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020.072 CDD
001.38:02.007(81) CDU
INOVAÇÃO E PESQUISA EM BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Por
Tania Mara Guedes Botelho, BS, MS.
Cientista da informação,
trabalhou
no desenvolvimento
do
Integrated
Scientific Information System - ISIS
da Organização Internacional do Tr£
Tr^
balho (Suiça) e em vários projetos
de implantaçao de sistemas de info£
info_r
maçao. Atualmente trabalha em pesqu^
mação.
pesquj^
sa para suporte
de sistemas
no
Process^
SERPRO (Serviço Federal de Process£
mento de Dados).
Resumo:

0 objetivo deste trabalho é verificar mais de perto
as
inovaçoes ocorridas na Biblioteconomia e na Ciência da Iii
In
formaçao. A relaçao entre pesquisa e desenvolvimento é ^a
nalisada, bem como os objetivos em se
sc estabelecer um pr£
cesso de inovaçao. A pesquisa e investigação
científica
e sua fundamentaçao metodológica sao explorados tendo em
vista o delineamento de uma política de pesquisa em Biblio
teconomia e Ciência da Informação.

INTRODUÇÃO
0 objetivo deste artigo êé verificar mais de perto as inovações
inovaçoes
o_
o
corridas na Biblioteconomia e na Ciência de Informação e,
tentar
discernir sobre o processo de inovaçao se ê que existe, bem
como
aplicar a idéia a noções
noçoes atuais na realizaçao da pesquisa.
Inovaçao ê
talvez por
e política
Inovaçao éê
Inovação

cm

uma palavra que pode.
pode se tornar facilmente
tendenciosa
esse motivo escolhi discutir sobre inovação,
inovaçao,
pesquisa
de pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da Informação.
comunente vista como algo bom, pois implica em mudanças

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sí em
C*ereaclaro«nt
Gerencia
ncntoo

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e em progresso. Entretanto, numa mudança para pior não se
tue em inovaçao.

const^

No campo de Biblioteconomia e Ciência da Informação, podemos
o^
servar duas áreas nas quais esta relaçao pode ser estudada. A pri,
meira área éê a prática científica e a profissão; e a segunda,
a
substância intelectual como base da Ciência e sua parte prática.
Uma importante faceta da segunda área diz respeito a
realizaçao
das atividades de pesquisa que permitam construir uma base profi_£
profi_s
sional e de conhecimento científico e, em fazendo isto tentamos de^
senvolver métodos para compreendermos o que fazemos ou o que
nao
podemos fazer, ou o que é melhor fazermos na prática. Os pesquisa,
pesquis^
dores sao
são muito conscientes da necessidade de se diminuir o hiato
entre teoria e prática, entre Ciência e Tecnologia ou entre pesqu^
sa e desenvolvimento. Como expressão porém, pesquisa e desenvolv^
mento mostram claramente a relaçao
relação entre pesquisa e prática, embo^
emb£
ra eu acredite que a palavra inovaçao deva também ser incluída.
A relaçao
relação entre pesquisa e desenvolvimento é baseada na idéia
ideia
de
mudança e progresso - as mesmas qualidades inter-relacionadas com
inovaçao. Na realidade, eu acredito que poderiamos nos referir
inovação.
a
pesquisa e inovaçao da mesma maneira que tradicionalmente nos refe^
rimos a pesquisa e desenvolvimento. Inovaçoes
Inovações sao desenvolvimentos
que trazem em si a idéia de fazer alguma coisa de modo mais posit^
vo e com objetivos e efeitos específicos.

PESQUISA E INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
A área de pesquisa e investigação científica está atualmente cre£
cre^^
cendo em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Este crescimento
quali^
tem se verificado junto com uma necessidade em se melhorar a qual^
dade do serviço aos usuários. Igualmente importante é acreditarmos
que a contínua implementação no serviço ao usuário pode ser espec^
ficamente expressa através de um processo de inovaçao. Uma
imple^
mentaçao positiva neste tipo de serviço depende de uma mudança dos
fatores da organizaçao, os procedimentos, os métodos, a tecnologia
tecnoloeia

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e as Idéias. A implicação positiva éi que um processo sequencial ou
cíclico pode ser ativado para uma solução bem sucedida. A não
s£
sa
tisfação ou a deficiência nos níveis de serviço serão
observados
por administradores e usuários e, talvez, ainda haja uma queda na
demanda do serviço. A administraçao deve, portanto, identificar es
ta deficiência e corrigl-la.
Investigação e pesquisa fornecem estratégias e técnicas para imple
mentar a administração.
administraçao. Este é um processo que ocorre em bibliote
cas e na área de Informação, porém de modo simplificado. Ê através
da inovação
inovaçao que este desequilíbrio pode ser corrigido. Naturalmen
Naturalmeii
te, algumas inovaçoes
te,.
inovações são maiores de que outras. Entretanto, em g£
ral, o que importa para contribuir com o sucesso da correção
de
uma deficiência ou desequilíbrio é a consideração da inovaçao.
Se esta é uma visão muito geral sobre inovação,
inovaçao, ela deve ser acei^
ace^
ta pelo menos para se argumentar sobre o assunto em todos os esca
loes administrativos envolvidos no processo. Entretanto, o envolvi
mento no processo pode se dar de maneira diferente nos vários
es
e£
calões. A grande parte de inovaçoes ocorre no trabalho diário quan
do o ambiente mostra, na prática, caminhos alternativos que podem
levar a uma inovaçao. Ê neste ponto que exercemos nossa capacidade
de julgamento, muita vezes nos levando a um estudo paralelo sobre
preparação de uma pesquisa e, frequentemente, implementamos estas
inovaçoes práticas por um procedimento pouco rigoroso.
Por exemplo, suponha estarmos operando um serviço para uma bibli£
teca técnica e, após algum tempo, aparece vago um espaço em um ou
tro lado da instituição na qual a biblioteca está inserida. A
bi
b^
blioteca suponha, poderá usar este espaço para armazenamento. P£
deremos então colocar neste espaço, material pouco utilizado mais
que deve ser guardado. Nessas circunstâncias, terlamos maior espa^
esp£
ço na parte principal da biblioteca para talvez realizarmos
três
projetos. Um novo grupo de pesquisa foi contratado pela firma, por
po
exemplo, e deverão ser usuários intensos da biblioteca. Logo,
p£
deremos ter maior número de cadeiras e espaço para trabalho. Em s£
se^
gundo lugar, poderiamos ter um outro projeto que seria aumentar o

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serviço de disseminação seletiva de informação e ter fotocopiadores instalados na área da Biblioteca em lugar do usuário ter
de
solicitar ã seção
seçao de reprografia em outra sala. Em
Em, terceiro lugar,
poderiamos considerar a futura integração de uma parte da biblioteca em desenho técnico ou outro tipo de coleção.
Qualquer uma das tres
três opções resultaria uma inovação
dependente
da retirada do material de pouco utilização. 0 processo todo pode^
ria facilmente acontecer com uma pequena investigação formal. Na
prática nao haverá necessidade de se implementar um projeto
de
pesquisa ou uma "survey", embora se tenha que desenvolver uma meri
men
suraçao formal de uma das alternativas e os efeitos em termos de
suração
custos, tempo, espaço e satisfaçao do usuário.
Este exemplo de uma biblioteca técnica é muito típico em relaçao
a problemas enfrentados por administradores em biblioteca. Nao e
possível se colocar um percentual neste tipo de evento nas biblio^
tecas, mas deve ser bastante alta a incidência. Tal inovaçao e le^
vada a efeito sem uma pesquisa formal. Entretanto, a maioria das
idéias que um administrador leva em consideração tais como as rje
re^
lacionadas com o baixo uso de stock e a locaçao das coleçoes com
respeito aos usuários, tem sido o tópico
topico formal de pesquisa e de^
senvolvimento.
senvo1vimento.

FOR UMA POLlTICA
POR
POLÍTICA DE PESQUISA
Qual é exatamente a situaçao do relacionamento entre pesquisa
e
investigação formal na area
área de Biblioteconomia, Ciência da Info^
maçao e os fenômenos que envolvem o usuário, e a produção de cam
po para inovaçao em lugares como a biblioteca técnica do
nosso
exemplo? 0 único elo que existe realmente ée a consciência do adm^
nistrador. Será que isto é bom quando se pensa no esforço colocado em pesquisa e investigação formal na área? Me parece faltar um
importante elo entre pesquisa, inovaçao e desenvolvimento. Enquan
to há o caso de pesquisa e investigação para gerar acumulo do co^

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nhecimento sobre várias atividades, também existe a necessidade
de se especificar os limites da atividade prática. É£ portanto de
sejável que a fundamentaçao
fundamentaçaò teórica de Ciência da Informação
e
da Biblioteconomia seja desenvolvida com o trabalho prático
em
Biblioteca e com a tecnologia da informação.
As idéias sobre uma definição de política em Biblioteconomia
e
Ciência da Informação tornam-se claras a este ponto. A grande fon
te de pesquisa e de investigação formal são diretamente integrados com parte da máquina governamental que administra os programas de financiamento. Inovação é um esforço importante para se
atingir altos níveis de desempenho e, nosso esforço de pesquisa
deveria ser dirigido para a pesquisa aplicada na prática através
de seu potencial em atender ao processo de inovaçao.
inovação. Uma instj^
inst^
tuiçao dedicada a pesquisa ou mesmo a um conjunto de projetos
nao irá na prática propiciar um processo de inovaçao somente pe
los esforços indiretos. Conhecimento científico
cientifico e profissional
na forma de dados, experiências e resultados de pesquisa
devem
ser explorados habilmente com finalidades especificas, incluindo
inovação; e também devem constituir-se num processo e num meca^
inovaçao;
meca_
nismo de controle, comunicação e estimulo. Esta êé a essência
essencia de
uma política de pesquisa.
Eu penso que podemos dizer ser necessário tal definição em uma p£
lltica de pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da Informação .
lítica
Uma inovação
inovaçao importante para este país
pais na área de Bibliotecono^
Bib1iotecono^
mia e Ciência da Informação seria uma política ligada aos problemas de administraçao e ao processo de inovaçao. Nao sei ainda c£
mo isso poderia ser atingido. Entretanto, farei algumas observa
çoes que podem ser úteis aos que tem a responsabilidade de formu
formu^
lar e ativar tal política.
Uma perspectiva histórica pode ser útil neste ponto. Olhemos br£
bre^
vemente para algumas mudanças que atingiram substancialmente a
área de Biblioteca e Informação na Inglaterrra.
1. 0 desenvolvimento da National Lending Library para Ciência

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Tecnologia (atualmente British Library Lending Division-BLLD)
pro
em Boston Spa. fornece urn
um exemplo muito bom de inovação
fissional. Dr.Urquart, primeiro Diretor e fundador da BLLD fa
lou de modo pelo quäl
qual a Biblioteca, por razões praticas,gerou
prãticas,gerou
uma demanda grande de periódicos científicos e técnicos,
a
qual nao
não poderia mais ser satisfeita pelos recursos existentes na Biblioteca do Museu de Ciência e na Biblioteca de Ref£
Ref^
rencia Científica.
rência
Cientifica. Isto se deve a demanda ocorrida face
aos
acontecimentos na pesquisa espacial Soviética. A solicitação
de publicações foi muito grande e o serviço de empréstimo foi
estabelecido para satisfazer países com alta demanda.
Dr.
Urquart expandiu a serviço de tal modo que a Boston Spa. hoje
êe um exemplo do tipo de inovação que falamos aqui.
22. A indexação coordenada é outro exemplo dessa inovação.
inovaçao. A se^
s£
qUência cronológica dos eventos é bastante conhecida a partir
de Mooers. Inovação
Inovaçao neste caso foi um processo de maturaçao
de certas idéias conceituais e intelectuais; isto monta a uma
pesquisa formal que precedeu ã inovação.
A inovaçao
inovaçao- aconteceu pela difusão da idéia em geral e através
de formas nas quais as técnicas de indexação
indexaçao manual e mecan^
ca eram mercantilizadas. De modo similar, também foi desenvol^
desenvo^
vida a idéia da Classificação
C1 assificaçao facetada. A atividade intelecimpl£
tual de Ranganathan e seus seguidores foi formalmente imple_
mentada antes de surgirem várias publicações sobre seu trab^
traba.
Iho .
Esta idéia e seus princípios tornaram-se inovação
inovaçao quando foram tomadas pelos cientistas trabalhando na elaboraçao de e^
como
quemas de cIassificaçao e, mais tarde, thesaurus, bem
por profissionais na área educacional preocupados em ensinar
princípios de classificação. A indexação
indexaçao coordenada e a cla^
sificação facetada dariam um bom estudo sobresobre a genesis ou
origem de uma inovação e sua subsequente difusão.

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3. Outros esquemas de Classificação como a CDU e a Bliss também
constituem-se em inovaçoes merecedoras de um estudo profundo
sobre sua origem. Entretanto, dos quatro casos mencionados,n£
nhum mostra estreita ligaçao entre atividade de pesquisa, financiamento, política de pesquisa e inovação. Mas
comumente
acontece que os fundos de pesquisa sao alocados para
áreas
areas
aonde o estágio inicial de genesis ou origem da inovação
já
aconteceu. Todos os estágios antes da inovação ocorrer são, a
meu ver, ponte de todo um cojunto; a Pesquisa contribue para
o desenvolvimento, refinamento e difusão do processo que leva
a uma inovaçao. E porque isto? Porque inovaçao ée um processo
continuo que ocorre em ambientes diferentes de modo cíclico e
seqUêncial. A difusão, por sua própria natureza leva a inova
inova^
çao a fases secundárias e subsequentes. A geraçao inicial de
idéias pode ser deixada dentro do processo expontâneo de com
bustao profissional.
4. Nosso último exemplo será
sera na área de aplicação
aplicaçao de computadores
em Biblioteca e Serviços de Informação. As inovaçoes ocorridas
ainda sao muito recentes para que se possa traçar um histor^
historj^
CO. Entretanto, vários sao os casos de aplicaçao de técnicas
de computação e de comunicação de dados sua area
área de Biblioteca
e Informação. Os cientistas da Informação nao inventaram o
computador mais fazem um uso bastante
bajtante grande desta máquina.
A pesquisa e investigação em Biblioteconomia e Ciência da In
formaçao tem se prendido mais a -difusão
^ifusao e aplicaçao do que
ãa
geração de idéias para inovaçaó. As implicações políticas di^
dis
seguintes: enrijecimento nas
so podem vir a ser as seguinte$:
políticas
de pesquisa no campo de aplicaçao enj
en( relaçao ãa taxa de difusão
através dos canais de disseminação. Por outro lado, é
menos
provável que se possa traçar uma
ufiià política de pesquisa voltada
âã geração de idéias dentro de um processo de inovaçao. Grande
parte do desenvolvimento acontece sem pesquisa e investigação
formalizadas e, uma política para ser objetiva teria de ser
voltada para problemas na área de administração e aplicação. A
credito que o conceito de Inovação
Inovaçao é mais especifico que o con

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ceito de desenvolvimento e, nossa profissão deve aprofundar os
conhecimentos teóricos de modo a distinguir entre os dois con
ceitos. Entretanto, a relação entre pesquisa e inovação ainda
nao está muito clara. Existem algumas inovaçoes práticas
com
pouca conexão direta com pesquisa como mostramos no exemplo da
biblioteca técnica. Está claro, porém que pesquisa e investiga
ção tem um papel substancial na difusão e na aplicação de in^
in£
vações quando as idéias iniciais já estão embutidas no esplr^
espíri^
to do profissional. Existem fortes razões
razoes para de desenvolver
uma ativa política de pesquisa na área e, se existirem finan
ciamentos possíveis, esta agência financiadora devera
deverá ser en
volvida com a definição de tal política.
Tomemos agora a relação
relaçao existente entre pesquisa e estagio
estágio primá
prima
rio da inovação, ou da geração de idéias
idéias.. Nao
Não há uma conexão dire^
ta entre geração de idéias e pesquisa como uma atividade profissÍ£
nal. A maior razao sendo que a geraçao de idéias esta embebida num
contexto maior. Profissionalmente, a atividade de pesquisa fornece
uma estrutura para este contexto maior. Nenhuma política de pesqu^
sa pode fazer muito sobre a presença ou ausência de
dé idéias.
Inovações se iniciam no teste de hipóteses, e estas se expandem
Inovaçoes
através da difusão. A máquina da pesquisa existe para facilitar o
que vem naturalmente ao pesquisador, e uma política nesta área de^
d£
ve ter mais o sentido de dar suporte do que dirigir os recursos da
pesquisa. Uma política científica que seja diretiva esta fadada ao
insucesso. Isto é uma maneira de dizer que a independencia e a 1^
berdade do pesquisador e do cientista devem ser protegidas. Qualquer política que não reconhece isto está fadada a falhar.
conclusSes
A fim de recapitularmos um modelo formal de inovação, sugiro a existência de dois elementos para reconhecermos um
processo de inovaçao:
(1) - a descoberta inicial leva a alguma forma de mudança;
(2) - o processo de inovação
inovaçao deve ser difundido.

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formula clara que conecte pesquisa e
Nao existe uma fórmula
investigação nem os pontos (1) e (2) acima mencionados. Isto faz
com que a formulação de uma política científica
cientifica torne-se de difí
cil definição, em lugar de ser um simples exercício para ajudar
o financiamento da pesquisa. Entretanto, se pudermos ter um con
trole sobre o processo que se traduz do produto da atividade in
telectual para um produto que pode ser útil no fornecimento
de
um serviço aos usuários, estaremos reforçando nossa habilidade de
vender para uma empresa os serviços de Biblioteca e informação
que sabemos serem necessários.
Nossa habilidade em controlar a taxa de mudança em
nossa profissão está determinada na medida em que entendemos e
manipulamos o processo relacionado á
1 inovação. Esta manipulação
manipulaçao
nao poderá acontecer sem uma política e estratégias apropriadas
e, particularmente,
par ticulärmente, dentro de métodos de aplicaçao e pesquisa a
poiados por agentes financeiros.
Para as descobertas se encaminharem a um
processo
de inovação
inovaçao devemos considerar certas características, a saber :
(1)
(2)
(3)
(4)
(5)

-

Aleatoriedade e imprevisibilidade;
imprevisibi1idade;
brilho cientifico;
científico;
personalidade do pesquisador;
efeito do tempo e dos prazos;
receptividade do ambiente como um todo.

Estes fatores fazem o "acaso" que está muito ligado
ao processo de descoberta e inovaçao. Eles podem ser de
certo
modo planejados dentro de uma atividade sistemática. Sem uma bem
definida política científica,
cientifica, estes fatores tornam-se incontrolá
veis. Resumindo, existe um conflito entre a natureza da descober
descober^
ta, os diversos estágios da inovaçao e a realidade da vida profissional, bem como o desejo e a necessidade de se impor padrões
acima de tudo.
Algumas perguntas devem ser colocadas neste ponto :

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(1) quao inovadora tem sido a área da Biblioteca e informação
i.e; sera que.a
que a pesquisa tem sido mais parte de um desenino
volvimento do que parte de um processo de descoberta e ino_
vaçao?
(2) até que ponto podemos usar a atividade de pesquisa
para
promover, estimular e acelerar uma mudança e corrigir
s^
si^
tuaçoes que tendem a se deteriorar; isto quer dizer quanto acreditamos na pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da
Informação?
(3) será que a política educacional em nossa profissão ée suf^
sufi^
ciente para manter a geração
geraçao de idéias, de tal modo que a
pesquisa cientifica possa ser mantida e tornada efetiva p£
pa^
ra a difusão e aplicação de inovações?
(4) em relaçao a controle, será que estamos identificando cor^
cor_
retamente os pontos críticos de nossa profissão aonde ino^
in£
vaçao, provavelmente, deve ocorrer ou é mais necessária ,
na
unindo uma necessidade profissional com uma política
profissão?
(5) Finalmente, será
seri que temos estrutura institucional sufici
ente para desenvolver e explorar políticas relacionadas a
mudança e inovaçao, ou será que precisamos analisar de mo
do mais critico
crítico o corpo profissional, as agencias
agências de pesquisa, as escolas de Biblioteconomia e as estruturas
de
nossos sistemas, pequenos e grandes, e melhor adaptâadaptá- los
ao exercício da profissão?

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Documentação&#13;
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Inovação e pesquisa em biblioteconomia e ciência da informação</text>
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          <name>Creator</name>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
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              <text>1979</text>
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          <name>Type</name>
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          <name>Subject</name>
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              <text> Inovação </text>
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              <text> Ciência da Informação</text>
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          <name>Description</name>
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              <text>0 objetivo deste trabalho é verificar mais de perto as inovações ocorridas na Biblioteconomia e na Ciência da Informação. A relação entre pesquisa e desenvolvimento é analisada, bem como os objetivos em se estabelecer um processo de inovação. A pesquisa e investigação científica e sua fundamentação metodológica são explorados tendo em vista o delineamento de uma política de pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da Informação.</text>
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