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CDD
CDU

070.5
655.4 (816.21):
(816.21);
01.008

ANÃLISE DO PANORAMA EDITORIAL NÃO OFICIAL DE
CURITIBA SOB 0O ASPECTO DA CONTRIBUIÇÃO AO
CONTROLE BIBLIOGRÁFICO
BIBLIOGRÄFICO

Clarice Hain Taborda
CRB N9 357

RESUMO

Análise da atividade editorial de Curitiba. Aborda os seguintes
guint
es aspectos: atuação das editoras, a

utilização das normas

da As
Associação
sociação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),

o controle

editorial
edito
rial através do International Standard Book Number (ISBN) e
a catalogação
cat alogaçao na fonte (CNF), o depósito legal e a divulgação e
comercialização
comer
cialização do livro.

1. INTRODUÇÃO

Este trabalho éi de caráter exploratório e
de exaustividade.

sem pretensão

Tem como objetivo analisar a atividade

torial em Curitiba.

Co
Contudo,
ntudo, constitui preocupação

tal a situação
situaçao do livro
livro,, partindo-se

do

edi-

fundamen-

pressuposto de Relinda
Re 1inda

Kohler que autores e ed
editores
itores locais não
nao contribuem para um con-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

System
C»ereaclaro«nto

♦

11

12

13

14

�374
trole bibliográfico.^

A pesquisa se propos
propôs a mostraranecessi-

dade de se introduzir o mais urgente possível, em Curitiba, mecanismos que possibilitem o efetivo controle das publicações.
Por esta razão, foram levantados diversos problemas que

possi-

bilitaram verificar situações relacionadas com a editoração:
1. como atuam as editoras;
2. a utilização das normas da Associação Brasileira de

Normas

Técnicas;
3. como se faz o controle editorial;
4. se as publicações são
sao editadas com a ficha catalogrãfica;
catalográfica;
5. se os editores contribuem para o depósito legal;
6. se os editores se filiam ao SUydicato
Sindicato Nacional dos

Editores

de Livros;
7. como se faz a divulgação e comercialização do livro.
Pela revisão bibliográfica feita observou-se

a

tência de estudos sobre o ramo editorial em Curitiba.
conhece sobre o assunto.

inexisPouco se

Parece que ainda nao se processou uma

conscientização dos benefícios dessa atividade para desenvolvimento cultural do povo.
Diante deste panorama, a pesquisa procura mostrar uma situaçao concreta a respeito do assunto.
Foi necessário, inicialmente o levantamento das editoras
locais.

Para este fim, utilizou-se o seguinte esquema

metodo-

^KOHLER,
KOHLER, Relinda.
Belinda. A bibliografia nacional como reflexo da cultura de um povo. Estudos Brasileiros, Curitiba, (2): 200,
dez. 1976.

cm

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�376
375
lógico: visitas ãs principais livrarias da cidadeecontatos telefônicos com todas as editoras registradas no Catálogo Telefônico do Parana, com o objetivo de se esclarecer quais eram
almente editoras locais.

A Junta Comercial de Curitiba

foi visitada, porém
porem sem resultados positivos.
positivos,

rere—

também

Não se obteve

a

relaçao dessas empresas locais, pois seus arquivos estão arranjados por ordem alfabética de proprietários.

A mesma

relação

foi solicitada àa Fundação Instituto Brasileiro de GeografiaeEstatisca (FIBGE) que se negou a cedê-la, pois seu trabalho ié sitatísca
giloso .
Utilizou-se como instrumento de coleta de dados

para

a

obtenção de informações o questionário.
De maneira geral as pessoas não colaboraram com este trabalho, ocasionando limitações que nao puderam ser evitadas.

2.

0 LIVRO NO BRASIL
No Brasil a produção de livros é escassa.

Depois de qua-

se cinqllenta
cinqUenta anos de existência da indústria editorial
edi torial brasileibrasi leira, ainda ée bastante precária a presença do livro no mercado do
pais.

No ano de 1978, o consumidor brasileiro

pouco, comprando poucos livros.

continuou lendo

A produção nacional de

livros

(cerca de 10.000 títulos e 200 milhões de exemplares) para

um

público potencial estimado em 25 milhões de leitores, não atinge ainda nem 25% do movimento editorial inglês, japonês ou alemao .
mão
0 alto custo do livro, ante o baixo poder aquisitivo predominante no País, a deficiente rede de distribuição disponível

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Sc a n
6 stem
CiereacUncnto

�376
e principalmente a falta de tradição de leitura constituem bar2
.
' para o desenvolvimento
.
reiras
da atividade editorial no Brasil.
Olímpio de Souza Andrade aponta como solução para a maior
disseminação do livro a necessidade de criar e expand
expandir
ir ohãbito
o hábito
de ler, fundamentalmente nas crianças.
meãvel ao hábito de leitura".

A infância éi a"fasepera "faseper-

É£ preciso que a criança saia

do

curso primário dotada do amor pelo bom livro, aquele que acrescenta alguma coisa ao leitor, ajudando-o a compreender melhor o
mundo, ampliando o conhecimento e enriquecendo a alma.
É através da criança que se pode mudar o panorama editorial brasileiro: o livro infantil de hoje forma o homem de amanhã .
E e a tiragem em ascensao que mantém firme
.
.
■ .
economica-finance1ra
economica-financeira
deste ramo. 3

a

situaçao
situação

A Unesco preocupou-se com a urgente necessidade de
vros, principalmente nos países em desenvolvimento,

li-

para

que

através da leitura, estas nações pudessem ampliar seus horizontes e acelerar sua educaçao.

Defendeu que o direito de

escre-

ver, o direito de ler estão entre os direitos inalienáveis
í
homem.

do

Em 1972, no Ano Internacional do Livro, a Associação Internacional dos Editores elaborou a Carta do Livro, onde

mos-

trou a importância do livro para a educação, a vida espiritual,
2 FALTA leitor. Vej
Veja,
1978..
a, Sao Paulo, (519):112, ago.
ago . 1978
3
»
.
ANDRADE, Olímpio de .Souza.
Souza. 0 livro brasileiro; desde 1920. 2.
ed. rev. atual, e aum. Rio de J aneiro, Cátedra, 1978.
p.ll9-29..
-29

cm

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CiercacUnicnto
Cierencivncnto

*

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14

�377
o exercício da liberdade e o entendimento entre os povos.
A Carta compreende dez artigos, destinados
principais aspectos do livro, na tentativa de

a

cobrir os

sanar a sua fal-

ta que está ocorrendo em diversas partes do mundo.
Se todos se conscientizassem de que "ler é

um

fator de

progresso", e aplicassem os princípios enunciados na Carta,formariam um ambiente de preparação com laços íntimos com óo público leitor, escritores e editores.

0 livro seria protegido,cul-

tivado, melhorado e divulgado como a mais preciosa das

necessi-

dades básicas.
Aos poucos, a indústria editorial se desenvolvería
des envolveria a tal
ponto, que a Nação alcançaria a plenitude cultural que tanto se
4
almej a.

3. 0 CONTROLE BIBLIOGRÁFICO
A informação e a base essencial para o progresso
Naçao.

Mas para que se possa ter acesso a ela, i

domínio da produção intelectual do país, através de

de uma

necessário o
mecanismos

que possibilitem um controle bibliográfico efetivo, facilitando
o conhecimento do que está sendo escrito, onde está sendo

pu-

blicado, em que forma e como obter estes dados.
ocasionando
No Brasil nao existe o controle sistemático, ocas
ionando
que publicações permaneçam desconhecidas ou simplesmente escone s con-

4
^CARTA
CARTA do livro. In: BARKER, Ronald E. &amp; ESCARPIT, Robert.
A fome de ler. Rio de Janeiro, Fundação
Fundaçao Getúlio Vargas/Instituto Nacional do Livro, 1975. p.175-81.

cm

2

3

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4 gentilmente por:

Sc a n
stem
C.ereacUncnto

�378
não-—tfe aperceberam
didas pelos próprios autores e editores que não--^e
do grande prejuízo que estão causando ã Nação.
£Ê preciso obter o controle
controleda
da produção

editorial brasi-

leira, contribuir para o progresso do conhecimento através de um
processo ordenado de comunicação.

Mas para que

isto aconteça,

é necessário que sejam observados certos requisitos como:
19) normalizar a apresentação das publicações;
29) estabelecer um controle editorial através do International
Book Number e a catalogação na fonte;
39) efetivar o depõs^.o
depósitp legal.

3.1. NORMALIZAÇÃO DE PUBLICAÇÕES
Há necessidade de se estabelecer uma regra,um modelo,uma
Ha
codificação para a editoração, a fim de que se apresentem

li-

vros que tipograficamente sejam os mais perfeitos, os mais

bem

acabados possível.
0 uso de princípios reguladores

permitirá uma recupera-

ção rápida e correta, como também uma melhor divulgação da
formação, favorecendo a democratização cada vez mais

in-

crescente

do livro.
estabelecimen to de normas conduz a uma racionalizaçao
racional i zaçao
0 estabelecimento
r" "
das edições, disciplin
das'edições,
disciplinando
ando a produção bibliográfica existente,
exi s tente,
o que valoriza mais a publicação.
A Associação Br
Brasileira
asileira de Normas Técnicas (ABNT)
órgão brasileiro de no
rmalizaçao. £ formada por Comissõe
normalização.
Comissõess

e

o
Téc-

nicas que estudam e el
elaboram
aboram as normas.

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gentílmente

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13

14

�379
Â Comissão de Estudo de Documentação, instalada em
A

1955,
1935,

produziu vários projetos e normas publicados pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD), na publicação Normalização da Documentação no Brasil.

Inclui doze normas,

refe-

rentes ã apresentação
apresentaçao de originais.

As normas e projetos já elaborados são:

NB

60

Abreviação de títulos de periódicos

NB

61

Apresentação de artigos de periódicos

NB

62

Apresentação de publicações periódicas

NB

69

Numeração progressiva das seções de um documento

NB

73

Revisão tipográfica

NB

83

Legenda bibliográfica

NB ■ 85

Sumário de periódicos e outros documentos

NB

Resumos

88

NB 106

Ordem alfabética

NB 113

Norma para datar

NB 124

índice de publicações

NB

Referências bibliográficas

66

PNB 217

Apresentação de livros e folhetos.

Parece faltar estímulo, no sentido de que todos os autores e editores sigam a rigor esta normalização,discip1inando
normalização,disciplinando assim a produção intelectual, que aparece de maneiras as mais

di-

versas,ãs vezes com elementos incompletos que afetam a

sua

es-

Cooperariam com a uniformidade da apresentação de

pu-

trutura.

blicações em todo território brasileiro e haveria uma normalização em âmbito nacional, o que beneficiaria o público

cm

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Cierenclancnto

II

leitor e a

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14

�380
divulgação da bibliografia nacional.
nacional.^
T
3.2. 0 CONTROLE EDITORIAL
Um dos aspectos mais importantes a ser considerado na normalização das publicações é o do controle editorial, pois

dele

depende a eficiência da disseminação da informação.
3.2.1. International Standard Book Number (ISBN)
0 ISBN é o elemento identificador e controlador,

inici-

almente, da produção da indústria editorial, assegurando o

en-

riquecimento do registro bibliográfico nacional e possibilitando uma contribuição significativa

ao

controle

bibliográfico

brasileiro.
0 ISBN viria controlar efetivamente a editoração de

pu-

blicações, facilitando a identificação de determinada obra, sua
divulgação e seu intercâmbio.
0 ISBN êé um sistema universalmente aceito para a numeração de livros.

fi simples e consiste de dez dígitos.

Consta de

quatro partes, precedidas da sigla ISBN:
1. identificador de grupo, país ou área idiomática;
2. identificador do editor;
3. identificador do título;
A. dígito de verificação.
4.

BIASOTTI, Miriam Mara Dantur de la Rocha. Normalização de publicações oficiais. Brasília, 1975. p.6-19 (VIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação).

cm

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�381
Possibilita identificar um livro, de uma determinada edição, e uma vez fixada a identificação, ele só se

aplica àquela

obra, jraquela
jia^juela edição, não podendo jamais ser reutilizado.^

3.2.1.1.
3.2.1 .1.

ISBN no Brasil

Em 1971, durante o 49 Encontro dos Editores de Livros,em
Sao Lourenço, o ISBN foi apresentado aos editores e

livreiros,

que sentiram as vantagens de sua adoção. Foi criada,
Comissão Brasileira de Estudos para o Sistema

então,

Normalizado

a
de

Numeraçao de Livros.
Esta Comissão está formada por
guintes entidades: Sindicato

representantes

Nacional dos Editores

das
de

se-

Livros

(SNEL), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

(IBICT),

Biblioteca Nacional (BN), Fundaçao
Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (FIBGE) e Instituto Nacional do Livro (INL).
(INL) .
Submetida a proposta ià Agência Internacional, foi por esta aprovada, e estabeleceu-se o código 85 - por grupo linguístico - para as
obras publicadas no Brasil e em Portugal, embora este país
ainda
não tenha aderido o sistema. A Biblioteca Nacional foi escolhida
como agência Nacional, pois pelo depósito legal tem condiçoes
condições de
garantir o conhecimento da produção nacional, com a responsabilidade de atribuir ãs
às editoras seus códigos correspondentes.
A partir de janeiro de 1978, a Biblioteca Nacional iniciou o cadastramento das editoras brasileiras que irao
irão participar do sistema,
o qual terá sua automação
automaçao efetuada pelo Centro de Informática do
Educação e Cultura.^
Ministério de Educaçao

^BIBLIOTECA NACIONAL. Rio de Janeiro. Manual do
editor. Rio de Janeiro, 1977. p.1-7.

ISBN

para o

^BARBOSA, Alice Príncipe,
Príncipe. Novos rumos da catalogaçao.
janeiro, BNG/Brasilart,
BNG/Brasilart , 1978. p.l59.

Rio de
4

cm

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�382
362
3.2.2.

Catalogação na fonte (CNF)
Â
A CNF estã diretamente ligada ao controle

editorial.

ficha catalogrãfica
catalográfica impressa nas publicações permite que

Â
A

o li-

vro se identifique por si próprio da maneira maisacessivel,mais
precisa e mais informativa descoberta ati
até hoje.
A CNF possibilita o controle das

publicações

editadas,

bem como a divulgação das publicações enviadas ãs suas Centrais:
Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Cãmara

Bra-

sileira do Livro (CBL).
A CNF éi a operação realizada antes do

livro ser impres-

descrevem o doso; permite que todos os dados que identificam e descrevemo
cumento fiquem reunidos num único local, de fãcil
fácil acesso aos que
o manuseiam.
Na -ficha catalográfica
catalogrãfica estes

elementos

identificadores

apresentados de maneira normalizada informam:
1. os responsáveis intelectuais (autor, compilador,
compilador,'

tradutor,

editor, etc.);
2. o titulo;
3. número da edição;
4. local de publicação;
5. editora publicadora;
6. ano em que a publicação foi impressa e divulgada;
7. características físicas ou bibliográficas (páginas, volumes,
ilustrações, etc.);
8. cabeçalhos e/ou palavras-chave de assuntos que expressam seu
conteúdo;

cm

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II

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14

�383
9. cõdigo(s) ou nútnero(s)
núinero(s) de classificação
classificaçao bibliográfica;
10.ISBN.
Estes são os dados básicos necessários

a uma publicação,

informando suas características extrinsecas e intrínsecas.
A CNF pode ser considerada como a etapa mais

recente

no

desenvolvimento gradual do que se tem denominado de auto
auto-biblio- bibliografia, isto é, a técnica pela qual um livro anuncia sua
dade.

Ê o modelo da ficha principal, correspondente

identi-

iã

obra,

impressa pelo próprio editor, no verso da fo
folha-de-rosto.
lha-de-rosto.
0 Projeto de Lei n9
nÇ 1.168, de 1973, obriga a

'

inclusão da

ficha catalogrãfica nos livros publicados no País.
0 Congresso Nacional decreta que os editores
do País ficam obrigados a adotar o sistema de
g
fonte em todo livro publicado.
3.2.2.1.

e

autores

catalogaçao
catalogação

na

Publicações dos Centros da CNF no Brasil

A divulgação das publicações que chegam aos
CNF é feita através de: Oficina de Livros:

centros

novidades

gadas na fonte (da CBL) bimestralmente e do Resumo

da

catalo-

Bibliográfi-

co (do SNEL) mensalmente.
"Embora parciais, porque compreendem apenas os livros catalogados na fonte, constituem, no momento, o mais atualizado re-

g

cm

BRASIL. Leis, decretos, etc. Projeto de Lei n9 1168- de 1973:
obriga a inclusão da ficha catalogrãfica nos livros publicados no País e dá outras providências, f.l.

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Sc a n
stem
CiereacUinKnto

�384
pertorio das publicações recentes das editoras brasileiras**.
brasileiras".

3.3. DEPSSITO
DEPOSITO LEGAL
legal
"E do começo do século um decreto que

obriga os

impres-

sores (não os editores) a enviar dois exemplares de cada uma de
suas publicações para a Biblioteca Nacional, sob pena de sofrerem multa de 50 mil réis, 5 centavos
centavos..."^®
0 decreto n9 1825, de 20 de dezembro de 1907, dispõe sobre a remessa obrigatória de dois exemplares das obras

impres-

sas ã Biblioteca Nacional (BN) que deve atuar como órgão

res-

ponsável pelo depósito legal de toda a produção bibliográfica e
divulgar a bibliografia brasileira corrente.
Reter toda produção intelectual do país
pais

num

depósito

unico e divulgá-la
único
divulgã-la de maneira metódica, constitui o instrumento
inicial de se ter conhecimento de tudo o que é produzido no pais.
país.
E o primeiro passo para o controle e preservação

da

produção

bibliográfica nacional.
A publicação da bibliografia brasileira feita de maneira
metódica, objetiva, correta em intervalos
indispensável.

regulares de tempo é

A lista periódica de lançamentos é que possibi-

lita conhecer o verdadeiro movimento editorial do pais.
país.

^CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO S&amp; SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE
LIVROS. Catalogação na fonte; informações para
editores,
editores. "
são Paulo, Rio de Janeiro, 1978. p.5.
10
ANDRADE, p.73.

cm

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JÇs?
♦

1
12

1
13

14

�385
A bibliografia nacional oficializada é o Boletim Bibliográfico da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, com

periodi-

cidade trimestral.

4. ATIVIDADE EDITORIAL EM CURITIBA
4.1. 0 QUE ÊÉ UMA EDITORA
A conceituação de editora foi a primeira dificuldade encontrada ao se tratar da atividade editorial em Curitiba.
Apesar da indústria do livro encontrar-se em

progresso,

o mercado editorial local é pequeno, o que faz com que cada empresa adquira características e peculiaridades próprias.

Podem

ser classificadas em tres (3) categorias: editoras industriais,
editoras comerciais e editoras industriais-comerciais.
industriais-comerei ais.
As editoras industriais são aquelas que possuem o parque gráfico, produzem o produto-1ivro. Agem como

empresas

de

prestação de serviço, obedecendo aos esquemas dos clientes.

Os

livros são compostos e impressos de acordo com aso1icitaçao
a solicitação dos
autores. As edições são entregues aos que as encomendam, e
tes fazem a própria divulgação e distribuição de suas

es-

publica-

ções. As editoras limitam-se a imprimir o original que lhes foi
apresentado.
As editoras comerciais são aquelas que nao
não contam

com o

parque industrial próprio e utilizam para a impressão dos

li-

vros, gráficas locais ou atá
até mesmo, de outras localidades

do

pais, propondo-se a editar, basicamente, obras de autores parapaís,
naenses ou residentes no Paraná.

Digitalizado
gentilmente por:

Estas firmas investem no

Scan
Sy st e m
C.erenclancnto

II

12

li-

13

14

�384
- . das publicações
.
~
pertorio
recentes das editoras brasileiras". 9

3.3. OEPOSITO
depOsito tEGAL
legal
"E do começo do século um decreto que
"£

obriga os

impres-

sores (não os editores) a enviar dois exemplares de cada uma de
soras
suas publicações para a Biblioteca Nacional, sob pena de sofrerem multa de 50 mil réis, 5 centavos..."^®
0 decreto n9 1825, de 20 de dezembro de 1907, dispõe sobre a remessa obrigatória de dois exemplares das obras

impres-

sas ã Biblioteca Nacional (BN) que deve atuar como órgão

res-

ponsável pelo depósito legal de toda a produção bibliográfica e
divulgar a bibliografia brasileira corrente.
Reter toda produção intelectual do país

num

depósito

único e divulgá-la
divulgã-la de maneira metódica, constitui o instrumento
inicial de se ter conhecimento de tudo o que é produzido no país.
E6 o primeiro passo para o controle e preservação

da

produção

bibliográfica nacional.
A publicação da bibliografia brasileira feita de maneira
metódica, objetiva, correta em intervalos
indispensável.

regulares de tempo é

A lista periódica de lançamentos é que possibi-

lita conhecer o verdadeiro movimento editorial do país.

^CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO &amp; SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE
LIVROS. Catalogação na fonte; informações para
editores. "'
são Paulo^
Paulo, Rio
RÍo de Janeiro,
Janeiro,1978.
1978. p.5.
10
ANDRADE, p.73.

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por:
gentilmente por;

4^
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A bibliografia nacional oficializada é o Boletim Bibliográfico da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, com

periodi-

cidade trimestral.

4. ATIVIDADE EDITORIAL EM CURITIBA
4.1. 0 QUE É UMA EDITORA
A conceituação de editora foi a primeira dificuldade encontrada ao se tratar da atividade editorial em Curitiba.
Apesar da indústria do livro encontrar-se em

progresso,

o mercado editorial local é pequeno, o que faz com que cada empresa adquira características e peculiaridades próprias.

Podem

ser classificadas em três (3) categorias: editoras industriais,
editoras comerciais e editoras industriais-comerciais.
As editoras industriais são aquelas que possuem o parque gráfico, produzem o produto-livro. Agem como

empresas

de

prestação de serviço, obedecendo aos esquemas dos clientes.

Os

livros sao compostos e impressos de acordo com a solicitação dos
autores. As edições sao entregues aos que as encomendam, e
tes fazem a própria divulgação e distribuição de suas

es-

publica-

ções. As editoras limitam-se a imprimir o original que lhes foi
apresentado.
As editoras comerciais são aquelas que não contam

com o

parque industrial próprio e utilizam para a impressão dos

li-

vros, gráficas locais ou até mesmo, de outras localidades

do

país, propondo-se a editar, basicamente, obras de autores paranaenses ou residentes no Paraná.

Digitalizado
gentilmente por:

Estas firmas investem no

li-

�386
vro, pagam direitos autorais e os distribuem no mercado, inclusive no mercado nacional.
As editoras industriais-comerciais são aquelas
utilizam de suas gráficas para imprimir

o livro

que

se

e responsabi-

lizam-se pela divulgação e distribuição dos mesmos. Oferecem um
auxilio técnico e financeiro ãs publicações.Tais

empresas são,

por isso mesmo, simultaneamente indústria e comércio.

Seu obje-

tivo primordial é promover os autores paranaenses.
Observa-se que em Curitiba o interesse pela
vem se desenvolvendo nos últimos vinte anos.

editoração

Antes, esta

vidade era uma tentativa. Algumas editoras surgiram e

ati-

passado

algum tempo, desapareceram.
Não houve apoio dos autores da época, pois editavam suas
obras em centros maiores, mais bem equipados e mais atualizados
tecnicamente.
te
cnicamente.
Nestas duas últimas

décadas, a atividade encontra-se em

desenvolvimento, houve um processo de modernização.
senta

ainda características conflitantes.

Mas

apre-

Há disparidade

na

produção de livros.
A maioria das editoras vim
vêm tentando que o livro se transforme numa "indústria básica" e cooperar com

o desenvolvimento

cultural do Paraná.
A partir de indagações feitas aos

editores,

a pesquisa

revelou que as casas editoriais estão preocupadas com livros escolares e educativos.Estes constituem grande parte de produção editorial em Curitiba. Procuram suprir a deficiência neste setor.

cm

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gentilmente por:

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12

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14

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Ha carência de livros didáticos e paradidáticos tanto no
ensino medio
médio como também no ensino superior.
Devido a falta de livros técnicos,
na tentativa de atender aos estudantes.

editam-se
Apesar de

alegar que isto agrava ainda mais a falta de amor

apostilas
Osman

aos

Lins

livros,

tem sido um valioso auxiliar ao ensino.

4.2. TIRAGEM
Em Curitiba ainda é difícil publicar um livro. A tiragem
média é muito pequena - 10.267 exemplares por edição- em
ção aos países desenvolvidos, cuja tiragem média é de

rela-

"100.000

exemplares por uma edição.
0 processo de educação,
educaçao, de escolarização,
esco1 arizaçao, de alfabetizanao se
çao depende da leitura, mas em Curitiba não

encontra

muita

facilidade em publicar um livro. A maioria das editoras sao pequenas, sem muitos recursos financeiros e imprime livros de rápido consumo, que nada mais são que apostilas melhoradas.

4.3. USO DAS NORMAS DA ABNT
As edições deveriam manter uma certa uniformidade. A organicidade dos livros deveria atender ãs normas lógicas que
ABNT propoe.
propõe.

a

A disciplina do trabalho bem organizado só poderá

valorizá-lo e constitui um fator de maior aceitaçao pelo público.

^^ANDRADE,
ANDRADE, p.l25
p.125
12
^,
~
MAGALHAES, Aluisio et alii. Editoraçao hoje.
ro, Fundação Getúlio Vargas, 1975. p.v

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sj.-,
System
Ciereaclaro«nto

.
Rio de

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Janei-

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A normalizaçao da ABNT éi pouco usada nas editoras locais.
Muitas delas desconhecem estas normas. Apenas 26,7Z
26,7% das

edito-

ras utilizam diretamente, para suas publicações, pelo menos uma
das normas existentes. Conclui-se que 73,33%
73,33Z não se utilizam de
nenhuma das normas.
A maioria dos editores (79,33Z)
(79,33%) desconhecem as norr&gt;as
normas da
ABNT, porém as aplicam, empiricamente, pois quando da impressão
de publicações, baseiam-se em livros de editoras de âmbito

na-

cional .
Isto vem provar que não hã divulgação das normas da ABNT
em Curitiba.

Devem ser divulgadas e mostradas as vantagens que

podem trazer, para estimular o uso das normas e projetos por todos os editores, a fim de efetivar a normalização das

publica-

ções .

4.4. CONTROLE BIBLIOGRÁFICO
Verifica-se que o controle editorial através do ISBN

é

completamente desconhecido pelo meio editorial de Curitiba.
Por que se dã tal situação? Justifica-se o

desconheci-

mento pela falta de divulgação. Sabe-se que o ISBN é um

Código

numérico de iniciativa
Iniciativa estrangeira e de uso muito recente no Brasil.
Somente 46,67Z
46,67% das editoras dizem oferecer exemplares

de

suas publicações ã Divisão de Documentação Paranaense ãa Biblioteca Nacional. Isto quer dizer que não se tem condições de

co-

nhecer a verdadeira situação em termos de produção bibliográfica .
ca.

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Como se sabe, a lei do depósito legal é a solução

para

contornar aqueles obstáculos ã coleta de material bibliográfico
produzido no Pal

Entretanto, ela não é cumprida adequadamen-

te .

4.5.

DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE LIVROS
Verificou-se que o principal bloqueio ã atividade do au-

tor paranaense é a falta de divulgação e a má distribuição

do

seu trabalho.
Talvez seja válido repetir que as editoras

classifica-

das na categoria de industriais entregam as edições para os autores que as encomendaram e estes, por sua vez, sujeitam-se
distribuição das publicações por terceiros, que geralraente
geralmente
tem condiçoes de imposição perante as organizações dos

aã
nao

livrei-

ros. E a divulgação das obras é feita através de publicações distribuídas gratuitamente a alguns interessados.
As demais se valem de diversos sistemas. Algumas
zam sedes montadas por firmas especializadas para a

utili-

distribui-

ção de livros em todo o território nacional; outras estabelecem
contatos diretos com as livrarias existentes. Nao existe uma organização distribuidora comum a todas as editoras.
0 que ajudaria a expansao do mercado seria a

divulgação

gratuita que se consegue através da imprensa. Os jornais
gem exatamente o público classe média que tem poder
para adquirir livros.

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atin-

aquisitivo

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ÊÉ perfeitamente válido o apelo ãs organizações trabalhistas de todos os tipos, clubes, sindicatos, associações outras,no
sentido de que auxiliem a capacidade produtiva abrindo novas perspectivas de lazer para os seus associados através da leitura.Estas entidades seriam também igualmente capazes de abrirnovos
abrir novos horizontes para o livro.

5. CONCLUSÃO

AÂ editoração em Curitiba está aos pou
poucos
COS se desenvolvendo,
porém, não há o controle da produção intelec
intelectual.
tual.
os editores dao uma contribuição assistemáti
ass istemática
ca
bliográfico.

Pode-se afirmar inexistente
inexis tente o

Na

verdade,

controle biao .controle

controle

editorial

através do ISBN, que é completamente desconh
desconhecido
ecido pelos editores
locais.

Os editores evitam contatos com as

entidades que congre-

gam a classe, dificultando assim, troca de experiências.

ABSTRACT
An analysis of the eeditorial
ditorial activity in Curitibafrom
Curitiba from the
following aspects: publishe
publisher's
work, use of the Associação
r's Work,

Bra-

sileira de Normas Técnicas (ABNT) rules,of the editorial control
through the

International

Standard

cataloguing in print (CIP), legal

Book

Number

(ISBN)

deposit (Copyright)
(copyright) and

and
book

promotion and sale.

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13

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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              <text>Taborda, Clarice Hain</text>
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              <text>Curitiba</text>
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              <text> Controle Bibliográfico Universal</text>
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              <text>Análise da atividade editorial de Curitiba. Aborda os seguintes aspectos: atuação das editoras, a utilização das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o controle editorial através do International Standard Book Number (ISBN) e a catalogação na fonte (CNF), o depósito legal e a divulgação e comercialização do livro.</text>
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          <name>Language</name>
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