<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="1940" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/1940?output=omeka-xml" accessDate="2026-08-19T04:07:24-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="1020">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/20/1940/cbbd1979_doc03.pdf</src>
      <authentication>aefd29d26d18452ccbdfd86f0bf858a8</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="24212">
                  <text>27

CDD: 020.981
CDU; 02(81)
CDU:
BIBLIOTECONOMIA BRASILEIRA:

CRÍTICA E
AVALIAÇÃO, CRITICA

PERSPECTIVAS

PAULO PY CORDEIRO - M.L.S.
CRB - 1/370
Responsável pelo Setor de Atividades de
Biblioteca da BINAGRI - Biblioteca Nacional de Agricultura.
Tesoureiro da
CBDA - Comissão Brasileira de Document^
Documenta
çao Agrícola.

RESUMO
Análise da problemática geral da biblioteconomia brasileira,
enfocando a formação
formaçao profissional, o planejamento, a política bj.
bj^
bliotecária, a organização e a administraçao
administração de Bibliotecas.

1 - INTRODUÇÃO

0 tema central do 109 CBBD - "Biblioteconomia Brasileira: avaliaçao
avaliação cr^
tica e perspectivas", bem como os seus sub-temas, efetivamente, se bem enf£
enfo^
cados e abordados pelos autores dos diversos trabalhos a serem apresentados,
concorrera, para o pretendido "estudo avaliativo do estado atual do universo
concorrerá,
biblioteconômico brasileiro".
biblioteconSmico
0 109 CBBD, representa, ao comemorarmos 25 anos de encontros, a nível
nacional, dos bibliotecários brasileiros, o grande momento e a feliz iniciativa sugerida, para podermos realizar a "análise dos problemas gerados pela
própria ciência biblioteconômica e das condiçoes nacionais, soluções já en
contradas e revisão crítica
critica de projetos inçjlantados
implantados e/ou em andamento".
Acrescentaríamos que o 109 CBBD, realiza-se ao limiar das duas últimas
décadas do presente século, período em que o nosso universo observa um fab^
fab^i
loso desenvolvimento cientifico
científico e tecnológico, refletindo sobremaneira nas
areas socio-economicas e culturais.
No Brasil, a fase em que vivemos é a de uma naçao que busca emergir do
subdesenvolvimento, concentrando-se em um real processo de desenvolvimento .

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�28
■" visando atingir em etapas sucessivas, o desenvolvimento propriamente dito.
Se adotarmos a máxima mundialmente reconhecida: de que a informação éi
a etapa preliminar de toda açao ou decisão a ser tomada e, se dermos a essa
maxima uma abrangência e aplicação
máxima
aplicaçao a todos os processos técnico/administrativos, cientifico/culturais e sõcio/econômicos
sócio/econÔmicos estaremos colocando a biblioteconomia e a documentação, entre os instrumentos básicos para transferência
rencia da informação, concorrendo assim para as grandes aberturas, metas e
açoes pretendidas pela sociedade brasileira.
Este êe o grande desafio que a naçao lança ã nossa biblioteconomia,
e
nao será por demais repetir a importância da qual se reveste o tema central
do 109 CBBD ao avaliar, criticar e buscar as perspectivas da bibliotecono mia brasileira.
A exemplo do que ocorre em outras áreas e setores nacionais, a biblioteconomia no Brasil, também possui problemas e situações anômalas.
Observa-se um maior desenvolvimento na área das bibliotecas especializadas e centros de documentação, sem contudo contarmos com um contingente
maior de profissionais, efetivamente capacitados para o planejamento e a or
ganizaçao dos serviços de informação e documentação.
As bibliotecas universitárias, com honrosas exceções, apresentam
um
quadro negativo, e a negatividade nao deve ser pura e simplesmente debitada
ãa desorganização das bibliotecas e desatualizaçao
desatualização das coleções.
coleçoes. No passivo
e no débito, também se encontram os usuários das bibliotecas universitárias,
de um modo geral, desabituados ao uso das bibliotecas.
0 problema surge e tem o seu ponto básico, na falta de uma política na
cional de bibliotecas, que venha englobar diversos sistemas, segundo as variadas características e tipos de bibliotecas: escolar, pública, universitá
ria e,especializada.
e especializada.
Como um Pais
País de contrastes, observamos no Brasil, o surgimento de bi bliotecas especializadas e centros de documentação, com características de
"network" e utilizando complexos sistemas de teleprocessamento, tendo ao la
do carentes e falidas bibliotecas públicas, em que pese as recentes ações
açoes e
programas, encetados pelo INL - Instituto Nacional do Livro.
Aumenta-se o número de escolas para a formaçao graduada em biblioteconomia, sem que para tanto se faça uma análise da efetiva necessidade desse
aumento, bem como da qualidade do ensino ministrado.
Implantam-se cursos de biblioteconomia em nível de põs-graduaçao,
pós-graduaçao, medi
da da mais alta significação, porém nem sempre voltada para a realidade das

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�29
necessidades brasileiras, em termos de seus conteúdos curriculares e localizaçao geográfica.
Ao desafio imposto ã biblioteconomia brasileira, somamos o nosso, ou
seja, o de apresentar ao 109 CBBD, um trabalho que atenda a temática central formulada.
Procuraremos desenvolver em nosso trabalho, alguns aspectos que julg£
julga^
mos úteis para melhor avaliar a biblioteconomia nacional e esboçar as suas
futuras perspectivas.
2. FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Formação profissional graduada e pós-graduada na biblioteconomia
A Formaçao
brasileira, tem sido objeto de vários trabalhos de estudiosos no assunto e
da preocupação por parte instituições como a ABEBD - Associação Brasileira
de Escolas de Biblioteconomia e Documentação e a CAPLS - Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de NÍvel Superior do DAU/MEC.
A literatura sobre o tema, envolvendo trabalhos de autores estrangeiros, foi largamente comentada e analisada, em excelente e profundo estudo
do problema, coordenado por Nice Figueiredo (15) e editado pela CAPES.
2.1 0 Relatório CAPES e outras observações
Segundo a apresentação feita pelo Professor Darcy Closs, então Dire tor Geral da CAPES, o Relatório... "Visa oferecer uma visão das oportunid^
oportunida;
des da biblioteconomia no Pais, equacionar a sua problemática de expansao
e aprimoramento e oferecer subsídios para a introdução de uma Política de
desenvolvimento de Recursos Humanos na área".
Participaram também do referido Relatório, como membros da equipe, os
Professores: Abigail de Oliveira Carvalho (IBICT/UFRJ), Antonio Miranda
(CAPES/UnB) e Maria Martha de Carvalho (UFMG).
0 Relatório da CAPES enfatiza a situação do pessoal docente e é dividido em 3 volumes, com os seguintes conteúdos: V-I - Análise e caracteriz^
ção das entidades e do pessoal docente; V-II - Cadastro de professores de
biblioteconomia no Brasil; V-III - Análise da literatura recomendada no eri
en
sino da biblioteconomia no Brasil.
Em que pese a importância de que se revestem os conteúdos dos volumes
II e III, nossa atenção se concentrará no conteúdo do volume I, principalmente na análise e caracterizaçao das entidades de ensino da bibliotecono-

Digitalizado
gentilmente por:

�30
mia, pois julgamos que a análise e a caracteirizaçao
caracterizaçao do pessoal docente,
e
uma consequência direta do estado e do meio, pelo qual se desenvolve a for^
maçao dos profissionais bibliotecários no Brasil.
mação
Conforme descrito nas páginas introdutórias do V.I, o estudo, baseado
em questionários encaminhados ãs
ás escolas de biblioteconomia, por se tratar
de um estudo pioneiro... "teria que ser, necessáriamente, exploratório e g£
ge^
neralizante", indicando a necessidade de serem realizados estudos mais det£
detja
lhados... "encomendados sobre aspectos mais específicos (curriculum, biblÍ£
grafia básica, objetivos dos cursos por região, etc...)".
Apesar da introdutória ressalva, o Relatório CAPES, ao estudar e ava liar o ensino da biblioteconomia brasileira, através de seus 29 cursos
de
graduaçao e de 4 a nível de pós-graduação, constata ter ocorrido... "um gran
graduação
gran^
de salto quantitativo porém lento, gradual, mas seguro aprimoramento de cur
sos, apesar da irregularidade, assistematizaçao e improvisação deste desenvolvimento" .
Conclui-se, portanto, que o desenvolvimento pode ser analisado,
mais
em termos quantitativos, do que própriamente qualitativos.
Os "comentários gerais" do Relatório CAPES, aborda ainda 3 outros aspectos, que consideramos da mais alta importância.
Referimo-nos em primeiro lugar, áã desconcentraçao das escolas de biblio
'teconomia do eixo Rio/São
Rio/Sao Paulo, com a consequente interiorização
interiorizaçao das escolas, fato que deveria determinar, por seu turno, a interiorizaçao
interiorização dos pro fissionais bibliotecários.
Ocorre, que em alguns casos, a tentativa de interiorizaçao,
interiorização, é realizada sem uma análise mais efetiva das necessidades de recursos humanos na R£
gião.
Destarte, também observa-se em determinado Estado, a existência em á
reas contíguas, de mais de uma escola de biblioteconomia, motivadas talvez
mais por razao de interesses ou conflitos de grupos diretivos de escolas ou
universidades.
A trilogia ABC (Arquivologia, Biblioteconomia e Ciências da Informação),
foi constatada, como quase absolutamente desvinculada das escolas brasilei ras de biblioteconomia.
Segundo a Comissão Coordenadora do Relatório CAPES, arquivologia, biblio^
biblio
teconomia e ciência da informação, deveriam fazer parte de um mesmo sistema
de controle, processamento e disseminação da informação, conforme internacio^
internacio
nalmente vem sendo demonstrado.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�31
Importante se faz neste ponto anotar, que as considerações anterior mente feitas, integram também os estudos elaborados pelo CFB ~- Conselho Fe
deral de Biblioteconomia, no "Anteprojeto de reforma da Lei 4084, de 30 de
junho de 1962" (7), pretendendo regulamentar e reunir em único Conselho,
os arquivistas, os bibliotecários, bem como os mestres e doutores em biblioteconomia e ciência da informação.
Infelizmente a proposição do CFB, nao foi bem aceita, ou entendida '
por parte da Classe dos bibliotecários, gerando descontentamento e até me^
mo desentendimentos entre os dirigentes da classe e de representações asso
ciativas.
A última das "considerações gerais", por nós anotada e julgada como '
das mais importantes e significativas, refere-se ao comentário de que:
"Os egressos de nossas escolas, a diferença do que acontece nos pal ses desenvolvidos, nao têm
tem em geral, a oportunidade de trabalhar em organ^
organi^
zaçoes bibliotecárias com boa estrutura e tradição
tradiçao que lhes sirvam de ma£
ma^
CO de referência ou emulaçao para o seu treinamento. Ao contrário, quase '
sempre eles enfrentam a situaçao de ter que planejar e organizar, sem expe^
riência própria, sem a orientação adequada e sem os recursos necessários ,
os serviços que vao
vão dirigir".
0 fato é analisado e descrito com feliz e profunda oportunidade
de
constataçao
constatação de um problema básico, e tem suas origens em certas inadequa çoes e falhas existentes nos currículos de nossas escolas de biblioteconomia, falhas estas, que interferem fundamentalmente no planejamento, organi^
organ^
zaçao e administração das bibliotecas brasileiras.
Sobre o mesmo assunto, o Professor Briquet de Lemos (4), citado em um
excelente artigo das Professoras Ana da Soledade Vieira e Etelvina Lima
(25), analisando as tendências do ensino da biblioteconomia no Brasil, entre outros, enfoca os seguintes pontos:
pontos;
1. "predominância do ensino prático (tecnicista), em detrimento do e£
tudo dos aspectos teóricos e fundamentais dos problemas bibliotec£
nômicos";
2. "ausência de uma abordagem integrada das atividades e serviços de
Biblioteconomia/Documentação que faça uso das técnicas de análise
de sistemas e encare as diversas disciplinas como um todo orgânico
e nao como partes isoladas e estanques".
A colocação
colocaçao em tela, leva-nos ao raciocínio de que, dentre as falhas

cm

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�32
de nossos cursos de biblioteconomia, está a ausência ou falta de um
tim melhor
ao
delineamento de uma
uma' disciplina, ou conjunto de disciplinas, relativas
planejamento, aã organização e ã administraçao
administração de bibliotecas, enfocando a
integração das atividades meio e fim, dos serviços bibliotecários.
Permitimo-nos, inclusive, tomar a liberdade de polemizar com o Professor Antonio Miranda 00,
CC», que ao analisar a missão da biblioteca pública no
Brasil, conceitua que... "a biblioteca é um fenomeno histórico em regime de
mútua e permanente influência
influencia (interação)
(interaçao) com o meio ambiente e também por
que toda instituição (apesar dos tecnocratas e dos apologistas da "administraçao por objetivos") está umbilicalmente ligada aqueles que a organizam ,
tração
que a fazem viver, que emprestam a ela a marca de sua vontade e de sua personalidade". (0 grifo é nosso)
Discordamos do Professor Antonio Miranda, por nao acreditarmos em admi
adraj.
nistraçoes carismáticas, pois julgamos que o planejamento, a gerência e a ^
nistrações
a^
dministraçao por objetivos, se melhor fosse enfocado em nossos cursos de bi.
blioteconomia, nao terlamos os aspectos negativos coletados e analisados pe^
lo Relatório CAPES, indicando que egressos dos cursos de biblioteconomia ,
em geral, não têm a oportunidade de trabalho em bibliotecas bem organizadas,
bem como não recebem orientação adequada de como melhor planejar, organizar
e administrar nossas bibliotecas.
As conclusões e as recomendações do Relatório CAPES, embora indicati vas e genéricas, oferecem as bases para estudos mais detalhados, que venham
propiciar um planejamento global do sistema de ensino da biblioteconomia no
Brasil.
2.2 Análise de um sistema educacional
Roger A. Kaufman (18) Ph.D., pela New York University e Professor
de
comportamento Humano, na Graduate School of Human Behaviour, da United
'
States International University, formula urn
um conceito sobre planejamento de
sistema educacional, visando determinar o "que deverá ser feito", antecipadamente ao "como fazê-lo", enfatizando na análise dos problemas, o planejamento das e etapas que deverão ser realizadas.
"Abordagem sistêmica", é a expressão encontrada por Kaufman para melhor
definir o processo de análise de um sistema educacional, no qual as necessi^
necess^
dades são
sao identificadas, os problemas são
sao determinados, as soluções
soluçoes e as al^
al
ternativas sao escolhidas, os métodos sao avaliados, e as revisões ao siste^
ma, em seu todo, ou em partes, sao feitas ate
até a eliminação das
necessi^

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�33
dades e dos problemas,
A base da "abordagem sistêmica", formulada por Kaufman éi o planejameii
planejamen
to como um processo para identificar e resolver problemas educacionais, de
modo contínuo, ao ponto de permitir o constante acompanhamento das mudan ças ou inovaçoes no processo educacional.
Planejamento i definido por Kaufman como uma projeção das açoes e metas a serem realizadas, identificação e documentação das necessidades, se
se^
leção das metas prioritárias, das alternativas e estratégias possíveis e '
dos instrumentos (métodos e meios).
0 planejamento no conceito da "abordagem sistêmica", é entendido como
um processo gerencial, o qual aplicado em programas educacionais, possibilita a identificar os problemas, determinar e selecionar soluções, imple mentar estratégias específicas, assim como determinar uma efetiva perfor mance ao revisar e reavaliar os problemas e as necessidades, em qualquer
fase do processo educacional.
0 delineamento e a caracterizaçao da "abordagem sistêmica", e sua a
plicaçao em programas educacionais, resulta em um processo que inclui planejamento, projeto de implementação, controle, avaliação
avaliaçao e revisão, e como
taetodos e meios para o desenvolvimento do sistema, as seguintes análises '
inétodos
básicas, sao requeridas:
a) Analise
Análise da missão: ou missão objetivo, é o procedimento de avaliar
as necessidades e delinear os problemas, identificando os objeti vos gerais e mensurando os critérios de açao;
b) Análise de função: é o processo para determinar os requisitos para
a execução de cada elemento identificado na análise de missão;
c) Análise de tarefas: é a forma, "do que é ou do que deve ser feito",
em uma análise de sistema;
d) Análise de métodos/meios: é a identificação de possíveis estraté gias e dos instrumentos para atendimento ãs diversas missões encetadas .
tadas.
0 esquema a seguir, procura dar uma visão global da "abordagem sistêmica", formulada por Kaufman bem como uma orientação de como aplicar e tes
tar seus conceitos, na análise do planejamento do sistema educacional da '
biblioteconomia no Brasil.

Digitalizado
gentilmente por:

�métodos-meios

34

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
Sy st em
Ciereoclannita

11

12

13

14

�35
3. POLiTICA
POLITICA E PLANEJAMENTO
planejamento BIBLIÔTECARIO
BIBLIÖTECÄRIO
A política e o planejamento de bibliotecas no Brasil, vem sendo abordadas, discutidas e estudadas por muitos, sem contudo se alcançar um equacionamento, soluções, alternativas e o estabelecimento de um programa de
metas e açoes.
Sabemos, conforme comentado anteriormente, que dois pontos básicos im
ad£
pedem o melhor desenvolvimento da biblioteconomia brasileira: 1) maior ade^
quaçao na formaçao profissional; 2) inexistência de uma política e de um
planejamento a nível nacional.
A longa espera pelo estabelecimento do SNICT - Sistema Nacional de Iii
formação
formaçao Científica e Tecnológica, previsto entre os objetivos do Plano N£
Na^
cional de Desenvolvimento (PND - 1973/74) e do Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PNBCT - 1973/74), impede, a concretização
e o desenvolvimento de um sistema que, partindo de uma coordenação central,
descentralize-se em subsistemas de informações, aos quais seriam agrupadas
unidades caracterizadas por áreas de assunto, regiões geográficas e funções.
Vinculado a um programa de governo, lógico seria esperar que um siste^
sist£
ma de informação científica, viesse a se efetivar de modo coordenado, se gundo os campos específicos e as necessidades de informação, dentro de uma
integração sistemática de planejamento, análises e estudos.
Assim é observado nos países desenvolvidos, onde as informações cult^
cultu
rais, científicas e técnicas sao consideradas como recursos nacionais, por
intermédio dos quais, torna-se possível alcançar o desejado estágio social
e economico.
Ao nosso entender o ponto fundamental da questão, consiste, principal
mente, na falta de estudos e de uma análise sistêmica que leve a melhor de
terminação de programas e projetos e ao estabelecimento de uma estrutura '
funcional, que permita de modo racional e efetivo, o equacionamento
dos
problemas e ao atendimento ãs necessidades de informação em todas as áreas
ou setores do conhecimento humano.
3.1 Bibliotecas Públicas
As bibliotecas públicas, no contexto de um sistema nacional de informações culturais, científicas e técnicas, deveriam se constituir na base '
angular do referido sistema.
0 Professor Antonio Miranda &lt;■20 de quem anteriormente discordamos, re^

cm

Digitalizado
gentilmente por:

O'

11

12
12

13
13

14
14

�36
cebe agora a nossa total concordância e admiraçao pela inteligente colocação sobre a missão da biblioteca pública no Brasil, caracterizando-a como
um "elemento de integração nacional", através da: 1) "promoção do idioma e
das publicações nacionais"; 2) "fornecer publicações oficiais para que os
cidadaos possam informar-se sobre leis, instituições e serviços que afetam
a sua própria vida"; 3) "fornecer livros e outros materiais para o estudan
te engajado em tarefas escolares formalizadas, ou para o autodidata"; 4)
"ser depositária do acervo da inteligência e da história local"; 5) "forne
cer serviços de informação técnica comercial ãs firmas locais, ãs novas e
futuras indústrias, bem como sobre as oportunidades para o turismo".
Emir José Suaiden C2^ analisando as perspectivas das bibliotecas públi
púbH
cas no Brasil, comenta que o "Sistema Nacional de Bibliotecas" está sendo
implantado com o objetivo maior de solucionar os problemas enfrentados pela biblioteca pública,
publica, criando condiçoes
condições para que esta possa cumprir satis
fatoriamente sua missão.
0 Serviço Nacional de Bibliotecas (SNB), criado no Ministério da Educa
çao e Cultura, em 1961, por força do Decreto-Lei n9 51223, nao
ção
não conseguiu £
e
fetivamente se estabelecer e ser desenvolvido. Posteriormente o Decreto
Lei n9 62239, de 1968, incorporou o SBN ao INL, e, em 1977, foi implantado
o "Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas", ao qual já se encontram inte
int£
grados 11 Estados brasileiros.
0 objetivo e a meta principal é a criação de uma biblioteca pública em
cada município do Pais, ,em
em um projeto com a duraçao prevista para 4 anos ,
contando com recursos do MEC/FNDE.
0 fato representa um grande avanço, assim como um enorme desafio
ao
qual se lança o INL, dado nao só as nossas dimensões continentais, somadas
aos milhares de municípios existentes e ao "quase tudo" ainda por ser fei
to, no espaço de tempo previsto.
3.2 Biblioteca Universitária
Na área das bibliotecas universitárias, a Assessoria de Planejamento
Bibliotecário da CAPES, vem realizando um excelente trabalho de assessoramento técnico, estudos e avaliaçao de serviços e programas.
A contribuição das bibliotecas universitárias ao sistema de informação
científica e técnica do País, está representada pela tradiçao de suas cole
çoes bibliográficas e documentárias já reunidas, assim como por competir '
ãs universidades quanto a formaçao de recursos humanos nas várias
espe

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�37
cialidades científicas
cientificas e técnicas para atender a demanda de técnicos e especialistas no País.
Embora se reconheça a importância das bibliotecas universitárias no '
contexto da informação científica no Brasil, sabemos também que, em geral,
as mesmas precisam ser melhor analisadas quanto ã: 1) dispersão e duplicação de coleçoes; 2) falta de maior e melhor integração com as instituições
congeneres e ou especializadas; 3) aperfeiçoamento do seu pessoal técnico;
4) estabelecimento de uma política a nível nacional, objetivando melhor '
i)
distribuir os recursos materiais e humanos, introdução de sistemas e métodos tecnico/administrativos
técnico/administrativos necessários ã racionalizaçao dos serviços
bi
bliotecários e programas especiais de treinamento de pessoal.
bliotecãrios
As Observações
observações anteriores, em grande parte integram o Relatorio/Dia
Relatório/Dia gnostico do Grupo Nacional de Diretores de Bibliotecas Centrais Universitá
rias (CNBU), realizado em 1972, através de questionário enviado a 43 uni versidades, abrangendo estabelecimentos oficiais e particulares.
0 Relatõrio/Diagnõstico
Relatõrio/Diagnéstico da CNBU (16), apresentado durante a realizaçao
do 79 CBBD, de 1973, em Belém do Pará, conjuntamente com a realizaçao do '
II Encontro Nacional dos Diretores de Bibliotecas Centrais Universitárias,
ensejou ao Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), promover também em 1973, o I Seminário para Estudo dos Problemas de Adminis traçao e Funcionamento das Bibliotecas Universitárias .
0 Seminário teve como objetivo debater a situação e as perspectivas '
da biblioteca no contexto universitário brasileiro, reunindo em torno das
discussões, administradores universitários e bibliotecários.
Os temas apresentados, os resultados dos debates e as recomendações,
foram reunidos no v. 4, no. 1, da Revista da Escola de Biblioteconomia da
UFMG, especialmente dedicado ao evento.
A complexibilidade do processo de planejamento das bibliotecas unive_r
unive£
sitárias'brasileiras
sitárias brasileiras e os problemas ainda existentes, persistem nas preoc^
paçoes
pações do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, que programa
promover ainda este ano, com o apoio da CAPES, o II Seminário para Estudo
dos Problemas de Administração e Funcionamento das Bibliotecas Universitárias,, a ser realizado na Universidade Federal da Paraíba.
rias
3.3 Bibliotecas Especializadas
ÉE o setor da biblioteconomia brasileira onde se observa o maior desen
volvimento na prestaçao de serviços aos usuários.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�38
0 fato é uma consequência lógica da reunião de várias implicações, an£
tando-se entre as mesmas: 1) a característica executora e nao coordenadora
de uma política nacional, pelo antigo IBBD, hoje IBICT, em um País de di mensao continental como o Brasil; 2) a carência das bibliotecas universit£
mensio
university
rias brasileiras e a sua não integração nos programas de informações científicas e tecnológicas, atravÓs do binômio ensino/pesquisa; 3) o isolamento da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, as deficiências pelas quais a
mesma atravessa, somadas com a defasada legislação do depósito legal, o '
que impede maior determinação e exigências quanto ao seu cumprimento; 4) a
falta de uma planificação
planificaçao a nível nacional, regional e estadual, envolvendo os diversos tipos e serviços de bibliotecas.
No processo de desenvolvimento das bibliotecas especializadas brasilei
ras, importante se faz anotar a atuaçao
atuação da FEBAB - Federaçao Brasileira de
Associações Bibliotecárias, que congrega diversas "Comissões Nacionais" de
bibliotecas em áreas específicas, onde se destacam os trabalhos das Comissões e dos grupos Estaduais em Agricultura, Medicina e Tecnologia.
E ê realmente nas 3 citadas áreas em que o desenvolvimento se observa
com a característica de rede nacional, ã qual se integram não só
s5 as bibli£
tecas especializadas propriamente ditas, bem como as bibliotecas universitárias ligadas ãs diversas especialidades.
0 primeiro programa, a nível de rede nacional, ocorreu com a implantaçao no Brasil, da BIREME - Biblioteca Regional de Medicina, em convênio da
Organização Panamericana da Saúde - OPAS, com o governo brasileiro, atra vês do Ministério da Educação e Cultura e do Ministério da Saúde.
A BIREME, procura estabelecer e desenvolver os seus programas, por intermédio de Subsistemas e Subcentros Regionais, que por seu turno, coordenam as bibliotecas e os centros de documentação na área de suas atuações e
influências.
Entre os programas básicos da BIREME, está o de propiciar aos seus Sub
centros, a-instalaçao
a instalaçao de terminais do sistema MEDLINE ("Medlars-on-line"),
extensão do MEDLARS - "Medicai
"Medical Literature Analysis and Research System", '
propiciando assim a recuperação automatizada das informações contidas nos
principais periódicos científicos da literatura biomêdica,
biomÓdica, acelerando, con
sequentemente, a prestaçao de informações e serviços.
No Campo agrícola, observava-se de forma isolada, a atuaçao de 3 redes
de bibliotecas, a saber: 1) da EMBRATER - Empresa Brasileira de Assistên cia técnica e Extensão Rural, através da CID/Coordenaçao de Informação
e

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

14

�39
Documentação - NIDOC/NÚcleo
NIDOC/Nucleo de Informação e Documentação; 2) da EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, através do SITCE - Sistema de
Informação Técnica Científica, organizado pelo DID - Departamento de Infor
mação e Documentação; 3) do MEC - Ministério da Educaçao e Cultura/DAU
Departamento de Assuntos Universitários, por intermédio do PRODECA - Pro grama de Desenvolvimento do Ensino das Ciências Agrárias e da UCAP - Unid£
Unida,
de Central de Avaliaçao e Planejamento de Ciências Agrárias.
Paralelamente ã formaçao das 3 redes de bibliotecas citadas, um estudo diagnóstico realizado com a assistência técnica da FAO, objetivando conhecer a situação
situaçao da documentação e informação agrícola no Brasil, resul tou no projeto para a criaçao do Sistema Nacional de Informação e Documentação Agrícola - SNIDA (Projeto PNUD/FAO/BRA/72/020).
Como consequência das diversas etapas e dos vários estudos realizados
por um Grupo de Trabalho, integrado por representantes do SNIDA, da BiblÍ£
teca Nacional do Rio de Janeiro, da BIREME, da CBDA - Comissão Brasileira
de Documentação Agrícola, do IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia, da FGV - Fundação Getúlio Vargas, da EMBRAPA e da EM
BRATER e da ABDF - Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal, foi
proposta a criaçao de uma Biblioteca Nacional de Agricultura - BINAGRI, C£
c£
mo unidade central e operacional do SNIDA.
Acolhida a proposta, a Portaria Ministerial n?
n9 325 de 28/04/78, criou
a BINAGRI, como órgão
õrgao da administração direta, vinculada ã Secretaria Geral do Ministério da Agricultura.
"0 papel da Biblioteca Nacional de Agricultura - BINAGRI, como unidade central do SNIDA", é objeto de um detalhado e descritivo trabalho, £
laborado por Yone Chastinet (5).
Importante se faz assinalar a função coordenadora que compete ã BINAGRI, junto a rede de bibliotecas agrícolas (ensino, pesquisa e extensão) ,
bem como quanto a descentralização de suas atividades, através da implant£
çao das BEAGRI's - Bibliotecas Estaduais de Agricultura.
A terceira e a última das redes de bibliotecas especializada, por nós
nos
destacada, refere-se ao setor tecnológico e encontra-se na fase embriona implantaçao.
ria de seus estudos de implantação.
Desenvolvido de modo integrado entre o MEC/DAU, GRUB,
CRUB, ABENGE - Assoei
açao Brasileira de Ensino de Engenharia, o "Projeto BICENGE - Biblioteca '
ação
Complementar de Engenharia" (1), é resultante do "Relatório Preliminar da
Situaçao das Bibliotecas na Area
Srea de Ensino de Engenharia" (2) efetivado £

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�40
través de contrato entre o DNER - Departamento Nacional do
de Kstradas e Rodagem/lPR - Instituto de Pesquisas Rodoviárias e o CRUB - Conselho de Reito gem/IPR
res das Universidades Brasileiras.
0 Projeto BICENÇE,
BICENGE, têm
tem como área de atuação as Bibliotecas e os
Centros de Documentação e Informação em Engenharia, e como função, apoiar e in
tegrar as Bibliotecas e os Centros de Documentação das Instituições de ensi
no, pesquisa e aplicaçao da Engenharia, mediante açao complementar de acervos e serviços, estímulo ã transferência
transferencia de informação e acessos aos docu mentos.
Recentemente foi firmado um convênio tripartite de cooperação entre a
Secretaria de Ensino Superior do MEC(ex-DAU), o CONFEA - Conselho Federal '
de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e o CNPq/lBICT. A execução do convênio e a implantação
implantaçao do Projeto BICENGE, coube ao CONFEA.
3.4 Perspectivas Futuras
Efetivamente a biblioteconomia brasileira, caminha quanto ã sua pollti
ca e ao seu planejamento, em direção ã implantação de sistemas e rede de bi^
bliotecas em áreas específicas.
0 direcionamento requer análise e estudos mais aprofundados, visando '
as metas a serem cumpridas, através da seleção das necessidades básicas, so
luçoes e alternativas viáveis para a implementação de um plano estratégico.
Não representaria tentar ser adivinho, ou possuir uma "bola de cris
tal", para anotar entre os direcionamentos previstos, a formaçao e a implan
taçao de outras bibliotecas nacionais, em áreas especificas, a exemplo da
BINAGRI, o que, em futuro deverá ocorrer na área médica com a BIREME e na á
rea tecnológica com a BICENGE.
No plano das ciências sociais e humanas e ao da cultura em geral, a in
fraestrutura sistêmica poderia ser possibilitada através do Sistema Nacio nal de Bibliotecas Públicas, integrado com a Biblioteca Nacional do Rio de
Janeiro e fortalecido em suas metas açoes em total interaçao com as Secreta
rias de Educaçao dos Estados Brasileiros.
Para a concretização dos objetivos e das diretivas indicadas, alguns '
pontos devem ser considerados, como fatores básicos e determinantes para o
alcance das metas pretendidas:
a) Planejamento a nível nacional, com análise e estudos setoriais e re
gionais;
b) Adequação
Adequaçao da formação graduada e pós-graduada de recursos humanos ,
integrada com as especializações necessárias e um processo de educaçao con-

Digitalizado
por:
gentilmente por;

4^
II

12

13

14

�41
tínua.
4. ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO BIBLIOTECÁRIA
Vários tem sido os esforços no sentido de dotar as bibliotecas brasileiras de um processo técnico/administrativo, que lhes permita melhor orga
nizar e operacionalizar os seus serviços.
As deficiências neste sectido,
sentido, anotadas anteriormente entre as falhas
na formaçao de nossos bibliotecários, sempre se configuram quando análises
e ou diagnósticos sao efetuados.
Ocorre, em geral, que as análises e os diagnósticos, sao realizados ^
£
través da aplicaçao de questionários enviados ás bibliotecas, nem sempre ^
bordando o universo dos problemas existentes, tabulados e analisados ã dis
tancia, sem a observação "in-loco", de problemas específicos, que nao sao
detetados.
Por outro lado, as bibliotecas questionadas e analisadas, recebem em
retorno, soluçoes, alternativas e estratégias por demais abrangentes dos
problemas, como um todo, de modo geral nao oferecendo as mesmas, . maiores
detalhes de como melhor agir, com eficácia e objetividade.
0 escopo básico do presente segmento é o de oferecer ãs
is bibliotecas
brasileiras, condiçoes para que as mesmas auto-identifiquem os maiores pro
pr£
blemas que afetam o desenvolvimento de seus serviços, ao mesmo tempo orien
tá-las na pesquisa de soluçoes e alternativas para a elaboraçao de um plano estratégico, e o consequente conhecimento das necessidades a serem im
plementadas, através de açoes e métodos.
A metodologia envolve, em um primeiro passo, a avaliaçao geral
dos
serviços prestados pela biblioteca, consistindo em um programado e orient£
orienta
do "Questionário/Entrevista" a ser aplicado. 0 segundo passo, refere-se ãa
analise e as observações do Questionário/Entrevista". 0 terceiro passo
é
reservado a elaboraçao de soluçoes e alternativas, consolidadas em um plano estratégico. 0 quarot é o último
ultimo passo, consiste em testar e aplicar na
prática, o plano estratégico elaborado.
0 esquema representa uma combinação dos principios da "administraçao
"administração
por objetivos", incluindo métodos técnico/cientificos
técnico/científicos em programas organizacional-administrativos, integrando-os com o "processo de adaptaçao",
e
seus conceitos humanísticos, presentes e identificados em todas as organizações e serviços.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�42
4.1 Aspectos Tecníco-Administrativos
Técnico-Administrativos
A "Administração por Objetivo" foi selecionada por representar uma meto
dologia sistêmica de abordagem, que envolve modelos teóricos e técnicos
de
organização em processos administrativos, assim como por se constituir
em
uma filosofia e um estilo gerencial, no qual os objetivos são identificados
no sentido de ser elaborado um plano estratégico, acompanhado de uma estrutu
ra organizacional que permita a execução da ação programada.
Os detalhes 'ee os aspectos a seguir assinalados, em nosso entender, deve^
dev£
riam ser seguidos na análise e nos estudos sobre o desenvolvimento dos servi
ços bibliotecários:
1. A Biblioteca e a Instituição Mantenedora: a) Objetivos e finalidades;
b) planejamento e controle organizacional; c) organizaçao estrutural;
d) tomada de decisões.
2. A Biblioteca e os Usuários: a) Numero, tipos e categorias; b) direitos e deveres dos usuários; c) interesse dos usuários e os serviços
prestados; d) satisfaçao e expectativa dos usuários; e) relacionamen
to entre o usuário e o pessoal da biblioteca.
3. Serviços Técnicos: a) Seleção e aquisiçao: política de seleção e aquisiçao, coleçoes existentes, usos e preservação das coleçoes, proindexaçao:
cessos de seleção, processos de aquisiçao; b) análise e indexação:
sistemas aplicados (TEMPO E CUSTO), controle da informação bibliogr£
fica, perfil do usuário, relacionamento com o setor de Referência.
4. Serviços aos Usuários: a) Referência: filosofia do Serviço de Refe rência, coleção básica de referência, organização e acessibilidade
réncia,
das coleçoes, espaço físico, "background" do pessoal de Referência ;
b) circulação de materiais: política de circulação dos materiais, con
sulta interna e empréstimo domiciliar, livros em reserva, empréstimo
entre bibliotecas.
5. Aspectos Gerais: a) Controle organizacional: estrutura formal, regimentos, fluxogramas das atividades, manual de serviços, supervisão e
coordenação; b) Pessoal: número, categorias e funções, seleção e seus
processos, treinamento, salários e progressões, relacionamento inte£
inter
no; c) Instalaçao e equipamentos: áreas de circulação, escritórios,
e
serviços técnicos, coleçoes de referencia, de periódicos, gerais
coleçoes especiais, área para leitura,
etc.,
avaliaçao de ex-

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�43
pansao; d) programa orçamentário; política orçamentária, fontes or
çamentãrias, performance orçamentária, controle orçamentário, neces
çamentárias,
sidades e suplementaçoes.
suplementações.
A.2 Aspectos Humanisticos
4.2
Em todo contexto organizacional, o estudo dos fatores humanos são
sao analisados com base nos conceitos da "adaptaçao". 0 processo de adaptaçao, é '
uma idéia central, no processo de entender o "homem", diante da situaçao de
trabalho e as tarefas ao mesmo designadas, enfatizando dois subprocessos :
1) "assimilaçao e acomodaçao".
"Assimilação", representa a capacidade do elemento humano, ao reagir e
ou assimilar novas idéias, tarefas, serviços ou situações dentro da organizaçao. "Acomodaçao", descreve o sub-processo de alternativas, através
das
quais a organizaçao se torna capaz de administrar situações, em principio
dificeis de serem realizadas.
Em um sistema organizacional, o processo de "adaptaçao", pode ocorrer'
segundo as seguintes situações:
1. Adaptaçao do homem ao trabalho: a) Informação ocupacional: histórico, características pessoais, tipo de trabalho ou tarefas, treina mento, salário, seguridade social, etc.; b) análise do trabalho; c)
seleção e recrutamento; d) critérios de avaliaçao.
2. Adaptaçao do trabalho ao homem: a) Racionalizaçao das tarefas;
b)
condiçoes ambientais: espaço, iluminação, temperatura, etc., barucondições
lhos e outras interferências, facilidades gerais; c) processo de co^
c£
municação; d) período de descanso; e) segurança e higiene do trabalho.
3. Adaptaçao do homem ao homem: a) Características individuais; b) relacionamento interpessoal; c) liderança; d) comunicação e comunicabilidade.
A. Adaptaçao do homem ã organizaçao: a) Ambiente organizacional; b) w
4.
t£
mada de decisões; c) atuaçao da Chefia ou Gerência; d) motivaçao ao
trabalho; e) grupos, divergências, normas; f) satisfaçao salarial;
g) promoçoes, avaliações, acessos; h) relações públicas; i) seguridade social.
A. 3 Resultados a serem alcançados
4.3
Combinando a aplicaçao do sistema da "administraçao por objetivo" e os

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�44
conceitos do "processo de adaptaçao",
adaptação", a análise e o estudo sobre o desenvol
vimento dos serviços de uma biblioteca, poderá oferecer os seguintes resultados práticos:
- identificação dos problemas
- análise dos problemas
- seleção de alternativas e soluçoes
- teste das alternativas selecionadas
- implementação da açao
0 processo organizacional de uma biblioteca ou empresa, deve ser enten
dido e definido como um processo gerencial, no qual as funções sao defini cido
das em 5 sequencionais e integradas partes, a saber:
a)
b)
c)
d)
e)

Planejamento;
organizaçao;
direção;
controle;
avaliaçao.

As diversas etapas dos trabalhos de avaliaçao e diagnóstico
diagnostico de um serviço bibliotecário, sao detalhadas a seguir, bem como um gráfico demonstrativo do processo administrativo, a ser aplicado na organizaçao e administra
çao de Bibliotecas.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

4^
II
11

12
12

13
13

14
14

�45

ETAPAS
Primeira

Segunda

cm

TRABALHOS DE AÇÃO

SEQUÊNCIA niAcSEQUENCTA
DIAS nr
DE
TEMPO/TRA
tempo/tra^^^balho
TRABALHO
BALUO
BALHO

Pesquisa
. Entrevistas: estabelecimento de contexto/mo
contexto/m£
tivaçao para o entrevistado, etc.
. treinamento para entrevista de grupo
. aplicaçao de entrevistas
. Entrevistas-Questionãrios: formulário e pe_r
guntas por sequencia/projeto
sequência/projeto de questionário
. treinamento em questionário de grupo
. aplicação
aplicaçao de questionário
. relatório
relatorio preliminar
Análise e Avaliação
. coletar e analisar dados
i . interpretação dos resultados/identificar
problemas
. desenvolver conclusões
. discussões
. relatório preliminar

Terceira

Plano Estratégico
. desenvolver os objetivos do sistema
. busca dos resultados de experiencias
. estudo de soluçoes e alternativas
Formaçao de Objetivos e Metas
. identificar as implicações com os usuários
. determinar área para ênfase do desenvolvimento
Elaboraçao de Plano
. objetivos do alcance prioritário
. estabelecer especificações do desempenho
. identificar as configurações do sistema
. determinar parâmetros de objetivos para r£
cursos
. desenvolver custos em vista do sistema pro^
pr£
posto
Relatório Preliminar

Quarta

Plano de Teste
Avaliaçao
. alteraçao
. correção
. revisão

Digitalizado
gentilmente por:

11

�46

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�47
ABSTRACT
General analysis of brazilian
Brazilian librarianship problems, emphazing human resources, planming and library's policy, as well as libraries organ
orgaii
ization and administration.

BIBLIOGRAFIA
1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO DE ENGENHARIA, São Paulo.
Projeto
BICENGE: biblioteca complementar de engenharia. São
Sio Paulo, 1978 .
97p.il
2.

. Relatório preliminar da situaçao
situação das bibliotecas na área de
ensino de engenharia. Rio de Janeiro, DNER, CRUB, MEC/DAU, 1978 .
40p.

3.

. Resultado preliminar da pesquisa sobre hábitos e
necessida
des de informação na área de ensino e pesquisa de engenharia. Rio
de Janeiro, DNER, CRUB, MEC/DAU, 1978. 39p. Projeto BICENGE. anexo
9.1

4. BRIQUET DE LEMOS. A.A. Estado atual do ensino de biblioteconomia no
Brasil e a questão da ciência da informação. In;
In: SEMINÄRIO
SEMINARIO LATINOAMERICANO SOBRE PREPARAÇÃO DE CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO, México, DF,
1972. Seminário latino-americano sobre preparação de cientistas da
informação, 23/25 de agosto. Rio de Janeiro, IBBD, 1972, p.11-9
5. CHASTINET, Yone S. 0 papel da Biblioteca Nacional de Agricultura
BINAGRI como unidade central do Sistema Nacional de Informação
Documentação Agrícola - SNIDA. Brasília, 1979. 19p.

e

6. CONSELHO DE REITORES DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS, Rio de Janeiro .
Pesquisa sobre: necessidades e hábitos de informação de engenhei ros e recursos das bibliotecas na área de engenharia - manual
do
entrevistador. Rio de Janeiro, DNER, MEC/DAU, 1977. Projeto BICENGE. Anexo 9.1
7. CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA, Brasília. Ante-projeto de reforma da Lei 4084 de 30 de julho de 1962. Brasília, 1978, 47p.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�48
Avaliaçao e atualização
atualizaçao dos serviços de referencia
8. CORDEIRO, Paulo Py. Avaliação
referência
dos SID's. Brasília, EMBRAPA, 1978. (Trabalho apresentado no 39 Encontro de Bibliotecários da EMBRAPA, Fortaleza, CE)
9.

. 0 núcleo de documentação da UFF com subcentro regional da BIREME. Niterói, Universidade Federal Fluminense, 1975. 15p.

10.

. A participaçao
participação da biblioteca universitária no sistema nacio nal de informação científica e tecnológica e em outros sistemas de
informação. Revista da Escola de Biblioteconomia da Universidade Fe
deral de Minas Gerais, Belo Horizonte, 4(l):79-89, mar. 1975

11.

. A System
system study on library development. Nashville, TN, 1977 .
(Master of Library Science - School of Library Science, Peabody Co^
Col.
lege)

12. DRUCKER, Peter F. Management, responsabilites, practices. New York
Harper and Row, 1973
13. DUNNETE, Marvin R., ed. Handbook of industrial organizational psychology. Chicago, Rand McNally, 1976.
14. FAYOL, Henry. Industrial and general administration. Geneva, Interna tional Management Institute, 1929.
15. FIGUEIREDO, Nice. 0 ensino da biblioteconomia no Brasil: relatório de
pesquisa sobre o'status quo' das escolas de biblioteconomia e documentação com ênfase na situaçao do pessoal docente. Brasília, CAPES,
1978. 3 V.
16. GRUPO DE IMPLANTAÇÃO DA COMISSÃO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÃ RIAS, Niterói. Relatório diagnóstico sobre a situaçao das bibliotecas universitárias brasileiras. Belém, 1973. Anexo 2 /Mimeografado/
Trabalho apresentado ao 79 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia
e Documentação e 29 Encontro Nacional de Diretores de Bibliotecas
Centrais Universitárias, Belém, 29 jul. - agosto 1973.
17. HERSEY, Paul &amp; BLAUCHARD, Kenneth H. Management of organizational be haviour, utilizing human resources. 2 ed. Englewood Cliefs, N.J.,
1978
18. KAUFMAN, Roger A. Educacional system
System planning. New Jersey, Prentice Hall, 1972

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�49
19. KIRK, Frank G. Total system development for ínformation
information Systems.
systems. New
York, J. Wiley, 1973
20. Miranda, Antonio. A missão
missao da biblioteca pública no Brasil. Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Brasília, ^(l):69-75, jan./jun. 1978
21. NOCETTI,
NOCETTl, Milton A. Estudo analítico da informação agrícola no Brasil .
Rio de Janeiro, 1978. 161p. (Dissertação apresentada ao IBICT/UFRJ
para obtenção do grau de Mestre em Ciências da Informação)
22. RAIA, Anthony P. Management by objectives
Engl. 1974

Glenview - III, Bringhton ,

23. STUEART, Robert D. &amp; EASTLICK, John T. Library management. Littleton ,
Colo. Libraries Unlimited, Inc, 1971. (Library Science Text Series)
24. SUAIDEN, Emir José. Perspectivas das bibliotecas públicas no Brasil.
Revista de Biblioteconomia de Brasília, ^(l):77-82, jan./jun. 1978
25. VIEIRA, Anna da Soledade &amp; LIMA, Etelvina. Põs-graduaçao
Pós-graduaçao em biblioteconomia e a formaçao de uma liderança nacional. In: - FIGUEIREDO ,
Nice. 0 ensino da biblioteconomia no Brasil: relatório de pesquisa
sobre o'status quo' das escolas de biblioteconomia e documentação
com ênfase na situaçao do pessoal docente. Brasília, CAPES, 1978
V. 1, p.137-143

Digitalizado
gentilmente por:

*

11

12
12

13
13

14
14

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="20">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20086">
                <text>CBBD - Edição: 10 - Ano: 1979 (Curitiba/PR)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20087">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20088">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20089">
                <text>1979</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20090">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20091">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20092">
                <text>Curitiriba (Paraná)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24203">
              <text>Biblioteconomia Brasileira: avaliação, crítica e perspectivas</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24204">
              <text>Cordeiro, Paulo Py</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24205">
              <text>Curitiba</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24206">
              <text>FEBAB &amp; Associação Bibliotecária do Paraná</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24207">
              <text>1979</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24209">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="49">
          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24210">
              <text>Biblioteconomia (estudo e ensino)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="24211">
              <text>Análise da problemática geral da biblioteconomia brasileira, enfocando a formação profissional, o planejamento, a política bibliotecária, a organização e a administração de Bibliotecas.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="65908">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
