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                  <text>XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

LEITURA DOCUMENTÁRIA: ESTUDO COM OS BIBLIOTECÁRIOS
NA ÁREA JURÍDICA DA CIDADE DE JOÃO PESSOA
Sara Stefânia Travassos de Brito
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal
da Paraíba - UFPB e Bacharel em Direito pelo Centro
Universitário de João Pessoa - UNIPÊ, e-mail:
saratravassos_@hotmail.com
Geysa Flávia Câmara de Lima Nascimento
Docente do curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal
da
Paraíba
UFPB,
e-mail:
geysaflavia@gmail.com
Rosana Amâncio Pereira
Graduanda do curso Biblioteconomia pela Universidade
Federal
da
Paraíba
UFPB,
e-mail:
rosanabiblioarq@gmail.com

RESUMO
Apresenta a característica da subjetividade da indexação dos Bibliotecários Jurídicos
na cidade de João Pessoa. Apresenta, ainda, o modus operandi desta atividade. A
Leitura Documentária (LD) é como o pontapé para que iniciemos a atividade da
indexação, já que esta é a ferramenta utilizada pelos profissionais bibliotecários para
que se possa dar uma diretriz no momento da busca. Mostramos a indexação como
meio de recuperação de informações. Utilizamos para tanto, como campo de
pesquisa a Biblioteca do Centro de Ciências Jurídicas – CCJ/UFPB, a Biblioteca Dr.
Hugo Rodrigues dos Santos – MPPB, a Biblioteca Desembargador Osias Nacre
Gomes – TJ/PB, a Biblioteca Procurador João Jurema – TRE/PB e a Biblioteca
Sociólogo Odilon Ribeiro Coutinho – TRT 13ª Região. Utilizou-se, ainda, a entrevista
para que fossem coletados os dados que precisávamos para complementar a
pesquisa acerca da subjetividade no ato de indexar.
Palavras-chave: Indexação. Leitura Documentária. Bibliotecário Jurídico.
ABSTRACT
Has the characteristic of subjectivity indexing of Legal Librarians in the city of João
Pessoa. It also presents the modus operandi of this activity. The Documentary
Reading (L0D) is like the kick we start the activity index, since this is the tool used by
professional librarians who can give a guideline at the time of the search. Indexing
means to show the information retrieval. Used for both, as a research field the Center
Library of Juridical Sciences - CCJ / UFPB Library Dr. Hugo Rodrigues dos Santos MPPB the Library Judge Osias Nacre Gomes - TJ / PB, the Library Attorney John
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Jurema - TRE / PB and Library Sociologist Odilon Ribeiro Coutinho - TRT 13th
Region. It was used also for the interview to colect the data we needed to
complement the research on subjectivity in the act of indexing.
Keywords: Information. Indexing. Documentary Reading. Legal Librarian.

1 INTRODUÇÃO
Inicialmente, o presente trabalho monográfico foca sua análise no estudo com
alguns Bibliotecários Jurídicos (BJ) na cidade de João Pessoa, pesquisando acerca
da LD, contribuindo para uma melhor explanação do assunto.
Procuramos demonstrar a relevância do Bibliotecário Indexador (BI) no que
tange à capacidade de informar ao usuário, de forma rápida e precisa, por meio de
dados colhidos de determinadas obras, dando-lhes a oportunidade de demonstrar
como tal trabalho é feito, e de quantas formas ele pode ser elaborado atingindo o
mesmo resultado, relatando de maneira eficaz e técnica as informações daquela
obra, ora apresentada.
A preocupação central do trabalho, aqui apresentado, se dá quanto à forma
que cada BJ vai se utilizar para indexar. Ainda que a técnica seja a mesma, a
interpretação de cada profissional não vai ser igual ao dos demais profissionais.
Todo Bibliotecário tem uma maneira ímpar de indexar.
A escolha do tema traça a subjetividade que a atividade de indexação traz à
tona quando o BI trabalha com a técnica e com seu ponto de vista. Descreve, ainda,
a importância do uso das Linguagens Documentárias para que possamos ter uma
melhor recuperação da informação, auxiliando, assim, o usuário a interagir com o
conteúdo.
A LD enfatiza o papel do BI, no caso concreto, o BJ, para que possamos
analisar a subjetividade utilizada por meio de dados colhidos em diferentes
bibliotecas jurídicas e com alguns bibliotecários que assumem essa função de
indexar as obras escolhidas.
Em razão da elaboração do trabalho em questão, o mesmo foi feito por meio
de análises de LD de cada bibliotecário no momento em que desempenhava tal
tarefa.
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Foi feito, ainda, por meio de uma pesquisa qualitativa, levantamentos
bibliográficos, publicações de periódicos, monografias e artigos divulgados na
internet. O estudo envolve aspectos técnicos e sociais.
Na

pesquisa

qualitativa,

trabalhamos

o

aspecto

descritivo,

assim,

descrevemos a opinião de profissionais e analisamos o processo a partir da visão
destes profissionais. Fazemos uma correlação dos fatos colhidos e apresentamos
seus resultados.
Diante do exposto, foram estabelecidos os seguintes objetivos deste estudo:
2 OBJETIVO GERAL
Avaliar o processo de indexação nas bibliotecas jurídicas na cidade de João
Pessoa, promovendo reflexões sobre a adequação da representação dos termos no
tratamento da informação.
2.1 Objetivos Específicos
 Conhecer as fontes informacionais que permeiam a Ciência do Direito a partir
da pesquisa do acervo bibliográfico nas bibliotecas jurídicas;
 Mostrar a importância do papel do bibliotecário jurídico no tratamento,
recuperação e disponibilização da informação para os usuários dos serviços
de uma biblioteca especializada em Direito;
 Identificar os descritores utilizados na representação dos livros jurídicos,
verificando sua adequação para uma recuperação satisfatória da informação.
3 INDEXAÇÃO
A finalidade da indexação é a de atender a necessidade do usuário no
momento em que este deseja realizar uma busca, facilitando-a. É a necessidade de
recuperar conforme aquilo que o usuário quer. Dessa forma, identificamos a
indexação como o ponto de partida para uma fácil e rápida recuperação
informacional, de maneira eficiente e rica em detalhes.
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O bibliotecário indexador utiliza-se de ferramentas mentais e não só
sistemáticas para atingir seu objetivo, objetivo este que é o de disseminar a
informação de maneira adequada aos que a buscam. Esta questão aborda a
cognição da indexação.
A linguagem é um elemento importante na indexação. Destacamos a
Linguagem Documentária. A indexação, enquanto atividade que cria representações
de conteúdos explícitos e implícitos dos documentos utiliza-se de uma linguagem
constituída de termos que podem ser armazenados ou usados para busca em
linguagem natural ou convertidos para o vocabulário do sistema, ou seja, uma
Linguagem Documentária.
A Linguagem Documentária pode ser considerada como uma ferramenta que
representa a informação do documento de forma condensada.
Como bem preleciona Boccato (2009):
A linguagem documentária desempenha um papel fundamental na
indexação e recuperação da informação. Quando a linguagem
documentária não corresponde às necessidades de representação dos
conteúdos dos documentos [...] afeta a atuação desses processos,
comprometendo a realização de buscas e serviços.

Na mesma linha de pensamento, Lara (2004, p.232) condiciona o uso da
linguagem documentária como ferramenta facilitadora da busca pela informação
desejada:
A denominação Linguagem Documentária, além de referir-se ao conjunto
dos diferentes tipos de instrumentos especializados no tratamento da
informação bibliográfica (sistemas de classificação enciclopédicos ou
facetados e tesauros), designa, de modo mais amplo e completo, a
linguagem especialmente construída para organizar e facilitar o acesso e a
transferência da informação.

A indexação deve fornecer ao usuário um resultado eficaz, de modo que
facilite a difusão da informação. As LDs transformam o conhecimento em
informação, como bem preleciona Nascimento (2008), fazendo um paralelo com as
Linguagens Naturais. Nascimento (2008) é feliz quando traduz o objetivo das
Linguagens Documentárias dessa maneira. É outra forma de enxergar a LD.
Ainda assim, sabemos que é necessário um conhecimento prévio da estrutura
do texto para que a LD seja realizada com sucesso. Tal prerrogativa passa a ser
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quase uma exigência, principalmente em se tratando de bibliotecas especializadas,
onde é importante que o profissional conheça o seu local de trabalho para que este
possa melhor atender às necessidades daqueles que ali estão para usufruir de um
bom atendimento.
Podemos separar a indexação em duas etapas: a indexação manual e a
indexação automática. A indexação manual é subdividida em análise conceitual e
tradução, na visão de Lancaster (2004) e de Bruzinga et al. (2007). Já a indexação
automática é subdividida em indexação por extração automática e indexação por
atribuição automática.
A indexação manual não é considerada o meio mais ágil para a disseminação
informacional, já que seu processo é lento, como o próprio nome diz, é feito
manualmente, um a um, sendo necessária uma leitura e uma análise aprofundada
de cada documento, consumindo o tempo do profissional indexador. Além da
morosidade no procedimento, a inconsistência quanto ao que é indexado preocupa a
classe de bibliotecários. Borko (1977 apud GUEDES, 1994, apud BRUZINGA et.al.,
2007, p.183) descreve esta inconsistência como sendo:
a inconsistência interindexadores (diferentes indexadores atribuindo
diferentes termos-índice a um mesmo conceito/documento) e intraindexador
(o mesmo indexador atribuindo diferentes termos-índice a um mesmo
conceito/documento, em diferentes momentos).

Quanto à indexação automática, esta é tida como menos complexa, já que o
fator tempo é poupado. Ainda que seja feita a indexação obra por obra, como na
indexação manual, a indexação automática tem como aliado uma memorização de
palavras e conceitos já utilizados anteriormente e que foram guardados no meio
digital que é utilizado para indexar os documentos, auxiliando o indexador e
tornando o trabalho mais hábil.
Na indexação por extração, os termos são extraídos do próprio documento.
Estes termos são selecionados e servem para representar o conteúdo de
determinado documento. Percebe-se que todas as informações utilizadas na
indexação partem diretamente da obra analisada. Na indexação por atribuição, os
termos que vêm a representar o documento são aqueles vindos de outra fonte que
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não o próprio documento, de uma fonte externa. Uma dessas fontes é o próprio
indexador. Pode-se dizer, também, que a partir de um vocabulário controlado é
possível fazer uma indexação por atribuição, já que o vocabulário controlado é
aquele que hierarquiza os conceitos e representa áreas temáticas.
Sabe-se que a indexação facilita o processo de recuperação da informação,
como já dito anteriormente. Para dar início a esse processo de fornecimento de
informações, temos a LD. É preciso otimizar o tempo do usuário, e, para tanto utilizase a LD como meio para que a informação seja disseminada de forma mais ágil.
Segundo Fujita (2004, s.p.):
Qualquer processo de compreensão de texto escrito é, portanto, um ato de
comunicação que envolve três variáveis: o leitor munido de objetivos para a
leitura, o texto contendo as ideias do autor e o contexto composto de
elementos influentes na leitura.

O bibliotecário como leitor profissional que o é, precisa entender o processo
de comunicação no qual o texto foi criado.
Para Santos (2009, p.6):
A leitura documentária permitirá identificar aspectos externos do documento
que fornecerão as informações referentes ao contexto do mesmo e a
identificação de aspectos internos do texto com relação a sua estrutura e
conteúdo.

É a forma de o bibliotecário expressar, de expor, aquilo que é “implícito” aos
olhos do usuário, fazendo com que o mesmo tenha acesso a informações ali
contidas que talvez desconhecesse, e assistindo àqueles que as buscam.
Tomamos por indexador o profissional que cataloga, classifica e indexa algum
documento. É aquele que analisa o assunto do documento em questão, é, ainda,
aquele que compreende, ou tenta compreender, de modo geral, o documento
apresentado para então descrever seu teor de forma que a informação seja
recuperada e disseminada eficazmente. Boccato (2012) assevera:
[...] as visões holística e coletiva do bibliotecário indexador são privilegiadas,
contribuintes para a definição de um tratamento temático da informação e
na modelagem de sistemas de recuperação da informação. A partir dessa
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concepção, a área de Ciência da Informação volta-se para uma dimensão
teórica focada por abordagens interpretativas, centradas no aspecto
semântico e no contexto social da informação, do bibliotecário indexador e
do usuário.

Analisando o que Boccato (2012) nos apresenta, percebemos a relevância do
papel desempenhado pelo bibliotecário indexador. Quando ela fala na visão
holística, temos a dimensão desta atividade. A necessidade de entender o fenômeno
informação e o modo pelo qual esta será passada para os consulentes. A Ciência da
Informação centrada na significação do que o bibliotecário, a informação e o usuário
representam transparece verdadeiramente o papel do profissional disseminador de
informações.
Um ponto relevante a se destacar é a importância do indexador conhecer bem
o ambiente de trabalho para o qual prestará serviço. No caso concreto aqui
apresentado, o indexador tem de conhecer bem a área jurídica, tem de entender
aquilo pelo o que os usuários buscam. Assim, numa biblioteca jurídica, é de suma
importância inteirar-se acerca da linguagem jurídica para melhor auxiliar o usuário
quando da disseminação informacional.
4 TRILHA METODOLÓGICA
Optamos pela pesquisa qualitativa que tem por objetivo traduzir e expressar o
sentido dos fenômenos do mundo social. Trata-se de reduzir a distância entre
indicadores e indicados, entre teoria e dados, entre contexto e ação (Maanen, 1979,
p.520 apud SILVA, 2010). O método escolhido para a realização da investigação é a
pesquisa descritiva por permitir a observação, o registro, a análise e a correlação
dos fatos. (MARCONI; LAKATOS, 2002, p. 20)
Para dar início à pesquisa de campo escolhemos as obras que seriam
indexadas e preparamos um itinerário para seguirmos e apresentar tais obras aos
BJs que seriam posteriormente entrevistados. Após selecionarmos quais bibliotecas
iríamos nos dirigir, preparamos as perguntas e colocamos os BJs a par do que
estava sendo pesquisado.

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Os títulos foram apresentados aos BJs e estes ficaram à vontade, por tempo
indeterminado, utilizando-se de diversas fontes para realizarem tal atividade. Ao
terminarem a indexação, estes responderam às perguntas que lhe foram feitas. A
técnica de coleta de dados eleita foi a entrevista, por permitir a proximidade da
pesquisa com a atuação do profissional na área de indexação.
Para nossa pesquisa optamos trabalhar com a entrevista padronizada
(estruturada) que tem como característica o roteiro que é seguido pelo entrevistador,
construído de forma prévia, onde as perguntas aos indivíduos da pesquisa são
predeterminadas. Ela é elaborada por formulário e aplicada em pessoas escolhidas
dentro do universo a ser explorado.
Delimitamos como campo de nossa pesquisa cinco bibliotecas jurídicas na
cidade de João Pessoa, quais sejam: Biblioteca do Centro de Ciências Jurídicas –
CCJ/UFPB; Biblioteca do Ministério Público da Paraíba – MP/PB; Biblioteca do
Tribunal de Justiça da Paraíba – TJ/PB; Biblioteca do Tribunal Regional Eleitoral da
Paraíba – TRE/PB e; Biblioteca do Tribunal Regional do Trabalho – TRT 13ª Região.
O universo da pesquisa constituiu-se de 5 (cinco) bibliotecários que exercem
sua função nestas bibliotecas jurídicas da cidade de João Pessoa.
A pesquisa desenvolveu-se entre os meses de março e abril de 2013 nos três
turnos: manhã, tarde e noite; a depender da flexibilidade nos horários dos
bibliotecários para serem entrevistados. Para preservação do anonimato dos
entrevistados, utilizamo-nos da sigla (BJ) – bibliotecário jurídico, e números. Este
cuidado ajuda no processo de interpretação e análise dos dados.
A escolha dos títulos foi aleatória, dentro da nossa biblioteca pessoal, onde
elegemos quatro áreas distintas do Direito, a saber: Direito da Criança e do
Adolescente; Direito Civil; Medicina Legal e Direito Penal. O quantitativo de
descritores para cada título não foi estabelecido.

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Tela 1- Livro 1

AUTORIA: Carvalho, Jeferson Moreira de.
TÍTULO: Adoção Internacional / estatuto da criança e do adolescente e
convenção de Haia / Jeferson Moreira de Andrade.EDIÇÃO: 2.ed. revista e atualizada
IMPRENTA: Belo Horizonte : Del Rey, 2012.
DESCRIÇÃO FÍSICA: 90p.ASSUNTOS:
NÚMERO DE CHAMADA: 347 C331a 2.ed.
SIGLA DO ACERVO: CCJ_MON

Fonte: Dados da Pesquisa, 2013

A presente obra ressalta a importância da adoção internacional e facilita a
leitura sobre o tema. Os cinco bibliotecários jurídicos indexaram a obra escolhida e
chegaram à seguinte relação de assuntos:
Quadro 1 - Indexação do livro “Adoção Internacional: estatuto da Criança e do Adolescente e
Convenção de Haia”

BJ 1
BJ 2
BJ 3
BJ 4
BJ 5

Descritor 1
Direito
Internacional

Descritor 2
Adoção

Descritor 3
Adoção
Internacional

Direito
Internacional
– Adoção
Adoção
Internacional
Adoção

Estatuto da
Criança e do
Adolescente
Adoção
Estatuto da
Criança e do
Adolescente
Menores

Estatuto da
Criança e do
Adolescente

Descritor 5
Convenção
de Haia

-

Descritor 4
Estatuto da
Criança e do
Adolescente
-

-

-

-

Convenção
de Haia

Lei
8.069/1990

-

Adoção
Internacional

Direito
Comparado

-

-

Fonte: Dados da Pesquisa, 2013.

Ao analisarmos os descritores escolhidos pelos bibliotecários jurídicos,
verificamos a verossimilhança entre os assuntos atribuídos às obras que lhes foram
apresentadas. Observamos, ainda, que os profissionais bibliotecários poderiam ter
ido além do que o título da obra oferece. Talvez, o que mais tenha se aprofundado
tenha sido o Bibliotecário Jurídico 4, que utilizou-se da numeração da lei para
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designar o Estatuto da Criança e do Adolescente de maneira distinta. É certo que
todos os bibliotecários descreveram a obra de maneira unitária. Nenhum deles
desvirtuou-se do caminho que deveriam seguir, sem descrevê-la como algo que não
fizesse parte da obra. O BJ1 foi o único a descrever a obra como „Convenção de
Haia‟, abrangendo o leque de descritores da mesma.
Concluímos que a respeito do livro sobre Adoção Internacional os
bibliotecários jurídicos foram fiéis ao que a obra representa. Talvez pudessem ter se
aprofundado mais e levantar questões possivelmente utilizadas para busca.
Tela 2- Livro 2

AUTORIA: Gonçalves, Carlos Roberto.
TÍTULO: Direito civil brasileiro : v.6 / Direito de família / Carlos Roberto
Gonçalves.EDIÇÃO: 8.ed. revista e atualizada
IMPRENTA: São Paulo : Saraiva, 2011.
DESCRIÇÃO FÍSICA: v.6
NOTAS: v.6 direito de família
ASSUNTOS:
NÚMERO DE CHAMADA: 347(81) G635d 8.ed.
SIGLA DO ACERVO: CCJ_MON

Fonte: Dados da Pesquisa, 2013

Dentre outros assuntos referentes à modalidade da família, a obra abarca de
maneira marcante a evolução desta, desde o Código de 1916 até o vigente Código
de 2002. Trata ainda sobre a relação homoafetiva e as novas determinações acerca
desta nova forma de família.
Após a indexação dos bibliotecários jurídicos, temos como assuntos os
seguintes descritores:

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Quadro 2 - Indexação do livro “Direito Civil Brasileiro: direito de Família”

BJ 1
BJ 2
BJ 3
BJ 4
BJ 5

Descritor
1
Direito
Civil
Direito
Civil –
Brasil
Direito de
família
Direito de
família
Direito
Civil –
Brasil

Descritor
2
Brasil
Direito de
Família –
Brasil
Direito
Pessoal
Direito de
família

Descritor 3

Descritor
4
-

Descritor
5
-

Descritor
6
-

-

-

-

-

-

-

-

Direito
Patrimonial
-

União
Estável
-

Tutela

Curatela

-

-

Direito de
Família
-

Fonte: Dados da Pesquisa, 2013.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, os bibliotecários jurídicos utilizaram
informações bastante semelhantes ao descreverem o livro de Direito Civil. Ao
analisarmos o quadro de descritores vemos que todos os bibliotecários
descreveram-no como “Direito de família”, e pelo menos metade descreveu-a
também como “Direito Civil”. Notamos que alguns foram mais sucintos que outros,
mas que a pesquisa sobre esta obra seguiu uma mesma linha de raciocínio.
Tela 3 - Livro 3

AUTORIA: França, Genival Veloso de.
TÍTULO: Medicina Legal / Genival Veloso de França.EDIÇÃO: 9.ed.
IMPRENTA: Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2011.
DESCRIÇÃO FÍSICA: 694p. : il.ASSUNTOS:
NÚMERO DE CHAMADA: 340.6 F814m 9.ed.
SIGLA DO ACERVO: CCJ_MON
Fonte: Dados da Pesquisa, 2013

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“Medicina Legal” do professor Genival Veloso de França atribui novas
informações sobre as propostas da medicina legal, ajudando na melhoria das
perícias médico-legais onde “os elementos integrantes do corpo de delito sejam
devidamente ressaltados no interesse da Justiça como contribuição insubstituível à
verdade material que se quer provar.” (Nota do Autor)
A seguir, os assuntos atribuídos pelos bibliotecários jurídicos à obra que lhes
foi apresentada:
Quadro 3 - Indexação do livro “Medicina Legal”

BJ 3
BJ 4

Descritor 1
Medicina Legal
Medicina Legal –
Brasil
Medicina Legal
Medicina Legal

BJ 5

Medicina Legal

BJ 1
BJ 2

Descritor 2
Ética Médica
Perícia Médicolegal
-

Fonte: Dados da Pesquisa, 2013.

Diante da avaliação acerca dos descritores, observa-se a similaridade na
maneira de indexar destes cinco bibliotecários. O assunto “medicina legal” se fez
presente em todas as pesquisas e marca a indexação do Bibliotecário Jurídico 3, ao
indexar tal obra com apenas este descritor.
A obra do professor Veloso foi a que menos obteve assuntos relacionados.
Em todas as bibliotecas utilizadas na pesquisa, os bibliotecários mal a abriram,
utilizando-se apenas do que ali continha no título. Os Bibliotecários Jurídicos 1 e 4
aventuraram-se e expandiram sua visão ao descreverem com mais de uma opção
tal obra.
Conclui-se, que o livro de “Medicina Legal” foi a obra mais rápida a ser
indexada, sem muitos detalhamentos. Tal fato deve-se a pouca intimidade que os
bibliotecários jurídicos tinham com o material, tendo-se em vista que este tipo de
obra não é encontrada nas bibliotecas ora avaliadas.

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Tela 4 - Livro 4

AUTORIA: Bitencourt, Cezar Roberto.
TÍTULO: Tratado de Direito Penal / parte especial 2 / Cezar Roberto
Bitencourt.EDIÇÃO: 10.ed. de acordo com a Lei 12.033/2009
IMPRENTA: São Paulo : Saraiva, 2010.
DESCRIÇÃO FÍSICA: 506p.
ASSUNTOS:
NÚMERO
DE CHAMADA: 343 B624t 10.ed.
Tela 4: Livro
4
SIGLA DO ACERVO: CCJ_MON

Fonte: Dados da Pesquisa, 2013

“Tratado de Direito Penal: Parte Especial 2” do jurista Cezar Roberto
Bitencourt, trabalha os crimes contra a pessoa e, como critério metodológico,
atribuiu um capítulo para cada crime, seguindo a linha do Código Penal. Os delitos
previstos neste título vão do artigo 121 ao artigo 154 do Código Penal Brasileiro
(CPB).
Observa-se a seguir os assuntos conferidos ao que foi exposto aos
profissionais:
QUADRO 4 - Indexação do livro “Tratado de Direito Penal parte especial 2”

BJ 3

Descritor 1
Direito Penal
Direito Penal –
Tratado – Brasil – 2
Direito Penal

BJ 4

Direito Penal

BJ 5

Direito Penal

BJ 1
BJ 2

Descritor 2
Brasil
Parte especial

Descritor 3
-

Crimes contra a
pessoa
Crimes contra a
pessoa
Crimes contra a
pessoa

Responsabilidade
penal
-

Fonte: Dados da Pesquisa, 2013.

Mais uma vez analisamos a semelhança quanto a indexação e ao modo de
indexar de cada Bibliotecário.

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Assim como nas obras anteriores, todos os bibliotecários utilizaram ao menos
um descritor igual. Neste caso o termo “Direito Penal”, que remete ao título, foi
aquele utilizado por todos os bibliotecários jurídicos.
Novamente, na obra apresentada, os profissionais fizeram uso dos termos
descritivos encontrados no título, sem maiores detalhes do que há dentro da mesma.
5 ENTREVISTA
Como foi feita a indexação a partir das obras apresentadas para a
pesquisa?
BJ 1: “A indexação na Biblioteca Setorial do CCJ é realizada através do
sistema OrtoDocs da Biblioteca Central da UFPB, que nos permite importar dados
no formato MARC.”
BJ 2: “Usei a tabela CDU junto com o catálogo de assunto daqui da
biblioteca. Que é de assunto que é a de indexação.”
BJ 3: “Classificação, catalogação e o sistema SIAB.”
BJ 4: “Sem o auxílio de vocabulário controlado, ou seja, indexação livre, os
termos não foram associados no momento da indexação, portanto pós-coordenada.”
BJ 5: “Através da análise do conteúdo foi escolhido o termo de acordo com o
assunto do livro para futura recuperação da informação.”
A respeito da pergunta que lhes foi feita, os bibliotecários jurídicos (BJ)
responderam-na de maneira clara. Em suas respostas explicaram que utilizaram,
além dos softwares que são implantados em cada biblioteca, os vocabulários
controlados que estão ao seu dispor. No caso específico do BJ4, este se utilizou da
indexação pós-coordenada, que “[...] são aquelas que combinam ou coordenam os
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termos no momento da busca. São utilizadas principalmente em sistemas
automatizados.” (ARAÚJO et al, 2011)
Quão relevante é a indexação dentro das bibliotecas jurídicas?
BJ 1: “A indexação nas bibliotecas jurídicas tem sua relevância por trabalhar
diretamente na linguagem do documento, traduzindo-a para uma linguagem
controlada, vocabulário controlado, viabilizando, assim, uma representação temática
do documento, o que permite uma pesquisa eficaz das informações contidas no
acervo documental, ou seja, uma boa indexação facilita tanto a busca como a
recuperação da informação.”
BJ 2: “Para ter um acesso melhor aos assuntos, porque sem a indexação fica
sem localizar os livros na estante. A indexação é o principal.”
BJ 3: “Facilita muito para o empréstimo dos livros.”
BJ 4: “A indexação é essencial no tratamento de jurisprudência e legislação.”
BJ 5: “Muito importante, haja vista a localização rápida do artigo ou livro do
assunto pesquisado.”
Sob análise das respostas colhidas para a segunda pergunta, percebemos
que foi comum aos BJs a importância da indexação quando da necessidade de
recuperação informacional. Quando observamos o que foi dito nas respostas
referentes à terceira pergunta, notamos que as dificuldades foram as mais diversas.
Enquanto uns acreditam não haver dificuldades, outros as expõem de forma que nos
mostra claramente o que se enfrenta para que a informação desejada esteja ao
alcance do consulente.
As respostas colhidas foram claras e objetivas, sem maiores detalhamentos.
Alguns bibliotecários apresentaram maior agilidade quando desempenhava tal
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atividade e outros se atinham às obras com mais afinco. Não queremos dizer que
um bibliotecário ágil indexa melhor ou pior que um Bibliotecário mais moroso.
Queremos apenas expor como foi realizada a atividade. Para que os bibliotecários
ficassem mais à vontade, não impusemos um limite de descritores para cada um
deles. Assim, alguns deles preferiram seguir as regras internas de suas instituições
tomando como base o limite de cinco assuntos. Quando aplicada a entrevista,
alguns dos profissionais não se sentiram familiarizados com o que estava sendolhes perguntado, mas não houve problema em respondê-las. Observamos a
subjetividade da indexação, quando percebemos a similaridade, ou até mesmo
igualdade, nos assuntos que foram utilizados. A diferença encontrada foi na
quantidade de descritores que cada bibliotecário utilizou-se.
Quanto à receptividade, fomos sempre bem atendidos e os entrevistados
colocaram-se à inteira disposição para todo e qualquer tipo de orientação posterior
àquele encontro.
Quais obstáculos são encontrados quando se pretende indexar?
BJ 1: No momento da indexação, o único obstáculo encontrado em nossa
Biblioteca é o de domínio da língua estrangeira, seja qual for, pois não temos
Bibliotecários com conhecimento em outro idioma que não a língua portuguesa.
BJ 2: “Atualização do material da CDU. A que nós temos já não é tão nova, é
uma xerox de 1997.”
BJ 3: “Nenhum.”
BJ 4: “A precariedade dos instrumentos especializados como tesauros
especializados em direito.”

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BJ 5: “Quando o livro trata de assuntos que requerem mais conhecimento de
quem está indexando, mas fazendo uma leitura técnica, encontramos os conceitos
ou tesauros que vão identificar os assuntos contidos na obra.”
6 CONCLUSÃO
Com o presente trabalho não se teve a pretensão de esgotar o tema da LD, o
que acreditamos, fosse esse nosso objetivo, resultaria em uma tarefa inatingível pela
dificuldade em realizar uma efetiva pesquisa acadêmica aprofundada, dispondo de
métodos, instrumentos analíticos, e, sobretudo, de tempo. Além disto, a temática
possui muitas peculiaridades teóricas, conceituais e operacionais transformando-se
num mosaico analítico rico em premissas, possibilidades e efeitos.
A indexação toma forma a partir da análise do texto que é apresentado ao
bibliotecário, no nosso caso, ao bibliotecário jurídico. Tal análise é denominada de
Leitura Documentária, as conhecidas LDs. Assim, vemos que sem uma indexação
adequada a informação não terá como ser disseminada, já que o usuário procurará
por determinado assunto e não o encontrará, ou encontrará algo que não se encaixe
naquilo que ele busca. É preciso ter conhecimento daquilo que está sendo
trabalhado. É preciso saber do que se trata a obra que está sendo indexada. Nas
bibliotecas jurídicas que visitamos é possível observar que os assuntos não são tão
detalhados quanto os de outras áreas do conhecimento.

O indexador precisa

encontrar descritores que sejam compatíveis com o que o autor propõe. O que nos
chamou a atenção quando da leitura prévia para a elaboração deste foi a questão da
subjetividade que cada bibliotecário indexador carrega consigo. A individualidade no
momento de desempenhar seu papel. Um segundo ponto que nos chamou muito a
atenção foi o fato de que ao analisarmos os quadros de descritores vemos que
quase não há subjetividade. Analisando outros trabalhos que seguem a mesma linha
deste, vimos que há uma tamanha divergência entre os bibliotecários. Analisamos
demais pesquisas e chegamos a conclusão de que isto era corrente no que
concerne à área jurídica.

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Nosso caminho foi trilhado pela prática exercida em todas as bibliotecas
anteriormente citadas. Pudemos observar o quão rápida se deu a indexação das
quatro obras apresentadas, ainda que na base de dados daquela biblioteca não
houvesse sequer um dos livros inserido. Neste caso, o bibliotecário optou por
procurar em tesauros que a instituição utiliza, não o encontrando, o fez de forma
livre.
Concluímos, portanto, reconhecendo e enfatizando a importância do exercício
do bibliotecário, que este proporciona aos usuários da biblioteca a informação
desejada de maneira rápida, precisa, fácil e acessível, sem maiores burocracias.
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informação. 2011, Maranhão.
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Leitura documentária: estudo com os bibliotecários na área jurídica da cidade de João Pessoa</text>
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              <text>Sara Stefânia Travassos de</text>
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              <text>Geysa Flávia Câmara de Lima Nascimento</text>
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              <text>Rosana Amâncio Pereira</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Description</name>
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              <text>Apresenta a característica da subjetividade da indexação dos Bibliotecários Jurídicos na cidade de João Pessoa. Apresenta, ainda, o modus operandi desta atividade. A Leitura Documentária (LD) é como o pontapé para que iniciemos a atividade da indexação, já que esta é a ferramenta utilizada pelos profissionais bibliotecários para que se possa dar uma diretriz no momento da busca. Mostramos a indexação como meio de recuperação de informações. Utilizamos para tanto, como campo de pesquisa a Biblioteca do Centro de Ciências Jurídicas – CCJ/UFPB, a Biblioteca Dr. Hugo Rodrigues dos Santos – MPPB, a Biblioteca Desembargador Osias Nacre Gomes – TJ/PB, a Biblioteca Procurador João Jurema – TRE/PB e a Biblioteca Sociólogo Odilon Ribeiro Coutinho – TRT 13ª Região. Utilizou-se, ainda, a entrevista para que fossem coletados os dados que precisávamos para complementar a pesquisa acerca da subjetividade no ato de indexar. </text>
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