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                  <text>1123
ISBD(A)
Giacomina Faldini
Giacomína
Bibliotecária da Fac. de Direito da USP e do
Centro de Catalogação na Fonte da Câmara
Brasileira do Livro — São Paulo
Em novembro de 1978, a bibliotecária d. Maria Luísa
Lufsa Monteiro da Cunha recebeu da IF
IFLA
LA
uma o6pie
cópia do projeto da
de ISBD(A) — descrição bibliográfica
bibliográfice internacional
Internacional normalizada
normalizade para es
as obres
obras
monográficas amiges
antigas e raras,
reras, para
pere exame e comentário.
Nos primeiros meses de 1979, foi formada no Subgrupo de Cetelogeção
Catalogação do Grupo de
Processos Técnicos da Associação Paulista de Bibliotecários,'
Bibliotecários, em São Paulo, uma equipe para estudar
o documento e enviar as sugestões.
A equipe foi constitufda
constituída por d.Rosemarie Horch, bibliotecária do Instituto de Estudos
Brasileiros da USP, d. Maria Glória de Toledo Meira e d,
d. Licfnia
Licínia Ferreira de Lima Nigro, do
Departamento de Bibliotecas PCiblicas da Prefeitura do Município de São Paulo e Giacomina Faldini,
da Faculdade de Direito da USP.
Em fins de maio, a equipe redigiu os comentários, contando também com a colaboração de
d. Regina Carneiro, do Centro de Catalogação na Fonte da CBL e de d. Maria Lufsa.
Luísa.
Mais adiante voltaremos a estes comentários.
O documento estudado ainda não é o definitivo e es
as suas origens podem ser encontradas na
insatisfação geral causada por certas feições estruturadas na revisão da ISBD(M) apresentada na
reunião de Grenoble, em 1973.
Nesse documento, reconhecia-se que os livros mais antigos apresentavam problemas
especiais, mas que devido èà exiguidade
exigukJade de tempo, na ocasião, esses problemas rtão
não haviam sido
abordados e a iSBD(M),
ISBD(M), na página 1, trazia um parágrafo a respeito: "A ISBD(M) destina-se
principalmente às publicações correntes. Assim, não prevê casos específicos referentes a livros mais
antigo^'.
Este parágrafo deixe
deixa a descrição bibliográfica das obras antigas, na época dos catálogos
automatizados, còmpletamente
completamente de lado.
Em 1973, esta falta de providências não era séria, pois havia pouca demanda para o
automatizado de dados de materiel
material que não fosse corrente. Geralmente, os livros
processamento eutomatizado
raros ou antigos permaneciam em catálogos separados, que não eram manipulados pelo MARC ou
programas semelhantes.
Contudo, particularmente na Biblioteca Nacional de Paris e no Instituto de Pesquisa de
História dos Textos de Paris, na Biblioteca Nacional da Escócia, em Edimburgo e na Bodieian
Bodleian
Library, em Oxford, o material mais antigo começou ea receber tratamento, ea fim de entrar nos
data-bases e na compilação de catálogos.
Assim, em 1975, foi criado pela IFLA um Grupo de Trabalho para produzir um projeto de
ISBD(A) — A, para Antigo, de Antiquário, etc., com
iSBD(A)
comae finalidade de resolver os problemas especiais
de descrição bibliográfica para
pare esse tipo de material.
Enquanto isso, ae idéia de generalizar a ISBD tomava forma e no final de 1975 emergiu a
ISBD(G), como um arcabouço sobre o qual as estruturas das restantes ISBDs poderiam ser
construídas.
Assim, o Grupo de Trabalho da IFLA examinou em primeiro lugar a ISBD(M) para
verificar se ela seria suficiente para a descrição bibliográfica de livros antigos ou se seria necessário,
apenas, o acréscimo de regras alternativas ou se seria melhor criar uma ISBD em separado.
Porque uma ISBD(A)7
ISBDfAI?
Ê de se perguntar se um livro, simplesmente por causa de sua idade, apresenta algum
problema para a sua descrição bibliográfica, que não seja encontrado em outros livros.
A família ISBD é capaz de formular descrições para qualquer tipo de material, desde
errciclopédias até uma única folha de papel. Por que, então, alguns itens, dentro de um meio como a
enciclopédias
palavra impressa, podem ser considerados merecedores de um tratamento especial?
A resposta que o Grupo de Trabalho da IFLA daria é que a descrição bibliográfica de livros
antigos normalmente éê feita de acordo com um propósito diferente da que é feita para livros
modernos.

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No caso de livros modernos, a estrutura da entrada é particularmente
partícularmente útil para determinar
a extensão da responsabilidade, número da edição
ediçSo e detalhes básicos sobre a origem e extensão da
obra, sobretudo se
sa a descrição bibliográfica
biblbgráfica estiver numa língua pouco familiar ao usuário ou ao
catalogador.
Por outro lado, na maior parte das bibliotecas, os livros antigos são considerados artefatos
que devem ser descritos de tal forma que eles sejam claramente dístinguidos,
distinguidos, numa comparação, de
outras cópias e outras edições da mesma obra.
A finalidada
finalidade do bibliotecário de obras raras, aqui,não 6é somente a descrição de uma peça
antiga, mas, mais importanta,
importante, a classificação de um texto e os pontos qua
que distinguem edições.
Dentro dos limites de um catálogo, sobretudo um catálogo geral, ele não poderá valer-se
unicamente da transcrição da página de rosto ou dirigir sua atenção para detalhes (o que é trabalho
para bibliófilos) mas, dentro dos limites de um catálogo, tais dascrições
descrições tratarão cuidadosamante
cuidadosamente da
transcrição de duas áreas: título e imprenta e farão o exato registro da extensão de uma obra.
Titulo e imprenta: è nestas áreas que os livros impressos a mão mostram características
diferentes. Por volta de 1820, com os processos de impressão à máquina, na Europa Ocidental, estas
características tornararrvse
tornaram-se menos distintas.
Título: os livros modernos trazem sucintamante
sucintamente o autor ae o título. Nos primeiros livros
Titulo:
impressos, páginas de rosto desse gênero são incomuns. Muitos nem têm página de rosto, por
exemplo, os incunábulos. Outros vão até
atè os mínimos detalhes acerca do porquê da obra, por
exemplo, os panfletos pol
políticos
ít icos do século
sécu Io XVIII.
XV111.
Por outro lado, a necessidada
necessidade de se fazer uma transcrição exata, não só quanto à ordem
dos elementos na página
prágina de
ie rosto, mas também, em algumas circunstâncias, da pontuação, podem
levar a algum conflito com a pontuação prescrita pela ISBD.
Imprenta: a interconexão entre impressor, vendedor ae editor é tão próxima eàsvezastão
e às vezes tão
indefinida qua
que se torna mais fácil transcrever as imprentas por extenso, como são encontradas,
principalmente p&gt;ara
para evitar julgamentos subjetivos. A possibilidade de usar os elementos da imprenta
para a recuperação por lugar ou publicador não pode realmente ser levada em consideração, uma vez
que eles aparecem sob várias formas.
Colação: para os livros antigos todas as folhas são importantes, mesmo aquelas em branco
e, para livros que vem de uma era onde não havia encadernações comerciais e que sofreram sucessivas
encadernações nas bibliotecas, o formato é significativo.
Uma área nova aparece: o chamado "fingerprint". Considerado como uma especial marca
de identificação, foi dado como um substituto do ISBN para livros entigos.
antigos. Contudo, a noção de
"fingerprint" ainda não ficou bem clara, nesta
"fingerprint”
neste projeto.
Conclusões do Grupo de Trabalho da IFLA: considerados todos estes pontos, o Grupo de
Trabalho da IFLA concluiu pela necessidade de umalSBD(A).
umaiSBD(A). Foram realizadas mais duas reuniões,
em 1977 em Bruxelas ae em 1978 em Londres, além de contatos e consultas com vários colegas
bibliotecários. Cumpre ressaltar que apenasum
apenas um membro do Grupo de Trabalho da IFLA foi contra a
criação de uma ISBD específica para obras antigas, achando que a ISBD(M), unida ao uso de uma
identificação especial, como poderia ser o "fingerprint", seria suficiente.
Por outro lado, outro membro considerou que a adoção da ordem normal dos elementos
da ISBD consistia numa inaceitável distorção da página de rosto da obra original.
Para abrigar todos estes pontos de vista, chegou-se, através da ISBD(A), a um
compromisso. Assim, a ISBD(A) foi estruturada pare
para providenciar ea descrição de livros antigos em
am
catálogos gerais, que contenham registros iguais para livros e outros materiais, de todos os períodos.
Não é, contudo, um conjunto de regras para a descrição bibliográfica completa de livros
antigos, nem é apresentada como um texto definitivo a ser usado como está, para bibliografias
analíticas especializadas. As bibliotecas ae os catálogos poderão aplicar a ISBD(A) de forma mais ou
menos extensa, quanto aos detalhes, de acordo com os seus objetivos.
Os comentários da equipe da Associação Paulista de Bibliotecários a respeito desse projeto
da ISBD(A) foram de dois tipos: comentários gerais e comentários mais específicos, relacionados
com detalhes da descrição bibliográfica apresentada.
Entre os comentários gerais qua
que fizemos:
f izenrxjs:
a) Foi sugerido que a data-limite para se considerar uma obra rara, fixada na ISBD(A) em
1801, fosse estendida, para países extra-europeus, para 1880.
1B01,
1B80. Como justificativa, foi dado o exemplo
do caso do Brasil, onde a imprensa foi introduzida somente em 1808 e orxle
orxJe o maior estado
brasileiro, o Amazonas, somente recebeu os benefícios da imprensa em 1851,
1851. Desta forma, o limita
limite
para o Brasil seria 1860, pois 6è óbvio que as primeiras edições destes impressores são multo
muito raras.

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jeM
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bl De forma geral, achamos também que eram necessários mais axemplos
b)
exemplos específicos
dentro de cada regra ea mais exemplos no apêndice, sobretudo em línguas neolatinas. Por isso, em
seguida aos nossos comentários,
comentãrios, acrescentamos a título de contribuição, alguns exemplos da
descrição bibliográfica da
de obras antigas que
qua constam da Secção de
da Raridades da Biblioteca Municipal
Mário de Andrade, de São Paulo.
c) E por fim apresentamos também o nosso ponto de vista a respeito da criação da
ISBD(A), salientando qua
que as regras ali reunidas embora apresentem partes específicas para descrever
as peculariadades próprias de obras raras ea antigas, seguem muito de perto a organização da ISBD(M)
e que,
qua, portanto, a nossa impressão é de que a própria ISBD(M),
ISBO(M), acrescida de algumas regras
específicas para obras antigas, poderia.servir.

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