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                  <text>A relação entre a Biblioteca Escolar e a Internet no Colégio
Adventista Jardim

Rosilene de Melo Oliveira (IESF) - rmoliveira791@yahoo.com.br
Orlando de Almeida Filho (IESF) - oa.filho@gmail.com
Resumo:
Nas Bibliotecas Escolares constata-se o descaso e a desvalorização desse
ambiente, em que muitas escolas estão fechando as portas dessas bibliotecas,
privando o aluno desse contato, substituindo-as por salas de informática, mais
especificamente pela pesquisa na Internet, na maioria das vezes feita sem
orientação adequada. A pesquisa procura demonstrar a necessidade de se ter uma
biblioteca escolar e o seu papel frente aos impactos das pesquisas na Internet, onde
trabalhando conjuntamente fortalecerão a educação. Diante disso, a referida
pesquisa procura trazer ao debate, contribuições para o seguinte questionamento:
Com o advento das novas tecnologias da informação e comunicação no contexto do
ambiente educacional, no caso a Internet, qual o papel das Bibliotecas Escolares
nesse cenário?
Palavras-chave: Biblioteca escolar. Internet na educação. Pesquisa na internet
Área temática: Bibliotecas Escolares

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

A relação entre a Biblioteca Escolar e a Internet no Colégio Adventista Jardim
dos Estados, Campo Grande-MS.

Resumo:
Nas Bibliotecas Escolares constata-se o descaso e a desvalorização desse
ambiente, em que muitas escolas estão fechando as portas dessas bibliotecas,
privando o aluno desse contato, substituindo-as por salas de informática, mais
especificamente pela pesquisa na Internet, na maioria das vezes feita sem
orientação adequada. A pesquisa procura demonstrar a necessidade de se ter uma
biblioteca escolar e o seu papel frente aos impactos das pesquisas na Internet, onde
trabalhando conjuntamente fortalecerão a educação. Diante disso, a referida
pesquisa procura trazer ao debate, contribuições para o seguinte questionamento:
Com o advento das novas tecnologias da informação e comunicação no contexto do
ambiente educacional, no caso a Internet, qual o papel das Bibliotecas Escolares
nesse cenário?
Palavras-chave: Biblioteca escolar. Internet na educação. Pesquisa na internet.
Área Temática: Bibliotecas Escolares.

1 INTRODUÇÃO
O debate acerca das Bibliotecas Escolares constata-se um descaso e
desvalorização dessa instituição, em que muitas escolas estão fechando as portas
dessas bibliotecas e substituindo por salas/laboratórios de informática, no que tange
com especificidade a pesquisa pela Internet. Dessa maneira, é levada a crença
equivocada que de posse dessas novas tecnologias, mediadas pela utilização do
computador, os livros passarão a ser descartáveis, que não há mais necessidade de
continuar, ou ainda ter uma biblioteca no ambiente da escola, pois em muitos casos
a biblioteca nem sequer existe ou existiu.
Frente a esse contexto, a referida pesquisa procura apresentar, via estudo
exploratório e análise de um estudo de caso, a necessidade de se ter uma biblioteca
no ambiente da escola, mesmo em tempos de novas descobertas de buscas
científicas fornecidas pela tecnologia computacional, a Internet propriamente dita.
Concomitante a esse debate Calixto (1996, p. 19) declara que em muitas
escolas:
[...] recentemente construídas não possuem um espaço originalmente
concebido para biblioteca. Os livros são “arrumados” numa sala qualquer,
com armários fechados, frequentemente em salas inadequadas, por vezes

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em cubículos ou arrecadações. Isto é parcialmente justificável pelo excesso
de alunos.

O mundo hoje passa por profundas transformações e de forma cada vez mais
rápida. Embora tão marginalizada de nosso sistema educacional, a biblioteca
escolar tem funções fundamentais a desempenhar e que podem ser agrupadas em
duas categorias: a educativa e a cultural das quais iremos detalhar durante o
trabalho.
A dificuldade maior dessa geração pertencente a era da tecnologia aplicada
avançada, ou tecnologia da informação (TI), é o modo de consumo da cultura
através de formas tão opostas como o livro e a internet, nessa direção Milanesi
(2002, p.51) explica que com o surgimento da internet:
[...] muitas barreiras que se antepunham ao conhecimento ruíram – ainda
que se levantassem outras. Ela possibilita, na prática, mesmo com
obstáculos a serem superados, o acesso ao conhecimento de forma menos
onerosa e mais ampla. Não é mais o indivíduo que persegue a informação,
mas as informações que soterram o indivíduo quando ele ousa acionar uma
ferramenta de busca na internet. O problema maior passou a ser a
quantidade que se obtém a um custo baixíssimo. O volume de informações
disponíveis na internet é muito maior do que toda a informação impressa. Aí
sugere a pergunta: a biblioteca como fonte de informação não seria apenas
uma lembrança do passado?

Encarar essa evolução tecnológica positivamente, como recurso que amplia
as possibilidades de informação, comunicação e reconhecer que a biblioteca escolar
está presente nesse processo de aprendizagem, visto que os profissionais
bibliotecários se predem tão somente as atividades biblioteconômicas tecnicistas.
Diante disso, a referida pesquisa procura trazer ao debate contribuições para
o seguinte questionamento: Com o advento das novas tecnologias da informação e
comunicação (TICs) no contexto do ambiente educacional, no caso a Internet, a
indagação que Milanesi (2002) nos deixou, a biblioteca como fonte de informação
não seria apenas uma lembrança do passado? Qual o papel das Bibliotecas
Escolares nesse cenário? Frente a essa inquietação, procura via estudo exploratório
debruçar o olhar em torno da temática objeto de estudo dessa pesquisa, que é a
Biblioteca Ellen G. White.
Contudo, a pesquisa tem como objetivo compreender e analisar o porquê do
silêncio que ronda a biblioteca escolar e o seu papel frente aos impactos da Internet.
E em sua singularidade apresenta os seguintes objetivos específicos: verificar como

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os alunos fazem a pesquisa escolar; investigar como os professores avaliam as
pesquisas dos alunos e identificar qual a frequência dos alunos na biblioteca escolar.
Para tanto, após o amadurecimento do assunto, via revisão de literatura,
utilizou-se como metodologia de pesquisa o olhar qualitativo, tendo como
instrumentos de coleta de dados: a observação da Biblioteca Ellen G. White;
entrevistas com a direção e a coordenação pedagógica da referida escola e
finalmente a aplicação de questionário com os docentes do Ensino Fundamental (1°
ao 9° ano) e Médio.

2 Referencial teórico

Silêncio... Silêncio... essas palavras não estão sendo usadas com o intuito de
pedir a colaboração das crianças ou dos alunos nem ao menos de seus professores,
na realidade elas talvez sejam a que melhor simboliza a situação real da biblioteca
escolar no Brasil, que sem dúvida, encontra-se sob o mais profundo silêncio;
silenciam as autoridades, ignoram-na os pesquisadores, calam-se os professores,
omitem-se os bibliotecários, esse é o grito de indignação do pesquisador Silva
(2003, p.13) em sua obra que descreve com exatidão a Miséria da Biblioteca Escolar
relata ainda um quadro mais assustador e enganador:
[...] as estatísticas não podem ser tomadas como precisa, posto que a
caracterização do que seja uma biblioteca escolar varia de maneira
assombrosa. Algumas escolas, para efeitos administrativos, chegam a
contar como biblioteca um punhado de livros guardados num armário,
situado numa sala de aula qualquer. Desse modo, a situação real pode ser
até pior do que a revelada pelos estudos estatísticos (SILVA, 2003, p. 47).

A importância de se discutir o assunto está no fato de que muitas escolas não
no ambiente escolar uma biblioteca, a professora Prado (2003, p. 9) reafirma essa
necessidade:
[...] pois não constitui uma entidade independente, mas um complemento da
escola. Se a escola inicia o aluno na instrução, a biblioteca a completa. Sua
função é a de agente educacional possuem, proporcionando enriquecimento
da cultura do aluno nos diferentes campos, oportunidade para o seu
desenvolvimento social e intelectual, e horas de distração através de livros
de leitura recreativa, de muito bom resultado quando bem dirigida.

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Nesse contexto a biblioteca escolar tateia as escuras procurando estabelecer
sua identidade no ambiente escolar, gritando a quatro cantos que ela é um
instrumento pedagógico de suma importância para o processo de ensino
aprendizado dos alunos, e essas atividades que podem ser exercidas pela biblioteca
escolar é detalhada no relato da pesquisadora Campello (2003, p.11):
A biblioteca escolar é sem dúvida, o espaço por excelência para promover
experiências criativas de uso de informação. Ao reproduzir o ambiente
informacional da sociedade contemporânea, a biblioteca pode, através de
seu programa, vivenciar no seu dia-a-dia, como profissional e como
cidadão. A escola não pode mais contentar-se em ser apenas transmissora
de conhecimentos que, provavelmente, estarão defasados antes mesmo
que o aluno termine sua educação formal; tem de promover oportunidades
de aprendizagem que deem ao estudante condições de aprender a
aprender, permitindo-lhe educar-se durante a vida inteira. E a biblioteca está
presente nesse processo.

Nesse sentido, Calixto (1996, p. 17) nos remete:
É na escola, é pelas bibliotecas escolares que jovens podem e devem
ganhar o gosto pelos livros e pela leitura, fazer desta parte do seu cotidiano,
dos seus tempos livres, do seu prazer.

Portanto, a biblioteca escolar é um elemento indispensável para o processo
ensino-aprendizagem e formação do educando e deve integrar-se à escola
dinamizando sua ação educacional, a biblioteca facilitará nesse processo, onde
alunos e professores devem ter um espaço agradável, acolhedor e atrativo para que
sua presença seja uma constante, não apenas para a formação plena e o exercício
da cidadania, mas bem como gerador de conhecimento e reflexão sobre a realidade
e também de prazer para o leitor.
Essa é a finalidade para qual a biblioteca escolar foi criada, é um tipo de
biblioteca onde se inicia a formação de hábitos e atitudes, bem como o
desenvolvimento de habilidades e capacidades para sua adequada utilização,
contribui também para a frequência futura a outros tipos de biblioteca. Sabemos,
contudo, que a biblioteca, sozinha, sem projeto, sem bibliotecário, é um espaço
morto, assim como os livros só adquirem vida quando se abrem nas mãos do leitor,
nesse sentido, Calixto (1996. p.15) defende esse espaço quando diz que:
Começar um edifício pelo telhado é arriscado; no entanto há quem tente. É
o que parece estarem a fazer os responsáveis governamentais pela

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educação e pela cultura, quando dão razoável atenção às bibliotecas
universitárias e públicas, esquecendo as bibliotecas escolares do ensino
básico e secundário. No entanto é no ensino básico e secundário que muito
se decide do gosto ou desgosto pela leitura.

Para compreender melhor essa ação governamental, que interfere e de certo
modo contribuiu para o descaso e desvalorização da biblioteca, Milanesi (2002,
p.47) complementa:
A Ação do Governo, ao criar bibliotecas municipais, pretendeu implantar o
gosto pela leitura, mas essa cedeu à necessidade de pesquisa –
distanciada do prazer que os livros poderiam dar. Com isso, o que seria
pública transformou-se em escolar. O público ficou com o rádio e a televisão
como fontes de informação. E os escolares com a pesquisa obrigatória.
Enquanto a informação dos livros tornou-se uma obrigação aborrecida, a
informação da mídia buscava o prazer para garantir a audiência.

Nessa linha de pensamento, a biblioteca dentro da escola poderá funcionar
de modo menos formal e mais flexível, para não apenas emprestar livros, mas para
que tenha atrativos que despertem curiosidade, interesse e hábitos a partir das
reflexões sobre leitura de um mundo que age e se organiza diferentemente dos
esquemas tradicionais.
A construção de uma relação proveitosa e duradoura com os livros começa
antes da alfabetização e deve incluir diversão e exemplos positivos. É nela que as
crianças devem encontrar as ferramentas para ampliar seu universo de
experiências, conhecimentos e informações, contribuindo decisivamente para a
formação curricular e profissional ao longo de toda vida.
De acordo com as pesquisadoras Stavis, Koch e Drabik (2001), em seu artigo
intitulado A biblioteca escolar ao alcance das mãos, simbolizando as mãos de todos
os bibliotecários, professores, governos, alunos ou demais administradores de uma
escola, desde que estejam dispostos a fazer uma mudança no cenário que a
Biblioteca Escolar se encontra.
Está comprovado que bibliotecários e professores, ao trabalharem em
conjunto, influenciam o desempenho dos estudantes para o alcance de maior nível
literário na leitura e escrita, cuja íntegra está reproduzida no livro. Uma das grandes
necessidades premente é focalizar que o bibliotecário e o professor, urgentemente,
trabalhem de "mãos dadas", para que a barreira do desconhecimento mútuo das
atividades de um e de outro, se quebre. Ambos são educadores e devem interagir e

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compartilhar conhecimentos e práticas, em prol de reforço ao ensino-aprendizagem
mais coeso, tendo a Biblioteca Escolar como parceira da escola.
Percebendo a necessidade de uma maior valorização da Biblioteca Escolar
como efetivo instrumento de ação educativa, social e cultural e do reconhecimento
do bibliotecário, é importante o desenvolvimento de uma campanha efetivamente
coletiva dos órgãos de classe da biblioteconomia (professores, profissionais,
estudantes, Associação de bibliotecários, Conselho Regional de Biblioteconomia)
bem como aqueles que se envolvem com a biblioteca e o considera um importante
instrumento de humanização da sociedade. Andrade (2002, p. 13) corrobora com
este pensamento quando enfoca sobre essa valorização:
Educadores – professores e bibliotecários – que acreditam na biblioteca
como recurso pedagógico eficiente contam agora com evidências concretas
para mostrar que a biblioteca escolar pode fazer a diferença na educação
de crianças e jovens. Pesquisa realizada pela Universidade de Denver, nos
Estados Unidos, mostrou que estudantes de escolas que mantêm bons
programas de bibliotecas aprendem mais e obtêm melhores resultados em
testes padronizados do que alunos de escolas com bibliotecas deficientes.

O fato é que, quando se trata de Brasil, a maioria das pessoas desconhece o
verdadeiro papel de uma biblioteca em suas vidas e, portanto, na vida da
comunidade. Por inúmeras razões, as Bibliotecas Escolares brasileiras estão ainda
longe de cumprir sua importantíssima função no sistema educacional.
Às Bibliotecas Escolares atribuem-se em geral papéis centrais em domínios
tão importantes como à aprendizagem da leitura, o desenvolvimento do prazer e do
hábito da leitura, a capacidade de selecionar e criticar a informação, o
desenvolvimento de métodos de estudo e de investigação autônoma.
Para que essa aprendizagem se faça de forma autônoma, Milanesi (1983,
p.93) enfatiza que a biblioteca não pode ser:
[...] algo distante da população como um posto médico que ela procura
quando tem dor. Ela deve ser um local de encontro e discussão, um espaço
onde é possível aproximar-se do conhecimento registrado e onde se discute
criticamente esse conhecimento.

Para muitos, entretanto sob a ótica menos romântica, é apenas uma
instituição burocratizada, que serve para consulta e pesquisa, assim como para
armazenar bolor, cupins e traças.

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Hoje, as bibliotecas estão em fase de grande reestruturação. Talvez mesmo
de reinvenção, nesse sentido a pesquisadora Campello (2003, p. 15) relata como
aconteceu essa mudança:
A biblioteca, instituição milenar que durante séculos garantiu a
sobrevivência dos registros do conhecimento humano tem agora seu
potencial reconhecido como participe fundamental do complexo processo
educacional. Pois pode contribuir efetivamente para preparar crianças e
jovens para viver no mundo contemporâneo, em que informação e
conhecimento assumem destaque central. A biblioteca faz realmente a
diferença.

É nesse momento, que a Biblioteca Escolar precisa expor o seu papel
pedagógico dentro da escola. Nesse sentido, Silva (2003, p.100-101) nos apresenta:
Do ponto de vista da prática concreta dos educadores, certos aspectos
merecem ser observados. Primeiramente, o professor que leciona nas
séries iniciais do primeiro grau, ao trabalhar com o aluno a utilização da
biblioteca escolar, pode explorar mais o aspecto prazeroso e lúdico dessa
prática do que propriamente o seu lado cognitivo. É, sem dúvida, o
momento de despertar o interesse e o gosto da criança pelo livro, muito
mais do que avaliar a assimilação desse ou daquele conteúdo explorado
durante a atividade. [...] E, nesse momento, cabe salientar que, embora
normalmente se fale na biblioteca escolar como espaço destinado à
produção da leitura, ela também pode tornar-se um laboratório de produção
de escrita. [...] Também seria interessante que o professor,
independentemente da série ou da disciplina com que trabalhe, passasse a
considerar os recursos informativos disponíveis na biblioteca escolar e os
serviços que ela pode prestar, quando da elaboração do seu plano de
curso.

O mais apropriado nesse momento é levantar a cabeça e seguir pra luta, para
reafirmar esse papel pedagógico, e a melhor maneira é através de um Planejamento
Anual de Atividades da Biblioteca, a desempenhar durante o ano letivo, onde a
regente de biblioteca do Colégio Imaculado Coração de Maria – Toledo/PR, Cichoski
(1999) acrescenta como exemplo em seu artigo2, algumas atividades como:
dinamização da biblioteca, hora do conto, jogos pedagógicos, leitura recreativa,
leitura interpretativa e/ou informativa, vídeo/slides entre outras.
Ela enfatiza a importância do bibliotecário trabalhar em conjunto com a
direção, coordenação pedagógica e os professores onde estarão elaborando as
atividades em conformidade com o Calendário Letivo da escola, satisfazendo assim
o papel pedagógico da Biblioteca Escolar.

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3 Resultados

A população referente à aplicação do questionário é composta de:
• Diretora escolar.
• 2 (dois) Coordenadores Pedagógicos, distribuídos em um para o Ensino
Fundamental e um outro para o Ensino Médio. Representando 50% fora devolvido
um questionário, embora fora aplicado para ambos Coordenadores.
• 30 (trinta) professores, distribuídos em: 12 do Ensino Fundamental e 18 do
Ensino

Médio.

Desses,

foram

devolvidos

apenas

7

(sete)

questionários,

representando 23,30%. Isso pode ser evidenciado nas contribuições de Marconi e
Lakatos (1999, p. 100) “em média, os questionários expedidos pelo pesquisador
alcançam 25% de devolução”, vindo de encontro com a realidade dessa análise.
• Responsável pela Biblioteca Escolar.
Frente a isso, verificam-se as seguintes impressões:

Tempo de serviço: a maior parte desses profissionais estão no ambiente da
escola, compreendidos em um período de quatro anos.
Conhecimento da biblioteca escolar e a utilização da mesma: todos os
envolvidos conhecem a biblioteca (conforme gráfico abaixo), e quanto aos
professores, aproximadamente 60% diariamente utilizam a biblioteca escolar; 20%
uma vez por semana e 20% não utilizam.
Curso que o docente leciona: aproximadamente 70% dos pesquisados
lecionam no Ensino Fundamental, 15% na Educação Infantil e 15% no Ensino
Fundamental e Médio.
Disciplinas que ministradas pelos docentes: verificou-se que 70% são
professores regentes, 15% na Língua Portuguesa e 15 % em diversas disciplinas.
Ao serem questionados, se como fonte, a Biblioteca Ellen G. White é
utilizada? De que forma? É evidente a utilização de todos docentes da biblioteca
como fonte de informação, como pode ser observado nas seguintes falas:

“Para pesquisas antes de aplicar alguns conteúdos, buscando desafios e
exercícios diferentes como referência às pesquisas dos alunos”.
“Quando solicito aos alunos alguma pesquisa que já verifiquei”.

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“Para pesquisas e momento de leitura”.
“Nas aulas de religião e relacionamentos”.
“Utilizada como base, sendo outros recursos um complemento”.
“Utilizo-a periodicamente para consultar gramáticas diferenciadas, periódicos
e revistas semanais, estes como fonte para texto”.
“Utilizo os livros voltados a Educação para educar e disciplinar os alunos
”leitura””.

Referente ao ambiente da biblioteca escolar percebe-se que a grande maioria
dos professores que a utilizam (72%), acredita que a biblioteca oferece condições
satisfatórias para suas atividades, e 18% julga que o espaço seja insuficiente.
Quanto aos serviços prestados pela biblioteca, todos os envolvidos
manifestam utilizar; o serviço de empréstimo de livros é o que aparece em maior
evidência.
Observa-se que há consenso em que à utilização da Internet não dispensa o
uso da Biblioteca Escolar (gráfico a seguir), podendo ser evidenciado nas seguintes
falas dos sujeitos:

“O contato com a literatura original, com os detalhes que só o livro possui”
“É necessário que o aluno manuseie o material de pesquisa”
“A biblioteca torna-se mais prática e acessível, uma vez que o livro (literário
ou não), ou revistas podem ser manuseados”
“Não deveria; mas o que vemos constantemente são alunos que buscam
apenas na Internet”

Ao serem questionados sobre o papel da Biblioteca Escolar frente à pesquisa
na Internet, todos vêem a Internet com um complemento, um direcionamento, um
apoio para o estudo, como pode ser observado nas seguintes falas:

“Como professora pedia que os alunos tivessem os livros como base e a
Internet ilustração e atualização de dados.”
“Auxiliar em pesquisas direcionando o aluno para complementar e enriquecer
suas pesquisas.”
“É um direcionamento ao estudo.”

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“A biblioteca é o referencial para a pesquisa e leituras e a Internet um
complemento (obviamente muito utilizada).”

Fomentando a discussão do papel pedagógico da Biblioteca Escolar, ao
serem questionados evidencia-se o conhecimento dessa problemática, de acordo
com as seguintes falas:

“Auxiliar os alunos em pesquisas, desenvolvendo projetos que estimulem a
leitura e desperte o gosto pela mesma”
“Estímulo à leitura, desenvolvimento do espírito crítico, fonte de informação”
“Prover todo ou parte do material de pesquisa e atualização”.
Por outro lado, quando indagado o papel pedagógico do profissional que está
à frente da Biblioteca Escolar, surgem as seguintes observações:
“Criar condições de pesquisa, fazer uma ponte com os professores
apresentando sugestões por áreas”
“Viabilizar e sugerir literatura coerente ao trabalho desenvolvido em sala”
“Auxiliar o professor desenvolvendo projetos e colaborando para que o indivíduo
(aluno) crie o hábito e desperte o gosto pela leitura”

No entanto, quando utilizado o método de observação, não se constata essa
prática, pois o profissional responsável por essa Biblioteca Escolar exerce outras
funções, a exemplo da Central de Cópias estar no interior da biblioteca.
Após análise dos dados, apresentamos de acordo com a revisão de literatura
algumas sugestões para a direção, coordenação pedagógica bem como a
responsável pela biblioteca escolar para que o ambiente seja mais bem aproveitado.
De acordo com que fora apresentado no primeiro capítulo, a biblioteca escolar
tem um papel pedagógico a ser exercido no âmbito da escola; e a exemplo do que
Cichoski (1999) coloca, há necessidade de fazer um Planejamento Anual de
Atividades da Biblioteca, em que a responsável pela mesma terá de dialogar com a
direção, coordenação e corpo docente sobre as atividades pedagógicas que a
biblioteca poderá trabalhar durante o ano letivo.
Por outro lado, segundo Silva, W. (2003) a coordenação pedagógica poderá
dialogar com a responsável pela biblioteca sobre o planejamento anual dos
professores para que a mesma forneça informações a fim de que o professor possa

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identificar quais materiais se encontram na biblioteca e qual suporte melhor para
utilizá-los com seus alunos.
Por sua vez, a direção deverá reordenar as funções acumuladas sobre a
responsável da biblioteca, proporcionando que mesma realize as funções a que se
destina a biblioteca escolar.
No entanto, isso só poderá ser concretizado se de fato a direção da escola
aplicar política de investimento para a Biblioteca Escolar quer seja na contratação de
pessoal qualificado, isto é, um bibliotecário escolar, bem como na automatização da
mesma, visto que há precariedade nos serviços de empréstimos e atualização do
acervo.

5 Conclusão

Diante das discussões apresentadas nessa pesquisa constata-se que a
Biblioteca Escolar é a alma da escola. É um instrumento pedagógico para os
docentes, um guia do conhecimento para os educandos. Fragoso (2005, p 47)
menciona sobre a biblioteca ser: "[...] o coração da escola, concedendo vida à
comunidade escolar, uma vez que permanece em constante sintonia com o
processo pedagógico", após análise dos dados, constatou-se que o Colégio
Adventista Jardim dos Estados, investiu em um espaço para ter a Biblioteca Ellen G.
White, mas se faz necessário adequação desse espaço para que seus usuários,
alunos e professores, possam ter prazer em utilizá-la, investir no quadro pessoal,
contratando um profissional bibliotecário para organizar as informações, que estão
desorganizadas no ambiente da biblioteca, direcionando as atividades pedagógicas
da mesma.
Portanto, a biblioteca precisa encontrar o seu lugar dentro da escola. Através
das atividades relacionadas nesse trabalho, nos mostra que o papel pedagógico do
“bibliotecário escolar”, será fundamental para que a biblioteca escolar encontre a sua
real identidade.
A Internet por sua vez, não é a vilã nessa história, o que ocorre, é que muitos
alunos por desconhecerem o ambiente da biblioteca escolar não a utiliza para
realizar suas pesquisas.
A forma como os alunos têm apresentado as suas pesquisas nos faz repensar
qual o papel que a biblioteca escolar tem exercido ou influenciado nessa busca, e ao

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fazerem essas buscas através da Internet, sem se preocupar com o conteúdo que
está no trabalho, que na verdade acaba sendo uma mera cópia de arquivos e
documentos na maioria das vezes nem lidos, analisados e muito menos
compreendidos por esses alunos.
É preocupante como a cada dia mais os professores menos exigem e avaliam
esses trabalhos, aceitando de qualquer maneira.
Conclui-se, portanto, que a pesquisa via Internet não é responsável pelo
descaso ou desvalorização da biblioteca escolar. Na realidade ela não se encontrou
como tal, e as poucas pesquisas realizadas na biblioteca, infelizmente é a tradicional
cópia de verbetes de enciclopédias, segundo Milanesi (1983), bem distante do seu
objetivo que é ser utilizada como fonte de informação.
A internet é uma ferramenta essencial para a Biblioteca Escolar, é nela que os
alunos podem aprender a navegar em um mundo diversificado, dinâmico, capaz de
se renovar todo dia, e cabe a Biblioteca Escolar correlacionar a prática como virtual.
Não obstante, verifica-se a necessidade de continuar novos olhares sobre
essa temática, pois constata-se que esse objeto de estudo na Biblioteconomia não
está esgotado, uma vez que há relevância social para esse questionamento.
Contudo, não basta apenas apresentar a Biblioteca Escolar no ambiente da escola,
é necessário um movimento para de fato tirar a Biblioteca Escolar do papel
coadjuvante e alçá-la como um dos elementos protagonizantes na construção do
conhecimento dentro da escola.

Referências

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>A relação entre a Biblioteca Escolar e a Internet no Colégio Adventista Jardim</text>
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              <text>Nas Bibliotecas Escolares constata-se o descaso e a desvalorização desseambiente, em que muitas escolas estão fechando as portas dessas bibliotecas,privando o aluno desse contato, substituindo-as por salas de informática, maisespecificamente pela pesquisa na Internet, na maioria das vezes feita semorientação adequada. A pesquisa procura demonstrar a necessidade de se ter umabiblioteca escolar e o seu papel frente aos impactos das pesquisas na Internet, ondetrabalhando conjuntamente fortalecerão a educação. Diante disso, a referidapesquisa procura trazer ao debate, contribuições para o seguinte questionamento:Com o advento das novas tecnologias da informação e comunicação no contexto doambiente educacional, no caso a Internet, qual o papel das Bibliotecas Escolaresnesse cenário?</text>
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