos tipos
de informação e, portanto, de certos direitos, impede o cidadão de reclamar o
benefício de serviços ou recursos concebidos pela sociedade para atender a
problemas e necessidades de um indivíduo ou de uma comunidade. Deste modo,
pode-se afirmar que parte da população não participa das questões públicas por

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desconhecimento de seus direitos e deveres na sociedade, uma vez que para
participar é necessário estar informado.
Logo, conclui Suaiden (1995), o Serviço de Informação à Comunidade nas
Bibliotecas Públicas é de fundamental importância, à medida que contribui para que
se eliminem as barreiras que separam certos grupos da informação, o que pode
conduzir à ignorância, por parte do indivíduo, de seus direitos e deveres na
sociedade.
Quanto à relação da Biblioteca Pública com a comunidade, Suaiden (2000,
p. 60), afirma que:
À medida que a biblioteca pública se vincular adequadamente com a
comunidade, ela passará a ser o caminho que possibilitará a
participação efetiva na sociedade da informação. Isso é de
extraordinária importância em um país onde a desinformação atinge
altas proporções, e, sem essa oportunidade, milhares de pessoas
jamais terão oportunidade de entender e de ter noção dos seus
direitos e deveres em uma sociedade globalizada, pois o acesso à
informação, nos novos tempos, significa o investimento adequado
para diminuir as desigualdades sociais e as formas de dominação
que foram dominantes na história contemporânea.

Lozano Días (2006) salienta que, a fim de atender às novas necessidades
de informação, a biblioteca pública deve implementar Serviços de Informação à
Comunidade para oferecer as informações que o cidadão necessita em sua vida
cotidiana, em sua relação com o Estado e as necessárias ao exercício de seus
direitos e deveres. Ressalta que estes serviços devem considerar as necessidades
e expectativas da comunidade, previamente identificadas, além de comunicar a
informação de forma eficiente com os segmentos para os quais o serviço foi criado.
A biblioteca pública deve servir como instrumento de desenvolvimento de
sua comunidade, fomentando a participação cidadã. Para isso, deve posicionar-se
estrategicamente, buscando a cooperação com a sociedade civil e com agentes
culturais, sociais e econômicos da comunidade, estabelecendo vínculos e redes
sólidas de colaboração. (LOZANO DÍAS, 2006)
Machado e Vergueiro (2010) alertam para a necessidade de que os
gestores das bibliotecas públicas, geralmente externos à comunidade, deixem de
apenas impor ou idealizar serviços e passem à condição de membros da
comunidade, de modo a dialogar e desempenhar o papel de mediador no sentido
de satisfazer as necessidades de informação daquela comunidade. Propõe uma
gestão participativa nas Bibliotecas Públicas, de modo que a comunidade participe
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ativamente,

expondo

suas

demandas

informacionais

e

contribuindo

no

planejamento dos serviços de informação à comunidade.
Omella i Claparols (2003) apresenta o que considera serem três modelos
de Serviço de Informação Comunitária oferecidos por bibliotecas públicas:
a) Fomento do uso da informação local. Seria o primeiro nível de implicação da
Biblioteca Pública no oferecimento de Serviço de Informação à Comunidade.
Abrange o fornecimento de informações administrativas locais, a promoção do uso
de bases de dados que forneçam informações locais e o fornecimento de acesso a
bases de dados de outras entidades ou serviços de informação daquela localidade
(outras bibliotecas).
b) Coordenação e assessoramento do processo de produção/distribuição da
informação. O segundo nível abrange as seguintes modalidades:
- Participação no planejamento de serviços de informação setoriais: turísticos,
informação juvenil, econômica, etc. em conjunto com os serviços específicos
existentes na comunidade. Envolve uma melhoria na oferta de informações à
comunidade e promove uma identificação da biblioteca como serviço de informação
local.
- Colaboração com instituições para a elaboração de informação setorial. Cita o
exemplo da Biblioteca Pública de Windsor que oferece à comunidade um portal de
serviços médicos, que inclui a relação de instituições de saúde.
- Participação em projetos de criação de redes documentais municipais.
- Participação em redes educativas municipais. A biblioteca pública atua no
desenvolvimento de recursos de informação para a aprendizagem das tecnologias
e seu efeito na busca de informações, para a aprendizagem independente. Cita o
exemplo do “Servei de Biblioteques de la Diputació de Barcelona” que possui um
programa de colaboração entre biblioteca pública e biblioteca escolar.
- Participação nos projetos de governo eletrônico. A biblioteca poderia ser um ponto
de acesso às informações do governo eletrônico.
c) Produção de Informação. Nível máximo de implicação da biblioteca pública em
relação ao Serviço de Informação Comunitária. Abrange:
- Elaboração de portais temáticos (saúde, jovens e família, negócio e comércio,
informação ao consumido, transporte, educação e formação, etc.).
- Elaboração de portais para grupos de idade ou interesse específicos (infantil,
juvenil, terceira idade, imigrantes, etc.).
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- Criação de bases de dados textuais: bases de notícias locais e regionais, bases
de dados legislativas, etc.
- Gestão de recursos eletrônicos de pessoas/entidades locais. Oferecer
informações via web sobre personalidades locais (informações biográficas), história
local, etc.
- Produção de portais temáticos de informação regional e elaboração de guias com
informações específicas sobre o município ou a região.
Em relação a este terceiro nível mencionado pela autora pode-se citar o
exemplo da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, que possui em seu sítio na
internet

uma

sessão

de

(http://www.bdb.org.br/frmConsultaCategoria.aspx),

Informação
onde

reúne

Comunitária
informações

relacionadas a Brasília, saúde, internet, transporte, concursos públicos, creches,
telefones úteis, terceira idade, direitos e deveres do cidadão, documentos, turismo,
educação, etc.
Em pesquisa recente sobre a biblioteca pública como fator de inclusão
social e digital, Silva (2012) realizou um estudo sobre a Biblioteca Pública de
Manguinhos1. Um dos aspectos abordados neste estudo foi o uso da Biblioteca
como centro de informação para a comunidade. Ao serem questionados sobre o
uso da biblioteca para obter informações relacionadas às suas necessidades
pessoais ou de sua família sobre saúde, emprego, etc. 50 % dos usuários
pesquisados afirmaram que usam a biblioteca para estes fins. No quadro 1 segue o
demonstrativo das informações que estes usuários afirmaram buscar na Biblioteca.
A maioria das respostas obtidas relacionam-se com a função da biblioteca
pública como centro de informação para a comunidade (SILVA, 2012).
No entanto, estes mesmos usuários ao serem questionados sobre o que
fazem para obter essas informações na biblioteca, a maioria aponta como resposta
o Google, conforme ilustrado no quadro 2. Estes dados apontam para a pequena
participação da biblioteca no fornecimento de informações sobre as questões
práticas que envolvem o exercício da cidadania, ao passo que mostram a
importância do fornecimento de acesso à internet nas Bibliotecas Públicas.

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Biblioteca Pública localizada na comunidade de Manguinhos no Rio de Janeiro. Seu modelo é inspirado na
experiência bem-sucedida das Bibliotecas Parque de Medellín – Colômbia.

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Quadro 1 – (SILVA, 2012)

Quadro 2 – (SILVA,2012)

Kranich (2001), ao destacar o papel das bibliotecas como criadoras de
capital social, relata que nos Estados Unidos as Bibliotecas Públicas oferecem uma
gama de serviços para a comunidade que ajudam a criar valores e permitem a
coordenação e cooperação que fortalecem a sociedade civil. Entre estes serviços
estão o desenvolvimento de programas de capacitação profissional, promoção de
reunião de grupos para debater as questões locais e ensinar competências cívicas,
educação para eleitores, além de projetos com museus locais, escolas, etc.
Analisando as perspectivas dos pesquisadores citados acima verifica-se a
predominância de algumas ideias, quais sejam: o papel social da biblioteca pública
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e sua importância no desenvolvimento das comunidades a que pertencem e a
relevância do serviço de informação comunitária visando a prestação de
informações relacionadas ao exercício de direitos e deveres dos cidadãos. Deste
modo, pode-se considerar que a biblioteca pública terá muito mais impacto em sua
comunidade à medida que prestar serviços de informação relacionados às
necessidades

do

exercer

cidadão,

contribuindo

desta

forma

para

o

desenvolvimento pessoal dos indivíduos, para uma maior participação nos
processos democráticos e para a coesão social da comunidade.
3 DEMOCRACIA PARTICIPATIVA
A teoria política contemporânea aborda diferentes correntes que discutem
a democracia, entre elas a democracia participativa (MIGUEL, 2005). Esta corrente
destaca a necessidade de ampliação dos espaços de decisão coletiva na vida
cotidiana. Defende que a participação democrática deve fazer parte do dia-a-dia do
cidadão, e não ser apenas presente no período eleitoral. Assim, a democracia deve
ser percebida e valorizada como um processo educativo.
A teoria da participação democrática tem como seus autores mais
representativos Carole Pateman (Participação e teoria democrática, 1970) e C. B.
Macpherson (A democracia liberal: origens e evolução, 1977), que conforme Miguel
(2005) discutem o motivo histórico que levou a democracia a se estruturar em uma
competição entre as elites e propõem mecanismos de alterações dessa realidade.
Pateman apud Miguel (2005) enfatiza a introdução de instrumentos de
gestão democráticos na esfera da vida cotidiana, como bairros, escolas, locais de
trabalho e famílias. Esses mecanismos difundiriam o acesso à informação política
inserida na sociedade e contribuiria para o seu entendimento.
Pateman (1992) discute sobre a participação democrática a partir de três
autores. Primeiro, retrata a visão de Rousseau, quem considera o teórico por
excelência da participação. Afirma que a compreensão da natureza do sistema
político que ele descreve em “O Contrato Social” é vital para a teoria da democracia
participativa. Toda a teoria política de Rousseau se apóia na participação individual
de cada cidadão no processo político de tomada de decisões.
Para Rousseau apud Pateman (1992), a participação é bem mais do que
um complemento protetor de uma série de arranjos institucionais: ela também
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provoca um efeito psicológico sobre os que participam, assegurando uma interrelação contínua entre o funcionamento das instituições e as qualidades e atitudes
psicológicas dos indivíduos que interagem dentro delas.
Pateman têm a consciência que certas condições econômicas são
necessárias para um sistema participativo: as diferenças existentes não podem
conduzir à desigualdade política. Isso vai de encontro aos pensamentos de
Habermas apud Miguel (2005), que defende uma democracia deliberativa, com
direito de voz a todos, mas se esquece dos problemas da dimensão social que
prejudicam a isonomia na capacidade de participação: o simples fato de se ter
acesso ao meio político não garante que o cidadão tenha capacidade para expor
suas demandas. Para isso, é necessária uma política de inclusão social. Conforme
Pateman (1992, p. 41), “a participação, entre outras funções, possui a de
integração: a sensação de que cada cidadão isolado pertence à sua comunidade.”
Pateman também apresenta a opinião de J. S. Mill, que fala sobre o
governo representativo e a importância de sua atuação. Para Mill apud Pateman
(1992), o aspecto meramente empresarial do governo é o menos importante. O
fundamental é o governo em seu outro aspecto, qual seja, o de "uma grande
influência atuando sobre a mente humana". Mill vê a possibilidade de
desenvolvimento de um tipo de caráter "ativo", de espírito público, no contexto de
instituições populares, participativas.
Mill também critica os mecanismos de participação. Para o autor, de nada
servem o sufrágio universal e a participação no governo nacional, se o indivíduo
não foi preparado para essa participação a um nível local. Para Mill, é a nível local
que se cumpre o verdadeiro efeito educativo da participação. Esta auxilia no
acolhimento das decisões, e Mill atribui um especial relevo à função integrativa da
participação.
Por fim, Cole apud Pateman (1992) sustenta que os homens devem
participar na organização e na regulamentação de suas associações, para
transformar sua vontade em ação de um modo que não afete sua liberdade
individual. Concorda com a participação local defendida por Mill.
Outro autor mais contemporâneo que trata da discussão da democracia
participativa é Leonardo Avritzer. Em seus estudos sobre modelos de deliberação
democrática, estuda o orçamento participativo no Brasil, e a partir desse estudo,

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critica a concepção hegemônica da democracia, de caráter elitista, que prioriza
mecanismos como a burocracia para garantir a realização de demandas sociais.
Para Avritzer (2002), no caso do Brasil, a maior parte das formas de ação
coletiva é de natureza democrática e tem sido capaz de produzir novos desenhos
institucionais democráticos que incorporam novas práticas culturais na esfera da
política democrática. Afirma que crises no processo político brasileiro entre 1964 e
1985 mostram que as elites não são, necessariamente, as melhores garantidoras
dos valores democráticos. Além disso, o processo de modernização brasileiro,
entre 1950 e 1980, implicou na criação de uma burocracia especializada de acordo
com as prescrições weberianas. Porém, não se conseguiu, via esse processo, lidar
com as necessidades sociais mais prementes no país.
Avritzer (2002) afirma que o reconhecimento da importância da
participação das associações civis no processo de planejamento urbano foi uma
das heranças da Constituição de 1988 que levou a mudanças institucionais
importantes em nível local. Cita então formas de ação coletiva que emergiram
durante o processo de democratização: apesar de uma postura anti-institucional
inicial

por

parte

desses

movimentos,

conseguiram

institucionalizar-se

na

Constituição de 1988 e nas leis orgânicas de diversas cidades, como Porto Alegre e
Belo Horizonte.
A ênfase nos mecanismos de participação local aparece no discurso de
diferentes autores, como apresentado. Sabendo disso, acredita-se que as
bibliotecas públicas podem ter um papel fundamental atuando como um ambiente
para operacionalização de propostas de participação democrática.
4 INFORMAÇÃO COMUNITÁRIA PARA UMA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA
Neste sentido e visando uma contribuição mais efetiva da biblioteca pública
para a democracia participativa, considera-se que o escopo do Serviço de
Informação Comunitária prestado por estas bibliotecas deve ter seu escopo
ampliado. A ampliação do escopo leva em conta que este serviço deve ir além do
simples fornecimento de informações comunitárias e/ou utilitárias, e coloca a
biblioteca pública como um espaço de fomento à participação democrática da
comunidade. Deste modo considera-se que um serviço de informação comunitária
em bibliotecas públicas deve abranger e priorizar três aspectos, sendo eles:
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a) A biblioteca com um espaço de comunicação, encontro e discussão
dos problemas e questões da comunidade.

Ou seja, a biblioteca deve se

posicionar como um espaço voltado para a comunidade e que articula seus
interesses. Para isso é fundamental que a comunidade se sinta parte da biblioteca
e reconheça este como um espaço legítimo para a discussão dos problemas da
comunidade, como destaca Tarapanoff e Suaiden (1995, p. 60): “a Biblioteca deve
se preocupar em ser o centro cultural e social da comunidade, tornando-a
responsável pela organização de eventos, determinando as prioridades de ação
social e comunitária da biblioteca.”
Portanto, a biblioteca pública pode ser um espaço comunicativo a serviço
da comunidade, que ofereça aos cidadãos a oportunidade de se comunicar e
relacionar entre si, servindo deste modo para o desenvolvimento da comunidade e
fomentando a participação cidadã. (LOZANO DÍAS, 2006).
b) A biblioteca como meio para inclusão social e digital. A Biblioteca
Pública não pode desconsiderar que o serviço de informação comunitária na
atualidade, deve oferecer recursos para o acesso à internet e às novas tecnologias,
ampliando assim, significativamente o alcance da biblioteca pública e a gama de
informações que podem ser prestadas à comunidade. Além disso, deve-se
considerar ainda que num país como o Brasil onde o acesso à internet ainda é
restrito, as Bibliotecas Públicas podem desempenhar um importante papel
inclusivo, oferecendo o acesso a essas tecnologias. Ademais outra qualidade que a
torna importante neste contexto é o fato de a biblioteca pública ser o equipamento
cultural mais presente nos municípios brasileiros (presente em 79% dos municípios,
conforme o Censo Nacional das Bibliotecas realizado pela FGV em 2009).
Olinto (2010) ressalta, no tocante ao acesso à internet, que ao considerar
grupos ou comunidades, destacam-se benefícios das TICs relativos a aspectos
como o empoderamento de grupos em desvantagem social, a formação de redes
sociais na defesa de interesses de grupos, o desenvolvimento comunitário.
Gomes (2005, p. 218) estabelece uma série de pressupostos a respeito da
Internet e da participação política civil, a saber:
1.

A Internet permitiria resolver o problema da participação do público na política

que afeta as democracias representativas liberais contemporâneas, pois tornaria
esta participação mais fácil, mais ágil e mais conveniente (confortável, também).
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Isso é particularmente importante em tempos de sociedade civil desorganizada e
desmobilizada ou de cidadania sem sociedade;
2.

A Internet permitiria uma relação sem intermediários entre a esfera civil e a

esfera política, bloqueando as influências da esfera econômica e, sobretudo, das
indústrias do entretenimento, da cultura e da informação de massa, que nesse
momento controlam o fluxo da informação política;
3.

A Internet permitiria que a esfera civil não fosse apenas o consumidor de

informação política, ou impediria que o fluxo da comunicação política fosse
unidirecional, com um vetor que

normalmente vai da esfera política para a esfera

civil. Por fim, a Internet representaria a possibilidade de que a esfera civil
produzisse informação política para o seu próprio consumo e para o provimento da
sua decisão.
As novas tecnologias de informação e comunicação abrem um novo
mundo para as bibliotecas públicas na sociedade da informação e pode-se afirmar
que são um eixo fundamental da democratização do acesso à informação
(CUZCANO, 2002).
c) O papel do bibliotecário como mediador e educador. O bibliotecário
deve assumir o papel de mediador e educador no contexto da informação
comunitária nas bibliotecas públicas.
A atualização do Manifesto da IFLA para as Bibliotecas Públicas de 2009,
afirma que a biblioteca pública deve “conectar nossas comunidades e educar e
capacitar as pessoas onde isso for necessário. Os bibliotecários podem agir como
consultores e educadores pessoais em matéria de conhecimentos e não somente
como chaveiros ou porteiros da internet.”
Além disso, conforme Pettigrew, Durrance &amp; Vakkari (1999) muitas
pessoas encontram grandes dificuldade em determinar e expressar as suas
necessidades de informação.
Neste sentindo, no desempenho de seu papel de mediador o bibliotecário
pode atuar promoção de cursos/oficinas voltados para o uso das TICS e
desenvolvimento de habilidades de pesquisa na internet, contribuindo assim para o
desenvolvimento de competências informacionais dos usuários; pode autuar ainda
como mediador de debates e discussões sobre as questões comunitárias, visando
à identificação das necessidades de informação dessas comunidades, contribuindo
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assim para um maior engajamento da comunidade e fomentando o processo
participativo a partir da biblioteca.
5 CONCLUSÃO
Este trabalho buscou discutir a importância da informação comunitária no
contexto das bibliotecas públicas para a promoção de uma democracia
participativa. A partir da revisão de literatura sobre informação comunitária e
democracia

participativa

almejou-se

detectar

aspectos

que

poderiam

ser

considerados pelas bibliotecas públicas para promover a participação democrática.
Por fim propôs-se que sejam considerados três aspectos no planejamento
de um Serviço de Informação Comunitária em Bibliotecas Públicas: (1) o uso da
biblioteca como espaço de comunicação, encontro e discussão dos problemas da
comunidade; (2) o uso da biblioteca como meio para a inclusão social e digital; e (3)
a atuação do bibliotecário como mediador e educador.
Acredita-se que esses aspectos são pontos fundamentais de uma proposta
inicial para a transformação do espaço público da biblioteca em um ambiente que
garanta a participação popular na democracia.
REFERÊNCIAS
AVRITZER, Leonardo. Modelos de deliberação democrática: uma análise do
orçamento participativo no Brasil. In: Democratizar a Democracia: os caminhos
da democracia participativa. Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira, 2002.
CUNHA, M. B.; CAVALCANTI, C. R. O. Dicionário de Biblioteconomia e
Arquivologia. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2008.
CUZCANO, A. E. La biblioteca pública: instituición democrática al servicio de los
ciudadanos. Informação &amp; Sociedade: Estudos. v. 12, n. 2, 2002.
FEDERAÇAO INTERNACIONAL DE ASSOCIAÇOES DE BIBLIOTECÁRIOS E
BIBLIOTECAS (IFLA). A missão e a finalidade da biblioteca pública. In: KOONTZ,
C.; GUBBIN, B. (Orgs.). Diretrizes da IFLA para Bibliotecas Públicas. Brasília:
Briquet de Lemos/Livros, 2012.
______. Manifesto sobre bibliotecas públicas. 1994. In: _________.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Destaca a importância da informação comunitária no contexto das bibliotecas públicas para a promoção de uma democracia participativa O artigo faz uma revisão de literatura sobre informação comunitária e democracia participativa buscando identificar os elementos presentes no processo de comunicação da informação comunitária nas bibliotecas públicas, bem como sua relação com a promoção da democracia participativa. Por fim propõe que sejam considerados três aspectos no planejamento de um Serviço de Informação Comunitária em Bibliotecas Públicas:  o uso da biblioteca como espaço de comunicação, encontro e discussão dos problemas da comunidade; a biblioteca como meio para a inclusão social e digital; e  a atuação do bibliotecário como mediador e educador.</text>
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