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                  <text>A Biblioteca Pública como instrumento de ação cultural.
Ana Paula Matos Bazílio (UFF) - anapaulambazilio@yahoo.com.br
Maria Jaciara de Azeredo Oliveira (UFF) - cobaindoor@ig.com.br
Nanci Gonçalves da Nóbrega (UFF) - n2g1.nobre@gmail.com
Resumo:
O presente trabalho tem por objetivo discutir se a ação cultural é prática constante na
Biblioteca Pública. Para entendermos a Biblioteca Pública como instrumento de ação cultural.
Faz-se necessário definirmos cultura e ação cultural. Traz o conceito de cultura sobre a
perspectiva de Chauí. Enfatiza a diferença entre animação e ação cultural de acordo com as
ideias do autor Teixeira Coelho. A metodologia utilizada foi à qualitativa como a observação
participante e entrevistas não estruturadas com os bibliotecários e usuários atuantes nessa
Biblioteca Pública.
Palavras-chave: Biblioteca Pública, cultura e ação cultural.
Área temática: Bibliotecas Públicas

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Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

A Biblioteca Pública como instrumento de ação cultural.
1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem por objetivo discutir se a ação cultural é prática
constante na Biblioteca Pública. Para entendermos a Biblioteca Pública como
instrumento de ação cultural. Faz-se necessário definirmos cultura e ação cultural.
Traz o conceito de cultura sobre a perspectiva de Chauí. Enfatiza a diferença entre
cultura e ação cultural de acordo com as ideias do autor Coelho Neto.
O termo cultura passa a ter uma abrangência que não
possuía antes, sendo agora entendida como produção e
criação da linguagem, da religião, da sexualidade, dos
instrumentos e das formas do trabalho, das formas da
habitação, do vestuário e da culinária, das expressões
de lazer, a música, da dança, dos sistemas de relações
sociais, particularmente os sistemas de parentesco ou
estrutura da família, das relações de poder, da guerra e
da paz, da noção da vida e morte. A Cultura passa a ser
compreendida como o campo no qual os sujeitos
humanos elaboram símbolos e signos, instituem as
práticas e os valores, definem para si próprios o
possível e o impossível, o sentido da linha do tempo
(passado, presente e futuro), as diferenças no interior
do espaço (o sentido de próximo e do distante, do
grande e do pequeno, do visível e do invisível), os
valores como o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, o
justo e o injusto, instauram a idéia de lei, e, portanto, do
permitido e de proibido, determinam o sentido da vida e
da morte e das relações entre o sagrado e o profano.

(CHAUÍ, 2008, p. 57).
Nas definições de Teixeira Coelho a Ação Cultural é definida como: “se trata
do desejo de fazer da arte e da cultura instrumentos deliberados de mudança do
homem e do mundo, de forma a possibilitar mais interações entre o homem e a
sociedade.” (COELHO NETO, 1988, p.5).
“Um processo de ação cultural resume-se na criação ou organização das
condições necessárias para que as pessoas inventem seus próprios fins e se tornem
assim sujeitos – sujeitos da cultura, não seus objetos. Seria o ideal”. (COELHO
NETO, 1988, p. 14).
A Biblioteca Pública deve ter uma relação estreita com a comunidade.
Promovendo cultura através da ação cultural, auxiliando assim na formação da

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cidadania, transformando os usuários em sujeitos da cultura.
A ação cultural tem raiz na comunidade em que a Biblioteca Pública, se
encontra inserida e através, dessa ação é que se concretiza o direito a cultura. “Uma
ação cultural espontânea só pode, talvez, ser esperada ou ter sucesso quando o que
está em jogo é a cultura popular”. (COELHO NETO, 1988, p. 56).
A cultura popular é aquela que é formada no seio da população, não sendo
mediada por instituições. E é essa cultura que a Biblioteca Pública deve tratar a
cultura popular. A biblioteca antigamente era ligada à cultura erudita.
Sobre propagar a cultura através da Biblioteca Pública Silveira e Reis (2011)
afirmam que:
Todo aquele que tencione estabelecer uma aproximação entre
o universo de práticas culturais e as atividades desenvolvidas
no cerne de uma Biblioteca Pública deve iniciar sua empreitada
reevocando a ideia de que o conceito “cultura”, independente
se erudita ou popular, denota sociológica e antropologicamente
a criação de uma ordem simbólica da linguagem, do trabalho,
do espaço, do tempo, do sagrado e do profano, do visível e do
invisível, enfim, das inúmeras esferas de atuação humana.

(SILVEIRA, REIS 2011, p.46).
De acordo com Coelho Neto (1988) ação cultural não foi sempre o termo usado.
No inicio do século usava o termo “animação cultural”. Sobre a animação cultural o
autor afirma que: “uma expressão inadequada, viciada, que revela desde logo sua
ideologia: o agente cultural é aqui, um animador, é dele que parte a ação nessa
terminologia teológica, é ele o criador. É ele o sujeito, o grande sujeito.” (COELHO
NETO, 1988, p. 16).
A animação cultural são os eventos, ou qualquer atividade que o bibliotecário
desenvolve na biblioteca. A ação cultural ela é mais profunda tem toda uma
intenção, ao final da ação cultural o usuário não pode sair passivo de tudo que ele
participou e sim transformado, com uma nova visão de mundo.
Coelho Neto exige que se aposte tudo na Ação Cultural. Sobre a animação
cultural o autor afirma que:

Deve ser uma expressão recusada, junto com todo seu arsenal
de truques que nunca levaram a nada além da alienação e do
conformismo tingidos de atividade cultural. O animador, ou dos
que contratavam; inventava os fins e dizia às pessoas como
chegar até eles. Era a alma boa, o dispensador. Hoje é
literalmente uma alma do outro mundo. Os tempos da

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animação cultural se acabaram. (COELHO NETO, 1988, p.

16).
2 MATERIAIS E MÉTODOS
Para compor a metodologia do presente trabalho baseamos-nos na obra de
Mueller (2007). A pesquisa é de cunho qualitativo. De acordo com Braga (2007, p.21)
a pesquisa qualitativa pode ser caracterizada como construtos de versões da
realidade. O mais importante nesse tipo de pesquisa é o sujeito que descreve sobre
a realidade ou fenômeno que ele encontra-se inserido. O nosso trabalho também
terá o foco no sujeito, usuários e não usuários da Biblioteca Pública. “Na pesquisa
qualitativa, as subjetividades do pesquisador e também dos sujeitos estudados, são
partes fundamental do processo de pesquisa”. (BRAGA, 2007, p.29).
A pesquisa qualitativa tem como base a experiência empírica. E o campo
empírico do presente trabalho é composto pela: Biblioteca Pública de Niterói. Onde
realizamos duas visitas nos dias: 28/08/2012, 22/09/2012. Relatamos essa visita na
forma de um diário de campo.
Minayo (1993, p. 100) nos da uma breve explicação sobre o diário de campo,
que se caracteriza como relatos de registros diários, podendo ser definido como: As
informações que não contam nas entrevistas formais, são sempre as observações
do observador sobre o comportamento, atitudes, conversas informais, instituições,
ações enfim todos os registros informais que digam respeito com o seu tema de
pesquisa.
4 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
A Biblioteca Parque surgiu em 2006 na cidade de Medellín, na Colômbia.
Onde existia um alto índice de violência e de baixo nível educacional. A cidade viu
diminuir esses índices com a implantação da Biblioteca Parque. O Brasil possui um
cenário parecido com a cidade de Medellín. Visto isso, o governo inspirou-se no
modelo Colombiano implantando a primeira Biblioteca Parque brasileira: a Biblioteca
Parque de Manguinhos, logo após a Secretaria de Cultura estendeu o modelo para a
Biblioteca Pública de Niterói e a Biblioteca Parque da Rocinha. A Biblioteca Parque
faz parte do Programa de Aceleração de Crescimento. (PAC).
O conceito de Biblioteca Parque significa biblioteca e parques para leitura ao
ar livre. O seu horário de funcionamento é mais extenso, de terça a sexta de 11h às

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20h, e sábado e domingo de 8h as 17h. Seu acervo é em diversos tipos de suportes,
o acesso à internet é livre. É mais interativa com os seus usuários que utiliza a
biblioteca também como lazer. Deve possuir uma ampla gama de atividades de ação
cultural.
A Biblioteca Pública de Niterói foi fundada no dia 15 de março de 1935. Foi
reinaugurada com o modelo de Biblioteca Parque no dia 05 de julho de 2011. Apesar
da reforma foi mantida a arquitetura do prédio do inicio do século XX. Possui vários
eventos e atividades de ação e animação cultural. Como: rodas de leitura, contações
de histórias, teatro, lançamento de livros e encontro com os autores.
A Biblioteca Pública de Niterói tem uma função social muito forte com usuários e
a com a formação de sujeitos leitores. A interação do bibliotecário com essas
atividades culturais também é um dos destaques que podemos observar nessa
Biblioteca
REFERÊNCIAS

BRAGA, Kátia Soares. Aspectos relevantes para seleção de metodologia
adequada “a pesquisa social em Ciência da Informação. In: Métodos para a
pesquisa em Ciência da Informação. Brasília: Thesauros, 2007.

CHAUÍ, Marilena. Cultura e democracia. In: Crítica y emancipación: Revista
latinoamericana de Ciencias Sociales. Buenos Aires, v.1, n. 1, jun. 2008.

COELHO NETO, Francisco Teixeira. O que é ação cultural. São Paulo:
Brasiliense, 1988. (Coleção primeiros passos; 216).

MINAYO, Maria Cecília de S. O Desafio do Conhecimento. Pesquisa
qualitativa em saúde. 2ª ed. São Paulo: ABRASCO, 1993.

SILVEIRA, Fabrício José Nascimento, REIS, Alcenir Soares dos. Biblioteca
Pública como lugar de práticas culturais: uma discussão sócio histórica. Inf &amp; Soc.,
João Pessoa, v. 21, n.1, p.37-54, jan./abr. 2011.

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