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                  <text>1075
BIBLIOTECAS PÜBLICAS
PÚBLICAS E ESCOLARES; SUA OCULTA FACE HUMANA
por
Myriam Gusmão de Martins,
CRB-4/142
— Papel dos usuários, bibliotecários ae seus auxiliares ea dos administradores face à ausência de
instrumentos de avaliação ae meios de difusão ae comunicação dos objetivos e dos serviços prestados,
Instrumentos
prestadas,
efetivamente, à sociedade, pelas Bibliotecas PCiblicas
Públicas ae Escolares.
I.Introdução
A bibliografia brasileria pertinente a Bibliotecas Públicas Escolares ocupa-se, prindpalmenprincipalmente, da importância dessas bibliotecas para o desenvolvimento do conhecimento e cultura e como base
basa
indispensável ao processo ensino-aprendizãgem,ilnúmeros
ensino-aprendizàgem. Inúmeros trabalhos tratam de problemas administrativos, quase sempre
sempra restritos aos aspectos normativos e formais, indo dos preceitos para sua criação à
disposição dos móveis e ao tratamento das peças da coleção.
coleção, Mas os espectos
aspectos humanos, inerentes
.àqueles
àqueles qua
que mantém a biblioteca e àqueles
àquales para os quais a biblioteca foi criada, em geral, têm sido
negligenciados.
No Brasil, poucos são os trabalhos consequentes de pesquisas idôneas,
Idôneas, onde as informações
resultaram da avaliação de dados buscados através de pesquisas profundas dos hábitos de laitura
leitura entre
os usuários de bibliotecas públicas ea escolares e usuários em potencial, entra
entre administradores em
vários nivais
níveis hierárquicos e entre os próprios bibliotecários e seus auxiliares.
auxiliares,
Para que se olhasse, com a devida atenção, para o usuário brasileiro em bibliotecas
especializadas, foi preciso que nesta última década, para atender um dos modismos gerados pela febra
febre
computatoria, aparecessem os estudos visando estabelecer perfis destinados à disseminação seletiva
computatorla,
da Informação,
informação. Tais estudos serviram
servirem como início
Início de um despertar de consciência
consciéncie pare
para o
conhecimento do Usuário Brasileiro Adulto e Especializado, pois o qua
que foi sendo descoberto, por
alguns bibliotecários que escolheram este tema para suas teses de mestrado, mostre
mostra à sociedade quão
prejudicial tem sido, ao longo de tantos anos, essa omissão em conhecer a verdadeira
verdedeire face daquele
que éè a razão de ser da biblioteca:
Resultarrte dessas pesquisas, algumas einda
Resulterrte
ainda não editadas, como no caso de
da dissertação da
de
Murilo Cunha (1), éê que se pode constatar
consteter que, por falta de instrumentos
Instrumentos de avaliação ae meios de
comunicação ae difusão, o bibliotecário perdeu o controle de suas ações ou o que é pior, antrou
entrou a
Imaginar usuários para bibliotecas com serviços ae técnicas, coleções e instalações, equipamentos ea
pessoal que só existiam em sua própria
propria imaginação.
Imaginação.
Entre os muitos malas
males que tal proceder acarretou, pareceu-nos, um dos mais graves do
ponto de vista profissional, aquele referente ao descrédito em qua
que foi ceindo
caindo gradativamente a
para ea direção das Instituições
instituições mais
profissão, quer pela
peta preferência de não bibliotecários pere
representativas de nossa área, quer pelo tratamento dado à classe bibliotecária nos quadros públicos.
Mais grave, entretanto, é quando entregue ea biblioteca ea um prqfissional legalmente hábillado,
hábiliado, este se
mostre
mostra incapaz de gerir ea Instituição
instituição a fim de que atinje
atinja seus objetivos.
objetivos,
Da descoberta feita
Oa
faita sobre o qua
que pensam os usuários ea usuários em potencial dos serviços
bibliotecários, graças eos
aos recentes e escassos estudos nacionais realizados nos últimos anos, ae ao
desgasta
desgaste t^ue
t|ue ea Imagem
imagem do bibliotecário vem sofrendo no concerto sócio-econômico
sócio-econõmico do pais,
país,
que o tema: Bibliotecas Públicas e Escolares; sua oculta face humana, podería
poderia servir
depreendemos qua
como ume
uma tentativa de alinhar elgumas
algumas das causas que contribuem pare
para formar a opinião
Inegavelmente
inegavelmente desfavorável que a sociedade foi levada ea fazer das Bibliotecas Públicas e Escolares e
de seus servidores, em todo o Brasil,
Z O usuário numa sociedade em mudança
Em primeiro lugar temos que considerar que quelquer
qualquer usuário, hoje, no Brasil ou no
estrangeiro, pertence a uma sociedade em mudança Estudos sobre os usuários escritos entes
antes da
comunicação de massa por meio do rádio e da televisão, da explosão educativa ea de todas as
transformações socieis
sociais ocorridas nos últimos vinte anos, já não podem ser levados em conta senão
como fontes de comparação e exemplos de metodologia ea seguir ou não.
O usuário brasileiro, em particular, é fruto de um ambiente próprio, com variações.

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sensíveis de comportamento, devidas às disparidades sõcio-culturais
sócio-cuiturais e econômicas peculiares a um
país de grande extensão e variadas formações étnicas. Basearmos-nos em estudos do comportamento
pais
de usuários, em outros países, para solução de problemas nossos — a não ser como orientação
metodológica — não só 6é Insensato
insensato como operaclonalmente
operacionalmente desastroso. A prática já se encarregou de
demonstrar esta afirmação.
’
Assim, vamos nos deter apenas no usuário brasileiro, cuja face
faca ainda desconhecemos,
desconhecemos. ^
Temos os adultos que precederam a era da televisão, das viagens espaciais, da indústria
automobilística nacional, da economia planifiçada,
planificada, dos tele-cursos, da poluição, etc. e temos as
crianças e jovens
Jovens que encontraram incoporadas ao seu cotidiano todos estes novos agregados da vida
brasileira.
brasi
lelra,
Estas gerações de épocas diferentes como reagem frente à leitura como lazer,
iazer, como usa o
livro na biblioteca ae fora deía?
dela? Livro sõ
só para estudar a lição prescrita? Leitura como lazer ou TV,
cinema, discoteca, praia? Biblioteca opção espontânea ou frequência compelida pela escassez de
recursos para a corripra
corrlpra de livros, excasso
excesso de pessoas e ruídos
ruidos em casa e o desconforto de habitações
diminutas? Quem, em que Idade,
idade, là
lê o quê
quã e quanto? Quanto se gasta na compra de livros e quanto
em discos e cassetes? Até que ponto a TV interfere
Interfere nos hábitos de leitura?
Precisamos — e com urgência — conhecer a face do usuário e dos usuários em potencial,
não apenas de üma
uma biblioteca Isolada,
isolada, mas de um determinado município, de micro-regiões de um
mesmo estado, de uma região e daí formarmos as faces represente^tivas
mesnr»
representt^tivas dessas várias regiões
brasiieiras, com suas similaridades, contrastes e peculiaridades locais.
brasileiras,
Temos algumas respostas — não que tenham sido originadas de pesquisas promovidas por
por.
bibliotecários — mas obtidas por aqueles que seriam, antes seus concorrentes.
Sabe-se que nos grandes centros (Rio, São Paulo, Recife, Porto Alegre) prefere-se òo
''jornar (53,8%) àè "revista" (46,2%) (2:2); que a TV "ajuda"a educação das crianças (60%), embora
"jornaf'
as classes A/B tendam a apresentar índices mais altos na resposta "prejudica" (19%) e que 21% não
tèm ainda opinião formada (2:3). A TV é antes de tudo "Informativa"
têm
"informativa" (37%), sendo que 18% a
consideram "educativa" ea 19% "divertida" enquanto que apenas 2% consideram tanto "imoral"
"prejudicial" (2:5).
como "çrejudicial"
Tais resultados nos fazem lembrar da legião de usuários que jamais souberam quais os
jornais existentes em sua biblioteca pública; nas bibliotecas que jamais puseram em circulação os
jornais que recebe, e pior ainda, as que mantêm coieções
coleções desatualizadas ea falhas por falta de controle
no sistema de reposições e reclamação aos editores. E fato conhecido que na maioria de nossas
rx)
bibliotecas públicas e escolares não são feitas assinaturas nem mantidas coleções completas dos
principais hebdomadários gerais (Manchete, Veja,
Vaja, Isto É, etc). A :t&lt;"ajuda"
"ajuda" na educação das
crianças, mas os programas educativos serão sempre os preferidos mesmo em detrimento dos
"divertidos."? A TV é considerada como primordialmente "Informativa", mas para que serve a
informação de estar a prêmio a cabeça do Xá quando não se éá capaz de Indicar
Informação
indicar no mapa-mundi onde
fica antiga Pérsia, ou estabelecer-se conotações com a antiguidade deste reino e Darlo
Dario I? Quanto à
TV ser primordialmente uma fonte da
de "Informação", é hoje assunto polêmico porque "a
possibilidade de um público sábio e conhecedor (formado através dos meios de
da comunicação
massiva) parece ser cada vez mais ilusório"
Ilusório" (3:52-5 e 43).
4â).
No perfil do ensino no Distrito Federal (5), através das pesquisas realizadas pelo programa
ECIE L/Secretaria de Educação e Cultura do Governo do Distrito Federal, sobre o rendimento em
ECIEL/Secretarla
compreensão e leitura e ciênciai,
ciências, segundo a Idade
idade dos alunos, grupo étnico, uso do tempo livre,
disponibiiidade de lugar para estudar em casa, escolaridade e ocupação dos pais, frequência do uso de
disponibilidade
dicionário em casa, compra de jornais e revistas, posse de livros e cartilhas, frequência de audiência à
TV, condição alimentar do aluno, aspiração educacional do aluno, bem como a escolaridade e
informações que nos
ocupação dos pais, do professor, entre outras variáveis, colhemos inúmeras
Inúmeras Informações
levam a considerar a complexidade do estudo do usuário, ao mesmo tempo que tais resultados
desmistificam a Imagem
imagem do usuário para o qual, supunha-se, deviam ser feitas nossas bibliotecas.
3. Os bibliotecários brasileiros ea seus auxiliares.
Quanto aos bibliotecários brasileiros e seus auxiliares, há que se dividir o contingente em
duas categorias temporais;
I — A grande maioria, da qual alguns já ocupando cargos de direção e chefia, formou-se no
período de vigência da Lei de Diretrizes e Bases (1961) e da Lei 5.692 de 1971. Se em 1963 a
população estudantil brasileira era de 11.143.244, ou seja 15% da população, já em 1978 passou a
25.2 milhões, ou seja, 22% da população(6). A qualidade do ensino caiu assustadoramante,
25,2
assustadoramente, mas não é

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fenômeno exclusivo do Brasil que a formação profissional em todas as áreas seja hoje objeto de
apreensões e expectativas(4). Os bibliotecários desta época têm as heranças sociais as mais diversas;
apreendes
diversas:
a) há aqueles que desde cedo tiveram oportunidades de um aprimoramento do espírito,
desenvolvimento de qualidades pessoais e exercício da inteligência através da leitura e outras
formas de comunicação científica e artística. Mas, considerando que na profissão são essenciais os
aspectos afetivos ligados à percepção e atenção, à aquiescência à resposta, à valorização e
correspondente organização de um
urh sistema e caracterização de valores, cabe aos cursos de
Biblioteconomia suprir este campo, por vezes descurado no contexto familiar;
b) há também aqueles sem oportunidades educacionais na infância, confinados a ambientes
sõcio-econõmicos depauperados, sem hábitos de leitura devido a inacessibilidade às formas
sócio-econòmicos
impressas que não fossem os livros didáticos e sem quaisquer possibilidades de participar de outras
representações científicas e artísticas. Estes, esforçam-se por adaptar-se — e nem sempre o
conseguemi — ea um estilo de vida profissional em que o conhecimento, as crenças e expectativas
culturais, os costumes, os usos e hábitos e a ideologia é primordialmente em função da área
cognitiva, exigindo capacidade de compreensão em alto grau, aplicação e análise, síntese a valiação
consta nte.(7)
constante,
(7)
II — A minoria atuante, de formação anterior àquelas duas Leis (1961 e 1971) e que
poderiamos
F&gt;oderíamos até chamar de "geração em extinção", recebeu, ae nível de 29
2P grau, uma formação mais
completa, onde os espectos
aspectos humanísticos foram valorizados, príncipalmente
prírK;ipalmente do ponto de vista
linguístico. Desta minoria, alguns tiveram como disciplinas obrigatórias, ainda
einda ae nível de 29
2P grau, o
Latin, o Grego, o Espanhol, o Francês, e o Inglês e durante o curso de Biblioteconomia, dada a
Letin,
inexistência e ou fragilidade dos livros em português, nos vários campos do conhecimento, foram
compelidos ea leituras intensas e extensas em línguas estrangeiras, principalmente o inglês. Outra
característica dos profissionais desta época, foi a de turmas pequenas, chegando-se ao final do curso
com menos de dez formandos e havendo pois maior facilidade de controle no processo
ensino-aprendi zage m.
ensino-aprendizagem.
Mas esta geração foi tremendamente prejudicada por se ter firmado, e por que não
dizermos, por ter se deslumbrado por modelos importados Os representantes dessa geração, são ainda
— com raras
rares exceções — evessos
avessos à contemplação do caso brasileiro. Por isto, quando em cargos de
liderança, nas salas
selas de aula ou em organizações, são incepazes
incapazes de sensibilizar a nova geração para os
problemas sócio-econõmicos
sócio-econômicos do seu próprio país. Assim, há um grande trabalho a ser feito, dentro das instituições responsáveis pela
formação e manutenção be
de recursos humanos para bibliotecas. Professores, instrutores, chefias e
gerências, presidentes de entidades
entidedes de classe, são responsáveis pelo despertar de uma consciência
crítica naqueles que se engajaram na profissão, de tal forma que se lhes permita analisar e avalier
avaliar o
ambiente do sistema bibliotecário nacional, regional, e local, sem o que, a alienação
elienação das gerações
passadas se perpetuará 'nas
nas gerações futuras.
3.1. — Os auxiliares do bibliotecário.
Os auxilieres
auxiliares do bibliotecário, indispensáveis para o bom funcionamento da biblioteca,
einda
ainda estão por receber a atenção devida no que diz respeito a sua formação, treinamento e
diversificação de funções.
Erxiuanto em outras áreas tornou-se comum em uma organização coexistirem profissionais
Erxjuanto
de vários níveis e várias áreas do conhecimento, nas
nes bibliotecas brasileiras ainda perdura o temor de
aceitar profissionais de outras áreas como responsáveis por certas atividades
etividades que os bibliotecários não
tal. Referimo-nos à inexistência de
podem — nem devem — executar pois carecem de formação para tel,
economistas, administradores, psicólogos e pedagogos como integrantes da equipe da biblioteca.
Talvez seja por isto que vão tão mel
mal as finanças de nossas bibliotecas, tão sem rentabilidade nossos
serviços, tão apartados os usuários.
anos de
Prevalecem ainda os temores da perda de status profissional, deprois
depois de 17
17.enos
regulamentação da profissão. Entretanto, não se envergonham os bibliotecários de executar tarefas
burocráticas que os subutilizam, ao invés de treinar auxiliares para executá-las. Nem se dão acordo de
inúmeras oportunidades
oportunidades- que poderiam oferecer eos
aos usuários — hoje representados quase que
exclusivamente por jovens e crianças — se dispuzessem de animedores,
animadores, psicólogos ou educadores,
capazes de compreender as características dos grupos de jovens e capazes de contornar os problemas
de imaturidade, vulnerabilidade, medo de manipulação por parte dos adultos, rejeição de certas
estruturas, e o desejo de reformar o mundo, tão naturais e próprios de adolescentesíS).
adolescentesIS).

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4. O papel dos administradores
Enfim, qual o papel do administrador? As verdadeiras faces dos usuários e dos
bibliotecários só agora começam a ser delineadas, como vimos. Não buscamos aqui esboçar o perfil
do Administrador, mas sim definir o que deveria ser seu papel ou sua função social. Isto quer dizer
que dentro dos princípios e normas administrativas, cabe-lhe ordenar
ordenar, os fatores da produção e
controlar a sua produtividade e eficiência, para que se obtenha com eficácia o atingimento de
objetivos econômicos e sociais.
Tanto os administradores de órgãos governamentais dos escalões mais altos, quanto os
administradores de bibliotecas e sistemas de bibliotecas, não escapam à responsabilidade deste papel.
Mas não devemos esquecer que a matéria prima em nosso processo produtivo é o Homem.
A biblioteca com seus insumos,| é apenas o processo por onde ele passa para se tornar mais útil à
Humanidade.
Ao representar o paptel
papel de administrador, ao assumir tal função social, não pode
pôde o
administrador esquecer que o "antagonismo ou Incompatibilidade entre papéis diversos, desempenhados pela mesma pessoa, são índices
Indices de desorganização social ea desintegração cultural" (9:252).
Há evidência de que grande número de administradores de bibliotecas não foram formados
para o desempenho de suas funções, tais como hoje são requeridas de um profissional da
Biblioteconomia.
Os cursos de Biblioteconomia destinaram as grandes cargas horárias para atividades que
eram atribuição dos auxiliares de biblioteca, desde 1962, pela Lei 4.084.
A disciplina Organização e Administração foi ensinada — .com
com rarissimas
raríssimas exceções —
visando apenas a praxis bibliotecária em receitas e moldes importados. A atitude critica,
crítica, decorrente
do processo: constatação da evidência, análise, síntese e avaliação não é ainda adotada pela maioria
dos cursos de Biblioteconomia do pafs.
^ um ensino que se baseia em premissas falsas porque há uma certa repugnância dos
professores no confronto com a realidade.
Após semestres na aprendizagem da
de supérfluos, o profissional, legalmente habilitado mas
de saber onda
onde buscar recursos internos e axternos
externos para fortalecer seus
não capacitado, é incapaz da
minguados orçamentos: é incapaz de redigir um projeto de funcionamento digno de sofrer análise por
um projetista; é incapaz de fazer a prestação de contas aos órgãos que lhe proporcionaram recursos
extraordinários; é incapaz de redigir ou pleitear na linguagem escorreita e técnica de Administração
aquilo de que necessita para ordenar e controlar os fatores que levam ao atingimento dos objetivos da
biblioteca, se é qua
que estes objetivos chegaram a ser definidos.'
definidos.
Assim é muito difícil, ao Administrador pertencente a nivel
nível hierárquico acima das direções
e chefias bibliotecárias, qualquer ação decisória satisfatória pois que a ele as informações precisas de
que necessitá para aprovação das ações pleiteadas pelos bibliotecários não lhe chegam na linguagem
técnica em que usualmente
usualmenta o fazem outros órgãos sob sua subordinação.
5, Instrumentos de Acompanhamento versus Instrumentos de
5.
da Avaliação.
A ausência de instrumentos de
da acompanhamento e avaliação dos serviços prestados à
comunidade começa a ser sentida quando se trata de redigir qualquer ante-projeto de fundonamento.
funcionamento.
Para elaboração da "JUstificativa"constata-se
"Justificativa"constata-se que na maioria das bibliotecas não há
organizado um arquivo ou mesmo uma pasta, com os atos legais que deram origem à Biblioteca, suas
modificações, alterações, reorganização, mudanças de chefias, orçamentos, etc. Os relatórios não são
devidamente colecionados e encadernados da
de modo a facilitar seu manuseio no momento de se
estabelecer séries históricas e possibilitar comparações. Em geral, pouco informam e consultamosconsultamos
alguns que se limitavam a mendonar
mencionar quantos leitores haviam comparecido à Biblioteca,
Biblioteca,' pois às
coleções nenhum livro tinha sido acrescido visto que as aquisições nunca foram providenciadas.
Os modelos para registro das operações de rotina são omissos quanto a determinados
aspectos, sofrem modificações constantes o qua
que impossibilita a comparação da produtividade de um
mesmo setor em épocas diferentes.
Assim, os instrumentos mais comuns de acompanhamento, como as estatísticas mensais,
de atingir o objetivo para o qual foram elaboradas. Os relatórios periódicos,'
periódicos, como
deixam da
instrumentos de avaliação, são de pouca validade, em geral subjetivos, limitado quanto aos aspectos
qualitativos e quantitativos, sem as análises comparativas que contribuiriam
contribuiríam para elucidar a situação
real do problema.

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S6
Sb recentemente começam as pesquisas entre os usuários, de determinadas bibliotecas, mas
não concomitantemente, entre os bibliotecários e auxiliares dessa mesma biblioteca nem entre
aqueles que vivem no mesmo ambiente e dela não se utilizam.
Por estas e outras razões, quando sa
se trata de elaborar um "Diagnóstico", passo inicial para
implementar, a impressão que temos é de estarmos a armar um
qualquer ação que se deseje Implementar,
quebra-cabeças onde as figuras mais importantes as vezes,
vazes, foram irremediavelmente perdidas.
6. Meios de Comunicação e Difusão utilizados pelas Bibliotecas.
Quanto ã comunicação existente entre bibliotecários e usuários, através de meios de
difusão, a situação necessita ser encarada em termos racionais ae realistas.
Temos examinado inúmeros folhetos em que a biblioteca anuncia os serviços que poderá
prestar ao leitor, quando solicitada,
solicitada.
Três indagações são oportunas:
TrSs
a) a Chefia verificou |se tem a infraestrutura ae recursos humanos capazes de realizar todas
as facilidades que oferece?
b) a biblioteca opera apenas à base da demanda?
que dados coletou e Interpretou
interpretou para chegar a conclusão que aqueles são os serviços que
c) qua
devem ser prestados ao usuário?
Durante nossas atividades docentes, sempre que indagávamos sobre meios de difusão e
comunicação da biblioteca, era comum mencionarem o rádio, a TV e jornais e boletins informativos.
Ora, raramente os meios massivos têm aberto seus horários para comunciar gratuitamente
mensagens de instituições
Instituições governamentais menores. Quando o fazem, receberam os textos já
iá prontos
e o material audiovisual já preparado. Entretanto, quantas
quantas' as bibliotecas com recursos para
que possam competir com os grandes anunciantes?
apresentar mensagens qua
A comunicação pelo rádio e TV — na conjuntura atual — parece-nos a mais remota de ser
atingida. As pequena bibliotecas das cidades do interior têm entretanto excelente recursos de
comunicação através das Difusoras.
A comunicação pela IImprensa
mprensa escrita, se não forem preparadas pelo bibliotecário as notas
de imprensa (press releases) corre-se o risco ou de nãç
nãq se ver publicado ou o tópico aparecer
estropiado.
estrópiado.
Mais condizentes com os recursos sempre escassos de nossas bibliotecas, são as mensagens
transmitidas àá comunidade pelos líderes
Kderes locais — e o chefe da biblioteca deva
deve ser um deles — após a
participação em encontros para debates, que podem ser realizados na própria biblioteca.
A troca de informações que surgem da interação entre bibliotecários e seus auxiliares com
os líderes
lideres da comunidade, pode servir de excelente instrumento de avaliação, comunicação e difusão
dos serviços já prestados ou que poderão vir a ser iniciados para a comunidade.
7. Serviços prestados efetivamente por Bibliotecas Püblicas
Píiblicas e Escolares.
Escolaras.
As bibliotecas públicas estaduais de algumas capitais vêm, nesta década, e com o auxilio do
Instituto Nacional do Livro, intensificando os programas de extensão através de carros-biblioteca,
criação de sucursais e pela programação ininterrupta de atividades várias como projeções, horas do
conto, ciclo de conferências, exposições.
Sabemos da abnegação e esforço exigido para a realização de cada etapa programada e nos
parece útil
Otil aqui relatar como em quatro unidades federativas os responsáveis pelas redes de
bibliotecas conseguiram, cada um dentro de suas possibilidades e com muita criatividade, que estas
prestassem efetivamente serviços à comunidade.
No primeiro caso a ação bibliotecária é passada em estado paupérrimo onde os recursos
financeiros são mínimos e os recursos humanos legalmente habilitados não'ultrapassam
não ultrapassam de 26 para o
atendimento de todas as categorias de bibliotecasdos
bibliotecas dos seus 150 municípios.
Há uma biblioteca estadual mantida por fundação e um programa intenso para bibliotecas
do interior, onde exclusivamente o elan de servir consegue vencer os obstáculos de toda ordem. Os
políticos, líderes
lideres locais, professores, todos os que possam contribuir como elementos de difusão e
comunicação das vantagens, serviços e novas aquisições da biblioteca, são trabalhados pessoalmente
pessoal mente
pela Bibliotecária encarregada do Programa. Ao chegarem os livros novos à .cidadezinha,
cidadezinha, o
responsável pela biblioteca carrega-os para mostrar a um e a outro, conversa, colhe imprassões,
impressões, ae
retorna ao seu serviço realimentado por novas informações.

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Descrevemos aqui, sucintamente, o programa desenvolvido no Rio Grande do Norte,
através da Fundação José Augusto, pela Biblioteca Pública Câmara Cascudo.
especialmente construído para abrigar os seus
No segundo caso a biblioteca possue prédio espedalmente
serviços, inclusive para atender às
âs solicitações especiais decorrentes dos serviços de extensão. Mantem
vários carros-biblioteca, utiliza intensamente os recursos oferecidos por consulados que funcionam na
cidade. A Bibliotecária está presente a todas as grandes manifestações culturais da cidade, mantem
relacionarr«nto cordial com as personalidades mais dominantes no ambienta
relacionamento
ambiente político-cultural,
politico-cultural,
localiza e consegue recursos extraordinários de várias fontes, seus bibliotecários em geral tâm
têm curso
pedagógico, e tanto estes como os auxiliares e professores-bibliotecárias da rede têm
tèm passado por
treinamentos frequentes. Uma de suas bibliotecárias é mestranda do curso de Sistemas da
de Bibliotecas
Públicas em realização na Universidade Federal da Paraíba. Aproveitando as sedes das Delegacias
Regionais da Secretaria da Educação e Cultura do Estado como cabeças de subsitemas e a rede
escolar como componentes do sistema, estão sendo atendidos os 164 municípios e 800
BOO bibliotecas
escolares. A Biblioteca Pública Estadual Presidente Castelo Branco, no Recife, é sede de projeto da
Unesco desde 1973 e serviu de campo de experiência para a implantação do Sistema Nacional de
Bibliotecas Públicas do Instituto Nacional do Livro.
No terceiro caso, a instituição também astá
está ligada à fundação, e tanto a Coordenação do
Sistema como a Biblioteca Central funcionam no mesmo
mesrrx) prédio.
prédio.: Construção com características
especiais, por seu tamanho, grandiosidade ae alto custo de manutenção, pode ser considerada como
uma das mais dispendiosas do país. Entretanto, sem correlação com os recursos disponíveis, torna-se
por si só, um dos mais graves problemas para a Administração.
Ainda assim, graças à maturidade da
de seu pessoal e algumas verdadeiras vocações
profissionais, vem desenvolvendo um trabalho intenso, através dos carros-biblioteca que circulam em
cinco municípios diferentes sendo que na capital, além de 4 bibliotecas fixas, há paradas de
carro-biblioteca em 61 logradouros públicos.
O programa de treinamento do pessoal leigo auxiliar nos municípios e a supervisão por
elementos graduados em Biblioteconomia com treinamento na especialização, contribuem para a
melhoria da qualidade dos serviços prestados sob a Coordenação de
da Bibliotecas da Fundação Cultural
do Estado da Bahia/Secretaria de
da Educação e Cultura, com sede em Salvador.
O quarto caso, é o últirrx},
últinno, apresenta facetas especiais pois envolve a prestação de serviços
bibliotecários a.diferentes
a diferentes camadas sócio-econõmicas,
sócio-econômicas, a usuários procedentes de todas as unidades da
federação, portanto de sub-culturas diversas que convergiram para uma cidade artificial no centro do
país.
Experiência única por seus múltiplos desafios, graças à criatividade ae economicidade das
soluções encontradas, atende hoje dentro da
de seus 5.783,13 Km^ a 241
241.861
.B61 alunos através da
de salas de
leitura e bibliotecas comunitárias) em 290 escolas, das quais 165 tiveram suás
suas salas de leitura ou
construídas, ou ampliadas ou adaptadas, no período 1974/197B.
1974/1978. A Reda
Rede Integrada de Bibliotecas da
Fundação Cultural do Distrito Federal, coordenada pelo Núcleo
Núcleo',de
de Bibliotecas da Direção de
da Apoio
Pedagógico, dispõe da
de 36 bibliotecários dos quais mais da metade com formação pedagógica. Dos
368 auxiliares que trabalham na rede,99 deles têm habilitação da
de magistério. Há treinamento das
professoras ae do pessoal auxiliar, sendo qua
que os próprios alunos auxiliam certas tarefas mais simples.
O carro-biblioteca cedido em comodato pelo Instituto Nacional do Livro percorre duas
cidades satelites (Taguatinga ae Ceilandia) com paradas quinzenais em seis logradouros públicos e
que os 180.340 volumes qua
que formam a coleção do NUBI, sejam melhor
assim contribui para qua
aproveitados.
Desde 1974 funciona o Banco do Livro ae a estes recursos juntam-sa
Desda
juntam-se 260 caixas-estantes
caixas-estantas
transportadas em furgão, cobrindo as unidades escolares da zona rural do Distrito Federal ae também
as escolas-classe mais carentes das cidades satélites. Caixas-estantes especiais são distribuidas em
unidades pediátricas dos hospitais da Fundação Hospitalar do Governo do Distrito Federal.
Exposições, atividades lúdicas e artísticas são desenvolvidas nas diferentes modalidades encontradas
pelo NUBI para prestação de serviços de leitura destinados ao estudo, recreação e lazer:
lazer; bibliotecas
setoriais que concentram recursos e serviços maiores âà comunidade dentro dos complexos escolares,
as bibliotecas escolares ae salas de leitura integradas aos estabelecimentos
estabalecimentos de ensino, atuam como
ramais da biblioteca setorial, para suporte aos conteúdos curriculares. Os recursos financeiros
aplicados à Rede Integrada de Bibliotecas da Fundação Educacional do Distrito Federal provêm do
Ministério da Educação e Cultura, através dos Departamentos de Ensino Supletivo, Médio e
Fundamental, do Instituto Nacional do Livro, do Fundo da
de Assistência Social (FAS-3), da Secretaria
de Educação ae Cultura do Governo do Distrito Federal e da própria Fundação Educacional.

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Portanto, cada um desses profissionais buscou dentro das possibilidades do ambiente em
que funcionam e com a criatividade de que eram capazes, contornarem os obstáculos tão comuns em
meio: escassez de recursos humanos, financeiros, materiais e institucionais.
nosso meio;
8. Algumas conclusões que levam a sugestões
Parece-nos que nossa missão neste Encontro não deve se limitar a alinhar problemas mas,
principalmente, apontar safdase
saídas e buscar soluções.
8.1 — Pesquisa do usuário
Nenhuma receita é hoje formulada antes que o médico estabeleça um diagnóstico, e
nenhum diagnóstico é feito sem que se examine o paciente. Quando se trata de solucionar problemas
de uma Biblioteca Pública ou Escolar, o método é o mesmo.
Já é tempo de acabarmos com o cômodo mas insensato hábito de tomar remédios de um
receituário pré-fabricado, em terras estrangeiras, sem antes sabermos se nossos organismos estão em
condições de recebê-los.
recebê-ios.
Antes que se tenha o quadro cifnico
clinico do usuário brasileiro definido, corre-se o risco de
continuarmos criando, investindo, construindo, abastecendo, mantendo e conservando bibliotecas
que não se coadunam com as necessidades da sociedade ou comunidade onde se instituem. Portanto,
o primeiro trabalho da Comissão Brasileira
Brasiieira de Bibliotecas Públicas e Escolares, parece-nos, é
incentivar as pesquisas em profundidade que possibilitem o conhecimento da face real do usuário e
do usuário em potencial em comunidades onde se vão instituir ou já existem, bibiiotecas
bibliotecas públicas e
escolares.
8.2 — Pesquisa do bibliotecário e seus auxiliares
Quando soubermos que usuários formam a clientela das bibliotecas públicas ae escolares,
então poderemos pensar em que profissionais deveremos ter para servf-los. Só depois poderemos
sugerir à Associação Brasileira de Escolas de Biblioteconomia e Documentação os conteúdos
programáticos para a disciplina Bibliotecas Públicas e Escolares, uma lacuna existente na maioria dos
currículos de nossos cursos.
8.3 — Pesquisa do administrador de Bibliotecas
Conhecendo o que pensa o usuário de sua biblioteca,
bibiioteca, a opinião do bibliotecário sobre seus
superiores e colegas, a imagem formada pelos auxiliares sobre a clientela e sobre aqueles a que estão
subordinados, teremos o quadro qualitativo dos fatores que deverão ser considerados como os mais
necessários de levarmos em conta, durante uma gestão.
8.4 — Comunicação ea Difusão
Os estudos, pesquisas, relatórios que deles decorram, não podem ficar confinados às
Qs
gavetas de seus autores, ou chefias ou superiores.
Considerada a pobreza da bibliografia nacional em todos os segmentos da Biblioteconomia,
principalmente sobre todas as coisas que se referem à nossa realidade bibliotecária, o inicio de tais
principaimente
pesquisas deverão ser imediatamente comunicadas para evitar superposições, e logo que terminadas,
seus resuitados
resultados deverão ser publicados e distribuídos
distribuidos através do Programa Nacional de Bibliotecas do
Instituto Nacional do Livro.
8.5 — A oculta face humana das Bibliotecas Públicas ae Escolares brasileiras há que ser desvendada
quanto antes.
Durante mais de meio século os bibliotecários foram enganados por ilusões, falácias e
alienações e é tempo de se debruçar sobre nosso próprio solo, encarar nossos próprios irmãos e não
nos envergonharmos de nossa pobreza.
Sem conhecermos a profundidade de nossas fraquezas não saberemos como vencê-la, nem
de criarmos nossos próprios meios para soiucionarmos
solucionarmos probiemas
problemas que são nossos, de nossa cultura,
de nosso ambiente, e portanto, só por nós próprios compreendidos e passiveis
passíveis de solução por nossos
próprios meios.

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Para isto predsamos
precisamos melhorar a nós próprios, cada um de per si, cada indivíduo buscando
através da leitura
laitura e meditação, da observação direta, da discussão em equipes interdisciplinares, os
meios mais adequados, viáveis e possíveis de
da aplicar em
am cada caso.
Assim como estamos agora, prontos a trocar experiências, a conhecer, a tentar
compreerlder, a aprender uns com os outros, sempre, sempre, sempre.
comprearlder,

9. Bibliografia consultada
9,
M. B.
B, Necassidadas
Necessidades da
de informação do geólogo am
em Minas Garais,
Gerais. Belo Horizonte, 1978.
1 — CUNHA, M,
Dissertação apresentada à Escola de
da Biblioteconomia da Universidade Federal de Minas
de Mestre em
Gerais para obtenção do grau da
am Bibliotecorx&gt;mia.
Biblioteconomia
2 - BOLETIM DO INSTITUTO PAULISTA DE PESQUISAS DE MERCADO, São Paulo.
Paulo, (55) abril,
1979.
3 — TRIPPETT- F. A new distrust of tha
the experts. Time 113(20):52-5,
113(20) :52-5, May 14.
14,1979.
1979.
PAUWE LS, L. Les "casseurs" sont aussi des “cassés".
S, 28 Jan./7 Fév. 1979.
4 — PAUWELS,
"cassés". Le
La Figaro. (16)
(16)9,
5-

ECIEU PROGRAMA DE ESTUDOS CONJUNTOS DE INTEGRAÇÃO
AMÉRICA LATINA. Custos e determinantes da
daaducação:
educação: o caso de Brasília
Brasilia, Rio de Janeiro, junho, 1978.

6- IPEA. INSTITUTO DE PLANEJAMENTO ECONÔMICO E SOCIAL. Balanço preliminar do II
PND. Brasília,
Brasília. DF, 1978.
7 — BLOOM, B. S. ed.^Taxionomia dos objetivos educacionais. Porto Alegre, Globo, 1973-4. 2 v.
8— LIMBOS, E. Prãtica
Pritica ea instrumentos da animação sbcio-cultural. Pratique et instruments
Tanimation socio-culturelle,
Fanimation
socio-culturella, 1974. Lisboa, Livros Horizonte, 1976.

de

9 — WILLEMS, E. Papel social. Em: Dicionário
Dicionirio de Sociologia.
Sociologia Porto Alegre, Globo, 1967. p. 252.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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