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                  <text>CDD : 027.8
CDU : 027.8:371
A BIBLIOTECA ESCOLAR E O SEU PAPEL NO SISTEMA EDUCACIONAL

RAIMUNDA AUGUSTA DE QUEIROZ
Professora do Departamento
de Biblioteconomia da Uni^
Un^
versidade Federal do Esp^
rito Santo
CRB - 7/2047

Questiona o papel da biblioteca escolar
junto ao sistema educacional brasileiro.
A sua importância para a aquisição do há
hã
bito de leitura. Aponta alguns problemas
decorrentes da ausência da biblioteca jm
to ã escola. Sugere como medida para

so

lução desses problemas inna
uma ação conjunta
de professores e bibliòteoários.
bibliotecários.

81

Digitalizado
gentilmente por:

-11/

�1. INTRODUÇÃO

Embora seja lugar-comum em quase toda introdução,
queremos deixar explicita aqui a despretensiosidade deste

traba

Iho.
Na verdade, não obstante ele resultar da
preocupação para com os problemas das nossas bibliotecas

nossa
escola

res,nada traz de original e tampouco apresenta soluções para

es

ses problemas.
Tão complexos eles se apresentam que acreditamos
ser necessário muito mais que uma forte dose de idealismo

para

solucioná-los. Suas raízes extrapolam os limites da ■ Bibliotecono
mia, pois vamos encontrar suas ramificações nas malformações
sistema educacional brasileiro, nos interesses políticos e

do
econõ
econô

micos, enfim, em todo um emaranhado contexto sõcio-cultural.
sócio-cultural.
Longe de nós porém, a intenção de nos omitirmos,
deixando que o problema seja repassado a outrem, ou mesmo
gá-lo por nos faltar o ânimo de

rele

batalhar pela sua causa. Temos a

clara ciência de que esta é uma luta de aliados e só nos restajun
tar esforços, emprestando a nossa cooperação,cumprindo assim

com

a nossa parte, a nossa responsabilidade.
Eis porque aqui estamos,com esta modesta

contr^
contri

buição,cujo
buiçãojcujo objetivo não vai além de questionar alguns pontos cru
ciais que afetam as nossas bibliotecas escolares.Pontos esses,que
sabemos, já
jâ foram por demais debatidos,mas que nunca é demais

re

petir,pois esperamos com isso angariar mais e mais adeptos e

for

talecer as nossas fileiras de luta em prol das bibliotecas
lares.
8?

Digitalizado
gentilmente por:

esco

�2. 0 bibliotecário
BIBLIOTECÄRIO Ee 0o SEU
seu PAPEL
papel DE
de EDUCADOR
educador

Partindo da premissa de que educar não éescolar^
zar,deveriam ser proporcionados ao educando instrumentos que

lhe

facultassem um outro tipo de educação. Uma educação que fugisse ã
tradicional organização constituída de currículos,exames,notas,oer
tificados, etc. (3)
Essa modalidade de educação (que resultaria de uma renovação
escola atual) daria ênfase maior aos interesses, aptidões e

da
habi
hab^

lidades de cada indivíduo. Entre os educadores já existe uma preo
cupação a respeito dessa renovação da escola e a constatação

da

necessidade de se criar outras instituições que propiciem a

ut^

lização de nov.
nov s e diversificados recursos educativos. A bibliote
ca escolar figura sem dúvida como uma dessas instituições e

pode

Icomo também deveria) ter um papel de destaque no processo
ria (como
ducativo,dada a imensa gama de instrumental que ela poderia
ducativo(dada

e
ofe

recer. No entanto, temos consciência de que para assumir esse
pel a biblioteca escolar teria que passar por uma séria

pa

modifica

ção (como que uma
\ima metamorfose),
metamorfose) , que lhe imprimisse um novo

cará

ter, uma nova feição e conceituação.Desenvolvendo novas

funções

e atividades,a biblioteca escolar seria um elo entre a

educação

formal e a não-formal, ou permanente.
Paralelamente a essa preocupação dos educadores
nota-se entre os bibliotecários uma tomada de consciência quanto
a sua responsabilidade social no processo educacional.O
educacional.0

bibliote

cário, cujo papel é e deve ser sempre o de um agente educador, e^
es
tá no momento empenhado em revelar ã sociedade esta face de

suas

funções que, por incompreensão (ou desconhecimento) em relação
sua profissão, permaneceu até agora oculta ou despercebida.

a

Para
83 .
83.

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�fazer emergir de si essa nova imagem ele deverá transformar

a

sua atuação,de modo que ela reverta em contribuição concreta

e

evidente para a comunidade ã qual sua ação está afeta.Tornar per
ceptivel o fruto do seu trabalho, eis o que cabe ao

bibliote
biblioté

cário fazer (particularmente o bibliotecário escolar).
A biblioteca escolar, um campo de ação que

re

clama a presença do bibliotecário, é p local por excelência onde
este poderá desempenhar plenamente seu papel de educador

junto

ã comunidade, visto que ela propicia o contato com a clientela
mais adequada ao tipo de trabalho que ele necessita desenvolver
e que esta mesma clientela é também carente desta ação.Em outras
palavras, ambos se necessitam mutuamente.
mutucimente.

3. NECESSIDADE E IMPORTAnCIA
IMPORTÂNCIA DA BIBLIOTECA NA ESCOLA
Existem poucos estudos sobre a situação
das bibliotecas escolares

no Brasil. E estes poucos que

atual
existem

não são feitos em profundidade.Por falta de dados fidedignos

so

bre o assunto,sabe-se quase que empiricamente, ou como resultado
de observações, que a biblioteca escolar é, quase sempre,um
gão sem vida dentro do ofganismo
otganismo escolar, quando não é

õr

constata

da a sua ausência. Essa inexistência,segundo Leny Wemeck(13)não
Wemeclt (13)não
chega a ser generalizada, nem chega a ser um fato real, pois, em
bora incipientes e em condições precárias dp funcionamento,
bibliotecas

as

escolares existem. E, ainda segundo a mesma autora,

elas "surgem, crescem e ás vezes desaparecem aleatoriamente".

O

que nos falta, na realidade, são dados(oficiais) que comprovem a
sua existência, prova evidente do descaso a que estão fadadas.
84

Digitalizado
gentilmente por:

V

�Entretanto, pelo menos teoricamente, é

reconhe

cida a importância e necessidade da biblioteca escolar para que
a escola proporcione uma educação de alta qualidade.Alguns

edu

cadores referem-se ã necessidade de uma rede de bibliotecas,

pa

ra servir, não somente a professores e estudantes, como tambémao
público. De fato, estender os serviços e recursos da biblioteca
escolar ã comunidade seria a

concretização da nossa filosofiaem
filosofiaan

relação ã educação permanente. Pois, os benefícios
benerícios advindos

do

uso da biblioteca não se restringiriam àqueles que frequentassem
a escola o que, muitas vezes, já se constitui um privilégio.Ser^
privilégio.Seri
am estendidos àqueles que, mesmo tendo deixado a escola,

pro^
pro£

seguem com a sede de conhecimentos, em busca de lazer, ou da sua
realização pessoal.
Através do programa de co-edições e distribuição
de livros da FENAME o governo canaliza alguns milhões de

cruze^
cruzei

ros em livros didáticos para as escolas. Seria isso talvez

um

indicio de que a presença do livro êé necessária na escola.Porém,
indício
só o livro didático seria necessário? Supriria ele todas

as

necessidades intelectuais do educando e do professor?
Se se pensa em termos de educação através

da

leitura, o livro de literatura é igualmente necessário nas

esco

Ias. Entretanto, a sua produção (através de co-edições) e distr^
buição encontram-se quase estagnadas. Pode-se constatar este

f^

to com um simples confronto das estatísticas relativas âã

distri
distr^

buição de um e de outro tipos de livros. Isso nos leva a

dedu

zir que, muito embora a escola de hoje tenha incluído em sua po
lltica preocupações para com o desenvolvimento pessoal do
lítica

edu

cando, e outras típicas da filosofia da educação centrada no
divlduo,ensino individualizado, etc., ela continua jogando
dividuo,ensino

in
com
85

Digitalizado
gentilmente por:

-li/ Q

II

12

13

�os
OS mesmos instrumentos do ensino tradicional: o professor e

o

livro didático. Falta não somente a coleção de materiais

educa

tivos (biblioteca escolar), como também a criação de uma

in

fra-estrutura na escola para assegurar o uso mais racional desse
material e,

evidentemente, o máximo aproveitamento dos

recur

sos investidos. E, todos nós sabemos, a melhor
melhcr maneira de
atingir

se

esses objetivos seria através de um sistema de bibliote

cas escolares.
A ausência deste sistema traz como consequência
prejuízos não só para o público ao qual se destinaria diretamente, mas também para alguns outros segmentos da população.Citando
novamente Leny Werneck: ... "Todos perdem. Perdem os

editores

que deixam de vender livros para um público existente e carente.
Perdem educadores

e administradores pela falta de meios

quados para alcançar os fins a que se propõem.
pró^õem. Enquanto o
didático ê

ade
livro

ainda o instrumento natural para uma atividade cole

tiva proposta pelo professor, o de referência, o de ficção,

poe

sia ou informação, componente da biblioteca escolar,significa

a

leitura como opção ou ato individual ou de pequenos grupos.E

éê

este tipo de leitura que alicerça o hábito de ler. Perdem, sobre
tudo e irremediavelmente as crianças, que sem outros livros além
dos didáticos para cultivar o prazer da imaginação e o gosto

da

curiosidade intelectual, deixam de desenvolver a técnica

re

cém-adquirida
cêm-adquirida

da leitura". A criação do hábito de leitura viria

certamente romper o inevitável círculo
circulo vicioso da baixa demanda
e oferta escassa,pois formaria

um público numeroso e estável pa

ra a indústria editorial, que por sua vez, estimularia os
res, fomentando a sua vocação e criação.
86

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

auto

�4. FUNÇÃO POLlTICA
POLITICA DA BIBLIOTECA ESCOLAR
Vejamos primeiramente qual a função básica

da

biblioteca escolar. Citando C.V. Penna(9), a biblioteca escolar
tem como função precipua "tornar livros e outros materiais

didá

ticos acessíveis a professores e alunos, em apoio ao programa de
ensino, e promover o desenvolvimento intelectual geral de um e^
es
tudante, era
em especial desenvolvendo a habilidade no uso de livros
e bibliotecas. Deve desempenhar papel ativo no processo educacio
nal»persuadindo corpo docente e discente a ler e usar livros,dan
nal,persuadindo
do orientação na leitura, e encorajando leitura de qualidade mais
mis
elevada e a formação do hábito de leitura por prazer e auto- edu
cação. Pode também, eventualmente, atuar como biblioteca

públi

ca, em especial no atendimento de todas as crianças de uma

comu

nidade".
A biblioteca escolar tem, portanto, uma

respon

sabilidade perante a sociedade, que pode ser resumida em apenas
três vocábulos, por si só
s5 tão abrangentes: informar»instruir,edu
informar,instruir,edu
car. Para que ela leve a cabo essa responsabilidade seria neces
nece^
sârio- uma mudança de atitude por parte da empresa educativa, com
sáriorelação às técnicas de ensino-aprendizagem. Tanto na educação for
mal como na extra-escolar a escola deveria aplicar métodos

peda

gógicos que favoreçam a busca do conhecimento,estimulem a

refle

Xão e levem o indivíduo
xão

ao pensamento crítico e construtivo. A

través de atividade^s
atividades deste tipo ela conseguiría incentivar e

in

cutir nos alunos o gosto pela leitura,sem o que a escola não

en

sinaria a ler. Nesse trabalho a biblioteca escolar teria a

sua

participação,constituindo-se numa verdadeira força educativa den
tro da escola e aí o trabalho do bibliotecário como

complementa
87

Digitalizado
gentilmente por:

�ção do trabalho do educador é fundamental. Colocada desse

modo,

a "função da biblioteca na educação é subsidiária e complementar,
mas indispensável" (4)
Se a biblioteca escolar tem uma função

educati^
educati

va, infere-se que ela deveria ser parte indispensável do

siste

ma educacional atual. A biblioteca escolar e o planejamento

edu

cacional devem ser interdependentes, unos e inseparáveis,
diz M.A.Barroso(2).
M.A.Barroso (2) .

como
’

4.1 - A educação como fator de desenvolvimento
Considerada a educação como fator de desenvolv^
desenvolví^
mento e como requisito básico para a vigência do regime democrático,ela deve ser entendida como uma oportunidade ao alcance
todos, para que cada pessoa consiga através do domínio das

de
téc

nicas da leitura e da escrita, colocar-se numa posição vantajosa
no processo de criação de riquezas. ÉE ainda a educação que
assegurar ao indivíduo uma participação mais efetiva nos

vai
desti
dest^

nos políticos da Nação e habilitá-lo ao pleno exercício de

sua

cidadania. Num esquema de desenvolvimento ela funcionaria ainda
_
II
como fator de distribuição mais justa e mais eqüitativa
equitativa da rique
za criada(11).
criada(11) .
Acrescente-se aqui o pensamento de FlorestanFer
nandes, citado por 0.Romanelli(11),
O.Romanelli(11), sobre a necessidade que
países subdesenvolvidos têm da educação:...
educação: . . . "Tais países

os
prec^
preci^

sara da educação para mobilizar o elemento humano e inserl-lo
sam
inserí-lo

no

sistema de produção nacional; precisam da educação para alargar
o horizonte cultural do homem, adaptando-o ao presente e a

uma

complicada trama de aspirações, que dão sentido e continuidadeãs
continuidade às
tendências de desenvolvimento econômico e de progresso social; e
88

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�precisam da educação para formar novos tipos de personalidade

,

fomentar novos estilos de vida e incentivar novas formas de rela
ções sociais, requeridas ou impostas pela gradual expansão

da

ordem social democrática. Todavia, esses países não encontram,na
situação sõcio-cultural herdada, condições que favoreçcun
favoreçam
uma boa

quer

compreensão dos fins, quer uma boa escolha dos meios pa

ra atingí-los.
atingl-los. Mesmo os recursos materiais,himanos
materiais,humanos e técnicos,mo
bilizados efetivamente, acabam sendo explorados de maneira exten
samente irracional e improdutiva."
4.1.2 - A educação no Brasil
Observando-se a educação no Brasil no momento a
tual vamos constatar que ela não foi planejada para atingir
fins propostos acima.Em primeiro lugar, porque não se

os

pode

con

siderar ensino democrático um sistema de ensino que privilegia u
ma pequena parte da população e marginaliza a sua grande

maio

ria. Em segundo lugar porque,por motivos vários,ao sistema

edu

cacional vigente não são assegurados os meios que o levem

a

atingir tais fins. Quando Florestan Fernandes refere-se ã herança sõcio-cultural
sócio-cultural dos países subdesenvolvidos para explicar

as

falhas do sistema educacional, na verdade, podemos incluir
Incluir aí
ma série de fatores que irão influir nesse contexto.Dentre

u
es

tes,destaca-se a incapacidade dos nossos políticos de compreende
tes,deStaca-se
rem a educação como um fator de desenvolvimento.Daí as
ções da legislação do ensino no Brasil, que foram sempre

malforma
refle

xos das lutas ideológicas reinantes. Os interesses políticos aca
bavam sempre por ditar os destinos da educação,em detrimento das
reais necessidades que o contexto sõcio-econõmico
sócio-econõmico reivindicava.
89

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gentilmente por:

�Otaíza Romanelli(11) nos mostra com clareza
Otaiza
aberrantes contradições existentes entre a nossa legislação

as
do

ensino e a adequação do conteúdo e dos objetivos dessa

legis
legis^

lação âs
ãs necessidades reais do nosso contexto social. E

ainda

entre esse

conteúdo e a sua aplicação prática. Vale lembrar ain

da que para que a lei seja aplicada áé necessário que haja

condi^
cond^

ções de infra-estrutura. Para tanto,seria necessário,por

sua

vez, que essa legislação•fizesse
legislação • fizesse parte
parte, de um plano geral de
formas. Ilustrando a tese

da autora

re

poderícimos
poderiamos desfiar um ver

dadeiro rosário de depoimentos de educadores,cujas críticas

e

preocupações com relação ao sistema educacional vigente nos

pro

porcionam

uma visão pouco alentadora dos problemas da educação

no Brasil.
Numa interpretação grosseira da análise da auto
ra citada, pode-se afirmar que a educação no Brasil tem sido tra
tada como um órgão

apendicular no corpo da vida social do país,

quando, na realidade, ela é um órgão motor de vital importância
para esse corpo.
Levando em conta todas as distorções do
sistema educacional é fácil

nosso

concluir-se qual o produto que este

nos oferece. Fala-se atualmente de escola renovada,de ensino

ba

seado na pesquisa,de ensino profissionalizante,etc. No entanto,a
escola não foi aparelhada, era termos de recursos humanos e

mate

riais,para levar a cabo as tarefas decorrentes dessas renovações.
Reportando-nos apenas ao aspecto que nos
respeito mais de perto: como pode a escola levar o aluno a

diz
pes
pes^

quisar se ela não lhe oferece os meios para isso? Onde iriam os
alunos pesquisar? No livro texto adotado pelo professor?Nos seus
cadernos de anotações? São esses os meios com que,em suma,contam
90

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gentilmente por:

�OS estudantes das nossas escolas de 19 e 29 graus. Porque,
os

co

mo já afirmamos, a biblioteca escolar quando existe é uma exce
ção (e raral).
Poderemos ver no nosso estudante egresso da e^
cola de 19 ou 29 grau

esse indivíduo preparado para o pleno e

xercício de sua cidadania, capaz de participar efetivamente nos
destinos políticos da nação, etc., conforme citação acima?
deríamos levantar mais questões a respeito. Entretanto,

Po
como

diz Lauro de 0.
O. Lima, se a escola fosse preparar os jovens
hoje para a vida que os espera, teria que revolucionar

de

tota^

mente os modelos dos projetos educacionais, pois o que a

esco

la forma atualmente são indivíduos totalmente sem‘imaginação.
Realmente, a nossa escola não produz

indiv^
indivl

duos dotados de imaginação criadora porque ela teria antes de
^*
^^^
••
tudo, que ensina-los
a ler, isto e,
a cultivar o hábito
de leJ^
le^
tura, sem o qual é impossível o desenvolvimento do intelecto.
E o resultado dessa omissão do sistema acha-se muito bem

ex

presso nessa passagem do artigo de Leny Werneck;
Werneck: "A falta

de^
des

se hábito (de leitura), um imenso contingente humano emerge * ,
cresce e vive com seus valores e comportamentos sociais
lados. Os resultados imediatos da dificuldade de acesso ã

estio
in

formação contida no livro são a não oportunidade do exercício
do pensamento crítico e da imaginação, alêm da fragmentação da
expressão desse pensamento. Todo um processo de comunicação hu
mana prejudicado, com graves e irrecuperáveis consequências."
5. CONCLUSAO
CONCLUSÃO
A biblioteca junto ã escola é fundamental para

91

Digitalizado
gentilmente por:

�a criação de um público consciente dos recursos disponíveis

nos

livros e outros materiais que a compõem e para que esse

público

adquira prática em utilizá-los. O0 hábito da leitura,como

tantos

outros de comportamento

diante da vida,é formado na primeira in

fância.Dal a necessidade de um trabalho conjunto do professor e
do bibliotecário para incutir e incentivar no educando o gostope
la leitura.
Não é fato recente o reconhecimento da bibliote
ca escolar como única instituição capaz de desempenhar esse

pa

pel no sistema educacional.Do mesmo modo que não é recente( infe
lizmente) a constatação da sua quase inexistência.Hoje,como

há

40 (quarenta) anos atrás, as nossas escolas prescindem de uma

fon

te de recursos como a biblioteca,que ser-lhes-ia de imensurável
ajuda no processo de desenvolvimento intelectual do educando.
O próprio Ministério da Educação reconhece
mo falho o sistema educacional brasileiro.Os educadores da

co
1^
li^

nha liberal estão cientes de que o sistema educacional vigente
visa principalmente dar continuidade (ou manter) um sistema

r^
r£

gido e seletivo,onde o ensino deixa de ser uma oportunidade

co

locada ao alcance de todos para ser privilégio de uma minoria e
litista.
Tendo a biblioteca escolar uma função

educate
educat^

va e sendo reconhecida a sua necessidade dentro do sistema edu
cacional,como se justificaria a sua constatada ausência?

Certa

mente,esse não existir tem a mesma finalidade atribuída ao nos
so atual sistema educacional,segundo Lauro de O.Lima:"

deixar

Imensa rigidez, para
que a escola forme uma raça intelectual de imensa
que sejam eliminadas do poder as inteligências criadoras."
It questions the role of the school libra
ry on the edu^ational
educational process in Brazil.
92

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♦

�Analyses its importance for the acquJ^
acqui
sition of reading habits.Some

losses

resulting from the failure of

the

library in the learning process

are

pointed. It is .-uggested a joined action
among teachers,and
teachers and librarians for the
solution of these problems.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
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para

las bibliotecas escolares. Washington, Uni5n
Ias
Union Panamericana,
1963. 131 p.
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ducacional. R. Blbliotecon.
Bibllotecon. Brasília,
Brasilia, ^ (1):35-43,jan/jun.
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94

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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