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                  <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Resumo expandido de relato de experiência

O primeiro seguidor: modelando uma Rede Social de
Leitores para bibliotecas escolares, públicas e
comunitárias
Carla Floriana Martins. Associação de Gestão e Engenharia de Sistemas de Informação – AGESIN –
cmfloriana@hotmail.com
Izabela Capovilla – Práxis Sistemas de Informação – izabela@praxis.com.br

Introdução:
Porque algumas comunidades virtuais são divertidas, informativas, dinâmicas e interativas
enquanto outras não se movimentam e desaparecem?
A humanidade tem vivido nos últimos anos uma experiência extraordinária, onde a
comunicação e suas tecnologias oferecem infinitas oportunidades para a quebra de barreiras
geográficas, linguísticas e culturais, numa perspectiva cada vez mais relacional. Pesquisas
nas áreas de biblioteconomia e educação vêm demonstrando que os estudantes aprendem
mais e atingem melhores resultados nos seus trabalhos acadêmicos quando tem acesso a
uma biblioteca com programas educativos bem estruturados, ambientes físicos, digitais e
tecnológicos acessíveis, profissionais qualificados, além de acervos diversificados, em
suportes variados e relevantes. (CAMPELLO, 2012)
Porém, as bibliotecas ainda engatinham na concepção e concretização de espaços que
utilizem, de maneira eficaz, as informações digitais já existentes em seus sistemas
informatizados de gerenciamento, o que acaba por dificultar os esforços dos seus
profissionais para um melhor atendimento aos seus usuários.
O objetivo desse estudo é partilhar com os bibliotecários, em especial os que atendem
bibliotecas escolares, públicas e comunitárias, o desenvolvimento e resultado do Projeto i10
Biblioteca, de criação de uma Rede Social de Leitores, vinculada, tecnologicamente, a um
software de Gerenciamento de acervos respeitando-se as características dialógicas, sociais e
culturais já inerentes à biblioteca.

1

�Relato da experiência:
Essa experiência ocorreu no período de dezembro de 2013 a fevereiro de 2015 e partiu de
uma demanda de criação de produtos inovadores para bibliotecas, agenciados por uma
fábrica de softwares de gerenciamento.
A empresa buscava, no mercado, em princípio, consultorias ou instituições com propostas de
soluções que abarcassem, não somente os aspectos tecnológicos relativos aos produtos
voltados para o gerenciamento de bibliotecas, mas, também, aos insumos teóricos
necessários para contrapor o paradigma de que o usuário não teria elementos para participar,
de forma direta, da gestão das informações inseridas pelo profissional bibliotecário em
sistemas informatizados.
Para tanto, foi contratada uma consultoria, composta por três bibliotecárias, uma pedagoga e
um analista de tecnologia da informação e comunicação, com a finalidade de trazer aspectos
inovadores para o sistema de gerenciamento de bibliotecas já em uso pela empresa. Essa
equipe passou, então, a desenvolver seus trabalhos a partir de estudos que evidenciassem as
necessidades mais emergentes no ambiente escolar e onde as bibliotecas, e seus serviços,
pudessem ser inseridos de forma mais eficaz e atraente.
Esses estudos demonstraram que houve um salto de acesso tecnológico muito grande nos
últimos anos (computadores, tablets, celulares, aplicativos, bandas de internet, nuvem, ebooks, entre outros) que afetam, não somente a escola como instituição, mas também, a
forma como se aprende e como se media a informação nesses espaços ainda de cunho
tradicional, incluindo-se, aí, as Bibliotecas.
Em relação aos serviços prestados na Biblioteca Escolar, foi percebida uma lacuna
comunicacional entre estudantes, comunidade docente, e demais setores escolares. Com
essas e mais algumas informações em mãos, foi-se delineando, juntamente com a alta gestão
da empresa requisitante, as implementações consideradas necessárias para se atingir o
público geral e também o chamado nativo tecnológico.
Dessa forma, foi apresentado um projeto de ressignificação do software de bibliotecas já
existente para um novo produto, que incorporasse, além das informações já conhecidas de
movimentação e indexação de materiais nas bibliotecas, também, as interações vindas dos e
pelos usuários da biblioteca como um todo.
Assim, foi proposta a modelagem de um sistema, que abarcasse as necessidades
administrativo/técnico/biblioteconômicas e pedagógicas do software a uma tecnologia
inovadora e contemporânea aplicável à educação brasileira, com foco, principalmente, nas
áreas de linguagem, códigos e suas tecnologias. Aceito o desafio, foram produzidos e
aplicados os requisitos necessários para a criação desse ambiente de interações e trocas
virtuais.
A equipe utilizou-se de variados recursos disponíveis no mercado tecnológico interativo com
foco nas formas como hoje são planejadas, selecionadas e disponibilizadas as informações

2

�acadêmico-literárias pelo profissional bibliotecário e como esses recursos são utilizados por
professores e estudantes na busca pela proficiência e excelência leitora.
A construção desse sistema demandou investimentos em estudos de comportamento de
faixas etárias em ambiente virtual, na contratação de desenvolvedores de softwares com
know how específicos nas áreas de desing, comportamento em espaços midiáticos,
circulação de informações na nuvem, segurança da informação, protocolos para cooperação
e aproveitamento de bases de dados bibliográficas, entre outros.
Até o momento, o software foi implantado na Biblioteca Pública da cidade Florestal, Minas
Gerais, na Escola Madre Paula, em Belo Horizonte, também em Minais Gerais e, a partir de
abril de 2015, será iniciado um processo de migração dos dados de bibliotecas já clientes, no
total de 51 bibliotecas entre escolares públicas e privadas, situadas em mais de 21 cidades
brasileiras para que gestores, estudantes, professores e pais de alunos, possam interagir com
as ações ocorridas dentro da biblioteca e fora dela.

Considerações Finais ou Conclusões:
Lemos (1997) confronta a navegação na Web com uma peregrinação na cidade. De acordo
com autor, ler e escrever é interagir, criar trajetos próprios, deixar marcas, reorganizar
ambientes criando memórias e narrativas pessoais, assim como ocorre com os hipertextos,
em seu contexto tecnológico. Para ele, “tanto a cidade como os hipertextos são
(des)organizados de forma a promover uma marca (escrita) não-linear, indexada a
associações de ideias e conceitos. Aqui, o mapa não é o território”.
Esta metáfora da caminhada pode ser incorporada às perspectivas de acompanhamento aos
avanços sociais e tecnológicos em bibliotecas e, principalmente, em bibliotecas escolares,
públicas e comunitárias, o que justificou um investimento em novas formas de interação, uma
vez que seus públicos, em grande parte, nativos tecnológicos, representam para nós,
profissionais que os atendem, uma demanda eclética, dinâmica e sempre à frente das
prospectivas educacionais, sociais e culturais vigentes.

Palavras-chave: Rede Social de Leitores, Bibliotecas Escolares, Inovação tecnológica, novas
tecnologias.
Referências:
CAMPELLO, Bernadete. Biblioteca Escolar: Conhecimentos que sustentam a prática. Belo
Horizonte: Autentica 2012.
Lemos, A.. As Estruturas Antropológicas do Ciberespaço. In. Textos, n. 36, FACOM/UFBA,
1997.
Agências financiadoras
Associação de Gestão e Engenharia de Sistemas de Informação - AGESIN
3

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