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                  <text>Ambiente de Informação: desafios na implantação de bibliotecas
escolares em escolas estaduais de ensino fundamental e médio de
Ribeirão Preto

Bruno Cesar Freitas (USP) - freitasbrunocesar@gmail.com
Resumo:
O projeto pretende realizar um estudo sobre a biblioteca escolar, nas escolas estaduais de
ensino fundamental e médio da Secretaria de Estado da Educação, por meio da Diretoria
Regional de Ensino de Ribeirão Preto, tendo em vista a Lei Nº 12.244, de 24 de maio de 2010,
que determina a obrigatoriedade da implantação de bibliotecas escolares, respeitada à
profissão de Bibliotecário, abordando conceitos sobre a biblioteca escolar, das atividades,
desenvolvimento, habilidades e recursos de informação, em seus aspectos: arquitetônicos, de
comunicação visual, fontes de informação, tecnologia da informação e comunicação (TIC) no
espaço educacional, serviços e gestão. Apresentaremos um modelo provável para nortear as
instituições de ensino, nos padrões mínimos, para existência da biblioteca, bem como
aproximar a comunidade escolar deste novo espaço, integrando-se à escola como parte
dinâmica de ações educacionais e culturais.
Palavras-chave: Biblioteca Escolar Pública. Rede Estadual de Ensino de Ribeirão Preto. Lei
Federal 12.244.
Área temática: Bibliotecas Escolares

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07 a 10 de julho de 2013

Ambiente de Informação: desafios na implantação de bibliotecas escolares em
escolas estaduais de ensino fundamental e médio de Ribeirão Preto
Resumo

Este projeto são os primeiros sinais sobre o desafio de implantação de bibliotecas
escolares no ensino público. Trata-se de uma pesquisa exploratória e experimental
sobre a Biblioteca Escolar, onde se buscará, nas referências teóricas e por meio da
pesquisa de campo, as principais questões sobre as possibilidades de implantação
da biblioteca, nas escolas estaduais de ensino fundamental e médio, analisando o
panorama atual destas instituições de ensino. Pretende-se realizar um estudo por
meio da Diretoria Regional de Ensino de Ribeirão Preto, tendo em vista a Lei Nº
12.244, de 24 de maio de 2010, que determina a obrigatoriedade da implantação de
bibliotecas escolares, respeitada à profissão de Bibliotecário, abordando conceitos
sobre a biblioteca escolar, das atividades, desenvolvimento, habilidades e recursos
de informação, em seus aspectos: arquitetônicos, de comunicação visual, fontes de
informação, tecnologia da informação e comunicação (TIC) no espaço educacional,
serviços e gestão. Para criar o modelo de biblioteca escolar, utilizou-se dos
seguintes argumentos: determinações da Lei 12.244/2010 – destacando a
importância do cargo de bibliotecário; a consideração da biblioteca escolar na
educação, no desenvolvimento econômico, social e cultural (IFLA/UNESCO) e o
documento Biblioteca escolar como espaço de produção e conhecimento. Seguindo
a metodologia apontamos um modelo provável de biblioteca escolar que aproxima a
comunidade deste espaço, integrando-se à escola como parte dinâmica de ações
educacionais e culturais.

Palavras-Chave: Biblioteca Escolar Pública. Rede Estadual de Ensino de Ribeirão
Preto. Lei Federal 12.244.
Temática V: Bibliotecas Escolares

1 INTRODUÇÃO
Na sociedade da informação e do conhecimento, a biblioteca escolar ocupa
um espaço significativo no que concerne a suas metodologias, enfoques e aplicação
de ferramentas de gestão e serviços. Nas diretrizes da biblioteca no sistema
educacional em nível internacional, nacional e regional, a gestão em serviço de
bibliotecas escolares deve priorizar a aprendizagem em todo o processo de
desenvolvimento humano, além do acesso e uso da informação. Segundo o

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Manifesto IFLA/UNESCO (2000) em Bibliotecas Escolares, essa apropriação deve
desenvolver a imaginação e preparar os cidadãos para uma vivência responsável,
possibilitando o pensamento crítico e o efetivo acesso à informação em todos os
formatos e meios.
O ensino básico baseado no ensino fundamental e médio é a fase
educacional dos alunos em que iniciam a prática da leitura, através das atividades
pedagógicas propostas pelos professores dos diversos componentes curriculares. O
ensino médio mais precisamente, possui uma grande responsabilidade, pois neste
ciclo, os adolescentes se preparam para o mundo dos vestibulares. Levando em
consideração esta informação, torna-se importante ressaltar a importância da
biblioteca escolar e sua identidade apresentada por meio do manifesto da UNESCO.
No contexto educacional, a biblioteca escolar permite o acesso às
informações, porém apresenta uma difícil realidade, principalmente na rede pública
de ensino, que de acordo com Corrêa (2002), muitas bibliotecas “funcionam” com a
presença de profissionais de diversas áreas, principalmente da educação,
geralmente readaptados e aguardando a aposentadoria.
Além das já conhecidas precariedades em termos de espaço físico e
acervo, muitas delas “funcionam” com a presença de profissionais de
diversas áreas, principalmente da educação, como professores e
funcionários de diversos departamentos da escola, geralmente
readaptados e aguardando a aposentadoria (Corrêa (2002).

Mas para Alves (1992, p.34 apud CAMPELLO, 2011, p.12) “a efetivação da
integração bibliotecário-professor está diretamente vinculada ao uma prática
profissional que pode contribuir para que a escola e a biblioteca rompam com a
ideologia dominante e ganhem o estatuto de transformadora”. Como Mota (2005,
p.322), resalta que “se faz necessário que haja um processo de comunicação cada
vez mais ativo entre professores e bibliotecários”. Assim como o professor é o
personagem central da escola, o bibliotecário também é na biblioteca escolar.
Ambos profissionais podem contribuir para alcançar um avanço educacional,
conforme declarações da IFLA:
[...] está comprovado que quando os bibliotecários e os professores
trabalham em conjunto, os alunos atingem níveis mais elevados de
literacia, de leitura, de aprendizagem; de resolução de problemas e
competências no domínio das tecnologias de informação e
comunicação (IFLA, 2000, p. 2).

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Um ponto de partida para que a biblioteca ganhe espaço na escola primeiro
deve ocorrer uma relação entre professor e bibliotecário, principalmente na
construção dos planos de ensino e suas atividades pedagógicas. Para tanto, seria
interessante que as bibliotecas escolares se propiciassem encontros de leituras,
protagonizados por docentes, em conjunto com os bibliotecários, no sentido de
efetuar ações de motivação e reconhecimento no processo ensino-aprendizagem.
Nesse sentido, a Lei Federal N. 12.244, de 24 de maio de 2010, dispõe sobre
a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino no País. A partir da
aprovação desta lei, acentuaram-se as reflexões da biblioteca escolar na ciência da
informação e a atuação do bibliotecário nas escolas. Para tanto esse trabalho tem
como objetivo apresentar uma reflexão sobre a situação das bibliotecas escolares
inserida na rede estadual de ensino do município de Ribeirão Preto – SP.

2 AMBIENTE DE INFORMAÇÃO: BIBLIOTECA ESCOLAR
“Quais sejam os princípios que pensarmos para a escola que queremos, o aparelho
funcional da estrutura da escola de 1º grau pressupõe, hoje, uma biblioteca
escolar.”
Garcia (1989)

A Biblioteca escolar, de acordo com Corrêa (2002, p.23 ), pode ser definida
como uma instituição onde estão organizados itens bibliográficos, como
também outros meios, e disponibilizadas as informações, de maneira que
satisfaça seus usuários, despertando-os para a pesquisa e leitura,
desenvolvendo sua criatividade e sua consciência crítica.

Antunes (1998) conceitua a biblioteca escolar como o centro dinâmico de
informação da escola, que permeia o seu contexto e o processo ensinoaprendizagem, interagindo com a sala de aula, que dispõe de recursos
informacionais adequados (bibliográficos e multimeios), provindos de rigorosos
critérios e seleção, dando acesso ao pluralismo de ideias e saberes. Para Behr,
Moro, Estabel e Freitas (2012, p. 104) “a biblioteca escolar é um ambiente que
possibilita aos alunos a captação, a geração, a disseminação e a aplicação dos
conhecimentos adquiridos”.

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Na escola, a biblioteca escolar deve ocupar um ambiente projetado, com
características singulares, além de possuir recursos que permitam a execução dos
serviços informacionais à comunidade escolar, de acordo com Ely (2003, p.23):
... a biblioteca escolar precisa ter um espaço em metros quadrados que acomode
uma turma de quarenta alunos, além das estantes, mesas, cadeiras, escrivaninhas,
armários, arquivos, mapoteca, computador, TV, entre outros. Deverá ter um quadro
de avisos e um quadro verde, se for viável. Seu horário de funcionamento deverá
ser igual ao da escola. A iluminação e aeração da biblioteca escolar precisam ser
adequadas. A sua decoração e ornamentação, oportunas. O seu acervo,
processado de acordo com as normas biblioteconômicas atuais. É necessário
informatizá-lo, condição que será viabilizada dentro da realidade de cada escola.

Ely (2003) destaca que a biblioteca escolar precisa ter um espaço amplo para
acomodar uma turma de quarenta alunos, além dos mobiliários adequados, recursos
audiovisuais, acervo organizado por técnicas biblioteconômicas. Já sobre a função
primordial da biblioteca escolar, de acordo com Keiser e Fachin (2000) é atuar como
órgão auxiliar e complementar da escola, facilitando aos alunos o livre acesso aos
livros, bem como apoio informacional ao pessoal docente. É imprescindível a
presença de profissional habilitado, sendo neste contexto o bibliotecário escolar.
Também torna-se importante ressaltar que o bibliotecário deve promover atividades
conjunta com os professores dos diversos componentes curriculares, bem como
colaborar na elaboração de planos de ensino, que relacionam conteúdo e biblioteca.
Para que as bibliotecas escolares possam cumprir suas funções educacionais
Gasque (2013, p. 140) compreende que a biblioteca escolar como “Centro de
Recursos e Aprendizagem, isto é, como instituição que organiza materiais
bibliográficos e audiovisuais”. Sob esse aspecto (CUEVAS CERVERÓ, 2007)
destaca a existência do modelo mais interessante e atual denominado de Centro de
Recursos para a Aprendizagem – CRA, considerado essencial para a educação, no
âmbito da sociedade do conhecimento que reclama de um novo padrão de biblioteca
escolar diferente, da tradicional ideia de biblioteca como um lugar isolado da
dinâmica da escola, destinada apenas a organizar e conservar livros.
Nesse contexto Milanesi (2002, p. 77) aponta “a biblioteca para exercer a sua
função, deixa de ser o acervo milenar passivo e passa a ser um serviço ativo de
informação”. Já a biblioteca escolar, como instituição sociocultural, segundo Castro
Filho (2008, p.75), “deve ter uma participação ativa na comunidade em que faz
parte; assim sendo, deve funcionar como pólo cultural, atuando junto com outras
instituições, podendo participar de campanhas educativas, informativas e culturais”.

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Sobre a biblioteca escolar quando munida dos recursos informacionais
necessários, Maroto (2009, p. 84) “destaca que poderá transforma-se num espaço
de formação permanente, proporcionando-lhes as condições básicas fundamentais
ao exercício da reflexão e da avaliação crítica, no âmbito escolar”.
Com relação às tecnologias de informação e comunicação a biblioteca escolar
deve-se utilizar de equipamentos como televisor, rádio, aparelho de CD/DVD,
computadores com acesso a internet, copiadora, scanner e câmeras digitais, como
meios de atrair os leitores para esse espaço. Como exemplo ilustrativo algumas
bibliotecas escolares trabalham com as TICs de modo dinâmico e interativo, que é o
caso da biblioteca CEIP Miguel Servet em Villanueva de Sijena (Huesca) na
Espanha, que utiliza como incentivo à leitura softwares de tratamento de textos processadores e outras ferramentas para elaboração de jornais, revistas e livros – e
ao mesmo tempo possibilita a troca de informações na rede bibliotecas escolares
(LABRA, 2005).
Com o desenvolvimento das TICS, a disseminação da informação passou por
transformações que geraram outras formas de divulgação da produção científica e
literária, promovendo uma reflexão sobre o papel da biblioteca escolar nos dias
contemporâneos.

3 A BIBLIOTECA ESCOLAR NA COMTEPORANEIDADE

Quando nos referimos a bibliotecas escolares no Brasil, nos deparamos com
uma realidade triste como, por exemplo, a falta de espaço e identidade. A educação
pública, denominada de “básica” precisa passar por uma mudança brusca e
profunda, principalmente no que se trata em biblioteca escolar. Não basta só aplicar
e discutir orçamento, mas sim, de trabalhar a verdadeira identidade e papel da
educação. As bibliotecas escolares passam por um momento difícil, pois, são
denominadas de várias coisas menos, de biblioteca escolar.
Um fato alarmante que observamos com relação à infraestrutura e ao
organograma das escolas públicas é a ausência de bibliotecas escolares e de
profissionais habilitados, limitando a formação integral dos alunos.
De acordo com o Censo Escolar de 2004 (BRASIL, 2005) são baixos os
percentuais de bibliotecas e de bibliotecários nas escolas de educação básica

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(infantil, fundamental e média) e profissionalizante no país. Das 210.074 escolas,
apenas 25% possui biblioteca nas suas estruturas; deste total, 33% são bibliotecas
escolares da rede privada e 67% são bibliotecas escolares da rede pública de
ensino.
Os dados levantados pelo Censo comprovaram, ainda, o inexpressivo número
de profissionais bibliotecários que atuam nessas poucas bibliotecas. Apenas 1,4%
das bibliotecas de escolas brasileiras de ensino básico e profissionalizante possuem
bibliotecários como responsáveis pelo setor, sendo que deste percentual, 71% são
privadas e 29% são públicas. Sem este profissional, as normas de funcionamento, a
formação da coleção, o tratamento da informação e os serviços oferecidos pela
biblioteca são instituídos sem discussão e sem critérios adequados, deixando de
atender de forma satisfatória às necessidades da comunidade escolar e de criar e/ou
incentivar, nessa mesma comunidade, mudanças quanto ao hábito de leitura e de
pesquisa.
No Censo de 2010, desenvolvido pelo Ministério da Educação, por meio do
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP,
onde encontramos a seguinte situação de acordo com a Figura1.
Figura 1 – Instituições de ensino com bibliotecas

Fonte Censo Escolar 2010 - Inep/MEC

Segundo estudo realizado pelo Ministério da Educação1 que compara
números do Censo 2011 com os de 2008 e revela que mais de 80% das escolas
construídas entre 2009 e 2011 não possuem bibliotecas. Das 7.284 instituições
inauguradas no período, pouco mais de 1.500 contemplam o espaço de leitura,
produção de conhecimento por meio de orientações, enfim, espaço da biblioteca.
1

http://www.todospelaeducacao.org.br/

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Os estados mais carentes são os das regiões Norte e Nordeste. Na rede
municipal do Maranhão, só 6% das escolas têm bibliotecas. Apesar dos piores
resultados se concentrarem nessas áreas, São Paulo ostenta um dos piores índices
do ranking: 85% das unidades das redes estadual e municipais não têm bibliotecas,
totalizando 15.084 unidades carentes.
A imagem que a biblioteca escolar apresenta na contemporaneidade, ainda é
interpretada em alguns lugares, como um simples lugar de depósito de livros, de
castigo, ou até mesmo, lugar de fazer reuniões. Quando pensamos assim, estamos
sufocando o verdadeiro sentido da biblioteca escolar. A escola não procura
promover o verdadeiro acesso e valor à biblioteca escolar, os professores não
procuram dialogar com a biblioteca em seus planejamentos e seleção de materiais,
os profissionais que atuam nas frentes das bibliotecas escolares, não são
profissionais específicos, em outras palavras, não são bibliotecários, mas sim,
funcionários que por algum motivo, se encontram afastados de seus postos e são
direcionados a ocuparem as bibliotecas. Esses são alguns exemplos dos problemas
que encontramos hoje nas bibliotecas escolares do Brasil.

Sobre este aspecto Maroto (2009, p.57) ressalta:
as bibliotecas escolares, quando existem, constituem-se geralmente em
verdadeiros “depósitos de livros”, em mero enfeite da escola, pois se
encontram submetidas a um sistema de ensino onde as fontes de
informação, na maioria das vezes, são o professor e o livro didático,
dificultando e suprimindo assim o trabalho criativo, crítico e consciente,
dentro e fora do espaço escolar.

No âmbito federal, não há um programa específico para auxiliar estados e
municípios - responsáveis pela construção dos espaços - na ampliação do número
de bibliotecas escolares e sua preservação. A participação do Ministério da
Educação (MEC) está praticamente restrita ao Programa Nacional Biblioteca da
Escola (PNBE), que seleciona, compra e distribui obras de literatura, pesquisa e
referência para escolas de Educação Básica.
O PNBE nem sempre teve essa abrangência. Quando foi criado, em 1997, a
compra de livros era feita apenas para alunos do Ensino Fundamental. Outras
mudanças positivas ocorreram e o programa vem cumprindo seu papel no que diz
respeito à ampliação do acervo, independentemente de a escola ter ou não uma
biblioteca. As publicações são compradas anualmente por meio de editais, que

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indicam os critérios de qualidade do texto e da ilustração e da adequação do
conteúdo à idade dos estudantes.
As bibliotecas escolares podem e devem auxiliar nos trabalhos mencionados
no parágrafo anterior, porém se encontram enfraquecidas e desestruturadas devido
a faltas de consciência e responsabilidades dos poderes públicos e da própria
sociedade. Sobre esta relação biblioteca e escola, Albernaz (2008, p.38) relata,
a biblioteca escolar não substitui a sala de aula, mas entre ambas há uma
relação de complementaridade e solidariedade que, desenvolvida, só faz
crescer nos alunos e nos professores a intimidade com os livros. E os textos
produzidos, nessa intimidade, agem sobre o mundo, liga-se a situações,
circulando em redes e instituições. A biblioteca tem suas especificidades.
Ali, encontram-se os livros e as informações. Livros que não estão mortos,
informações que não brotam do nada nem circulam independentemente dos
livros ou de outros suportes.

Esta relação aprimora e conceitua o que denominamos de “construção do
conhecimento escolar”, porém, infelizmente não ocorre devido a várias justificativas
como, por exemplo, falta de preparo de professores, problemas com a infraestrutura
das escolas, o não conhecimento do papel da biblioteca no espaço escolar.
Outra questão que constatamos sobre as bibliotecas escolares no Brasil, está
relacionada á falta de interesse ou de valor, quando nos dirigimos à importância dos
recursos bibliográficos, ou seja, muitas escolas públicas ignoram esses recursos
disponíveis na biblioteca escolar, que representam uma lacuna no processo ensinoaprendizagem. Por esses motivos, estão frequentemente desativando esse espaço,
quando existe, para dar lugar a uma sala de aula ou para desenvolver outras
atividades consideradas mais relevantes. Segundo Albernaz (2008, p. 63),

procedimentos como estes estão presentes no cotidiano escolar
brasileiro, e são responsáveis por inúmeros entraves na conquista
pelo espaço de exercício da cidadania, e de “direito” das classes
populares menos favorecidas, em especial, da comunidade de
leitores oriundos da educação básica.

Nesse aspecto as Secretarias Estaduais da Educação pressionam os
professores

para

cumprir

os

conteúdos

pré-determinados,

por

meio

dos

planejamentos anuais e bimestrais, promovendo a falta de interesse pela promoção
e divulgação da leitura. Esta realidade interfere na aprendizagem dos alunos bem

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como, nos rendimentos em avaliações externas, organizadas pelo Governo Federal,
por meio do Ministério da Educação.
Quando nos referimos à relação biblioteca e escola, estamos provocando
uma reflexão sobre o processo de aprendizagem ou qual interfere na vida escolar do
aluno bem como na sua futura, seja ela profissional ou acadêmica.
Para tornar a biblioteca atraente e importante no ambiente escolar torna-se
necessário o envolvimento de toda comunidade escolar, não somente do diretor
local ou professores, mas sim, de todos: escola, comunidade e alunos.

Nesse

aspecto Albernaz (2008, p. 45) destaca que

projetos simples podem trazer graças à leitura, tirando o ambiente da
biblioteca de sua natural pacacidade, de modo que ela não se
transforme em mera chatice. Para isso, a biblioteca tem de ganhar
mobilidade e não mais esperar, suntuosa como uma velha senhora,
que venha fazer-lhe uma visita. Ela também precisa ir onde o leitor
está, criando atividade de acordo com leis da biblioteconomia, tanto a
que defende o empréstimo do livro que interessa a cada leitor,
quanto a que demonstra a função primordial do livro – ser lido.

Já Morato (2009) relata que para a biblioteca ter o seu lugar de destaque no
espaço escolar, faz-se necessário que os responsáveis por sua dinâmica
(bibliotecários,

professores

e

outros

profissionais)

desenvolvam

estratégias

organizacionais, menos rígidas e burocráticas, que possibilitem o exercício de
liberdade e autonomia do leitor/pesquisador naquele espaço e facilitem o seu livre
acesso a informação. Esses profissionais não podem esquecer que o seu fazer
educativo constitui-se, mais, especificamente, no desenvolvimento de ações de
mediação e de incentivo à leitura e à pesquisa junto a comunidade escolar.
Porém, o que Morato retrata é um problema sério e comum nas escolas,
principalmente nas bibliotecas escolares da rede pública de ensino – a falta do
“bibliotecário”, pois em várias escolas públicas tornou-se comum encontrarmos
funcionários readaptados ou afastados por diversos motivos, a frente das bibliotecas
escolares.
Nesse sentido, os serviços bibliotecários são atividades praticamente
ausentes das escolas brasileiras. Motivos não estão relacionados só a falta de
bibliotecários a frente das escolas, mas sim, a falta de envolvimento de professores
na questão e no trabalho da biblioteca. Podemos entender que o caos e problemas

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que envolvem as bibliotecas escolares, principalmente quando nos dirigimos a
escolas públicas, está fundamentada a falta de uma política voltada ao valor da
biblioteca e sua participação nos resultado e índices de qualidade, na educação do
Brasil.
Diante das limitações enfrentadas pela biblioteca escolar, uma esperança
começa a se desenhar, por meio da Lei N. 12.244 de 24 de maio de 2010, que
dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino no País. A
lei apresenta definição, a quantidade mínima obrigatória de livros no acervo e o
bibliotecário, no entanto, não esclarece sobre os meios necessários à implantação
das bibliotecas escolares, os recursos mínimos (infraestrutura, financeiros, etc.)
envolvidos para a sua concretização. A partir da aprovação desta lei, acentuaram-se
as reflexões na Ciência da Informação e Biblioteconomia com relação à biblioteca
escolar.
Após a lei ser aprovada, em 2010, um estudo realizado pelo programa “Todos
Pela Educação” com dados referente ao ano de 2008, mostram que, entre 2008 e
2011, cerca de 7 mil bibliotecas foram construídas – ou seja: somente 7% das
108.822 escolas que não tinham o espaço construíram um.
Das escolas novas, que foram construídas após 2008 – um total de 14.471
unidades –, só 35,5% delas já apresentam uma biblioteca. Vale lembrar que, nas
redes particulares, praticamente 52% das novas unidades já têm biblioteca. Na rede
pública, essa taxa é de 19,4%.
Segundo o Programa “Todos pela Educação”, apesar de a lei obrigar todos os
tipos de rede de ensino a ter bibliotecas, é na pública que reside o maior déficit. Os
dados revelam que, das 128 mil bibliotecas que ainda não existem 113.269
deveriam ser construídas em escolas municipais, estaduais e federais. Ou seja, 34
por dia até 2020.
Sobre este aspecto podemos entender que no Brasil existem fortes e
importantes leis que apoiam as bibliotecas escolares, porém, na realidade e prática
a intenção não é mesma, conforme já mencionado acima, ainda existem alguns
problemas que impedem o desenvolvimento e reconhecimento de bibliotecas
escolares, principalmente na rede pública de ensino.
Observando os dados levantados pelo programa Todos pela Educação,
podemos entender que muito ainda precisa ser feito, quando o assunto se refere às
bibliotecas escolares. Maroto (2009, p. 57) ressalta que

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na verdade a maioria das escolas brasileiras, sem biblioteca, continuam
“instrumentos imperfeitos”. Os altos índices de analfabetismo, as taxas de
evasão e repetência e os baixos níveis de desempenho em leitura e escrita
apresentados pelas pesquisas de avaliação da educação básica do país,
nas ultimas décadas refletem o fracasso de um sistema escolar “unívoco”,
que funciona a partir de um esquema de reprodução de discursos, no qual o
professor expõe aquilo que considera pertinente e que acredita ser a
expressão da verdade, e ao aluno resta apenas a tarefa de receptor e
reprodutor, fiel e passivo, desses discursos.

Nesse sentido, a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo está
promovendo um concurso público contendo 97 vagas, para o cargo de Analista
Sociocultural (Bibliotecário), com o intuito de atender as Diretorias Regionais de
Ensino - Órgão Regional da Secretaria de Estado da Educação, que atuarão nas
escolas da rede estadual ou no Centro de Referência em Educação “Mario Covas” ,
que trabalharão na organização de espaços e acervos do programa sala de leitura
ou em centros de documentação na organização e controle patrimonial, em ações
voltadas a mediação cultural e promoção de leitura.2
A partir desse momento o Estado de São Paulo inicia o reconhecimento a
verdadeira identidade da biblioteca escolar e com esse investimento, poderá verificar
um salto positivo no avanço da educação e priorizar a qualidade de ensino, o que
vem de acordo com Borba (2000, p. 18), que aponta a biblioteca escolar, no sistema
educativo, “indispensável para o desenvolvimento curricular e como tal deve
responder de forma satisfatória e eficiente os seus serviços à comunidade na qual
ela está inserida.”, mas muitas vezes a encontramos dissociada deste ideal.

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Os procedimentos metodológicos fundamentaram-se numa abordagem de
pesquisa com base documental e bibliográfica, como aponta Cervo e Bervian (2002,
p. 65) “a pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências
teóricas publicadas em documentos e busca conhecer e analisar as contribuições
culturais ou cientificas do passado, existentes sobre um determinado tema”.
O levantamento bibliográfico foi elaborado em fontes primárias, secundárias e
terciárias voltados ao campo da Ciência da Informação, sobre os conceitos em
2

http://www.educacao.sp.gov.br/noticias/educacao-abre-concurso-para-375-vagas-em-todo-estado

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ambientes de informação em biblioteca escolar. A partir da bibliografia encontrada,
definimos alguns padrões da biblioteca escolar pública. A pesquisa bibliográfica
sobre o tema biblioteca escolar foi realizada em fontes documentais, principalmente
na análise do documento de Instituições Internacionais, tais como: International
Federation Library Associations and Institutions – IFLA que buscou relacionar a
problemática das escolas de ensino fundamental e médio, com os conceitos de
biblioteca escolar e as soluções propostas em um modelo básico para a sua
implantação, como também, o documento da Instituição Nacional, Universidade
Federal de Minas Gerais, elaborado pelo Grupo de Estudos em Biblioteca Escolar
com o título “Biblioteca escolar como espaço de produção do conhecimento:
parâmetros para bibliotecas escolares”. Nesse aspecto, esses documentos serviram
de base, para aperfeiçoar alguns padrões já propostos na literatura científica, sobre
biblioteca escolar.

5. BIBLIOTECA ESCOLAR NA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE RIBEIRÃO
PRETO

Conforme estamos estudando neste trabalho, a biblioteca escolar necessita
de seu espaço e identidade, não podemos de maneira algumas afirmar que
biblioteca escolar e sala de leitura é a mesma coisa.
A biblioteca escolar, como nos apresenta Motta (1999, p. 21) “dentro de uma
instituição deve estar bem definida quanto à sua organização e funcionamento, para
que venha facilitar o ensino e a aprendizagem”, é imprescindível, devendo, portanto,
ser um lugar bem gerenciado, organizado e prazeroso. Quanto ao acervo da
biblioteca escolar, esse deverá conter materiais bibliográficos e de multimeios de
autores diversificados, em uma quantidade que dê suporte ao seu corpo discente e
docente. Convém ressaltar que, ao se inserir o aluno de Ensino Fundamental em
uma biblioteca prazerosa e que tenha atividades educacionais, indiretamente,
colaborar-se-á para que ele se torne não apenas um visitante eventual desse
espaço, mas se transforme em usuário habitual em busca de leituras e fontes de
informações.
Esta realidade de confundir sala de leitura e biblioteca é uma realidade muito
presente na rede pública estadual de ensino do Estado de São Paulo. Vários são os
projetos da Secretaria de Estado da Educação que envolve a sala de leitura e

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paralelamente o uso do espaço que denominamos de biblioteca escolar, para a
realização deste projeto. Todos os anos, a Secretaria contratam professores da
língua portuguesa para atuarem junto às bibliotecas, com os projetos de leitura. Este
erro foi bem discutido no capítulo anterior, quando destacamos a importância do
profissional à frente das bibliotecas escolares.
Podemos dizer na sala de aula, o professor é licenciado para ensinar. Na
biblioteca, o bibliotecário, bacharel em biblioteconomia é o profissional habilitado
para os fins a que se formou. Sobre este aspecto Campelo (2010, p.12) ressalta que
cabe exclusivamente ao Bibliotecário “O planejamento do espaço da biblioteca deve
ser feito em função do acervo e do uso que se pretende dele fazer. Além de salas
para abrigar o acervo geral, a coleção de referência e a de periódicos, devem ser
previstas salas para uso individual e de grupos, locais específicos

para uso de

equipamentos (computadores, gravadores, videocassetes), lugar separado para a
coleção infantil para atividades com crianças menores, além de salas de projeções.
Tal espaço facilitará o planejamento e o desenvolvimento do programa da biblioteca.
Se esse ideal não

é possível, será necessário planejar

criteriosamente as

atividades na biblioteca, otimizando-se o uso dos locais disponíveis.”
Nesse sentido, o nosso foco da pesquisa é o município de Ribeirão Preto
situado no Nordeste do estado de São Paulo a 313 km da capital. Segundo o Censo
Demográfico de 2010, possui 605.114 habitantes, o município de Ribeirão Preto se
encontra entre os maiores do Estado de São Paulo e do Brasil (IBGE, 2011).
A Diretoria Regional de Ensino de Ribeirão Preto – Órgão regional da
Secretaria de Estado da Educação, responsável pela administração escolar no
município e demais cidades da região – contratam vários professores no decorrer
dos anos letivos para atuarem com os projetos de leitura nas bibliotecas.
Atualmente a Diretoria Regional de Ensino de Ribeirão Preto conta com 65
escolares estaduais, no município de Ribeirão sendo escolas estaduais de ensino
fundamental e Médio. Não podemos deixar de citar que existem escolas estaduais
neste total que possuem os dois tipos de ensino.
Criado em 2009, o programa Sala de Leitura oferece a alunos do 6º ao 9º ano
do Ensino Fundamental, Ensino Médio um ambiente com rico acervo de livros e
periódicos. A presença de Salas de Leitura nas instituições de ensino visa estimular

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a prática da leitura e o desenvolvimento de atividades, construídas especialmente
para atender o perfil e os interesses dos alunos de cada escola. 3
As salas, arejadas e equipadas com mesas e cadeiras, abrigam o acervo da
sala de leitura, coordenada por professores e aberta durante a semana nos três
períodos de aulas (manhã, tarde e noite).
A Resolução SE 70,de 21/10/20114 destaca:
o Secretário da Educação, que resolve: Artigo 1º - A instalação de novas
salas e ambientes de leitura nas escolas estaduais deverá ocorrer de
acordo com os cronogramas estabelecidos pelos órgãos setoriais
competentes,devendo a lista indicativa das escolas atendidas, em cada
etapa da programação, ser objeto de publicação no Diário Oficial do Estado.
Artigo 2º - As salas e os ambientes de leitura deverão assegurar aos alunos
de todos os cursos e modalidades de ensino da escola:
I – acesso a livros, revistas, jornais, folhetos informativos,catálogos, vídeos,
DVDs, CDs e quaisquer outras mídias e recursos complementares;
II – incentivo à leitura como principal fonte de informação e cultura, lazer e
entretenimento, comunicação, inclusão, socialização e formação de
cidadãos críticos, criativos e autônomos.

Conforme a legislação apresentada, o programa apresenta uma breve
reflexão sobre o trabalho da leitura bem como, a função deste programa e seus
resultados. Se analisarmos algumas informações presentes na legislação, podemos
constatar uma breve semelhança entre as finalidades deste programa como
algumas das bibliotecas escolares.
As escolas estaduais de Ribeirão Preto-SP, atendendo a resolução da
Secretaria de Estado da Educação, procuram criar um espaço designado para o
programa – na maioria destes espaços, são as bibliotecas escolares que não
funcionam como deveriam. Após a criação das estruturas, o diretor de escola
prossegue com a contratação de um profissional – na maioria das vezes,
professores de língua portuguesa para atuarem. Sobre este aspectos destacamos a
Resolução SE 70,de 21/10/20115, que ressalta;
Artigo 6º - Caberá ao Diretor de Escola:
I – selecionar e indicar docentes para atribuição da sala ou ambiente de
leitura da sua unidade escolar;
II – atribuir ao docente contemplado com a sala ou ambiente de leitura a
carga horária prevista no inciso I ou no inciso II do artigo anterior, podendo,
3

http://www.educacao.sp.gov.br/portal/projetos/sala-de-leitura
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ntc_l.php?t=saladeleitura_04, acesso em 25.03.13
5
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ntc_l.php?t=saladeleitura_04,acesso em 25.03.13)
4

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se for o caso, compatibilizar a carga horária menor (24 horas semanais)
com a carga horária que o docente já possua, desde que o somatório não
ultrapasse o limite máximo de 40 horas semanais.

Como podemos interpretar a designação de um profissional para estar a
frente da sala de leitura, depende da gestão local, ou seja, o diretor da escola.
Mesmo com todas as orientações da Secretaria de Estado da Educação, por meio
de resoluções ainda permanece a influencia do gestor imediato na mediação da
contratação em nome do Estado, para o desenvolvimento da sala de leitura.

Conclusão
Neste trabalho, apontamos algumas deficiências sobre a questão da
biblioteca escolar no Brasil e suas consequências, na questão educacional
brasileira. Vários são os questionamentos entorno do tema, porém poucas são as
ações para minimizá-las. A biblioteca das escolas públicas aponta um grande déficit
de infraestrutura – questão material e até mesmo ausência de atividades que a
valorizam, que infelizmente acabaram se tornando algumas delas, um lugar de
depósito de livros didáticos ou outro documento da unidade escolar. Torna-se
importante ressaltar que o livro didático enviado pelo Ministério da Educação por
meio do Programa Nacional do Livro Didático - PNLD ao aluno não é acervo de
biblioteca. Esse tipo de obra é de uso dos alunos em sala de aula e não é registrado,
pois, como obra integrante do catálogo da biblioteca”.
No município de Ribeirão Preto, a realidade não é tão diferente das demais
cidades e regiões do Brasil, faltam profissionais, espaços adequados e materiais,
sendo que em alguns casos relacionam programas de leitura, denominados de “sala
de leitura” com “biblioteca escolar”.
Assim como o professor é o personagem central da escola, o bibliotecário
também é na biblioteca escolar. Ambos profissionais podem contribuir para alcançar
um avanço educacional, conforme declarações da IFLA:
[...] está comprovado que quando os bibliotecários e os professores
trabalham em conjunto, os alunos atingem níveis mais elevados de literacia,
de leitura, de aprendizagem; de resolução de problemas e competências no
domínio das tecnologias de informação e comunicação (IFLA, 2000, p. 2).

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A implantação de bibliotecas escolares, nas escolas estaduais de ensino
fundamental e médio do município de Ribeirão Preto, será possível através de um
planejamento onde serão necessárias algumas adequações, como: na infraestrutura
das escolas e no quadro de servidores da Secretaria de Estado da Educação, a
contratação de bibliotecários. O processo de implantação poderá ser facilitado
através de uma parceria juntamente a Universidade de São Paulo, do campus
Ribeirão Preto, com o corpo docente do curso Ciências da Informação e da
Documentação e a Diretoria de Ensino de Ribeirão Preto, no caso específico do
município de Ribeirão Preto.
Sobre ainda da implantação, relatamos alguns procedimentos tomados pela
gestão escolar, quando tratamos sobre as bibliotecas escolares, como, por exemplo,
o concurso público para a contratação de profissionais com formação superior em
biblioteconomia, promovido pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo,
mas que, infelizmente não irão atuar nas 65 escolas estaduais do município, e sim
na sede da Diretoria Regional de Ensino de Ribeirão Preto. Muito precisa ser feito
para podermos cumprir o que a Lei Federal 12.244, como por exemplo, a elaboração
de políticas públicas voltadas à verdadeira identidade da biblioteca escolar brasileira.
A Educação pública brasileira necessita de inúmeras melhorias, sabemos dos
esforços constantes do Ministério da Educação, dos estados e municípios, da
comunidade acadêmica, na elaboração de propostas para alavancar a qualidade da
educação. A Lei N.º 12.244/2010 representa um dos maiores avanços, no sentido do
Estado se posicionar frente ao Manifesto da IFLA/UNESCO para biblioteca escolar.
Porém, cabe à comunidade escolar, aos professores, aos bibliotecários, reivindicar a
aplicação desta lei, de forma a impedir que ela seja esquecida.
Cabe ao poder público e sociedade promover uma reflexão sobre a
importância da biblioteca na escola e apontar algumas contribuições que ela pode
trazer para o bom desenvolvimento e avaliação dos índices de qualidade de ensino
no Brasil.
Vários especialistas comprovam que a biblioteca possui uma grande e
significante participação no processo de avaliação da rede pública de ensino, pois,
pode dar suporte às atividades dos professores bem como, promover o
conhecimento aos alunos e toda a comunidade educacional, tornando-a um espaço
alegre e bem atraente a todos.

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              <text>Ambiente de Informação: desafios na implantação de bibliotecas escolares em escolas estaduais de ensino fundamental e médio de Ribeirão Preto</text>
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              <text>O projeto pretende realizar um estudo sobre a biblioteca escolar, nas escolas estaduais de ensino fundamental e médio da Secretaria de Estado da Educação, por meio da Diretoria Regional de Ensino de Ribeirão Preto, tendo em vista a Lei Nº 12.244, de 24 de maio de 2010, que determina a obrigatoriedade da implantação de bibliotecas escolares, respeitada à profissão de Bibliotecário, abordando conceitos sobre a biblioteca escolar, das atividades, desenvolvimento, habilidades e recursos de informação, em seus aspectos: arquitetônicos, de comunicação visual, fontes de informação, tecnologia da informação e comunicação (TIC) no espaço educacional, serviços e gestão. Apresentaremos um modelo provável para nortear as instituições de ensino, nos padrões mínimos, para existência da biblioteca, bem como aproximar a comunidade escolar deste novo espaço, integrando-se à escola como parte dinâmica de ações educacionais e culturais.</text>
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