<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="1983" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/1983?output=omeka-xml" accessDate="2026-04-21T05:08:48-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="1063">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/20/1983/cbbd1979_doc46.pdf</src>
      <authentication>8ee9a91a0ee43968a9b36e4ad4c63308</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="24737">
                  <text>656
6S6

CDD 026.67
CDU:
CDU; 027.6: 67/68 (813.31)

IBHUdSTRIAS.
ISHIISdSTRIAS.
L I T R
ft O S

E

BIffiLlOTECAS:
ffillBLlOTECAS:

A UTILIZAÇÃO DE MATERIAL
BIBLIOGRÁFICO E CORTATOS
COSTATOS COM
BIBLIOTECAS DAS MAIORES
EMPRESAS INDUSTRIAIS DE
JOÃO PESSOA £ MUNICÍPIOS
VIZINHOS.

Professor CAVAN MICHAEL McCARTHY
MCCARTHY
Curso de Biblioteconomia/DAC/CCSA
Universidade Federal da Paraíba
Iftiiversidade
Cidade Ihiversitãria
58.000 - João Pessoa - PB
ft E S U M O
RESUMO
Visitamos as maiores indústrias de João Pessoa-PB, e municípios
vizinhos, para dimensionar acervos de material bibliográfico e verificar co^
vizinhos^
ao^
tatos com bibliotecas. De 56
S6 empresas, 82% responderam possuir livros sobre
assuntos científicos, técnicos e comerciais, com uma média de 66
volumes
cada uma; 89% receberam revistas nestas áreas; a média recebida era de 6,14,
S3 14% das empresas tinham contactos com cen_
dos quais 4,34 eram compradas. SS
cen
tros de documentação; nenhuma possui seu próprio centro de documentação; mas
4 aproveitavam um centro na matriz da empresa. Houve indicações de que as em
presas menores, porém, mais modernas, utilizavam literatura mais frequentemente. A pesquisa mostrou o início da utilização de literatura
científica
tecnológica, propiciando uma oportunidade ampla para um serviço de informação dirigido ás
as empresas industriais.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�657
1 .

INTRODUÇÃO

João Pessoa ée uma capital que se desenvoj_
desenvoJ_
ve continuamente, e onde o visitante que chega do sul
por rodovia passa por um moderno Distrito Industrial
antes de chegar na cidade. No coração do Nordestecon^
Nordestecon£
troem-se fãbricas
fábricas de diversos ramos, tradicionais emo
dernas. E verdade que ati
até agora a industrialização qa
ParaTba sõ alcançou um grau "incipiente",^^^
"incipi ente",^^^ mas
os
paraibanos podem esperar um aumento cada vez maior no
nTvel de industrialização do Estado. 0 "Plano de Ação"
do Governo atual prevê
previ como linha estratégica de ação
0 "aumento da produtividade do setor industrial com a
dinamização da formação e treinamento de mão-de-obra,
assistência técnica e aperfeiçoamento gerencial, com
vistas ao crescimento do produto industrial do
Esta
do".(2)
Dentro desta área
area cabe a ajuda dada a cada
empresa por livros, revistas e informação técnica p£
pu
blicada, matéria-prima do Centro de Documentação.
A
industrialização moderna não êé uma manifestação isol^
mun
da, um crescimento individual. As indústrias do muji
do estão todas interligadas, através do estoque mund_i_
mundi_
al de informação tecnológica; o êxito delas na prod£
prod^
ção relaciona-se estritamente com a capacidade de ut_i_
utj_
lizar esta informação. 0 documental
documenta 1ista
ista se dedica ã
melhoria do entrosamento entre cada empresa e inform^
ção técnica em forma escrita.
E óbvio que não vamos encontrar Centros de
Documentação grandes, modelares, e bem equipados
em
João Pessoa. 0 Reino Unido, altamente industrializa
do, possui um Centro de Documentação Industrial para
{3)
(3)
aproximadamente cada 100.000 habitantes.' ' Na verda
verd^
de, como se pode esperar, não existem Centros de Doc^
Doc£
mentação nas indústrias em João Pessoa. Mesmo assim,

cm

2

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�658
ainda'hã
ainda
hã base para uma pesquisa de valor, apoiando-se
na utilização de livros e periódicos técnicos e cien^
cieji
tTficos pelas empresas de João Pessoa. 0 objetivodes_
tificos
bi_
te estudo era dimensionar a utilização de material bi^
p£
bliogrãfico e serviços de Centro de Documentação
Ias empresas industriais da região de João Pessoa. 0
estudo também pretendia formar uma base para futuros
estudos mais profundos, por exemplo: atitudes dos té£
nicos para a literatura de suas áreas.Correlatamente,
areas.Correlatamente,
daria aos estudantes de Biblioteconomia que se encar
enca£
regavam de levar os questionários ãs indústrias, a £
o
pesso
portunidade de ver de perto o comportamento do pess£
al das empresas em relação ao material bibliográfico.
Existe uma pesquisa anterior feita no Br£
sil que tem grande relevância para este tema. Em 1971
a biblioteca da Federação das Indústrias do Estado de
São Paulo mandou pesquisadores para todas as maiores
empresas situadas na capital daquele Estado, ou seja,
a maioria das grandes indústrias do paTs.
pais.^^^Concluiu^^^Concluiuse que "das 522 indústrias visitadas, selecionadas eji
e£
tre as que mais faturam, 492 indústrias não
possuem
bibliotecas, destas, 342 não possuem livros técnicos
usam outras bibi
bibliotecas.
e apenas 16 usair
iotecas.
Das 522 citadas, apenas 131 possuem
col£
cole
ções de livros e revistas, sem organização nenhuma, e
2 usam coleções de propriedade dos técnicos, sendo que
apenas 3 declararam pretender organizar uma bibliote
bibliot£
ca".
No mesmo ano, o Centro de Informação Tecn£
Tecno
lógica do Instituto Nacional de Tecnologia distribuiu
pelo correio um questionário sobre informação
indu£
trial para todas as maiores empresas industriais
do
paTs.^^^ Esta pesquisa tem menos relevância porque se
concentrava na necessidade de um serviço de resumos,
enquanto a pesquisa em João Pessoa visa o levantame£
levantameri
to da situação atual.

cm

Mesmo assim, a pesquisa do Ce£
Ceji

Digitalizado
gentilmente por:

�659
tro de Informação Tecnológica traz um dado interessaji
interessa^
te:. das empresas que responderam, 82% assinavam revi£
tas.
Formulou-se a hipótese de que, na sua maio
ria, as indústrias de grande porte da região de João
Pessoa não possuem Centros de Documentação, tim ace^
ace£
so a um acervo reduzido de material bibliográfico
e
pouco contacto com Centros de Documentação ou biblio
bibli£
tecas fora das suas empresas.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
C.ereaclancnt»

�660
2.

METODOLOGIA

A pesquisafoi
pesquisa foi limitada às indústrias
no
sentido verdadeiro da palavra, ou seja, as atividades
compreendidas no "Censo Industrial" do IBGE, com a adi^
adj^
ção da indústria da pesca organizada e da construção
civil, ambas importantes no quadro local.
tocai.
Excluem-se
os serviços de supcrte ãà indústria, por exemplo: ene£
ener
gia elétrica, remoção de lixo, comunicações e hotéis.
Sabemos que existem coleções bibliográficas, ãs vezes
bastante organizadas, nestas empresas, mas tomando em
vista a natureza especializada das atividades delas,
considerou-se melhor deixar um estudo detalhado para
uma fase distinta e posterior.
E óbvio
não
obvio que uma amostragem aleatória
aleatõria
seria indicada para este estudo; padarias, por
exem
pio, são consideradas indústrias de produtos aliment£
aliment^
res pelo IBGE mas não podemos encontrar muitos livros
em padarias. Decidiu-se pesquisar sõ as maiores
iji
dústrias, e por isso preparou-se uma lista das indÚ£
indú^
trias com 50 empregados ou mais, e/ou com um capital
de Cr$ 1.000.000,00 ou mais. Esta lista foi examin^
da e verificada pelo pessoal da Federação das
Indú^
IndÚ£
trias do Estado da ParaTba
Paraíba e do Centro das Indústrias
do Estado da Paraíba.
ParaTba. Produziu-se assim um universo
de 68 empresas a serem pesquisadas.
eri
Elaborou-se um questionário, buscando
eji
contrar um formato mais simples ao qual um dirigente
atarefado ou técnico industrial pudesse responder em
dois minutos. Por este motivo sõ
sÕ se solicitavam
as
informações mais elementares acerca da presença de li^
vros e periódicos sobre assuntos técnicos e comerciais,
a compra deste material, e contatos com centros de d£
cumentação. 0 questionário foi esboçado para ser l£
lj_
do ao entrevistado pelo pesquisador. Iniciava-se com
uma descrição breve da empresa; pediu-se ao dirigente

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�661
ou técnico
OU
ticnico entrevistado para verificar estes
dados.
Estudantes de Biblioteconomia, da disciplina Documeji
tação I, receberam orientação, levaram os questionãri_
questionãri^
os ãs empresas e fizeram as perguntas diretamente.
ta fase ocupou o mês de novembro de 1977. Convêm lem
brar, que esta metodologia iê bastante semelhanteãutj_
semelhanteãutj^
lizada na pesquisa feita em São Paulo, mencionada
mensionada aci_
acj_
ma.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�662
3.

RESULTADOS
Descobriu-se durante a aplicação do quests
questj^

onãrio que duas empresas eram, na
na. real
realidade,
idade, pequenas
demais para serem incluídas, e outras cinco nunca ti_
tj_
nham saído
saTdo da fase de projeto, jã estavam extintas ou
tinham mudado para outra cidade. Desta forma, cheg£
chega
mos a uma amostra final de 61 empresas, das quais sõ
cinco recusaram cooperar. A taxa de resposta foi, a£
a^
sim, de 91,8%, uma taxa alta que sõ
sÕ podia ser alcança
da pelo método de visita individual, e que reflete os
grandes esforços dos estudantes que se
encarregaram
dos questionários.
Das 56 grandes indústrias da região de J£
ão Pessoa que responderam as nossas perguntas, 46, ou
82,14% disseram ter livros sobre assuntos técnicos ou
comerciais. 0 acervo total era de 3.670 livros,ou uma
média geral de 66 livros em cada uma das 56 indústrias.
0 maior acervo citado se situava, segundo a descrição
vo
da indústria possuidora, na faixa de 500 para 1000 v£
lumes, a moda (valor que se repete com mais frequinc£
a) foi de 50, citada oito vezes. Por faixa, os resu^
tados foram:
VOLUMES

EMPRESAS

1-25
26-50
51-100
101-200
201 ou mais

1166
16
6
1)4
1*4

Ou seja, 32 coleções ou 69,6% das coleções
eram de 50 volumes ou menos, quantidade de livros que
cabe em cerca de duas estantes.
tE interessante ver que, comparando as re£
postas acima com os resultados da pesquisa feita
em

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Oereaclancnt»

�663
São Paulo em 1971,^^^ existe uma maior probabilidade
de uma empresa em João Pessoa ter livros que uma empr£
empre
sa em São Paulo: 82,14% contra 65,51%. Tal resultado
ié difícil de explicar; talvez isso seja explicado p£
la diferença de seis anos entre as pesquisas.
A maioria das indústrias (30 ou 53,6%),di£
53,6%),di^
s-'teram que compram livros regularmente. Cinquenta em
s-^teranr
presas,.ou 89,3%, receberam periódicos sobre assuntos
técnicos QLÍk
Qjt comerei ai
ais.
s . 0 total recebido foi de 307
títulos, ou 6,1.4
6, ^A títulos por cada uma das 50 empresas.
0 maior acer\ro
acervo enc&amp;ntrado foi de 20 títulos; a
moda
cinco. A distribuição por faixa de resposta foi:
TÍTULOS
1-3
4-6
. A-6
7 12
13 0
O.: ma i s

EMPRESAS
16
16
15
3

Quarenta e cinco presas,
gpresas, ou 80,4% do t£
tal, informaram que compram regularmente
r^gylarmente ou assinam uma
ou mais revistas especializadas em assuntos técnicos
ou comerciais. Estas compras totalizavam 217 títulos,
ou seja, 70,7% dos periódicos são comprados. Em média
as 50 empresas compravam 4,34 títulos cada uma, a m£
da era de trés
três títulos e o número mais alto de vinte.
A distribuição neste caso foi:
TÍTULOS
1 -3
4-6
7-12
13 ou ma
mais
1s

EMPRESAS
24
12
6
3

Convém salientar que poucas revistas

gra
gr£

tuitas são recebidas, num total de 90 para 56empresas.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
stem
st
em
Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�664
Na Europa e nos Estados Unidos, as empresas sofrem de
uma verdadeira enchente de revistas especializadas de
distribuição gratuida. Em João Pessoa, ou tais revi£
tas não são recebidas, ou causam tão pouca impressão,
que os entrevistados se esqueceram delas na hora
de
responder ao questionãrio.
E interessante notar que as 56 empresas dão
emprego a um total de 11.724 pessoas, ou seja,
elas
têm um livro por cada 3,2 empregados, um tTtulo de pe
p£
riÕdico para cada 38,2 empregados e compram um peri5
riõdico
periõ
dico para cada 54 empregados.
As empresas industriais tem duas fontes e£
e^&lt;
ternas para material bi1iogrãfico; as coleções pesso£
pessoa^
is des dirigentes e técnicos e as coleções de outras
bibliotecas ou centros de documentação.
documentação, Mas, segundo
esta pesquisa, sõ uma quantidade muito limitada de m^
terial chega as empresas por estes canais. Em 45 em
ém
presas ou 80,4% do total, fomos informados que os di_
auto
rigentes ou técnicos raramente ou nunca costumam aut£
financiar a compra de livros e periódicos sobre assuji
tos técnicos e comerciais.
Cito companhias ou 14,3% do total, revel£
revel^
ram ligações com-um
com um centro de documentação, bilioteca ou serviço similar fora das instalações em João Pe£
soa. Duas afirmaram trés
três contatos, as outras de
um
contato cada. Quatro empresas gozavam dos benefícios
benefTcios
de um centro de documentação montado na matriz da em
três destas filiais,
presa; é interessante notar que trés
fazem parte de empresas com nomes que seriam imediat^
imediat£
mente reconhecidos pela maioria dos consumidores br£
br^
sileiros.
si
1 eiros .
Das bibliotecas que não fa'zem parte de uma
ve
empresa particular, a única a ser meneionada duas \ie
zes, foi a do Núcleo de Assistência a Indústria.
As
outras bibliotecas citadas eram as da SUDENE, Centro
Nacional das Indústrias (Rio de Janeiro), Centro Indus

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�665
trial do Estado da Paraíba, Sindicato Nacional da
Iri
Iji
dõstria da Construção de Pontes, Portos, Aeroportos,Ba_r
diistria
Aeroportos,Ba£
ragens e Pavimentação, a Biblioteca do Estado
(João
Pessoa) e a coleção pessoal de um advogado.
Visto que as 56 empresas estão distribuídas
dentro de 23 categorias, segundo a classificação
do
IBGE, 0 Tiúmero
número de empresas em cada categoria ie tão re
r£
duzido que não permite a formação de conclusões sobre
a utilização de literatura segundo o ramo de
ativid£
ativid^
des. De outro lado, 1e possível fazer un cruzamento si£
nificativo entre as indústrias do Distrito Industrial
e fera deste Distrito. Os resultados deste es,tão
estão apr£
apre
sentados a seguir.
EMPRESAS
l_S
DO
D 1^
TRITO l£
DUSTRI AL

OUTRAS
EMPRESAS

30

26

TOTAL DE EMPREGADOS

5.119

6.605

TOTAL DE LIVROS

1 .668

2.002

.169
169

1 38

TOTAL DE PERIODICOS
PERIÍDICOS COMPRADOS

116
1 16

101

EMPREGADOS POR EMPRESA

1 70

25‘i
251*

55,6

77

TOTAL DE EMPRESAS

PERICDICOS
TOTAL DE PERIODICOS

LIVROS POR EMPRESA
PERIÖDIC0S POR EMPRESAS
PERIODICOS

5,63

5,31

PERIÖDICOS COMPRADOS POR EMPRE
PERIODICOS
SÄ
SÃ

3,86

3,88

EMPREGADOS FOR LIVRO

3,07

3,29

30,29

A7,86

AA, 13

65,AO
65,A3

EMPREGADOS POR PERIÖDIC0
PERIODICO
EMPREGADOS POR PERIÖDIC0
PERIODICO

COM
PRADO

As diferenças acusadas podem ser explicadas
da seguinte maneira:
maneira; 0 Distrito Industrial iI de impla£
implaji

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclancnt»

11

12

13

14

�666
tação reiativamente
relativamente recente, e as empresas ainda
não
formaram acervos de livros quantitativamente iguais aos
das empresas mais antigas fora do Distrito Industrial.
Por outro lado, elas têm
tim os mesmos números de periõdj_
COS porque o problema de acumular não entra neste
nestedadc.
dado.
especialj_
A mão-de-obra do Distrito Iê mais especiali_
zada do que a de fora, as indústrias do Distrito
são
mais modernas, enquanto vãrias
varias das maiores indústrias
fora
fera do Distrito, nos ramos de sisal, açúcar e constrjj
constr^
ção, utilizam grandes contingentes de trabal
trabalhadores
hadores br£
çais. Por este motivo a proporção de livros e periõdj_
peri5dj_
cos por empregado Íe mais alta no Distrito Industrial,
COS
Um cálculo estatístico
estatTstico foi feito com
base
nos dados para ver se existia uma correlação entre o nú
mero de empregados e o número de livros nas empresas.A
corr-elação foi positiva, mas baixa, 0,53 segundo aa-fÕ£
fõr;
mula de Pearson. A correlação entre empregados e perj^
perj_
õdicos
Õdicos foi também positiva, mas ainda mais baixa,0,36.
Este resultado aponta com mais clareza ainda, as dif£
dif^
renças entre os vários tipos de empresa em João Pessoa ;
existem algumas relativamente pequenas que utilizam ba£
tante material bibliogrãfico;
bibliográfico; as maiores, em termo de
empregados, empregam grandes números de trabalhadores
braçais e utilizam pouco material bibliográfico em re
lação ao número de empregados. Por estes motivos a co£
coj^
relação i baixa.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

st em
Gervulaoinitv

11

12

13

14

�667
4.

CONCLUSÕES
CONCLUSDES

E difTcil saber se nos deveriamos ser
otj_
mistas ou pessimistas quando consideramos estes resul
tados. De um lado, 5e positiva a presença de algum ma
m^
terial bibliográfico nas empresas; por outro lado,
5e
pouquTssima a quantidade deste material.
De toda maneira, constata-se que as empresas
jã se enconbam no caminho da utilização da informação
cintTf i ca-tecnolõgica, sem esquecer que elas ainda tlm
cintTfica-tecnolõgica,
têm
muito para fazer. 0 objetivo delas, deveria ser de al
cançar um entrosamento completo com as fontes de infor
info]^
mação nas suas ãreas
áreas e desfrutar o máximo
mãximo de experien
experiêji
cias publicadas. Tal entrosamento não pode existir nos
nTveis de acesso a livros, revistas e centros de docu
mentação encontrados nesta pesquisa. Uma situação em
que a empresa média
media tem 66 livros e recebe 5,5 periÕdi
COS, dos quais 3,8 são adquiridos por compra, 1e um co
C£
meço, porém mais nada.
0 acesso ãs outras coleções 1é também limit^
limit£
do; os dirigentes e técnicos não compram os seus
prõ
prios livros; as empresas não tém
têm centros de document^
document£
ção em João Pessoa e sÕ em casos rarTssimos tém
têm estes
serviços na sua sede. As bibliotecas de João Pessoa são
pouco utilizadas pelas empresas. Temos que concluir que
as nossas hipóteses foram tristemente confirmadas.
Mas, do lado positivo, conseguimos isolar uma
área dentro da qual os documentalistas e bibliotecários
ãrea
bibliotecãrios
podem atuar;
atuar: é Óbvio que existe lugar para mais serviços
do documentação. Um serviço centralizado, dinâmico, que
procure ajudar a empresa diretamente, oferecendo serv_i_
servi
ços de apoio e assessoria até que elas possam estabele
estabel£
cer seus próprios centros de documentação, poderia eji
eni
contrar um campo muito promissor.
obstaculos
sérios,,
Teria também de enfrentar obstãcu1
os sérios
notavelmente para conseguir financiamento e para ganhar

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Scan
st em
I GnruUninit»

11

12

13

14

�668
a confiança das empresas, sempre receiosas de uma qu£
que
bra de sigilo comercial, mas os primios
prêmios estão a espera.
Desta forma a classe dos documentalistas
documenta 1istas e dos biblio
tecãrios poderia participar ativamente da industrial^
industrialj_
zação do Estado da Paraíba,
ParaTba, utilizando os seus conheci_
mentos profissionais em prol do desenvolvimento estadu^
al .

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�669
referencias bibliográficas

5.

1

2

3

4

5

cm

2

3

PARAÍBA. Governo do Estado. Secretaria
PARATBA.
do Planejamento e Coordenação Geral.
Diagnóstico e diretrizes. João , Pe^
Diagnõstico
Pe£
soa, 1975. V.2 p.II-1.
Plano de Ação do Governo- PLANAG
1976-79. João Pessoa,
Pessoa,.AA União,1975.
p.64.
p.
64.
SLATER, Margaret &amp; FISHER, Pamela. Use
made of techinical 1ibraries. London,
As 11ib
ib , 1 969. p.3.
(Aslib Occasional Publications
Publications,, 2).
FEDERAÇAO das
DAS INDOSTRIAS DO
do ESTADO
estado , DE
SAO PAULO. Biblioteca Roberto Simoji
sen. -Levantamento
Levantamento de bibliotecas
bi bliotecas em
indústrias na capital do estado
de
São Paulo - Junho-1971. 23p.
POMPEU, Angela. Levantamento das nece^
sidades de informação da indüstria:um
indústria:um
caso particular no Brasil. In.: ANAIS .
DO 39 CONGRESSO REGIONAL SOBRE DOCU- ..
MENTAÇAO e lla REUNIAO
REUNlAO DA FID/CLA, Li_
Lj_
ma, 20/24 setembro, 1971. Rio de JaJa-,
neiro, Instituto Brasileiro de Biblio
neiro.
Bibli£
grafia e Documentação,J972,
Documentação, 1972, p.192-215.

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Scan
Sea n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�670
6.
1.

2.

3.
4.

5.

6.

7.

8.

9.

ANEXO:
ANEXO; ROTEIRO M
DA ENTREVISTA
Suas instalações na região de João Pessoa possuem
livros sobre assuntos técnicos e comerciais?
Não {( ) (Vai direto a n9 4)
Sim {( ) (Completa perguntas 2 &amp; 3 antes de cont^
contJ_
nuar)
Quantos livros tem? Dar a estimativa, se fôr nece^
sãri0.
volumes.
Compra livros regularmente? Não {( ) Sim ( )
Suas instalações na região de João Pessoa recebem
periódicos ou revistas especializadas em assuntos
técnicos ou comerciais?
Não {( ) (Vai direto a n9 7)
Sim ({ ) (Completa perguntas 5 &amp; 6 antes de contj_
conH
nuar)
Quantos recebe? Dar uma estimativa, se fôr neces^
nece£
sãri0.
tT tulos.
títulos.
Deste total, quantos são comprados ou recebidos por
assinatura? Dar uma estimativa se fôr necessário,
necessário.
tT tul os .
títulos.
Seus dirigentes e técnicos na região de João Pe£
Pe^
soa costumam autofinanciar a compra de seus livros
ç periódicos sobre assuntos técnicos e comerciais?
Nunca ( )
Raramente (
)
Com frequência ( ) Sempre ( )
Suas instalações na região de João Pessoa tem coji
tatos com Centros de Documentação,Bibliotecas ou
serviços semelhantes?
Não ( ) (Fim da entrevista)
Sim ( ) (Completa pergunta nÇ
n9 9 antes de terminar)
Favor indicar estas fontes.

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�671
mccmmiDfficnNHffiwirGDS
ACGIRAUDffiCCnNMffimirGDaB

ol si

podería ter sido elab
Este trabalho não poãeria
elabo_
rado sem a ajuda dos estudantes da disciplina Dooume
Doaume-^
tação I do segundo semestre de 1977, que levaram
os
questionários ãs
as indústrias, e de Maria Luiza Marques
Evangelista, que calculou as correlações; também agra_
agra^
deço, ao pessoal da CINEP e da FIEP, que ajudou
na
preparação da relação das empresas.

MffisiriRACcir

João Pessoa, the capital of Paraíba
Paravba state,
State,
northeastern Brazil, is beginning to industrialize.
The largest industries in and aroud the city were visited to determine size of collections of bibliographic materiais
materials and extent of tibrary contacts.
contacts, Of 66
56
companies, S2% claimed to have books on scientific,
technical and commercial subjects, with an average of
66 volumes each; 89% received periodicals in that
area; the average was 6.14 titles each, of which 4.34
4.54
were purchased. Only 147o
14%&gt; of the companies were in
contact with libraries; none had its own library while
four could use a library in company headquarters.
Smaller, more modern com.panies
companies appeared to be heavier
literature users. The survey revealed the beginnings
of literature use, but there is ample scope for the
establishment of an industrial library service.
Service.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

riu 11

12

13

14

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="20">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20086">
                <text>CBBD - Edição: 10 - Ano: 1979 (Curitiba/PR)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20087">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20088">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20089">
                <text>1979</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20090">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20091">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20092">
                <text>Curitiriba (Paraná)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24728">
              <text>Indústrias, livros e bibliotecas: a utilização de material bibliográfico e contatos com bibliotecas das maiores empresas industriais de João Pessoa e municípios vizinhos</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24729">
              <text>McCarthy, Cavan Michael</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24730">
              <text>Curitiba</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24731">
              <text>FEBAB &amp; Associação Bibliotecária do Paraná</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24732">
              <text>1979</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24734">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="49">
          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24735">
              <text>Biblioteca de Indústria</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24736">
              <text>Visitamos as maiorias indústrias de João Pessoa-PB, e municípios vizinhos, para dimensionar acervos de material bibliográfico e verificar contatos com bibliotecas. De 56 empresas, 82% responderam possuir livros sobre assuntos científicos, técnicos e comerciais, com uma média de 66 volumes cada uma; 89% receberam revistas nestas áreas; a média recebida era de 6,14, das quais 4.34 eram compradas. Só 14% das empresas tinham contatos com centros de documentação; nenhuma possui seu próprio centro de documentação; mas 4 aproveitavam um centro na matriz da empresa. Houve indicações de que as empresas menores, porém, mais modernas, utilizavam literatura mais frequentemente. A pesquisa mostrou o início da utilização de literatura mais frequentemente. A pesquisa mostrou o início da utilização de literatura científica tecnológica, propiciando uma oportunidade ampla para um serviço de informação dirigida às empresas industriais.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="65951">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
