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                  <text>BIBLIOTECA ESCOLAR BRASILEIRA NA SOCIEDADE DA
INFORMAÇÃO: uma parceria proativa entre bibliotecário e
pedagogo em prol da aprendizagem, da competência em
informação e da quebra de paradigmas

Mariza Russo (UFRJ) - mariza.russo@facc.ufrj.br
Danyara de Jesus de Souza (UFRJ) - danyarasouza@ig.com.br
Resumo:
A relação entre bibliotecário e pedagogo pode ser ainda definida como distante e
desconectada em suas atividades educacionais, pois ambos ainda trabalham, em sua maioria,
de forma isolada no contexto da escola. Diante disso, este trabalho tem o intuito de descobrir
possíveis conexões e pontos em comum entre os currículos universitários dos cursos de
Biblioteconomia e Pedagogia, no âmbito da biblioteca escolar, no que diz respeito ao processo
educativo-informacional. Os indicadores quantitativos foram obtidos por meio de uma pesquisa
documental dos currículos de três universidades públicas federais do Rio de Janeiro. Os
resultados comparativos apontaram que o processo formativo destes profissionais deverá ser
repensado e modificado para atender aos novos desafios da atual sociedade da informação e
para o cumprimento da Lei nº 12.244, que trata da universalização das bibliotecas nas
instituições de ensino do País. Por fim, a parceria entre ambos poderá contribuir para a
aprendizagem, a competência em informação e, por fim, para a quebra de paradigmas que se
estabeleceram na biblioteca escolar ao longo destes anos.
Palavras-chave: Biblioteca escolar brasileira. Formação profissional - Biblioteconomia.
Formação profissional - Pedagogia.
Área temática: Bibliotecas Escolares

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SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

BIBLIOTECA ESCOLAR BRASILEIRA NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO:
uma parceria proativa entre bibliotecário e pedagogo em prol da
aprendizagem, da competência em informação e da quebra de paradigmas
Resumo:
A relação entre bibliotecário e pedagogo pode ser ainda definida como distante
e desconectada em suas atividades educacionais, pois ambos ainda trabalham,
em sua maioria, de forma isolada no contexto da escola. Diante disso, este
trabalho tem o intuito de descobrir possíveis conexões e pontos em comum
entre os currículos universitários dos cursos de Biblioteconomia e Pedagogia,
no âmbito da biblioteca escolar, no que diz respeito ao processo educativoinformacional. Os indicadores quantitativos foram obtidos por meio de uma
pesquisa documental dos currículos de três universidades públicas federais do
Rio de Janeiro. Os resultados comparativos apontaram que o processo
formativo destes profissionais deverá ser repensado e modificado para atender
aos novos desafios da atual sociedade da informação e para o cumprimento da
Lei nº 12.244, que trata da universalização das bibliotecas nas instituições de
ensino do País. Por fim, a parceria entre ambos poderá contribuir para a
aprendizagem, a competência em informação e, por fim, para a quebra de
paradigmas que se estabeleceram na biblioteca escolar ao longo destes anos.
Palavras-chave: Biblioteca escolar brasileira. Formação
Biblioteconomia. Formação profissional - Pedagogia.

profissional

-

Área Temática V: Biblioteca Escolar

1 INTRODUÇÃO

A biblioteca escolar (BE), apesar de se constituir em um dos segmentos
mais antigos das bibliotecas brasileiras, ainda não possui um lugar consolidado
em nossa sociedade. O resultado desta desvalorização se encontra pautado na
falta de bibliotecários nas escolas públicas e privadas, o que muitas vezes se
justifica na oferta de baixos salários e, em conseqüência disso, no
estabelecimento de leigos1 gerenciando a biblioteca.
Felizmente, o governo começa a demonstrar mudança neste cenário,
passando a compreender a importância que este centro dinamizador da
aprendizagem e da informação possui para a formação de crianças e jovens
brasileiros do nível básico com a criação da Lei 12.244/2010 que dispõe sobre
a universalização das bibliotecas no País.

1

Considera-se como leigos, nas bibliotecas, os profissionais que não possuem formação em
Biblioteconomia.

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2
Por outro lado, dados do Conselho Federal de Biblioteconomia2
demonstram que o Brasil apresenta pequeno número de profissionais formados
no País. Neste sentido, algumas questões são postas em foco: I) Como
atender à demanda desta Lei? II) Será que as universidades precisam rever a
grade curricular do futuro profissional bibliotecário para atuar em bibliotecas
escolares? III) Os cursos de Pedagogia estão atentos a estas novas mudanças
que vêm para derrubar antigos paradigmas da BE? IV) Os pedagogos e
bibliotecários estão preparados para o trabalho em conjunto?
Portanto, o presente trabalho procura descobrir se existem possíveis
conexões e pontos em comum no processo formativo do bibliotecário e do
pedagogo, no contexto da BE. Para isso, serão analisados currículos
universitários destas categorias. Em consequência, será discutida a questão
das bibliotecas escolares, a partir da promulgação da Lei nº 12.244,
principalmente no que se refere à atuação do bibliotecário. Por fim, será objeto
de discussão a questão de como o bibliotecário e o pedagogo poderiam atuar
em conjunto neste espaço, em prol de uma educação básica de qualidade.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

A literatura que aborda o tema da BE vem apontando que a relação
entre bibliotecário e pedagogo pode ser ainda definida como distante em suas
atividades educacionais, pois ambos ainda trabalham, em sua maioria, de
forma isolada no contexto da escola, mesmo compartilhando das mesmas
reflexões teóricas concernentes aos processos de ensino-aprendizagem que
ocorrem neste espaço. Sem dúvida, este é um dos fatores que contribuem para
os aspectos negativos da BE: o desconhecimento do trabalho e dos
respectivos paradigmas das áreas de Biblioteconomia e Educação.
A história da BE no Brasil e as políticas desenvolvidas ao longo do
tempo podem desvendar as causas que esta pesquisa pretende ressaltar.
Pode, ainda, revelar que as universidades não estão formando profissionais
preparados para enfrentar e mudar esta realidade.

2

www.cfb.org.br

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3
O percurso da biblioteca escolar no Brasil

Para escrever sobre a história da biblioteca escolar no Brasil, ainda
existem poucas fontes de referências, porém pôde-se levantar que as primeiras
bibliotecas brasileiras surgiram nos colégios jesuítas nos meados do século
XVI. Portanto, a maior das bibliotecas escolares do período colonial, a do
Colégio de Salvador, foi desenvolvida em torno das obras trazidas, em 1549,
pelo padre Manuel da Nóbrega. Quando os jesuítas foram expulsos do Brasil, a
coleção somava 15.000 volumes (ARANHA, 1996, p.99). De acordo com a
autora outra BE foi criada em 1554, no Colégio de São Paulo, onde surgiu a
cidade do mesmo nome. Já em 1582, na Bahia, outras ordens religiosas
também contribuíram para o surgimento das primeiras bibliotecas escolares no
Brasil. A partir desta cronologia, muitas outras escolas de ordem religiosa foram
se estabelecendo no Brasil e, com elas, bibliotecas, que eram consideradas um
“instrumento de luxo”.
Na história da educação brasileira, quando os jesuítas foram expulsos
pelo marquês de Pombal, ainda segundo Aranha (1996, p. 134), muitos livros e
manuscritos importantes foram destruídos, deixando à deriva a educação e a
cultura, aumentando ainda mais a distância entre os letrados e a maioria da
população analfabeta. Mas, por volta de 1808, importantes transformações
culturais resultam na instalação de bibliotecas, museus, imprensa e academias
com a chegada da família real portuguesa; diante destes fatos surgem as
bibliotecas estaduais no Brasil (FONSECA, 2007, p. 57).
Em 1823, logo após a Independência, o imperador D. Pedro I enviou ao
Parlamento um documento denominado “Bases da Nova Constituição”. De
acordo com Teixeira (2008, p. 149), com este ato, pela primeira vez foi
estabelecida a garantia do ensino primário a todos os cidadãos, bem como a
criação de colégios e universidades. Assim, a necessidade de bibliotecas
apropriadas para as escolas era uma realidade iminente.
A partir dos séculos XIX e XX, portanto, surgem as primeiras bibliotecas
escolares, de fato. Os movimentos pedagógicos assumem caráter cientifico e
em 1920, surge uma nova concepção de ensino; a chamada Escola Nova, uma
escolarização pública, leiga, gratuita e obrigatória, responsável por instruir e

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educar todos os membros da sociedade devido à vertiginosa industrialização.
Neste sentido, a biblioteca tem caráter fundamental neste período, pois
instrumentaliza a sociedade para a cidadania, dando-lhes subsídios para refletir
sobre os seus direitos e deveres. Porém, nos anos 1960, surgem movimentos
contra a escola, propondo a desescolarização. A escola passa a ser vista sob a
perspectiva de reprodutora das desigualdades da sociedade, pois atende à
ideologia dominante, àquela que reproduz nas relações a exploração do
sistema capitalista, deixando clara a divisão das classes sociais (FRIGOTTO,
2010).
Esta concepção, na qual várias teorias educacionais se apóiam,
contribuiu para que a BE fosse apenas um depósito de livros; a figura do
professor e do livro didático eram os únicos transmissores do conhecimento;
então, a presença da biblioteca não fazia muita diferença e, aos poucos foi
relegada ao ostracismo, ao pleno abandono e à falta de legitimação por parte
das autoridades governamentais.

A biblioteca escolar na atual sociedade da informação

A sociedade da informação representa grandes mudanças para todos os
setores da sociedade. Esta nova forma de se relacionar, baseada na
informação e na tecnologia, gera um grande desafio às escolas brasileiras, em
pleno século XXI: educar para a liberdade e para a autonomia diante de um
mundo bombardeado por informações. Assim, são necessárias mudanças no
ensino e no funcionamento das BE e a “educação é o elemento-chave na
construção de uma sociedade baseada na informação, no conhecimento e no
aprendizado” (TAKAHASHI, 2000, p. 43).
Este novo cenário vem exigindo cada vez mais que o estudante possua
habilidades para usar a tecnologia da informação de forma inteligente e
competente e, para isto, a BE se situa como uma solução perfeita para auxiliar
o aluno a aprender a partir do acesso à informação. Portanto, o papel do
bibliotecário não é apenas oferecer os melhores recursos informacionais, mas
sim criar mecanismos que facilitem e treinem estes usuários da escola para o
uso eficiente e eficaz dos mesmos, juntamente com a colaboração do

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5
professor, tornando-os capacitados para manipular com autonomia os recursos
informacionais, de forma crítica e reflexiva, voltados para o mercado de
trabalho e para a vida cotidiana.
Para sustentar essas mudanças, em 24 de maio de 2010, o então
Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, por meio do Congresso
Nacional, decretou a Lei nº 12.2443 que trata da universalização das bibliotecas
nas instituições de ensino do País. Nesse instrumento legal, publicado no
Diário Oficial em 25 de maio de 2010, o Presidente sancionou alguns artigos
relevantes para a área e que devem ser cumpridos, no prazo máximo de 10
anos, a partir da data de sua publicação, pelas escolas públicas e privadas
brasileiras.

Salas de Leitura

Mesmo antes da publicação da referida legislação, tem-se conhecimento
que muitas escolas desobedecem à legislação bibliotecária: a Lei nº 4.084, de
30 de junho de 1962 e a Lei nº 9.674, de 25 de junho de 1998, que dispõem
sobre a profissão de bibliotecário e regulam o seu exercício, chamando de
“Sala de Leitura” o espaço de guarda coleções de materiais informativos, que
embora tenham intenções pedagógicas, não atingem as especificações
pedagógicas (MACEDO, 2005, p. 215). A escola, desta forma, mascara a
existência formalizada de uma BE, descartando a presença do bibliotecário,
repassando a função de dirigir a “biblioteca“ para outros profissionais.
A realidade demonstra que em muitas escolas não há planejamento para
a “sala de leitura” e muito menos profissionais capacitados para exercer tal
função. Assiste-se, lamentavelmente, muitos materiais informativos perdidos
por falta de divulgação, até mesmo de projetos atraentes para incentivo à
leitura. A experiência das autoras, em uma BE do Estado do Rio de Janeiro
permitiu que percebessem que muitas crianças e jovens se encontram
frustrados quando entram numa enorme sala de leitura e se deparam com
tantos livros e nem sabem por onde e como começar a consultá-los.
É preciso defender a identidade da BE, com profissional bibliotecário
3

www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12244.htm

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6
atuando com o objetivo de proporcionar aos seus usuários, uma gama de
serviços, oportunidades de aprendizado e crescimento, de preferência com a
atuação de uma equipe multidisciplinar.

Parceria entre bibliotecário e professor no contexto da biblioteca escolar
O Manifesto da Biblioteca Escolar da IFLA/Unesco, ressalta com muita
clareza o trabalho conjunto em prol da biblioteca escolar e do conhecimento de
seus usuários. A parceria entre o bibliotecário e o pedagogo deveria ser
harmoniosa, em cada escola e, em geral, não costuma ser (IFLA, 2000).
Esta parceria é de suma importância no contexto educacional; portanto,
medidas urgentes devem ser tomadas no sentido de demonstrar a precedência
dessa ação educativa e informacional conjunta para o fortalecimento do
processo de aprendizagem, do fomento à leitura e da aquisição de
competências, pelos alunos, para o uso correto da informação.
No entanto, mesmo com a promulgação da referida Lei, o problema
ainda se instala no interior das BE brasileiras, no que tange à falta de
reconhecimento do trabalho educativo que pode exercer o profissional da
informação. A escola não percebe o papel social do bibliotecário, restringindo
sua atuação às atividades técnicas, do tratamento da informação. É assim que
a escola age; oferece resistências ao trabalho conjunto do bibliotecário e do
pedagogo, pois não reconhece no seio de ambas as profissões uma unidade
que possa promover experiências e facilitar novos tipos de configurações
disciplinares. Neste sentido, entende-se que, as escolas de Biblioteconomia e
de Pedagogia precisam se unir, para conseguir construir um diálogo entre as
duas áreas.

3 METODOLOGIA

A metodologia deste trabalho constituiu-se de uma pesquisa documental,
que consiste na análise dos currículos dos cursos de Biblioteconomia e de
Pedagogia de três universidades públicas federais do Rio de Janeiro. Os
critérios para a escolha das disciplinas hastearam-se em termos relacionados

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às habilidades de aprendizagens tais como “Leitura”, “Pesquisa”, “Competência
em Informação” e ainda, em disciplinas do campo da “Educação e
Biblioteconomia” (Outros), pois elas se aproximam dos objetivos educacionais
entre as profissões.
Portanto, o objetivo principal desta pesquisa foi identificar o contexto no
qual os referidos cursos se encontram, atualmente, no que diz respeito à
questão da formação do profissional para atuar na biblioteca escolar brasileira
e de que forma este contexto poderia ser melhorado, em conformidade com a
Lei nº 12.244. Esta estratégia objetivou vislumbrar para as BE brasileiras um
futuro mais comprometido com a qualidade da Educação e com a figura do
bibliotecário ocupando o seu lugar nesse processo de aprendizagem.

4 CURSOS DE GRADUAÇÃO DE BIBLIOTECONOMIA DE UNIVERSIDADES
PÚBLICAS FEDERAIS DO RIO DE JANEIRO
Apesar dos 43 cursos reconhecidos pelo MEC, atualmente, no Rio de
Janeiro, existem quatro cursos de graduação em Biblioteconomia, sendo um
oferecido em uma universidade privada, que se encontra em reformulação, no
presente momento. Para esta pesquisa, portanto, serão analisados os cursos
de graduação de Biblioteconomia no âmbito de três universidades públicas
federais do Rio de Janeiro, a saber: UFRJ, UFF e UNIRIO.
Curso de Bacharelado em Biblioteconomia
Universidade Federal Fluminense – UFF
Criação: processo nº3. 292/1963
Portaria de ajuste: nº. 198/2008 – CEPE

e

Documentação

da

Fundado em 16 de abril de 1963, o objetivo do curso da UFF é formar
profissionais capazes de tornar acessível aos indivíduos à informação
registrada em diferentes tipos de veículos (livros, revistas, filmes, fotografias,
dispositivos, fitas, discos e outros), servindo-se de conhecimentos técnicos e
práticos indispensáveis para coleta, tratamento, armazenagem e difusão da
informação.

Curso de Bacharelado em Biblioteconomia e Gestão de Unidades de
Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

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8
Criação: processo nº018324/04-20 de 14/07/2005 – CEG e CONSUNI
Portaria de ajuste: nº. 134/2012
Aprovado em 2005 pelo Conselho Universitário (CONSUNI), a grade
curricular do curso da UFRJ foi planejada com um enfoque diferenciado dos
demais cursos do País, contemplando igualmente as áreas de Biblioteconomia
e de Gestão, na medida em que os bibliotecários do século XXI precisam estar
capacitados para administrar todos os recursos que integram as unidades de
informação - quer financeiros, materiais, tecnológicos, informacionais, bem
como as pessoas, que constituem o seu principal ativo.

Curso de Bacharelado e Licenciatura em Biblioteconomia da Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO
Currículo: Currículo pleno – resolução nº 87/2006 – CEP
Portaria de ajuste nº 006/2008 – PROGRAD
O Curso de Biblioteconomia da UNIRIO foi o primeiro a ser fundado na
América Latina e o terceiro no mundo, sob a égide da Biblioteca Nacional
brasileira em 1911, originalmente para atender demanda interna de
funcionários. Atualmente, o Curso é dividido em bacharelado e licenciatura; e
vem definindo objetivos que se refletem em ações de ensino, pesquisa e
extensão e de permanente atualização curricular, com ênfase humanística.
Para fins dessa pesquisa, só foi analisado o curso de bacharelado.

5 CURSOS DE GRADUAÇÃO DE PEDAGOGIA DE UNIVERSIDADES
PÚBLICAS FEDERAIS DO RIO DE JANEIRO

O curso de graduação em Pedagogia tem dois grandes campos de
atuação: a administração e o magistério. No Estado do Rio de Janeiro existem
aproximadamente 45 cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC).
Para esta pesquisa serão analisados os cursos de graduação de Pedagogia no
âmbito de três universidades públicas federais do Rio de Janeiro, a saber:
UFRJ, UFF e UNIRIO.

Curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal Fluminense
– UFF

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9
Resolução n° 137/93
Currículo: 10.06.001 Versão: 1
O Curso de Pedagogia, em Niterói, data de 1947 e tem como
pressuposto básico oferecer uma formação comum e múltipla, tendo em vista a
abrangência e a diversidade da ação profissional do pedagogo diante da
própria amplitude da educação.

Curso de Bacharelado em Pedagogia da Universidade Federal do Rio de
Janeiro – UFRJ
Criação: Decreto-Lei 1.190, de 04/04/1939
Portaria de ajuste: nº 314/2011
Criado em 1939, o Curso de Pedagogia da UFRJ é voltado para a
formação de um pedagogo capaz de conciliar a reflexão crítica e uma visão
ampla sobre Educação com a ação consistente e eficiente na sala de aula.
Oferece as seguintes habilitações: Magistério das Séries Iniciais do Ensino
Fundamental, Educação Infantil e Magistério das Disciplinas Pedagógicas do
Curso Normal, e tem como objetivo e motivação o aperfeiçoamento profissional
e o aprofundamento do compromisso político e técnico da UFRJ com a
Educação Básica, ainda hoje um desafio educacional do Brasil.
Curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal do Estado
do Rio de Janeiro – UNIRIO
Versão curricular: 2008/1
Criado em 1988, o Curso de Licenciatura em Pedagogia da UNIRIO tem
como missão formar e aperfeiçoar profissionais adequadamente qualificados,
providos de sólida base humanista, dotados de visão crítica da realidade sócioeconômica-cultural, aptos a atuarem nas respectivas áreas de conhecimento
como agentes das transformações de que a sociedade necessite, bem como
estimular e produzir conhecimento com base em critérios científicos e
humanísticos, promovendo sua divulgação e aplicação.

7 ANÁLISE COMPARATIVA DOS CURRÍCULOS DE BIBLIOTECONOMIA E
PEDAGOGIA DE UNIVERSIDADES PÚBLICAS FEDERAIS DO RIO DE
JANEIRO

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10
Como o objetivo principal desta pesquisa é verificar o contexto no qual
os cursos universitários de Biblioteconomia e Pedagogia da UFF, UFRJ e
UNIRIO atuam, no que diz respeito à questão da BE, os currículos4 dos
mesmos foram divididos com base em quatro campos, a saber: Leitura,
Pesquisa,

Competência

em

Informação

e

Outros

(Educação

e

Biblioteconomia). A seguir, apresenta-se a análise feita, com base nos referidos
currículos, disponíveis nos sites das instituições.

a) Disciplinas do Campo da Leitura:
BIBLIOTECOMIA - UFF
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas

Oficina de

Crítica textual;
textos

Leitura, Acervo e Ação
cultural;

Literatura de Língua
Portug. II
BIBLIOTECOMIA - UFRJ
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas

Mediação de leitura;

Gestão Política do livro
e da leitura
BIBLIOTECOMIA - UNIRIO
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas
 Leitura e

Biblioteconomia e
Interpretação em
Leitura
Língua Inglesa

Disciplinas
obrigatórias

PEDAGOGIA - UFF
Disciplinas
optativas
 Uma arte de fazer: a
formação da leitora do leitor

PEDAGOGIA - UFRJ
Disciplinas
optativas
 Leitura e Produção de textos
em Educação;
 Literatura Infantil
PEDAGOGIA - UNIRIO
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas
Alfabetização,
 Literatura na Formação do
Leitura e
Leitor
Escrita;
 Edu. Infantil, Leitura e Escrita:
Literatura na
prática pedagógica em foco;
Escola
 Gêneros textuais e Gêneros
discursivos
Disciplinas
obrigatórias




b) Disciplinas do Campo da Pesquisa:
BIBLIOTECOMIA – UFF
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas

4

PEDAGOGIA – UFF
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas

Os currículos analisados encontram-se nos seguintes endereços eletrônicos:

UFF. Matriz curricular de Biblioteconomia e Documentação. Disponível em:
&lt;http://www.uff.br/feuff/images/stories/Coordenacao/Curriculos/proposta_curricular_de_1993.pdf&gt;.
______. Matriz curricular de Pedagogia. Disponível em: &lt; http://www.uff.br/feuff/images/stories/
Coordenacao/Curriculos/proposta_curricular_de_1993.pdf&gt;.
UFRJ. Curso de graduação em Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação. Disponível em: &lt;
https://siga.ufrj.br/sira/temas/zire/frameConsultas. jsp?mainPage=/repositorio-curriculo/E4BF91B2-92A4F713-00FD-C0153E641DC7.html&gt;
______. Curso de graduação em Pedagogia. Disponível em: &lt; https://siga.ufrj.br/sira/temas/zire/
frameConsultas.jsp?mainPage=/repositorio-curriculo/B137164D-92A4-F79F-3C28-DD379D8B0991.html&gt;.
UNIRIO. Projeto político pedagógico do curso de bacharelado em Biblioteconomia.
Disponível em: &lt; http://www.unirio.br/cch/eb/bacharelado/Projeto-Politico-Pedagogico Bacharelado.pdf&gt;.
______. Fluxograma de Pedagogia 2008.1 &lt; https://www.google.com.br/interstitial?url=http://
educacao.uniriotec.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/11/Fluxograma-Pedagogia-2008.1.pdf&gt;

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11
 Metodologia da
Pesquisa I;
 Metodologia da
Pesquisa II





Projeto de Iniciação à
Pesquisa

Etnografia e Edu.:
encruzilhada, diálogos
e possibilidades no
campo da Pesq. em
Educação;
 Análise de dados de
Pesquisa em Educação
PEDAGOGIA – UFRJ
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas

BIBLIOTECOMIA – UFRJ
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas
 Metodologia da
Pesquisa

 Introdução a Estatística

BIBLIOTECOMIA – UNIRIO
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas
 Metodologia da
 Pesquisa bibliográfica
Pesq. Científica;
 Metodologia da
Pesq. em
Biblioteconomia;
 Seminário de
Pesquisa em
Biblioteconomia

 Metodologia da
Pesquisa em
Edu.;
 Pesquisa em Edu.
PEDAGOGIA – UNIRIO
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas
 Metodologia da
 A Pesquisa em Edu.
Pesquisa em
Matemática;
Educação
 Psicologia, Edu. e
Pesquisa

c) Disciplinas do Campo da Competência em Informação:



















BIBLIOTECOMIA - UFF
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas
Tecnologia da Informação;
 Top. Esp. Estudos da
Fontes de Informação
Informação III;
Gerais e Especializadas.;
 Top. Esp. Estudos da
Análise da Documentação
Informação VII;
e Recuperação da Info.
 Top. Esp. Estudos da
Informação VII

PEDAGOGIA - UFF
Disciplinas
Disciplinas
Obrigatórias
optativas

BIBLIOTECOMIA - UFRJ
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas
Sistema de Recuperação
 Introdução à
da Informação;
Tecnologia da
TIC;
Informação
Análise da Informação;
Competência em
Informação
Recursos Informacionais I
Recursos Informacionais II

PEDAGOGIA - UFRJ
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas

BIBLIOTECOMIA - UNIRIO
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas
Análise da Informação;
 Info.Instrumental;
Fontes de Informação;
 Biblioteconomia,
Fontes de Informação
Tec. e Redes
Especializadas;
Sociais;
Fontes de Informação
 Fontes de Info. em
Gerais;
Educação;
Teoria da Recup. da
 Fontes de Info. em
Informação;
Artes;
Tecnologia da Recup. e
 Fontes de Info.em
Disseminação da
Ciência, Tec.e
Informação;
Inovação;
 Fontes de Info. em
Ciências;
 Fontes de Info. em
Ciências Sociais da
Saúde;



PEDAGOGIA - UNIRIO
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas
Informática na
 Informática
Educação I
aplicada à
Educação;
 Educação e
Novas TIC

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 Fontes de Info.
Jurídicas
 Fontes de Info.
Turísticas

d) Disciplinas de Outros Campos do Conhecimento:
BIBLIOTECOMIA - UFF
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas
 Ação cultural em
 Iniciação a docência
Unidades de Info.



BIBLIOTECOMIA - UFRJ
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas
Extensão cultural
 Gestão de BE;
em Unidades de
 Multimídia e Hiper. na
Informação
Educação
BIBLIOTECOMIA - UNIRIO
Disciplinas
Disciplinas
obrigatórias
optativas
 Biblioteconomia Escolar;
 Biblioteconomia InfantoJuvenil
 Educação e Cultura
Popular;
 Educação Especial;
 Educação e Trabalho
 Educação à distância

PEDAGOGIA - UFF
Disciplinas
Disciplinas
Obrigatórias
optativas

PEDAGOGIA - UFRJ
Disciplinas
Disciplinas
Obrigatórias
optativas

PEDAGOGIA - UNIRIO
Disciplinas
Disciplinas
Obrigatórias
optativas
 Educação e Memória

8 ANÁLISE QUANTITATIVA DOS CURRÍCULOS DE BIBLIOTECONOMIA E
PEDAGOGIA DE UNIVERSIDADES PÚBLICAS FEDERAIS DO RIO DE
JANEIRO
A seguir, são apresentados os gráficos que sintetizam os resultados
obtidos na análise das disciplinas dos cursos de Biblioteconomia e de
Pedagogia. Os cursos estão representados pelo nome da respectiva instituição
de ensino superior (IES) de âmbito público.
Gráfico 1: Representação espacial da quantidade de disciplinas por campo em cada curso de
Biblioteconomia das respectivas universidades.

Fonte: Autoria própria

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Por meio desses gráficos, pode-se perceber que os cursos de
Biblioteconomia das IES/RJ incluem nos seus processos formativos as
habilidades de aprendizagem, tais como Leitura, Pesquisa e C.I. concernente
ao tema BE: UFF com 13 (treze), UFRJ com 10 (dez) e UNIRIO com 21 (vinte e
um) no total das disciplinas oferecidas. De acordo com o resultado, o curso de
Biblioteconomia da UNIRIO oferece uma articulação substancial das áreas de
Biblioteconomia e de Educação, com 6 (seis) disciplinas do campo Outros do
total do currículo, formando alunos com competências relativas à compreensão
do papel social da escola, ao domínio do conhecimento pedagógico e de
investigação que possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica da
Educação Infantil ao Ensino Médio. Já a UFF oferece 2 (duas) e UFRJ 3 (três)
no total das disciplinas do campo Outros ofertadas.
Gráfico 2: Representação espacial da quantidade de disciplinas por campo em cada curso de
Pedagogia das respectivas universidades.

Fonte: Autoria própria

Já os cursos de Pedagogia das respectivas IES muito pouco ou nada
preparam seus alunos para os campos da Leitura, Pesquisa e C.I. que estão
inseridos no espaço da BE. A UFF oferece 3 (três), a UFRJ apenas 4 (quatro) e
a UNIRIO 11 (onze) do total das matérias do currículo. Para o campo Outros,
onde se inserem as habilidades do bibliotecário, apenas a UNIRIO oferece 1
(uma) matéria obrigatória. Portanto, é possível visualizar que os cursos de
Pedagogia das IES analisadas pouco ou nada atendem às expectativas da BE
no que tange aos conhecimentos específicos da área de Biblioteconomia.
De acordo com os resultados das análises comparativas e quantitativas,
é preciso reconhecer que tanto os coordenadores do curso de Biblioteconomia

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da UFF quanto os do curso de Biblioteconomia da UFRJ precisam adequar
seus currículos, a fim de criar nexos com a área da Educação, incluindo
disciplinas voltadas a esta área do conhecimento. Já os cursos de Pedagogia
das 3 (três) universidades federais analisadas necessitam de disciplinas
voltadas para o campo da Biblioteconomia, no sentindo de conhecer o
processo formativo do profissional da informação, o que seria o suficiente para
o pedagogo criar parcerias importantes com o bibliotecário em prol de uma
educação de qualidade.

9 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados mostram que o contexto no qual os referidos cursos se
encontram atualmente, no que diz respeito à questão da biblioteca escolar
brasileira é ainda pouco expressivo, tanto no campo da Biblioteconomia quanto
no campo de Pedagogia, principalmente neste último que apresentou
resultados insatisfatórios nas 3 (três) universidades públicas federais que foram
analisadas no presente trabalho. Isto mostra que os pedagogos da escola não
estão preparados para assumir a gestão das BE e que os bibliotecários ainda
precisam de conhecimentos educacionais para lidar com alunos e equipe
escolar.
Espera-se que com isso que este cenário possa ser melhorado, para se
adequar a Lei nº 12.244. É preciso que as autoridades competentes dos
respectivos cursos dialoguem e busquem soluções imediatas, a fim de formar
profissionais preparados para assumir esse espaço essencial na educação
brasileira. Felizmente, a construção de uma parceria parece ser possível, caso
haja

uma

reformulação

da

base

formativa

destes

profissionais

nas

universidades. Percebe-se, no entanto, que a construção deste novo processo
formativo mesmo dependendo de um trabalho de médio e longo prazo, irá
privilegiar a integração das atividades educacionais entre biblioteca e sala de
aula.
Para o cumprimento da mencionada Lei, acredita-se que uma solução
em curto prazo para a formação em Biblioteconomia deve partir do novo curso
em EAD, que poderia propor eixos curriculares, compreendendo um corpus de

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saberes biblioteconômicos especializados, e um destes eixos poderia focar na
licenciatura, já incentivando os futuros bibliotecários para o trabalho em
escolas. Esta iniciativa contribuiria para a valorização deste espaço essencial
para a ação educativa e informacional na atual sociedade da informação, para
a quebra dos paradigmas vigentes e para facilitar o cumprimento da Lei nº
12.244/2010 pelas instituições de ensino brasileiras
Por fim, sugere-se que sejam realizadas análises qualitativas desses
currículos para se chegar a resultados mais conclusivos.

REFERÊNCIAS

ARANHA, M. L.A. História da educação. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1996.
FONSECA, Edson Nery da. Introdução à Biblioteconomia. 2 ed. Brasília, DF:
Brinquet de Lemos, 2007.
FRIGOTO, G. Educação e a crise do capitalismo real. 6. ed. São Paulo:
Cortêz, 2010.
IFLA. Manifesto IFLA/Unesco para a Biblioteca Escolar. Tradução de Neusa
Dias de Macedo. São Paulo: 2000. Disponível em:
http://www.ifla.org/files/school-libraries-resource-centers/publications/schoollibrary-guidelines/school-library-guidelines-pt_br.pdf. Acesso em: 13 jun. 2011.
MACEDO, Neusa Dias de (Org.). Biblioteca escolar brasileira em debate: da
memória profissional a um fórum virtual. São Paulo: SENAC; Conselho
Regional de Biblioteconomia – 8ª Região, 2005. 446 p.
TAKAHASHI, Tadao. (Org.) Sociedade da informação no Brasil: livro verde.
Brasília, DF: Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000. Disponível em:
&lt;http://ftp.mct.gov.br/Temas/Socinfo/Livro_Verde/Default.htm&gt;. Acesso em: 18
fev. 2013.
TEIXEIRA, M. C. O direito à educação nas constituições brasileiras. In: Revista
da Faculdade de Direito, ano 2008. Disponível em:
https://www.metodista.br/revistas/revistasmetodista/index.php/RFD/article/viewFile/464/460. Acesso em: 08 fev. 2013.

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              <text>A relação entre bibliotecário e pedagogo pode ser ainda definida como distante e desconectada em suas atividades educacionais, pois ambos ainda trabalham, em sua maioria, de forma isolada no contexto da escola. Diante disso, este trabalho tem o intuito de descobrir possíveis conexões e pontos em comum entre os currículos universitários dos cursos de Biblioteconomia e Pedagogia, no âmbito da biblioteca escolar, no que diz respeito ao processo educativo-informacional. Os indicadores quantitativos foram obtidos por meio de uma pesquisa documental dos currículos de três universidades públicas federais do Rio de Janeiro. Os resultados comparativos apontaram que o processo formativo destes profissionais deverá ser repensado e modificado para atender aos novos desafios da atual sociedade da informação e para o cumprimento da Lei nº 12.244, que trata da universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País. Por fim, a parceria entre ambos poderá contribuir para a aprendizagem, a competência em informação e, por fim, para a quebra de paradigmas que se estabeleceram na biblioteca escolar ao longo destes anos.</text>
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