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                  <text>PRÁXIS EM CATALOGAÇÃO: ESTUDO DO PERFIL DOS CATALOGADORES NA
CONTEMPORANEIDADE EM FACE DAS PERCEPÇÕES DOS DISCENTES
1 INTRODUÇÃO
A utilização das novas tecnologias da informação nas práticas bibliotecárias
desencadeou a necessidade de redefinições a respeito dos instrumentos, dos processos e
dos recursos utilizados pelas unidades de informação na contemporaneidade.
Não podemos afirmar que apenas a revolução tecnológica viabilizou tantas mudanças
no âmbito da Biblioteconomia, pois a necessidade de reformulação e, tendo em vista
adaptar-se a diferentes contextos é um fato que acompanha as bibliotecas desde os
primórdios, permitindo que essa instituição fosse adaptativa ao longo dos tempos.
No entanto, com a adesão às tecnologias contemporâneas, sobretudo com o
aparecimento do ambiente virtual e dos diferentes suportes para materializar a informação,
as atividades biblioteconômicas sofrem mudanças substanciais. Por conseguinte, a fim de
garantir seu espaço de trabalho, o bibliotecário deve acompanhar essas mudanças,
adquirindo características, competências e habilidades outras que extravasem o tecnicismo e
garanta sua participação na gestão e controle das informações registradas.
No que se refere às atividades de catalogação, atividades essas que perfazem o
contexto da organização ou tratamento da informação, observa-se que "[...] O aumento da
produção científica, aliada à crescente interdisciplinaridade entre as áreas do conhecimento
que vêm ocorrendo nas últimas décadas torna o trabalho de organização e tratamento da
informação cada vez mais árduo e complexo" (NAVES, 2001, p. 189).
A catalogação sofreu grandes transformações a partir de meados do século XX, haja
vista a necessidade de se instituir em nível mundial padrões para descrever a informação, de
modo que ela pudesse ser compartilhada. Diversos eventos propuseram-se a discutir essa
uniformidade, como Conferência de Paris (1961), Reunião Internacional de Especialistas em
catalogação (1969), dentre outros.
Mey e Silveira (2009) afirmam que o século XXI iniciou-se com vários estudos
concomitantes sobre a catalogação e viabiliza continuidade à tendência do final do século
XX: compartilhamento de dados bibliográficos, revisão de conceitos e práticas catalográficas
e internacionalização dos padrões de representação.
A literatura especializada é exaustiva ao abordar as transformações ocasionadas às
técnicas, métodos, aos instrumentos, recursos, enfim, o processo de catalogação vem sendo
muito abordado nas últimas décadas, sobretudo com o surgimento das novas tecnologias e
suas contribuições com as práticas de representação e recuperação da informação.
Todavia, analisando a literatura observa-se escassez de estudo no que tange ao papel
ou perfil do catalogador do século XXI. Atrelados ao desenvolvimento acentuado da
catalogação, alguns questionamento nos instigam: Quais as características do catalogador
contemporâneo? Como esse profissional vem se preparando para o futuro? Quais as
principais competências e habilidades necessárias para sua permanência? Estaria preparado
para utilizar novos códigos e seguir os padrões internacionais de catalogação?
O estudo de Santa Anna (2013), por exemplo, apresenta de forma superficial a
necessidade do conhecimento em novas mídias, passando o catalogador a atuar no
ambiente virtual, como cibertecário, uma vez que o tratamento da informação em espaço
virtual requer a construção/domínio de novas linguagens e instrumento para representação.
Sendo assim, este estudo prévio faz parte de uma pesquisa maior, cujo objetivo é
conhecer o perfil necessário conferido aos catalogadores do futuro, de modo que possam
atuar em diversos ambientes de informação. Para tanto, a pesquisa foi sustentada em

�objetivos específicos, que são: conhecer a percepção dos alunos de Biblioteconomia (os
futuros catalogadores) sobre o catalogador do futuro e investigar o perfil dos catalogadores
atuantes no mercado contemporâneo. Logo, este resumo expandido limita-se, tão somente, à
primeira parte da pesquisa, qual seja, analisar a percepção dos alunos sobre o catalogador
moderno.
2 MÉTODO DA PESQUISA
A pesquisa será conduzida por meio da aplicação de estudo focal e questionário. A
primeira técnica aplicou-se a trinta e cinco alunos matriculados na disciplina Representação
Descritiva I, do curso de Biblioteconomia. Essa investigação foi realizada no final da
disciplina, tendo em vista que nesse momento os alunos estavam familiarizados com a
temática. A segunda técnica de pesquisa, o questionário, será aplicada a um grupo de
bibliotecários que atuam em diferentes bibliotecas e contextos, atuando na catalogação, no
âmbito de um município.
O estudo focal realizado sustentou-se em um roteiro de perguntas previamente
elaborado, contento perguntas reflexivas e abertas, cuja finalidade era coletar informações a
respeito do que os alunos entendiam sobre o perfil do catalogador do século XXI. Assim,
durante a aplicação dessa técnica, realizada na última aula de Representação Descritiva,
foram ouvidos e anotados os relatos sobre a percepção desses sujeitos quanto à atuação do
catalogador e suas competências e habilidades no contexto da contemporaneidade.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A primeira pergunta direcionou-se à atuação do catalogador na sociedade do futuro,
enfatizando os novos campos de trabalho desse profissional. Os alunos foram unânimes ao
considerar que as possibilidades de trabalho para os profissionais que organizam a
informação, especialmente no ambiente web, tentem a aumentar.
Todos concordam que essas possibilidades somente virão à tona, tendo o bibliotecário
reconhecimento para ocupar essas demandas, se o próprio profissional impuser-se, de modo
a demonstrar suas amplas competências. Segundo a maioria dos alunos analisados, o
profissional precisa ser mais ousado, inovador e divulgador de suas capacidades.
Mais da metade dos participantes do estudo considera que o catalogador precisará
adquiri habilidades tecnológicas, de modo que haja um trabalho mais efetivo na estruturação
das linguagens documentárias, das bases de dados, vocabulários controlados e dos
formatos de descrição e compartilhamento. Um aluno destacou: “Precisamos entender a
linguagem da TI, visando fornecer informações precisas, lógicas e seguras na elaboração
dos catálogos eletrônicos e dos formatos de descrição”. Outro discente argumenta: “Se não
dominarmos os recursos informáticos como vamos aplicar a RDA, no que tange aos objetos
digitais?”.
Inúmeros estudos demonstram a necessidade da ampliação das habilidades do
bibliotecário. No âmago da catalogação, segundo pesquisa realizada por Santa Anna (2013,
p. 18), “Para que catalogadores adquiram as novas competências exigidas para atuação em
ambiente digital, transformando-se em cibertecários, vislumbra-se a necessidade de
adquirirem as competências de um moderno profissional da informação, tendo a formação
continuada como principal aliada nessa conquista [...]”.
Os discentes concordam com a importante funcionalidade da formação continuada.
Discorrem acerca dessa questão frisando que “[...] se o catalogar não buscar capacitar-se
por meio de treinamentos no uso da RDA, cursos de informática, entendimento das
características das fontes de informação eletrônica, cursos de idiomas, cursos de internet
básica e avançada [...], pode correr o risco de ficar excluído”. Corroborando, Santa Anna

�(2013, p. 18) também defende que é urgente e necessária a participação do profissional em
cursos e treinamentos acerca da catalogação em ambiente digital, familiarizando-se como
novos formatos, linguagens e formas de representação digital. Assim, o catalogador será um
cibertecário em atuação, representando a informação digital da forma mais adequada para
seu gerenciamento e recuperação.
Em linhas gerais, verificamos que os discentes discursaram acerca dos novos
conhecimentos a serem aprendidos pelos catalogadores a ponto de eles passarem a atuar
em diferentes instâncias, contextos e demandas do ambiente virtual. Alguns alunos
atribuíram essa responsabilidade também às academias, enfatizando que os currículos dos
cursos devem priorizar mais disciplinas na área de TI, assim como criar disciplina específica
de catalogação na internet.
Além das habilidades tecnológicas, os discentes discursaram acerca das qualidades
básicas para sucesso de qualquer profissão, independente do local de trabalho, dos recursos
e métodos utilizados e da cultura vivenciada. Assim, algumas características são básicas e
fundamentais no delineamento do catalogador do futuro. Como dispõem Mey e Silveiro, o
catalogador deve gostar de ler, estar atualizado, conhecer seus usuários, saber dialogar, e,
principalmente, deve respeitar o passado e, ao mesmo tempo, preocupar-se com o novo ou
desconhecido, por si próprio e por seus usuários.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através do estudo realizado com os discentes de Biblioteconomia, após terem cursado
a disciplina de Representação Descritiva, fica claro que todos consideram o ambiente virtual
como um novo e oportuno espaço para desenvolvimento das práticas de catalogação.
Constatou-se que as novas tecnologias ampliam as possibilidades de representação da
informação, além de viabilizar novos instrumentos de busca e novos formatos de
visualização e compartilhamento dos registros bibliográficos. No que tange ao perfil do
catalogador no século XXI, os discentes, em geral, são unânimes ao reconhecer a
necessidade do catalogador no ambiente digital, sendo necessário que esse profissional seja
inovador, invista na formação continuada, principalmente através de cursos de qualificação,
eventos para discussão e domínio das novas mídias, formatos e plataformas.
Além das habilidades tecnológicas, faz-se necessário que o catalogador mantenha suas
qualidades tradicionais, atuando de forma humanista, conhecendo seus limites, valorizandose e reconhecendo as necessidades de seus usuários. Se assim fizer, certamente terá seu
espaço de trabalho respeitado e continuará contribuindo com a disseminação da informação.
As limitações desses resultados viabilizam a concretização da segunda parte da
pesquisa, ou seja, a análise do perfil dos catalogadores atuantes no mercado
contemporâneo.
Palavras-chave: Ambiente Virtual. Catalogador. Perfil Profissional. Habilidades profissionais.
REFERÊNCIAS
MEY, E.; SILVEIRA, N.C. Catalogação no plural. Brasília, DF: Brinquet de Lemos, 2009.
74-85, jan./abr. 2009.
NAVES, Madalena Martins Lopes. Estudo de fatores interferentes no processo de análise de
assunto. Perspect. Cienc.Inf., Belo Horizonte, v. 6, n. 2, p. 189 - 203, jul./dez. 2001.
SANTA ANNA, J. A (r)evolução digital e os dilemas para a catalogação: os cibertecários em
atuação. In: ENCONTRO INTERNACIONAL DE CATALOGADORES, 9; ENCONTRO
NACIONAL DE CATALOGADORES, 2, Anais Eletrônicos. Rio de Janeiro: Biblioteca
Nacional, 2013. Disponível em: &lt;file:///C:/Users/aluno-ccje/Downloads/21-185-1PB%20(2).pdf&gt;. Acesso em: 15 mar. 2015.

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