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                  <text>1071
BIBLIOTECAS UNIVERSITÄRIAS:
UNIVERSITÁRIAS: A PERSPECTIVA OE
DE UM USUÁRIO
HERALDO PESSOA SOUTOMAIOR
Certamente, o convite que me levou a estar neste momento neste lugar, como
conferencista sobre bibliotecas universitárias, se deve à bondade de alguns amigos, embora não seja
de todo despropositado. Alguns milhares de professorés
professores e pesquisadores de universidades brasileiras
teriam as mesmas ou melhores condições de realizar esta palestra e iniciar os debates sobre o tema, já
que ea necessidade das bibliotecas e o convívio com as mesmas faz parte do seu dia a dia e de seus
problemas. Contudo, talvez eu tivesse, além da gentileza de amigos, algo a acrescentar como razão
para a minha presença e que me faz o instante profundamente grato e cheio da
de reminiscências.
reminiscèncias.
Permitam-me, pois — e desculpem-me — trazê-las para o público.
püblico. Embora conviva diariamente com
bibliotecas em minha atividade, este é para mim um reencontro com a biblioteconomia em forma de
ritual, se não festivo, quase solene, ae qua
que me aguça essas reminiscências.
reminiscèncias.
Recordo-me que meu primeiro emprego, quando ainda estudante na Faculdade de Direito
do Recife, nos primeiros anos da década de cinquenta, foi como auxiliar de biblioteca, naquela
mesma casa. Po pouco, devido a motivos que estavam além da minha vontade, não conclui
concluí o curso de
biblioteconomia então ministrado e que era uma das marcas do processo de renovação das bibliotecas
existentes na Universidade e criação de novas. Os estudantes que frequentávamos assiduamente a
biblioteca da Casa de Tobias olhávamos com entusiasmo a revitalização que se processava sob o
cornando da
de Edson Nery da Fonseca, Myriam Gusmão e Cordélia Robalinho Cavalcati. Sentiamos a
transformação que ia ocorrendo, com a biblioteca se tornando cada vez mais viva,
viva. Esses foram anos
de muita ebulição intelectual e política, preciosos em minha formação, com grande parte çie
de
atividades centradas ou sediadas nas selas
salas ou corredores de laitura.
leitura.
Desda
Desde então, na universidade ou fora dela, sempre estive ligado às bibliotecas ae am
em
contacto com as bibliotecárias, tentando desenvolvê-las e prestigiá-las quando em cargo de direção ou
brigando como soldado na planície,
planície. Minha própria biblioteca pessoal funciona como um serviço de
empréstimo a meus colegas e estudantes. Eis porque me sinto particular
particularmente
mente gratificado por este
momemo.
momento.
Parece-me que seria pedante, sem dúvida ingênuo de minha parte, discutir com
profissionais competentes, como o são em sua grande maipria os bibliotecários brasileiros, o que
deveriam ser ou que serviços deveriam
deveriem
deveríam prestar as bibliotecas universitárias. É bem possível que
existam serviços ou formas de organização corriqueiros para os bibliotecários que me sejam
alguns
desconhecidos. Creio; pois, que o meu papel êé o de levantar algumas questões, suscitar elguns
problemas e discuti-los
discutí-los com os participantes desta sessão e, ao mesmo tempo, ouvir deles,
experimentados bibliotecários de instituições universitárias, sugestões para o comportamento dos
professores e pesquisadores, bem como o esclarecimento das questões suscitadas ae de outras de que
eu não possa suspeitar, talvez mais significativas.
Para mim éê importante essa troca de pontos da
de vista, já que a minha perspectiva
perspactiva pode não
representar a da
de grande parte
parta dos usuários. Daí
Dal o título
titulo de minha palestra se referir à perspectiva de
um usuário ae não do usuário. Tenho até a suspeita de que
qua eu próprio e a maioria dos usuários tenham
expectativas mais baixas que os profissionais da biblioteconomia, o que também saria
seria Interessante
interessante
discutir.
Um tanto drasticamente poder-sa-ia
poder-se-ia dizer que os usuários esperam que as bibliotecas
funcionem e que ofereçam todos os serviços possíveis. Este seria o ideal dos consumidores e creio
que, também, dos bibliotecários,
bibliotecários. Mas a nossa questão não é apenas o de ficar a favor da virtude e
contra o pecado. ÊÉ preciso especificar em que consistem a virtude e o pecado, e quais são. É bom,
ainda, que se especifiquem as condições em que é possível sermos virtuosos e o grau em que cada
virtude possível pode ser exercitada. E, ainda mais, condições am
em que a virtude pode tornar-se
pecado. Pois que tudo nesse mundo
rruindo é relativo e cada coisa é o que é em circunstância qua
que lhe é dada.
Assim é que, por exemplo, uma bilioteca com poucos serviços pode funcionar bem, e ao contrário,
uma com serviços pode não funcionar. Mais ainda, uma que poderia funcionar, não funciona porque
não é usada.
A partir dessa última
(iltima frase poderiamos levantar um problema para discussão que me parece
importante; o da interação entra
importante:
entre ea biblioteca (bibliotecários) e sua clientela. Falar de interação
significa, em certo sentido, falar de encontro de expectativas, ou desencontro. De um processo de
comunicação afetiva,
efetiva, ou da
de entupimento de canais e desencontro.
dasencontro. O 10,°
10.° Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação me convida como professor e pesquisador para dizer quais são as
minhas expectativas: vou tentar enumerá-las, mas interponho uma pergunta para ser discutida pelo
plenário: quais são as expectativas dos bibliotecários e se essas expectativas estão sando
planário:
sendo

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correspondidas? Ou de outra forma:
forma; os usuários estão usando bem e efetivamente os serviços que
lhes estão sendo oferecidos? Estas contra-perguntas correspondem a um ponto de vista meu que
considero relevante: o das relações e da comunicação entre a biblioteca e seu público universitário,
alunos, professores e funcionários. Se universidade é convivência, a responsabilidade pelo bom
funcionamento das bibliotecas universitárias é comum a todos. Dai
Daí a necessidade de um eficiente
sistema de comunicação. Seria interessante que cada um dos presentes relatasse a sua experiência
nesse sentido.
r
Porque a tradição de pesquisa entre nós não éê tão generalizada e a própria tradição
universitária èê jovem, è possível
possivel que até as nossas deficientes bibliotecas não estejam sendo utilizadas
totalmente em alguns de seus serviços e aspectos,
aspectos. isto
Isto não quer dizer que não possam ser de fato
deficientes, e muito, em outros aspectos. Não sei se seria pertinente perguntar se nossas bibliotecas
estão sendo
serxfo suficientemente agressivas para atrair consumidores para serviços sub-utilizados.
Curiosamente, em certos casos, pode estar ocorrendo essa contradição: o de biliotecas deficientes
com serviços sub-utilizados.
còm
Evidentemente que as causas podem estar tanto no pouco hábito de frequentar bibliotecas
ou outros fatores exógenos, como em certos aspectos de organização interna e furx:ionamento
funcionamento que
criem um desestimulo ao seu uso. Podem ser pequenos detalhes facilmente sanáveis ou mesmo certas
políticas de uso que entram em choque com a cultura local. Hipoteticamente, por exemplo, se
poderia tomar uma política de acesso direto ao acervo por todos os usuários como passível de gerar
tumulto e confusão na colocação dos livros em seus lugares e a consequente dificuldade de
localização posterior, com enorme perda de tempo.
No sentido de estabelecer uma comunicação efetiva e avaliar os problemas existentes,
penso, é necessário institucionalizar um mecanismo permanente e representativo de toda a clientela.
Como coordenador de um curso de mestrado em Sociologia e em função de um debate
muito atual na UFPe.,
UFPa., há uma outra questão que me parece digna de alguma reflexão: o da definição
dos objetivos de uma biblioteca central e de suas relações com bibliotecas setoriais. Minhas
experiências no exterior são conflitantes, se bem que não saiba se e'esta
é esta exatamente a expressão.
Como estudante pós-graudado de Sociologia e Antropologia na Michigan State
Staté University tive uma
experiência muito positiva com uma biblioteca central, não existindo, pelo menos em minha área,
nenhuma biblioteca setorial. Posteriormente
Poste ri ormente como visíting
visiting shcolar em Harvard, uma experiência
completamente diversa, em que, ao lado de uma excelente biblioteca central, a Widener, havia um
sem número de excelentes bibliotecas especializadas. Na minha área específica
especifica de pesquisa, a das
bibliotecas sociais, havia pelo menos três muito importantes.
Importantes. Em uma delas, a de Antropologia, estive
praticamente seis meses, dos dois anos de minha permanência ali, sem necessidade de buscar obras
em outra biblioteca, a Central, igualmente bem aquinhoada na especialidade e até preferida por
alguns professores. Curiosamente, a especializada tinha o acesso a suas estantes permitido a todos os
membros da comunidade harvardiana, enquanto na Widener, o acesso era reservado apenas aos
professores e categorias especiais devidamente identificados.
Evidentemente que não se pode fazer comparação, em sentido estrito, entre as duas
universidades citadas e a maioria, talvez a totalidade, das universidades brasileiras em termos de
bibliotecas e recursos para as mesmas. Se o faço, é para levantar um problema quanto à organização e
à política
politica a ser seguida com respeito às bibliotecas universitárias no Brasil e suas repercussões para a
vida de seus usuários. Na UFPe, parece-me, o problema não foi ainda definitivamente resolvido em
termos de uma política
poiftica a ser seguida e gostaria de ouvir as opiniões dos presentes,
presentes.
A maioria dos professores e estudantes defende a setorialização, parecendo-lhes mais
cômoda, pela proximidade física do acervo, e mais eficiente, pela especialização. Sobretudo os mais
diretamente ligados à pesquisa e à pós-graduação,
pós-graduação. Há uma tendência a defender a manutenção de
específicas para a pós-graduação, o que talvez seja uma expectativa que revela a existência
bibliotecas especificas
de uma grave distorção e de falhas no sistema que devem ser detectadas e corrigidas. Talvez a
competição pelo uso de um acervo reduzido; talvez não, pelo fato de que, pelo menos em parte, a
utilização deve estar sendo feita de modo diferenciado pelo nível
nivel de estudo e de pesquisa.
Um outro problema a ser enfrentado e faz parte das expectativas dos usuários êé o da
aquisição. Não há dúvida que os clientes, sobretudo os professores, tèm
têm uma parte de
responsabilidade quanto à indicação do que deva ser adquirido. Não sei se esta parte esteja sendo
cumprida eficientemente.é bem possivel
possível que não. Mas há um outro aspecto que êé relevante e precede
qualquer outro: a definição de uma política de aquisição e de um mecanismo de implementação
comunicação aqui é fundamental e as bibliotecas, parece-me, devem ser
dessa política. O processo de conrxjnicação
agressivas e dinâmicas nesse ponto. Não sei se existe em algum lugar um corpo de consultores
especializados, talvez professores dos diversos departamentos, que tenham entre suas responsabilidades a de interagir regularmente com o sistema de aquisição.

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Ainda aqui, no sistema ou poiftica
política de aquisição, alguns pontos me parecem merecer
comentários, especialmente no que se refere ao balanceamento
balanceamanto entre
entra as diversas necessidades. Em
primeiro lugar hã
há a necessidada
necessidade da
de ter nas estantes de forma mais completa possível, as obras
fundamentais de cada ramo do conhecimento, os chamados clássicos da disciplina. Em segundo lugar,
o das revistas e periódicos especializados. Como não dispomos de recursos ilimitados, a presença dos
desses periódicos é fundamental. Fundamental, éè óbvio, a coleção completa,
especialistas na seleção dasses
nümero suficienta
suficiente de exemplares, dos textos que estão sendo usados nos diversos cursos. Ainda,
com nOmero
a aquisição das novidades ea a seleção na pletora
pletore desigual do que hoje se publica. E muito mais haveria
havería
o que discutir quanto a esse ponto primordial e básico de nossas expectativas: o de que existam os
livros e documentos que procuramos e de que necessitamos ou venhamos a necessitar.
Se os livros existem, o que se
sa segue é que
qua possam ser facilmente localizados através de
catálogos diversos devidamente atualizados. Não apenas os por autor e por titulo, mas, talvez
sobretudo, por assunto. Este èé fundamental para a economia de tempo na pesquisa bibliográfica.
Inclusive incluindo análises dos periódicos mais importantes. Quanto a estes, a colocação dos
visíveis e a possível distribuição, pelo
exemplares mais recentes em estantes especiais, facilmente visiveis
menos por departamentos, de cópias xerox dos respectivos Indices.
índices.
Seguir-se-ão os diversos serviços especializados que as bibliotecas acontecem oferecer hoje
em dia, mas gostaria de abordar um aspecto bem diferente e que eu chamaria de o clima da
biblioteca. É dificil dizer, e não sei algum arquiteto, psicólogo, bibliotecònomo
bibliotecõnomo (o Aurélio menciona
bibliotecõnomo) já explorou o tema. Há bibliotecas que nos atraem
biblioteconomista, mas prefiro bibliotecònomo)
por um certo clima, algo na sua aparência física e nas suas relações humanas que independem de
alguma maneira do tamanho de seu acervo e da quantidade dos serviços que prestam. Em que a gente
gosta de ficar e não vai apenas para apanhar o livro. ÉÊ um pouco da arrumação dos móveis, da
severidade e/ou alegria das instalações, de uma forma
severidada
forme particular de atendimento, um não sei que
apaixonamos, E certas horas ou certos locais que nos atraem particularmente. Algumas
porque nos apaixonamos.
provocam paixões à primeira vista; por outras nos apaixonamos aos poucos, na medida em que
descobrimos certos detalhes. Com outras nossas relações ficam no apenas profissional; podem ser
extremamente eficientes mas lhes falta calor humano.
Isto acontece a despeito de serem hoje os bibliotecpnomistas dos profissionais mais bem
treinados e socializados no seu papel de atender bem aã sua clientela. Até onde vai a minha
.experiência
experiência ea apesar
epesar de algumas rusgas — poucas felizmente — não conheço outros profissionais que
os excedam em dedicação e esforço para o bom desempenho de suas atividades,
atividades.
E quanto aos demais serviços? Já fiz sentir que o desejável, o ideal é que funcionem todos
os que uma biblioteca possa oferecer. Mas há a considerar que nem sempre existem os recursos e nem
sempre os serviços são utilizados em escala que justifique os gastos necessários. Ou, ainda, que
terminem por funcionar mal em prejuízo, inclusive, dos serviços básicos.
básicos, No meu entender
diversificação e sofisticações maiores devem existir depois de que o básico, essencial, esteja
funcionando adequadamente. Depois, talvez o contexto de cada universidade e das tarefas que nelas
estejam ocorrendo é que vão definir os serviços a serem expandidos ou criados. Exemplo: o contexto
de uma universidade em que a pesquisa seja forte e desenvolvida é6 bem diferente daquele de uma
da
outra em que ainda não exista essa tradição e em que o esforço quase único
Cínico seja o de transmissão do
conhecimento. Ou em que haja diferenças significantes no peso de cada área do conhecimento dentro
da universidade.
De qualquer forma, pelo menos nas maiores, o desenvolvimento da pós-graduação e da
pesquisa, apesar das dificuldades, é um fato consumado e as bibliotecas têm que levá-lo em
erh
consideração ae desenvolver os serviços adequados. Ao lado dos periódicos, já citados, avulta a
importância da documentação e da expansão de possíveis fontes de dados. Muita coisa de custo
relativamente baixo, como é o caso de documentos oficias; outros difíceis, raros e caros. A
articulação com os departamentos e grupos de pesquisas a,
e, como em tantas outras instâncias,
essencial.
Dentro das minhas expectativas não posso deixar de mencionar um serviço de empréstimo
inter-bibliotecas; um de
da aquisição de cópias de artigos, livros, documentos ou o que seja, inexistentes
na biblioteca. Também, o que já se tomou
tornou hábito universal, um sistema de copiadoras para uso em
suas dependências. Finalmente, ambientes adequados para pesquisadores isolados, estudantes
p6-graduados
pó-graduados e grupos de estudo, onde o material consultado possa permanecer sob reserva.
Mais não creio que seja necessário ecrescentar.
acrescentar. Uma coisa é certa, os problemas das
bibliotecas universitárias não estão desvinculados dos demais problemas atuais da universidade
Muitas das nossas expectativas estão além'da validade
brasileira. Inscrevem-se no mesmo contexto. Multas
concreta existente, o que nos força a pensar os problemas em conjunto, desde a insuficiência de
recursos até a mudança de hábitos arraigados, adquiridos em contextos superados e fontes de

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entraves de todo tipo. Uma situação como esta exige muita habilidade e discernimento de todos que
formamos a comunidade universitária. Tato, às vezes, agressividade em outras ocasiões.
Por ser assim, os problemas conjuntos, é que enfatizei talvez demais as relações e a
comunicação entre os responsáveis pelas bibliotecas universitárias e o restante dessa comunidade,
pouco me envolvendo com processos técnicos. De nossa parte o que nos interessa nestes são seus
resultados e um outro usuário é6 que pode estar familiarizado com sua natureza interna.
Olhando atentamente pode-se ver que há uma responsabilidade geral pelo funcionamento
das bibliotecas. Mas isto não exime, pelo contrário, requer a política
poUtica agressiva de seus responsáveis
para a melhoria dos serviços e a partidpaçâo
participação maior da comunidade universitária.

cm

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m..
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              <text>Certamente, o convite que me levou a estar neste momento neste lugar, como conferencista sobre bibliotecas universitárias, se deve à bondade de alguns amigos, embora não seja de todo despropositado. Alguns milhares de professores e pesquisadores de universidades brasileiras teriam as mesmas ou melhores condições de realizar esta palestra e iniciar os debates sobre o tema, já que a necessidade das bibliotecas e o convívio com as mesmas faz parte do seu dia a dia e de seus problemas. Contudo, talvez eu tivesse, além da gentileza de amigos, algo a acrescentar como razão para a minha presença e que me faz o instante profundamente grato e cheio de reminiscências. Permitam-me, pois — e desculpem-me — trazê-las para o público. Embora conviva diariamente com bibliotecas em minha atividade, este é para mim um reencontro com a biblioteconomia em forma de ritual, se não festivo, quase solene, e que me aguça essas reminiscências.</text>
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