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CDD 021.260981411
021:301.360981411

BIBLIOTECA PObLICA:
POBLICA: AÇÃO COMUNITÃRIA
CÉLIA -MEDICI
MEDICI BEZERRA DA SILVA
EDNA ALVES DE ALMEIDA MOREIRA
HELENA GOMES DE OLIVEIRA
LAILA GEBARA SPINELLI
MARIA DE LURDES MARQUES MARTINS
SILVIA MARIA
.MARIA MOTTA
Bibliotecárias do Departamento de Bibliotecas Públicas da.Prefeitura
da Prefeitura do Mu
nicipio de São Paulo.
RESUMO
A observação dos rumos tomados pela Biblioteca Pública em
São Paulo incita a uma análise comparativa entre a sua antiga feisão
ção e a nova, derivada do ajustamento de sua filosofia aos valores
emergentes na época. A obsolescência da política adotada pela Biblioteca pública tradicional gera um questionamento que faz surgir
a Biblioteca Pública: ação cultural, alicerçada por princ.ípios
princípios reno
vadores impulsionados por perspectivas condizentes com o momento.
Para despontar em uníssono com os demais setores da vida da nação ,
ela adquire uma nova roupagem que visa retirá-la do confinamento '
provocado por uma visão um tanto anacrônica e estéril. Essa nova '
performance se manifesta através de uma fértil e bem planejada programação artístico-cultural, que a transforma no Centro Cultural da
comunidade. O material bibliográfico ê realçado a cada programação
o que o mantém
mantêm como um dos sustentáculos do sistema bibliotecário.
Todas as mudanças vislumbradas emanam de atitudes coerentes, que '
procuram materializar os princípios traçados pelo Manifesto da
'
UNESCO.

398

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�SSUM
U M Ã RIO

Apresentação
1. Introdução

2

2. Biblioteca no processo de desenvolvimento

3

2.1 Biblioteca Pública: ação cultural
2.2 Funções da Biblioteca Pública
2.3 Conscientização do público e das autoridades quanto ao valor
da Biblioteca Pública
2.4 Programa de ação do Departamento de Bibliotecas Públicas do
Município de São Paulo através da Rede de Bibliotecas Ramais
2.4.1 Retorno decorrente do programa de ação

3
5
7
9

11

3. Conclusão
4. Bibliografia consultada

15

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�APRESENTAÇÃO

Este trabalho tenta mostrar que a Biblioteca Pública deixou
de se limitar ãs estreitas linhas dos padrões antigos, para assumir
um importante papel diante da comunidade. A nossa intenção, como b^
b£
bliotecãrios, é mostrar que a atual Casa de Cultura abre suas portas
a qualquer tipo de indivíduo, letrado ou não, em consonância com os
princípios estabelecidos pelo Manifesto da Unesco.
No decorrer das páginas enfatizaremos toda uma mentalidade
ativa e idealista, ressaltando muitas das atividades promovidas pela
Rede de Bibliotecas Ramais do Departamento de Bibliotecas Públicas '
do Município de São Paulo.
A elaboração do trabalho calcou-se em experiências próprias
e em considerável bibliografia nacional e estrangeira.

400

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Q

ii

12

13

�1.

INTRODUÇÃO

Desde a Antiguidade, temos noticias da existência de Biblto
tecas, como sendo uma reunião organizada de livros, em um determinado espaço físico.
Nosso interesse, porém, recai sobre a Biblioteca Pública ,
que se revelou no século XIX, resultante da valorização do indivíduo
em uma época de sensíveis mudanças sócio-polltico-culturais.
sõcio-polltico-culturais.
Por volta de 1870 as bibliotecas ampliaram seu campo de '
ação, levando ãs Universidades palestras que versavam sobre temas de
interesse para a comunidade local e exposições,,as mais diversas, '
que revelavam todo o potencial artístico dos moradores da região. Ou
tro programa oferecido compunha-se de apresentações musicais muito '
concorridas. Logo, as bibliotecas ficaram conhecidas como centro de
desenvolvimento da cv''tura
cVtura social.
O desenvolvimento total de suas atividades, como Casa de '
Cultura, enquadrado nas necessidades gerais da região, floresceu no
inicio do século XX, quer pela melhor ocupação do tempo livre, quer
pela busca de informação e cultura.
Assim, as bibliotecas consideradas anteriormente lugar pa• ra livros e leitura, assumiram nova configuração.
No Brasil, a primeira Biblioteca Pública foi instalada em
1811 na Bahia. Se analisarmos a literatura sobre bibliotecas públicas brasileiras, veremos que sua trajetória, visando ação cultural,
públ^
foi lenta. No entanto, já existem, hoje, redes de bibliotecas púbM
cas bastante atuantes e dinâmicas.
Antes de nos voltarmos ao cerne do trabalho propriamente '
dito, houvemos por bem conceituar Biblioteca Pública e Comunidade.
Segundo o Manifesto da UNESCO, a Biblioteca Pública é uma
instituição democrática de ensino, cultura e informação, objetivando
"estimular a educação, fornecer a informação, promover a cultura e '
proporcionar o lazer a todo e qualquer membro da comunidade, sem di£
tinção de raça, cor, nacionalidade, idade, sexo, religião, língua,s^
língua,si^
tuação social ou nível de instrução, de modo que a utilizem livremen
401
401.

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12

13

�te e em igualdade de condições"!.
condições"1.
Comunidade deve ser entendida como: grupo de pessoas que r^
sidem em um certo espaço geográfico, ligadas por laços naturais, visando interesses comuns, gerando união e cooperação espontâneas.
Ê
praticamente impossível dissociar a verdadeira Biblioteca Pública da
Comunidade, pois uma completa a outra, visando lançar mão da experiên
cia individual de seus membros, para atingir o campo sem limites do
saber de toda a humanidade: esta é a atuação da Biblioteca Pública:
Ação - Comunitária.
2.

BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO

2.1

Biblioteca Pública: ação cultural

Em épocas remotas, quando as manifestações artlstico-culturais passaram a ser objeto de consumo de minorias privilegiadas, estabeleceu-se, em contra-partida, o não público, "a ‘grande
grande maioria da
população: todos aqueles a quem a sociedade quase não fornece os
'
meios para optar livremente"2, fruto de um sistema político-econômico estratificante.
Por contingências históricas, o não público foi sendo postergado em detrimento das prerrogativas desfrutadas pela classe dom^
domi
nante.
Tal situação foi se arrastando, e fez com que toda entidade
de cunho artístico-oultural
artístico-cultural tivesse como base objetivos elitistas e
elitizantes, uma vez que o status quo era mantido. Com esse pano de
fundo, assume lugar de destaque a Biblioteca Pública, com uma preten
sa mentalidade inovadora.

1. Apud FERREIRA, Carminda Nogueira de Castro. Biblioteca Pública é
biblioteca escolar? R. bras. Bibllotecon. Doc., São Paulo, 1^
11
(1/2): 10, jan. jun. 1978.
2. JEANSON, Francis apud FLUSSER, Victor. Uma biblioteca verdadeira
mente pública. Revista da Escola de Biblioteconomia UFMG, _9(2)
J(2) :
132, set. 1980.
402

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�Por princípio, uma biblioteca para ser concebida como verda
deiramente pública, deve, como afirma Victor
Vlctor Flusser, tentar atender
democraticamente aos reclamos do chamado não-público.
Para que isso ocorra, postula-se a necessidade de se promover minuciosos levantamentos e estudos da comunidade. Procede dal a
exigência precípua da Biblioteca Pública estabelecer, rigorosamente ,
seus objetivos e funções entendidos resoectivamente como produtos finais a serem obtidos e meios de atingi-los.
Fixadas as metas e as diretrizes, os indivíduos deverão ser
despertados para o valor da Biblioteca Pública. Para tanto, será pre
ciso que o bibliotecário, como personalidade representativa da comun_i
comun^
dade ou como agente de grande força social, assuma integralmente esse
papel de destaque, atentando para as pretensões e predisposições dessa mesma comunidade, traçando o perfil de interesse de seus membros ,
o que desenvolverá a sua capacidade de empatização.
Compete ao bibliotecário perspicaz e sensível, evitar alhe^
alhear
-se ãs
ás reais necessidades e interesses daqueles que o cercam, mostran
mostran^
do-lhes que a Biblioteca Pública é um organismo vivo, dinâmico e atum
atu^
te, ã disposição de todos.
A esse mesmo bibliotecário compete, sobretudo, dar a palavra ao não público. Aliás esse conceito assume caráter figurado, uma
vez que ao não público, que consiste da maioria da população que ainda • desconhece a existência da Biblioteca, seria não só facultado o d^
d£
reito de verbalizar idéias e aspirações,
asoiracões, mas, também, o de materializá-las, contribuindo para melhorar sua qualidade de vida.
Em suma, a Biblioteca Pública: ação cultural contrasta com
a Biblioteca tradicional, principalmente, no que tange âã sua qualidade de simples armazenadora de livros, em que o bibliotecário se situa
como mero guardião do acervo e como seguidor empedernido de cânones '
alienígenas quanto a normas técnicas.
Na "nova" Biblioteca Pública, observamos que uma ótica mais
moderna foi adotada, pois, o leitor outrora relegado, passou a ser a
mola mestra a impulsionar os serviços bibliotecários.
Para fazer jus a essa nova conceituação, cumpre ã Biblioteca Pública assumir, na plenitude, todas as suas funções.
403

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-y
♦

�2.2

Funções da Biblioteca Pública

As funções educativa, informativa, cultural e recreativa, a
ludidas pelo Manifesto da UNESCO, merecerão um maior realce, por
se
constituírem em condição sine qua non, para que os objetivos sejam '
viabilizados.
Convém salientar que todas elas se diluem, sendo muitas ve
zes difícil distinguir até que ponto a Biblioteca está cumprindo uma
ou outra função especificamente.
A primeira função, a educativa, permeia todas as demais, já
que a Biblioteca Pública contribui para a educação permanente, e tordeixam os ban
na-se, ainda mais marcante no momento em que as pessoas delxeun
COS escolares no afã de adquirir novos conhecimentos. A Lei 5692, im
plantada em 1971, reformulou o ensino de 19 e 29 graus, instituindo '
aos estudantes a pesquisa obrigatória. A partir de então, a Bibliote
ca pública tomou impulso e passou a ser reconhecida por mais algumas
autoridades, como instituição indispensável âã formação educacional e
cultural da comunidade.
A função informativa é exercida em três níveis:
- fornecimento de material de apoio a estudantes como complementação de informações obtidas na escola. Esse nível éê bastante
polêmico, pois muitos questionam se a Biblioteca Pública ê Biblioteca
Escolar. Julgamos o assunto apaixonante, contudo reservamo-nos o direito de não explorá-lo aqui, pois seriamos
serícimos levianos, tratando-o com
superficialidade;
- fornecimento de informações de utilidade pública, para so
lucionar problemas do cotidiano. Por exemplo: orientação quanto ao
preenchimento de formulário de Imposto de Renda, problemas relativos
ã Previdência Social, orientação vocacional, profissional e outras '
mais.
- fornecimento de informações ás
às pequenas e médias indústrias que tanto carecem de assistência
assisércia nesse sentido. Além do que, ê
válida a criação de progrcimas
programas convidativos, preenchendo o intervalo '
de almoço dos funcionários.
A Biblioteca Pública assumiu uma função cultural, bastante
relevante, que por vezes coincide com a de outras entidades que possuem escopo semelhante. O que constatamos ê que a Biblioteca Pública, por estar bem próxima da comunidade, ou por se empenhar nisso, '
404

2

3

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�sente-se na obrigação de satisfazer os anseios do público e do não '
público, ainda que a ela atribuam uma pseudo usurpação de
programas
tido como de terceiros. As atividades de extensão, como: cursos, palestras, reuniões, espetáculos, cerimônias, homenagens, exposições e
outras, incluem-se nesta função.
A tentativa de se fazer com que o brasileiro desperte para o
hábito de leitura, está incluída na última função, a recreativa, que
reputamos a mais espinhosa já que por tradição o brasileiro é um povo
que pouco lê. Isto se evidencia, principalmente,
prlnclpalmente, no momento atual, '
em que as pessoas são alvo do assédio sub-reptício dos veículos de co
munloação
municação de massa. Comprovadamente, no Brasil, lê-se basicamente '
por obrigação e não devemos poupar esforços para mudar este estado de
coisas.
O0 escritor Domingos Pellegrini
Pellegrlni Junior manifesta, pesaroso, '
todo o seu desagrado com a situação reinante, quando afirma: "Vejo '
tantos escolares lendo por obrigação e em seguida detestando livros '
para o resto da vida. Me dói
dôi ver isso. Acredito que ê missão de todos nós
educadores, bibliotecários, escritores, pais
estrá
tar e tornar proveitosas e agradáveis as relações entre os livros e
os jovens. Esta éê uma das mais complexas e importantes campanhas em
que se podem empenhar esforços e ciência"3.
ciêncla"3.
Diante disso, ocorre-nos parafrasear aquele famoso "slogan"
oficial, colocando que: povo culto êé povo desenvolvido. Esse lema de
veria ser compartilhado por todos, que se irmanam
Irmanam de alguma forma, na
tentativa de despertar para o valor da leitura.
Concluindo, diriamos que as características básicas que distinguem a Biblioteca Pública tradicional da Biblioteca Pública: ação
cultural, são basicamente duas:
- o bibliotecário que sai a campo para se integrar com a comunidade, atuando com desvelo e boa vontade, no sentido de criar condições para melhorar a sua qualidade de vida;

3. PELLEGRINI JUNIOR, Domingos apud MILANESI, Luis Augusto. Bibliote
cas brasileiras vistas por bibliotecários e usuários. R. bras.
oas
de Bibliotecon. eé Doc., 13(3/4): 231, jul./dez. 1980.
405

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�- o leitor que conquista seu lugar de destaque junto aos
sistemas bibliotecários, fazendo-o oscilar segundo as suas nuanças '
comportamentais.

2.3.

Conscientização do público e das autoridades
quanto ao valor da Biblioteca Pública

0 termo "conscientização" merece ser definido, devido ãs
várias conotações que pode assumir. Segundo o Novo Dicionário da Lín
Lin
gua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, éê o "ato ou '
efeito de se conscientizar. Conscientizar: V.t.d. Tomar consciência
de; ter noção ou idéia de"^.
de"'*.
Assim, se enquadra nessa formulação, o ato de sensibilizar •
o público e as autoridades, sobre o valor da Biblioteca Pública
no
contexto sõcio-polltico-cultural.
sécio-polltico-cultural.
0O termo "público" resulta abrangente demais, principalmen
te quando aposto
apôsto ã p..lavra
p, lavra conscientização, o que impele a uma verda
deira maratona catequista. Assim, o objetivo final acaba por ajustar-se ãs necessidades especificas
específicas de cada componente da comunidade
local.
Referimo-nos ao público que se dirige ás Bibliotecas Públicas: o estudante, o profissional de diversas áreas, as donas de '
casa, o neo-alfabetizado, os pesquisadores, os cientistas e outros.
No trabalho de conscientização, de tão diversificadas categorias, ne
cessãrio
cessário se faz a elaboração de programações dirigidas.
Engajada nesse trabalho, compete â Biblioteca:
a) promover a boa leitura, dando ao indivíduo a oportunidade de se instruir, informar e distrair;
b) fornecer material adequado ao neo-leitor;

4. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua
portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1975. p.368.
406

cm

2

3

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�r
c) oferecer ao usuário, meios pelos quais ele possa part:
cipar na vida política e sõcio-cultural de seu pais;
d)

preservar a história local;
local ;

e)

integrar-se em redes e sistemas.

Vale lembrar, no entanto, que todo esforço no sentido
de
fornecer serviços cada vez mais abrangentes e complementares ã formação do indivíduo, deve caminhar paralelamente ao fornecimento adequado de um serviço de referência e assistência aos leitores. De nada '
adianta a ação cultural, desvinculada de uma de suas maiores funções:
a de sensibilizar para a leitura.
É fundamental que a Biblioteca Pública deixe transparecer
uma atmosfera de entusiasmo e hospitalidade em seu recinto, dando ao
indivíduo a certeza de que ele eé desejado all, e que dele depende
a
existêrcia da Instituição. Isto pode ser aferido, através de constata
ções inequívocas, como por exemplo, quando um leitor deixa a sua região e continua prestigiando a Biblioteca, ou quando ele se torna oO'''
porta-voz dos serviços por ela prestados.
Para que o público se conscientize do real valor da Biblio
teca Pública, ê imprescindível que ela cumpra, na Integra, as suas '
funções. A afirmação do bibliotecário Antonio Miranda de que: "Se a
Biblioteca for útil, ela será estimada, apoiada e prestigiada"^, é '
bastante pertinente.
Nenhuma Biblioteca deve medir esforços no trabalho de cons
con£
cientização do seu público, pois o seu desempenho será melhor aquilatado, quando da maior frequência de usuários. "Afinal, o que não se
justifica são as salas de leitura vazias e a baixa rotatividade dos '
livros nas estantes"®.
estantes"^. E quando se torna elemento indispensável para
Pública se creden
o bem estar de determinada comunidade, a Biblioteca pública
cia junto ás
às autoridades, e órgãos competentes, reivindicando recursos, justificando a sua existência e manutenção, uma vez que subsiste
às expensas dos cofres públicos. Desta forma, as autoridades serão '
ás

5.

MIRANDA, Antonio. A missão da Biblioteca Pública no Brasil.
Blbliotecon. Brasília, £{1): 72, jan./jun. 1978.

66..

Id.,, ibid.,
Id.
ibid.', p.74.
p. 74 .

R.

407

cm

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�compelidas a dar uma resposta a este público.
Ainda, empenhada no trabalho de conscientizaçir.
conscientizaçã"'. a Biblio
teca Pública deve adaptar os seus serviços às
ãs necessidades da Educação, abrangendo o ensino de 19 e 29 graus, superior e a educação de '
adultos. Desta maneira, mais fácil será fazer compreender ás
às autoridades, o valor dos serviços bibliotecários, como complementares e essenciais ã Educação. A própria Lei 5692 de 1971, se constitue num '
primeiro passo significativo a indicar que as autoridades já se aperceberam dessa peculiaridade.
A preocupação das autoridades com o desempenho da Biblioteca Pública data de outras épocas. No Brasil, em 1937, foi criado '
pelo governo, o Instituto Nacional do Livro, com a finalidade de propiciar meios para a produção e o. aprimoramento do material gráfico, e
melhoria dos serviços bibliotecários.
Com efeito, essas considerações objetivam caracterizar o
valor da Biblioteca Pública como importante recurso comunitário.
Há.
Há
que se considerar, no entanto, que com a demanda cada vez maior, a Bi
blioteca Pública carece de recursos financeiros para um atendimento ã
altura.
A precariedade de recursos financeiros e humanos gera o '
baixo desempenho, refletindo negativamente junto ã Comunidade. Acre£
Acres
ce-se a isso, a sua nova caracterização como Centro Cultural, que exi^
ex^
ge um melhor tratamento por parte dos órgãos competentes.
No trabalho de conscientização, quanto ao valor da Biblio
teca Pública: ação cultural, deve estar presente o bibliotecário, em
condições de dincimizar os serviços existentes e planejar novos sistemas, atraindo recursos financeiros e consequente envolvimento dos órgãos governamentais, persuadindo de que o custo dos serviços bibliote
cários, nada mais é do que uma aplicação de capital no desenvolvimento cultural da comunidade.
A Biblioteca Pública torna-se uma preocupação das autoridades, na medida em que possa repercutir na administração e no desenvolvimento do pais,
país, estado e município, daí a diligência com que deve
ser tratada.
2-4

Programa de ação do Departamento de Bibliotecas
Públicas do Município
.Município de São Paulo através da '
rede de Bibliotecas Ramais

408

cm

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♦

11

12

13

�A partir de 1979, a nova Biblioteca: ação cultural,
do
Departamento de Bibliotecas Públicas do Município de São Paulo, iniciou uma mobilização no sentido de dinamizar as Bibliotecas pertencen
tes ã sua rede.
Os primeiros resultados demonstraram que a Biblioteca Pú^
blica poderia atuar incrementando e promovendo atividades, assumindo,
integ-ralmente, as lunções de uma Biblioteca verdadeiramente pública.
integralmente,
Assim, desenvolveram-se várias atividades, visando uma in
tegração
tegraçâo Biblioteca-Comunidade, numa tentativa de incentivar, o hábito de leitura, como mais uma opção de lazer:
a) Cursos artísticos, culturais e profissionalizantes
Ex.: Trabalhos Manuais, Pintura, Xadrez, Cinema, '
Teatro, História Local, Datilografia e Outros.
b) Espetãculos,
Espetáculos, Cerimônias e Homenagens
Ex.: Desfiles, Projeção de Audiovisuais, Artes Cênicas, Musicais, Recitais Poéticos, Jograls,
Jograis, Homenagens aos Patronos, etc.
c) Palestras
Ex.: Palestras de Entidades de Classe, Encontros '
com Escritores, entre outros.
d) Concursos e Campeonatos
Ex.: Concursos Literários (de poesias, crônicas e
contos), concursos de incentivo áâ leitura (A Biblto
Bibllo
teca e Você), campeonato de jogos educativos (Torneio de Xadrez inter-bibliotecas),
inter-bibllotecas), etc.
e) Exposições
Ex.: Trabalhos Manuais, Artes Plásticas, Literárias
e Outras.
f) Eventos Promocionais de Data Fixa
Compreende-se por data fixa, aquela representativa
no calendário oficial, cujas programações são acom
panhadas de exposição dc material bibliográfico.
Ex.: Semana da Comunidade, Semana do Meio Ambiente,
Imigração Japonesa, Datas Cívicas, Religiosas e Ou
tras.
g) Diversos
Ex.: Tardes de Lazer, Projeto PAICE

(Projeto de '
409

cm

2

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�Ação Integrada Cultura - Educação), PAF/TV (Programa de Alfabetização Funcional pela TV), Telecurso 19 e 29 graus, troca de livros entre leito
res, lilstõria
história oral, excursões culturais e recrea
tivas, murais informativos e outros.
Lembramos que o êxito de qualquer atividade, se faz sentir em conformidade com as formas de divulgação empregadas, que são '
atípicas, pois cada comunidade apresenta estrutura, costumes e hábiliãbitos característicos que precisam ser observados.
2.4.1

Retorno decorrente do programa de ação

0O retorno do público e do não público ãà Biblioteca, deno
ta resultados auspiciosos, detectados de várias formas:
a) Participação do não público, que ao descobrir as progrcunações culturais e de lazer, identifica-se com a Biblioteca, na '
gramações
medida em que se oferece, voluntariamente, para colaborar com as programações, prestigia os eventos tornando-se leitor assíduo, na maioria das vezes a partir das primeiras recomendações feitas pelo biblfc
bibljo
iniciação neste hábito.
tecário, responsável pela sua Iniciação
liáblto.
b) Participação da biblioteca nas atividades da comunida
comunlda
de, que se apercebe de sua atuação e solicita a presença de seus representantes, em eventos por ela promovidos.
Concursos literários, de escolas de samba e outros em
que o bibliotecário atua como juiz;
Reuniões de Delegacias de Ensino, de Distritos Policiais, de Associações Comerciais, de Associações de '
Amigos de Bairro e outros;
Comemorações relevantes, em que o bibliotecário é solicitado para atuar como membro da Comissão Organizadora (Semana do Verde, Semana da Criança, Festas de '
Aniversário de Entidades de Bairro e outras);
Campanhas Filantrópicas;
Ccunpanlias
Feiras, Festivais, Lançamento de livros. Recitais, a
convite de usuários;
c) Solicitação do espaço físico da Biblioteca para sediar programações da comunidade:
Cursos, palestras, espetáculos, homenagens,
liomenagens, comemorações, solenidades, em que, por vezes, o bibliotecário
410

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�êé um dos convidados de honra;
d) Solicitações ao bibliotecário, enquanto ser humano, em
situações que pressupõem um relacionamento afetivo com o público,
'
(prestigio às atividades profissionais e convites que induzem ã forma
ção de laços familiares).
Somam-se a todas estas modalidades de retorno, a frequência do público habitual às programações culturais, acrescida dos altos
índices de rotatividade do acervo.
Algumas iniciativas do Departamento de Bibliotecas Públicas obtiveram tal êxito, que a população de determinadas regiões,
'
acostumadas com eventos de certa periodicidade, como as Tardes de Lazer, se oferece, antecipadamente, para colaborar na sua realização.
O retorno que consiste, genericamente, na somatória de '
leitores atendidos e de participantes de eventos, êé facilmente mensurável através de estatísticas, como explicita o quadro abaixo, que to
ma maio, como mês base.

O Departamento de Bibliotecas Públicas do Município de '
são Paulo, através da Rede de Bibliotecas Ramais, atendeu em 1979, '
40.384 pessoas, e em 1981, constatou que esse número foi acrescido '
de 52%, o que indica que uma ampla divulgação aliada a uma diversif^
diversifi
cação de atividades, contribui, sobremaneira, para um retorno deveras significativo.
O expressivo aumento de 262% de participantes de eventos
culturais, ratifica a validade dessa nova configuração assumida pela
Biblioteca Pública: ação cultural.
411

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*

�3.

CONCLUSÃO

Existem depoimentos que muito dignificam e enobrecem a Biblioteca pública,
Pública, fazendo crer que ela como instituição democrática '
de cultura tem realmente conseguido lavrar muitos tentos na escalada
da popularização da leitura.
Muitas pessoas de certa projeção têm decantado, que muito
do que são agora, devem ã possibilidade de ter frequentado bibliotecas, assentindo que existem marcas indeléveis na sua formação, provocadas pela boa leitura que desfrutaram no transcorrer de suas vidas.
As próprias estatísticas são comprobatórias, pois atestam
o empenho que vem sendo envidado no sentido de levar o livro a todas
as camadas da população, esteja onde estiver.
Os números falam por si, e demonstram a eficiência das Bibliotecas Públicas
públicas na luta em prol da melhoria da qualidade de vida '
de seus usuários.
Todo í( 'se manancial inestimável de recursos, serviços e in
formações deve ser continuamente aproveitado e reconhecido. Compete
Competa
às autoridades constituídas subsidiá-lo sempre, não só
ás
s5 no sentido financeiro como humano, deslocando profissionais conscientes e competen
tes que o impulsionem, para evitar que caia no descrédito popular.
Por outro lado, essas constatações são ainda mais eloquentes na medida em que a biblioteca tem diante de si o desafio imposto
pela penetração incomensurãvel
incomensurável dos veículos de comunicação de massa.
Apesar deles, as bibliotecas têm atraído pessoas, através de programa
ções culturais que induzem âã leitura. Esse éê um dado inquestionável,
que comprova a eficácia da fórmula encontrada.
Um outro dado que corrobora a importância inconteste da Bi
blioteca Pública é o fato de contarmos no Brasil com apenas 600 livra
rias, enquanto que em Paris existem 1.200 delas.
Esse fato éê ainda mais desalentador se nos detivermos
no
ônus que a produção editorial representa nos dias de hoje, o que faz
com que só uma minoria, ávida de leitura e com maior poder aquisitivo,
tenha condições de consumí-la.
consumi-la.
Isso tudo leva a crer que a Biblioteca Pública: ação comunitária carece de maior empenho, de quem de direito, através da adoção de medidas protecionistas que denotem uma justa e bem planejada '
412

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♦

Q

ii

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13

�política de descentralização cultural, e que a engagem em movimentos
de popularização do livro.
Finalmente, a Biblioteca Pública deve acompanhar a evolução dos tempos, pois só assim ela será incluída no processo de desen
volvimento global do país.

A B S T R A
ACT
C T S

The observation of the courses taken by the Public Library in São Paulo stimulates to a comparativo
comparative analisys between its
'
previous aspect and its newone, derived from adjustment of its philo
sophy to the values incidents from that time. The obsolete of the '
policy adopted by the traditional Public Library originated the ques
tion which results in the appearance of the cultural function of the
Public Library, based on renewal principles
principies stimulated by perspectives suitable to the moment. It undergoes a reform to coinside with
the appearance of the other sectors of the life of the nation and '
whose aim's at liberating from confinement provoked by an anachronic
and static view. This new performance is expressed by a correction
and a very well planned artistic-cultural reform and which will
'
transforme it into a Community Cultural Center. The bibliographic '
material is showed in every programming presented. Every change
'
that takes place appears slowly from the coherent
coherent.attitudes
- attitudes which '
try to put into effect the rules adopted by Unesco Public Declaration

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Documentação&#13;
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              <text> Moreira, Edna Alves de Almeida </text>
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              <text> Oliveira, Helena Gomes de </text>
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              <text> Spinelli, Laila Gebara </text>
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              <text> Martins, Maria de Lurdes Marques </text>
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              <text> Motta, Silvia Maria</text>
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              <text>A observação dos rumos tomados pela Biblioteca Pública em São Paulo incita a uma análise comparativa entre a sua antiga feição e a nova, derivada do ajustamento de sua filosofia aos valores emergentes na época. A obsolescência da política adotada pela Biblioteca pública tradicional gera um questionamento que faz surgir a Biblioteca Pública: ação cultural, alicerçada por princípios renovadores impulsionados por perspectivas condizentes com o momento. Para despontar em uníssono com os demais setores da vida da nação, ela adquire uma nova roupagem que visa retirá-la do confinamento provocado por uma visão um tanto anacrônica e estéril. Essa nova performance se manifesta através de uma fértil e bem planejada programação artístico-cultural, que a transforma no Centro Cultural da comunidade. O material bibliográfico ê realçado a cada programação o que o mantêm como um dos sustentáculos do sistema bibliotecário. Todas as mudanças vislumbradas emanam de atitudes coerentes, que procuram materializar os princípios traçados pelo Manifesto da UNESCO.</text>
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