<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="2163" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/2163?output=omeka-xml" accessDate="2026-07-29T12:37:50-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="1245">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/8/2163/1273-1286-1-PB.pdf</src>
      <authentication>3afbe072d62df4d2443718a06bea53be</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26625">
                  <text>A nova perspectiva para as bibliotecas públicas, o livro e a leitura:
discutindo as políticas públicas culturais no Brasil

André Pequeno dos Santos (USP) - pequenoroyale@gmail.com
Resumo:
Este trabalho tem como objetivo discutir a questão das bibliotecas públicas, do
livro e da leitura a luz das ultimas iniciativas governamentais em torno de
políticas que viabilizem a popularização dos hábitos de ler entre os brasileiros,
bem como a ampliação, modernização, criação e desenvolvimento de
bibliotecas públicas no país. Para isso, toma como base duas importantes
pesquisas realizadas pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e o Instituto
Pró-Livro: o Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais e o Retratos
da Leitura no Brasil, que respectivamente abordam em números o estado da
rede de bibliotecas públicas no país e as condições de leitura e da relação do
brasileiro com o livro. Discute também a possibilidade de incorporação tal como
está sendo feito nos Estados Unidos através da Digital Public Library of
America (DPLA), de um ambiente digital incorporado às bibliotecas físicas que
possam expandir o alcance dos riquíssimos acervos existentes no país,
oferecendo não só raro conteúdo histórico e obras de domínio público, mas
também obras de acesso cotidiano mediada por ações que dialoguem com as
perspectivas do livre acesso.
Palavras-chave: Bibliotecas públicas. Políticas públicas. Políticas culturais. Livro e leitura
Área temática: Bibliotecas Públicas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

A nova perspectiva para as bibliotecas públicas, o livro e a leitura:
discutindo as políticas públicas culturais no Brasil

Resumo
Este trabalho tem como objetivo discutir a questão das bibliotecas públicas, do
livro e da leitura a luz das ultimas iniciativas governamentais em torno de
políticas que viabilizem a popularização dos hábitos de ler entre os brasileiros,
bem como a ampliação, modernização, criação e desenvolvimento de
bibliotecas públicas no país. Para isso, toma como base duas importantes
pesquisas realizadas pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e o Instituto
Pró-Livro: o Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais e o Retratos
da Leitura no Brasil, que respectivamente abordam em números o estado da
rede de bibliotecas públicas no país e as condições de leitura e da relação do
brasileiro com o livro. Discute também a possibilidade de incorporação tal como
está sendo feito nos Estados Unidos através da Digital Public Library of
America (DPLA), de um ambiente digital incorporado às bibliotecas físicas que
possam expandir o alcance dos riquíssimos acervos existentes no país,
oferecendo não só raro conteúdo histórico e obras de domínio público, mas
também obras de acesso cotidiano mediada por ações que dialoguem com as
perspectivas do livre acesso.
Palavras-chave: Bibliotecas públicas. Políticas públicas. Políticas culturais.
Livro e leitura
Temática IV: Bibliotecas Públicas.

Introdução

As mais recentes pesquisas revelam números interessantes no que diz
respeito às bibliotecas públicas brasileiras, os leitores e seus hábitos de leitura.
No contexto em que se presta este trabalho, introduzir estes números torna-se
importante na compreensão do estado atual das políticas públicas culturais e
permite traçar um paralelo da presente realidade com possibilidades que
podem ser exploradas a partir de iniciativas como o Plano Nacional de Cultura
(PNC), Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e de demais atividades
desenvolvidas, coordenadas e discutidas por órgãos como o Ministério da
Cultura, Ministério da Educação, Fundação Biblioteca Nacional, Sistema
Nacional de Bibliotecas Públicas, Instituto Pró-Livro, Frente Parlamentar em

1

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Defesa da Biblioteca Pública, Câmara Brasileira do Livro, CERLALC, iniciativa
privada, entre outros.
A introdução dos dados servirá como argumento principal na busca de
um norte, um sentido na questão atual das bibliotecas públicas, dos livros e dos
leitores. A partir destes dados e tomando os Planos Nacional de Cultura e
Plano Nacional do Livro e da Leitura, duas das mais ambiciosas tentativas de
não só democratizar, mas principalmente desenvolver as atividades ligadas à
leitura, o objetivo deste trabalho é discutir os desafios a serem enfrentados, as
conquistas e as possibilidades em busca do fortalecimento das bibliotecas
(principalmente as

bibliotecas

públicas), da valorização

do livro, do

desenvolvimento da economia do livro e do fomento a leitura e a formação de
mediadores, pontos estabelecidos como os quatro eixos principais do PNLL e
nas metas voltadas para as bibliotecas públicas no PNC, para o livro e a leitura.
Argumenta-se também a favor de condições que viabilizem tal qual está
ocorrendo nos Estados Unidos, na formação de um acervo nacional
digitalizado, a Digital Public Library of America (DPLA), incrementando, entre
outras coisas o acervo das bibliotecas, reforçando a importância do papel já
consolidado da internet como fonte distinta de acesso à informação, à cultura e
ao conhecimento.
1. Bibliotecas públicas, os livros e os seus leitores: uma breve
discussão sobre seus números

A relação do Brasil com suas bibliotecas públicas historicamente nunca
foi das mais saudáveis. A preocupação com a qualidade destes importantes
equipamentos culturais sempre foi tratado a partir de concepções simplórias (e
evidentemente equivocadas) que permitem exercer o pensamento de que
basta uma sala ou algum espaço relativamente amplo, alguns livros e uma
bibliotecária extremamente mal-humorada (já que não se deve fugir dos clichês
mais caros à profissão) que já temos aí uma solução digna para os problemas
relativos a este importante insumo cultural é que o livro e a relação que surge
entre os seus potenciais leitores. Isso quando não se fala em dificuldades de
acesso a estes equipamentos culturais que vão das mais variadas ordens:
localização, horário de funcionamento, estrutura, acervo...
2

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Naudé ao pensar a biblioteca como ambiente público e essencialmente
universal, estimulou discussões e práticas que modificariam de sobremaneira a
questão. O Brasil, contudo, demonstra certo atraso em questões1 que para
países como França, Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha já parecem ter
sido superadas. As preocupações políticas recentes em torno da questão da
cultura, do patrimônio cultural, do conhecimento e educação parecem, todavia,
ter dado novo fôlego à questão. Muitos estudos surgiram sobre os mais
variados temas e entre aqueles que merecem destaque no âmbito das
bibliotecas públicas estão o Censo Nacional das Bibliotecas Públicas
Municipais (2009) e os Retratos da Leitura no Brasil (2011), realizadas
respectivamente pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Pró-Livro.
Destaca-se que
Os resultados até aqui obtidos revelam que ainda há mais perguntas
que respostas, por exemplo: Como despertar no jovem o gosto pela
leitura? Quais práticas são efetivas na mediação da leitura? Como
formar professores-leitores? Como transformar municípios em
municípios leitores? Qual o percurso para a construção de um país de
leitores? O que já alcançamos nesse sentido? O que falta construir?
(INSTITUTO PRÓ-LIVRO, 2012, p. 10).

:
Ao longo desta seção serão apresentadas algumas questões retiradas a
partir de tabelas, gráficos e figuras organizadas e selecionadas, contendo os
dados mais relevantes para os fins deste trabalho, apresentando de forma clara
e objetiva parte das questões mais importantes conduzidas pela Fundação
Biblioteca Nacional e Instituto Pró-Livro em torno de suas pesquisas das
bibliotecas públicas, dos leitores e das suas relações com os livros2.
Num panorama geral, se percebe o quanto o Brasil tem a evoluir no
objetivo de cobrir todo o seu território com bibliotecas públicas3. Somente 79%
dos municípios brasileiros contam com ao menos uma biblioteca pública
1

Estas questões podem ser entendidas como a quantidade de bibliotecas públicas existentes,
diminuindo o número de usuários por biblioteca pública; melhora nos acervos; acessibilidade;
desenvolvimento de coleções digitais baseadas na digitalização de acervos físicos, facilidades no acesso,
localização; atividades de extensão, multiplicidade de suportes etc.
2
Os gráficos, figuras e tabelas estarão disponíveis em um anexo virtual deste trabalho. A indicação será
feita através de notas de rodapé. O seu intuito é complementar e enriquecer a discussão a partir de
dados organizados dos estudos conduzidos pela Fundação Biblioteca Nacional e Instituto Pró-Livro.
3
Ver Tabela 1 em anexo virtual no link:
https://www.dropbox.com/s/5kfwjb9egphd9p5/Anexo%20Virtual%20do%20Trabalho.pdf

3

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

instalada e em pleno funcionamento. O que fica evidenciado é o descaso frente
a situação nas regiões norte e nordeste, com 66 e 64% de municípios
apresentando ao menos uma biblioteca pública4. Desconsiderando o Distrito
Federal que possui índice de 100%, destacam-se os estados do Espírito Santo
e do Piauí, por possuírem o melhor e o pior índice de bibliotecas públicas,
respectivamente, 97% e 34%.
Em relação ao índice que mede o número de habitantes por biblioteca
pública, no Brasil essa média se da por 1 biblioteca publica para cada 33.000
habitantes5. Na observação das capitais, segundo o “Cultura em Números:
Anuário de Estatísticas Culturais 2009” publicado pelo Ministério da Cultura,
Curitiba apresenta média superior a nacional, com 1 biblioteca para cada
26.000 habitantes. Manaus em compensação apresenta 1 biblioteca para
1.580.000 habitantes.
No que diz respeito às características gerais das bibliotecas públicas, se
percebe uma média nacional de 296 empréstimos mensais; seus usuários
utilizam em média 1,9 vezes por semana; num espaço médio de 177m², com
4,2 funcionários responsáveis entre outras coisas pelo atendimento, trabalho
técnico e administrativo.
Um dado importante a se trazer para a discussão reside no período de
funcionamento das bibliotecas: 99% delas ficam abertas de segunda a sexta;
somente 12% aos sábados; 1% aos domingos. Mais: 99% das bibliotecas
funcionam somente no período da manha, enquanto somente 12% delas
funcionam (também) de noite.
Quanto à capacitação dos dirigentes das bibliotecas, somente 48% tem
algum curso na área de biblioteconomia, prevalecendo 52% sem formação na
área, que varia em profissionais de pedagogia, história e letras. Salienta-se que
somente 57% possuem curso superior, enquanto 40% ensino médio, 2%
ensino fundamental II e 1% dos dirigentes possuem o ensino fundamental I.
Em relação ao acesso a internet, vê-se o seguinte quadro: 45% das
bibliotecas possuem acesso à internet; 55% não possuem e somente 29% das
que possuem acesso permitem algum tipo de serviço pela internet aos seus
4

Ver Figura 1 em anexo virtual
Em nível de comparação, a Argentina apresenta 1 biblioteca para cada 17.000 habitantes; já a França
apresenta a positiva média de 1 biblioteca pública para cada 2.500 habitantes (Conselho Federal de
Biblioteconomia via Folha de São Paulo, 2009).
5

4

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

usuários, como, por exemplo, acesso a base de dados, enciclopédias, e-books
etc. A media de computadores nas bibliotecas também é digna de observação
já que somente 64% delas possuem tal equipamento, impossibilitando, entre
outras

coisas,

processos

empréstimos, devoluções

de

catalogação,

e renovações dos

classificação,

indexação,

livros por softwares

de

gerenciamento de bibliotecas e o acesso a sites, blogs, redes sociais e demais
conteúdos na rede por parte dos usuários.
A relação do usuário com a biblioteca é um dos focos mais importantes
nos estudos e avaliação de propostas que desenvolvam questões baseadas no
estimulo à utilização destes equipamentos culturais. Somente 67% dos
usuários afirmam existir uma biblioteca na sua cidade, sendo que 71%
consideram as bibliotecas facilmente acessíveis6. A mesma pesquisa relata
que 75% dos brasileiros não frequentam bibliotecas, tendo apenas 7% uso
frequente e outros 17% que utilizam de forma não regular. Dentre os tipos de
biblioteca, destacam-se as bibliotecas escolares/universitárias e públicas,
sendo utilizadas por, respectivamente 64 e 50% dos usuários.
Quando se pensa os motivos que afastam possíveis usuários das
bibliotecas públicas, muitas são as razões que vem a mente. Infelizmente, a
constatação de que 33% dos usuários não utilizariam de maneira alguma uma
biblioteca assusta muito mais do que a possível falta de livros, revistas, acesso
a internet, jogos e atividades de extensão cultural ou ainda um bom
bibliotecário7. Lessig (2004) ao analisar as possíveis causas que afastaram os
usuários da compra de produtos musicais (mais precisamente CDs),
colaborando para o declínio da indústria musical, constatou a crescente
competitividade por outras mídias, tais como filmes, jogos, internet... O seu
argumento buscava sustentar que não cabia à pirataria ser a única culpada
pelas constantes perdas da indústria fonográfica (e aqui podemos estender a
questão para toda a indústria cultural baseada no copyright). Pode-se
argumentar com relativa concordância de ideias que a concorrência de outras
mídias acaba sendo decisiva neste cenário. Até mesmo a incorporação da
pirataria como proposta de livre compartilhamento e “pilhagem” dos conteúdos
culturais diversos.
6
7

Ver figuras 2 e 3 do anexo virtual
Ver figura 4 do anexo virtual

5

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Contudo, os índices de leitura no Brasil apontam para mais de um
caminho. Existe, todavia, uma defasagem nos hábitos e no gostar de ler do
brasileiro que não podem ser exclusivamente atribuídos a questões outras que
não a falta de incentivo às atividades literárias. O imaginário das bibliotecas
para o brasileiro acaba dando alguns indícios à questão. Apenas 12%
consideram como um ambiente de lazer, contra 71% e 61% que
respectivamente pensam a biblioteca como lugar de estudos e pesquisa. Um
dado interessante também demonstra que só 2% veem nas bibliotecas um
ambiente para atividades culturais de extensão, tais como concertos,
exposições etc.
Parece óbvio que a determinação (consciente ou não) da biblioteca
como lugar próprio a um lugar que atenda as demandas do trabalho e da
escola/faculdade acaba por distanciar a prática da leitura como lazer,
entretenimento e ganho cultural. Tal questão fica evidenciada ao se observar
as preferências do brasileiro no que diz respeito ao seu tempo livre. A leitura
ocupa somente a sétima colocação, com 28% de preferência dos brasileiros8.
O que preocupa é que em relação à pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto
Pró-Livro, houve uma diminuição de 8 pontos percentuais na preferência da
leitura no tempo livre do brasileiro9.
Estes foram apenas alguns dos muitos dados existentes nas pesquisas
do Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais e Retratos da Leitura
no Brasil. Contudo, elas possibilitam a compreensão de se pensar e discutir
políticas culturais que valorizem o desenvolvimento de bibliotecas públicas, a
sua modernização, incorporação de outras práticas culturais em que, todavia, o
incentivo a leitura esteja sempre em destaque.
Na próxima seção serão apresentadas provavelmente duas das mais
ambiciosas políticas culturais de caráter público voltadas às bibliotecas
públicas, aos livros e a leitura: Trata-se do Plano Nacional de Cultura (PNC) e
8

Ver figura 5 do anexo virtual
Segundo critério adotado pelo Instituto Pró-Livro, leitor é todo aquele que leu nos últimos três meses,
ao menos um livro, inteiro ou partes dele. Em contrapartida, o não leitor é todo aquele que não realizou
nenhuma leitura em igual período de três meses, mesmo tendo lido algum livro nos últimos 12. Partindo
deste principio, no Brasil estima-se o número de leitores em 50% da população, o que compreende mais
de 85 milhões de habitantes. Contudo é um decréscimo em relação à pesquisa realizada em 2007 que
apontava os leitores como sendo 55% da população, ou 95,6 milhões de habitantes na ocasião.
9

6

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL). Outros importantes movimentos
em busca do fortalecimento da cultura através dos livros e bibliotecas que
ocorrem por meio de mobilizações, parcerias e discussões da Fundação
Biblioteca Nacional, Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, Frente
Parlamentar em Defesa da Biblioteca Pública, Instituto Pró-Livro, entre outros,
serão brevemente mencionados com o objetivo de compreender que a causa
em jogo é mais do que urgente para um país que pretende melhores índices de
desenvolvimento social, cultural e educacional.
2. O Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) e o Plano Nacional
de Cultura (PNC): as políticas culturais10 em apoio à biblioteca, ao
livro e a leitura

O Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) surgiu como política
pública cultural no ano de 2006. Sua proposta é planejar, discutir, organizar e
executar projetos que fomentem, disseminem e incentivem a leitura no país.
Em outras palavras, trata-se de “um conjunto de projetos, programas,
atividades e eventos na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas em
desenvolvimento no país, empreendidos pelo Estado (em âmbito federal,
estadual e municipal) e pela sociedade” (PNLL, 2013). Seu trabalho se baseia
a partir de quatro eixos, que, todavia, podem e devem dialogar entre si:
Democratização do acesso11; Fomento à leitura e à formação de mediadores12;
Valorização do livro e da leitura13 e Desenvolvimento da economia do livro14.
10

Uma breve definição de política cultural, com fins descritos aponta para “intervenções realizadas pelo
Estado, instituições civis, entidades privadas ou grupos comunitários com o objetivo de satisfazer as
necessidades culturais da população e promover o desenvolvimento de suas representações simbólicas”
(TEIXEIRA COELHO, 2012, p. 313). As intervenções realizadas não necessariamente dizem respeito a
apresentação de normas jurídicas ou procedimentos semelhantes que se originam exclusivamente das
funções de Estado. Existe o que Teixeira Coelho chama de “intervenções diretas de ação cultural” que
podem partir dos mais variados segmentos da sociedade.
11
Entre outras coisas propõe a implantação, revitalização e fortalecimento de bibliotecas, em iniciativas
que podem assumir parceria com a Fundação Biblioteca Nacional e o Sistema Nacional de Bibliotecas
Públicas; conquista de novos espaços de leitura, distribuição de livros gratuitos, incorporação de
tecnologias de informação e comunicação.
12
Prevê a formação de mediadores de leitura; de projetos sociais, projetos de pesquisa e fomento nas
áreas do livro e leitura; sistemas de informação nas áreas de bibliotecas, bibliografia e mercado
editorial.
13
Neste eixo consistem ações que criem uma consciência em torno da importância do livro como
insumo cultural, bem como da importância social da leitura; ações para converter em fomento às
práticas sociais de leitura em política de estado e publicações impressas ou não em que se destaque o

7

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Foram praticamente 600 ações desenvolvidas pelos governos federal,
estadual, municipal e sociedade civil até o final de 2012 nos quatro eixos
existentes.

Os entrelaçamentos conceituais e práticos da ação do
Estado com a sociedade e a indissociabilidade entre a
cultura e a educação na formação de leitores são pontos
referenciais que o PNLL do Brasil possui e foram
intensamente debatidos e assimilados como necessidade
da política pública de leitura em inúmeros foros
internacionais (PNLL, 2010, p. 16).
Uma das questões mais importantes no desenvolvimento social e
cultural, a leitura no Brasil é fonte de intermináveis debates entre
pesquisadores,

professores,

bibliotecários,

editores

e

profissionais

da

informação e fonte de imensa preocupação. Analisando friamente os números,
no Brasil, o índice médio de livros lidos se dá na casa de 1,3 por habitante. São
números muito baixos se comparados a países como a Colômbia em um
habitante lê 2,4 livros em média A comparação se torna ainda mais grave
quando se pega como exemplo países como Estados Unidos, Inglaterra e
França onde a média de livros lidos são de 7, 5,1 e 4,9 por habitante,
respectivamente. Para Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura

Um governo preocupado com o empoderamento de seus
cidadãos, com a autonomia dos sujeitos individuais e
coletivos da nação, investe em livros, em leitura. Isso
porque entende que a leitura não só qualifica a relação
com as outras áreas da cultura como também qualifica a
relação do indivíduo com a saúde, com o mundo do
trabalho, com o trânsito e a cidade, com o ambiente
natural e social, possibilitando a superação de limitações
físicas e simbólicas. Nosso grande desafio é fazer com
que a experiência da leitura, ainda pouco vivenciada no
cotidiano, seja um momento de prazer e fruição. No Brasil
lê-se, em grande medida, por obrigação (PNLL, 2010, p.
9).

papel da leitura e sua consequente valorização publicações impressas ou não em que se destaque o
papel da leitura e sua consequente valorização.
14
Aqui os esforços se justificam no apoio a cadeia produtiva e criativa do livro; fomento à produção,
distribuição, circulação e consumo de bens de leitura e valorização de produtos ligados a leitura no
exterior.

8

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Neste contexto, cabe destacar o Plano Nacional de Cultura, estabelecido
pela lei 12.343 de 2 de dezembro de 2010. Sua ação se baseia no
planejamento e implementação de políticas públicas de médio e longo prazo
(até 2020) que valorizem, promovam, sustentem e protejam a diversidade
cultural brasileira15.

O Plano se estrutura em três dimensões complementares:
a cultura como expressão simbólica; como direito de
cidadania; e como campo potencial para o
desenvolvimento econômico com sustentabilidade. Essas
dimensões, por sua vez, desdobram-se nas metas, que
dialogam com os temas reconhecimento e promoção da
diversidade cultural; criação e fruição; circulação, difusão
e consumo; educação e produção de conhecimento;
ampliação e qualificação de espaços culturais;
fortalecimento institucional e articulação federativa;
participação social; desenvolvimento sustentável da
cultura; e fomento e financiamento (PLANO NACIONAL
DE CULTURA, 2010, p. 9).
O PNC mobiliza diversas ações sobre a cultura nacional a partir de 53
metas. Entre as metas de interesse deste trabalho destacam-se: média de 4
livros lidos no ano por brasileiro, fora do aprendizado formal; 100% dos
municípios brasileiros com ao menos uma biblioteca pública em funcionamento;
50% de bibliotecas públicas e museus modernizados; 100% de bibliotecas
públicas disponibilizando informações sobre seu acervo no SNIIC, o Sistema
Nacional de Informações e Indicadores Culturais.
Por trabalhar com metas a médio e longo-prazo, se comprometendo a
ter índices minimamente satisfatórios até 2020, o Brasil pode se notabilizar por
finalmente construir uma agenda comum e interministerial em torno da cultura,
mobilizando todas as esferas do executivo bem como a sociedade civil..
3. Das políticas as práticas: O que PNLL e PNC podem fazer para
desenvolver a leitura a partir do fortalecimento das bibliotecas
públicas.

15

. Diversidade esta que se “expressa em práticas, serviços e bens artísticos e culturais determinantes
para o exercício da cidadania, a expressão simbólica e o desenvolvimento socioeconômico do País”
(PNC, 2013).

9

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

A breve apresentação do PNC e PNLL enquanto propostas de políticas
públicas culturais serviu como exemplo de ações orientadas com base na
agenda nacional de preocupações de desenvolvimento social. Seu foco,
evidentemente, parte da importância em desenvolver nos cidadãos o hábito da
leitura, estimulando o gosto pelas mais variadas obras, desvinculando o livro de
atividades unicamente voltadas para questões do trabalho e estudo;
implementando, equipando e modernizando as bibliotecas públicas.
Conforme fora analisado, no Brasil somente 79% dos municípios
dispõem de ao menos uma biblioteca pública. A ênfase do PNC em zerar o
número de municípios brasileiros sem bibliotecas é louvável. A Lei nº12.244,
por exemplo, torna obrigatório até o ano de 2020 a existência de uma biblioteca
nas instituições pública ou privada de ensino. O que se percebe é uma
mobilização política em torno da questão que favorece iniciativas como a
campanha “Eu Quero a Minha Biblioteca”, organizadas pelo Instituto EcoFuturo
em parceria com Academia Brasileira de Letras, Conselho Federal de
Biblioteconomia, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Instituto de CoResponsabilidade pela Educação, Movimento por um Brasil Literário, Instituto
Ayrton Senna, Instituto C&amp;A, Rede Marista de Solidariedade e Todos pela
Educação. Para os idealizadores da Campanha:

Há recursos públicos para a educação que podem
garantir a criação e a manutenção de bibliotecas em
escolas públicas. Portanto, a convicção de que, com
a cooperação entre os diversos setores, a
democratização do acesso às legislações e recursos
existentes e o controle social pela população, será
possível planejar caminhos que garantam a
efetivação da lei e que assegurem, em 2020, que as
metas estabelecidas em 2010 sejam cumpridas (EU
QUERO MINHA BIBLIOTECA, 2013).
O apoio e o desenvolvimento de práticas que valorizem as bibliotecas
públicas também existem. O Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP)
investe junto a Fundação Biblioteca Nacional, na implantação e modernização
de bibliotecas públicas, na doação obras produzidas graças ao apoio das leis
de incentivo fiscal, no mapeamento das bibliotecas (e aqui elas podem ser
públicas, escolares, universitárias, especializadas ou comunitárias) existentes
10

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

no país, “levantando dados sobre a relação institucional, público, acervo,
serviços, infraestrutura e gestão” (CNBP, 2013). Os manifestos da IFLA e de
Caracas, por exemplo, propõem o desenvolvimento e fortalecimento da rede de
bibliotecas públicas e relacionam a sua importância no desenvolvimento das
funções sociais baseada na cultura e informação.
Mas tanto PNLL quanto PNC devem trabalhar alem da implantação de
bibliotecas públicas em 100% do território nacional. Deve-se diminuir o número
de usuários por biblioteca pública, que no Brasil, assume a espantosa média de
1 biblioteca para cada 33 mil usuários. Pode-se atribuir à questão importante
destaque, pois parte do principio de acesso facilitado a um equipamento
cultural, diversificação de recursos e obras e ainda, de ambientes distintos às
praticas de sociabilização entre os individuos.
Mas para conquistar, estimular e fidelizar usuários, tais bibliotecas
devem se reinventar. A biblioteca deve sair do seu lugar tradicional como
ambiente exclusivo de livros e suportes materiais. Elas devem assimilar
atividades de extensão, relacionando a leitura a outras práticas culturais,
contribuindo para a diversificação das atividades que podem ser desenvolvidas
pelos usuários. Florian (2012) aponta para a questão de se organizar uma
programação diversificada em bibliotecas públicas que fuja do tradicional
ambiente dos livros e que conte com a participação do público local.
Entendemos que a nossa missão é, primeiramente,
promover o acesso à leitura e à literatura, mas sem perder
de vista que a nossa rede integra uma rede maior, da qual
fazem parte os teatros distritais, o Theatro Municipal, a
Biblioteca Mário de Andrade (que é um departamento
autônomo), os centros culturais e suas bibliotecas,
cinemas e casas históricas (FLORIAN, 2012, p. 57).
Neste sentido, parece adequado falar das Fábricas de Cultura, iniciativa
do Governo do Estado de São Paulo, que se não pode ser caracterizada como
uma biblioteca de forma exclusiva, acaba compondo com ela alternativas
interessantes de ação e mediação cultural através de atividades em artes
plásticas, música, dança, circo, teatro etc. “Além disso, o local serve de espaço
para difusão cultural, abrigando espetáculos para toda a comunidade nos fins
de semana” (FÁBRICAS DE CULTURA, 2013).

11

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Ao enfatizar o desenvolvimento deste equipamento cultural em centros
menos favorecidos na capital paulista, o projeto pode colaborar com o
desenvolvimento cultural local e permitir intercâmbios culturais diversos nos
mais variados níveis.
O papel da internet e das ferramentas sociais também deve ser
incentivado. E neste sentido, importantes medidas devem ser tomadas no
caminho ao acesso mais amplo e disseminado à informação cultural, técnica e
científica.
Ainda no plano das políticas públicas, o Brasil deve discutir o modelo já
adotado nos Estados Unidos de uma biblioteca nacional organizada a partir da
internet e que tem em vista disponibilizar sem nenhum custo as obras em
domínio público de importantes instituições acadêmicas e culturais do país em
um projeto liderado por Robert Darnton, destacado historiador e diretor do
conjunto de bibliotecas da Universidade de Harvard. Trata-se da Digital Public
Library of America (DPLA).
Darnton (2010), inclusive aborda a questão do futuro do livro a partir da
atividade iniciada pelo Google em torno da digitalização de grandiosos acervos
universitários nos Estados Unidos que não só atingiram os livros de domínio
público, como aqueles ainda protegidos pelas leis de direito autoral. Suas
contribuições alertam não para o fim do livro como conhecemos; opinião
compartilhada, entre outros por Umberto Eco e Jean-Claude Carriére (2010),
mas sim para uma tendência a convergir os serviços das tradicionais
bibliotecas físicas com as potencialmente inovadoras bibliotecas digitais,
expandindo não só o domínio do conhecimento tornado público, como também
colaborando para a preservação histórica e cultural das obras já produzidas
pelo homem, independente do meio pelo qual foi produzido.
No Brasil, grande passo foi dado com a Lei de Acesso à Informação16,
contudo é preciso expandi-la, discutir novas possibilidades, propor parcerias e
tomar políticas como o PNC e o PNLL fundamentais na expansão da cultura
pelo meio digital, sempre reforçando o aspecto binominal tão característico
destas políticas.
16

A Lei Nº 12.527 foi sancionada em 18 de novembro de 2011 pela presidenta Dilma Rousseff torna livre
o acesso às informações públicas produzidas pelos três poderes da União, Estados, Distrito Federal e
Municípios. Para mais informações, ver: http://www.acessoainformacao.gov.br

12

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Considerações finais

A breve apresentação de alguns dos dados referentes às pesquisas do
Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais e Retratos da Leitura no
Brasil permitiu a introdução de alguns problemas relacionados à questão das
bibliotecas públicas, do livro e leitura. Mostraram que, no Brasil, os índices
ainda estão longe do ideal, que tanto bibliotecas quanto os livros ainda são
produtos subestimados, quando não marginalizados quando se constata, entre
outras coisas, que 33% da população considera que nada os faça entrar em
uma biblioteca, independente das melhorias que podem ser implantadas em
busca de um equipamento cultural que não sirva apenar como lugar de estudos
e pesquisa, como indicou ser o imaginário do brasileiro. Pode e deve servir
como ambiente em que o livro e atividades culturais de extensão se tornem tão
atraentes como assistir TV, sair com os amigos, escutar música, jogar vídeo
game, navegar na internet, ver filmes e shows etc. Ao se propor como meta
mais do que duplicar o número dos livros lidos pelo brasileiro, de 1,3 para 4
(excetuando daí os livros do aprendizado formal), valoriza-se o livro e o papel
da leitura, o trabalho de mediadores, a cadeia produtiva do livro estabelecendo
melhores condições de compra e a visitação e utilização de bibliotecas
públicas, destacando aqui o seu papel como equipamento multicultural. Estas,
contudo, devem ser instaladas não tendo somente como meta cobrir 100% dos
municípios brasileiros, mas sim diminuir a média de usuários por biblioteca
pública que hoje é na casa de 1 biblioteca pública para cada 33 mil usuários. O
fortalecimento da rede de bibliotecas públicas passa então pela melhor oferta
destes equipamentos culturais; no desenvolvimento constante do seu acervo;
nas melhores condições de acessibilidade para portadores de deficiência;
horários flexíveis, que permitam não só a presença de jovens, público tão
almejado pelas bibliotecas, mas também de trabalhadores, aposentados e
donas de casa; em atividades de extensão que trabalhem os livros e outras
manifestações culturais como música, teatro, cinema, dança, artes plásticas;
em bibliotecas mais atraentes e que possam aumentar substancialmente a
baixa média nacional de 293 livros emprestados por mês; explorar o potencial
13

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

da internet na formação de redes integradas e na criação biblioteca pública
digital que não só possa abrigar obras de domínio público de importante valor
histórico e cultural, mas também de obras protegidas pelas leis de copyright,
propondo parcerias com as representantes da cadeia editorial brasileira e
internacional. A valorização das políticas culturais estabelecidas no Brasil e as
diversas discussões e integração do país no cenário internacional, graças a
parcerias com o CERLALC, podem fazer do Brasil uma referência entre as
potencias emergentes, se tornando, inclusive, referência para outros países
que buscam políticas públicas e culturais que valorizem o papel do livro e da
leitura como formadora cívica de uma nação. São muitos desafios. Caminhos
que passam por políticas voltadas ao médio e longo prazo e que estejam
alinhadas á agenda nacional, independente do partidarismo político. O
interesse público e a sociedade só têm a ganhar com isso.

Referências
BRASIL. Ministério da Cultura. Censo nacional das bibliotecas públicas
municipais. Brasília, DF: FBN, SNBP, 2009.
BRASIL. Ministério da Cultura. Cultura em números: anuário de estatísticas
culturais 2009. Brasília, DF: MinC, 2010. 243 p.
BRASIL. Ministério da Cultura. Metas do Plano Nacional de Cultura. Brasília,
DF: MinC, 2011.
DARNTON, Robert. A questão dos livros: passado, presente e futuro. São
Paulo: Companhia das Letras, 2010. 231 p.
ECO, Umberto; CARRIÈRE, Jean-Claude. Não contem com o fim do livro.
Rio de Janeiro: Record, 2010. 269 p.
EU QUERO A MINHA BIBLIOTECA. A campanha. Disponível em: &lt;
http://www.euquerominhabiblioteca.org.br/campanha&gt;. Acesso em 26 mai.
2013.
FOLHA DE SÃO PAULO. O acervo digital dos Estados Unidos vem aí.
Disponível em: &lt;http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1231427-o-acervodigital-dos-estados-unidos-vem-ai.shtml&gt;. Acesso em 24 mar. 2013.
FLORIAN, Marlon. Programação cultural em bibliotecas públicas: estruturação,
investimento e ampliação. In: Coordenadoria do Sistema Municipal de
Bibliotecas. Bibliotecas Públicas: ações, processos e perspectivas. São
Paulo: CSMB, 2012. 68 p.
14

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

IFLA/UNESCO. Manifesto da IFLA/UNESCO sobre as bibliotecas públicas.
Disponível em: &lt; http://archive.ifla.org/VII/s8/unesco/port.htm&gt;. Acesso em 26
mai. 2013.
INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da leitura no Brasil. São Paulo, SP, 2011.
185 p.
LESSIG, Lawrence. Cultura livre: como a mídia usa a tecnologia e a lei para
barrar a criação cultural e controlar a criatividade. [S.I.]: Creative Commons,
2004. 333 p.
PLANO
NACIONAL
DE
CULTURA
(PNC).
Disponível
em:
&lt;
http://www.cultura.gov.br/plano-nacional-de-cultura-pnc-&gt;. Acesso em 23 mar.
2013.
PLANO NACIONAL DO LIVRO E DA LEITURA. Estado e sociedade atuando
pelo desenvolvimento da leitura no Brasil. Brasília: Ministério da Cultura,
2010.
__________ PNLL: textos e história. São Paulo: Cultura Acadêmica Editora,
2010. 340 p.
SECRETARIA DA CULTURA. Fábricas de cultura. Disponível em: &lt;
http://www.cultura.sp.gov.br/StaticFiles/FabricasDeCultura/fabricas.html&gt;.
Acesso em 26 mai. 2013.
SISTEMA NACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS. Cadastro nacional de
bibliotecas.
Disponível
em:
&lt;
http://snbp.bn.br/cadastro-nacional-debibliotecas/&gt;. Acesso em 25 mai. 2013.
SISTEMA NACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS. Dados do CNBP.
Disponível em: &lt; http://snbp.bn.br/dados-do-snbp/&gt;. Acesso em 25 mai. 2013.
SISTEMA NACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS. Manifesto de Caracas
sobre
Bibliotecas
Públicas.
Disponível
em:
&lt;
http://snbp.bn.br/manifestos/manifesto-de-caracas-sobre-bibliotecas-publicas/&gt;.
Acesso em 26 mai. 2013.

15

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="8">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7176">
                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7177">
                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7178">
                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8556">
                <text>Florianópolis/SC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="26618">
              <text>A nova perspectiva para as bibliotecas públicas, o livro e a leitura: discutindo as políticas públicas culturais no Brasil</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="26619">
              <text>André Pequeno dos Santos</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="26620">
              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="26621">
              <text>FEBAB</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="26622">
              <text>2013</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="26624">
              <text>Este trabalho tem como objetivo discutir a questão das bibliotecas públicas, dolivro e da leitura a luz das ultimas iniciativas governamentais em torno depolíticas que viabilizem a popularização dos hábitos de ler entre os brasileiros,bem como a ampliação, modernização, criação e desenvolvimento debibliotecas públicas no país. Para isso, toma como base duas importantespesquisas realizadas pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e o InstitutoPró-Livro: o Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais e o Retratosda Leitura no Brasil, que respectivamente abordam em números o estado darede de bibliotecas públicas no país e as condições de leitura e da relação dobrasileiro com o livro. Discute também a possibilidade de incorporação tal comoestá sendo feito nos Estados Unidos através da Digital Public Library ofAmerica (DPLA), de um ambiente digital incorporado às bibliotecas físicas quepossam expandir o alcance dos riquíssimos acervos existentes no país,oferecendo não só raro conteúdo histórico e obras de domínio público, mastambém obras de acesso cotidiano mediada por ações que dialoguem com asperspectivas do livre acesso. </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="66126">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="2">
      <name>cbbd2013</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
