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                  <text>A BIBLIOTECA ESCOLAR E A PEDAGOGIA DOS MULTILETRAMENTOS.
Vagner Amaro
Vagner.amaro@bol.com.br
1. Introdução
Este resumo expandido trata das perspectivas de uso de uma pedagogia de
multiletramentos em bibliotecas escolares, considerando o referencial teórico sobre
letramento informacional elaborado pela Biblioteconomia e objetivando indicar
estratégias para, a partir das relações dialógicas teóricas entre multiletramento,
letramento informacional e letramento literário, aplicar às tradicionais ações
realizadas nas bibliotecas escolares de orientação a pesquisa, promoção literária e
formação do leitor, recursos que estejam de acordo com as novas práticas de leitura
e com o desenvolvimento de habilidades informacionais.

Aborda o papel do

bibliotecário como educador e mediador com base nos referenciais teóricos
estudados.

Com base nas perspectivas de letramento informacional no Brasil,

apresentadas por Campelo (2010) que considera incipiente a ação dos bibliotecários
nesta prática educativa, compreende-se que ao buscar interseções nos objetivos da
pedagogia dos multiletramentos, torna-se possível enriquecer as estratégias dos
bibliotecários escolares nas suas práticas de letramentos.
Cabe garantir, para um bom entendimento do objetivo desta pesquisa,
apresentar os conceitos relacionados à multiletramentos, letramento informacional e
letramento literário e letramento.

A necessidade de uma pedagogia dos

multiletramentos foi afirmada pela primeira vez em 1996, resultante de um colóquio
do Grupo Nova Londres, nos Estados Unidos, que após uma semana de discussões
publicou um manifesto intitulado Uma pedagogia dos multiletramentos – desenhando
futuros sociais.

Os estudos do Grupo de Nova Londres a respeito de uma

pedagogia dos multiletramentos indicaram a necessidade de a escola focar novos
letramentos emergentes na sociedade (multimodalidade), já que os jovens utilizam
diversas ferramentas de acesso à comunicação, além de contemplar também a
diversidade cultural no currículo (multiculturalidade) (ROJO, 2012). O termo
letramento informacional surge nos EUA na década de 70, quando se cunha a
expressão Information Literacy. Os estudos sobre o assunto intensificaram-se
principalmente a partir das duas últimas décadas, chegando ao território brasileiro no

�início deste século (GASQUE, 2010) De acordo com Campello (2003), o termo
Information Literacy foi mencionado, primeiramente, por Caregnato (2000), que o
traduziu como ‘alfabetização informacional’, mas optou pelo emprego de ‘habilidades
informacionais’ como seu equivalente em língua portuguesa. Apesar de constarem
na literatura brasileira os conceitos supracitados, Information Literacy tem sido
traduzido no Brasil comumente como competência informacional (GASQUE, 2010).
Por Letramento literário entende-se como o processo de apropriação da literatura
enquanto construção literária de sentidos (PAULINO e CONSSON, 2009). O termo
letramento chegou ao vocabulário da Educação e das Ciências Linguísticas na
segunda metade dos anos 80. Seu significado corresponde a resultado ou ação de
ensinar ou de aprender a ler e escrever: o estado ou condição que adquire um grupo
social ou um indivíduo como consequência de ter se apropriado da escrita. No
Brasil, este termo surge como resultado da mudança na maneira de considerar o
significado do acesso à leitura e à escrita, da mera aquisição da tecnologia do ler e
do escrever à inserção nas práticas sociais de leitura e de escrita. Refere-se aquele
que usa socialmente a leitura e a escrita, pratica a leitura e a escrita, responde
adequadamente às demandas sociais de leitura e escrita.

(SOARES, 1998).

Embora apareçam em trabalhos científicos como semelhantes, alfabetização e
letramento, se distinguem, de forma que alfabetização diz respeito a aprender ler e
escrever e letramento é o que as pessoas fazem com as habilidades de leitura e
escrita, em um contexto específico, e como essas habilidades se relacionam com as
necessidades, valores e práticas sociais. (SOARES, 1998). Letramentos diversos
dizem sobre o fazer biblioteconômico e as derivações empregadas sobre este termo
devem ser analisadas e, se coerentes, absorvidas pela área. Segundo Gasque,
(2010) a transposição dos conceitos de alfabetização e letramento para o universo
informacional pode auxiliar na construção do arcabouço conceitual do letramento
informacional, visto que tratam do processo de aprendizagem. Pode-se identificar
convergências entre tais conceitos, como as ideias de processo, de funcionalidade,
de produção de conhecimento, dentre outras. Soares (2002), ao discutir as práticas
de leitura e escrita na cibercultura, enfatiza a ideia de que “diferentes espaços de
escrita e diferentes mecanismos de produção, reprodução e difusão da escrita
resultam em diferentes letramentos”, reconhecendo a existência de diversos
processos de letramento.

�Tradicionalmente a biblioteca escolar esteve envolvida com os processos de
alfabetização e letramento, em especial o letramento literário. Segundo Campelo
(2010), com as mudanças ocorridas na sociedade em geral, na educação em
particular, marcadamente a partir da década 1990, destaca-se outra esfera de
atuação do bibliotecário. As referidas mudanças requerem que as pessoas adquiram
competências para localizar, avaliar e usar as informações, o que implica, por parte
dos bibliotecários em ações mais complexas, pois as pessoas além de tornarem-se
leitores necessitam desenvolver habilidades informacionais. Assim, as práticas de
educação de usuários nas bibliotecas integra hoje a noção de letramento
informacional (ALA, 1989), partindo-se do pressuposto de que o bibliotecário detém
conhecimentos que ajudarão os usuários no desenvolvimento dessas habilidades,
ampliando-se a função educativa desse profissional.
2. Métodos
Para este trabalho foi realizada pesquisa bibliográfica das áreas de
Biblioteconomia, Educação e Ciências Linguísticas atentando-se para o período de
surgimento de cada termo e suas aproximações e distinções.

Com base neste

referencial teórico, elaborou-se uma prática pedagógica, que vise multiletramentos, a
ser realizada na biblioteca da escola Sesc de Ensino Médio, com um grupo de
estudantes do Pré-Enem.

Seus resultados serão apresentados no XXVI CBBD,

com algumas falas dos participantes e apontamentos sobre os efeitos obtidos no
sentido da apreensão dos conteúdos trabalhados.
3. Discussão
Diante do exposto, cabe indagar quais estratégias podem ser adotadas por
bibliotecários para, com base nas ações que já desempenham de colaboração nos
letramentos literários e informacionais, aplicar as diretrizes propostas pelo grupo
Nova Londres em 1996, e realizar uma pedagogia dos multiletramentos nas
bibliotecas escolares.

Estas estratégias implicam em: enriquecer acervos com

material multimídia; estruturar a biblioteca com equipamentos e dispositivos
tecnológicos; valorizar as coleções pessoais dos alunos, de acordo com culturas de
referência destes e propor um diálogo constante entre esta coleção e o acervo
selecionado de acordo com os cânones curriculares das diversas áreas; atualizar as
estratégias de promoção da literatura, tais como círculos de leitura, leituras

�compartilhadas, encontros com autor, narração de histórias dentre tantas outras de
mediação de leitura com uso de tecnologias digitais. Considerando a multiplicidade
cultural das populações e a multiplicidade semiótica de constituição dos textos por
meio dos quais eles se informam e se comunicam (ROJO, 2012), fazer uso destas
ações para realizar um multiletramento que desenvolva nos alunos habilidades
específicas para se relacionar com os diversos gêneros, suportes e mídias de textos
escritos, para entender seus processos de produção e divulgação, para fazer uso
das tecnologias digitais e seus dispositivos na produção de áudio, vídeo, aplicativos,
blogs, sites, games e no uso das redes sociais com finalidade pedagógica, tendo
como fim, a imersão no mundo na escrita e da leitura e o aprimoramento nas
atividades de busca e uso da informação.
Palavras chave: Letramento. Letramento informacional. Multiletramentos.
4. Referências

1. CAMPELO, Bernadete Santos. Letramento informacional: função
educativa do bibliotecário na escola. São Paulo: Autêntica, 1989.
2. CAMPELO, Bernadete Santos. Perspectivas de letramento informacional
no Brasil: práticas educativas de bibliotecários em escolas de ensino
básico. Encontros Bibli, Florianópolis, v. 15, n. 29. 2010. Disponível em:
&lt; https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2010v15n29p184&gt; Acesso em 25 mar. 2015.
3. COSSON, Rildo. Círculos de leitura e letramento literário. São Paulo:
Contexto, 2014.
4. GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias.

Arcabouço conceitual do

letramento informacional. Ciência da Informação, Brasília, v. 39 n. 3,
p.83-92, set./dez., 2010.
5. Educação no Século XXI: multiletramentos. São Paulo: Fundação
Telefônica, 2013.
6. ROJO, Roxane; MOURA, Eduardo (Orgs.). Multiletramentos na escola.
São Paulo: Parábola Editorial, 2012.
7. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. São Paulo:
Autêntica, 1998.

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