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                  <text>Descarte de materiais em Bibliotecas Públicas do Rio Grande do
Sul: caso de municípios com mais de 100 mil habitantes

Camila de Castro Mourao (FURG) - kmilamourao@hotmail.com
Rodrigo Aquino de Carvalho (FURG) - racfurg@gmail.com
Resumo:
A pesquisa refere-se às políticas de desenvolvimento de coleções em bibliotecas públicas do
Rio Grande do Sul, dando ênfase a etapa de descarte. Teve como principal objetivo investigar
sobre a metodologia adotada nas atividades de descarte de materiais dessas bibliotecas. Para
que fosse possível alcançar tal objetivo, empregaram-se técnicas de pesquisas sociais, com a
utilização de questionário como instrumento de coleta de dados, encaminhado para 42
unidades inseridas em 18 municípios via correio tradicional e correio eletrônico. Através do
retorno de 22 bibliotecas, os resultados obtidos apontaram que há bibliotecários na maioria
das bibliotecas públicas questionadas, entretanto ainda são poucas que possuem um
documento formal indicando diretrizes ou procedimentos que sirvam de orientação e suporte
para o desenvolvimento de coleções, mas mesmo assim existe o descarte nessas instituições na
maioria delas os materiais mais descartados são as revistas e os livros, posteriormente doados
para usuários ou enviados para outras bibliotecas. Conforme respostas obtidas, os
profissionais mais envolvidos nessa etapa são os responsáveis principais da unidade como
diretor, presidente ou coordenador das instituições. Referente a vantagens e desvantagens da
utilização de uma política de descarte de materiais identificou-se que o uso de um documento
formalizado traz mais vantagens, pois é possível estabelecer regras e diretrizes que serão
seguidas como forma de manter um padrão nas unidades.
Palavras-chave: Bibliotecas públicas. Desenvolvimento de coleções. Descarte de materiais.
Área temática: Bibliotecas Públicas

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Descarte de materiais em Bibliotecas Públicas do Rio Grande do Sul:
caso de municípios com mais de 100 mil habitantes
Resumo: A pesquisa refere-se às políticas de desenvolvimento de coleções em
bibliotecas públicas do Rio Grande do Sul, dando ênfase a etapa de descarte. Teve
como principal objetivo investigar sobre a metodologia adotada nas atividades de
descarte de materiais dessas bibliotecas. Para que fosse possível alcançar tal
objetivo, empregaram-se técnicas de pesquisas sociais, com a utilização de
questionário como instrumento de coleta de dados, encaminhado para 42 unidades
inseridas em 18 municípios via correio tradicional e correio eletrônico. Através do
retorno de 22 bibliotecas, os resultados obtidos apontaram que há bibliotecários na
maioria das bibliotecas públicas questionadas, entretanto ainda são poucas que
possuem um documento formal indicando diretrizes ou procedimentos que sirvam de
orientação e suporte para o desenvolvimento de coleções, mas mesmo assim existe
o descarte nessas instituições na maioria delas os materiais mais descartados são
as revistas e os livros, posteriormente doados para usuários ou enviados para outras
bibliotecas. Conforme respostas obtidas, os profissionais mais envolvidos nessa
etapa são os responsáveis principais da unidade como diretor, presidente ou
coordenador das instituições. Referente a vantagens e desvantagens da utilização
de uma política de descarte de materiais identificou-se que o uso de um documento
formalizado traz mais vantagens, pois é possível estabelecer regras e diretrizes que
serão seguidas como forma de manter um padrão nas unidades.
Palavras-chave: Bibliotecas públicas. Desenvolvimento de coleções. Descarte de
materiais.
Área Temática: Bibliotecas Públicas.
1 INTRODUÇÃO

Os trabalhos que envolvem a aquisição e descarte em acervos fazem parte
do campo de estudos da área da Biblioteconomia/Ciência da Informação
denominado desenvolvimento de coleções. Nele são abordadas as questões que
buscam a melhor forma de manter um equilíbrio entre as atividades de aquisição e
descarte em unidades de informação. Vergueiro (1989, p.75) ressalta que são
recorrentes no cotidiano de trabalho dos bibliotecários as perguntas: “Quando
descartar? Para quê descartar? Estes são dilemas reais dos profissionais que
tiveram uma formação que visa, principalmente, conservar materiais informacionais”.
Acrescenta-se ainda, que a maior parte das bibliotecas não possui espaço
físico suficiente e, além disso, atualmente, grandes quantidades de informações
deixam de ser úteis com muita rapidez. Portanto, é importante que estas instituições
tenham profissionais capacitados e políticas claras para lidar, com segurança e

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eficiência, nas atividades que envolvem descarte de materiais em todos os formatos.
Sendo assim, é extremamente relevante que os cursos de graduação em
biblioteconomia contemplem o tema em seus currículos.
Assim, o problema da pesquisa busca a resposta para a seguinte pergunta:
como o descarte é realizado em Bibliotecas Públicas no estado do Rio Grande do
Sul? E como possível hipótese, acreditasse que na maioria das bibliotecas não
possui uma política de descarte previamente estabelecida, mas descarta por pouco
uso na maioria das vezes livros, que são destinados à doação ou ao lixo reciclado.
Para tanto, o objetivo geral é investigar sobre a metodologia adotada nas
atividades de descarte de materiais em Bibliotecas Públicas do estado do Rio
Grande do Sul. Os objetivos específicos são: a) constatar a existência de
profissionais Bibliotecários nas bibliotecas referidas; b) verificar a existência de
políticas/processos de desenvolvimento de coleções nessas instituições, dando
ênfase na etapa de descarte; c) investigar os métodos e critérios adotados para a
realização do descarte; d) identificar a tipologia dos materiais mais descartados e os
profissionais mais envolvidos nessa etapa; e e) identificar as principais vantagens e
desvantagens da utilização de uma política de descarte de materiais em bibliotecas
públicas do Rio Grande do Sul.
A metodologia adotada neste estudo foi a pesquisa de campo e descritiva, de
caráter quanti-qualitativo, com a utilização de um questionário estruturado que
possui perguntas abertas e fechadas para coleta dos dados (APÊNDICE A). De
modo a obter um número satisfatório de dados, optou-se realizar a pesquisa nos
municípios do Rio Grande do Sul com número igual ou maior a 100 mil habitantes. A
partir dessa definição foi realizada uma pesquisa no site do IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística) para constatar os municípios que correspondem a esses
números. 42 bibliotecas foram identificadas. Os questionários começaram a ser
encaminhados no final de novembro de 2012 até aproximadamente 25 de janeiro de
2013.
Os resultados foram analisados a partir do recebimento de 22 questionários
atingindo 52,4% da população alvo da pesquisa (n=42). O quadro 1 abaixo indica as
cidades e o número de questionários recebidos das bibliotecas.

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Quadro 1. Distribuição das cidades e o número de bibliotecas respondentes.
Cidades do interior

Nº de
respondentes

Cidades da Região
Metropolitana de Porto Alegre

Nº de
respondentes

Bagé

1

Cachoerinha

1

Bento Gonçalves

1

Canoas

3

Caxias do Sul

1

Gravataí

1

Passo Fundo

1

Novo Hamburgo

1

Pelotas

1

Porto Alegre

5

Rio Grande

3

São Leopoldo

1

Santa Cruz

1

-

-

Uruguaiana

1

-

-

8

10

6

12

Fonte: IBGE, 2010.

Os destaques ficam para a cidade de Porto Alegre, com cinco (23%)
bibliotecas fazendo parte do estudo, enquanto em Canoas e em Rio Grande foram
três (14%). Nos demais municípios apenas uma (1) biblioteca fez parte do estudo.

2 DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES

A organização e o desenvolvimento de coleções de forma mais generalizada
podem ser conceituados como um conjunto de regras e medidas para a formação de
acervos que possui propósito de atender necessidades informacionais de usuários
de determinadas bibliotecas, museus ou qualquer outro tipo de unidades de
informação.
Entre a década de 60 e 70 muitos profissionais bibliotecários começaram a se
preocupar com o desenvolvimento de suas coleções, no intuito de transformá-las em
algo mais coeso. Esse movimento desencadeou um aumento na produção de
trabalhos e pesquisas relacionadas a esse assunto. Na época, diversos manuais
foram escritos, com o intuito de amparar e conscientizar os profissionais da área
sobre a importância do tema. (VERGUEIRO, 1989)
O planejamento do acervo é um processo constante, de prazo ilimitado, e que
deve ser incorporado nas ações de rotina da biblioteca, como instrumento de
reflexão dos profissionais bibliotecários, na perspectiva de delinear seus objetivos. A
visão total da coleção é essencial para que o profissional estabeleça as

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características fundamentais para o trabalho de desenvolvimento da coleção, assim
prevenir interferências de natureza factuais e/ou circunstanciais (RIOS, 2007).
Sendo assim, é válido apresentar o modelo de G. Edward Evans utilizado por
Vergueiro (1989, p. 17) de modo a reforçar as afirmações feitas anteriormente, figura
na qual é possível entender todas as atividades/procedimentos que devem ser
adotados para o desenvolvimento de coleção e suas posições.
Figura 1. Processo de desenvolvimento de coleções.

Fonte: Evans (19791 apud Vergueiro 1989).

A figura leva em conta todas as partes envolvidas, como os bibliotecários, a
comunidade e os processos, mostrando que não há hierarquia entre as fases e sim
uma dependência.
O estabelecimento de políticas para desbaste e descarte e parte fundamental
do processo mostrado na Figura 1. A criação dessas políticas evita o crescimento
desordenado da coleção e ainda serve como documento básico de aporte e auxílio
para os profissionais responsáveis pela realização de descarte de materiais na
unidade.
1

EVANS, G. E. Developing Library Collections. Littleton: Libraries Unlimited, 1979.

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Após a análise da coleção de uma biblioteca ou durante o inventário feito pelo
profissional responsável por essas tarefas na unidade poderá ser realizada a
separação física de obras passíveis de remanejamento ou descarte, ou seja, obras
com conteúdo sem interesse, desatualizadas, duplicadas e danificadas. Muitas
vezes se faz necessário a realização de desbaste de certos materiais, na intenção
de deixar o acervo circulante mais atraente e com mais qualidade.
Esse é um processo sistêmico que visa sempre manter a qualidade do acervo
em questão, tendo que ser cuidadosamente seguido alguns critérios já préestabelecidos pela unidade (RIOS, 2007).
Remanejamento é uma parte importante desse processo e Significa remover
materiais pouco funcionais, realocando-os em um local especialmente destinado
para este fim ainda dentro da biblioteca ou ligado a ela, permitindo que, no caso de
necessidade, ele possa ser novamente consultado. Geralmente essas obras
avaliadas negativamente deverão permanecer acessíveis por alguns anos ainda,
para ser possível verificar se realmente as mesmas não serão novamente solicitadas
pelos usuários (VERGUEIRO, 1989).
O descarte é o ato de retirar definitivamente do acervo de uma unidade de
informação os materiais que não são mais pertinentes aos usuários. Pode contribuir
na melhoria do acervo, pois quando os livros velhos e sem uso são retirados, as
estantes se tornam mais atraentes, o aproveitamento do espaço melhora,
proporcionando também maior facilidade para os usuários encontrarem o que
necessitam. (LANCASTER, 2004). Antes de definir o que será feito de fato com
esses materiais retirados de vez de circulação por não atender mais as
necessidades da biblioteca, como é o caso do descarte, considerar a possibilidade
de doação é uma alternativa. A opção de doação deve ser sempre cogitada tendo
em vista que muitas instituições não possuem poder aquisitivo para obter certos
materiais a não ser por meio de doações. Muitas vezes o que não serve mais para
algumas pessoas pode ser imprescindível para outras.

3 BIBLIOTECAS PÚBLICAS

As bibliotecas públicas reúnem em si todas as demais bibliotecas existentes,
pois atende todo tipo de público sem distinção alguma de raça, gênero, formação

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educacional, limitações físicas e status social, estabelecidas em lugar público, aberta
a todos, em horário apropriado para a comunidade (NUNES, SILVA, SILVA, 2011).
Essas bibliotecas são avaliadas e julgadas públicas, pois são mantidas com
recursos públicos e também porque são abertas e acessíveis ao público em geral,
porém muitas apesar de serem abertas livremente aos usuários para consulta local,
no momento da retirada de livros para empréstimo domiciliar, se faz necessário
cadastro e pagamento de mensalidades.
Com a finalidade de deixar claro e objetivo os deveres das Bibliotecas
Públicas perante a sociedade, assegurando direitos fundamentais aos seus
usuários, em 1949 a UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural
Organization) e a IFLA (International Federation of Library Associations and
Institutions) impulsionaram a criação do denominado Manifesto IFLA/UNESCO,
documento que visa divulgar a grandiosa e verdadeira importância das bibliotecas
públicas existentes em todas as comunidades. O Manifesto busca despertar, para
toda a humanidade, a real importância das bibliotecas públicas no mundo, antes que
de alguma forma se percam valores humanos fundamentais (RIBEIRO, 2008).
No Rio Grande do Sul existe o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas
(SEBP/RS), criado em 1977 tem entre os seus objetivos “coordenar e incentivar as
ações referentes ao cumprimento da política estadual para as bibliotecas públicas”,
tanto as bibliotecas públicas estaduais quanto às municipais (SISTEMA..., 2013). A
partir da lista disponibilizada pelo SEDP foi possível escolher as bibliotecas alvo
dessa pesquisa.

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

As bibliotecas foram questionadas sobre a presença de bibliotecário no local e
sobre a existência de uma política para descarte ou uma política para
desenvolvimento de coleções, contendo o descarte como tópico. A tabela 1 abaixo
indicado os resultados.

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Tabela 1. Presença de Bibliotecário e existência de política para descarte.
Presença de Bibliotecário
Existência de política

Sim
19
8

Não
3
14

Total
22
22

Fonte: autores.

A tabela mostra a falta de profissionais atuando nessas unidades. Constatouse ainda que em 14 (64%) bibliotecas não há essa política que leve em conta o
descarte, resultado que já era esperado visto à dificuldade que muitos profissionais
ainda possuem em preparar esse documento que exige planejamento e estudo,
como afirma Dantas e Cavalcante (2006), mesmo conhecendo os critérios de
descarte, os profissionais que lidam com acervos não se sentem preparados e
seguros.
Para as bibliotecas que possuem uma política (documento formal) que leva
em conta o descarte (n=8, tabela 1) foi pedido que indicasse as vantagens e
desvantagens. O quadro 2 apresenta o que foi apresentado.
Quadro 2. Vantagens e desvantagens da existência de política sobre descarte.
Biblioteca

6

15

Vantagens
Melhor aproveitamento do espaço
físico;
Valorização das obras
pertinentes;
Foco no público alvo.
Promover a disponibilização de
acervo em outras bibliotecas.

16

Consiste na tomada de decisão;
Padronização dos critérios.

18

Uniformidade das decisões.

22

Estruturação da biblioteca para a
facilitação de pesquisa,
principalmente a renovação do
acervo.
Fonte: Autores.

Desvantagens

-

Não há, pois sempre é
possível uma alteração nos
procedimentos.
Necessidade de revisão
periódica da política.
-

Através das respostas é possível perceber que a existência de uma política
trás bem mais vantagens para a biblioteca do que desvantagens. Seguindo critérios
pré-estabelecidos para o desenvolvimento de coleções e descarte segundo
bibliotecas participantes da pesquisa, é possível aproveitar melhor o espaço físico

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que a unidade dispõe, auxiliando a formação de novo acervo em outras bibliotecas
através da doação, padroniza os critérios e uniformiza decisões mesmo que exista
mudança de funcionários na unidade, sendo possível dar seguimento as regras
mantendo o acervo sempre renovado. Em relação à desvantagem, é possível dizer
através da resposta que existir essa política faz com que a biblioteca precise
estabelecer e seguir prazos para realização de revisão dessas políticas.
Para as bibliotecas que não possuem uma política formal para o descarte foi
perguntado o motivo da não existência desse documento. O Quadro 3 abaixo
apresenta as respostas.
Quadro 3. Motivos de não possuir uma política formal de descarte e/ou desenvolvimento de
coleções.
Biblioteca
Resposta
9
10
11
12
13
19

20
21

Planejamos implantar uma Política de descarte em 2013
Ainda não existe documento formal e não conseguimos formá-lo por uma
série de fatores, colocar este assunto em pauta no município.
Não existe aqui documento formal, mas existe critério para o descarte do
livro didático.
Até pode existir, mas eu desconheço tal política, nunca foi citado algo a
respeito.
Na realidade a política existe, mas não foi formalizada em documento.
Não foi dado prioridade na confecção do documento formal de
procedimentos, pois os critérios informais adotados para o descarte atendem
a demanda.
Até então eu não sabia que existia este tipo de documento. Acho que seria
muito importante termos este documento, para que futuramente quando
outras pessoas assumiram este trabalho, possam usar os mesmos motivos
na hora de descartar um livro. Para que não haja descartes equivocados.
Porque a biblioteca não possui um profissional qualificado para tal atividade.

Fonte: os autores.

Conforme respostas obtidas, é possível perceber que por mais que não haja
de maneira formal um documento, há critérios nas bibliotecas para a realização de
descarte, porém não documentado, o que existe é uma dificuldade de parar para
refletir e planejar a formulação desses critérios, mas existe a preocupação de
futuramente fazê-lo podendo contar com um profissional capacitado para tal tarefa.
Outro fator considerado importante para os dados da pesquisa era identificar
quem na biblioteca é responsável pela decisão do descarte. Segue abaixo os dados
sobre essa questão:
 Nove (40,91%) indicaram ser o responsável principal da biblioteca quem toma
a decisão sobre o descarte;

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 Oito (36,36%) apontaram ser o bibliotecário;
 2 (9,09%) ser o auxiliar;
 1 (4,55%) ser o chefe do setor;
 1 (4,55%) ser uma comissão quem decide; e
 1 (4,55%) indicou a opção outro.

Os critérios mais utilizados para o descarte de materiais não mais pertinentes
à biblioteca são apresentados na tabela 2 abaixo. Vale salientar que nesta questão
poderia ser marcada até duas opções sem diferença de peso entre elas.
Tabela 2. Critérios utilizados para o descarte de materiais.
1ª opção
2ª opção
Total
Pouco uso
4
4
Desatualização
15
1
16
Danificação
3
14
17
Assunto/temática
Duplicatas
6
6
Espaço físico
1
1
Outro
Fonte: os autores.

Sendo assim, ficou evidente que a opção danificação aparecendo 17 vezes e
desatualização aparecendo 16 vezes, são os motivos mais frequentes para a
efetivação do descarte. Parece importante salientar que o critério assunto não foi
considerado por nenhum dos respondentes.
Foi solicitado no questionário que os respondentes apontassem até dois tipos
de materiais descartados. A tabela 3 mostra esses dados sem diferença de peso
entre as opções.
Tabela 3. Material mais descartado nas Bibliotecas.
1ª opção
2ª opção
Total
Livro
12
12
Revistas
9
8
17
Livros Didáticos
1
8
9
Jornais
6
6
Discos (LP/CD´s)
Filmes (VHS/DVD)
Gibis
Outro
Fonte: os autores.

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Constatou-se que o material mais descartado nas bibliotecas públicas
participantes da pesquisa, são as revistas aparecendo 17 vezes como resposta,
seguido dos livros que apareceu 12 vezes. Discos, filmes e gibis não foram
marcados nenhuma vez, fazendo com que surja a dúvida se esses materiais de fato
fazem parte dos acervos dessas bibliotecas.
Na questão 11 foi perguntado quais as práticas mais adotadas em relação ao
descarte, podendo ser marcado até duas respostas sem diferença de peso entre
elas, como segue na tabela 4 abaixo.
Tabela 4. Práticas mais realizadas no descarte de materiais nas bibliotecas.
1 opção
2 opção
Total
Jogar no lixo comum
Jogar no lixo reciclado
7
7
Enviar para outra biblioteca
11
1
12
Guardar em depósito
2
4
6
Doação
1
13
14
Permuta
1
1
2
Outro
3
3
Fonte: os autores.

Verifica-se a partir da tabela doação foi a opção mais marcada, aparecendo
14 vezes, seguida da opção enviar para outra biblioteca que foi marcada 12 vezes.
Na opção outro, a biblioteca 5 disse vender materiais não mais pertinentes aos
sebos, a biblioteca 12 informou vender diretamente como papel velho e a biblioteca
20 disse enviar diretamente para a reciclagem, mas jogar em algum tipo de lixo
nunca.
Foi perguntado às bibliotecas se após a lei nº 10.753/2003, que tem por
finalidade controlar os bens patrimoniais das bibliotecas públicas, não considerando
mais o livro como bem permanente, houve algum aumento no descarte desse tipo
de material, seguem as respostas:


Dois (9%) respondentes afirmaram que “sim”;



Cinco (23%) afirmaram que em parte;



Cinco (23%) dizem não conhecer a lei; e



10 (45%) indicam que não houve aumento no descarte.

Apenas cinco (5) justificaram a questão. A biblioteca 10 descreve que antes

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da lei já se descartava material muito danificado ou desatualizado, mas agora tem
mais liberdade para descartar aqueles livros que se julga não serem mais utilizados.
A biblioteca 13 diz que a lei trouxe mais segurança para o descarte. A biblioteca 16
disse que não houve necessidade de descartar mais por conta da lei. A biblioteca 20
expõe que mesmo que um livro não seja um bem permanente o descarte por
nenhum motivo, não se faz necessário, só quando esteja em situação precária. A
biblioteca 22 comenta que o sistema de descarte da unidade é muito criterioso e
analisável, somente doa-se ou permuta-se quando de fato comprova-se a troca e/ou
substituição por material compatível.
Sobre descartes indevidos, 17 (77%) respondentes afirmaram que nunca
houve na biblioteca onde atuam, já 5 (17%) não souberam responder a questão.
Sabe-se que essa é uma situação delicada nas instituições e dificilmente aparecerá
em um questionário a afirmação sobre isso.

Para enriquecer a discussão dos dados foi proposta uma relação considerada
importante, como segue abaixo.
A tabela 5 indica cruzamento entre a questão sobre a presença de
bibliotecário na instituição e a existência de política de descarte ou desenvolvimento
de coleções.
Tabela 5. Relação entre a presença do bibliotecário e existência de política.
Com política
Sem política
Possui bibliotecário
Não possui bibliotecário

7
1
Fonte: os autores.

12
2

A tabela mostra que mesmo bibliotecas que possuem o profissional
bibliotecário ainda não possuem políticas predeterminadas para suas unidades,
sendo que uma (1) biblioteca que não possui o profissional em contra partida possui
a política, mostrando que não é necessária somente a formação e sim também a
preocupação em ter um documento formal como suporte para seguir regras e
diretrizes.

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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através da análise realizada, conclui-se que há bibliotecários na maioria das
bibliotecas públicas questionadas, entretanto ainda são poucas que possuem um
documento formal indicando diretrizes ou procedimentos que sirvam de orientação e
suporte para o desenvolvimento de coleções, no entanto mesmo assim existe o
descarte nessas instituições na maioria delas os materiais mais descartados são as
revistas e os livros, posteriormente doados para usuários ou enviados a outras
bibliotecas. Conforme respostas obtidas, verificou-se que a responsabilidade pelas
atividades de descarte fica predominantemente sob a incumbência dos responsáveis
principais da unidade como diretor, presidente ou coordenador das instituições.
Referente a vantagens e desvantagens da utilização de uma política de descarte de
materiais identificou-se que o uso de um documento formalizado traz mais
vantagens, pois é possível estabelecer regras e diretrizes que serão seguidas como
forma de manter um padrão nas unidades, definindo o comportamento dos
profissionais da informação que se envolvem com tal tarefa implicando não somente
no descarte, mas no processo como um todo. A Hipótese da pesquisa foi
parcialmente confirmada, mostrando que as bibliotecas não descartam por pouco
uso como anteriormente pensado, e esses materiais descartados não são enviados
para lixo reciclado.
Ao longo do trabalho foi proposto caminhos para o desenvolvimento de
coleções mostrando que o ciclo não acontece de forma aleatória, mas sim através
de procedimentos etapa a etapa e que cada biblioteca deve possuir suas próprias
diretrizes sendo necessária a existência de um planejamento.
Por fim, é válido ressaltar a importância da continuação de pesquisas nesse
mesmo segmento referente às etapas que compõe o desenvolvimento de coleções,
seja em biblioteca pública, biblioteca universitária, centro de documentação ou
qualquer outra unidade de informação, como forma de orientar profissionais da
informação que atuam diretamente em acervos e que se sentem despreparados
para tais tarefas.

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REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei n. 10753, de 31 de outubro de 2003. Institui a Política Nacional do Livro,
em seu art. 18°. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF.
Disponível em: &lt;http://v.gd/lTqua7&gt;. Acesso em: 11 nov. 2012.
LANCASTER, F.W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de
Lemos, 2004.
BRASIL. Ministério da Cultura. Biblioteca Pública: princípios e diretrizes. Rio de
Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades@ : Rio Grande do
Sul. [2010]. Disponível em: &lt;http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?&gt;.
Acesso em: 20 abr. 2013.
NUNES, A. H. da M.; SILVA, C. N. da; SILVA, D. P. da. Biblioteca Pública Arthur
Vianna: perfil histórico e funcional da biblioteca pública de maior destaque do estado
do Pará. 2011. Disponível em: &lt;http://migre.me/bkQQs&gt;. Acesso em: 04 abr. 2012.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO. Manifesto da
IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas 1994. Disponível em:
&lt;http://archive.ifla.org/VII/s8/unesco/port.htm&gt;. Acesso em: 08 abr. 2012.
RIBEIRO, A. B. Bibliotecas Públicas do Brasil: passado, presente e futuro. Porto
Alegre, 2008. Monografia (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS).
Disponível em: &lt;http://v.gd/qlKy4q&gt;. Acesso em: 9 abr. 2012.
RIOS, F. Política de desenvolvimento de coleções: Biblioteca da Procuradoria da
República no Estado de Santa Catarina. Florianópolis, 2007. Disponível em:
&lt;http://v.gd/jdDu7h&gt;. Acesso em 16 mai. 2012.
SISTEMA Estadual de Bibliotecas Públicas do RS (SEBP/RS). Sobre o SEBP/RS.
[2013]. Disponível em: &lt;http://sebprs.blogspot.com.br/p/sobre-o-sebprs.html&gt;.
Acesso em: 20 abr. 2013.
VERGUEIRO, W. de C. S. Desenvolvimento de Coleções. São Paulo: Polis: APB,
1989.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

APÊNDICE A – Questionário
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE - FURG
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E DA INFORMAÇÃO – ICHI
CURSO DE BIBLIOTECONOMIA
[Frase de apresentação retirada]
1. Nome da Biblioteca: _____________________
2. Município: _____________________________
3. A biblioteca possui profissional Bibliotecário?
a) ( ) Sim
b) ( ) Não
4. Qual seu cargo?
a) ( ) Bibliotecário
b) ( ) Bibliotecário (Direção/chefia)
c) ( ) Técnico em biblioteconomia
d) ( ) Auxiliar de Biblioteca
e) ( ) Outro: ____________________________
5. Existe na biblioteca uma política (documento
formal que indica diretrizes, procedimentos etc.) de
descarte de materiais ou uma política de
“Desenvolvimento de coleções” que contemple essa
etapa?
a) ( ) Sim
b) ( ) Não
6. Caso a resposta anterior seja SIM, indique na
tabela abaixo as suas principais vantagens e
desvantagens.
Vantagens: ______________________________
________________________________________
________________________________________
Desvantagens: ___________________________
________________________________________
________________________________________
7. Caso a resposta na questão cinco (5) seja NÃO
indique o(s) motivo(s) de ainda não possuir uma
política.
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
8. Quais são os principais critérios utilizados para
se desfazer de materiais NÃO mais pertinentes?
(CITE ATÉ DUAS).
a) ( ) Pouco uso
b) ( ) Desatualização
c) ( ) Danificação
(p.ex.: livros sem capa, rasgados etc.).
d) ( ) Assunto/temática
e) ( ) Duplicatas
f) ( ) Espaço físico
g) ( ) Outra alternativa: _____________________
9. Quem toma decisão sobre materiais excedentes/
não pertinentes que devem ser descartados na
biblioteca?
a) ( ) Bibliotecário

b) ( ) Responsável principal (diretor, presidente,
coordenador).
c) ( ) Chefe de setor
d) ( ) Comissão
formada, especificamente,
para esta atividade.
e) ( ) Auxiliar
f) ( ) Outro:______________________________
10. Cite os DOIS tipos de materiais mais
descartados na sua biblioteca:
a) ( ) Livros
b) ( ) Revistas
c) ( ) Livros didáticos
d) ( ) Jornais
e) ( ) Discos (LP /CD)
f) ( ) Filmes (VHS / DVD)
g) ( ) Gibis/história em quadrinhos
h) ( ) Outros:_____________________________
11. Quais as práticas mais adotadas em relação ao
descarte de material na biblioteca? (CITE ATÉ
DUAS).
a) ( ) Jogar no lixo comum
b) ( ) Jogar no lixo reciclado
c) ( ) Enviar para outra biblioteca
d) ( ) Guardar em depósito
e) ( ) Doação
f) ( ) Permuta
g) ( ) Outra alternativa:______________________
12. A lei nº. 10.753/2003, que tem por finalidade
controlar os bens patrimoniais das Bibliotecas
Públicas, não considera mais o livro como bem
permanente. Houve aumento significativo no
descarte desse tipo de material depois da lei?
a) ( ) Sim
b) ( ) Não
c) ( ) Em parte
d) ( ) Não conheço a lei
Justifique: ________________________________
_________________________________________
13. Já ocorreu algum caso de descarte indevido, ou
seja, material que não deveria ter sido descartado?
a) ( ) Sim
b) ( ) Não
c) ( ) Não sei
14. Caso a resposta anterior tenha sido SIM, você
poderia descrever, brevemente, o fato?
_________________________________________
_________________________________________
15. Caso você tenha alguma informação que
considere relevante para essa pesquisa, e que esse
questionário não tenha abordado, favor descrever.
_________________________________________
_________________________________________

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Descarte de materiais em Bibliotecas Públicas do Rio Grande do Sul: caso de municípios com mais de 100 mil habitantes</text>
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              <text>Camila de Castro Mourao</text>
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              <text>Rodrigo Aquino de Carvalho</text>
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          <description>An account of the resource</description>
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              <text>A pesquisa refere-se às políticas de desenvolvimento de coleções em bibliotecas públicas do Rio Grande do Sul, dando ênfase a etapa de descarte. Teve como principal objetivo investigar sobre a metodologia adotada nas atividades de descarte de materiais dessas bibliotecas. Para que fosse possível alcançar tal objetivo, empregaram-se técnicas de pesquisas sociais, com a utilização de questionário como instrumento de coleta de dados, encaminhado para 42 unidades inseridas em 18 municípios via correio tradicional e correio eletrônico. Através do retorno de 22 bibliotecas, os resultados obtidos apontaram que há bibliotecários na maioria das bibliotecas públicas questionadas, entretanto ainda são poucas que possuem um documento formal indicando diretrizes ou procedimentos que sirvam de orientação e suporte para o desenvolvimento de coleções, mas mesmo assim existe o descarte nessas instituições na maioria delas os materiais mais descartados são as revistas e os livros, posteriormente doados para usuários ou enviados para outras bibliotecas. Conforme respostas obtidas, os profissionais mais envolvidos nessa etapa são os responsáveis principais da unidade como diretor, presidente ou coordenador das instituições. Referente a vantagens e desvantagens da utilização de uma política de descarte de materiais identificou-se que o uso de um documento formalizado traz mais vantagens, pois é possível estabelecer regras e diretrizes que serão seguidas como forma de manter um padrão nas unidades.</text>
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          <description>A language of the resource</description>
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