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                  <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO E A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA: UMA
ANALISE DE SUAS INTER-RELAÇÕES
Autoras:
Carolina Akemi Kano. Fiocruz. E-mail: carolina.akemi.k@gmail.com
Taís Silva. Sistema Firjan. E-mail: Tesilva@firjan.org.br
Thalita Oliveira da Silva Gama. Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro. E-mail: thalita.gama@unirio.br
Introdução:
A sociedade da informação traz mudanças para todos os setores da sociedade,
os profissionais de todas as áreas necessitam de atualização e capacitação para
incorporar positivamente a sua rotina essas mudanças. A mudança de foco da
organização do acervo para o atendimento das necessidades do usuário
ultrapassou as paredes da biblioteca exigindo do bibliotecário o desenvolvimento
de estratégias para manter-se no mercado de trabalho. O presente trabalho
expõe e discute o resultado de uma pesquisa realizada com bibliotecários
através de um formulário com questões pertinentes a carreira acadêmica,
frequência de interesse e motivação nessa área. Mostra um panorama real e
amplo sobre as perspectivas e desafios enfrentados pelos bibliotecários na área
cientifica. Tem como hipótese inicial o porquê da classe bibliotecária escrever
tão pouco, seria um reflexo da educação e (falta) de incentivo que temos durante
a graduação? Justifica-se por ser um tema importante e essencial para o
fortalecimento da profissão. Analisar nossas falhas e apontar melhorias é o
primeiro passo para conseguirmos superar nossas deficiências e tornarmos a
carreira acadêmica e a comunicação cientifica em eventos cada vez mais
comuns entre nossos pares. O embasamento teórico é um paralelo com outros
trabalhos similares.
Método da pesquisa:
Optou-se pela elaboração de um formulário pelo google docs, divulgado entre as
redes sociais e listas de discussões. O único pré-requisito exigido para participar
da pesquisa era ser bibliotecário formado. Foram recolhidas 130 respostas ao
todo. As respostas foram organizadas e analisada.
Resultados e Discussão:
Na presente pesquisa não houve a preocupação em determinar a sexualidade e
idade do bibliotecário, mas sim em identificar a motivação e o interesse na área
acadêmica e na comunicação científica.
Partindo do pensamento de Souza (2001):

�Por falta de uma visão clara que articule à profissão os múltiplos papéis que o
bibliotecário pode exercer na sociedade, o discurso da Escola visa formar um
bibliotecário, na maioria das vezes, para uma biblioteca universal abstrata. Isso
faz com que, tanto o aluno quanto o egresso fiquem perdidos em relação a que
discurso identitário defender e com qual imagem se apresentar.

Conseguimos perceber as dificuldades inerentes a qualificação que recebemos
como profissionais e mais ainda de como ultrapassar essa barreira no ensino.
Analisando as respostas vindas dos questionários podemos estabelecer
algumas considerações:










As respostas foram equilibradas tanto os formados recentemente quantos
os com mais de 10 anos de carreira se interessaram em participar da
pesquisa.
A maioria não participou de um evento acadêmico no último ano. Em
contrapartida a segunda questão mais sinalizada foram entre 2 e 4
eventos mostrando que quem se interessa pela área de comunicação
científica normalmente busca uma participação mais efetiva.
A grande maioria diz que se interessou no pós-formatura a escrever
artigos acadêmicos. Como segunda opção tivemos o não interesse e na
terceira o desejo existiu mas encontrou dificuldade de efetivação.
Pouca motivação durante a universidade foi um ponto alto de afirmações.
Quando perguntados sobre o que traria mais motivação os resultados
mais votados foram: Tempo livre e incentivo financeiro.
E sobre os que já escreveram algo temos como os principais motivos:
divulgar uma pesquisa já feita e pela inserção em um programa de
Especialização/Mestrado/Doutorado.

Considerações Finais ou Conclusões:
A valorização dos profissionais da informação entre eles o bibliotecário, enfrenta
muitos problemas na sua formação profissional, os currículos estão defasados
em relação às exigências do mercado. O perfil ideal almejado pela Sociedade da
Informação depende da forma como cada profissional atua no mercado de
trabalho. É necessário, acima de tudo, uma formação político-crítica e criativa
que responda às necessidades e aos anseios da maioria da sociedade, aquela
que não alcançou os índices mínimos de qualidade digna de vida.
Neste estudo os questionamentos realizados, permitem vislumbrar a falta de
perspectiva acadêmica para uma grande parcela dos formados em
biblioteconomia. Apesar da existência de eventos e especializações falta um
maior incentivo por parte dos profissionais para seguir esse caminho. Pode-se
dizer que a pesquisa realizada possibilitou identificar as necessidades básicas
de um profissional bibliotecário atuante, bem como conhecer as deficiências
existentes nos sistemas utilizados. Foi possível também identificar a demanda
por profissional da informação mais atuantes na área acadêmica, bem como
conhecer os critérios que deverão ser considerados no eventual
desenvolvimento de um curso de atualização para este profissional visando a
atuação. Além disso percebe-se através das respostas e sugestões oferecidas

�que existe uma carência de investimento financeiro na renovação dos recursos
materiais (ambiente de estudo, hardware, etc.) e no auxílio aos estudantes
(bolsas de iniciação científica ou de aprendizagem de prática acadêmicoprofissional no campo, por exemplo) para que se dediquem, fortemente, no
estudo de uma biblioteconomia capaz de produzir transformação social. Além de
um estímulo a longo prazo pós-formatura para que esse potencial bibliotecáriopesquisador se mantenha ativo e pensante.
Palavras-chave: Comunicação científica. Formação do bibliotecário. Produção
acadêmica. Pesquisa.
Referências:
ANDRADE, Thiago Fernandes. Formação do bibliotecário escolar: estudo de
caso sobre o curso de biblioteconomia e ciência da informação da UFSCAR.
Biblioteca escolar em revista, v. 2, n. 1, 2013.Disponível em:&lt;
http://revistas.ffclrp.usp.br/BEREV/article/view/260&gt; Acesso em: 23 mar.2015
CAMPELO, Bernardete. Competência informacional e formação do bibliotecário.
Perspect. ciênc. inf., Belo Horizonte, v.10 n.2, p. 178-193,jul./dez.
2005.Disponível
em:&lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/2/150&gt;.
Acesso em: 15. mar. 2015
MORENA, Edinei Antônio et al. A formação continuada dos profissionais
bibliotecários: análise do conteúdo dos sites das entidades de classe. Revista
ABC.
V.12.n.1,
2007.
Disponível
em:&lt;
http://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/494/637&gt;. Acesso em: 23.mar.2015
SOUZA, Francisco das Chagas de. A escola de Biblioteconomia e a ancoragem
da profissão de bibliotecário. Revista Informação &amp; Sociedade: Estudos, v. 11,
n.
2,
2001.
Disponível
em:
&lt;http://www.informacaoesociedade.ufpb.br/issuev.11n.201.html&gt; Acesso em:
22. mar. 2015

�Apêndice 1 - Tabelas e Respostas do formulário aplicado na pesquisa

��1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
14.
15.
16.

Opções apontadas:
Dar Continuidade a pesquisa de graduação
Menos burocracia nos padrões das revistas
Profissionalização da ciência
Ajuda de outros colegas
Estar atuando na área acadêmica
Mais incentivo das instituições de ensino, como cursos
A própria academia
Participar de congressos
Desejo de ser pesquisador
Aumento da visibilidade do bibliotecário
Menos vaidade e orgulho entre pesquisadores e docentes
Aumento do conhecimento
Desenvolvimento profissional
Maior conhecimento e salário maior
Pesquisa ser mais estruturada
Produzir para ajudar os colegas da área

�Pergunta 7 – O que você colocaria como sugestão a uma maior inclusão e
motivação dos bibliotecários para a área acadêmica?
1.
Incentivo desde a graduação para escrever artigos
2.
Aumentar o nível de exigência nos eventos profissionais. SNBU e CBBD
tem muita coisa boa que fica escondida no meio de muitos outros trabalhos
duvidosos/mal escritos/sem propósito.
3.
Maior incentivo durante a graduação; força de vontade
4.
Dinheiro
5.
Publicações focadas em experiências práticas
6.
Professores mais capacitados e dispostos a dividir o conhecimento.
7.
Incentivo financeiro, projetos interdisciplinares relacionados a outras áreas,
maior reconhecimento aos alunos que optam por atividades no meio acadêmico
dentro do próprio curso.
8.
Incentivá-los já na graduação, no começo do curso, com disciplinas
voltadas para o periódico científico, comunicação científica e redação,
editoração, normalização e áreas afins. Não são todos os alunos que tem a
oportunidade de fazer iniciação científica, por exemplo.
9.
Acho que os professores deveriam incentivar mais. Porém, eles
desempenham muitas atividades e às vezes falta tempo para o professor
incentivar, motivar e orientar os alunos.
10. Educação científica de fato e de verdade

�11. Incentivo durante a graduação para escrever relatos de experiência, e não
apenas publicações de TCC e grupos de pesquisa.
12. Acredito que as cobranças, como a exigência de produção de um número
mínimo de artigos por ano, contribui para a desmotivação dos profissionais a
seguirem a carreira acadêmica.
13. Nos cursos de Biblioteconomia o currículo deveria ser mais voltado para
pesquisa.
14. Reflexão sobre a atuação do bibliotecário e da biblioteca
15. Sugiro mais eventos para profissionais e cursos de formação continuada.
16. O incentivo em que ser plantado na faculdade e depois ele só vai aumentar.
17. Maior apoio e incentivo na faculdade e instituições que trabalhamos..
18. Motivação dos professores em ensinar, em dar uma boa aula, em transmitir
o conhecimento
19. Estudo e oportunidade
20. Regulamentação de Pesquisador como profissão formal.
21. Escrever em conjunto com outros colegas é bem menos cansativo, porém,
os bibliotecários precisam sair desse comodismo eterno que parece ser o mau
da profissão. Já convidei alguns amigos para escreverem artigos comigo e
muitos não quiseram por preguiça.
22. A visibilidade da profissão passa pela capacidade de produção acadêmica.
Então, é importante pesquisar, escrever e apresentar trabalhos em eventos.
23. Eventos mais baratos.
24. Formar bons bibliotecários depende dos próprios bibliotecários; somos
responsáveis pelos novos trabalhadores que estão se formando. nós precisamos
ajudá-los e incentivá-los a continuar a busca pelo conhecimento.
25. Mais motivação durante a graduação por parte dos professores, de modo a
aproximar os alunos das particularidades acadêmicas, como trabalhos segundo
normas da ABNT, apresentações, rodas de conversas, valorização do tcc, e do
próprio currículo, que muitas vezes prioriza mais a formação técnica.
26. Penso que nossa área apresenta dificuldades em consolidar-se como
campo acadêmico dinâmico, e são as novas gerações que podem renovar e
ampliar esse campo do conhecimento.
27. Incentivo dos professores e estimulo do curso para os alunos produzirem
28. No meu caso, não fui estimulada na faculdade a participar de congressos e
escrever artigos.Depoia de um tempo de formada percebi que precisava
escrever para meu melhor desempenho na área
29. Haver mais Concursos
30. Fazer pibic na graduação e participar de grupos de pesquisa
31.
Uma maior pesquisa crítica acerca das atuações na prática e suas
colaborações num estudo preditivo
32.
Uma maior pesquisa crítica acerca das atuações na prática e suas
colaborações num estudo preditivo
33. Maior incentivo durante a graduação
34. Mais vagas na área da pesquisa e mais aceitação nos artigos enviados para
as revistas favorecendo a aprovação nas seleções de mestrado e/ou doutorado.
35. Valorização da profissão
36. Q tenham vontade de produzir para contribuir e não para apenas competir
e ter currículo maior/ melhor
37. liberdade de metodologia
38. Construção de artigos

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