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                  <text>CDD- 028.9
CDU- 028.6
PROJETO: " BRINCANDO COM O TEXTO "
* Maria Cecília Mattoso Ramos Alves
da Silva
** Maura Duarte Moreira Guarido
RESUMO
•Este projeto refere-se ã criança e aplicação de leitura,cu■Este
jo pressuposto fundamental é a leitura prévia de um texto.
Os
ob^jetivos
ob'jetivos básicos dos jogos dizem respeito a: - desenvolver e/
ou avaliar habilidades de leitura compreensiva - desvincular o
ato.de ler de atividades aversivas'que via de regra, se lhe seguem. Os jogos de leitura propostos constituem material inédito
e, orientando-se pela classificação de jogos estabelecidos por
Jean Piaget, distribuem-se em operatórios,
operatórlos, dramáticos e regulados. A área de atuação deste projeto abrange cinco(5)
escolas
públicas e uma(l) escola particular da cidade de Marllla(SP).Os
sujeitos são alunos de 3a. série do 19 Grau. Pré-teste e pós—
teste de leitura oral e leitura compreensiva, avaliados por (3)
trés
três professores estranhos ao projeto, constituem limites
de
uma série de dados intermediários colhidos através de gravações
fita magnética e registradas, em fichas de avaliação. Estes
em fita-magnética
últimos dadds
dadãs receberão tratamento estatístico e serão analisados pelos pesquisadores.
*
Professora do Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação ,
Filosofia, Ciências Sociais e da Documentação de Marllla- UNESP
** Bibliotecária-Chefe do Catálogo Coletivo da Biblioteca Central da UNESP e Professora do Curso de Biblioteconomia da Facul
Facu]^
dade de Educação, Filosofia, Ciências Sociais e da Documentação
de Marllla
Marilia - UNESP.

•s*
'5«

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gentilmente por:

�1 - INTRODUÇÃO
Refere-se o presente projeto à aplicação de um conjunto
conjimto de
jogos de leitura destinados a desenvolver e a avaliar hablllda
habilida
des de leitura compreensiva. A principal característica de novidade dos jogos de leitura está no pressuposto básico da leitura prévia de um texto qualquer, sem o que se torna impossível a participação no jogo.
Sabe-se, que nos dias de hoje, a existência
existSncia de vários meios de comunicação de massa, que transmitem informações através
de abundante apoio visual, contribui para
çara o decréscimo dos
dosí índices de leitura de textos compactos, cuja decodlflcação
decodlficação exige
imia
uma série de habilidades. Como, nem sempre o-leitor
o leitor domina .tais habilidades, tende.a
tende a afastar-se do texto escrito que lhe po
pD
deria oferecer informações muito
derla.oferecer
multo mais consistentes e duradouras do que as obtidas através de meios audio-visuais, pois estes últimos, via-de-regra,
vla-de-regra, não oferecem oportunidades de rele^
tura ou revisão da informação.
A fim de promover o desenvolvimento da capacidade de ler e
de, consequentemente, minizar a distância leitor-texto, criar'
cria—'
mos uma série de jogos cujo objetivo principal é o de favorecer a aquisição e a avaliação das habilidades de leitura compreensiva. Acreditamos que tais jogos contr£buem
contribuem para acelerar
a aquisição das habilidades de leitura compreensiva,,
compreensiva, necessária ã decodlficação
decodificação de qualquer texto - recreativo ou informar
tivo - o que significa economia de tempo no que se refere
ã
aquisição do próprio conhecimento.
Sob o ponto de vista pedagógico, tais jogos, além de irem
ao encontro de necessidades e interesses de pequenos leitores,
oferecem significativa contribuição ao desenvolvimento do in&lt;Ü
indl
vlduo como pessoa humana pois:
viduo
a) colocam-no em situação de treino para a aceitação da vi
tória e da derrota;
b) exigem rapidez de raciocínio e prontidão de respostas,
além de precisão de gestos e palavras;
c) propiciam o desenvolvimento de operações de pensamento
e de linguagem;

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55

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♦

11

12

13

�d) oferecem oportunidades para a expressão de sentimentos e
emoçSes;
emoções;
e) favorecem a socialização do leitor, mediante a realização de atividades cooperativas.
Utilizando textos como ponto de partida e fichas como estimulo, é possível realizar uma série de jogos que, de acordo
tímulo,
com sua natureza e forma de desenvolvimento, agrupam-se
em:
dramáticos, operatérios e regulados. Podem também combinar -se
entre si, quando se objetiva a realização de atividades
mais
complexas, como as que se configuram nos jogos de síntese.
2 - OBJETIVOS
2.1 Geral: Despertar e/ou desenvolver o gosto pela leitura de narrativas.
2.2 Específicos: desenvolver habilidades características da
leitura compreensiva.
2.2.1 Identificar personagens
2.2.2 Relacionar personagens com as respectivas ações:
ações;
2.2.3 Relacionar personagens com os respectivos atribu
tos;
2.2.4 Interpretar personagens;
2.2.5 Julgar ações ou atitudes de personagens;
2.2.6 Relacionar ações com o local de sua ocorrência;
2.2.7 Relacionar ações com a época de sua ocorrência;
2.2.8 Ordenar personagens segundo determinados critérios (importância, ordem de aparecimento, etc.);
2.2.9 Ordenar fatos de acordo com o critério cronolõgi
cronológi
co;
2.2.10 Emitir juízos apreciativos sobre a leitura
da
obra.
3 -

Area de atuação

o projeto "Brincando com o texto" está sendo desenvolvido
junto a cinco escolas públicas de 19 grau da cidade de Marília
Marilia
SP, e a uma escola particular, "Colégio Cristo Rei".
Para a determinação das escolas públicas, foram estabelecidos contatos com a XI Divisão Regional de Educação de Marília
Marilia
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56

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Q

II

12

13

�e com a Delegacia de
dé Ensino de Marllia,
Marilia, que se comprometeram a
fixar critérios para a escolha, apresentando—nos um total, de
dez(lO) escolas, dentre as quais escolhemos cinco (5)
Relação das escolas:
E.E.P.S.G. "Prof. Amilcare Mattel";
Mattel":
E.E.P.G.
"Prof. Antonio Augusto Neto";
E.E.P.G.
"Prof. Antonio Reginato";
E.E.P.G.
"Bento de Abreu Sampaio Vldal";
Vidal";
E.E.P.G.
"Profa. Carlota de Negreiros Rocha";
Colégio Cristo Rei
4 - POPULAÇÃO ABRANGIDA
O projeto destina-se a alunos de 3^. série de 19 Grau de
cinco (5) escolas públicas da cidade de Marllia“,
Marllia", e *de
“de. uma escola particular, "Colégio Cristo Rei".
O0 número de participantes não será determinado, pois os alunos serão convidados. Não há nenhuma obrigatoriedade e
os
leitores podem freqüentar a sala de leitura quanto lhe apraz.
5 - RECURSOS
5.1 Humanos
O projeto conta com a participação de dois (2) professores - supervisores, um (1) coordenador e doze (12)
alunos
estagiários. Estes últimos foram orientados quanto:
a) âã condução do processo de leitura èé respectiva cole
ta de dados;
b) ã aplicação dos jogos de leitura e coleta de dados
relativos aos mesmos.
Os alunos estagiários receberam um treinamento de dois
(2) meses, cujo cronograma segue em anexo.
5.2 Materiais
A execução do projeto requer quinze (15) exemplares de
cada obra de Literatura Infantil selecionada, e mais os jogos
de leitura derivados dos textos.
A Biblioteca Central da Universidade Estadual Paulista
colocou os serviços de gráfica
grafica e reprografia âã disposição
do
projeto.

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57

cm

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3

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-

�Os ejcemplares
exemplares das obras de Literatura Infantil foram
adquiridos pelo Campus de Marilia.
Relação das obras■utilizadas:
obras utilizadas:
ALMEIDA, Fernanda Lopes de. Pinote, o fracote e Janjão o fortão.
são Paulo, Atica, 1980.
CARR, Stella.
Três voltas ã esquerda.
São
são Paulo, Pioneira
1973.
ALMEIDA, Fernanda Lopes de. A fada que tinha idéias. São Pau
lo, Atica, 1978.
NUNES, Lygia Bojunga. Os colegas.
Rio de Janeiro, José Olym
pio, 1971.
. Angélica.
Rio de Janeiro, Agir, 1978.
Tanto as obras de Literatura Infantil, quanto os jogos
de leitura delas derivados serão, ao final do projeto, doados
ãs
às escolas públicas.
Quanto ao "Colégio Cristo Rei" os alunos fizeram a aquisição do material, com recursos próprios.
6- CRONOGRAMA
Como a leitura lúdica respeita o ritmo individual
do
leitor, não serão fixados prazos. Previmos apenas a realização
de duas (2) sessões semanais de leitura, com a duração variável de até três
tris (3) horas, em horário diferente do período nor
mal de aulas.
O0 trabalho total compreende três etapas:
1^. - aplicação do projeto e coleta de dados (8 meses)
1®.
2®.
2^. - transcrição das gravações e análise dos
(01 ano) :;

dados

3®.
3^. - redação das conclusões finais.
7 - obstAculos previstos
Os
a)
b)
c)

obstáculos previstos diziam respeito:
ã receptividade dos alunos;
ã receptividade dos professores;
professores?
ã disponibilidade e adequação dos locais em que serão desenvolvidas as atividades;
d) ã locomoção dos alunos para a escola, fora do perío
perlo

58

cm

2

3

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�do normal das aulas.
A fim
flm de neutralizar a ação desses obstáculos propomos
a) realizar um trabalho de preparo psicológico dos alu
nos a fim de que se sentissem motivados a participar
das atividades;
b) realizar palestras com os professores, com o intuito de inteirá-los dos objetivos do projeto.
c) estabelecer contatos prévios com o Diretor da
XI
D.R.E., o Delegado de Ensino e com os Diretores das
escolas para verificar a viabilidade de se
contar
com um local fixo para a realização das sessões de
leitura, após o que buscamós
buscamos soluções de emergência
para resolver problemas que se colocaram (disposi-/
ção de carteiras, luminosidade, etc.)
d) realizar as sessões de leitura em horários fixos ,
com a duração elástica, a fim de diminuir o número
de deslocamentos necessários,
8 - MATERIAL
8.1 Gravadores;
60 minutos;
8.2 Fitas K.7 de 6Q
8.3 Obras de literatura infantil;
8.4 Fichas de avaliação e testes de leitura,;
leitvjr^;
8.5 Jogos de leitura.
8.5.1 Descrição dos Jogos de Leitura
8.5.1.1 Jogos Operatõrios
Os jogos operatõrios privilegiam a ativi
dade individual e o desenvolvimento intelectual
pois treinam, cada uma a sua vez, babllldades
babllidades es
pecificas
peclflcas de leitura, respeitando o ritmo de a—
aprendizagem do leitor.
Empregam-se diversos tipos de fichas con
tendo nomes ou figuras de personagens e cenários
ou ainda, frases relativas ao conteúdo do texto
lido. O conteúdo das fichas varia de acordo com
o texto-base no qual se apoiam as propostas de a
tividades lúdicas. As fichas devem ser classifi59

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0

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13

�cadas, ordenadas, relacionadas ou distribuídas
sobre carteias ou tabuleiros ou, ainda, combinadas entre si, segundo determinados critérios orientadores da atividade lúdica.
Seguem-se alguns example's
exemplos de jogos opera
tórios de leitura.
-Baralho Narrativo
0 baralho narrativo "Brincando com o tex
to" constltul-se
constitui-se de fichas distribuídas em cinco
grupos: A.B.C.D.E. As fichas do grupo A, contém
figuras de personagens; as do grupo B,
frases
que descrevem ações de personagens; as do grupo
C, adjuntos adverbiais que localizam as ações no
espaço (lugar): as do grupo D, adjuntos adverb^
ais que indicam a época da ocorrência dessas ações e as do grupo E, adjuntos adverbiais
que
indicam a causa determinante das ações.
Os leitores, após a leitura do texto, ba
ralham os diversos grupos de fichas (A,B,C,D eE)
e tentam formar sequências, relacionando inicial
mente dois grupos de fichas e acrescentando, aos
poucos, novos grupos até alcançar a
seqüência
completa:
Personagem + Ação + Espaço + Tempo + Causa.
Avalia-se a atividade, mediante consulta
Avalla-se
a uma chave de correção (auto avaliação). 0O professor, ou bibliotecário - supervisor da ativida
atlvida
de - interfere apenas para esclarecer possíveis
dúvidas. Os baralhos serão utilizados nos seguin
tes jogos: "Onde Foi?", "Quando Foi?","Por que
Foi?" e,
e "Ampliando a Estrutijra",
Estrutura",
-Dominó Narrativo
-Domi.nó
As fichas do dominó natrativo
narrativo são retangulares' e divididasgulares
divididas ao meio, de moiío
modo a formar do
is quadrados. A ficha Inicial
inicial do jogo tem o qua-

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Q

II

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13

�drado do lado esquerdo vazio; do lado direito da
ficha há uma legenda que se inicia com letra mâl
mâi
úscula e termina com reticências.
há legendas nos
dois
Nas demais fichas hã
quadrados: as do lado esquerdo começam com reticências e terminam com ponto final. As fichas de
vem ser agrupadas de tal modo que se formem frases condizentes com o conteúdo do texto lido.
A ficha final do jogo apresenta o
drado direito vazio.

qua-

0O leitor procura relacionar* as fichas de
modo a obter sempre frases cujo conteúdo não con
trarie oO texto lido.
A avaliação da atividade eletua-se
eíetua-se
mediante a consulta a uma chave de correção, pre—
pre- .
vendo-se a presença de .terceiros
terceiros (professores ou
bibliotecários), apenas para dirimir dúvidas.
-Seqüência Narrativa
-Seqflência
As fichas sequenciais apresentam, na sua
parte da frente, pequenas frases relacionadas oom
os fatos mais significativos do texto. No verso,
estão presentes elementos orientadores da ordena
ção dos fatos: letras do alfabeto, números ou co
res.
Durante a atividade, que prevê a ordenação dos fatos de acordo com a época de sua ocor
rência, os leitores trabalham com as fichas, com
rêncla,
a face que contêm as inscrições,
Inscrições, voltada para ci
c^
ma. Para avaliar a tarefa, vira as duas primeiras fichas: se a seqflência
seqüência (alfabética, númerica
númerlca
ou cromática)
for
mantida
é
porque
a
ordenação
/
cromãtlca)
está correta. A quebra da seqflência
seqüência significa er
ro. Repete-se a operação com todas as outras fichas .

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�-Tombola Narrativa
-T&amp;nibola'
As ^Ichas'
fichas da Tômbola
Tombola Narrativa "BRINCAN
DO. ÇOM O TEXTO..." apresentam figuras ou pala
DO
vras'relativas aos elementos básicos da narratl
narrati
va. Tais fichas devem ser encaixadas em
carte
las que apresentam
Ias
apresentara subdivisões, em
era cada uma das
quais há uma frase incompleta.
Incompleta. O preenchimento
das lacunas requer um dos elementos básicos da
narrativa (Personagem, Ação, Tempo, Espaço,etc)
Durante a atividade o leitor toma
uma
das carteias e fichas de Tipo 4 e procura encal
xar as fichas nos claros existentes na carteia,
de modo a completar as frases.
Sempre que possível, as questões propos
propo£
tas pelas fichas dos jogos operatórlos
operatõrios
devem
admitir respostas objetivas, a fim de que o pró
prio leitor proceda ã avaliação de seu desempe
nho, consultando a chave de correção.
Existe uma hierarquia dos jogos operató
Existe'
operatõ
rios, de acordo com o grau de complexidade das
operações envolvidas. A passagem de um tipo de
jogo a outro depende da obtenção de determinado
nível de rendimento considerado aceitável.
8.5.1.2.Jogos Dramáticos
Os jogos dramáticos, ou jogos de faz-de
conta, desenvolvem-se em grupo e funcionam como
meio de expressão utilizados pelo leitor para
melo
exteriorizar sua interpretação da realidade retratada pelo texto. Traduzem-se em pantominas e
dramatizações: enquanto as primeiras baseiam-se
apenas na expressão corporal, as últimas aliam
a esta a expressão verbal.
Através dos jogos dramáticos "BRINCANDO
COM O0 TEXTO..." que utilizam textos como ponto

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♦

.0

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12

�de partida ,ee fichas com textos e figuras
estímulo, os leitores:

como

a) relacionara-se
relaoionam-se afetivamente com personagens e
situações;
b) identificam personagens;
c) caracterizam personagens;
o)
d) relacionam personagens com as respectivas ações;
e) relacionam ações ou fatos com locais e épocas de sua ocorrência.
Os jogos dramáticos são comandados por
fichas contendo figuras ou textos que
indicam
personagens e/ou ações que o jogador deve repre
sentar ou evocar. As tarefas contidas nas
fichas aumentam de complexidade ã medida que
o
leitor revela-se capaz de realizá-las, ou seja,
há diversos tipos de fiohas-tarefa,
fichas-tarefa, cada um dos
quais constitui pré-requisito para a passagem ao
tipo imediatamente posterior.
As fichas dos jogos dramáticos "BRINCAN
DO COM 0 TEXTO..." dividem-se em cinco grupos:
A,B,C,D, e E. As fichas do grupo A preveem a es
colha livre de determinado tipo de personagem a
ser representado pelo leitor. Assim, por exemplo
pede-se ao jogador-leitor que escolha a persona
gem de que mais gostou, imitando-a em seguida
para que os companheiros, todos leitores do mes
mo texto, a identifiquem.
Identifiquem. As fichas podem prever vários critérios orientadores da escolha oo
co
mo, por exemplo:
-personagem
-personagem
-personagem
-personagem
-personagem
-personagem

mais
mais
mais
mais
mais
mais

simpática;
antipática;
agradável;
desagradável;
falador:
falador;
alegre, etc.
.63
63

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�As fichas do grupo B propõem a imitação
de determinada personagem, deixando a cargo do
leitor a escolha da ação a ser representada para que os participantes a identifiquem: " Faça
de conta que você ié a Personagem X e imite uma
de suas ações para que os colegas adivinhem quan
você está imitando".
As fichas do grupo C, orientam o pensa
mento do leitor em relação a determinada perso
gern e propõem sua representação com base
gem
nas
características mais acentuadas. Exemplo:"Pense
na Personagem X e interprete-a, procurando, através de gestos mostrar como ela é".
travês
As fichas do grupo D, solicitam a inter
pretação de determinada personagem, mediante a
seleção de suas principais ações. Exemplo:"Pense na Personagem X e imite as principais ações
praticadas por ela, para que seus colegas a i1dentlfiquem".
dentifiquem".
As fichas do grupo E, ao invés de deixa
rem o leitor para escolher quais as ações ou atributos que deseja imitar, contém
contêm a indicação a
ser representados. Exemplo: "Imite a ação
ou
características X do Personagem Y.
Os diferentes grupos de fichas correspondem a cinco diferentes níveis de jogo, cada
um dos quais constitui pré-requisito para o seguinte. Os jogos dramáticos desenvolvem-se
da
seguinte maneira.
8.5.1.3 Jogos Regulados
são jogos de sínteses que servem para
avaliar, em situação grupai, todas as habilidades de leitura treinadas através dos jogos operatórios e dramáticos.
Desenvolvem a socialização do individuo
indíviduo

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-11/

�e ofejrecejn-lhe
oferecejn-lhe oportunidade para defrontar- se,
de modo equilibrado, com situações que envolvem
tanto o ganhar quanto o perder.
Podem utilizar o mesmo material dos jogos operatõrlos
operatórios (baralho, dominó, seqüência,tôm
seqflência,tôm
bola) e dramáticos porém abrigara
bola]
abrigam um novo componente-- um conjunto complexo de regras nente*que
tanto pode resultar da aceitação de todo o grupo que a elas submete voluntariamente,
voluntaricimente,
quanto
representar o resultado de discussões do grupo.
Em outras palavras, os jogadores ou aceitam regras prontas ou criam
cricim suas próprias regras.
Os jogos regulados desenvolvem-se de acordo com diversos-tipos de comandos(piões, dados, etc.) e supõem a atribuição de pontos aos
participantes, de acDrdo
acOrdo com a complexidade da
tarefa exigida do jogador.
pelo
A avaliação das jogadas é feita
próprio grupo, prevendo-se a intervenção do supervisor de leitura nos casos polêmicos.
Os jogos de leitura podem aplicar-se a
textos de qualquer natureza, porém os textos in
formativos e/ou científicos não admitem várias
interpretações como ocorre, por exemplo,
com
textos literários.
0 jogo de síntese utilizado constava do
seguinte material:
a) um tabuleiro com um trajeto dividido
em casas numeradas.
b) marcos individuais que servem para
indicar a posição dos jogadores no tabuleiro.
c) comandos (dados óu piões)
d) fichas de valores unitários decenais
ou centenãis
centenáis que o jogador recebe ou paga após
cada jogada.
e) fichas de questões sobre o texto li65

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0

11

12

13

�do, cujo valor varta de acordo com a dificuldade da íarefa
-Carefa a executar. Tais fichas referem-se
ãs seguintes habilidades baslcas
às
basicas de leitura: es
tabelecimento da seqüêncla
tabeleclmento
seqüência básica de fatos; relacionamentos-personagem-ação, ação-lugar, ação
tempo, ação-causa. Interpretação não verbal de
ações e personagens; julgamento de ações è personagens; julgamento de ações ou atitudes •. de
personagens, e flnalmenté,
finalmente, apreciação da obra.
9 - Método
9.1 Escolha das obras de Literatura Infantil.
Os critérios adotados para selecionar as obras de Literatura Infantil, Integrantes
integrantes do projeto foram os de aumento
do texto e das dificuldades' de leitugradativo da extensão do.texto
ra; além disso, ã medida que esses fatores se acentuõim,
acentuam, diminui o número de ilustrações.
Ilustrações.
0O programa se inicia
Inicia com um texto de estrutura extremaorganização
mente simples, até chegar ao último livro, cuja organização_
narrativa é bastante complicada, chegando mesmo a Inserirno
inserlrm
enredo um texto teatral.
9.2 Constituição dos Grupos (Experimental-e de Controle).
Os alunos que se apresentaram voluntariamente para participar do projeto foram divididos em dois grupos,
cuja
composição levou em conta algumas variáveis.
9.2.1 Variáveis controladas.
9.2.1.1
9.2.1.2
9.2.1.3
9.2.1.4

Sexo;
Idade;
Nível Sócio Econômico;
Rendimento Escolar no ano anterior»
anterior.

9.3 Procedimentos Comuns aos dois Grupos.
9.3.1 Pré-teste:
P ré-teste;
Como pré-teste, cada aluno após leitura
leitora silenciosa com a duração de quinze (15) minutos fez uma leitura
.66

cm

2

3

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12

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�oral 4e
(Je três minutos
miautoa e respondeu oralmente, a uma
vma série
or^l
de questões aohre
sohre um texto de aproximadamente quarénta
(401
C40) linhas que constituía
constituia uma célula narrativa comple-^
conçle-^
(P mesino
ta. (0
mesmo texto da leitura oral)
orall Tais questões referlam-se ãs habilidades a serem treinadas pelos jogos.
riam-se
As fitas gravadas foram avaliadas por três
professores não envolvidos no projeto. As notas foram somadas e verificou-se a média aritmética.
9.3.2 Sessões de leitura.
As sessões de leitura foram realizadas uma
vez
por semana, em horário diferente do horário dè
de aula, e
tiveram duração variável de até três horas. 0O aluno teve liberdade de entrar e sair quando queria, porém
o
tempo de permanência na sala de leitura foi controlado.
Durante todo o desenvolvimento do projeto houve gravado
res na sala de leitura, a fim de registrar os
principais eventos.
9.3.3 Põs-teste,
Pós-teste, que seguirá a mesma orientação do prête.
Observações: 1) Gravadores estiveram próximos aos aluObservações;
nos, desde o momento da inscrição dos alunos voluntários
que podiam manipulá-los e "brincar com eles" . Este procedimento objetivava a evitar que os gravadores
cons
tituissem fator de inibição.
2) 0 estagiário devia observar (e anotar) durante os jogos regulados, mas não interferir na avaliação.
9.4 Procedimentos específicos para o Grupo
Griç&gt;o Experimental.
Após a leitura de cada livro, os alunos realizaram,
realizarõim, indi
vidualmente, uma série de jogos operatórios, segundo a
seguinte hierarquia: Seqüência
Seqflência Narrativa, Quem Foi?, Onde Foi?
Quando Foi?, Por que Foi?
Cada Alimo,
Aluno, após concluir o jogo recebeu do estãgiario u
auto—avaliação.
ma chave de correção e fichas de auto-avaliação.
A fim de garantir a fidedignldade
fidedignidade dos dados colhidos através dessa ficha de auto avaliação, havia, em cada sala ,
travês
;67

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�apenas!
1 (um) es
apenaá mna
uma chave de corjreção, de modo que sempre l(um)
tagi,á»£o superviiS'á;onava
tagi^ãBio
supervte'i;onava o preenchimento da ficha.
Se o aluno conseguia, em cada jogo operatõrio,
operatório, mais de
50% de acertos, podia passar ao jogo seguinte. Caso contra
rio repetia o jogo,'
jogo, devendo, antes, consultar novamente o
texto.
Depois de ter realizado todos os jogos operatórios, o
aluno passava a jogar com companheiros, segundo regras pre
viamente estabelecidas.
No caso dos jogos regulados, a ficha de avaliação foi
preenchida pelo próprio aluno, mas as jogadas eram avalia
das pelo grupo. OO,orientador
orientador da atividade Cestágiario)
(estãgiario) intervinha apenas para resolver casos pendentes.
O orientador de leitura só interferia diretamente
na
avaliação dos jogos de síntese, quando solicitados; grupos
constituid •}5 de cinco (5) alunos participavam deles depois
de terem passado por todos os jogos regulados.
Após isso, os alunos eram submetidos a uma avaliação de
leitura compreensiva atravis
através de entrevista com o estagiário
cujo roteiro incluia questões relativas às habilidades de
leitura treinadas pelos jogos. As entrevistas gravadas serão transcritas posteriormente, para facilitar a avaliação.
Teve-se o cuidado de formular perguntas que admitissem res
postas precisas, mas que obrigassem o aluno ã articulaçãode suas idéias.
Idéias.
O resultado dessa entrevista será lançado em fichá
ficha a—
propriada, cuja elciboração
eleiboração será discutida oportunamente.
Esses mesmos procedimentos se repetem ao final da leitura de cada um dos livros integrantes do projeto.
9.5 Procedimentos específicos para o Grupo de Controle.
Os alunos do grupo de controle, terminada a leitura de
cada um dos livros, submetem-se ã mesma avaliação de leitu
ra compreensiva, porém antes de realizarem as atividades ^
dicas.
68

cm

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�0o projeto está em desenvolvimento e, até a época
da
realização do Congresso, já disporemos de resultados parciais a serem relatados.
0 material utilizado será também apresentado em painéis ou através de transparências. Aproveitaremos a oportunidade para apontar alguns problemas que já identificamos no material e esperamos contar com a colaboração dos
colegas para aperfeiçoá-lo.
A realização das atividades lúdicas após
ap5s a leitura tem
funcionado como fator ou motivação para o ato de ler. Per
cebendo o jogo como atividade agradável e gratificante, o
aluno tem-se dado conta de que o não ler o impede de participar de momentos felizes.
Motivos circunstanciais levaram-nos a desenvolver o
projeto junto a escolas, mas entendemos que o ideal seria
que esse tipo de atividade se desenvolvesse em locais ane
xos ã Biblioteca Infantil, num trabalho integrado
entre
professores e bibliotecários. Estes deveriam,
deveríam, em conjunto
determinar os objetivos da atividade lúdica, a fim que o
bibliotecário, que vai supervisionar a leitura, esteja em
condições de orientar os usuários que se refere ãá consecu
ção das metas pretendidas. Além disso, estando inteirado
e integrado no trabalho, poderá observar as dificuldades
encontradas pelos pequenos leitores, e apresentar sugestões para o aperfeiçoamento do material lúdico.
ABSTRACTS
This project refers to the formulation and application
Thls
of reading games based on a preliminary reading of a text.
The essential purposes of such games are;
are:
a) to develop and/or evaluate reading comprehension abilities .
tles.
b) to dlsentail
disentail the reading act from the unpleasant activities usually associated with it.
The reading games here are a novel material and,following Jean Piaget's game classification, they can be
.69
69

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-11/

�operatory, dramatlc
dramatic and regulated. Th,e
The application
area
of tUis
this project comprises five public schools and one
private school in th.e
the city of Marília,
Marilia, State of São Paulo.
The subjects are third grade students of Elementary School
A pre-test and a post-test on oral and written reading
comprehension, evaluated by three teachers who did not
_take part In
in the project, provided the elements for a
series of intermediáte
intermediate data collected through recordings
on magnetic tape and registered in evaluation cards. These
last data will first be interpreted statiscally and then
analysed by the researchers.

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-li/ Q

II

12

13

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Saudação de Herberto Sales, diretor do Instituto Nacional do Livro, aos participantes do XI Congresso de Biblioteconomia e Documentação, realizado em João Pessoa - PB, de 17 a 22 de Janeiro-82.</text>
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