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                  <text>231

CDU 002.6:656
A IMPORTÂNCIA DE UM
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO NA EMPRESA

MARIA TEREZA CORTEZ
CRB-8/1315
ENCARREGADA DO CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DA EMTU/SP. - Empresa Metropol^
tana de Transportes Urbanos/São Pau
lo
RITA LUISA LARROUDE - Colaboradora
CRB-8/1993
Bibliotecária-Chefe da Fundação Padre Anchieta - TV Cultura - Canal 2
RESUMO
O presente estudo consiste em uma proposta

a

implantação de.
de um Centro de Documentação em Empresas que possuam
material bibliográfico especializado. Tal proposta surgiu
vez que dentro das atuais organizações empresariais não

uma
existe

um consenso geral de se veicular todas as informações de interes
se público ou privado, a um mesmo local - que é o Centro de Docu
mentação. No presente estudo, reportaremo-nos a uma Empresa

de

Transportes Urbanos.

Palavras-Chaves: Implantação do Centro de Documentação - Transportes Urbanos
bocumentos
Documentos Centralizados

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gentilmente por;

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1. INTRODUÇÃO

O Brasil passa, nos tempos atuais, por uma fa
se de grande desenvolvimento tecnológico e podemos comprovar esta afirmação através da implantação do Metrô de São Paulo,

con-

forme informações a seguir.
No início da implantação do Metrô de São Paulo, por volta de 1974, quando começou a funcionar a linha comercial, na Linha Norte/Sul conseguimos o índice de 63% de nacionalização; isto equivale a dizer que os 63% do material

empregado

no Metrô era brasileiro. Na Linha Leste/Oeste conseguimos o índ^
ce de 82% de nacionalização, isto quer dizer que conseguimos
cõnseguimos 30%
a mais de nacionalização a partir das experiências primeiras

na

implantação do Metrô.
Podemos indicar o mesmo fato, isto é,
ê, do

de-

senvolvimento da tecnologia nacional, no campo aeronáutico

onde

a EMBRAER - Empresa Brasileira de Aeronáutica - juntamente com o
CTA - Centro Tecnológico Aeroespacial - conseguiram alcançar

o

alto índice de 69% de nacionalização.
Nesta área, o desenvolvimento de nacionalização está se processando em diversas etapas, cujos dados consegui_
consegui
dos damos a seguir, em
1975 - alcançamos 27% e em
1979 - alcançamos 69%; isto equivale a

dizer

que a variação dos índices de nacionalização, nesse período, foi
de 155%, possuindo ainda a perspectiva para 1984 de atingir

79%

da nacionalização em relação a 1979 e correspondendo a um acrésacres-

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�233
cimo de 14%.
Se está comprovado que o brasileiro se adapta e tem condições de desenvolver técnicas estrangeiras e nacio
nalizã-las, por que não se faz isto na área Biblioteconomica?
Por que o empresário não confia a

Implanta

ção de um Centro de Documentação a Bibliotecários brasileiros?
Por que as empresas destinam verbas
sas a empresas estrangeiras para que elas "estudem" e

vulto"conhe

çam” seus vários departamentos para a implantação de um Sistema
çam"
de Informação fora dos padrões da nossa realidade?
Cabe a nós, bibliotecários, conscientes
nosso papel, unirmo-nos e mostrar aos nossos empresários

do
que

temos capacidade para um trabalho de tal envergadura e, por e£
es^
sa razão, escolhemos este tema para ser apresentado no presente Congresso.
2. CONCEITUAÇÃO
0 Centro de Documentação é o local para onO
de devem convergir todas as informações e dados coletados; toda a documentação, independente de sua forma física, técnica '
ou não, gerada pelos técnicos da empresa ou recebida de entida
des congêneres de âmbito nacional e internacional, com a finalidade primordial de reunir, analisar, acumular e divulgar uma
bagagem de conhecimentos e experiências que se constitua em um
patrimônio importante dentro de determinado campo e em intere£
interes
se para o grupo a que serve.
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3. OBJETIVOS GERAIS
3.1. Centralização do fornecimento da informação.
3.2. Estabelecer rotinas que canalizem'ao
canalizem ao Centro de Documentação a documentação técnica relevante, elaborada

den-

tro da Empresa e/ou por ela recebida.
3.3. Apoiar o desenvolvimento da tecnologia de

Transportes

Urbanos.
3.4. Desenvolvimento de fontes de informações internas e externas com qualidade e abrangência necessária.
3.5. Conscientização geral da importância da informação.
3.6. Manter contato com entidades e órgãos afins, colaborando com organismos congêneres nacionais e internacionais
para controle de intercâmbio de publicações e recebimen
to regular de informações necessárias.
3.7. A longo prazo o Centro de Documentação serâ
será

composto

Microfil
de: Biblioteca, Arquivo Técnico, Reprografia e Microfi^
magem com o objetivo de melhor disseminar a informação.
4. ORGANIZAÇÃO DO CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
Nenhuma empresa poderá sobreviver se não po£
suir um intercâmbio de informações dentro de qualquer área de a
ção em que atue, porque vivemos em um mundo que se encontra

em

uma fase de evolução, transição e transformação que afeta o indivíduo, a empresa e a própria sociedade.
Todo sistema de informação deve ser idealiza
do com a finalidade de atender ãs necessidades da empresa e

o

primeiro problema é definir essas necessidades.
Dentro da empresa, existe a necessidade

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de

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se definir o processo de fixação de tecnologia, através das
reas de pesquisas, de planejamento e de montagem de uma

ã
á

infra-

estrutura apropriada, geradora de documentos atuais dentro da ã
rea que opera, no nosso caso. Transportes Urbanos.
Existe também a necessidade de uniformização
de linguagem, classificação, manipulação e codificação das
formações, o que resolveria o problema de recuperação das

inmes-

mas .
É importante valorizar-se a experiência
amadurece o indivíduo e a equipe, isto i,
é, a tecnologia só

que
pode

ser considerada fixada quando se i capaz de exercer julgamento'
sobre a validade da informação tecnológica e, sobre ela,

criar

soluções adequadas ãs realidades nacionais, como foi feito

no

Metrô de São Paulo.
Paulo,
4.1. Metodologia de Trabalho
O Centro de Documentação atuaria como coorde
nador das atividades de captação, absorção, catalogação, recupe
ração e divulgação das informações tecnológicas.
Caberia ao Centro de Documentação também

as

seguintes atribuições:
4.1.1. Treinar, criar estímulos e conscientizar o pessoal

téc-

nico da empresa era
em relação ao objetivo primordial do Cen
tro de Documentação.
4.1.2. Empreender a pesquisa bibliográfica ampla.
ampla,
4.1.3. Registrar e controlar todo material bibliográfico,

isto

ê, os livros, periódicos, especificações de caráter técnológico, material audio-visual, etc.
4.1.4. Pesquisar, manter e divulgar a história dos

Transportes í

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Urbanos na sua região.
4.2. Grupos de Trabalho
Com a criação

do Centro de Documentação se-

ria necessário criarem-se Grupos de Trabalho com fixação de objetivos que levantem dados e elucidem fatos de tudo o que ocorre nos Transportes Urbanos da sua região.
Para melhor elucidar, no nosso caso, os grupos seriara
seriam compostos da seguinte maneira:
4.2.1. Estudando os problemas dentro do. comportamento da cidade
através de sociólogos, economistas, psicólogos, urbanistas e também através do pessoal que trata com

transpor-

tes dentro do Planejamento Urbano.
4.2.2. Distribuindo e divulgando, em âmbito regional e nacional,
os estudos, levantamentos, propostas e resultados alcançados para soluções dos problemas.
4.2.3. Estimulando a produção de documentos que registrem as ex
periências adquiridas através de:
a. artigos técnicos - publicação interna e externa (assinaturas de revistas técnicas);
b. comunicações internas: normas, relatórios,

especifica-

ções, planejamentos, plantas e desenhos, revistas
nicas, que auxiliem os indivíduos a registrar e

téctrans-

mitir suas experiências;
c. seminários e congressos com registro sistemático de suas
conclusões;
d. visitas e viagens de estágio com produção de relatórios'
e aquisição de informações.

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4.3. usuArio
USUÄRIO da
DA informação
INFORMAÇÃO
O acervo e a bagagem de conhecimentos
ser avaliados e, mais que tudo, preservados, pois eles

devem
existem

em função dos usuários da informação.
E quem é o usuário da informação? Ê todo

a-

quele que, tendo conhecimentos, adquiridos através de cursos re
guiares, de pesquisas, de necessidades de trabalho, (científico
ou não), ou adquiridos por ele mesmo; vai ao Centro de Documentação a fim de:
- ampliar seus conhecimentos técnicos;
- encontrar soluções para seus problemas pro
fissionais;
- conferir suas informações;
- pesquisar o acervo, a fim de se aprofundar
mais no seu campo de ação.
Cada empresa possui seus usuários próprios '
e, para a perfeita implantação, devemos conhecer aqueles a quem
iremos atender.
Dentro da nossa empresa, podemos classificálos em cinco categorias:
a. pessoas que participam ativamente da administração, responsa
veis pelo planejamento e tomada de decisões. Encontramos

a-

qui as autoridades em escalões superiores na hierarquia da '
empresa. Essas pessoas informam ãs mais altas autoridades do
Estado e do Município e entram em contato com autoridades do
país e com a economia nacional;
b. técnicos do mais alto nível responsáveis por estudos, projetos, planos e implantações de sistemas;

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c. técnicos com formação universitária, encarregados diretamente da execução, do planejamento e controle dos projetos, estudos econômicos, operações financeiras e organização;
d. pessoas de formação acadêmica incompleta, colocadas em treinamento em qualquer das áreas existentes na empresa;
e. Pessoas interessadas em transportes em geral, que procuram a
Empresa para obterem documentos técnicos e vários tipos

de

informação.
5. FLUXOGRAMA DO SISTEMA DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS
A seguir inserimos os fluxogramas de como de
ve funcionar um Centro de Documentação, incluindo a Produção de
Informações e as Fontes de Apoio que servirão de suporte para o
total atendimento ao usuário da informação.

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PRODUÇÃO DE INFORMAÇÕES

ESTUDOS
REUATÖniOS
RELATÓRIOS
FOLHETOS
LIVROS
NORMAS TÉCNICAS
TÔNICAS
CATALOOOS
MANUAIS
ETC.

FONTES

DE

APOIO

CATA*LOOO COLETIVO
CATALOGO
DE SÃO PAULO

D£
SISTEMA NACIONAL 0£
INFORMAÇÕES CIENTIFICAS
E TECNOLÓGICAS -• SNICT

|

OUTRAS
BIBLIOTECAS
«p
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�240

PROCESSAMENTO -CENTRO

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DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO

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DIVULGAÇÃO

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SERVIÇO

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DE REFERENCIA

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�FLUXOGRAMA DO SISTEMA OE INFORMAÇÕES TE'CNICAS

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�244
6. CONCLUSÃO
Este trabalho foi elaborado com a

pretensão

de chegar até você - Bibliotecário Brasileiro - a fim de chamar
a sua atenção para uma auto-anãlise em termos profissionais

e

para que possamos realizar algo de bom e útil na nossa área

de

ação*que
ação*
que é a Biblioteconom.ia.
Biblioteconomia.
Ele é um desafio dirigido a você que é

res-

ponsável pelo recebimento e divulgação da informação. Por outra
parte, como estamos na época dos desafios, ele está
estã lançado por
que demonstramos,
demons tr cimos, através deste trabalho, que os Bibliotecários
Brasileiros têm condições de esquematizar e implantar um Centro
de Documentação baseado em sua própria experiência e com o

su-

porte de nossa realidade nacional. E evidente que, como toda im
plantação, deverá surgir, na prática, falhas a serem corrigidas
e conceitos novos a serem utilizados.
Devemos, porém, ter em mente que o importante é atingir o usuário da informação sem que, no entanto,

as

técnicas biblioteconômicas sejam esquecidas.
Uma das nossas maiores preocupações, ou

me-

lhor, nosso maior cuidado, é combatermos a criação de "Departamentos" que façam o mesmo trabalho e que possuam o mesmo fluxograma do Centro de Documentação, porque será duplicidade de ser
viços, gastos desnecessários e má utilização de

profissionais'

que deveriam estar trabalhando em conjunto..
Dessa auto-anãlise, dessa busca do que

se

estã
está fazendo em termos de atualização nos nossos Sistemas de In
formação, surgirá uma nova geração de profissionais - a geração
de bibliotecários dinâmicos, objetivos e conscientes da sua im-

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portãncia
portância e do seu valor profissional - que s5
só precisa se

unir

para se impor como profissional competente que é.
ABSTRACT
The present report consists of a

proposal

for the organization of a Central File in enterprises using employing specialized bibliographic material. This proposal

re-

sulted from the fact that in the existing entrepreneurial organizations there is no general agreement relative to the

trans-

mission of all public or private concern Information
information to

the

same place: the Central File. In the present report we shall re
fer to an Urban Transport Company.

Key-Words: Organization of a Central File
Urban Transport
Centralized Documents
Central!zed

cm

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�246
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
BIBLIOGRÄFICAS

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ASHWORTH, Wilfred.

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são Paulo, Metrô:57,set.1978.
São
Metrô:57,set,1978.

cm

i

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              <text> Larroude, Rita Luisa</text>
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              <text> Biblioteca de Empresa</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>O presente estudo consiste em uma proposta a implantação de um Centro de Documentação em Empresas que possuam material bibliográfico especializado. Tal proposta surgiu uma vez que dentro das atuais organizações empresariais não existe um consenso geral de se veicular todas as informações de interesse público ou privado, a um mesmo local - que é o Centro de Documentação. No presente estudo, reportaremo-nos a uma Empresa de Transportes Urbanos.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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