<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="2112" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/2112?output=omeka-xml" accessDate="2026-06-24T22:19:27-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="1194">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/8/2112/392-401-3-PB.pdf</src>
      <authentication>4d73ddf1da3f702c49504bb98fe0f07b</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26159">
                  <text>XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

REPOSITÓRIO DIGITAL: DSPACE COMO UMA FERRAMENTA DE GESTÃO DA
INFORMAÇÃO EM ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA
Daniele Cristina Gonçalves Brene Pires
Mestranda do PPGCI – ECA/USP
Universidade de São Paulo - USP
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – São Paulo - Brasil
danielebrene@gmail.com

José Fernando Modesto da Silva
Docente do PPGCI – ECA/USP
Universidade de São Paulo - USP
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – São Paulo - Brasil
fmodesto@usp.br

RESUMO
Escritórios de advocacia precisam criar estruturas gerenciais que tratem a
informação estrategicamente. A gestão da informação apresenta-se como
ferramenta para essa finalidade. Objetiva-se refletir sobre a sua aplicação em
escritórios de advocacia por meio da construção de repositórios digitais e seu
impacto na geração do conhecimento organizacional. Para isso, desenvolveu-se um
estudo descritivo baseado em revisão de literatura. Conclui-se, preliminarmente, que
os repositórios institucionais estruturam os ciclos e fluxos informacionais e que
podem colaborar para construção de conhecimento e competências organizacionais
nestas organizações. Considera-se o Dspace como um repositório digital pertinente
para a gestão da informação em ambiente jurídico.
Palavras-chave: Gestão da Informação. Repositório digital. Escritório de advocacia.
Dspace.
ABSTRACT
Law firms need to create management structures that address the information
strategically. The information management is presented as a tool for this purpose. It
aims to think about their application in law firms by building digital repositories and
their impact on the construction of organizational knowledge. This work is
characterized as a descriptive study based on literature review. It is concluded
preliminarily that institutional repositories structured informational cycles and flows
which can contribute to building knowledge and organizational competences in these
organizations. It is considered that DSpace is a relevant digital repository for
information management in law firms.
Keywords: Information management. Digital repository. Law firm. Dspace.

5402

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

1 INTRODUÇÃO

Inicia-se essa reflexão a partir de uma das premissas mais difundidas no meio
acadêmico atualmente. A mudança de uma sociedade de estrutura industrial para
uma que, para alguns, é definida como Sociedade Pós-Industrial e, para outros,
como Sociedade da Informação e do Conhecimento.
Intenta-se responder algumas questões a respeito dos impactos dessas
transformações no ambiente jurídico, mais especificamente, sobre os escritórios de
advocacia. As indagações que norteiam o desenvolvimento desse raciocínio são: os
escritórios de advocacia sofreram ou sofrem alguma influência com essas
transformações? O advogado pode ser entendido como um trabalhador do
conhecimento?

Como

os

bibliotecários

podem

atuar

nesse

cenário

em

transformação?
Compreender tal panorama permitirá aprofundar a análise dos efeitos da
gestão da informação jurídica sob a geração de competências essenciais. Objetivase entender se as técnicas e as ferramentas da gestão da informação podem
colaborar para o surgimento de novas competências organizacionais por meio da
utilização de repositórios institucionais.
Este trabalho caracteriza-se como um estudo descritivo baseado em revisão
de literatura. Está em fase inicial e, portanto, não esgota o estudo sobre a gestão da
informação e seus impactos nas organizações. Ainda que preliminarmente, abre
caminho para examinar a validade das seguintes hipóteses iniciais: i) a gestão da
informação colabora para o surgimento de novas competências organizacionais em
ambientes empresariais, agregando valor aos serviços prestados; e ii) os
repositórios institucionais apresentam-se como ferramentas para a colaboração,
transformando-se

em

um

recurso

para

a

construção

do

conhecimento

organizacional.
A escolha do escritório de advocacia decorre de suas características, que o
concebem enquanto uma organização do conhecimento, nos moldes definidos por
Choo (2003).
5403

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

2 CAMINHOS DA CONSTRUÇÃO DA NOVA SOCIEDADE
O capitalismo é o cenário ideológico de todas as revoluções. Considera-se
que as maiores transformações, que culminaram na construção da sociedade da
informação e do conhecimento, estão relacionadas aos resultados trazidos pelos
novos sentidos apreendidos pelo homem em seus processos de produção de bens e
capital.
O homem constrói a sua realidade a partir de seu relacionamento com o
ambiente (BERGER; LUCKMANN, 2001) e, a partir da sua relação com os novos
modos de geração de riqueza ao longo dos últimos 100 (cem) anos, ele foi capaz de
compreender que o conhecimento é a sua principal fonte de sobrevivência.
Para atingir tal ponto, no entanto, é necessário compreender a evolução
histórica que justifica o conhecimento como estrutura do modo de vida humano.
Peter Drucker (2001) destaca as três principais revoluções que culminaram no
reconhecimento do conhecimento como o principal recurso da sociedade e das
organizações contemporâneas: a i) revolução industrial, ii) da produção e iii) da
administração.

Essa última apresenta o conhecimento como instrumento de

trabalho e traz uma revalorização das pessoas. O conhecimento não é mais um
mero recurso utilizado nas empresas, mas o principal deles. Isso formaliza uma nova
estrutura social, econômica e política. Como destaca Gonçalves (2010, p. 6)
[...] O conhecimento apresenta-se como ferramenta estratégica para o
crescimento e para o desenvolvimento das nações. Enquanto que no
fordismo, a concentração e especialização do trabalho representaram uma
mudança de paradigmas organizacionais, nesta nova era, o conhecimento e
a gestão da informação representam valores estratégicos para o sucesso
econômico em qualquer setor produtivo.

Esse discurso possui um significado importante para os escritórios de
advocacia. Nessas organizações empresariais, todo o trabalho desenvolvido está
baseado em informação e conhecimento. É, portanto, uma organização que existe
em função desse recurso ou daquilo que as pessoas, no caso os advogados, são
capazes de fazer com ele.
5404

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Algumas

peculiaridades

interferem

na

estrutura

organizacional

e

administrativa dos escritórios jurídicos. Segundo Selem e Bertozzi (2005), a
advocacia precisa desenvolver um novo modo de pensar e de mensurar os
resultados auferidos. Novos comportamentos precisam ser criados nesses espaços,
em especial, aqueles relacionados aos advogados, enquanto trabalhadores do
conhecimento.
2.1 A organização baseada em conhecimento
Se existe o trabalhador do conhecimento, deve haver um lugar onde ele
possa ser capaz de exercer suas atividades. Esse lugar é a organização onde ou
para a qual ele presta seus serviços. As organizações deixaram de ser vistas
apenas como espaços de produção de bens de consumo materiais, e passaram a
ser reconhecidas como ambientes de produção de conhecimentos de valor ou
inovação agregada, inseridos na

prestação de serviços ou fornecimento de

produtos.
Assim, a organização do conhecimento pode ser definida como aquela que:
[...] possui informações e conhecimentos que a tornam bem-informada e
capaz de percepção e discernimento. Suas ações baseiam-se numa
compreensão correta de seu ambiente e de suas necessidades, e são
alavancadas pelas fontes de informação disponíveis e pela competência de
seus membros. A organização do conhecimento possui informações e
conhecimentos que lhe conferem uma especial vantagem, permitindo-lhe
agir com inteligência, criatividade e, ocasionalmente, esperteza. [...].
(CHOO, 2003, p. 31).

As organizações baseadas em conhecimento sustentam-se diretamente pela
produção, distribuição e uso da informação e do conhecimento. Decorrem de uma
estrutura econômica que está, no mesmo sentido, baseada nestes recursos. Nesses
ambientes, a distribuição e o uso da informação são tão importantes quando o

5405

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

processo de criação de conhecimento, pois a sua circulação e processamento são a
força motriz para a geração de novos conteúdos (AMORIM, 2013)1.
Valentim (2008) afirma que, nessas empresas “Os fazeres organizacionais
são alicerçados por informação, conhecimento e tecnologias de informação e
comunicação

(TICs),

cuja

imbricação

tem

transformado

os

ambientes

organizacionais significativamente”. Esses ambientes são inundados de informações
estruturadas e não estruturadas cujo fluxo precisa ser controlado para gerar
benefícios. Organizações do conhecimento, portanto, são aquelas que possuem a
capacidade de controlar seus fluxos informacionais, direcionando a informação para
o lugar e pessoa certa.
Nesse sentido, um dos principais instrumentos para a administração de uma
organização do conhecimento é a gestão informacional. Por meio dela, é possível a
tomada de decisão correta. Como afirma Choo (2003, p. 17) “No coração da
organização do conhecimento está a administração dos processos de informação,
que constituem a base para criar significado, construir conhecimento e tomar
decisões”.
Ao explorar os principais aspectos que descrevem uma organização do
conhecimento, concebe-se que os escritórios de advocacia possuem todas as
características inerentes a esse modelo de estrutura organizacional.
3 ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA COMO ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
O escritório de advocacia pode ser definido como empresa que processa,
aplica e transfere informação e conhecimento, apoiando a busca de soluções às
necessidades apresentadas por seus clientes. A essência de seu trabalho é
transformar uma informação, geralmente de acesso público, em um recurso que
possa trazer solução adequada ao caso em julgamento. O conhecimento acumulado

1

AMORIM, W. Economia baseada em conhecimento. 2013. Aula da disciplina Gestão do
conhecimento do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Economia e Administração,
ministrada em abril de 2013.
5406

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

nestas organizações envolve recursos tecnológicos, conteúdo informacional e
interações entre pessoas (FULIN, 2006).
Portanto, escritórios de advocacia são naturalmente repositórios de informação e de
conhecimento. São espaços de processamento informacional (PIRES; LOPES;
VALLS, 2013).
Os escritórios enfrentam um momento peculiar de transição do velho modo de
estruturação de bancas jurídicas para um novo modelo. Passam a ser entendidos
como grandes empresas e, para sobreviver à competitividade do setor, iniciam a
incorporação de modelos gerenciais (SELEM; BERTOZZI, 2005).
Pires, Lopes e Valls (2013), identificaram as principais mudanças que ocorrem na
estruturação das bancas brasileiras e as resumiram no quadro exposto a seguir:
Quadro 1 – Escritórios de advocacia: análise das tendências, perfis e características necessárias
para profissionalização do negócio.
(continua)
TENDÊNCIA
Acordos, alianças e fusões
Aumento da concorrência
Administração profissional
Chief Executive Officer (CEO)

Gestão de pessoas / Gestão
por competências

ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA
CARACTERÍSTICA
PERFIL
Sucesso nos negócios
- Estabelece concorrência com
grandes escritórios.
Crescimento
- Pró-atividade
- Inteligência competitiva
- Planejamento estratégico
Empresa de prestação de - Perfil empresarial
serviços

Não identificado

- Seleção de pessoas;
- Plano de carreira;
-Avaliação de desempenho;
- Planos de remuneração;
- Benefícios agregados;
Aproveitamento
de
conhecimento e habilidade de
pessoas;
- Retenção de talentos;
- Realocação de talentos;
- Ação de motivação;
- Formação de equipes;
- Qualidade de vida dos
funcionários;
- Desligamento de pessoas.

5407

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Quadro 1 – Escritórios de advocacia: análise das tendências, perfis e características necessárias
para profissionalização do negócio.
(conclusão)
Novos modelos de gestão

- Chief Executive
(CEO)
- Chief Knowledge
(CIO)
o

Officer
Officer

Identificação precisa do perfil
de clientes para adequação
de atendimento de suas
expectativas
Novo período permeado pela
visão estratégica

Cliente é
organização

centro

Sociedade com sócios de
diferentes áreas
Departamento de áreas

Atendimento cuja visão
genérica X específica.
Não identificado

Certificação ISO 9001
Pró-atividade

Foco no cliente
Marketing jurídico

Investimento em carreira de
profissionais
Controle do conhecimento
produzido
Imagem do escritório

Gestão de pessoas

da

Visão estratégica

é

Gestão do conhecimento e da
informação
Marketing jurídico

Inovação
Conhecimento do mercado
Conselhos
executivos
/ Não identificado
Consultivo
Fonte: Pires; Lopes; Valls, 2013.

- Conhecimento / Informação /
Inteligência / Planejamento
- Pessoas
- Recursos materiais e financeiros
- Atendimento personalizado dos
clientes
- Identificação de novos nichos
- Planejamento de recursos
- Planos de ação
- Planos de meta
- Escritórios full service
-Informação e conhecimento
- Recursos humanos
- Gestão financeira
- Gestão da qualidade
- Marketing
- Sistema de gestão da qualidade
- Análise do mercado para
verificar nichos e antecipar ações
estratégicas
Capital intelectual como maior
ativo da empresa
- Atualização constante
- Vantagem competitiva
- Arquitetura arrojada, bem
definida e que transmita a filosofia
de atendimento e trabalho do
escritório
- Presença na mídia
- Criatividade
Administração participativa

A verificação do Quadro 1 permite considerar que as principais mudanças
estão relacionadas a adoção de ferramentas gerenciais para a profissionalização da
gestão dos escritórios jurídicos. Há uma preocupação em relação a estratégia do
negócio e, por isso, novas reflexões surgem em relação ao conhecimento, pessoas
e tecnologias. Chama-se a atenção para a percepção da necessidade do controle do
conhecimento produzido. No quadro, as características relacionadas com essa
tendência são: a utilização de ferramentas de gestão do conhecimento e gestão da
5408

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

informação, que tem suas aplicações justificadas pela vantagem competitiva que
proporcionam.
O conhecimento é reconhecido como o coração do escritório jurídico, como
lê-se:
[...] o conhecimento é o bem maior em um escritório de advocacia. A soma
do capital intelectual de cada um dos seus membros é infinitamente mais
valiosa do que a soma de seus bens ativos. Todavia, para sobreviver em
momentos de alta competição e atingir a longevidade, é preciso fazer esse
conhecimento circular. O compartilhamento do conhecimento individual dos
membros do escritório agregará um valor absoluto às atividades realizadas
e às soluções oferecidas aos clientes (SELEM; BERTOZZI, 2005, p. 80).

Diante disso, umas das principais ações em um escritório de advocacia deve
ser a gestão de fluxos informacionais que estimulem a geração de bases
consistentes de conhecimento. Isso permitirá que o capital intelectual seja
institucionalizado por meio do conhecimento organizacional.
4 GESTÃO DA INFORMAÇÃO EM ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA
Os escritórios jurídicos passam a ser percebidos como uma empresa criadora
de conhecimento (NONAKA; TAKEUCHI, 1998). Por isso, precisam capacitar-se
para criar estruturas e ferramentas que possibilitem a gestão dos processos de uso
da informação.
Segundo Choo (2003, p. 50), é importante que os três processos de usos
estratégicos da informação (criação de significado, a construção de conhecimento e
a tomada de decisão) sejam geridos em um ciclo contínuo de aprendizagem. Esse
processo é denominado de ciclo do conhecimento. Nesse contexto, a gestão da
informação apresenta-se como uma ferramenta fundamental “[...] porque propicia a
melhora dos fluxos informacionais, agregando dinamicidade, valor e controle,
através de métodos, técnicas, procedimentos e ferramentas de gestão que
dinamizam o desempenho da organização, mas sempre com o foco nas pessoas
que participam do processo” (MORAES; FADEL, 2008, p. 28).

5409

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

A gestão da informação surge na década de 1970, e ganha posterior impulso,
juntamente com a teoria da gestão do conhecimento, como uma das possíveis
respostas aos novos desafios organizacionais. “A GRI [Gestão de Recursos
informacionais], que teve Forest Woody Horton Jr. como um de seus principais
precursores (SAVIC, 1992), diz respeito aos processos gerenciais voltados para a
identificação, aquisição e uso da informação para o alcance de objetivos e metas
organizacionais” (BARBOSA; SEPÚLVEDA; COSTA, 2009, p. 14).
Souza; Dias e Nassif (2011, p. 59) reforçam que a gestão da informação é
uma teoria que “[...] envolve os estudos e as práticas gerenciais que permitem a
construção, a disseminação e o uso da informação. Esse processo engloba a gestão
de recursos informacionais e de conteúdos, de tecnologias da informação e das
pessoas envolvidas nesses sub-processos”.
Neste trabalho, adota-se a definição de gestão da informação dada por Detlor (2010,
p. 103, tradução nossa), que diz:
O que é gestão da informação (GI)? Gestão da informação é o
gerenciamento de todos os processos e sistemas que criam, adquirem,
organizam, armazenam, distribuem e usam a informação. O seu objetivo é
ajudar pessoas e organizações a acessarem, processarem e usarem a
informação de forma eficiente e eficaz. Assim, as organizações operam
mais competitivamente e estrategicamente, e ajudam as pessoas a
realizarem suas tarefas e a se tornarem mais informadas. [...]. Gestão da
informação é vista como um controle sobre todo o ciclo informacional.

Mas, uma questão importante pode ser levantada. O que é necessário fazer
para que se elaborem estruturas adequadas para que a gestão da informação seja
capaz de controlar todo o ciclo informacional?
Anteriormente, discutiu-se que uma organização do conhecimento é aquela
que consegue gerenciar o ciclo de conhecimento que possui. Para que isso seja
possível, é necessário compreender três processos fundamentais que ocorrem em
relação a informação, e que são i) necessidade de informação, ii) busca de
informação e iii) uso da informação.
Além disso, é importante considerar o ambiente de processamento da
informação, com seus impactos da necessidade cognitiva e reações emocionais, e o
5410

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

ambiente do uso da informação em suas dimensões situacionais. Essa proposta é
conhecida como estrutura teórica de busca e uso da informação.
É a partir da análise e compreensão desses aspectos que será possível
estabelecer uma política mais adequada para a definição de fluxos informacionais.
Informação para quem? Quando? Em que contexto?
Das respostas encontradas para essas perguntas será possível definir como a
informação será estruturada e sistematizada, de forma que sejam estabelecidos
fluxos formais para o seu gerenciamento (VALENTIM, 2008).
A função central da gestão da informação é proporcionar à empresa uma
estrutura informacional definida, bem como, o seu planejamento e execução. É um
modelo gerencial que se preocupa com estes problemas.
Em escritórios de advocacia, segundo Barreto (2002), as informações estarão
registradas em pelo menos três principais fontes:
a) produção jurídica: documentos gerados internamente;
b) produção intelectual: documentação de caráter opinativo, pareceres, teses,
artigos entre outros;
c) produção externa: documentos externos gerados por doutrinadores do
Direito, juízes em julgamento de casos (Doutrina, legislação e jurisprudência).
Além dessas, Platt (1997) e Jorges (2006) relacionam outras fontes onde a
informação pode ser encontrada, tais como: banco de dados, diretório de contatos,
calendário de eventos, newsletter, informação de clientes, memorandos, cartas de
opinião,

resumos,

relações

interpessoais,

conversas,

reuniões,

palestras,

seminários, reuniões técnicas periódicas e documentação.
A gestão da informação pode ser iniciada em escritórios considerando esses
recursos, mas é importante que também seja observada a relação entre a
necessidade, busca e uso da informação, como proposto por Choo (2003). Assim, o
resultado a gestão da informação será potencializado. Outro aspecto fundamental é
tecnologia da informação, cuja utilização adequada permite o controle otimizado do
ciclo informacional.
5411

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

5 REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
Para que seja possível o alcance de estratégias de gestão da informação,
importa que outros dois conceitos estejam presentes: o uso das tecnologias da
informação e de comunicação (TICs) e a formação de redes de colaboração. Temse, como desafio, a criação de um ambiente propício a colaboração por meio da
disponibilização de uma plataforma de conhecimento adequada à necessidade de
informação.
Nesse ambiente, uma plataforma de colaboração pode ser representada
pelos repositórios digitais, que são sistemas de informação dedicados ao
armazenamento, preservação, divulgação e acesso à produção intelectual. Esses
sistemas caracterizam-se por assegurar acesso transparente, suporte a ampla
tipologia de documentos, multidisciplinariedade, autoarquivamento, preservação e
gerenciamento digital. Por isso, pode ser um instrumento de estímulo à colaboração
e ao intercâmbio de informações entre uma comunidade organizacional (MÁRDERO
ARELLANO, s.d.).
Os repositórios podem ser percebidos como redes de transformação e centro
de cálculos, cuja função principal é estruturar os ciclos informacionais para a
geração de novos conhecimentos (LATOUR, 2008). Representa, portanto, uma
ferramenta para a gestão da informação e para a manutenção da vantagem
competitiva, pois:
A vantagem competitiva das organizações está sustentada pela renovação
permitida pela complementação do ciclo da informação e conhecimento,
que é representado pela criação, reprodução, cumprimento do objetivo,
estoque informacional (repositórios de conhecimento atualizados), nova
necessidade e renovação que apoiam os objetivos estratégicos.
(ROSSETTI et al., 2008).

Sua concepção está relacionada às iniciativas de acesso aberto (open
access) e software livre. Podem ser temáticos ou institucionais. No primeiro caso,
serão dedicados ao gerenciamento de conteúdos de um determinado tema. No
5412

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

segundo, serão voltados para a sistematização e controle da coleção de uma
instituição.
São amplamente utilizados em instituições acadêmicas. Foram pensados e
estruturados para gerenciar a informação, objetivando otimizar a comunicação
científica. Podem ser definidos como: “[...] sistemas de informação que armazenam,
preservam, divulgam e dão acesso à produção intelectual de comunidades
universitárias” (IBICT, 2013.). Apresentam duas questões estratégicas importantes,
que são:
a) aumento da visibilidade da produção científica da instituição, servindo como
um indicador para mensuração de sua qualidade;
b) reforma do sistema de comunicação científica ao expandir as possibilidades
de acesso aos resultados científicos. Devolvem ao meio acadêmico o controle
sobre as suas publicações.
Os repositórios suportam diferentes tipos de conteúdos e formatos de
documentos e permitem a gestão e disseminação do conhecimento de uma
determinada comunidade. Devem ser pensados como um recurso tecnológico que
suporta o conceito de gestão documental, como explicam Viana; Márdero Arellano;
Shintaku (s.d.)

“Os repositórios institucionais podem ser pensados como parte de

uma ação dentro da gestão documental, que inclui sua criação, tratamento,
transmissão e acesso”.
Desta forma, entende-se que os repositórios institucionais podem ser uma
ferramenta

para

a

publicação

e

disseminação

de

conteúdos

produzidos

organizacionalmente, independente de sua característica acadêmica.
Acredita-se que, por ser uma ferramenta que permite gerenciar todas as
etapas do ciclo informacional e documental, os repositórios digitais podem ser
usados para proporcionar o acesso e a preservação de documentos gerados
digitalmente em escritórios de advocacia. Podem ser importantes ferramentas para
bibliotecas jurídicas porque, ao utilizá-los, os documentos digitais são descritos,

5413

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

indexados, classificados por coleção,

preservados e

disponibilizados

para

recuperação (LITLLE, 2011, p. 65-66).
Ao adotar os sistemas de repositórios, as bibliotecas caminham para uma
outra forma de tratamento da informação digital, permitindo uma maior divulgação
dos documentos gerados institucionalmente. Nesta iniciativa, o bibliotecário é
fundamental, em especial, na escolha do sistema utilizado, na definição da estrutura
e das políticas de gestão das comunidades e coleções envolvidas. Segundo Litlle
(2011, p. 66) algumas perguntas devem ser consideradas:
a) quem são os usuários e quais as requisições do sistema?
b) quem é o público-alvo?
c) qual o nível de dificuldade da instalação, manutenção e uso do sistema?
d) que tipos de arquivos serão gerenciados?
e) qual a expectativa de uso que se tem em relação ao repositório?
A escolha do sistema ideal para a gestão das informações é fundamental e
estratégica, até para uso eficiente da mesma. Uma má escolha pode inviabilizar o
processo desejado.
Outra preocupação é a ampla divulgação do sistema,

pois, por possuir uma

natureza de autopublicação, o crescimento desse banco de dados será sustentado
pelos próprios usuários.
Por ser um veiculo de autopublicação por natureza, os arquivos/repositórios
abertos solicitam, apenas, uma promoção institucional para seu uso. As
instituições reconhecem os materiais arquivados e os valorizam,
estabelecendo as ligações entre a informação que precisam e aquela que
desejam disponibilizar abertamente. (VIANA; MÁRDERO ARELLANO;
SHINTAKU, s.d.)

Tendo essas premissas como orientação para a escolha do sistema, acreditase que o software Dspace seja um modelo adequado à construção de um repositório
digital em bibliotecas jurídica.

5414

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

6 DSPACE EM ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA
O Dspace é uma das iniciativas de repositórios com maior aceitação
internacional. É um software livre, customizável de acordo com as características
requeridas pela organização. Pode ser definido como:
[...] uma plataforma que permite a captura de itens em qualquer formato –
texto, vídeo, áudio e dados. E os distribui pela internet. Ele indexa os
conteúdos e, por isso, os usuários podem pesquisar e recuperar as
informações. Ele preserva os conteúdos digitais. Ele permite uma forma de
gestão de materiais e publicações de pesquisa em um repositório de
estrutura profissional para dar a eles maior visibilidade e acessibilidade a
qualquer tempo. Dspace é geralmente utilizado como um repositório. Ele
possui três papéis principais: 1) facilitar a captura e inserção de materiais,
incluindo os metadados; 2) facilitar o acesso aos materiais por meio de
listas e pesquisas; 3) facilitar a preservação digital ao longo do tempo.
(DURASPACE, 2013).

Embora o software seja utilizado por instituições acadêmicas e de pesquisa, o
seu uso não é restrito a esses ambientes. No sítio do Dspace, é apresentado como
uma opção de escolha para universidades, organizações não governamentais
(ONGs) e organizações comerciais que desejam construir bibliotecas digitais
(DSPACE, 2013).
O software é resultado de uma parceira entre Hewlett Packard (HP) e
Massachusetts Institute of Technology (MIT). O seu desenvolvimento teve por
objetivo permitir a gestão dos artigos publicados anualmente pelos acadêmicos da
Universidade (DURASPACE, 2013). Desde então, o sistema é mantido atualizado
pela Duraspace Federation e está em sua versão 3.1.
Modesto (2005) comenta que o DSpace é um sistema configurável, com um
complexo sistema de submissão que permite controlar o acesso e a inserção de
conteúdos digitais.
A estrutura do Dspace permite a organização das informações em
comunidades e coleções e, por isso, a estrutura organizacional pode ser refletida na
5415

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

arquitetura informacional do sistema (BLATTMANN; WEBER, 2008), o que pode
facilitar a recuperação de informação e a interação dos usuários.
No ambiente do serviço de informação, o programa tem sido usado como um
repositório de dados de pesquisas, registros diversos, coleções de conteúdos
digitais e material didático. Outra aplicação está no aspecto da preservação dos
conteúdos digitais. O DSpace foi concebido também para esta finalidade, aceitando
uma variedade de formatos (texto, imagem, vídeo e áudio) o que possibilita custodiar
conteúdos diversos, tais como: livros, artigos, relatórios técnicos, documentos de
trabalho, textos de conferências, dissertações e teses eletrônicas, dados
(estatísticos, geoespaciais, entre outros.), programas de computador, modelos e
simulações visuais, etc.
O programa especifica regras de utilização e de formatos digitais suportados.
Permite adotar procedimentos que garantam a segurança dos conteúdos
armazenados. Entre os procedimentos encontra-se a realização de cópias de
segurança e de migração de um suporte obsoleto para outro mais atual. Além disso,
para cada item inserido no sistema é atribuído um identificador único que assegura a
recuperação na ocorrência de mudança dos dados.
O Dspace ocupa-se com todos os processos da gestão informacional.
Requisitos relacionados a colaboração, gestão e validação de conteúdos, e
preservação digital estão integrados a sua estrutura.
Quando repositórios institucionais como o Dspace são construídos em uma
comunidade, abre-se a possibilidade para que seus membros possam colaborar com
a gestão dos conteúdos gerados interna e externamente, o que agrega valor às
informações processadas pela organização.
Neste sentido, acredita-se ser o sistema uma ferramenta de gestão da
informação aplicável em escritórios de advocacia, de forma que os conteúdos
produzidos e/ou capturados sejam gerenciados, facilitando a recuperação e acesso
à informação geradora de inovação nesses ambientes.
O Dspace tem sido utilizado em muitas iniciativas no Brasil. Dentre elas,
mencionamos três na esfera do Poder Judiciário:
5416

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

a)

Biblioteca Digital Jurídica (BDJUR)2 que é mantida pelo Superior Tribunal
de Justiça (STJ) e Consórcio BDJUR, uma rede de bibliotecas digitais dos
Órgãos do Poder Judiciário;

b)

Biblioteca Digital do Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região
(BDTRT Rio)3 mantida pela Secretaria de Gestão do Conhecimento deste
Órgão.

c)

Biblioteca Digital do Tribunal Regional do Trabalho da Terceira Região
(BDTRT MG)4, cujo projeto integra o planejamento estratégico deste Tribunal.
A disponibilização está prevista para este ano.
Assim, a opção pela utilização do Dspace em escritórios deve observar os

requisitos e necessidades desses ambientes. Além disso, requer um cuidadoso
planejamento de implantação. Os requisitos tecnológicos não impedem a sua
instalação, já que a configuração do servidor não exige investimento significativo. No
entanto, é necessário conhecimento do sistema operacional Linux e da estrutura do
Dspace para sua customização, configuração de layout, dos metadados e
formulários de submissão. A criação de comunidades e coleções é simples. Existem
empresas que são certificadas pelo Duraspace para a prestação desses serviços.
No Brasil, Provider IT Neki Tecnologies possui essa certificação.5 Há, também, a
possibilidade de contratação de profissionais com esse tipo de competência.
Desta forma, em relação a implantação do Dspace, embora o sistema seja
aberto e gratuito, devem ser considerados os custos para sua instalação,
customização e cursos de capacitação para sua operacionalização.
Importa considerar os impactos que o sistema causará na cultura
organizacional do escritório, em especial, em relação a sua utilização e às formas
de estímulo para a colaboração dos advogados no depósito de informações
relevantes. Por ser um aspecto relevante, sugere-se o desenvolvimento de

2

Disponível em http://bdjur.stj.jus.br.
Disponível em http://bd1.trt1.jus.br/xmlui.
4
Informações disponíveis em https://trt3.jus.br/gestaoestrategica/download/carteira_projeto/14_e.pdf.
5
http://www.provider-nt.com.br/
5417
3

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

treinamentos e programas de conscientização sobre a importância da cooperação e
da colaboração na construção do conhecimento coletivo e da competência
organizacional.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os

escritórios

de

advocacia

são

diretamente

impactados

pelas

transformações que ocorrem na Sociedade da Informação. Pelas características que
essas transformações impõe à estrutura corporativa, tem-se o escritório jurídico
como uma empresa criadora de conhecimento (NONAKA, TAKEUCHI, 1998; CHOO,
2003). Enquanto organização de conhecimento, os escritórios precisam ser capazes
de criar estruturas e ferramentas que possibilitem gerir os processos de uso da
informação. Para isso, torna-se crucial mapear e identificar as suas necessidades de
informação

(CHOO,

2003).

Considerando

todos

os

aspectos

abordados,

compreende-se os advogados como trabalhadores do conhecimento (DRUCKER,
2001).
A construção de um repositório institucional em escritório jurídico deve
embasar-se na compreensão conceitual da gestão da informação e de seus
processos. Também deve observar a relação entre a necessidade, busca e uso da
informação. Assim, o resultado da gestão será potencializado. O uso adequado da
tecnologia da informação permite o controle otimizado do ciclo informacional.
O repositório pode ser percebido como uma rede de transformação cuja
função principal é estruturar os ciclos informacionais para a geração de novos
conhecimentos.
O Dspace apresenta-se como uma opção de repositório para a gestão da
informação em escritórios de advocacia, porque possui em sua estrutura todos os
processos relacionados ao ciclo de fluxos de informação, que possibilita a criação
de um espaço para o compartilhamento e construção do conhecimento. Por meio do
seu uso é possível selecionar, adquirir (de depósitos feitos pelos usuários),

5418

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

organizar, armazenar e distribuir a informação produzida pelo escritório em função
de sua atuação.
Entretanto, mesmo antes da escolha de uma plataforma de tecnologia para
hospedar o repositório institucional, bibliotecas ou outras organizações dentro de
uma instituição devem considerar cuidadosamente seu modelo de serviço, políticas
e plano de negócios para o sistema. Executá-lo, até mesmo com o DSpace que é
um software livre e de código aberto, requer recursos e planejamento cuidadoso
para implantação e operacionalização.
Por

fim,

como

os

bibliotecários

podem

atuar

nesse

cenário

em

transformação? Entende-se que a gestão da informação abre um espaço profícuo
de atuação deste profissional, que tem em seus domínios teóricos e práticos a
possibilidade de estruturar um espaço para a colaboração da construção do
conhecimento e competência organizacionais em escritórios de advocacia.
REFERÊNCIAS
BARBOSA, R.R.; SEPÚLVIDA, M.I.M.; COSTA, M.U.P. da. Gestão da informação e
do conhecimento na era do compartilhamento e da colaboração. Inf. &amp; Soc.Est.,
João Pessoa, v.19, n.2, p. 13-24, maio/ago. 2009.
BARRETO, A.R. Projeto de gestão do conhecimento e gestão eletrônica de
documentos em jurídico de empresas. In: Infoimagem. 2002. São Paulo.
Disponível
em:&lt;http://www.collecta.com.br/img/conteudo/conteudo_48_CONTEUDO_37_INFOI
MAGEM_DEPJURIDICO.PDF&gt;. Acesso em: 13 abr. 2012.
BLATTMANN, U.; WEBER, C. Dspace como repositório digital na organização.
Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.13, n.2, p.467485, jul./dez., 2008.
BERGER, P.L., LUCKMANN, T. A construção social da realidade. Petropolis:
Vozes, 2001.
CHOO, C. W. A organização do conhecimento: como as organizações usam a
informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. 3. ed.
São Paulo: Senac, 2003.

5419

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

DETLOR, B. Information management. International Journal of Information
Management, n. 30, p. 103–108, 2010.
DSPACE. About Dspace: introduction. 2013. Disponível em: &lt;
http://www.dspace.org/introducing&gt;. Acesso em: 11 abr. 2013.
DRUCKER, P. F. O melhor de Peter Drucker: o homem. São Paulo: Nobel, 2001.
DURASPACE. About Dspace. 2013. Disponível em:&lt;
http://www.duraspace.org/about_dspace&gt;. Acesso em: 11 abr. 2013.
FULLIN, C. B. Perspectivas futuras para a demanda de profissionais da informação
e a organização da informação jurídica nos escritórios de advocacia de Campinas.
Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.3, n.2,
p.31-42, jan./jun. 2006.
GONÇALVES, C. L. D.; SCUDELER, M.A. As perspectivas da advocacia na nova
economia. Revista Idea, v. 2., n. 1, p. 1 – 15, jul./dez. 2010.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA. 2013.
Dspace: glossário. Disponível em: &lt;
http://dspace.ibict.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=43&amp;Itemid=77&gt;.
Acesso em: 10 abr. 2013.
JORGES, C.M. Uma visão construtivista da gestão do conhecimento e os
escritórios de advocacia. 2006. In. International Business Communications. São
Paulo, 2006.
LATOUR, B. Redes que a razão desconhece: laboratórios, bibliotecas, coleções. In:
BARATIN, Marc; JACOB, Christian (Orgs.) O poder das Bibliotecas: a memória
dos livros no Ocidente. Rio de Janeiro: UFRJ, 2000, p. 21-44.
LITTLE, G. Solutions in Search of Problems? The Challenges and Opportunities of
Institutional Repositories. The Journal of Academic Librarianship, v. 38, n. 1, p. 65
– 67, jan. 2012.
MÁRDERO ARELLANO, Miguel Ángel. Repositórios institucionais Dspace.
Disponível em:
&lt;http://dspace.ibict.br/dmdocuments/Repositorios_Institucionais_DSpace.pdf&gt;.
Acesso em: 29 out. 2012.
MODESTO, F. DSpace na biblioteca para ampliar os serviços de informação. Info
home, Dezembro/2005. Disponível em:
http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=238. Acesso em: 17 abr. 2013.
5420

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

MORAES, Cássia Regina Bassan de; FADEL, Rosângela. Triangulação
metodológica para o estudo da gestão da informação e do conhecimento em
organizações. In: VALENTIM, Marta Lígia Pomim (Org.). Gestão da informação e
do conhecimento no âmbito da Ciência da Informação. São Paulo: Polis, 2008.
NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa : como as
empresas japonesas geram a dinâmica da inovação . 16. ed. Rio de Janeiro:
Elsevier, 1997. 358 p.
PLATT, N. Knowledge management: can it exist in a law office? Part 1. 1997.
Disponível em:&lt; http://www.llrx.com/features/km.htm&gt;. Acesso em: 15 mar. 2012.
PIRES, D.C.G.B.; LOPES, J. VALLS, V. Gestão do conhecimento em escritórios
de advocacia: sua aplicação enquanto ferramenta para a vantagem competitiva. No
prelo.
ROSSETTI, A.; PACHECO, A.P.R.; SALLES, B.; GARCIA, M.; SANTOS, N. A
organização baseada em conhecimento: novas estruturas, estratégias e redes de
relacionamento. Ciência da Informação, Brasília, v. 37, n. 1, p. 61-72, jan./abr.
2008.
SELEM, L.; BERTOZZI, R. A reinvenção da advocacia. Rio de Janeiro: Forense,
2005.
SOUZA, E. D. de; DIAS, E. J. W.; NASSIF, M. E. Informação e do conhecimento na
Ciência da Informação: perpectivas teóricas e práticas organizacionais. Inf. &amp;
Soc.:Est., João Pessoa, v.21, n.1, p. 55-70, jan./abr. 2011.
VALENTIM, M. L. P. Gestão da informação e gestão do conhecimento em ambientes
organizacionais: conceitos e compreensões. Tendências da Pesquisa Brasileira
em Ciência da Informação, Brasília, v.1, n.1, p.1-16, 2008a. Disponível em:&lt;
http://inseer.ibict.br/ancib/index.php/tpbci/article/view/3/14&gt;. Acesso em: 10 jul. 2012.
VIANA, C. L. M.; MÁRDERO ARELLANO, M. A.; SHINTAKU, M. Repositórios
institucionais em Ciência e Tecnologia: uma experiência de customização do
Dspace. [s.d.]. Disponível em:&lt; http://eprints.rclis.org/7168/1/viana358.pdf&gt;. Acesso
em: 10 abr. 2013.

5421

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="8">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7176">
                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7177">
                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7178">
                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8556">
                <text>Florianópolis/SC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="26151">
              <text>Repositório digital: dspace como uma ferramenta de gestão da informação em escritórios de advocacia</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="26152">
              <text>Daniele Cristina Gonçalves Brene</text>
            </elementText>
            <elementText elementTextId="26153">
              <text>José Fernando Modesto da Silva</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="26154">
              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="26155">
              <text>FEBAB</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="26156">
              <text>2013</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="26158">
              <text>Escritórios de advocacia precisam criar estruturas gerenciais que tratem a informação estrategicamente. A gestão da informação apresenta-se como ferramenta para essa finalidade.  Objetiva-se refletir sobre a sua aplicação em escritórios de advocacia por meio da construção de repositórios digitais e seu impacto na geração do conhecimento organizacional. Para isso, desenvolveu-se um estudo descritivo baseado em revisão de literatura. Conclui-se, preliminarmente, que os repositórios institucionais estruturam os ciclos e fluxos informacionais e que podem colaborar para construção de conhecimento e competências organizacionais nestas organizações. Considera-se o Dspace como um repositório digital pertinente para a gestão da informação em ambiente jurídico. </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="66075">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="2">
      <name>cbbd2013</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
