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                  <text>63

CDD (15.ed.) 021.8
CDU 02-050.52

O BIBLIOTECÁRIO E SUA ATUAÇÃO PROFISSIONAL
Cléa Dubeux Pinto Pimentel
Clia
Prof, do Departamento de BiblioProf.
teconomia da Universidade Federal de Pernambuco.

RESUMO
Definição de uma política profissional que diga respe^
respei
to aos interesses da maioria dos bibliotecários e a ser conduzida pelos órgãos de classe na luta pela defesa da profissão. São
feitas considerações no sentido de análise sobre a atuaçao profissional dos bibliotecários e apresentadas algumas propostas pa
ra melhoria do padrão da biblioteconomia atual.

11..

INTRODUÇÃO

0 trabalho do bibliotecário e a forma como o mesmo
se realiza, tem sido motivo de constante preocupação, tanto por
parte dos órgãos de classe que congregam e representam os biblio^
bibli£
tecários,
tecarios, como por nos,
nós, professores, responsáveis por sua formação profissional.
0 motivo principal da formulação deste
documento
foi a constataçao de que, sempre ao ser discutida a problemática
relativa ao exercício profissional, a maioria dos bibliotecários
possuem grandes idéias individuais que nunca chegam a ser reunidas, somando forças para que seja encaminhada, objetivamente,uma
discussão coletiva que possibilite o estabelecimento de uma poli
pol^
tica que responda aos anseios da totalidade dos
bibliotecários
brasileiros.

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0 tema proposto neste trabalho, em forma de tese,
para aprovação e discussão dos participantes deste 109 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, jã
ji foi
objeto
de uma Moção ao 99 CBBD, em Porto Alegre, não tendo sido, entretanto, apresentado ao Plenário. A preocupação em evitar que
a
oportunidade seja,
seja,novamente,des
novamente, des perdiçada éi que estamos insistindo no assunto, na certeza de que a ocasião
ocasiao não
nao poderia ser
melhor para o debate e conscientização de todos os bibliotecários,
uma vez que o assunto continua sendo, em 1979, tão atuante como
era em 1977.
Assim estabelecemos, como objetivo norteador deste
documento, a compreensão dos limites da atuaçao profissional do
bibliotecário, a partir de sua inserção no quadro geral da prodii
prod^
ção brasileira.

2.

A POLÍTICA
POLITICA profissional
PROFISSIONAL DOS BIBLIOTECÁRIOS
BIBLIOTECÃRIOS NA ATUATÜAL CONJUNTURA DA SOCIEDADE BRASILEIRA

Para a definição, nos dias atuais, de uma política
profissional que diga respeito aos interesses da maioria dos bibliotecários, exatamente quando a profissão vem conquistando, po^
CO a pouco, a sua condição de profissão liberal e podendo obter
uma maior afirmaçao nesta categoria, o que vem caracterizando a
sua prática, entretanto, éi o desfavorecimento do exercício autônomo, pela sua inserção na competição do mercado de serviços do
setor terciário, característica da atual fase da nossa sociedade .
0 conceito de comunidade profissional nao se presta para explicar a situação atual da profissão. As relações do
trabalho, no mercado profissional, caracterizam uma absorção diferenciada dos bibliotecários por esse mesmo mercado. 0 processo
de crescimento econômico, em curso no Brasil, trouxe, como conseqllência, uma maior oferta de empregos nas grandes empresas públ^
qUência,
cas ou privadas, em Serviços de Informações e Serviços de
Documentação. Esta produção de serviços ié realizada por profissio
profissio^

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nais recem-graduados, ou por alunos estagiários, em regime de as
salariamento, condição que é predominante, com tendências a ter
continuidade permanente.
Podemos afirmar que o trabalho básico do bibliotecário - organizar bibliotecas e serviços de documentação - pres
supoe um desígnio, mas, na realidade, o bibliotecário não escolhe
e nao interfere na sua definição, sendo tudo uma decorrência da
situaçao do trabalho, ditada, sobretudo, pelos interesses dominantes pelo empregador.
Portanto, a criaçao de novas bibliotecas, a organi
zaçao de serviços dinâmicos e a reorganização
reorganizaçao de alguns Serviços
de Informações obsoletos, baseiam-se em relações definidas sobre
as quais prevalece o interesse dominante dos empresários e dirigentes governamentais.
Assim, a atividade dos bibliotecários tem seus limites e estes so podem ser compreendidos a partir da própria com
preensao geral da sociedade brasileira, segundo seu modo de produção predominante, qual seja, o modo capitalista com as suas re
laçoes sociais especificas no momento atual, pois, caso
contrá
contr^
rio, manteremos a mistificação que só poderá conduzir as
posições ilusórias sobre o papel do bibliotecário na sociedade.
Desta forma, a criação de bibliotecas, de serviços
bibliotecários e outros serviços de informações necessários ã so
ciedade e, fundamentalmente, as
ãs atividades econômicas, acompanha
o processo de produção, evidenciando o controle efetivo dos interesses ditados,tanto pelos aspectos da açao política dos gover
nantes, como pelo capital, segundo suas necessidades dominantes.
Reconhecendo que, nessas condiçoes,
condições, a maioria da população brasileira se encontra marginalizada dos benefícios que
um Sistema de Bibliotecas públicas, escolares, universitárias,
etc., podem gerar, os bibliotecários devem se aliar ao processo
político em vigor, por melhores condições
condiçoes de ensino e de vida,e^
vida,en
tre as quais estão, em primeira prioridade, as bibliotecas
bibliotécas públi
públ^
cas e escolares, processo em que se concretizará o mercado efeti

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vo dos bibliotecários. Na conquista do mercado potencial para
suas técnicas, os bibliotecários devem considerar, também,
a
problemática das populações rurais, submetidas as mais durascon
diçoes de vida pelas distorções do mesmo crescimento econômico
dições
que estabelece uma falsa dicotomia entre cidade e campo e as d^
ficuldades do pequeno empresário que não tem condições de contratar um bibliotecário em regime permanente de trabalho.
A elaboração e afirmação de princípios
técnicos
deve se dar na medida do diálogo com os usuários, organizada na
expressão de seus interesses e necessidades num processo
de
conscientização ampla do bibliotecário e da comunidade.
A nossa posição política, para ser conseqllente, de
de^
ve transcender os limites de nossa categoria profissional e pro
curar as bases de apoio para as transformações que se
colocam
como necessárias. A grande maioria dos bibliotecários é compos
ta de funcionários públicos, outra parte, bem menor, de emprega_
emprega
dos em empresas privadas e só
s5 uma parte bem ínfima, são profissionais autônomos, não detendo, portanto, os meios de produção
dentro do quadro econômico vigente. Apesar de ser uma situação
um pouco privilegiada na estrutura de classe de nossa sociedade,
em relaçao
relação as classes trabalhadoras, esta situação deve viabil^
zar a união dos bibliotecários ã maioria da população na
luta
pelo seu bem-estar.
Dentro deste prisma ée que devemos conduzir a luta
pela defesa da nossa profissão. Neste sentido, é um
pelai
aspecto
fundamental o fortalecimento da FEBAB como entidade que
deva
criar ou dar origem aos SINDICATOS, para que obtenham o respaldo político para canalizar as críticas dos bibliotecários
aos
problemas da comunidade em apoio as suas reivindicações mais im
portantes.

3.

ATUAÇÃO PROFISSIONAL

Nestes últimos anos, estamos verificando que
as
empresas privadas e algumas entidades governamentais vem presti

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giando e reconhecendo o valor do trabalho realizado pelos biblio^
bibli£
tecãrios no tratamento das informações. Estamos assistindo
a
crescente convocação de bibliotecários para integrar, no mais al
al^
to nível, alguns órgãos
õrgãos de decisão nacional, colaborando ao lado
de outros especialistas no planejamento de Sistemas de Informações, Rede de Bibliotecas e no tratamento adequado ã documentação técnica e científica. Embora ainda não exista um verdadeiro
mercado aberto para os bibliotecários, capaz de absorver toda a
mao-de-obra disponível, ainda assim, os que vém
vêm atuando nesta fa^
xa tém
têm conduzido a profissão a níveis mais elevados.
Todavia, isto não
nao éê o bastante. Estamos certos de
que o bibliotecário, atualmente, precisa se elevar tanto culturalmente como tecnicamente, para conseguir alguns tipos de rei^
vidicações consideradas necessárias e que os órgãos de classepor
força de suas estruturações nao conseguem encaminhar a contento.
As nossas Associações foram criadas para acionarem os instrumen^
instrumen
tos de luta ao seu alcance e obter resultados compensadores que
justifiquem sua existência como órgão de classe. Isto significa
dizer que torna-se necessário atuar de forma compatível com a re^
alidade sócio-económica
sócio-econômica em que vivemos e, para isso, torna-se ne^
cessário que os problemas sejam identificados, qualificados
e
quantificados e que se estabeleçam critérios de estratégia e ação .
ção.
providencias a ser definida é a de conheUma das providências
cer melhor quais as formas de relacionamento e atuação
atuaçao dos bibl^
otecários com seus usuários. Saber como os usuários utilizam os
serviços bibliotecários; como os bibliotecários se comportam d^
ante de diferentes tipos de usuários; como seu trabalho é reconhecido e interpretado e se os bibliotecários exercem, plenamente, suas atribuições, etc. NÓs devemos ver com simpatia a ampl^
ação do mercado de trabalho, tanto no setor público
publico como privado, mas, devemos ver essa mesma ampliaçao
ampliação com certa preocupação,
sabendo que muitos bibliotecários, apoiados em métodos de trabalhos já ultrapassados, onde, via de regra, está ausente a idéia
xdéia
de que o usuário é o elemento mais importante do sistema, implan
tam serviços com total ausência de criatividade, sem conseguirem

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atingir os principais objetivos visados e, conseqllentemente,to£
conseqllentemente, tor^
nando desacreditada a profissão. Sabemos que hã bibliotecários
que se distanciam dos seus usuários. Mesmo nas bibliotecas especializadas e nas bibliotecas universitárias, o relacionamento
do bibliotecário com seu.público
seu público já nao áé tao
tão freqllente: criouse a imagem de que o bibliotecário á profissional de,
de gabinete e
que, para conhecer o usuário, á bastante aplicar questionários
e saber estatística.
Talvez, por isso, o bibliotecário ainda
esteja
participando em uma parcela muito pequena na educaçao
educação cultural
do povo brasileiro, tarefa que lhe pertence por formaçao.
formação.
Sugerimos que estudos devem ser incentivados
no
sentido de que os bibliotecários apliquem técnicas mais modernas .de
de tratamento da informação, técnicas mais compatíveis com
os tipos de usuários existentes, técnicas mais adaptáveis
as
condiçoes sõcio-econômicas das nossas Instituições, para que se^
ja resolvida uma das nossas principais carências: o déficit
de bibliotecas que atuam com eficácia.
Sabemos, também, que outros déficits são extremamente penosos para todos nós. 0 Instituto Nacional do
Livro
tem afirmado que hã déficit de Bibliotecas Públicas no Brasil.
A maioria dos nossos Municípios que possuem bibliotecas públicas, possuem serviços precários e sabemos que não será
fácil
mantê-las vivas e atuantes, apesar dos Programas especiais ora
em desenvolvimento. Acreditamos, entretanto, que devemos deser:
desen
volver estudos para criaçao obrigatória em todos os Municípios,
de bibliotecas escolares funcionando com pessoal que, possuindo
uma melhor escolaridade, possam fazer o seu papel servindo, tam
bem, a comunidade que as cerca. Os bibliotecários precisam estar aptos a colaborar para o desenvolvimento integrado de sistje
siste^
mas bibliotecários que visem a criaçao, instalaçao e funcionamento de bibliotecas escolares, de acordo com as características da área de atuaçao, nível social dos usuários e disponibili
disponibil^
dade de recursos financeiros existentes.
Acreditamos que compete aos bibliotecários ponde-

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rar aos governos federais, estaduais e municipais, a necessidade imperiosa de uma maior agressividade no atendimento do setor
bibliotecário, no atendimento de serviços bibliotecários ás
às comunidades.. Nao pretendemos dar solução para todos os aspectos
munidades
da problemática entre nós, mas, desejamos proporcionar o desencadeamento de um processo na busca de soluçoes,
soluções, pelo menos naquilo que o bibliotecário, como bibliotecário, pode oferecer.Es_
tamos conscientes que esses problemas não serão resolvidos sem
esforços e sacrifícios, mas, estamos, também, ciosos de que nas
atuais condições em que esses trabalhos se desenvolvem, os bibliotecários fatalmente se acomodam.
A verdade é que ainda nao conseguimos motivar os
dirigentes de órgãos
õrgaos públicos e empresários quanto ao verdadeiro valor dos serviços bibliotecários e acreditamos que isto se
deva, em parte, a baixa qualidade dos serviços produzidos
em
muitas bibliotecas, comprometendo a biblioteconomia no seu papel de agente social e cultural. Em parte, a formação profissi^
profiss^
de
onal do bibliotecário tem concorrido para isto. Os Cursos
Biblioteconomia devem ser modificados para o atendimento dos no^
vos mercados surgidos e os currículos abandonando o seu carater
de amontoados de disciplinas isoladas e desvinculadas da realidade, que sõ
só descaracterizam qualquer tipo de formação profiss^
onal, possam atender as exigências do mercado de trabalho, tal
como ele está, atualmente, estruturado. As novas técnicas, os
novos processos de trabalho nem sempre penetram na estruturação
dos Cursos de Biblioteconomia. Aos estudantes, resta o assalariamento através dos Estágios, numa precoce experiência profissional que, muitas vezes, provoca distorções na formaçao do estudante através do contato autorizado com a realidade imediati^
ta do mercado e constituindo-se numa concorrência indireta aos
profissionais habilitados. Os estágios interessam mesmo as empresas e demais õrgaos
orgaos públicos, que garantem uma mao-de-obra
semiprofissional barata e sem obrigações trabalhistas.
Com a compreensão desses problemas, estamos procurando caracterizar os condicionantes atuais do exercício
da
nossa profissão. Exatamente porque os bibliotecários estão teil
ten^

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do oportunidades de ampliaçao
ampliação do seu campo de atuaçao,
atuação, ée que reafirmamos nossa preocupação com a formação
formaçao profissional e
sua
pós-graduação através de cursos de aperfeiçoamento e especializa^
especializa_
ção, para responderem ãs solicitações que lhes estão sendo impo^
impos^
tas .
Reafirmamos, pois, o caráter abrangente da atuação
do bibliotecário e reafirmamos ser a Biblioteca o núcleo fundamental de sua educação. Todos os outros aspectos da diversifica_
diversifica^
ção profissional nela encontram apoio e, por sua vez, enriquecem
sua visão. A biblioteconomia é uma profissão altamente complexa
e sofisticada e, um bom trabalho, exige a utilização de
muitas
variáveis. 0 bibliotecário deveria ser a peça fundamental na or^
ganização de uma coleção bibliográfica e de serviços de informações e, nem sempre, isso acontece. A nossa profissão esta
está minada por toda sorte de infiltrações com graves cons
conseqllências
eqllênc ias para
os bibliotecários recém-graduados, que pretendem disputar o que
conseguiram por direitos adquiridos.

4.
4.

CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

Das considerações feitas no sentido de análise sobre a atuação profissional dos bibliotecários e, aproveitando a
oportunidade em que estamos reunidos neste 109 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, solicitamos seu exame e
uma posterior fixação
fixaçao de diretrizes na tentativa de solver
tao
importante problema que também interessa a todo o Pais,
País, pela melhoria do padrão
padrao de nossa biblioteconomia, como seja:
a)

exigência do cumprimento efetivo das disposições legais que regem o c-xercicio da profissão
do Bibliotecário, no que se refere aos
estágios, impedindo-se a atividade irregular do exercicio profissional que tantos prejuízos tem
xerclcio
trazido a classe e a sociedade. Desta forma,
sugerimos que sejam aprofundados os estudos re^
lorentes
forentes as relações de emprego dos alunos es-

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tagiãrios, procurando criar normas e remuneração mínimas, bem como definindo melhor o tipo
de prestação de serviços pretendida pelo estudante, criando condiçoes para uma atuaçao nao
aviltante. As normas devem coibir qualquerfor^
ma de concorrência desleal ao profissional bibliotecário;
ampliação do campo de atuação do bibliotecário
através da criação
criaçao de mecanismos de divulgação
dos trabalhos executados por bibliotecáriosjun
bib 1 iotecãrios juii
to aos órgãos públicos de planejamento nacional, regional, estadual e municipal, explicando o que o profissional bibliotecário está apto a realizar e a importância de sua
atuaçao
nesses mesmos Organismos;
libertar os bibliotecários de esquemas preconcebidos de pensar e agir, sobretudo nos novos
bibliotecários. Tal objetivo deve partir
do
próprio desenvolvimento dos Cursos de Bibliote^
Bibliote
conomia, e sustentado pela própria atuaçao dos
profissionais;
solicitar que a ABEBD conduza com firmeza seus
propósitos de revisão do Currículo Mínimo
de
Biblioteconomia, assumindo um posicionamento
compatível com as condiçoes reais de ensino no
Brasil, cabendo-lhe:
-

-

assessorar a organizaçao de novos Cursos no
Brasil, dentro de objetivos mais realistas;
fornecer informações e subsídios para a retomada de um amplo debate nacional
sobre
FORMAS DE ENSINO e conteúdo programãticodas
programático das
disciplinas;
incentivar os Cursos a se empenharem na revisão dos seus Currículos Plenos, tentando
um ajustamento entre a situaçao ideal e as
próprias possibilidades de cada Curso, adequando cada um ã própria realidade e definindo sua atuaçao presente e futura;

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e)

solicitar que a FEBAB desenvolva estudos em ca
ráter de urgência para definição das condições
indispensáveis ao pleno exercício profissional
do bibliotecário, compreendidos nos seguintes
pontos:
pontos :
-

-

f)

que os Fundos de Assistência aos Municípios
prevejam em suas dotações,
dotaçoes, verbas destinadas
áã contrataçao de bibliotecários para suprir
as necessidades de serviços bibliotecários
nas prefeituras carentes de recursos, deven
deven^
do nao somente estimular a criação de bibl^
otecas públicas como de bibliotecas escolares em caráter permanente, mas, também, os
CARROS-BIBLIOTECAS para atendimento da pop^
lação rural, com equipes móveis dinamizando
e viabilizando este tipo de prestaçao
de
serviço;
ponderar ao Governo a necessidade de criaçao de um Sindicato para os Bibliotecários
ção
com a finalidade de obter respaldo político
para suas reivindicações, e canalizando as
criticas dos bibliotecários aos problemasda
críticas
problemas da
comunidade;
que sejam difundidas e incentivadas a prestaçao de serviços dos profissionais na
tação
ãrea de consultoria e tratamento técnico de
coleçoes, sob a modalidade de AUTÔNOMOS, co_
co^
mo forma de aumentar as possibilidades
de
trabalho para todos os bibliotecários e cor^
rigir as distorções existentes;
preparar roteiros para elaboraçao de projetos para criação de Bibliotecas e Serviços
bibliotecários especiais;
normas de contrataçao
contratação para prestaçao
prestação de ser^
se_r
viços como autônomo;
autonomo;
critérios para preparaçao de uma Tabela de
Honorários; e, finalmente,

estimular a permanente atualizaçao dos profissionais, especialmente no contato com outras ^
a_
reas de conhecimento, saindo do isolamento em
que se encontra dentro do todo social, da Universidade, dos demais profissionais liberais e
da própria classe.

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Gcreaclancnto

�73
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ALMEIDA, E. O desenvolvimento econômico e social.
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bi^
b1ioteconomia. Rev. Bibliot. Brasília. 1 (2):151-58, jul./
dez. 1973.

ABSTRACT
/
A professional policy defínition
definition for the interests of most
librarians to be led by the class unions in their struggle
for the profession of librarian.
Considerations are made as to analyzing the librarians's
professional performance and some suggestions are presented
in order to unproved the current 1ibrarianship pattern.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Pimentel, Cléa Dubeux Pinto</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Curitiba</text>
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          <name>Publisher</name>
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              <text>FEBAB &amp; Associação Bibliotecária do Paraná</text>
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          <name>Date</name>
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              <text>1979</text>
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          <name>Type</name>
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          <name>Subject</name>
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              <text>Bibliotecários </text>
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              <text> Profissões</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Definição de uma política profissional que diga respeito aos interesses da maioria dos bibliotecários e a ser conduzida pelos órgãos de classe na luta pela defesa da profissão. São feitas considerações no sentido de análise sobre a atuação profissional dos bibliotecários e apresentadas algumas propostas para melhoria do padrão da biblioteconomia atual.</text>
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          <name>Language</name>
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              <text>pt</text>
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