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CDD

027.4 (815)
027.4098151

A transformaçAo
TRANSFORMAÇÃO DA
da biblioteca
BIBLIOTECA pOblica
POBLICA de
DE minas
MINAS gerais
GERAIS no
NO atual
ATUAL
CENTRO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE
MARIA DE LOURDES CORTES ROMANELLI
- Coordenadora dos Grupos Especializados da
Associação dos Bibliotecários de Minas Ge
rais; bibliotecária do Centro de Educação
Permanente (CEP)
LiDIA DE CARVALHO SERPA
- Coordenadora do Grupo
blicas e Escolares da
bliotecários de Minas
ria do CEP

BRITO
de Bibliotecas PúAssociação dos BiGerais; bibliotecá-

MARIA DE NAZARETH SOUTO MAIOR FILIZZOLA
- Assessora Técnica do CEP
Com a colaboração do Grupo Representativo '
dos Bibliotecários do CEP e de Lúcia Helena
Pimenta Lima, presidente da Comissão Brasileira pela Valorização e Divulgação Profissional da FEBAB.

RESUMO
Os bibliotecários do Centro de Educação Permanente "Prof. Luiz
de Bessa" analisam a transformação da Biblioteca Pública de Minas Gerais em Centro de Educação Permanente, através de sua his
tória, competências legais e dotações orçamentárias. Fazem uma
tõria,
avaliação geral dos trés
três anos de experiência, apôs
ap5s a transforma
ção, evidenciam a necessidade da estruturação do órgão e a importância da redefinição da Biblioteca Píõblica
Píiblica de Minas Gerais
Es
no sistema cultural e educacional do Estado e alertam outros E^
tados para situações semelhantes que neles possam ocorrer.
442

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�SIGLAS

UTILIZADAS

BP
BPMG CEP
DAE/SEE

Biblioteca Pública
Biblioteca Pública de Minas Gerais
Centro de Educação Permanente
- Diretoria de Assistência ao Educando/Secretaria de
Estado da Educação
DBCAS - Diretoria de Bibliotecas
SEE
- Secretaria de Estado da Educação
SETAS - Secretaria de Estado do Trabalho e Ação Social

1 - INTRODUÇÃO
0 tema central do XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação - Biblioteca e Educação Permanente - de su
ma importância no momento cultural e educacional do pais,
vem
de encontro aos interesses e questionamentos atuais dos bibliotecários mineiros e, em especial, dos bibliotecários do Centro
de Educação Permanente "Prof. Luiz de Bessa", que há três anos
vivenciam a experiência da transformação da Biblioteca Pública
de Minas Gerais em CEP.
Ocorre que essa transformação não foi alicerçada numa po
lltica
e
numa filosofia condizentes com a amplitude que deveria
lítica
ter o novo órgão em termos de educação permanente. 0O que houve,
ao ser publicado o Decreto n9 19.173 de 09 de maio de 1978, que
dispôs sobre a mudança, foi a adoção de uma nova denominação a de Centro de Educação Permanente - para a Biblioteca Pública
de Minas Gerais, entidade que sempre desenvolveu o processo de
educação permanente através de seus objetivos de promover cultu
ra, informação, educação e lazer.
Ao invés da dinamização de vários segmentos inerentes ã
política cultural e educacional voltada para a Educação PermaPeraenente, e do fortalecimento e ampliação da BPMG, o CEP, de acordo com os objetivos da SEE/MG, a que se vincula, vem, na prática, se trcinsformando
transformando prioritariamente em um núcleo pedagógico,
direcionado notadamente para o trinômlo
trinómio professor/aluno/escola,
na ãrea
área de 19 e 29 graus.
443

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�Como resultante caracterizam-se, de imediato, quatro sérios problemas:
- a perda da Identidade
identidade da Biblioteca Pública de Minas
Gerais;
- a perda do seu espaço cultural, já conquistado na comu
nidade;
- a ausência de definição que caracterize a natureza e
os princípios de um Centro de Educação Permanente;
- a ausência, na entidade,
ebtidade, de uma estrutura orgânica ofi
ofi^
cializada, após
ap5s o Decreto de transformação.
Os problemas são avultados pelo fato de que, tratando-se
de realidades tão interdependentes e de naturezas tão complexas
como Biblioteca Pública e Educação Permanente, torna-se difícil,
senão inviãvel,
inviável, centrar a consecução dos objetivos da BP, acres
cidos de outros da Educação Permanente, em um só órgão.
Os bibliotecãrios
bibliotecários do CEP, com o apoio da Comissão Brasileira pela Valorização e Divulgação Profissional e das lideranças dos Grupos da Associação dos Bibliotecãrios
Bibliotecários de Minas Gerais,
notadamente do Grupo de Bibliotecas Públicas e Escolares da BPMG,
objetivam com este trabalho, apresentar aos congressistas as '
considerações e conclusões a que chegaram em torno da experiência vivida, entendendo contribuir com outros estados para estudo prévio de situações similares que possam ocorrer.
Sustentam a convicção de que o trabalho apresentado sofre
râ precioso enriquecimento com as avaliações e proposições por
parte da classe bibliotecária e dos demais congressistas.
Acreditam, também, poder sensibilizar a todos para o que
consldefam um problema afeto não apenas ã BPMG, mas ao próprio
oonsidefam
espaço da biblioteconomia brasileira.
2 - EDUCAÇÃO PERMANENTE E BIBLIOTECA
Em 1960, por iniciativa da UNESCO, realizou-se o Congre£
Congres
so Mundial de Educação de Adultos, resultando deste evento uma
feliz reformulação do conceito de Educação, emitido por uma comissão de educadores representantes de 23 países.
444

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�Na opinião destes estudiosos/
estudiosos, registrada no comentário do
conhecido relatório Edgard Faure, "a educação deve objetivar antes de tudo, envolver o indivíduo em um complexo de motivações e
estímulos, de desafios e valorizações que o motivem a aprender a
ser, a desvendar a cortina do'desconhecido,
do desconhecido, a propor e a partici
par das mudanças que se efetuam ã sua volta".
i
Com esta proposição, originou-se o termo Educação Permanente, indicando um processo de auto-educação ao longo da vida '
do indivíduo, e, ao qual, conseqtientemente,
conseqttentemente, estão a serviço vários segmentos da sociedade, diversas entidades de natureza cien
tifica, educacional e cultural.
cultural, Instituições
instituições artísticas e recrea
tivas... enfim, tudo o que concorre para motivar, estimular
estimular. ,ee
facultar o crescimento e desenvolvimento do homem, capacitando-o
âã maior participação no contexto sõcio-econômico-cultural em que
vive.
j.
O0 assunto Educação Permanente, como ainda está sendo visto, entendido e interpretado, é passível de muitos questionamentos, avaliações, aprovações e refutações. Mas, consoante a sua
abrangência e complexidade, evidencia-se
evidencla-se que as respostas ãssuas
demandas não podem ser apresentadas por uma instituição isolada.
Dentre as várias entidades educativas e culturais
que
desenvolvem o processo de Educação Permanente, situa-se a Biblio
teca, sob diferentes modalidades, entre as quais a BP.
A Biblioteca Pública áé um dos principais organismos que
visa proporcionar a todos o livre acesso aos registros do conhe
cimento e das idéias do homem, bem como ás
ãs expressões de sua
imagem criadora. Define-se como a instituição democrática
a
serviço da educação, cultura, informação e lazer, aberta a todo
e qualquer membro da comunidade.
"A Biblioteca Pública, em condições normais, êé um "campo
neutro", onde todos ou pelo menos a maioria das pessoas se sente âã vontade. Esta é uma verdade que pode ser dita de muito '
poucas Instituições
instituições públicas e que serve de base a um planejamento constante do trabalho de bibliotecários de Bibliotecas Pú
blicas". (24)
445

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�"Por isto, é indispensável que a Biblioteca Pública não
desenvolva, mesmo não intencionalmente, atividades voltadas só
dejsenvolva,
para uma instituição ou classe de l.eitores, mesmo que estes
'
constituam forte contingente.
Seus acervos, seus serviços e suas atividades devem refletir um equilíbrio para motivar a freqüência
freqllência de todos os segmentos da comunidade, com materiais adequados ao maior número '
possível deles". (24).
Além dos objetivos comuns a todas as Bibliotecas Públicas, a Biblioteca Pública Estadual é, para o seu Estado, o que
uma Biblioteca Nacional é para o seu País - "responsável pela '
aquisição, preparação e preservação de um acervo que corresponda ao que de melhor se puder coletar em todos os ramos do conhe
cimento, constituindo uma característica especial sua, a guarda
desse patrimônio como bem público, inatingível, intransferível
e inalienável". (2)
A Biblioteca Pública Estadual deve manter um equilíbrio
entre conservação e mudança: de um lado protegendo o patrimônio
cultural existente em seu acervo e, de outro, renovando-se e atualizando-se, principalmente tendo em vista seu amplo universo
de leitores, que é o povo.
£s Bibliotecas Públicas, em qualquer sistema de AdminisÂs
tração Pública a que pertença, cabe atender a esse universo de
leitores. Deve apoiar o ensino formal também por competência e
principalmente por necessidade prática, uma vez que o sistema '
prlnclpalmente
educacional do país ainda precisa e precisará das Bibliotecas '
Públicas no assessoramento do ensino. Mas, sem abdicar de sua
condição de biblioteca do povo.
A Biblioteca Escolar éê a agência diretamente responsável
pela tarefa de secundar a ação educacional das escolas, devendo
ser preparada, organizada e voltada para o seu público específi
específi^
CO,
co, interessado em diferentes tipos de respostas para os temas
programãtlcos.
dos conteúdos programâticos.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação reforça a necessidade das Bibliotecas Escolares, ao enumerar como condições es
senciais de ensino:
senclals
ensino; a) tipo de estudo dirigido; b) livros exis446

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-11/

�tentes na biblioteca, sua organização e efetiva utilização.
A escola instrui - a biblioteca amplia e reforça esta ins
in£
trução - ambas educam.
3 - A BIBLIOTECA POBLICA DE MINAS GERAIS, ATUAL CENTRO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE
3.1 - Aspectos históricos e competências
A BPMG foi criada pela Lei nÇ
n9 1.087, de 02.06.54, com o
objetivo de "promover, pelos meios ao seu alcance, a difusão da
cultura geral”.
geral". Entre as suas competências, citava-se a de "coo
perar na criação e manutenção de bibliotecas públicas do interior do Estado".
Quando de sua transferência para a Secretaria de Estado '
do Trabalho e Cultura Popular, em 1963, persistiram
persistircim as competências a ela atribuídas anteriormente, as quais foram regulamentadas pelo Decreto n9 6.884, de 19.03.63.
Transformando-se aquela Secretaria em See.
Sec. de Estado do
Trab, e Ação Social, pela Lei n9 4.429, de 09.02.67, a BPMG conTrab.
tinuou a pertencer âã sua estrutura orgânica. 0O Dec. n9 10.426,
de 22.03.67, que regulcimenta
regulamenta a SETAS,- trata em seu Art. V da
'
BPMG. Nota-se, então, entre as competências dessa, a de "manter
Setor especializado de bibliografia concernente ao Estado de Minas Gerais e de documentação mineira", atribuição condizente com
a sua característica de Biblioteca Estadual.
0 Decreto n9 16.125, de 04.03.74, ao reorganizar a SETAS,
reestruturou a BPMG; o último organograma desse órgão, oficialmente estabelecido, data daquela época.
Considerando-se a administração por sistema implantada no
Estado,.o
Estado,,o posicionamento da BPMG com o objetivo de difusão cultu
ral revelou-se impróprio na SETAS, pela falta de identidade
de
objetivos.
Em consonância com a política cultural delimitada pelo '
Plano de Governo de Minas Gerais para 1975/79, a BPMG vinculouse, através do Dec. n9 17.113, de 22.04.75, ãâ Coodenadoria
de
447

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♦

11

12

13

�Cultura do Estado, cujo objetivo é "coordenar as atividades dos
órgãos e entidades de promoção, incentivo e apoio ãs manifestações culturais e de preservação do patrimônio histórico e artístico do Estado de Minas Gerais, bem como a política editorial de
interesse artístico, literário e científico". Tal vinculação '
conferiu ã BPMG subordinação similar ãâ da Biblioteca Nacional, '
vinculada ã Secretaria de Cultura do MEC.
Por injunções políticas então vigentes, a BPMG não teve '
oportunidade de se firmar em definitivo na Coordenadoria de Cultura do Estado, passando, um mês depois, a integrar o Sistema '
Operacional de Educação, por força do Dec. n9 17.165, de 23.05.
75.
a
0O Dec. n9 17.323, de 18.08.75, transferiu a BPMG para
Secretaria de Estado da Educação e fez lotação de cargos.
Essa Secretaria foi reorganizada através do Dec. n9 18.749
de 13.10.77, tendo "por finalidade a consecução de objetivos
e
metas estabelecidos no planejamento global do Estado para o setor de educação". Nesse Decreto, a BPMG figura como Departamento da Superintendência Educacional, cujo objetivo operacional éê
"promover a implementação da política educacional através da
'
ação pedagógica", reunindo em sua composição as Diretorias
de
Ensino de 19 grau, de 29 grau, de Ensino Supletivo, de Assistência ao Educando, de Ensino Superior, a Diretoria de Bibliotecas
e a BPMG.
Através do Dec. n9 18.749, acima referido, foi criada
a
DBCAS (que até então funcionava como Coordenadoria), com os obje
tivos operacionais de "supervisionar e coordenar as atividades '
relacionadas com o Setor de Bibliotecas integrantes do Sistema";
ã BPMG foram atribuídos os objetivos operacionais de "executar a
política do setor de Bibliotecas do Sistema" subordinando-se tec
nicamente ã DCAS.
Sete meses após,
apôs, quando da reabertura da BPMG ao público,
após a reforma física por que passou, visando dotá-la de condições para ser órgão central do sistema bibliotecário, a entidade foi transformada pelo Dec. n9 19.173, de 09.05.78, em Centro
de Educação Permanente "Prof. Luiz de Bessa", com os objetivos
448

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�operacionais de "propiciar recursos de apoio ã educação formal
e complen.ento ao processo educativo informal, de maneira a assegurar o desenvolvimento integral e harmônico da comunidade".
Ao CEP, subordinado administrativamente ã Superintena
dência Educacional/SEE e tecnicamente ã DBCAS, é retirada
competência de executar a política do Setor de Bibliotecas.
Ã DBCAS são estabelecidos, então, como objetivos operacionais: "supervisionar e coordenar a execução da política do
setor de bibliotecas" (Anexo I do Dec. n9 19.173, de 09.05.78).
Com a transformação da BPMG em CEP, vão se transferindo
para este os programas culturais antes atribuídos, entre outros,
ã competência da DAE/SEE, cuja área de atuação atinge a prê-es
pré-es
colarização, as Diretorias de Ensino de 19 grau, de Ensino de
29 grau, de Ensino Supletivo e instituições comunitárias emtra
em tra
balho integrado com instituições escolares.
A Ordem de Serviço n9 28/79, do Senhor Secretário de Es
tado da Educação encarregou a Superintendência Educacional de
promover a mudança do Setor de Programas Culturais da DAE/SEE
para o CEP, a partir do dia 23.07.79 "tendo em vista a maior
racionalização dos serviços de Assistência ao Educando (DAE) e
do Centro de Educação Permanente "Prof. Luiz de Bessa" (CEP) e
a fim de evitar duplicação de esforços para fins idênticos".
3.2 - Dotações Orçamentárias
Enquanto órgão autônomo, a BPMG contava com verbas próprias, fator de primordial importância para a sua instalação,
a crescente consecução de seus objetivos,e, particularmente,pa
ra a formação e ampliação de acervo que, então, pôde ir se enriquecendo de valiosas obras bibliográficas.
Como Departamento da Sec.
See. de Est. do Trab.
Trab, e Cultura Popular, depois SETAS, obteve desta todo o empenho no sentido de
lhe serem facultadas condições de desenvolvimento, mas a BPMG
já se ressentia de dificuldades de obtenção de recursos financeiros satisfatórios. O seu acervo era adquirido através
da
See. de Est. da Administração;as verbas para aquisição de periõ
Sec.
perió
dicos regionais e estrangeiros, a conservação do acervo, a iitplan
inplan
tação de novos serviços e para atividades culturais,
publicações, manutenção e despesas de custeio, faziam parte das dota449

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&lt;/

Q0

II
11

12
12

13
13

�ções orçamentárias
orçcunentãrlas da SETAS. Aquela época, créditos especiais
foram abertos ã SETAS, através de Decretos, para a
aquisição
das Bibliotecas Prof. Tancredo Martins e Prof. Mário Casasanta,
destinadas a se Incorporarem ao acervo da BPMG.
3.2.1 - Reforma do prédio da BPMG
Em 1976, foi destinada ã BPMG, jâ
já Incorporada ã SEE, ver
ba da SAREM (Secretaria de Articulação entre Estados e Municípios; recursos financeiros federais,-ora
federais, ora extintos) no valor de
Crí 4.310.000,00 (quatro milhões, trezentos e dez mll
Cr$
mil cruzeiros) , para: - reforma e adaptação do prédio da BPMG; - aperfei
aperfe^
çoamento de recursos humanos para Bibliotecas Comunltãrlas;
Comunitárias;
estudo e análise da estrutura de recursos materiais e humanos
da BPMG;'- aquisição de móveis e equipamentos.
Essa dotação fora prevista no projeto "Bibliotecas Comunitárias", da Coordenadorla de Bibliotecas da SEE, do qual
nltãrlas",
a
BPMG seria o órgão executor.
Para 1977/78, o Projeto "Sistema Nacional de Bibliotecas
Públicas - Sub-sistema
Sub-slstema de MG", também da Coordenadorla de Bibliotecas, programou para a BPMG, que seria a entidade executo
ra da política bibliotecária mineira, a aplicação de recursos
do MEC/INL, da ordem de Cr$ 1.000.000,00 (hum milhão de cruze^
cruzei
ros) facultando-lhe as melhorias:
melhorias; - Instalação
instalação da Divisão de
Apoio Escolar; - reaparelhamento da Divisão Infantil; - instaInsta(Multimeios).
lação do Centro de Atividades Culturais (Multlmelos).
3.2.2 - Dotações Orçamentárias 1978/82
Bm 1978, a dotação orçamentária para o CEP foi a destina
verbas
da anualmente ã sua "Manutenção", onde se incluem
Incluem as
para Diárias de Viagem, Transporte e Acondlcionamento,
Acondlclonamento, Impressão e Encadernação, Aquisição de Jornais e Revistas e outras '
menores.
com
Com a transferência das promoções culturais da DAE/SEE '
para o CEP, repassaram-se para este., nos anos de 1979/80,
19 79/80,
as
verbas daquela Diretoria destinadas às
ãs referidas promoções (a£
(as
sinaladas com asterisco no quadro de Dotações Orçamentárias).
slnaladas
Essas verbas, em 1981, englobaram-se na dotação orçamentária pa
450

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�ra a "Manutenção do CEP", sob rubricas adequadas.
Em 1980, foi implementado o PRODIARTE (Programa de Desen
volvimento Integrado Arte/Educação), para o 19 grau, com verba da QFSE (Quota Federal Salário Educação - repartida entre '
Estados e Municípios, de acordo com projetos de âmbito nacional; ação prioritária;
prioritária: educação).

Em 1981 foi liberada verba da QFSE para o projeto PromoCulturais, parte da qual destinou-se ao PRODIARTE - Cr$..
ções .Culturais,
2.200.000.
00 (dois milhões e duzentos mi
1.242.000.
00 (hum milhão, duzentos e qua
zeiros) para projetos voltados para a Educação Permanente.
Para 1982, além da anual dotação orçamentária para "Manu
tenção" serã
será liberada para o CEP verba da QESE (Quota Estadual
Salário Educação - destinada a projetos para o 19 grau), no va
lor de Cr$ 5.350.000,00 (cinco milhões, trezentos e cinquenta
mil cruzeiros) para aplicação no projeto "Melhoria da Educação
Geral", voltado para o 19 grau, de acordo com os critérios básicos determinados pelo MEC: - ações preferenciais para crianças de la. a 4a. série; - escola e professor. A verba para o
PRODIARTE, no valor de Cr$ 3.300.000,00 (trés
(três milhões e trezen
tos mil cruzeiros) estará incluída na dotação da QESE.
Sem recursos financeiros, dentro do orçamento da SEE, a
programação bibliotecária apresentada para 1982: - projeto de
organização do Setor de Obras Raras; - dinamização de atividades pertinentes ã Coleção Mineiriana
Hinelriana (como implantação de projeto "Memória falada de Minas"): - aplicação dos serviços
de
extensão bibliotecária; - dentre outros relevantes.
(A seguir, quadro global de Dotações Orçamentárias 1978/
82) .

451
4^1

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�ANO
19 78
1979
1980

1981
1982

DESTINAÇAO
DESTINAÇÃO
PROJETO (P)
ATIVIDADE (A)
A
A
A
A
A
A
A
P
P
A
.P
A
P

VERBA ANUAL FONTE DOS
(em Cr$l,00) RECURSOS
212. 000
212.000
619.000
000
619.
350.000
000
350.
540.000
540
. 000
838.600
838.
600
400.700
400
. 700
300
230.300
230.
350
350.000
. 000
1.950.000
1.950.
000
2.346.000
2.346.
000
3.442.
3.442.000
000
3.510.
3.510.000
000
5.350.000
000
5.350.

Manutenção do CEP
Manutenção do CEP
Concursos Literãrios*
Literários*
Publicação/Divulgação*
Manutenção do CEP
Concursos Literários*
Publicação/Divulgação*
Educação Artística*
PRODIARTE
Manutenção do CEP
Promoções Culturais
Manutenção do CEP
Melhoria da Educação Geral

Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
QFSE
Tesouro
QFSE
Tesouro
QESE

3.3 - Verbas para acervo
Ã BPMG não vêm sendo liberadas verbas para compra de livros, de maneira sistemática, conforme amostragem abaixo, relativo ao período 1973/81 (não houve liberação de verba nos anos
que não figuram no quadro; em 1977, a Biblioteca esteve fechada
para reforma):

ANO
1973
1976
1978
1979
19
79
1980

QUANTIDADE DE
LIVROS
TiTULOS VOLUMES
1.800
3.600
2.789
132
162
50

VERBA ANUAL
(em Cr$l,00)

3.000
4.883
6.711
622
1.619
888

97.170
373.029
738.933
34.550
100.016
105.644

OBSERVACOES
Livros
Livros
Livros
Livros
Livros

considerados M.Permanente
considerados M.Permanente
didáticos (M. Consumo)
didáticos (M. Consumo)
didãtioos (M. Consumo)
didátioos

As aquisições de 1976 e 1978 (livros considerados como Ma
terial Permanente) foram efetuados através de recursos do Tesouro, destinados ãà manutenção da SEE e negociados pela Coordenadoria de Bibliotecas; os livros didáticos foram adquiridos com ver
bas de Material de Consumo, daquela Secretaria.
Até o presente momento, não se efetivou compra de materim.ateriais audiovisuais para a CEPLB; o pequeno acervo desse tipo, exis
tente ,deve-se ã doações.
452

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�Para 1982 não está prevista liberação de verbas para com
pra de livros e de materiais audiovisuais.
4 - anAlise
ANÄLISE dos
DOS problemas
PROBLEMAS
4.1 - Perda da identidade da BPMG e do seu espaço cultural já
conquistado na comunidade
Analisando-se o Decreto que transformou a BPMG em CEP,vêse que as competências a este atribuídas enquadram-se nas de B^
blioteca Pública: "I - Reunir e organizar acervos bibliogrãfibibliográficos e audiovisuais para colocá-los a serviço da comunidade; IIPromover atividades visando ao desenvolvimento de outras lingua
gens como meio de comunicação; III - Incentivar o uso do livro
como fonte bãsica
básica de informação e lazer; IV - Pesquisar e reunir bibliografia relativa a Minas Gerais, colocando-a ã dispôs^
ção dos usuários" {Dec.
(Dec. nV 19.173, de 09.05.78, anexo 2, item
4). Nota-se uma minimização dessas competências em relação
ãs
às
estabelecidas em Decretos anteriores para a BPMG, uma vez
que
não ê atribuída ao CEP a competência de atuar como órgão central
do sistema regional de bibliotecas públicas.
Considera-se o CEP como Biblioteca Pública, ao subordinálo tecnicamente ã Diretoria de Bibliotecas. Nota-se, entre as
competências desta Diretoria, as de:
supervisionar, coordenar, acompanhar e avaliar as atividades das bibliotecas integrantes do Sistema e do Centro de Educação Permanente "Prof.
Luiz de Bessa"; - desenvolver atividades visando àã formação da
rede estadual de bibliotecas escolares, escolares-comunitãrias
e públicas, para apoio ao sistema formal de ensino e ãâ educação
permanente" (Dec. n&lt;?
nV 19.173,de 09.05.78, Anexo I,item 3, parágrafos III e IV).
Paradoxalmente não figura no CEP nenhuma identidade de B^
Bi
blioteca Pública; tal Identificação
identificação nominal persiste apenas of^
ciosa e tradicionalmente - o povo continua chamando o órgão de
"Biblioteca Pública".
A ausência dessa identidade ocasiona, entre outras,dificu^
outras,dificul
453

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�dades de caracterização das Divisões e Setores Bibliotecários.
Designações específicas
especificas de serviços bibliotecários, como: Proces
sarnento Técnico, Divisão de Referência, Divisão Circulante, etc.,
não definem o seu conteúdo, quando inseridas em um organograma '
de Centro de Educação Permanente. Questiona-se: o que significa
ria uma Divisão Circulante, em um CEP ? Da mesma forma. Divisão
de Referência, Divisão de Processamento Técnico ...
dlspendldos para manter o ór5rApesar de todos os esforços dispendidos
gão atuante como Biblioteca Pública Estadual, este vem perdendo
a possibilidade de consecução satisfatória dos objetivos inerentes a tal tipo de organismo.
A sua capacidade de atendimento aos lèitores
leitores vem diminuindo ,
vez que não existe constante e planificada aquisição do acervo '
bibliográfico, por falta de dotações orçamentárias suficientes,
o que, faça-se justiça, vem se comprovando há tempo. Paralelamente, não se adquirem, através de compra, materiais audiovisuais, indispensáveis numa Biblioteca Pública moderna.
As Bibliotecas Públicas desenvolvem uma ação educativo-cul
tural, e, concomitantemente, representam um "produto"
"produto” de cultura,
produto esse traduzido em forma de acervo e que, notadamente em
se tratando de Bibliotecas Públicas Estaduais, é patrimonial, de
vendo ser preservado, enriquecido, organizado e colocado ã dispo
slção do público.
sição
O critério de distribuição de recursos financeiros, dentro
do atual
atu^l sistema, para os projetos e atividades do CEP constitui
um entrave ao desenvolvimento dos serviços específicos da área '
bibliotecária, previstos e necessários ao bom desempenho do órgão.
Ações prioritárias para o CEP vêm sendo os projetos e atividades voltados para o 19 e 29 graus, concordantes com as diretrizes para a aplicação das verbas liberadas para a educação, '
com os objetivos operacionais e competências da Superintendência
Educaclonal/SEE.
Educacional/SEE.
A desfiguração da BPMG como Biblioteca Pública Estadual
a sua configuração numa espécie de grande biblioteca escolar
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e
e

�de apoio aos objetivos do sistema operacional da educação,refor
ça a assertiva da deficiência da rede de bibliotecas escolares
do Estado.
4.2 - Ausência de definição que caracterize a natureza e os
'
princípios de um centro de educação permanente; ausência,
no CEP, de uma estrutura orgânica oficializada, após o De
ereto de transformação
A definição e execução de qualquer política ou programa
de ordem educacional, cultural, administrativa ou social supõe
a adoção de uma filosofia conceituai e operativa que defina os
termos de seus objetivos e de seus processos organizatõrios;que
organizatórios;que
estabeleça as regras de ação interpretando a realidade onde ela
se processará; que estabeleça os princípios capazes de fundamen
tar a ação proposta.
Dentro desses critérios, foi criada a BPMG. Dada a complexidade e abrangência da Educação Permanente, torna-se difícil
conceituar o que devesse ser um "Centro de Educação Permanente"
ou mesmo delimitar ãreas de sua atuação.
No caso da BPMG, nota-se que a desativação do órgão, para
dar impulso a outro, não foi precedida de uma prudente análise
e definição da exata natureza do CEP.
Dal, verifica-se nesse órgão, estabelecido basicamente na
estrutura jâ
já existente da BPMG, uma forma operativa que vem abrangendo atividades complexas e diversificadas, características
de Biblioteca Pública e outras especificamente da área
ârea de Educa
ção, voltadas para o trinômio
trinõraio escola/aluno/professor.
A organização do CEP, na estrutura orgânica da SEE, é
'
classificada a nível segundo (Diretoria da Superintendência Edu
caclonal/SEE), quando devido âã complexidade e diversificação de
cacional/SEE),
suas atuais atividades, somadas ás
ãs muitas outras que um "Centro
de Educação Permanente" pode desenvolver, exigiríam
exigiriam que o órgão
fosse estabelecido a nível de organização mais elevado, comportando Diretorias interdependentes, mas autônomas.
Qucinto
Quanto ã organização interna, não se efetivou oficialmente a necessária reestruturação do órgão, após sua transformação.

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455,

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�5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
- Todas as instituições que exercem ou podem exercer
fluência sobre o Homem, são agentes de educação permanente;

in-

- torna-se bãsico
básico para essa educação permanente a existên
cia de condições internas que independem da instrução formal (do
prõprio
próprio ser humano); e externas (econômicas, políticas, sociais
e culturais), que propiciem a auto-educação;
- além dessas condições, é preciso que a própria sociedade se organize favoravelmente para motivar o auto-desenvolvimento do indivíduo, ativando todos os órgãos capazes de facultar a
sua educação permanente;
- interessando-se as autoridades competentes em oficializar a educação permanente (acelerando seus processos naturais através de serviços e atividades que visem ã auto-educação,
no
período de vida mais produtivo das pessoas, tendo em vista um re
torno prático no investimento - educação), éi necessário que os '
órgãos responsáveis por esta educação permanente oficializada se
õrgãos
jam o mais possível autônomos, com competências abrangentes
e
recursos amplos, que lhes permitam concorrer de fato para melhoria de vida do maior número possível de pessoas, nas mais diferentes faixas etárias e diferentes níveis de'instrução;
de instrução;
- a Biblioteca Pública é reconhecida ,internacionalmente
internacionalmente '
como um dos agentes básicos da educaçao
educação peri^anente
periçanente em qualquer '
nação, estado ou comunidade;
- segundo o Manifesto da UNESCO (16) a Biblioteca Pública
"deve ser estabelecida ãâ base de dispositivos legais inequívocos
que regulem a prestação de um serviço de alcance nacional. É indispensável que as Bibliotecas Públicas cooperem entre si de for
ma organizada, para que haja plena utilização de todos os recursos nacionais e para que os mesmos possam estar â disposição de
qualquer leitor";
-"a Biblioteca Pública deve, para que possa desencumbirse de sua missão, conservar sua identidade própria, permanecendo
como uma instituição independente" (16)

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�-"os custos do serviço de biblioteca pública devem ser
cobertos com recursos públicos proporcionados pelo governo central ou pela administração local, ou por ambos. Principalmente
nos países em desenvolvimento, o governo central deve desembolsar uma ajuda substancial para esse fim. Têm que ser previstas
as fontes que assegurarão o financiamento de forma contínua, e,
todas as autoridades locais que detenham algum grau de responsa
bilidade pela supervisão, deverão ter a faculdade concedida por
lei, de levantar recursos financeiros" (16);
- o espírito
espirito da legislação que criou os Sistemas Operacionais da Administração Pública em Minas Gerais definiu com cia
reza a finalidade desses Sistemas, qual seja, "a de reunir orgãos e entidades afins, integrados por vinculação ou cooperação,
sem prejuízo da respectiva natureza jurídica, visando ã consecução de objetivos e metas governamentais interdependentes" (Art.
69 do Dec. n9 14.446, de 13.04.72, que define o Sistema Operacio
nal da Administração Pública);
- a criação da Coordenadorla
Coordenadoria de Cultura, pelo Decreto n9
17.112, de 21.04.75, com o objetivo de "coordenar as atividades
dos órgãos e entidades de promoção, incentivo e apoio às manife£
manifes
tações culturais ..." vem, em sua amplitude, ao encontro da atua
ção das Bibliotecas Públicas Estaduais e Municipais, no contexto
sõcio-cultural e educacional de suas comunidades;
- o Decreto n9 17.113, de 22.04.75, que indica a composição dos Sistemas Operacionais da Administração Pública Estadual,
veio, de forma positiva, ratificar a deliberação governamental '
de reunir órgãos afins; em seu Art. 59, item 3, h, inclui a BPMG
entre os órgãos vinculados ã Coordenadorla
Coordenadoria de Cultura;
- é coerente que o posicionamento da BPMG, na Administração Pública
pública Estadual, seja estabelecido a modelo da Biblioteca '
Nacional, no âmbito federal.
6 - CONCLUSÃO
A reflexão crítica
critica suscitada pela situação do CEP conduz
a diversas conclusões, registrando-se as mais expressivas:

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-11/

�- o fato da transformação da BPMG em CEP não alcançar os
resultados desejados, seja no sentido de se implantar um verdadeiro "Centro de Educação Permanente", na inovação que a idéia
exprime, seja no sentido de fortalecer a entidade já atuante co
mo Biblioteca Pública Estadual;
- pontos positivos são notados na experiência, citando se entre outros: - um melhor atendimento ã educação voltada
'
principalmente ao 19 grau, meta prioritária do atual governo; liberação de verbas para promoções culturais, antes alocadas na
DAE/SEE e agora transferidas para o CEP, aplicadas em projetos
e atividades que, vez por outra, beneficiam serviços e atividades da área de Biblioteconomia; - instalação da Sala de Musica,
Música,
prevista desde a criação da BPMG; - a implementação das Assesso
rias Cultural e Administrativa.
Em decorrência dos problemas ocasionados ã BPMG
pela
transformação, o Grupo Representativo de Bibliotecários do CEP,
no presente momento, ou seja, em agosto de 1981, está empenhado
na elaboração de um documento a ser enviado ao Senhor Secretário de Estado da Educação, onde analisa a transformação da BPMG
em CEP, suas consequências e a avaliação da atual situação.
Pretende, com essa iniciativa, defender a necessidade de
acionamento de uma política de melhoria que atenda aos requisitos de dinamização e modernização dos serviços técnicos bibliotecários e sensibilizar as autoridades competentes para tomada
de decisões que redefinam a Biblioteca Pública de Minas Gerais,
que a revalorizem e lhe concedam meios de atingir, a nível satisfatório, a consecução de seus objetivos.
ABSTRACT
The librarians of Centro de Educação Permanente "Prof.
Luiz de Bessa" (Permanent Educational Center "Prof. Luiz
de
Bessa") analise the transformation of the Public Library of
Minas Gerais in Permanent Educational Center throught its
history, legal competence and budget. An avail
avaliation
at ion carried out after
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�three years of experience showed, after the transformation, a
necessity to create a new structure and redefine the Public
Library of Minas Gerais into the cultural and educational
system of the State. They also call the atention of the other
System
states for similar situation that they can face.
States

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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              <text> Brito, Lídia de Carvalho Serpa </text>
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              <text> Filizzola, Maria de Nazareth Souto Maior</text>
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              <text>Os bibliotecários do Centro de Educação Permanente "Prof. Luiz de Bessa" analisam a transformação da Biblioteca Pública de Minas Gerais em Centro de Educação Permanente, através de sua história, competências legais e dotações orçamentárias. Fazem uma avaliação geral dos três anos de experiência, ap5s a transformação, evidenciam a necessidade da estruturação do órgão e a importância da redefinição da Biblioteca Pública de Minas Gerais no sistema cultural e educacional do Estado e alertam outros Estados para situações semelhantes que neles possam ocorrer.</text>
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