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                  <text>980
BIBLIOTECA E UNIVERSIDADE:
REFORMA E CONTRA-REFORMA
ANTONIO MIRANDA
Presidente da Associação dos Bibliotecários do
Distrito Federal
RESUMO:
Analisa o desenvolvimento da biblioteca universitária no contexto da Reforma
Universitária, considerando a Biblioteca Central como consequência desta. Dastaca o conflito
biblioteca setorial x biblioteca central como representativo do processo da Reforma e da
Contra-reforma e esclarece que a primeira não é antftese da segunda; são serviços interdependentes
çuja existência, de uma forma ou de outra (ou ambas concomitantemente) constitui-se em opção
cuja
dependente das condições ffsicas, ideológicas, econômicas, etc. Destaca a condição secundária da
biblioteca universitária rx&gt;
m seio da própria universidade; descreve a posição insatisfatória do
bibliotecário na hierarquia, devido a fatores históricos e estruturais, e ressalta a importância de um
compromisso ético do profissional no trabalho como forma de realização profissional e pessoal,
pessoal.
1. INTRODUÇÃO
É possível que a maioria das idéias aqui expressas e discutidas sejam do conhecimento de
alguns, sobretudo daqueles mais maduros e a eles pedimos excusas pela insistência.
Não queremos nos furtar à oportunidade de nos dirigir a uma platéia tão ampla e tão
heterogênea e optamos por reiterar idéias
Idéias básicas e de ventilar assuntos mais genéricos, com o
enfoque crítico que nos pareceu adequado para esta oportunidade.
Tampouco nos preocupamos com apontar "soluções concretasí'
concretas" e preferimos desenvolver
um raciocínio lógico, com a intenção de levantar a problemática mais do quede
que de "solucioná-la". Na
compreensão do fenômeno está meio caminho andado. Os trabalhos de meus colegas certamente
apontarão as diretrizes, as conquistas e as soluções propostas e as recomendações finais deste
conclave, mais uma vez, tentarão despertar a atenção e o atendimento, por parte das autoridades
nacionais, pcra um conjunto de medidas que visam à solução de problemas e ao aperfeiçoamento dos
serviços bibliotecários.
Atendendo ao apelo do temário deste Congresso, devotado à avaliação de sistemas de
informação no Brasil, quisemos tão somente analizar a presente situação da biblioteca universitária
no contexto da Reforma Universitária, numa abordagem mais política e global do que técnica e
específica.
A biblioteca sempre desempenhou um papel secundário na vida universitária brasileira. O
sistema de ensino tradicional forçou o alunado a um uso excessivo do livro de texto, e apostilas e
anotações de classe, conferindo à pesquisa bibliográfica uma corxJição
corxfição marginal e até dispensável, em
certos casos. O apelo a outros veículos de informação — o periódico, os multi-meios educacionais, as
micro formas — é ainda acidental ou pouco difundido.
difurxf ido.
Parece sér
ser que o sistema educacional que queremos informar está sen/indo à ideologia do
) ao sistema.
autoritarismo, da criação de "hábitos hierárquicos de obediência e submissão" ( )ao
A biblioteca, consequentemente, é minimizada em sua função de criar as corxfições
condições para a
busca de respostas às indagações da comunicada
comunicade discente (e até da docência), como laboratório para
um desenvolvimento autônomo da capacidade intelectual do estudante para transformar-se na
agência massificadora do conhecimento mediante empréstimo preferencial dos textos previamente
indicados, ou seja, a "leitura de cabresto".
Enquanto a biblioteca é o centro
centro'de
de pesquisa e o suporte fundamental do ensino e da
aprendizagem nas universidades dos países desenvolvidos, no nosso País a biblioteca universitária
parece ser apêndice,
aprêndice, a alternativa no processo educativo. Se bem é certo que o próprio governò
governo vem
desenvolvendo programas especiais para seu amparo e incentivo (PREMESU, CAPES, etc), também é
verdadeiro que a biblioteca não tem a participação adequada nos orçamentos das universidades (2),
para não dizer que elas não constituem unidade orçamentária com flexibilidade e autonomia para
para.
agilizar suas atividades.

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Uma questão que se coloca é a da autenticidade da bblioteca universitária no Brasil. Ela
airKia não foi definida em suas funções e serviços como para aterxler
as necessidades reais e potenciais
ainda
aterxfer es
das comunidades a que servem. Parafrasearxfo F. Fernandes(^)
Fernandes( ) poderiamos dizer que o que
convencionamos chamar de "biblioteca" não tem substância própria, nem ao nível
nfvel histórico, nem ao
nível estrutural-funcional.
Conforme o modelo de nossas universidades (que permanecem "fiéis a nossa tradição de
escolas superiores indeperKfentes",
indepetxJentes", "até hoje, uma'
uma aglomeração de escolas isoladas" ('^),suas
(^),suas
sendo isoladas, estanques, fechadas eo
ao intercâmbio e ao diálogo nem tanto
bibliotecas continuam serxfo
pelo desiriteresse
desinteresse de bibliotecários
bibliotecáriosee muitas
muitasdas
das autoridades administrativas, mas por força da
de própria
rigidez de sua burocracia, de caráter "auto-suficiente" e "fechado" da estrutura organizacional para
não voltar a enfatizar o aspecto bitolante
bholante e imediatistedo
imediatista do processo educacional.
Biblioteca e universidade
universidada são fenômenos indissociáveis, vasos comunicantes, causa e efeito.
A biblioteca nâb
não pode ser melhor do que a universidade que a patrocina; a universidade,
consequentemente, não é melhor do que o sistema bibliotecário em que se alicerça.
Não pretendemos afirmar, pleonásticamente, que a biblioteca seja a universidade por
excelência; incorreriamos
irKorrerfamos no erro comum dos especialistas que consideram sua área de atuação como
fundamental e as demais secundárias ou dependentes dela. Queremos,
furxfamental
Quererrras, isso sim, afirmar a importância
da biblioteca e dos serviços de informação e documentação na organização e transferência do
conhecimento, sem o que ea tarefa universitária se transforma em mera repetição de "verdades"
(contidas em livros de textos e apontamentos) ou de "técnicas" repetidas até à exaustão por
especialistas com visão artesanal e não científica.
Se a biblioteca (entendida em seu sentido dinâmico) é um fenômeno novo, não é menos a
própria universidade a que ela serve.'
serve. Enquanto os nossos vizinhos latino-americanos já tinham os seus
colégios universitários na época da Colônia, nós ainda vh/íanrx)s
vivíamos sob a mais feroz censura religiosa,
sem tipografias ou imprensa, impedidos de importar livros e de desenvolver qualquer tipo de ciência
ou de ensino secular. Quando em Córdoba, Argentina, rx)
no início do século, se lutou pela autonomia
autommia
universitária, airxfa não tínhamos
tínharTK&gt;s nada, no Brasil, que se assemelhasse a uma verdadeira universidade,
para não falar de autonomia.
AutorK&gt;mia não deve ser entendida como auto-suficiência. Todos estanrxrs
estamos de acordo com
Autonomia
que a universidade deva manter seu grau de autorximia
autonomia para discutir, pesquisar e ensinar com a
objetividade possível, sem as interferências ideológicas, partidárias ou governamentais condicionantes. A biblioteca, mesmo
mesnrx) fazendo
fazerxfo parte de um sistema local, regional ou nacional, não deve abrir mão
dessa liberdade de criar e de encontrar caminhos próprios, em clima de responsabilidade e
objetividade. Sendo ela — ea biblioteca, ou a própria universidade — um meio e não um fim em si
mesmo, e não havendo lugar para ae auto-suficiência
euto-suficiência (sie)
(sic) no murKio
mundo atual da explosão documenária,
da "galáxia de Gutenberg", deverá reconhecer a sua interdependência e sua universalidade.
Interdependência porque o controle
controla bibliográfico eeoo acesso
ecesso à informação é tarefa
terefa de redes e sistemas
e não de bibliotecas isoladas; universalidade porque o conhecimento não tem limites, é
interdisciplinar por excelência, sob pena de ser parcial, incompleto, presa ingênua dos desvios e
preconceitos ou alienação tfpicos
preconceito^
típicos da super-especialização como,
corrx), em seu nrx)mento, criticaram
criticeram Ortega
y Gassett ( ) e Bertalanffy (*).
(*), Infelizmente, pare
para nós, biblioteca setorial ou departamental é ainda
de biblioteca isolada, estanque, "auto-suficiente". A biblioteca setorial, vinculada a uma
sinônimo da
faculdade, centro ou instituto (e até
eté ae curso), na verdade, está vinculada ãs
às pessoas que dirigem
estes estabelecimentos e, mais por ingenuidade do que por má fé, transformam-se em bibliotecas
exclusivistas, elitistas, em propriedade de pessoas e grupos em vez de se constituirem em patrimônio
da coletividade. Vigorando ea Reforma Universitária (que pretende a integração para alcançar a
interdisciplinariedade e ae racionalização na aplicação de recursos ea a democratização de seu
usufruto), ea biblioteca
bibliotece setorial
setoriel transforma-se
trensforma-se em baluane,
beluerte, como trincheira contra a unificação e
integração. Torna-se, essim,
assim, em equívoco e malentendido, poisa sua interdependência, ao invés de
limitá-la, deveria ampliar sua capacidade rx&gt;
no atingimento da
de seus objetivos, por contar com fontes
complementárias na busca da informação para seus usuários. A este assunto voltaremos mais adiante.
A REFORMA
Há quase 15 anos de sua institucionalização, a Reforma Universitária continua provocando
discussões, celeumas, defensores e inimigos. A Biblioteca Central Universitária que resultou da
Reforma Universitária —
- não é menos
merras combatida.
Criada para modernizar a nossa universidade ou para criá-la, pois antes só existiam
protótipos de universidades integradas a Reforma teve seus avanços e recuos. Coincidiu sua

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implantação com a fase mais conturbada das manifestações estudantis e seus propósitos de
centrelização
centralização e integração forem
foram interpretados
interpretedos como um desejo das elites por controlar a
comunidade cientifica
científica e intelectual segundo os propósitos totalitários do Sistema. Atêa
Até a construção
de campi integrados, longe dos centros urbanos, foi interpretado como parte de uma estratégia
militar de confinamento para isolar a universidade da comunidade e para faciliar o seu controle.
militer
conK) este, o fato é que a
Concordando ou não com um raciocínio tão extremista e simplista como
Reforma parece não ter sido convenientemente interpretada e, segundo muitos, a filosofia
inspiredore
inspiradora (o ideário de Anísio Teixeira
Teixeire e a experiência da Universidade de Brasília em tempos de
Oarcy Ribeiro) sofreu desviaçõesdurente
desviações durante a sue
sua implantação.
implarnação.
Darcy
A polarização
FX&gt;larização dasfecções
das facções vitoriosasee
vitoriosas e a intelectualidade "suspeita" de compromisso como
com o
deposto, parece ter criado nos últimos as dúvidas e o ceticismo quanto aos propósitos de
regime ideposto,
renovação, de integração e recionalização,
racionalização, de economia e de inter-dependência da Reforma,
identificados com os objetivos de controle e dirigismo ideológico.
Ideológico.
A Reforma foi responsabilizada tanto pele
pela modernização da administração universitária
quanto pelo rebaixamento do nivel
nível acadêmico do ensim.
ensino.
Produto dela, ea Biblioteca Central, não é menos criticada. Ainda está vigente ae velha
discussão sobre "biblioteca central versus biblioteca setorial", como se houvesse antítese, como se
existisse elgum
algum conflito. Biblioteca Central ou Biblioteca Setorial são opções administrativas e não
antagonisnrws irreconciliãveis,
antagonismos
irreconciliáveis, não têm qualquer corxitação
conotação ideológica especifica.
específica. Toda a ideologia
lhe foi agregada pela situação histórica em que o problema surgiu, isto é, como consequência da
polêmica em torno da Reforma Universitária. Para os olhos e os sentidos da maioria — consciente ou
inconscientemente — Biblioteca Central é sinônimo de Reforma Universitária, ou a sua consequência.
Em verdade, a Reforma propiciou o surgimento do conglomerado articulado de centros,
departamentos e de novas escolas, ae construção dos atuais campi integrados e a Biblioteca Central
Centrei
surgiu como a solução mais racional e econômica para a nove
nova realidade administrativa e física da
universidade. Foi (ê), portanto, efeito daquela; em outras
outres palavres,
palavras, uma decisão lógica em termos
administrativos e organizacionais, dada a precariedade de recursos e a nova situação física
(proximidade entre as escolas, quando for o caso). A fusão de bibliotecas setoriais em bibliotecas
um .aproveitamento mais racional e
centrais gerais ou por áreas (Saúde, Tecnológica, etc), permitiu um.^proveitamento
econômico dos recursos disponíveis, garantindo (teoricamente) melhores condições para o seu
desenvolvimento.
Do ponto de vista acadêmico, pretendeu-se integrar em vez de fragmentar o acervo, devido
interdepertdència dos serviços.
à necessária interdisciplinariedade do conhecimento humano e à interdepertdência
Outro não foi o raciocínio que embasou ae Reforma Universitária.
DIFICULDADES
Como ea realidade nem sempre se ajusta
ejusta aos ditames filosóficos, e como vivemos um
período de transição (i.é, o da implantação da Reforma), subsistem dificuldades para a organização
de serviços bibliotecários mais dinâmicos
dinêmicos e mais moderrxjs.
modernos.
A primeira dificuldade não reside na dispersão física dos edifícios de nossas universidades.
Tel
Tal dispersão (às vezes por razões históricas, nas universidades mais antigas; às vezes por razões
políticas, nas mais modernas, como pretendem outros), vem impondo a manutenção de bibliotecas
setoriais. Nada mais natural.
A existência de um Biblioteca Centrei
Central não exclui ea possibilidade da Biblioteca Setorial, se
esta for julgada indispensável, desde que mantenha com aquela
equela vínculos administrativos e técnicos,
assim como cooperetivos,
cooperativos, para o benefício
beneficio dos usuários de ambas
embas através
atrevés da complementação
complementaçâo de seus
serviços. Voltamos ao probelma de
da autonomia x euto-suficiêncie.
auto-suficiência.
Desde o seu inicio
início — talvez devicío
devido àè nossa tradição autocrática e centralista —,
confundimos o conceito de Biblioteca Central dom
com o de "edifício central de biblioteca".
Central, não é um edifício (que pode até nem
O que, a nosso ver, define um Biblioteca Centrei,
existir), mas a sua função de coordenação central de atividades bibliotecárias, nos aspectos de
planejamento e operacionalizaçao
operacionalização sistêmica, responsável pela formulação de un\apolítica
omapoiftica de serviços
bibliotecários (centralizados ou descentralizados, segurxJo
segundo as necessidades objetivas).
A criação de uma biblioteca central única ou um sistema articulado de bibliotecas
setorjais,
setoriais, é uma decisão administrativa que levará em conta as determinações físicas, políticas,
acadêmicas e ffinanceiras
inanceires envolvidas.
A discussão para definir uma tal política, deveria
devería ser aberta, ampla e a decisão colegiada,
com a participação das partes envolvidas. A aprovação deveria
corn
devería ser submetida ao Conselho
Universitário antes de receber o "execute-se" do Reitor.

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A razão deste processo decisôrio
decisõrio democrático, responsável e maduro, é simples: a
Biblioteca Central, na sue
sua criação, conforma uma série de responsabilidades e açSes
açães futuras que
necessitam do apoio, da compreensão e do respaldo da maioria, sob pena de fracassar na sua missão.
Depende ela tanto da solidariedade e apoio público quanto dos recursos materiais, humanos
humarKis e
financeiros.
A Bibliotece
Biblioteca Universitária não vive s6
só de expedientes burocráticos; rtão
não está criada para
preservar o patrimônio mas para difundir
difuridir conhecimentos e $õ
sò a participação ative
ativa na sua organização
e eperfeiçoamento
aperfeiçoamento garante um desenvolvimento em consonância com es
as necessidades reais da
comunidade. E esta
este demaiKla
demanda deve ser estimulada,
estimulade, articulada
erticulade ae os grupos treinados e organizados
orgenizados para
pera
fazer uso dos serviços, pera
para prestigiá-los e defendé-los.
defendô-ios.
A existência de greves estudantis para protestar contra o aumento
eumento de anuidades, baixo
nível de ensino e instalação, de alimentação Insatisfatória
nivel
insatisfatória expressam o grau de envolvimento da
reclamos
comunidade com estes aspectos básicos da vida universitária. As críticas nebulosas e os reclemos
vagos sobre os serviços bibliotecários bem demonstram
denrranstram a beixa
baixa relevância
relevãrKia que a biblioteca atinge na
empresa universitária.
A Biblioteca Universitária ou é uma terefa de todos ou não é de ninguém. Não somente
dos que nela trabalham mas, sobretudo, dos que a utilizam para sua própria capacitação ou lazer. A
própria comunidade é que deve orientar os seus serviços, reorientar as suas metas, colaborar
colaborer na sua
sue
pressiona, exige maiores e
organização e participar de seu governo. A comunidade é que (idealmente) pressiorta,
mais adequados recursos para mantè-la,
mantê-la, que opina sobre a pertinência de seus serviços e a prestigia ou
critica nos seus defeitos e limitações. Ou deveria ser assim. Desse grau de envolvimento depende o
sucesso da biblioteca.
O divórcio entre a educação e a culture,
cultura, entre a biblioteca e o usuário, entre a universidade
e ea população é característica de sociedades fechadas(_
fechada^)) e ea nossa, infelizmente, não escapa ao
modelo, pese aos esforços de superar o conflito e de promover uma abertura maior no
rra processo de
democratização da sociedade.
RECURSOS PARA AS BIBLIOTECAS
Uma biblioteca, logicamente, necessita de recursos. Recursos humaros,
humarxjs, materiais e
financeiros. E serviços bibliotecários são caros no Brasil. Não pelo feto
fato de os bibliotecários serem
menos que outros profissiortais universitários) mas porque a
bem pagos (na realidade ganham mertos
quanto ao processo de racionalização. Em parte pelas
F&gt;elas limitações
profissão é também conservadora quento
ambientais — afinal, a biblioteca é caixe
caixa de ressonância da problemática universitária frente àè
Reforma Universitária; em parte porque a profissão do bfcliotecário
bibliotecário é também fechada como
corrx) a
sociedade em que se desenvolve, com os seus preconceitos elitistas, com as suas motivaçõesde
motivações de classe
média ascendente.
Não caberia aqui ver os motivos que levam a inflacionar os custos dos serviços
bibliotecários. Limitar-nos-emos a enumerer
enumerar alguns sem entrar no seu mérito:
a) falta de uma hierarquia definida, com etribuições
e)
atribuições claras quanto a deveres e direitos do
bibliotecário e do auxiliar de biblioteca, sendo que o primeiro absorve grande
grarxfe parte das tarefes
tarefas
típicas do segundo;
segurxio;
b) falta de definição de objetivos e metas, o que leva
leve à não distinção entre o que é essencial
e prioritário, do que deve ser everrtual
eventual ou secundário (a falta de um enfoque sistêmico leva èà
homogeneização de tarefas desiguais com reflexos rxis
rx)s custos);
c) rotinas e procedimentos dispendiosos sem qualquer análise de sua conveniência ou
propriedade, comprometerxJo
comprometerKio o orçamento por falta de uma visão final da missão da empresa.
Uma biblioteca antes de ser um lugar ou uma coleção, deve ser um serviço de referencia do
que ela possui como também daquilo que ela pode conseguir por intercâmbio. Sendo a meta a
satisfação do usuário, tudo o mais é meio e não fim. Embora, nos últimos anos, parece estar se
desenvolvendo uma consciência desta estratégia, na prática o meio-ambiente (círculo vicioso do
subdesenvolvimento? I) impede ou dificulta a aplicação de tal filosofia de ação. Não é raro
encontrar-se a preservação do patrimônio como objetivo e o bibliotecário a responder peio
pelo livro
desaparecido, forçando-o à tarefa inglória de guardião de patrimônio.
E o usuário? Ele que, via de regra, não adquiriu o hábito da leitura na infância e na
adolescência, que cresceu à margem dos livros (por falta de bibliotecas à sua disposição), que não
aprendeu a amar o livro ou outras formas de transmissão do conhecimento, é o suspeito, o
indesejado, o vândalo. Os regulamentos o cerceiam; ele é vigiado e paga pelo crime de não saber ler.
índesejado,
ler,
de não saber pesqu
pesquisar.
isar.

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Restringe-se o seu acesso às estantes; o empréstimo é feito com todas as salvaguardas
possíveis; multas são aplicadas, apesar de sua inconstitucionalidade.
Se aproximadamente a metade dos usuários não estão matriculados em nossas bibliotecas
universitárias, de quem é a culpa? E para que matricular-se na biblioteca, se ele já está matriculado
na universidade? São, acaso, instituições independentes?
irxfependentes?
Lõgioo que o patrimônio deva
deve ser preservado. Usado mais do que preservado e que
Lógico
condições mínimas para uso terão que ser criadas para garantir o seu uso pela maioria. Mas não é com
métodos coercitivos que conquistamos a solidariedade dos nossos usuários.
Enquanto as universidades, no espirito
espírito da Reforma, experimentam progressos no
intercâmbio de professores, no compartilhamento da experiência através de reuniões e seminários,
através do fluxo continuo de
da consulta e assessoria
essessoria entre
entra cursos e unidades de pesquisa, a biblioteca
universitária apenas ensaia os primeiros passos no campo do empréstimo inter-bibliotecário
Inter-bibliotecário e da
comutação bibliográfica.
Será porque insistem as
es autoridades em ver a biblioteca como um instrumento de apoio e
ainda não identificaram o seu caráter educativo por excelência, resgatando a biblioteca universitária
do nível administrativo para dar-lhe o status ao lado das tarefas de ensim
ensira e pesquisa? Quando vemos
a biblioteca universitária atrelada como mero adereço à seção de compras ou a gabinetes de “apoio
"apoio
administrativo" pode-se aquilatar aquilo que dizíamos no inicio,
início, i.é, o seu papel secundário
seci/ndár/ò na vida
universitária brasileira.
O BIBLIOTECÁRIO
O bibliotecário airtda
ainda não é o responsável pela biblioteca universitária. Ele não é,
infelizmente, reconhecido em suas funções de administrador e da
de pedagogo. A sua força de trabalho
— salvo as excessões de praxe — é contratada
contretada para a execução de tarefas "técnicas" de organização do
acervo ae da operacionalização dos serviços. O empregador — no caso, o diretor do centro, o
coordenador de curso — se reserva o direito
coordenedor
diralto de tomar decisões, selecionar o material
materiel bibliográfico,
determinar a natureza dos serviços, com ou sem a anuência do profissional especialista. Não é
gratuito que as tarefas de seleção ae referência escapam ao domínio do profissional da
biblioteconomia, para não falar de planejamento ou pesquisa de comunidade.
Não pretendemos negar, com esta afirmação, o trabalho da
de pioneiros e daqueles, poucos,
que conquistaram o seu prestígio
prestigio e venceram as barreiras interpostas à sua ação.
palpamosem
Pretendemos, tão somente, mostrar a realidade que palpamos
em constantes visitas a mais
de uma centena de bibliotecas universitárias brasileiras.
A rotatividade de pessoal é grande onda
onde o mercado de trebalho
trabalho é favorável porque a
biblioteca não consegua
consegue competir, am
em termos de salários,
salárbs, com as bibliotecas especializadas e as
especiais.
Com a Reforma e o surgimento das bibliotecas centrais surgiram novas oportunidades mas
poucos profissionais já conquistaram a posição de autênticos administradores, com orçamentos, se
sa
não próprios,
prõprios, pelo menos assegurádos
assegurados para garantir a continuidade ae a expansão ordenada de seus
serviços.
nossos diretores da
de bibliotecas têm assento no Conselho Universitário ou nas
Raros dos mssos
Câmaras de Pesquisa e Pós-Graduação, onde poderiam acompanhar a evolução da universidade ae
defender melhores condições para ae biblioteca, acompanhar ea ajustar-se aos novos programas,
defandar
projetos e metas da Instituição.
serxfo considerado pessoal de apon
O bibliotecário continua sendo
apoio ea nem os diretores de
bibliotecas centrais têm o status de um dirator
diretor de unidade, com as prerrogativas ae influências deste
nível. A razão estaria, umas vezes na sua própria incapacidade e o mais das vezes no próprio valor que
nível,
dão à biblioteca na hierarquia e na estratégia universitária. Uma terceira razão é que sobrevivem os
preconceitos contra as profissões sociais (a biblioteconomia
biblioteoonomia o é, por excelência), contra as mulheres
na administração (a maioria esmagadora dos bibliotecários são do sexo feminirxi)
feminim) e contra os jovens,
pois a maioria situa-se entra
entre os 25 e os 30 anos, pois a profissão é ainda jovem e em processo de
afirmação.
Talvez ainda tenhamos que esperar dez anos até que o quadro melhore, e só melhora se o
profissional tiver a oportunidade de capacitar-sa
capacitar-se continuamente (serxfo
(sendo pessoal de apoio, resulta
difícil obter licença para cursos de pós-graduação, em algumas universidades) e se, havendo tkJo
tido a
oportunidade de aperfeiçoar-se, tiver as condições e os incentivos para continuar no trabalho.

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COMENTÁRIOS FINAIS
Se epiicamos
aplicamos ea máxima hegaliana
hegeliana de
da que
qua só é real
raal o que é justo conforme os ditames da
razão, poderiamos infarir
inferir que ea biblioteca universitária no Brasil nSo
náb existe
axiste na realidade. Aliás, Hegel
deixou bem claro que s6
só o reei
real é recional
racional e qua
que fora disto s6
só existe a "aparência"
“aparência" pois o real é a
culminação do potencial em sua realização plena.
aquilo qua
que deve ser a biblioteca universitária ae aquilo que ela é, deixa a
A dicotomia entre equilo
muitos frustrados e inquietos. A descrição da
de seu desempenho não corresponde
corrasponda a seus objetivos
ideológicos. Como conciliar os extremos? Há quem afirme que se trata
trate de um problema de recursos
financeiros. (Aí
(Al residem epenas
apenas parte do problema mas não ea meis
mais importante). É certo: sem recursos
financeiros resulta difícil desenvolver os programas e conformar ea astes
estes os recursos materiais ae
humanos indispensáveis no processo de renoveção.
renovação. No entanto, o qua
que está por detrás de
da ação équa
é que
predomina, isto é, ea motivação, ae própria razão renovadora e esta depende da mentalidade
mentalidada das
pessoas envolvidas rx&gt; processo.
igualmente verdadeiro que não exista,
existe, ne
na prática, ea unidada
unidade ou casamento perfeito entre
ÉÊ Igualmente
razão e realidade, vale dizer, entre aquilo
equilo que idealizamos
ideetizamos e aquilo que realizamos. No entanto, é
indispensável e absolutamente necessário ea axistèncie
existência desta filosofie
filosofia de ação, de metas e objetivos
claros, destas idéias a serem perseguidas pela organização, no
rx&gt; caso, pela
pala biblioteca universitária. Se ela
(ou os indivíduos que ea organizem)
organizam) não têm objetivos cleros,
claros, pouco se fará, mesnno
mesmo contando com os
recursos necessários. E esta responsabilidade não é epenas
apenas co/et/Vs,
coletiva, é, antes de mais nada,
nada,/rx/rVá/ua/,
individual,
isto é,
á, de cada um dos alamentos
elementos humarxis
humanos que conformam a equipe de trabalho. O sistema
organizacional deve ser capaz de envolver e de dar a cada participante ea noção de sua
organizacioital
sue
responsabilidade e ae consciência de que o seu trabalho faz parte de um conjunto que será afetado,
responsabilidede
positiva ou nagativemente,
negativamente, pela sua eção.
ação. O próprio Hegel já dizia que ae razão pressupõe ae liberdade,
o poder de atuer
atuar de ecordo
acordo com o conhecimento da verdada,
verdade, o poder da
de dar forme
forma èà realidade
conforme as
conforma
es suas potencialidades.
"O cumprimento destes fins pertence exclusivamente
exclusiva mente ao indivíduo que é dono de seu
próprio desenvolvimento ae qua
que compraende
compreerufe tanto as
es suas
sues próprias potencialidades como es
as das coisas
que o rodeiem.
rodeiam. Por sue
sua vez, ea liberdede
liberdade pressupõe ae razão, porqua
porque é só o conhecimento compreensivo
que o cepacite
capacita para obter e exercer este poder" (*). Voltando da
de Hegel;
Hegel: "O homam,
homem, contudo, sebe
sabe o
que ele 6è ea só por isso é real.
rael. Razão
Rezão e liberdade
liberdada não são nada sem
tem esta
este conheclmento"(**)
conhecimento"(**) Mercuse
Marcuse
vai meis
mais longa
longe ao afirmar que a razão éá uma forçe
força objatlva
objetiva ea (também) uma realidade
reelldada objetiva ae que
todo modo de ser am
em maior ou menor grau,
greu, é um modo de subjetividade, modo de realização.
reelização. Não
existe — ou não deveria
deverie existir — fronteiras antre
entre o sujeito ea a tua
sue realização,
reelização, entre
antre o que
qua ela
ale pensa ea
como ala
ele atue,
atua, mesmo qua
que seja profissionalizante. A vida de
da razão eperecerla
apareceria como ume
uma luta
constante do homem por compreender o qua
que existe
exista e por transformar ae realidade conforme seus
conceitos de verdada
verdade e razão. E razão é uma força histórica, modificadora
modificadore da
de realidade. Esse
trabalho, éá Imperativo.
imperativo. Em outras palavras, o profissional
compromisso ético com ea profissão, com o trabelho,
necessita ester
necessite
estar seguro quento
quanto aos saus
seus objetivos e os de
da organização onda
onde trabel
trabalha
he ae ag/r/to
ag/r no sertt/c/o
sentí do
da realização, tanto da Instituição
instituição quanto de
da realização pessoel.
pessoal. O sentido "aético" de um
profissional "descompromissado", é imorel.
imoral. Não pretendemos enveredar pelo terreno sediço,
moralista e polêmico do "angajamento"
"engajannento" mas entendemos que o profissional — ea o da
morelista
de
biblioteconomia não escape
bibliotaconomie
escapa à regra — éá responsivel
responsável pelo
peio trabalho que realiza e deva
deve questionar as
condições ea a natureza das relações de trabalho ae Influir no processo dedsòrio.
condiçõas
decisório. Deva
Deve assumir a
problemática como sendo parte dela e, desde esta perspective,
problamátice
perspectiva, encontrar ea estratégia
estretégia para
pare o
aperfeiçoamento do processo.
eperfeiçoemento
No caso das bibliotecas universitárias, mesmo reconhecerKlo
reconhecerxlo a apatia
epetia e a tradicional falta
de epoio
apoio das próprias universidades, só haverá solução a partir dos próprios bibliotecários envolvidos
rx} problema. Onde faltam os recursos e quarxlo eles são disputados avidamente, cabe aos
no
bibliotecários lutarem por padrões mínimos pera
para os seus serviços, cabe a eles conscientizarem as
autoridades competentes, cabe a ales
eles granjear o respeito pelo seu trabalho. E ae fórmula é clássica:
depende do greu
grau de capacitação, de envolvimento e de determinação dos indivíduos.
Indivíduos. Não se trata de
uma saída evasiva para o problema, não se pretende dizer que o ambiente nâb
não é hostil, adverso mas,
áe admitir esta realidade eede
ao contrário, de
de propor novas opções e de lutar por elas.
Todos estão conscientes de que a Reforma Universitária não sobreviverá ou se concretizará
plenamente sem o concurso, entre outros elementos, da Biblioteca Universitária entendida esta em
seu conceito dinâmico de prestação de serviços reais e efetivos ao Ensino, à Pesquisa e à Extensão
universitários. As divergências estão em torno do como isto seria feito e quanto vai custar. Quem,
senão os bibliotecários, deverão definir esta filosofia de ação; determinar as suas diretrizes, metas e

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�986
estabelecer princípios e objativos
objetivos comuns ae organizar ações junto às autoridades na
programas; astabelecer
consecução dos planos julgados necessários e razoáveis?
consacução
A Reforma UnK/arsitãria
Universitária propiciou a formação da
de uma nova geração da
de profassores
professores ae de
administradores. Agora ôé a vaz
vez da
de formarmos uma nova garação
geração de
da bibliotecários de
da universidades,
universidades^
conscientes da
de sua missão, praparados
preparados para realizá-la
raalizá-la ea de
da lutar por tal realização, pois as condições
condiçõas
de um país
da
pafs am
em desenvolvimanto
desenvolvimento não são as mais propícias, sobretudo numa sociedade
tradicionalmente adversa à cultura ae às bibliotecas. Este
tradicionalmenta
Esta o grande
granda desafio, vejamos se seremos capazes
de vencè-lo.
da
venc6-lo.
NOTAS
(*) Marcuse, H. Razõn
Razbn y Revoluciòn.
Ravoluciõn. Madrid, Alianza, 1971. p.15
(••llbid., P. 16.
(**)lbid.,
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da Mestrado.
Mastrado.

Obras completas. 2 ed.
ad. Madrid, Revista de
da Occidente, 1952.

ABSTRACT
The articla
Tha
article analyses the
tha university library developmant
development within the
tha Raforma
Reforma Universitária
context, taking into account tha
the central library as a consequence of tha
the raform.
reform. it
It points out tha
the
departmental and cantrai
central librarias
libraries as representativa
representative in tha
the Reforma and
conflict between departmantal
contra-reforma processes and it explains that tha
contra-raforma
the formar
former is not tha
the contrary of tha
the latter; they ara
are
services which existence,
inter-dependet servicas
axistence, by one
ona way or other, (or both simultaneously) constitute
constitutaaa
ideological and
economical conditions, ate.
etc. it
It aiso
also appoints the inferior
dependet option of physical, ideoiogical
aruJ economicalconditions,
position of the
tha university library within the
tha university itself; it describes
describesthe
the iibrarian's
librarian's iowposition
low position
in tha
the hierarchy, dua
due to historical and strueturai
structural factors, and it reinforces the importance of tha
the
librarian's ethics compromise as a way of personal and professional satisfaction.

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Documentação&#13;
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              <text>Analisa o desenvolvimento da biblioteca universitária no contexto da Reforma Universitária, considerando a Biblioteca Central como consequência desta. Destaca o conflito biblioteca setorial x biblioteca central como representativo do processo da Reforma e da Contrarreforma e esclarece que a primeira não é antítese da segunda; são serviços interdependentes cuja existência, de uma forma ou de outra (ou ambas concomitantemente) constitui-se em opção dependente das condições físicas, ideológicas, econômicas, etc. Destaca a condição secundária da biblioteca universitária m seio da própria universidade; descreve a posição insatisfatória do bibliotecário na hierarquia, devido a fatores históricos e estruturais, e ressalta a importância de um compromisso ético do profissional no trabalho como forma de realização profissional e pessoal.</text>
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