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CDU 027.4:371.64

BIBLIOTECA PÚBLICA E BIBLIOTECA ESCOLAR
- UMA INTEGRAÇÃO NECESSARIA
NECESSÄRIA -

CLÉA DUBEUX
DUBEÜX PINTO PIMENTEL
. Professora Adjunta do De
partamento de Biblioteco
nomia da Universidade Fe
deral de Pernambuco.
. Bibliotecária CRB-4/61

RESUMO
Sugere a necessidade de integração das
das" bibliotecas escolares e públicas e da introdução de uma nova
filosofia
de trabalho cooperativo entre essas bibliotecas, vinculado
ao
programa de extensão da biblioteca pública, de tal maneira que
seja possível ajudar aos alunos e demais membros da comunidade a
aprenderem como descobrir o conhecimento e assim
assim, se tornarem capazes de acompanhar a educação permanente.
Considerando que as bibliotecas públicas desenvo_l
desenvoj.
vem atualmente atividades próprias de biblioteca escolar, e que
a maioria das escolas não possuem bibliotecas, são feitas recomendações para criação de um programa de extensão na biblioteca
pública destinado às escolas locais, envolvendo, além dos alunos
e professores, todos os demais membros da comunidade.

1

Digitalizado
gentilmente por:

�1.

INTRODUÇÃO

E condição essencial para o desenvolvimento harmônico de uma
vima comunidade que haja uma maior integração entre todos os equipamentos educacionais existentes numa mesma localidade .
A tendênci?
tendência atual é a de encarar a educação como
uma vasta rede de atividades na qual o tipo comum de educação não
é, senão, um dos elementos. O conceito de educação permanente,
a integração gradual da educação formal com atividades culturais
e o papel cada vez mais importante desempenhado pela biblioteca
pública, constituem algumas provas desta tendência.
De um modo geral, os serviços bibliotecãrios
bibliotecários entre nós
nôs não se acham integrados aos planos nacionais e setoriais
de educação, seja pelo seu número reduzido, seja — o que é mais
importante — pelo conceito errôneo que ainda persiste de se que
rer separar, no Brasil, a biblioteca pública da biblioteca escolar, e considerar a biblioteca somente como um "posto de empréstimo" de publicações, sem usâ-la
usá-la de acordo com as reais possibilidades que oferece para a promoção da educação individual e de
grupos, além de ser o principal Instrumento
instrumento para fomento de
um
programa de educação permanente.
Há um forte argumento em favor da integração
Hã
da
biblioteca pública e da biblioteca escolar, como forma de resolver o angustiante problema da biblioteca pública que, na prática, costuma substituir a biblioteca escolar, que quase não existe. O0 caminho mais econômico e efetivo é, sem dúvida, a concentração de recursos por parte dos governos, adotando-se a centralização de atividades educativas através do estabelecimento
de
uma política de bibliotecas públicas e escolares que permita um
uso mais racional dos serviços bibliotecãrios
bibliotecários e atue de forma ocrj
ocm
pleta para a disseminação do conceito de educação permanente.
A educação adequadamente orientada é um investimento necessário ao crescimento econômico, e não slitçilesmente
simplesmente um
2

Digitalizado
gentilmente por:

�serviço de consumo. Para os educadores, assim como para os governos aos quais o sistema educacional estiver vinculado, os recursos destinados àã educação precisam ter um beneficio
benefício bem calculado. Dentro dessa expectativa os recursos educacionais, colo
cados ã disposição do Sistema, não podem ser usados exclusivamen
te por um grupo de usuários bastante limitado. Esses
recursos
(escolas, oficinas, centros culturais, bibliotecas) devem serdes
ser d^
tinados a toda comimidade
comunidade com atividades que se desenvolvam complementarmente ãs das escolas, vinculadas ou não ãs
âs disciplinas
curriculares, procurando propiciar maiores oportimidades
oportunidades de educação aos alimos
alunos e professores, assim como aos seus pais, famiU
family
ares e demais membros da comunidade que residam em suas proximidades .
Dentro dessa nova concepção, e considerando que a
verdadeira biblioteca escolar ainda é irnia
uma utopia no Brasil, a b^
blioteca pública deverã
deverá fimcionar
funcionar integrada ã rede escolar da c^
dade, com atividades vinculadas ao planejamento curricular
das
escolas, enriquecendo-as e tornando-as mais dinâmicas,
através
de oportunidades educativas proporcionadas aos alunos
alimos e professo
res, além das atividades culturais próprias da biblioteca públiconstituir
ca destinadas ã comunidade.
comimidade. Essas atividades devem
parte rotineira do Programa de Extensão da Biblioteca Pública.

2.

0 PROGRAMA DE EXTENSÃO DA BIBLIOTECA PÚBLICA

Uma das características do trabalho de
extensão
da biblioteca pública é a criteriosa programação das atividades
a serem realizadas junto
j\mto ãs comunidades. Esse Programa
const^
tui-se na razão de ser do próprio sistema de atuação bibliotecátul-se
ria, devendo ter as seguintes características:
- ser baseado na realidade local;
- estar voltado para as necessidades da comunidacomimidade;
- ser permanente e flexível;
- ser educacional, continuo
contínuo e evolutivo;
3

Digitalizado
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0

11

12

13

�- ser cooperativo;
cooperativo:
- possibilitar a avaliação dos resultados alcança
dos.
Extensão é, essencialmente, cooperação entre todos. Assim, um bom Programa de Extensão deve estabelecer as oportunidades e formas dessa cooperação. Não sendo possível
ãs
entidades que atuam no mesmo lugar resolverem por si só suas dificuldades, é necessário que o Programa de Extensão preveja a co
operação entre todas, estabelecendo o papel que cada uma
vmia desempenhará.
2.1.

Elaboração do Programa de Extensão

0O conhecimento das necessidades mais prementes da
comunidade em relação ã educação e cultura, oferecem subsídios
ao bibliotecário para definição das formas mais adequadas de atu
ação da Biblioteca Pública
Publica jianto
junto ã comunidade. Considerando que
o Programa de Extensão
Exrensão representa um entendimento dos membros de
lama comunidade com a Biblioteca em relação ã situação enqontrauma
da, aos objetivos visados e ãs soluções para alcançá-los, o Programa de Extensão, em todas as fases, estará na dependência
de
uma atitude receptiva da comunidade, que
q\je deverá evoluir para o
plano de uma participação ativa e até entusiástica.

3.

A ATUAÇÃO DA BIBLIOTECA PÚBLICA JUNTO ÃS ESCOLAS

Ê inegável que os serviços de uma biblioteca púespecíficos
blica possuem objetivos comuns a alguns objetivos
das bibliotecas escolares. Assim, os serviços prestados
pelas
bibliotecas públicas devem estar i.nber-relacionados
i.nter-relacionados ãs atividades
das escolas locais para que seja possível oferecer um melhor atendimento aos alunos que costumam ser os seus principais usuários .
Essa inter-relação, entretanto, será mais produti
va se a Biblioteca Pública desenvolver um Programa de Atividades
4

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�Educativas, como trabalho de Extensão da Biblioteca, envolvendo
todas as Escolas, sejam elas públicas, particulares, grandes ou
pequenas, com os seguintes objetivos;
a)
b)

c)

d)

e)

f)

Cooperar com as escolas para satisfazer as ne
cessidades de aprendizagem dos alunos,
dos
professores e demais membros da comunidade;
Estimular e orientar os alunos, em todas
as
etapas do seu aprendizado, para que façam le^
satisfaturas adequadas e possam encontrar
ções crescentes em estudar;
Dar oportunidade aos jovens para que desenvol
vam os conhecimentos adquiridos na escola, ga
rantindo-lhes a oferta de programas culturais
rantlndo-lhes
específicos;
Ajudar, tanto as crianças como aos demais mem
bros da comunidade, a usarem com habilidade e
discernimento os materiais da biblioteca, tan
to impressos como audiovisuais e cartográficos ;
Habituar as crianças a encontrarem respostas
para suas tarefas escolares na biblioteca,de£
biblioteca,des
de as primeiras Idades,
idades, e a cooperarem
com
seus esforços para estimular a continuidade de
de sua educação quando estiverem fora da esco
la;
Trabalhar conjuntamente com os professores na
elaboração de programas educativos que visem
ao contínuo aperfeiçoamento profissionale cul
tural do próprio corpo docente dos jovens que
já deixaram as escolas e dos demais membros da
comunidade que desejam manter-se informados.

Estes objetivos focalizam diretamente a função
mais importante da atuação da biblioteca na escola: o trabalho
conjunto
conjvinto com os professores em benefício
beneficio da comunidade como tm
um
todo. Cada um dos objetivos pode ser dividido em muitas partes
e cada vim
um deles envolve diretamente a ação da biblioteca pública como instrumento eficaz da educação.
3.1.

0 alcance do Programa de Atividades Educativas

^
A Biblioteca Pública deverá desenvolver um Progra
ma de Atividades Educativas que seja típico de biblioteca escolar. Para isso será necessário adotar os seguintes princípios:
5

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^Scan

ÉÊ^
0

11

12

13

�a)
b)
c)

3.2.

Despertar o interesse dos dirigentes de escolas pará
para o programa preparado pela Biblioteca
Pública;
Influenciar os professores para que façam uso
da biblioteca escolar, após a implantação do
programa em cada escola;
Criar um Grupo de Trabalho para coordenar e
supervisionar o Programa de Atividades Educativas .

0 Grupo de Trabalho
0 Grupo de Trabalho deverá ser formado por:
. 1 bibliotecário - representante da Biblioteca Pú
blica
. 1 professor - representante da Secretaria de Edu
cação
. 1 professor - representante das Escolas do 19
Grau
. 1 professor - representante das Escolas do 29
Grau

Competirá ao referido Grupo de Trabalho a superintendência geral
do Programa, promovendo a integração das escolf 3s com a Biblioteca Pública.
Todos os membros do Grupo de Trabalho devem
se
conscientizar de que todas as crianças, jovens e toda a comunida
de têm direitos iguais às bibliotecas a a uma educação que lhes
permitam aspirar a melhores níveis de vida. Dessa forma, o Gruum
po de Trabalho deve elaborar irai Plano global que proporcione irai
tipo próprio de serviços e recursos bibliotecários para cada cr^
cri
ança, jovem e adulto, baseado em disposições q\je
q\;fâ compreendam:
a)

b)
c)

Normas sobre coleção de materiais, acervo e
locais para funcionamento das bibliotecas escolares já existentes e outras que poderão ser
criadas;
Requisitos necessários para o pessoal que atu
ará nas bibliotecas escolares e na própria b^
bJL
blioteca pública;
Requisitos necessários para os professores
dos quais sejam exigidos, como parte de
sua
preparação profissional, conhecimentos de uW
uti
lização de materiais impressos e audiovisuais

6

iJL..
cm

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-

�d)

adequados aos diferentes tipos de idades dos
alunos;
Conhecer as necessidades existentes quanto aos
recursos bibliotecários disponíveis e
atuar
para que seja obtido apoio financeiro suficiente para execução do Programa.

O0 Grupo de Trabalho deverá orientar-se para execução dos Planos de Trabalhos, de acordo com os segmntes
seguintes princípios :
a)

b)

c)

d)

3.3.

bibli
Incentivar a criação e funcionamento da bibU
oteca escolar junto ã direção de cada Escola.
Dessa forma, a responsabilidade pela organiza
ção das bibliotecas escolares será do Grupo
de Trabalho e não da Biblioteca Pública;
A responsabilidade do Grupo de Trabalho deverá ser estendida também ãs
ás pequenas
escolas
que, devido ãs
ás condições de funcionamento,não
necessitam possuir gma
úma biblioteca própria.Ne£
própria.Nes
se caso, o Grupo de Trabalho prestará uma assessoria para estabelecimento de planos coope
rativos com a Biblioteca Pública;
Para que
gue o Grupo de Trabalho possa atuar com
eficiência, todos os seus membros deverão ter
conhecimento de como se desenvolvem bons serviços bibliotecários pelas bibliotecas escola
res. Para isso, a Biblioteca Pública promove
rá palestras, seminários, mesas redondas etc.,
com especialistas, de forma a permitir um melhor engajamento de todos os participantes do
Programa e permitir que os objetivos visados
sejam alcançados;
0O Grupo de Trabalho também deverá conhecer os
métodos cooperativos sobre centralização dos
processos técnicos, centros de recursos audio
processes
visuais, centros interescolares de atividades
artísticas etc., para utilização pelo Sistema.

Supervisão das bibliotecas escolares

Todo trabalho escolar necessita ser, perlodicamen
periodicamen
te, supervisionado para melhorar a qualidade do programa docente. A supervisão junto ás
ãs bibliotecas escolares visa a melhoria
dos serviços prestados pela biblioteca em cada escola. Os princípios básicos para a execução dos trabalhos de supervisão
das
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�bibliotecas escolares são os seguintes:
a)

b)
c)

d)
3.4.
3,4,

Fazer visitas com a finalidade de observar o
funcionamento das bibliotecas, observar
os
planos de ensino dos professores, informar-se
acerca do planejamento didático e assessorar
os professores quando necessário;
Promover o entrosamento das atividades docentes com a biblioteca, colaborando na programa
ção a ser cumprida;
Estreitar o relacionamento com os pais dos alunos, participando das reuniões sociais das
escolas e oferecendo programas especiais para
os mesmos;
Programar atividades com a participação dos
alunos.
alunos,

Coordenação dos planos de ensino e os programas da blblioteca

Para que haja perfeita sincronia entre os planos
de ensino dos professores e os programas de atividades da biblio
teca escolar, o Grupo de Trabalho deverá coordenar o trabalho através das seguintes atividades:
a)

b)
c)

Implantar programas educativos conjuntos para
as escolas por meio dos quais diversos tipos
de livros, filmes e outros materiais
possam
ser usados por diferentes alunos e professores ;
Adotar um plano anual, amplo, que proporcione
os mesmos serviços e recursos bibliotecários
a todas as escolas;
Estabelecer um programa cultural como complementação didática.

Tanto os professores como o Grupo de Trabalho deverão trocar informações relacionadas com os interesses, necess^
dades, habilidades, comportamento, aproveitamento e execução de
atividades pelos alunos. Isto proporcionará um maior incentivo
aos que estiverem ainda distanciados, ao mesmo tempo que obterá
o reconhecimento dos professores pelos bons resultados alcançados ,.
R

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�4.

0 PROGRAMA DE ATIVIDADES EDUCATIVAS

O Programa de Atividades Educativas deverá ser de
senvolvido inicialmente com vistas ao atendimento integrado
da
Biblioteca Píiblica
Pública com as escolas existentes.
4.1.

Pessoal
Devem ser adotados os seguintes princípios:
a)

b)
c)

d)

4.2.

1T
As escolas pequenas que possuem bibliotecas
poderão designar um dos seus professores para
atuar na biblioteca sob a responsabilidade do
Grupo de Trabalho;
As grandes escolas deverão possirLr
possuir um bibliotecário que receba um treinamento especializa
do em bibliotecas escolares;
As escolas que não tiverem condições de colocar um professor ã disposição na biblioteca,
contarão inicialmente com o auxílio da Biblio
teca Pública, que designará um
um. bibliotecário
para que, ao menos uma vez por semana,
seja
encarregado dos trabalhos com grupos de alunos e participe, juntamente com os professores, do planejamento didático;
0 número de escolas que poderão ser beneficia
das inicialmente
Inicialmente com a programação dependera
não apenas do número de alunos existentes em
cada escola, mas do tempo necessário para locomoção de uma a outra escola e da proximidade com a Biblioteca pública.
Pública. Desta forma, de
verão ser feitos estudos iniciais para determinação das metas a serem alcançadas, ou seja, da fixação do número de escolas integrantes do sistema, na primeira fase e nas sucessivas .

Materiais

Cada escola deverá possuir sua própria biblioteca
cuja organização permita o fácil acesso dos alunos e
professores. Essa biblioteca deverá ter um acervo moderno e apropriado,
podendo ser constantemente complementado com materiais da Biblio
teca pública,
Pública, cedidos por empréstimo a curto e longo prazo.

9

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�&lt;k

A parte fundamental da coleção de materiais
que deverão contar as escolas será formada pelo seguinte:
a)

b)
c)

d)

e)

f)

4.3.

com

Uma coleção básica
bãsica de livros textos e outros
complementares que sejam freqüentemente utili^
util^
zados pelos alunos e professores durante oano
escolar. A quantidade de exemplares e o tamanho do acervo poderá variar dependendo
do
número de matriculas,
matrículas, recursos financeirosdi£
financeirosdis
poniveis, teto orçamentário e convênios
que
sejam estabelecidos;
Uma coleção de 10 a 15 revistas, no mínimo,pa
ra atender aos planos de estudos e das pesquT
sas escolares dos alunos;
Uma moderna coleção de obras de consulta, alguns dicionários lingülsticos
lingüísticos e de
assuntos
específicos, uma enciclopédia moderna, um atlas_universal
tlas
universal e mapas avulsos;
Uma coleção de recortes, folhetos,ilustrações
diversas, trabalhos selecionados
preparados
pelos alunos como atividade escolar, fotografias etc., para constituir um arquivo
vertical;
Discos, filmes, "slides" que serão usados com
freqüência durante o ano escolar e que poderão estar disponíveis na Biblioteca
Pública
para circulação em todas as escolas do sistema;
Brinquedos, quebra-cabeças, bonecas, instrumentos musicais deverão também fazer parte da
coleção depositada na Biblioteca Pública, para circulação entre todas as escolas.

Localização

Serão feitas recomendações âs
ãs escolas quanto ã lo
calização da biblioteca para que fique situada em área
ãrea central e
seja suficientemente grande que permita a todos os alunos de uma
mesma classe visitá-la todos jimtos
juntos e sentarem-se em suas mesas.
Deverá dispor, ainda, de espaço suficiente para a coleção bãsica
básica
e outros materiais cedidos por empréstimo pela Biblioteca Pública.
Entretanto, se a escola não puder dispor de
uma
ãrea especial para a biblioteca, deverá ser adaptada uma
área
ãrea
área
qualquer para guardar os materiais ou mesmo em armários na coor10

cm

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�deriação. Neste caso, o planejamento será diferente porque as atividades terão que ser realizadas n'a
na própria sala de aula.
4.4.
4.4,

Participação da Biblioteca Pública como biblioteca central
do sistema

A participação da Biblioteca Pública como biblioteca central poderá ser realizada da seguinte forma:
a)

b)

4.4.1.

A Biblioteca Pública deverá destinar uma área
para reunir todo material'
material destinado às Escolas. Deverá, também, destinar uma sala para
reunião do Grupo de Trabalho cojn os bibliotecários das escolas, diretores,
professores
etc.;
A Biblioteca pública,
Pública, inicialmente, deverá ter
vim bibliotecário encarregado de atuar
um
junto
às escolas e coordenando os trabalhos técnicos que serão realizados. Tanto quanto possível, os serviços de preparação dos_
dos livros,
como sejam, classificação, catalogação^
catalogaçãoprep»
prep»
ração de bolsos, etiquetas etc., deverão ser
realizados por alunos, nas próprias escolas,
como atividade programada pelo professor
de
Comunicação e Expressão, devidamente assistidos pelo bibliotecário.

Processos Técnicos

O tratamento técnico bibliográfico do acervo deve
rà obedecer a critérios bem simplificados, contando sempre com a
rá
participação efetiva dos alunos e professores, de forma que eles
possam sentir-se integrados ao sistema e possam aprender muito
mais sobre os autores e suas obras.
4.4.2.

Cooperação

A Biblioteca pública
Pública desenvolverá um programa coo
perativo a ser realizado junto ás
peratlvo
às escolas, da seguinte maneira:
a)

Estabelecimento de convênios com órgãos públ^
COS e grivados
privados para intercâmbio de documentos
e doaçao
doação de coleções básicas para as escolas
e a Biblioteca Publica;
11

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-

�b)

c)

d)

e)

Formação de coleções do tipo profissional para os professores e para os bibliotecários.E£
bibliotecários.E^
sas coleções deverão ficar na Biblioteca Pública ã disposição de todos que estiverem interessados ;
As coleções de catálogos e materiais didáticos, catálogos de editoras etc., serão formados na Biblioteca Pública e providenciada sua
circulação entre todas as escolas para que os
professores tomem conhecimento dos seus conte
údos;
A Biblioteca Pública reunirá de forma centralizada os livros e outros materiais descartados pelas escolas, e que possuam valor informativo e cultural, permitindo assim que
outras escolas possam consultá-los, quando necessário;
Deverá haver, de forma centralizada na Biblio
teca Pública, coleções de livros especiais e
materiais audiovisuais para empréstimo a curto prazo às Escolas. Essas coleções poderão
incluir os seguintes tipos de materiais:
materiais;
- livros e audiovisuais de pouca consulta e
de custo elevado;
- filmes, discos e outros materiais sonoros;
- álbuns seriados, cartazes, fotografias;
- instrumentos musicais e. partituras;
- bonecas, jogos e brinquedos;
- equipamentos
eqxiipamentos de projeção e gravação, aparelhos de televisão, máquinas fotográficas
etc.;
- materiais de ensino para os professores;
- textos suplementares e textos básicos
não
obrigatórios;
- obras gerais de consultas;
- literatura infantil, juvenil e clássicos di
versos.

Algumas atividades cooperativas poderão ser desen
volvidas pela Biblioteca Pública visando a integração de
todas
as escolas e bibliotecas. São as seguintes:.
-

-

Promover o empréstimo interescolar referente ã
exposições de materiais que tenham sido preparadas pelos alunos e professores;
Servir como promotora de festivais, para -presentação de Corais, Conjuntos musicais, compositores e outras manifestações culturais;
Preparar exposições de artesanato feito pelos
alunos dos cursos promovidos, tanto para
par^ ''s aItinos da própria escola como para a comu iade.
lade,

12

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-11/ .00

11

12

13

�com_a finalidade de incentivar sua comercialização;
Promover exibições de filmes,
filmes^ dentro de um pro
profes
grama educativo, destinados aos alunos, profeF
sores e demais membros da comunidade;
~
Organizar palestras, conferências e seminários
nas escolas, em datas comemorativas, dentro do
planejamento escolar anual, com a participação
dos lideres comunitários, professores, pais de
alunos, autoridades, convidados etc.;
Promover programas especiais para os pais dos
alunos oferecendo cursos de curta duração, den
tro dos interesses dos mesmos. Preparar concursos e atividades em grupos, como Clubes
e
Centros de Pesquisas, para participação tanto
de alunos como dos pais dos alunos e outros itan
mem
bros da comunidade.
comiinidade, Podem ser organizados;
organizados: ~~
- Clube de Filatelia
- Clube de Aeromodelismo
Clube de Cinema
- Clube de Fotografias
- Clube Agrícola
- Clube de criação de pequenos animais e aves;
Preparação e divulgação de boletins, folhetos
e© noticiários sobre as atividades da comunida—
Pt’Gpärados pelos alunos das classes mais a
P^spâtados
diantadas das escolas dentro de um sistema dê
rodízio permanente;
Manutenção de ima
uma serie
série de oficinas, principal
mente_de pequena mecânicaj^
mecânica^ de eletricidade, dê
mente^de
®I®tronica, de encadernaçao, de tipografia, de
®í®hronica,
hidráulica, de trabalhos em ferro, couro, carpintaria, marcenaria etc., destinadas aos alunos das escolas, preparando-os profissionalmen
te, e® também
também para
para os
os ex-alunos
ex-alunos ee toda
toda aa comuni
comunT
dade. Essas Oficinas deverão ser centraliza-“
centraliza-~
Centrç Interescolar, se possível,
ou
das num Centro
mesmo, numa área de alguma escola que disponha
dependênde espaço suficiente e, ainda, nas
cias da Biblioteca Publica,
Pública, se for o caso. As
Oficinas deverão atender;
atender:
- ã reparação e conservação das escolas;
- a conservação da Biblioteca Pública;
a todas as disciplinas curriculares para de
monstraçoes e©^preparação
preparação de material didátl
didáti
CO destinado as
às mesmas;
“
~
para
- ã fabricação de objetos de utilidade
os alunos;
- ã realizaçao
realização de trabalhos sob encomenda, co
mo forma
for^ de iniciar os alunos na realidade~
realidade“
economica, destinando-se os lucros para
a
melhoria das oficinas, gratificação dos pró
prios alunos.
—
13

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♦

�5.

CONCLUSÃO

Está evidenciado que o fato das escolas possuirem
coleções de livros e recursos audiovisuais não êé suficiente.
Ê
preciso dinamizar as coleções, dar sentido novo ao trabalho educacional, tornando a aprendizagem um fato rotineiro. 0 reconhecimento da importância das atividades bibliotecárias decorre mais
da convicção de que a personalidade não se desenvolve somente através do intelecto, mas, através de todos os aspectos da vida
mental, notadamente o afetivo. Mas, ainda, que os alunos podem
diferir na maneira de melhor desenvolver e firmar a sua personalidade, podendo processar-se em uns, com mais ênfase por meio do
aspecto intelectual; em outros, por meio do sensório-motriz;
sensõrio-motriz;
e
em outros, por meio do emotivo. Isto ê, o desenvolvimento
da
personalidade pode ser favorecido por aquelas práticas e situações que provoquem maiores vivências e proporcionem maior identi^
identi
ficação dos alunos com as mesmas.
Considerando que a promoção social do
indivíduo
na comunidade e da própria comunidade, num contexto mais amplo,
ê conseqüência direta do seu grau de informação, a Biblioteca Pú
PÚ
blica
bllca assime
assume um papel altamente educativo que visa a formação do
homem integral, de modo a propiciar-lhe a participação como agen
te e beneficiário — no processo de melhoria da qualidade de vi
da — no seu próprio ambiente.
Pelas suas características de atuação,
atviação, a Bibliote
ca Pública deverá assegurar a manutenção de atividades de extensão em caráter permanente, contribuindo para proporcionar
aos
membros da comunidade o seu aperfeiçoamento contínuo,
continuo, possibilitando-lhes acompanhar a transformação social sem ser marginalizado, representando assim um forte fator de mobilização para os
programas pedagógicos.

14

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-

11

12

13

�Bibliografia consultada

AGUAYO, A. M. Didática da escola nova. São Paulo, Cia. Editora
Nacional, 1968.
AZEVEDO, F. A educação e se\is
seus problemas. São Paulo, Cia. Edito
ra Nacional, 1937.
BRASIL. Miilistério
Mlrflstérlo da Educação e Cultura. Ensino do 19 e 29
Graus (atualização e expansão). Brasília, 1970.
CARVALHO, D.Q. Bibliotecas escolares. Brasília, FENAME, 1972.
DOUGLAS, M. P. A Biblioteca da escola primária e suas funções.
Pxjbllcado de acordo com a UNESCO. Rio de Janeiro, INL/Conse
Publicado
Iho Federal de Cultura, 1971.
LANCOUR, H. The School library
llbrary supervisor. Chicago, ALA, 1956.
LIMA, L. O. Mutações em educação segundo McLuhan. Petrópolls,
Petrõpolis,
1973.
Vozes, 19
73.
MARTINS, M. G. Planejamento bibliotecário. São Paulo, Pioneira
em convênio com INL, 1980.
PENNA, C. V. et alii.
alll. Serviços de Informação e Biblioteca; tm
um
manual para planejadores. São Paulo, Pioneira em convênio
com INL, 1979.
TAVARES, D. F. A Biblioteca escolar. São Paulo, LISA em convênio com INL, 1973.
YUSPA, I. N. .La
La biblioteca escolar. Buenos Aires, EUDEBA, 1968.

15

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�Abstract

It is suggested an integration of school and public
librarias being introduced a new philosophy of cooperativa
libraries
cooperative
Work
work between these librarias,
libraries, as part of an extension program
in the public iibrary. In this way it will ba
be possible to help
students and other members of the community to learn how to
gain knowledge, and consequently to make possible a process of
permanent education. As public libraries carry out now some
activities suitable to school libraries and most of schools
don't have libraries, it is recommended the implementation of
extension programs in the public
pi±)lic library
Iibrary for local schools,
including not only students and teachers but also the whole
community.

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              <text>Sugere a necessidade de integração das bibliotecas escolares e públicas e da introdução de uma nova filosofia de trabalho cooperativo entre essas bibliotecas, vinculado ao programa de extensão da biblioteca pública, de tal maneira que seja possível ajudar aos alunos e demais membros da comunidade a aprenderem como descobrir o conhecimento e assim se tornarem capazes de acompanhar a educação permanente. Considerando que as bibliotecas públicas desenvolvem atualmente atividades próprias de biblioteca escolar, e que a maioria das escolas não possuem bibliotecas, são feitas recomendações para criação de um programa de extensão na biblioteca pública destinado às escolas locais, envolvendo, além dos alunos e professores, todos os demais membros da comunidade.</text>
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